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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Sabonete antibacteriano ou comum? Saiba quais as diferenças

Um estudo recente publicado no The Journal of Antimicrobial Chemotherapy analisou a eficácia do sabonete antibacteriano. O resultado surpreendeu muitas pessoas que costumavam utilizar esse produto. A pesquisa mostrou que ele não possui um efeito mais eficaz que o sabonete comum

De acordo com o estudo, o triclosan, um ingrediente controverso presente na maioria dos produtos antibactericida, na verdade é maléfico para a saúde dos usuários. Foi descoberto que esse componente químico gera bactérias resistentes aos antibióticos. Pode ainda, impulsionar a infertilidade, o início da puberdade precoce, câncer e obesidade.

Devido a todos esses fatores, o FDA (órgão dos Estados Unidos que fiscaliza e autoriza o consumo de alimentos e remédios), emitiu um prazo para que todos os produtos que contenham o componente, e não consigam provar que ele seja benéfico para a saúde, sejam retirados do mercado, principalmente o sabonete antibacteriano.

Sabonete antibacteriano X comum: diferenças 
A principal diferença entre os sabonetes é a forma que eles eliminam as bactérias da pele. O sabonete antibacteriano mata as bactérias e o sabonete comum apenas as remove.
 
Segundo os estudos, a ação do triclosan facilita a eliminação das bactérias. Porém, as mãos deveriam ser lavadas por cerca de dois minutos para que ele tivesse o efeito totalmente eficaz e superior ao do sabonete comum.
 
O uso do sabonete antibacteriano é indicado para uso em hospitais, clínicas e consultórios odontológicos e por quem desenvolve infecções de pele, e não por pessoas saudáveis, de acordo com os médicos responsáveis pela pesquisa.
 
sabonete antibacteriano infográfico doutíssima
 
Uma opção aos antibacterianos
Uma solução para trocar o sabonete antibacteriano e ter um bom resultado contra as bactérias, seria lavar as mãos com sabonete comum várias vezes ao dia. Lavar as mãos durante 20 segundos é o necessário para que esteja com os membros limpos.
 
Além disso, o álcool gel antisséptico após as lavagens garante que os germes morram por desidratação. Assim, as bactérias não conseguem se desenvolver.
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sugere algumas dicas para que a lavagem das mãos seja feita corretamente:
 
1. Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar na pia.

2. Aplique na palma da mão uma quantidade suficiente de sabonete líquido para cobrir todas as superfícies das mãos.

3. Ensaboe as palmas das mãos, friccionando-as entre si.

4. Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda (e vice-versa) entrelaçando os dedos.

5. Esfregue entre os dedos, o dorso, os polegares e os punhos.

6. Enxágue as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.

7. Seque as mãos com papel toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos.
 
Doutissima

Manhã ou noite? Quando é melhor tomar o remédio para hipertensão?

Tomar remédios para hipertensão à noite e não pela manhã pode controlar a pressão de forma mais eficaz e reduzir significativamente o risco de diabetes
 
A queda da pressão sanguínea durante o sono é normal, e sabe-se que uma redução noturna de menos de dez por cento na pressão sistólica (o número maior) está associada com um risco maior de morte.
 
Pesquisadores estudaram 2.012 homens e mulheres com pressão alta. A idade média era de 53 anos, e ninguém tinha diabetes no começo da análise. Os cientistas decidiram aleatoriamente que metade das pessoas tomaria o remédio para hipertensão à noite, e a outra metade, pela manhã.
 
Durante uma média de seis anos, 171 passaram a ter diabetes. Depois de ajustarem o nível de glicose, circunferência da cintura, pressão média durante o sono e outros fatores, quem tomava a medicação antes de se deitar teve um risco 57 menor de contrair diabetes. Ingerir o remédio à noite também resultou em um declínio relativo maior da pressão sanguínea noturna. O estudo foi publicado em "Diabetologia".
 
"Agora, estamos recomendando que os pacientes tomem o remédio à noite. É uma intervenção sem custo", disse o autor principal do estudo, Ramón C. Hermida, professor de Engenharia Biomédica da Universidade de Vigo, Espanha. Ainda segundo ele, os pacientes não deve trocar o horário em que tomam a medicação sem consultar os médicos.
 
The New York Times  / UOL

Coceira e sangue nas fezes podem indicar doenças na região anal

Hemorroidas, fissuras e até câncer apresentam sintomas claros
 
A presença de sintomas como dor ao evacuar, sangue nas fezes ou mesmo coceira anal não deve ser negligenciada - principalmente quando eles persistem. Para você ficar alerta, confira a lista com os sinais mais comuns de doenças na região anal e quando buscar atendimento:

Muco nas fezes
"O muco intestinal é uma secreção gelatinosa, branca ou amarelada, produzida naturalmente pelo intestino (cólon) a fim de lubrificar e proteger o trajeto das fezes e facilitar sua eliminação", explica o proctologista João Duda, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e especialista Minha Vida. Contudo, dificilmente esse muco será visível a olho nu. "Em grandes quantidades, principalmente se o aumento ocorrer de maneira súbita, deve-se procurar um especialista", diz.

O muco nas fezes pode ocorrer nas infecções intestinais, normalmente acompanhadas de diarreia. Outras causas possíveis incluem doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável e/ou câncer. "Também pode estar presente na fissura anal, nas proctites infecciosas (herpes, sífilis anorretal), grandes hemorroidas internas, fístulas anais e úlceras retais, no prolapso de mucosa retal e na doença celíaca, diverticulite aguda e obstrução intestinal", ressalta João Duda.

Ao notar que há uma secreção gelatinosa de cor amarelada, semelhante a um "catarro" nas fezes, marque uma consulta médica. Outros sintomas como diarreia, sangue nas fezes, dor abdominal e febre também pedem atenção quando acompanhados de muco nas fezes.                            

Gordura nas fezes
A presença de gordura nas fezes (esteatorreia) pode ser visível ou detectada por exames laboratoriais. "Caso visível, as fezes tendem a ser espumosas, com odor fétido forte e tendem a sempre flutuar na água", afirma o proctologista João Duda. Entre as doenças que comumente causam esteatorreia estão pancreatite crônica, doença celíaca, doença de Crohn, fibrose cística do pâncreas e câncer das vias biliares ou do pâncreas. "Sangramento digestivo, anemia, dor e perda de peso/desnutrição devem ser sinais de alerta", lembra. Por fim, sempre que os sintomas de gordura nas fezes estiverem presentes deve-se buscar ajuda médica, pois estes normalmente estão correlacionados a doenças graves.

Coceira anal
A coceira ou prurido anal é um sintoma comum, provavelmente porque a área é muito sensível aos potenciais irritantes locais. "Embora a coceira anal possa ser causada por doenças específicas, como hemorroida, fissura anal, constipação, diarreia e diabetes, a maioria dos pacientes na verdade sofre alterações cutâneas, como micoses, seborreia ou dermatites", diz João Duda. No entanto, a causa mais comum de coceira anal é a presença de resíduos de fezes na margem anal e no canal anal, comum em pessoas com alterações funcionais no esfíncter - ou seja, que não conseguem controlar a eliminação de fezes.

O especialista ressalta ainda que a coceira excessiva pode causar ferimentos e piorar ainda mais o sintoma. "Muitas vezes não há nenhum dano estrutural ou consequência mais grave por trás da coceira anal, mas o sintoma pode ser incrivelmente irritante e levar a considerável perda na qualidade de vida."

Os sinais de alerta para buscar ajuda médica são sangramento, alteração do hábito intestinal e da forma das fezes, emagrecimento, dor anal ou retal e a presença de muco ou pus. Caso perceba alterações na forma e consistência da região anal, leve em consideração a avaliação médica.

Dor ao evacuar
O ato de defecar normalmente não é acompanhado de dor. Caso o sintoma esteja acompanhado com excesso de força e dificuldade para evacuar, provavelmente é consequência de prisão de ventre ou fezes muito ressecadas - acusando ingestão excessiva de fibras ou pobre de líquidos.

A dor ao evacuar também é o principal sintoma de fissura anal. "Tende a ser uma dor severa, pior na manifestação aguda, como se algo estivesse arranhando ou cortando o ânus ao evacuar, persistindo após a defecação", explica o proctologista João. A fissura anal também causa sangramento, por isso, na presença desses dois sintomas o ideal é buscar ajuda médica. "O não tratamento da fissura anal pode torna-la crônica, o que gera uma hipertrofia da pele na borda do ânus onde se encerra a ferida, chamado plicoma", explica o especialista. Mesmo após a formação do plicoma, a fissura anal continua a causar dor.

Hemorroidas também podem causar dor ao evacuar, mas somente quando há "crises". Para entender melhor o conceito, é necessário pensar que hemorroidas podem ser internas ou externas. "As internas tendem a sangrar e prolapsar, e as externas tendem a inchar e causar obstrução por coágulos, o que pode causar a dor", afirma João Duda. Portanto, as hemorroidas nem sempre causam dor, somente quando estão externas.

Por isso, de a dor para evacuar está acompanhada de sintomas como sangue nas fezes, presença de nódulos ou inchaços e/ou alterações na aparência das fezes, o ideal é buscar ajuda.                        

Fezes com aparência alterada
As fezes normalmente tem cor marrom de diferentes tonalidades e possuem formato cilíndrico e alongado. Colorações diferentes do marrom podem indicar problemas que devem ser investigados, principalmente se persistirem. Fezes com formatos muito finos e dificuldade para evacuar pode indicar obstrução intestinal, por exemplo, que em alguns casos pode acusar até mesmo câncer. Já a consistência das fezes deve ser macia, ficando o alerta para as fezes amolecidas ou ressecadas. 

Por fim, o odor das fezes pode variar muito conforme aquilo que comemos. "No geral, o consumo de carne vermelha ou alimentos condimentados pode gerar fezes com um odor mais acentuado", explica o proctologista Sidney. Mas não deve ser um cheiro muito forte ou insuportável.                        

Prisão de ventre
A constipação intestinal pode ser definida como a evacuação de fezes muito ressecadas e escassas, com frequência de 72 horas ou mais entre uma evacuação e outra. Dificuldade para ir ao banheiro e sensação de quem não defecou completamente também fazem parte desse quadro. "A prisão de ventre pode estar relacionada a fatores como dieta pobre em líquidos ou com excesso de fibras, doenças do assoalho pélvico, falta de relaxamento muscular, obstrução do aparelho intestinal ou mesmo com adiar a ida ao banheiro", conta o proctologista Sidney. Uma frequência considerada dentro do ideal fica entre três vezes ao dia até uma vez a cada três dias. Essa, porém, não é uma definição rígida, uma vez que pessoas saudáveis podem fugir do padrão.

Algumas situações podem causar alteração temporária do hábito intestinal, como estresse, ansiedade, viagens, mudanças na rotina e gravidez. Além disso, a prisão de ventre não tratada pode favorecer problemas como hemorroidas, fissura anal e diverticulite. Quando os hábitos intestinais mudam sem causa aparente e não retornam ao normal, é necessário buscar ajuda médica.

Nódulos ou inchaço na região
Há diversas condições em que há manifestação de um nódulo ou inchaço na região anal, mas elas nem sempre são perceptíveis. "A região anal é composta pelo canal anal e pela margem anal, correspondentes as porções interna e externa, respectivamente", explica o proctologista João Duda. Segundo o especialista, normalmente as pessoas sentem ou enxergam alterações na margem anal, e essas costumas ser facilmente percebidas. "A aparência nas nodulações e inchaços varia de acordo com a causa, e sua percepção pode não ocorrer em alterações muito pequenas", diz.

A causa mais comum de inchaço na região externa do ânus é a hemorroida. Os demais diagnósticos diferenciais são diversos, entre eles plicomas anais (excesso de pele), fissuras anais crônicas, DST, prolapso retal, pólipos retais ou doença de Crohn. Um nódulo na região também pode indicar a presença de tumor, principalmente quando apresenta consistência mais firme e que não desaparece espontaneamente. "Essa situação, no entanto, é bem menos comum, mas ainda sim deve ser levada em consideração", explica João.

Caso você sinta um inchaço, nódulo ou qualquer alteração na região do ânus, o ideal é procurar ajuda médica. "Dor, sangramento, coceira, ardência, secreção, desconforto e dificuldade com a higiene são sintomas que merecem alerta, principalmente quando acompanhados da presença de nodulações e inchaço."

Minha Vida

Bactéria de órgão sexual feminino pode ajudar a combater o HIV

Reprodução/Slate: Cientistas descobriram que bactéria vaginal
pode aumentar eficácia da proteção contra o HIV
Descoberta pode ajudar mulheres negras, que possuem menos bactérias que as brancas 
 
Os benefícios da mucosa vaginal são ainda mais úteis do que se imaginava. De acordo com estudo publicado pela Sociedade Americana de Microbiologia, além de aumentar a fertilização e proteger o feto durante a gravidez, uma vagina saudável pode também imobilizar partículas do vírus HIV. A pesquisa mostrou que algumas mulheres possuem menos chances de contrair a doença e outras DSTs, evidência que pode ajudar a desenvolver métodos para um sexo mais seguro. As informações são do site Slate.
 
O estudo examinou a mucosa cervicovaginal (CVM, na sigla em inglês) de 31 mulheres e testou a habilidade em imobilizar a partícula do HIV. E essa pesquisa pode ajudar cientistas a desenvolver a bactéria que combate o HIV no corpo feminino.
 
Segundo os médicos, além de poder ajudar no combate ao HIV, essa pesquisa pode melhorar a saúde de mulheres negras. Um estudo de 2010 mostrou que somente 14% das mulheres negras possuem essa bactéria vaginal, enquanto 45% das mulheres brancas possuem o microorganismo que diminui as chances de contrair a doença.

O autor do estudo, Sam Lai, ressalta que os estudos são muito recentes, e que é preciso mais pesquisa para tirar conclusões mais profundas. Os cientistas agora fazem as pesquisas introduzindo o sêmen, que dilui o ph vaginal e deixa o ambiente mais confortável para o vírus.
 
— Durante o ato sexual, no qual a mulher muitas vezes não utiliza a proteção tradicional como a camisinha, uma proteção bactericida como esta pode ajudar a prevenir doenças
 
R7

Símbolo da Farmácia : significado e imagem

Saiba qual o significado do Símbolo da Farmácia, assim como a origem

A taça com a serpente nela enrolada é internacionalmente conhecida como símbolo da profissão farmacêutica.
 
História do símbolo da Farmácia (profissão de farmacêutico)

Sua origem remonta a antiguidade, sendo parte das histórias da mitologia grega.

Tudo começou com um centauro: Chiron. Ao contrário da maioria dos de sua raça, caracterizados pela selvageria e violência, Chiron se dedicou aos conhecimentos de cura. Teve como um dos seus discípulo o deus Asclépio (também denominado Esculápio), ao qual ensinou os segredos das ervas medicinais. Asclépio se tornou o deus da saúde e tinha como símbolo um cetro com duas serpentes nele enroladas. Contudo, ele não utilizava seu conhecimento somente para salvar vidas, mas usava seu poder para inclusive ressuscitar pessoas.

Descontente com a quebra do ciclo natural da vida, Zeus resolveu intervir. Os deuses entraram então em batalha e Zeus acabou matando Asclépio com um raio.

Com a morte de Asclépio, a saúde passou a ser responsabilidade de sua filha Hígia, que se tornou dessa maneira a deusa da saúde. Hígia tinha como símbolo uma taça que com sua “promoção” foi adicionada por uma serpente nela enrolada. Essa cobra é, obviamente, uma representação do legado de seu pai. Assim o símbolo de Hígia da taça com a serpente se tornou, posteriormente, o símbolo da farmácia.

Segundo as literaturas antigas o símbolo da Farmácia ilustra o poder , conhecimento, sabedoria (cobra) da cura (taça).
 

Reabertas inscrições para seleção de gerentes-gerais da Anvisa

A Anvisa publicou, nesta terça-feira (6/10), sete editais que reabrem o processo seletivo para cargos de gerentes-gerais da Agência. As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 7 e 11 de outubro, por meio de formulário eletrônico específico descrito em cada um dos editais. As inscrições feitas anteriormente para todos os cargos continuam válidas
 
A Agência decidiu reabrir a seleção após ocorrência de casos com problemas tecnológicos na confirmação de inscrições. Em razão disso, os novos editais passam a prever a possibilidade de recurso aos candidatos que realizarem as inscrições no prazo e que, eventualmente, não estejam contemplados na lista de inscritos.
 
As vagas são para os cargos em comissão de Gerência-Executiva, código CGE II, das seguintes áreas: Gerência-Geral de Gestão de Pessoas (GGPES); Gerência-Geral de Gestão da Tecnologia da Informação (GGTIN); Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES); Gerência-Geral de Toxicologia (GGTOX); Gerência-Geral de Cosméticos (GGCOS); Gerência-Geral de Coordenação e Fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (GGCOF) e Gerência-Geral de Alimentos (GGALI).
 
Os requisitos obrigatórios para a investidura no cargo são nível superior completo e experiência profissional de, no mínimo, 5 (cinco) anos. São requisitos desejáveis ao candidato algumas outras habilidades, como a capacidade de ler e interpretar textos em língua inglesa, conhecimentos em informática e experiência profissional com gestão de pessoas, projetos e orçamento. A proatividade, inovação, capacidade de articulação e pactuação também são algumas das competências exigidas.
 
Os processos seletivos serão compostos por duas fases. A primeira é a análise curricular. Já a segunda, é uma entrevista. No entanto, caso haja consenso da Diretoria Colegiada da Agência a respeito do candidato que deverá ocupar o cargo, a segunda etapa da seleção poderá ser dispensada.
 
ANVISA

Pacientes com hepatite C terão direito a exame mais moderno pelo SUS

Elastografia Hepática Ultrassônica é menos invasivo e acusa o grau de comprometimento da fibrose do fígado, além de substituir a biópsia
 
Os pacientes de hepatite C poderão ter um exame menos invasivo para a avaliação do comprometimento do fígado. O Ministério da Saúde incorporou a Elastografia Hepática Ultrassônica ao protocolo da doença. “Esse exame é importantíssimo para fechar o diagnóstico da hepatite, porque ele acusa o grau de comprometimento da fibrose, substituindo a bioópsia”, explica Jeová Fragoso, presidente do Grupo Esperança, voltado para portadores de hepatite C.

Fragoso ressalta que muitos pacientes deixam de fazer a biópsia porque não têm condições clínicas para passar pelo procedimento, que exige anestesia e internação. Enquanto isso, a elastografia, feita por um aparelho chamado Fibroscan, detecta o grau de fibrose no fígado em um exame simples e não invasivo que se assemelha a uma ultrassonografia.

Segundo o Ministério da Saúde, o novo exame deve estar disponível pelo Sistema Único de Saúde em até 180 dias, mas em alguns municípios, como Brasília e São Paulo, o exame já está disponível na rede pública.

No Brasil, a cada ano, 10 mil pessoas são diagnosticadas com hepatite C e são registrados cerca de 3 mil mortes. Este ano, o Ministério da Saúde incorporou ao tratamento contra a doença três medicamentos que juntos curam 90% dos casos, enquanto os medicamentos usados atualmente chegam, no máximo, a 47% de chance de cura. A expectativa do governo é tratar 30 mil pessoas em um ano.

Agência Brasil

Melhor acesso à saúde na adolescência pode prevenir doenças na idade adulta

EFE/Andrés Cristaldo
EFE/Andrés Cristaldo
Em 80% dos casos de depressão entre adultos, a doença começou a se manifestar na adolescência
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) formulou nesta terça-feira recomendações para melhorar os serviços de saúde aos adolescentes, faixa etária que recebe pouca atenção, apesar de ser o período em que se costuma adotar comportamentos que causam patologias na idade adulta.
 
Os dados disponíveis indicam que 35% da carga de morbidade no mundo se origina na adolescência.
 
Em 80% dos casos de depressão entre adultos, a doença começou a se manifestar na adolescência.
 
Dentro do ciclo da vida, entre os 10 e 19 anos é frequente encontrar tendências à obesidade, à má alimentação e às desordens mentais, e em geral é quando se inicia o consumo de tabaco, álcool e drogas.
 
Especialistas da OMS afirmaram que grande parte dos adolescentes não tem acesso a serviços essenciais de prevenção, nem a atendimento médico adequado quando já sofrem destes problemas.
 
“As desordens mentais são uma área em que as intervenções sanitárias antecipadas podem fazer uma grande diferença na vida adulta”, disse Anthony Costello, diretor do Departamento Materno, Neonatal, de Infância e de Adolescência da OMS.
 
“Os adolescentes não são nem crianças nem adultos, são um grupo único, com necessidades específicas, e a fase em que podem se consolidar comportamentos negativos que duram toda a vida”, alertou.
 
Entre as principais recomendações da OMS estão a implementação de serviços sanitários de fácil acesso para adolescentes, com consultas gratuitas ou tarifas reduzidas, que não exijam agendamento nem o consentimento dos pais ou dos tutores.
 
Os adolescentes também devem estar seguros sobre a confidencialidade das consultas, o que eliminaria o temor de serem vítimas de discriminação.
 
“Os adolescentes precisam ser informados sobre onde buscar atendimento médico. São vulneráveis porque não têm dinheiro, podem ser sensíveis à discriminação e ao contexto sociocultural, o que pode deixá-los muito reticentes a buscar ajuda”, explicou Costello.
 
Os adolescentes de famílias pobres, que sofrem de violência e abusos sexuais ou que consomem algum tipo de droga “são os que mais raramente entram em contato com os serviços de saúde, apesar de serem os que mais precisam deles”, acrescentou.
 
A OMS assinalou que é comum pensar que os adolescentes precisam somente de informação sobre saúde sexual e reprodutiva, ideia que é muito equivocada.
 
Em nível mundial, as principais causas de mortes entre adolescentes são a depressão e o suicídio, fatores que – segundo os dados disponíveis – são muito mais prevalentes nos países desenvolvidos.
 
“Em alguns dos países de economias mais avançadas, desordens como anorexia, bulimia, baixa auto-estima, automutilação, ansiedade, o estresse sob outras manifestações e a depressão alcançam dimensões quase epidêmicas entre os adolescentes”, revelou Costello.
 
As causas seguintes de mortalidade são, por ordem de importância, aids, violência interperssoal e acidentes de trânsito.
 
Tratam-se, em todos os casos, de doenças ou situações que poderiam ser prevenidas.
 
EFE Saúde

Sistema público de saúde incorpora medicamentos contra sífilis

A partir desta semana, o SUS passa a incorporar em sua oferta gratuita de medicamentos a doxiciclina, 100 mg em comprimidos, para tratamento da sífilis
 
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incorporar um novo remédio para combate, controle e diagnóstico da sífilis; doença que atinge anualmente no Brasil mais de 937 mil pessoas em uma população sexualmente ativa, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
A partir desta semana, o SUS passa a incorporar em sua oferta gratuita de medicamentos a doxiciclina, 100 mg em comprimidos, para tratamento da sífilis -doença sexualmente transmissível que, quando não recebe o devido tratamento, pode comprometer o sistema nervoso central, cardiovascular e órgãos como olhos, pele e ossos.
 
A medida acompanha um compromisso do governo de combater a incidência desta doença em gestantes e sua infecção vertical para os recém-nascidos. Há 10 anos, 1,6% das mulheres grávidas estavam infectadas com a doença -número aproximado de 49 mil indivíduos, de acordo com a OMS. A sífilis durante a gravidez pode causar aborto, além de cegueira, surdez, deficiência mental e malformações no feto, informou o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.
 
Formas de contágio
  • Prática sexual sem proteção;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Mãe infectada durante a gravidez ou o parto.
Sinais e sintomas
  • Pequenas feridas indolores nos órgãos sexuais;
  • Caroços indolores nas virilhas;
  • Manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.
  • Cegueira;
  • Paralisia.
 
EFE Saúde

Congresso apresenta técnica que pode revascularizar membros de diabéticos

Tratamento estético, mas que tem largo impacto na saúde, a eliminação de varizes não pode ser negligenciada, defende o angiologista Rossi Murilo, presidente do 41º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular, que se realiza no Rio de Janeiro até o próximo sábado (10)
 
No congresso, os médicos vão debater, entre outros temas, o uso concomitante de três técnicas para a eliminação de varizes: o laser transdérmico, próprio para tratar pequenos vasos nos membros inferiores e na face, o resfriamento da pele e a escleroterapia química - uso de técnica que consiste em injetar medicação para secar os vasos.
 
Segundo o coordenador do congresso, se o custo dos aparelhos como o de laser e resfriamento da pele, que é atrelado ao dólar, fosse menor, as novas técnicas poderiam ser acessíveis a um número maior de pessoas, chegando, inclusive, ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Hoje quem tem varizes e não tem condições para fazer um tratamento está excluído, porque a quantidade de pessoas que têm varizes e não conseguem ter uma terapia adequada é muito grande”. Murilo alerta para a importância da prevenção em relação aos problemas circulatórios.
 
Entre os fatores de risco para a doença, o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro, Julio Cesar Peclat de Oliveira, disse que a genética e a predisposição familiar são preponderantes. “Filhos de mães e pais que tenham varizes são candidatos a ter varizes também.” Outros fatores que podem contribuir para que as varizes apareçam mais cedo são a gestação, o uso de pílulas anticoncepcionais e o sedentarismo. Em profissões em que as pessoas ficam muito tempo em pé, como cozinheiros e cabeleireiras, a tendência é a pressão nas veias das pernas aumentar.
 
Outra técnica que está sendo apresentada no congresso é a da cirurgia para salvar membros do corpo de pacientes diabéticos que apresentem feridas, lesões ou gangrenas, problemas muitos comuns que acometem em geral os pés desses pacientes. “São técnicas com materiais específicos, para o tratamento de obstruções arteriais graves. Consegue-se, por meio desse tratamento, levar sangue a um tecido que até então estava isquêmico, sem circulação adequada”, explicou Oliveira.
 
Segundo ele, essa cirurgia pode até mesmo evitar uma amputação maior, procedimento comum entre os diabéticos com lesões mais graves. Outros temas em discussão no 41º Congresso de Angiologia são o trauma vascular e o aneurisma da aorta abdominal, que pode levar à morte.
 
Agência Brasil

É necessário cuidar da saúde dos pés

Eles são responsáveis pelas funções básicas de sustentação do corpo

De acordo com um ditado popular, “muitas pessoas só se lembram dos pés, quando o calo aperta”. Sim, as pessoas só procuram por ajuda quando o problema já está em fase avançada, precisando recorrer ao auxílio de um profissional especializado.

Os pés formam a base do corpo. Através deles, os seres humanos se mantém na posição ereta, fato que os transformam em criaturas bípedes. Eles são responsáveis pelas funções básicas de sustentação, como a estática, que consegue manter as pessoas paradas em pé sem tombar, suportando o peso do corpo, e a função dinâmica, que proporciona movimento com equilíbrio, além de fornecer proteção como amortecedores dos choques e da pressão que chega aos pés através da marcha, das corridas e do salto. Os pés formam uma estrutura complexa e de grande importância na interação do corpo com o solo, capazes de executar movimentos e de receber os estímulos.
 
Segundo a podóloga e responsável técnica da Doctor Feet, Cristina Lopes, todo sinal diferente na unha é um alerta de que algo errado está acontecendo. “Se a consumidor anotar manchas esbranquiçadas, estrias ou ondulações, descolamento da unha, mudança na coloração, deve, antes de tudo, procurar por um especialista para saber qual o melhor produto e o tratamento indicado”, alerta.
 
Após a indicação do dermatologista, a dermoconsultora deverá orientar seus clientes em relação à função do produto e forma de uso. Farmácias e drogarias têm à disposição dos clientes inúmeros itens para proteção das unhas, como esmaltes antifúngicos, bases fortalecedoras, cremes hidratantes, antibióticos tópicos e anti-inflamatórios.

Ações recomendadas:

• Não retirar a cutícula das unhas. Elas são a proteção das lâminas e da matriz ungueal contra agentes externos;

• Cortá-las de preferencialmente de forma reta, não entrando nos cantinhos a fim de evitar encravamentos;

• Proteger e hidratar os pés e as unhas para evitar fissuras e ressecamentos, tendo cuidado de não passar o creme entre os dedos;

• Higiene adequada, trocando as meias todos os dias e sapatos alternados para evitar o mau cheiro e a transpiração excessiva;

• Não compartilhar alicates e lixas de unha. São transmissores de fungos e outras doenças comuns de unhas.

Guia da Pharmacia

Aplicativo diz a quais remédios o usuário é alérgico

Crescente aliada da medicina, a tecnologia digital é a mais nova amiga de quem tem alergia a medicamentos
 
Um aplicativo de celular desenvolvido por um alergista professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) permite que o paciente registre no sistema os princípios ativos aos quais ele é alérgico. Assim, toda vez que ele vai comprar um remédio na farmácia, ele pode digitar o nome do medicamento e o app dirá se ele pode tomar ou não. O app Alergia a Medicamentos é gratuito e está disponível para iOS e Android.
 
Embora não substitua as consultas presenciais a alergistas, o sistema ajuda em checagens rápidas. No aplicativo, é possível encontrar todos os remédios registrados no Brasil pela Anvisa até agosto de 2015. Essa lista reúne mais de 30 mil medicamentos. O paciente tem, ainda, um espaço para registrar o nome do seu médico, caso haja alguma emergência, além do telefone do SAMU.
 
Para o criador do aplicativo, o alergista Fábio Morato Castro, o sistema é também um grande aliado dos médicos, que, no momento da prescrição, poderão pesquisar quais medicações oferecem ou não perigo aos seus pacientes.
 
— Em breve, entraremos na segunda fase do aplicativo, expandindo para outros países e com listas personalizadas — diz Castro.
 
No Brasil, cerca de 10% da população apresentam reação alérgica a algum tipo de remédio. Os anti-inflamatórios não esteroidais são os maiores responsáveis por essas reações. Os antibióticos também provocam muita alergia, porém com menor prevalência. A reação mais grave, que pode ocorrer com medicamentos anestésicos, é a anafilaxia — caracterizada pela rápida diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea.
 
O Globo

Testes de triagem neonatal nas redes de Saúde pública e privada: situação atual e os desafios a serem enfrentados

Apesar de permitir a detecção precoce de várias doenças, a realização de exames como do pezinho, olhinho e coraçãozinho ainda deixa a desejar em maternidades e hospitais do País
 
A realização dos testes de triagem neonatal para identificação precoce de distúrbios e doenças em recém-nascidos será tema de mesa-redonda com especialistas de diferentes áreas no dia 13 de outubro, no 37º Congresso Brasileiro de Pediatria. O evento será realizado no Riocentro e a discussão sobre os testes de triagem neonatal, em maternidades das redes pública e privada, é relevante e mais do que nunca atual, quando o assunto é a redução de morbidades, mortalidade e a melhora da qualidade de vida. Isso porque estes exames – o Teste do Pezinho, do Olhinho e do coração – permitem a descoberta precoce de doenças, com maiores chances de desfecho positivo no tratamento. Porém, nem toda maternidade oferece esse tipo de exame.
 
O Teste do Olhinho, por exemplo, que permite detectar doenças oculares, como a catarata congênita e o retinoblastoma (tipo de tumor ocular), não é obrigatório por Lei. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) defendem que o exame, que é indolor, simples e rápido, seja realizado em todos os bebês, logo após o nascimento. Há cerca de cinco anos, os planos de saúde são obrigados a pagar pelo teste por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Porém, nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), o exame não é obrigatório.
 
A importância da realização do Teste do Reflexo Vermelho na retina (TRV), quando e porquê deve ser feito será o tema da palestra da pediatra Nicole de Oliveira Mota Gianini, que é coordenadora médica do Centro de Terapia Intensiva Neonatal) do Hospital e Maternidade Santa Lúcia, no Rio de Janeiro, e coordenadora do Grupo de Trabalho de Prevenção de Cegueira Infantil da SBP.
 
Outros exames nem sempre realizados
Também conhecido como Teste do Coraçãozinho, o exame oximetria de pulso passou a integrar o Plano de Triagem Neonatal do SUS em junho do ano passado. Porém, o procedimento não consta no rol de procedimentos com cobertura obrigatória por parte dos planos de saúde. Ou seja: maternidades privadas não são obrigadas, a menos que estejam localizadas em municípios em que haja uma legislação específica sobre o assunto. Este é o caso, por exemplo, das cidades de Maceió, Curitiba e Londrina. Alguns estados, como o Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, também regulamentaram a obrigatoriedade do exame, por meio de projeto de lei.
 
De acordo com o médico Jorge Yussef Afiune, membro do departamento científico de Cardiologia da SBP, que fará palestra sobre o tema na mesa-redonda O que há de novo no tratamento da insuficiência cardíaca na criança e no adolescente?, o exame é importante para o diagnóstico precoce de cardiopatias graves, diminuindo o percentual de recém-nascidos que recebem alta da maternidade sem o diagnóstico de problemas que podem levar ao óbito. O especialista vai explicar aos profissionais como fazer o exame e interpretar o resultado.
 
Vale lembrar que dados divulgados pela SBP mostram que, em cada mil bebês nascidos vivos, oito apresentam malformações congênitas e, desses, dois podem apresentar cardiopatias graves, em que há a necessidade de intervenção médica o mais rápido possível.

Outra palestrante da mesa redonda será a endocrinologista pediátrica Cristiane Kopacek, membro-fundadora do Comitê de Endocrinologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria do Rio Grande do Sul. Ela, que também é do membro do conselho do departamento científico de Endocrinologia da SBP, irá falar sobre o teste do pezinho, que, embora conste do Plano de Triagem Neonatal do SUS e no rol de procedimentos da ANS com cobertura obrigatória pelos planos de saúde, não é feito por 100% das crianças brasileiras na primeira semana de vida.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mês passado, apenas cerca de 70% das crianças fizeram o teste do pezinho em 2013. E nas regiões Norte e Nordeste do País, os índices são ainda menores: respectivamente 54,6% e 53,87%.

O teste do pezinho permite identificar doenças graves, como a anemia falciforme, o hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria, entre outras. Em geral, essas patologias são assintomáticas no momento do nascimento, mas, se não forem tratadas logo, podem causar sérios danos à saúde, inclusive retardo mental grave e irreversível.
 
Outras informações sobre o 37º Congresso Brasileiro de Pediatria, que acontece de 12 a 16 de outubro, no Rio Centro, no Rio de Janeiro, podem ser obtidas no site do evento: www.cbpediatria.com.br.
 
Assessoria de Imprensa
Marta Letícia Brito