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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Tecnologias inovadoras em destaque do 37º Encontro Catarinense de Hospitais

Gestores e profissionais da saúde estarão reunidos em Florianópolis de 26 a 28 de agosto, durante o 37º Encontro Catarinense de Hospitais, que além de palestras terá a maior feira hospitalar do Sul do país, com mais de 50 empresas expositoras
 

Entre os participantes, está a integradora de soluções em TI catarinense Teltec Solutions, que há um ano lançou uma unidade de negócios específica de HealthCare, focada na oferta de soluções tecnológicas inovadoras para a saúde e com integrantes especializados no setor.

No evento, a empresa apresentará soluções inéditas no estado, que podem garantir melhorias na gestão dos estabelecimentos de saúde, assim como no atendimento a pacientes. Além disso, os visitantes poderão testar todas as soluções em exposição, “colocando a mão na massa” e os 50 primeiros visitantes poderão fazer um checkup digital gratuito, por meio de tecnologia inédita no estado e importada de São Francisco, Califórnia (EUA). O objetivo é desmistificar o uso das novas tecnologias para apoiar a disseminação delas no setor.

A Teltec já conta com importantes clientes na área de Saúde, entre eles a Unimed, Hospital dos Olhos de São Paulo, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Hospital Universitário de Brasília, Laboratório Sabin, Postal Saúde - Caixa de Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios e Secretaria de Saúde do Amazonas.

Larissa Cabral
t.: (48) 4009-3223 | c.: (48) 9953-9339

Publicações de saúde do CBA completam cinco anos e lançam novas edições

Foto: Divulgação
Duas publicações voltadas para o setor de saúde, editadas pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), estão completando cinco anos de existência: a Revista Acreditação em Saúde e a Revista Acreditação (ACRED), ambas focadas em qualidade e segurança do paciente
 
A primeira aborda a temática a partir de cases de sucesso de instituições brasileiras acreditadas pela Joint Commission International (JCI), do qual o CBA é representante exclusivo no Brasil. Já a segunda, é uma publicação científica eletrônica, indexada pelo Capes/MEC, que visa estimular a pesquisa, experimentos e a análise crítica sobre o assunto.
 
Este número da Revista Acreditação em Saúde traz uma entrevista exclusiva com a superintendente do CBA, Maria Manuela Alves dos Santos, falando sobre o que mudou ao longo de vinte anos de atuação especificamente na área da qualidade e segurança. E uma matéria especial mostrando a importância e as ações para diminuir os eventos sentinela. Sobre o assunto, foram ouvidos Ronald Wyatt, diretor médico da Divisão de Qualidade em Saúde da The Joint Commission, o mais antigo órgão de acreditação que define modelo de excelência no atendimento em saúde nos Estados Unidos, a Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os médicos Regina Müller e José Valverde Filho, respectivamente, supervisora de Qualidade e coordenador de Acreditação do CBA. Outros assuntos tratados nessa edição são como a governança clínica pode ajudar diminuir os custos das instituições de saúde; como o gerenciamento do corpo clínico impacta na melhoria da qualidade da assistência; telemedicina e outras tecnologias a serviço da melhoria da assistência.
 
A nova edição da Revista Acreditação (ACRED) publica artigos científicos que discutem maneiras de visualizar e repensar o processo assistencial, buscando melhorias para as ações de cuidado e para a segurança na assistência ao paciente. Nos nove artigos publicados é possível encontrar discussões com os seguintes propósitos: avaliar a carga de trabalho de enfermagem através de um indicador para mensurá-la durante as atividades em UTI de pacientes adultos; avaliar os problemas nutricionais dos pacientes de um hospital, a partir de pesquisa realizada nos parâmetros propostos pelo projeto multicêntrico NUTRIDIA; relatar a implantação de um programa de segurança do paciente em uma unidade ambulatorial; avaliar a implantação de um indicador para mensurar a adesão dos profissionais à verificação da pulseira de identificação do paciente antes da prestação de cuidados de maior risco, em um hospital universitário brasileiro; a importância do registro no prontuário e suas implicações na qualidade assistencial, trazendo uma fundamentação teórica da auditoria; o cuidado específico em oftalmologia; a experiência da implementação da Certificação do Programas de Cuidados Clínicos em um hospital; e a abordagem de um hospital sustentável ambientalmente, apresentando reflexões para a gestão do projeto atendendo aos requisitos da sustentabilidade. A Revista ACRED traz ainda seções complementares, com entrevista com profissional da área, resenha de livro e resumo de dissertação.
 
Para ler o novo número da Revista Acreditação em Saúde clique em http://cbacred.org.br/revistas/. A revista científica ACRED está disponível em http://cbacred.org.br/revista-eletronica/.
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA:
SB Comunicação, (21)3798-4357
Diane Dias, (21) 9787267393

99% das pessoas têm comportamentos de risco ao usar lentes de contato

Pesquisa também destaca que maus hábitos aumentam em cinco vezes ou mais o risco de infecções nos olhos
 
Mais de 99% dos usuários de lentes de contato nos Estados Unidos têm comportamentos de risco que favorecem infecções nos olhos. É o que aponta um levantamento do Centro para Controle e Prevenção de Doenças do governo dos Estados Unidos.
 
Os erros mais comuns observados foram:
-82% usaram as lentes de contato por mais tempo do que o recomendado;
 
-55% adicionaram uma nova solução em cima da antiga que já estava no estojo da lente ao invés de esvaziar o local e depois adicionar a nova solução;
 
-50% relataram já ter usado as lentes de contato enquanto dormiam.
 
Em estudos anteriores foi demonstrado que cada um destes comportamentos aumentam em cinco vezes ou mais o risco de infecções nos olhos.
 
Cerca de um terço dos usuários de lentes de contato relatou ter ido ao médico por estarem com os olhos vermelhos ou doloridos devido ao uso das lentes.
 
A seguir veja quais os sete cuidados essenciais que é preciso ter com as lentes de contato: 
 
Limpeza da lente
As lentes de contato devem ser higienizadas antes e depois do uso. Isso evita que micro-organismos externos entrem em contato com seu olho, prevenindo possíveis infecções. "Por isso é necessário também lavar as mãos com água e sabão antes de manusear as lentes", explica a oftalmologista Tania Schaefer, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).
 
Após higienizar as mãos, já é possível retirar as lentes e higienizá-las. Certifique-se, antes de iniciar, que você obstruiu o ralo da pia com a redinha que acompanha o estojo. Dessa forma, você evita um possível acidente. "Então, coloque a lente nas mãos, pingue algumas gotas da solução e friccione levemente com os dedos para eliminar resíduos de sua superfície", explica a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, chefe do Departamento de Oftalmologia da UNICAMP. O mesmo procedimento deve ser repetido antes de colocá-las no estojo.
 
Outra dica é iniciar a limpeza sempre com a lente da esquerda ou da direita, a fim de prevenir qualquer confusão e troca das lentes. Também é importante nunca reutilizar a solução que ficou no estojo após as lentes serem colocadas nos olhos, sempre usando uma porção nova de solução a cada armazenamento.
 
Limpeza do estojo
Assim como as lentes de contato, o estojo deve ser higienizado para prevenir infecções por micro-organismos. É necessário usar a mesma solução das lentes para lavar o estojo - e não água. Enquanto ainda estiver com as lentes, higienize as mãos e utilize a solução para lavar o estojo. "Permita que o estojo seque no ar em vez de usar qualquer papel ou toalha - uma vez que a chance de contaminação é maior nesses casos", explica a oftalmologista Tania. Encha o estojo com a solução e, só então, coloque as lentes. Lembre-se ainda de trocar o estojo a cada três meses, pois eles também podem se tornar um meio de contaminação com o tempo.
 
Use a solução correta
Antigamente era comum usar soro fisiológico, mas hoje a substância não é recomendada por especialistas porque a chance de infecção é grande. "A superfície do olho é composta de água, gorduras e proteínas que garantem a lubrificação e proteção ocular", explica a oftalmologista Keila. É normal, portanto, que as lentes de contato fiquem com resíduos de gordura e proteínas, que não são totalmente retirados com o soro fisiológico. Dessa forma, o soro deve ser usado em último caso, quando é necessário retirar a lente e não há uma solução multipropósito disponível.
 
A solução multipropósito cumpre as etapas de limpeza, remoção de proteínas, desinfecção, conservação do estojo e hidratação prolongada das lentes. Cada solução multipropósito tem suas características diferentes, existe solução que além de promover a limpeza removendo proteínas e lipídios, possui desinfecção eficaz contra bactérias e fungos, além de manter as lentes hidratadas de manhã até a noite.
 
Os agentes para desinfecção se diferem pela eficácia contra os diversos micro-organismos, pelo conforto nos olhos (não arder) e por manter a superfície do olho saudável, preservando as células da córnea. O oftalmologista é que deve indicar qual a melhor solução para cada paciente, dependendo do estilo de vida, tipo e material da lente.
 
Como colocar e tirar a lente de contato
É fundamental saber retirar e colocar as lentes adequadamente, evitando infecções ou problemas como colocar a lente no olho errado ou invertida. Dessa forma, antes de mais nada é preciso higienizar as mãos e escolher começar a colocar ou retirar sempre pelo mesmo lado (direito ou esquerdo).
 
Ao colocar a lente, observe se elas não estão invertidas. Para isso, encaixe a lente na ponta do dedo e coloque na direção da luz - se as bordas ficarem "viradas" para o lado de fora, a lente está invertida. Algumas lentes possuem os números 123 escritos, para que você possa perceber quando estão invertidas. Dessa forma, ao segurar a lente contra a luz, os números devem estar na sequência correta.
 
Após essa verificação, já é possível colocar a lente. Segure cuidadosamente a pálpebra superior para que você não pisque. Então, puxe cuidadosamente para baixo sua pálpebra inferior com dedos da mão que está com a lente. Direcione o dedo com a lente de contato para os olhos e encaixe no lugar - se tiver dificuldade, olhar para cima pode ajudar. Uma vez que as lentes estão no lugar, solte as pálpebras e feche os olhos por um momento. Isso ajuda as lentes de contato a se ajustarem.
 
Para retirar as lentes de contato, o processo é bem parecido: após higienizar as mãos e escolher o lado, olhe para cima e puxe sua pálpebra inferior com o dedo do meio. Então, encoste o dedo indicador na borda da lente e deslize para baixo, na parte branca do seu olho. Segure a lente com seu indicador e o polegar para removê-la.
 
Uso correto da lente de contato
Segundo a oftalmologista Tania, a lente de contato não deve permanecer nos olhos por mais de 10 ou 12 horas. Isso porque ela pode interferir na lubrificação dos olhos, deixando-os secos e correndo o risco de aderir ao globo ocular, dificultando a remoção. O ideal é retirar as lentes para dormir, para evitar irritações. Isso porque algumas lentes podem atrapalhar o fluxo de oxigênio na área, deixando os olhos secos e irritados. "Existem lentes gelatinosas bastante permeáveis, que permitem uma noite de sono sem grandes problemas", afirma Tania. "Mas, em geral, recomenda-se colocar as lentes no estojo antes de deitar."
 
Para quem usa maquiagem, é importante colocar as lentes antes de aplicar os produtos e retirá-la antes de aplicar o demaquilante. "O contato com outras substâncias ou produtos podem comprometer sua validade", recomenda a oftalmologista Keila. Assim você reduz o risco de deixar as lentes em contato direto com os cosméticos.
 
A recomendação de retirar as lentes também vale para atividades no mar ou piscina. "As lentes podem entrar em contato com micro-organismos presentes na água, além do risco de perdê-las", alerta Keila. Entretanto, pessoas com graus altos de miopia ou hipermetropia podem usar as lentes segundo orientação médica - nesse caso, o ideal é usar óculos de proteção.
 
Quando usar lubrificantes oculares?
O uso de água boricada ou soro fisiológico apenas lava a superfície do olho. Esses produtos não lubrificam os olhos porque não possuem nenhuma substância hidratante. O soro fisiológico, por exemplo, pode agravar a secura ocular por conter sal (cloreto de sódio). Dessa forma, o ideal é lançar mão das soluções lubrificantes para evitar os olhos secos.
 
Atividades como andar de avião, passar muito tempo em frente a um computador ou outras telas e manter as lentes nos olhos por muitas horas podem causar secura ocular. Portanto, certifique-se de ter uma solução lubrificante para esses momentos, principalmente se você sofre com olhos secos.
 
Com que frequência trocar as lentes?
"Cada lente de contato tem um tempo de vida definido por meio de inúmeras pesquisas, e não respeitar esse prazo pode prejudicar a saúde ocular", afirma a oftalmologista Tania. Existem as lentes de uso diário, aquelas que duram semanas e outras que duram meses dentro da validade se a manutenção for adequada.
 
É necessário trocar as lentes que estão fora do prazo de validade porque, com o tempo, elas vão sofrendo alterações que mudam sua permeabilidade e curvatura. Isso pode interferir na eficácia das lentes e aumentar o risco de uma infecção. Respeite sua validade e consulte seu especialista para obter um novo par, uma vez que só ele poderá receitar as lentes de contato mais adequadas.
 
Minha Vida

CCJ aprova aumento de pena para exercício ilegal de Medicina, Odontologia e Farmácia

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (18) proposta que altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) para aumentar as penas para quem exercer ilegalmente atos próprios de médicos, dentistas ou farmacêuticos
 
Favorável à ideia de aumento de pena, o relator na comissão, deputado João Campos (PSDB-GO), decidiu apresentar um substitutivo para modificar o texto original – Projeto de Lei 3063/08, do deputado Edio Lopes (PMDB-RR) – e diferenciar a punição aplicada aos falsos profissionais – que atuam sem autorização legal – e a aplicada a profissionais que extrapolam o limite autorizado em lei.
 
Pelo texto aprovado, o exercício ilegal da profissão de médico, dentista ou farmacêutico, ainda que gratuitamente, sujeita o falso profissional a pena de reclusão, de 2 a 6 anos, e multa. Atualmente, o Código Penal prevê, para esse caso, pena de detenção de 6 meses a 2 anos.
 
Já no caso de o profissional habilitado extrapolar os limites da atuação legal, a pena prevista no substitutivo é de detenção de 1 a 3 anos e multa.
 
Prática e exercício
O texto original do projeto previa pena de reclusão de 2 a 6 anos e multa para todos os casos de prática – e não de exercício – ilegal de atos próprios de médicos, dentistas ou farmacêuticos.
 
Segundo o relator, a ideia do projeto original de punir a prática (ato isolado) e não o exercício da profissão, que exige a habitualidade da conduta, não configura crime contra a saúde pública. “A existência de falsos médicos, dentistas ou farmacêuticos coloca em risco a saúde pública quando há prática reiterada do exercício dessas profissões de forma ilegal, e não quando alguém pratica uma conduta isolada”, sustentou o relator.
 
Campos ressaltou, no entanto, que a prática individual de atos próprios de médicos, dentistas ou farmacêuticos também merece punição, mas deve ser enquadrada como outros crimes, como estelionato, crimes de falso ou até mesmo lesão corporal e homicídio.
 
O relator manteve a parte do projeto original que previa punição para quem emprega pessoa não legalmente autorizada a praticar atos inerentes à profissão de médico, dentista ou farmacêutico, ou simplesmente permite a realização dessas atividades, ainda que a título gratuito. O texto aprovado prevê para esse caso pena de detenção, de 1 a 3 anos, e multa. No projeto original a pena era maior: reclusão de 2 a 6 anos e multa.
 
Por fim, o substitutivo também prevê aumento de pena, de 1/3 a 2/3, além de multa, se o falso profissional praticar o crime aplicando procedimento invasivo (como cirurgia) e se for receitado ou aplicado medicamento de prescrição controlada. Atualmente, o Código Penal só prevê punição para atendimento com o fim de ganho financeiro. “É difícil imaginar outra intenção do criminoso que não o lucro ao praticar ilegalmente essas profissões”, concluiu o relator.
 
Tramitação
O projeto segue agora para análise do Plenário.
 
Leia a proposta na íntegra: PL-3063/2008
 
Câmara dos Deputados

Hospital troca cirurgia de próstata por laser que 'vaporiza' glândula no DF


Médicos usam laser para vaporizar próstata em hospital do DF (Foto: Hospital Santa Lúcia/Divulgação)
Foto: Hospital Santa Lúcia/Divulgação
Médicos usam laser para vaporizar próstata em hospital do DF
Custo é de R$ 25 mil; técnica é usada na Inglaterra, Itália, EUA e Alemanha. 'Inchaço' na glândula atinge 80% dos homens acima de 50 anos, diz OMS
 
Um hospital particular de Brasília adotou uma técnica menos dolorosa e mais rápida para tratar pacientes com aumento de próstata: a vaporização do órgão. Com a ajuda de laser, médicos conseguem pulverizar a glândula e abrir passagem para a urina. O procedimento é feito com anestesia, dura 40 minutos e exige 36 horas de observação. A terapia convencional é cirúrgica e prevê pelo menos um mês para recuperação.
 
O quadro – conhecido como hiperplasia prostática benigna – é considerado comum, mas causa incômodo. Os principais sintomas são demora para começar a urinar, interrupção involuntária, diminuição da intensidade do jato e acordar diversas vezes à noite para ir ao banheiro. A identificação da doença ocorre por meio do exame do toque retal e biópsia.
 
“Pacientes que apresentam comorbidades como insuficiência renal, fazem uso de anticoagulantes [ou] apresentam próstatas muito volumosas podem ser beneficiados com essa tecnologia”, explica o urologista Frederico Messias.
 
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que 80% dos homens com mais de 50 anos sofrem com o problema. Só no Brasil são 15 milhões nesta situação. A nova técnica já é usada nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha e na Itália. Brasília é uma das oito cidades brasileiras a oferecer a alternativa. Coberto por poucos planos de saúde, o procedimento custa R$ 25 mil.
 
O aposentado Geraldo Felipe de Araújo, de 69 anos, passou pelo tratamento em julho. Ele conta que há cinco anos sofre com problema na próstata. O procedimento foi recomendado pelo médico.

“Ela [a glândula] murchou e eu não conseguia expelir a urina, não saía. Quando não conseguia jogar toda a urina fora, eu sentia dor, porque tinha a dor de toda a pressão que eu fazia na hora da urina, fora que a bexiga enchia demais”, explica.
 
O homem afirma que a recuperação foi rápida e indolor. Desde então, passa por acompanhamento com os médicos e faz exames regulares.
 
“Foi muito melhor do que fazer a cirurgia tradicional, que a fica uns três, quatro dias no hospital e sente muita dor por causa da raspagem que fazem na próstata”, afirma Araújo.
 
Procedimento
O calor emitido pelo laser desintegra a próstata, atingindo até três milímetros de profundidade. A terapia convencional é conhecida como ressecção transuretral e é feita com um bisturi elétrico. Com a ajuda de uma espécie de alça, o equipamento retira pequenos fragmentos da glândula e acaba provocando sangramentos.

Arte próstata (Foto: Editoria de Arte/G1)

Homens que queiram se submeter ao novo tratamento precisam, primeiro, passar por avaliação cardiológica completa e fazer exames de sangue e de urina. Depois de realizada a vaporização, devem ingerir bastante água e não fazer grandes esforços no intervalo de 15 dias.
 
De acordo com o urologista Frederico Messias, há expectativa de expandir o uso da técnica, adotada em julho. “Poderia ser usada para tratamento de tumores de bexiga”, afirma.

G1

Déficit de pediatras é de 30% no DF, e espera por consulta supera dois anos

Dados apontados pelo Tribunal de Contas a respeito da espera por consulta na rede pública de saúde do DF (Foto: Reprodução)
Foto/Reprodução: Dados apontados pelo Tribunal de Contas a
respeito da espera por consulta na rede pública de saúde do DF
Foram nomeados 78 médicos, mas 24 tomaram posse; 18 se aposentaram. Pais aguardam mais tempo para marcar em neurologia e cirurgia infantis
 
Um relatório do Tribunal de Contas aponta que a espera por consultas em pediatria em hospitais públicos pode chegar a dois anos e meio no Distrito Federal. De acordo com o levantamento, as especialidades infantis mais afetadas são neurologia, cirurgia, gastroenterologia, dermatologia e cardiologia. O secretário de Saúde, Fábio Gondim, disse que ainda não teve acesso ao documento, mas reconhece o problema.
 
O gestor afirma que criou nos últimos dias um grupo para organizar a regulação de exames e consultas das 65 especialidades oferecidas pela rede pública – não apenas pediátricas. O prazo é de 120 dias.
 
“Hoje a pessoa tem que chegar em um centro de saúde, em uma UPA, em um hospital, tem um livro preto e aí ele vai falar ‘quero uma consulta de gastro’ [por exemplo]. Tem um número de vagas em um determinado dia do mês, aí, se já estiver fechado [lotado], já fechou, aí tem que voltar de novo depois. Isso é um absurdo. Às vezes espera dois, três meses, e a pessoa de Planaltina acaba recebendo uma consulta no Gama. Acaba não indo", diz.
 
A rede tem ainda outro problema: déficit de 30% no quadro de pediatras. O ideal, de acordo com a Secretaria de Saúde, seriam pelo menos 870 profissionais, mas há atualmente apenas 611. A pasta afirma que o problema é nacional e que tem se esforçado para completar as escalas. Em 2015 foram nomeados 78 médicos na área, mas só 24 quiseram tomar posse. Além disso, 18 se aposentaram.
 
Para o vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Carlos Fernando Silva, as condições de trabalho seguem afastando profissionais. Reportagens do G1 mostraram que, mesmo oferecendo salários de até R$ 17,6 mil, o governo do Distrito Federal não conseguia atrair número suficiente de interessados para as vagas ofertadas em concursos temporários.
 
"Não adianta só o salário ser compatível. O pior no momento são as condições de trabalho. É uma escala esvaziada, condições precárias de trabalho, falta de medicação básica. Falta antibiótico, falta analgésico, anti-inflamatório", diz.
 
O relações públicas Diego da Silva Camargos conta que o problema da dificuldade para conseguir consultas ambulatoriais se repete nas emergências. No início do ano, o homem levou a filha de 5 anos para o Hospital Materno Infantil e passou mais de oito horas à espera de atendimento. A criança estava havia dois dias com febre e vômitos.
 
“Tinha muita gente, estava lotado e não tinha previsão de atendimento”, lembra. “Os próprios funcionários ficam estressados por causa do inconveniente, porque tem gente reclamando, xingando. Lá, de preferência, não volto mais.”
 
Uma leitora que preferiu não se identificar relatou situação semelhante. Ela foi ao Hospital Regional do Gama e disse que havia apenas um pediatra na unidade, atendendo apenas a casos graves. A mulher diz que acabou decidindo voltar para casa com a menina doente.
 
Preferindo não se identificar, um médico afirmou ao G1 que a situação no Hospital Regional de Taguatinga é "caótica". "Nos pronto-socorros o estresse é muito grande. O compromisso do médico hoje em dia não é igual ao de antigamente. Não existe mais aquela vontade de trabalhar em PS, principalmente clínica médica e pediatria. Somos três em um plantão noturno. É muito pouco para o volume de atendimento que a gente tem ali."
 
Ciclo vicioso
O vice-presidente do sindicato afirma que o excesso de trabalho e o baixo efetivo tem levado à exaustão da categoria. "Há um adoecimento muito grande. Você vê nas emergências aí, na grande maioria das vezes, um colega ou dois para passar na enfermaria, pronto socorro, o andar e lá fora 70, 80, 90 fichas esperando", diz.
 
"Outro detalhe também é que estão tirando médicos dos ambulatórios [que fazem as consultas agendadas] para cobrir emergências. Isso causa efeito cascata. Se você não tem atendimento primário no ambulatório, onde o paciente vai buscar atendimento para as coisa simples, mas que ele precisa? Na porta do hospital. Então as emergências estão atendendo", completa Silva.
 
Por causa do déficit, o ex-secretário João Batista de Sousa havia decretado que 31 pediatras em cargos de chefia ou funções administrativas passassem também a atender nas emergências de Sobradinho, Materno Infantil, Taguatinga e Núcleo Bandeirante. Eles deveriam dedicar 60% do tempo de trabalho ao serviço.
 
De acordo com a Secretaria de Saúde, apenas 27 atenderam à convocação. A medida durou até 31 de julho, e a pasta não soube informar quantos permaneceram executando as atividades.
 
A pasta disse ainda que estuda a redistribuição dos profissionais. Atualmente, os hospitais de Base e de Samambaia não oferecem consulta pediátrica. Os salários iniciais são de R$ 6.327 para concursado para 20 horas semanais e R$ 8,8 mil para temporários que trabalhem o mesmo período.
 
G1

Bando explode farmácia e população saqueia produtos

Foto: Walter Paparazzo/G1
Bombeiros foram acionados para conter as chamas na farmácia
Homens fugiram após perceberem que não havia dinheiro nos caixas. Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o fogo que atingiu a loja
 
Uma farmácia foi saqueada na madrugada deste domingo (23) depois de uma explosão realizada por um grupo criminoso no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa. Segundo o delegado Francisco de Assis, aproximadamente cinco homens fortemente armados detonaram explosivos no local, mas, como não encontraram dinheiro nos caixas eletrônicos que existem no interior do estabelecimento, foram embora rapidamente.
 
“Eles estavam com armas de grosso calibre e colocaram explosivos depois de arrombarem a porta de vidro. Logo depois, como não havia dinheiro nos caixas, foram embora. Por incrível que pareça, a população da localidade entrou na loja para saquear”, explicou o delegado.
 
Segundo informações da Polícia Militar, os criminosos estavam usando coletes à prova de balas e fardas do Exército. Durante a ação, algumas pessoas que passavam pela rua foram rendidas. Eles chegaram a levar alguma gavetas da farmácia com dinheiro e fugiram em direção à BR-230.
 
O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o fogo na farmácia, que se alastrou provavelmente por conta dos produtos inflamáveis que eram vendidos no local, a exemplo de desodorantes e produtos com álcool.
 
Testemunhas relataram que ouviram duas explosões durante a madrugada. Uma vizinha explicou que estava dormindo no momento do crime. “Minha casa chegou a tremer muito. Eu estava dormindo na hora e me desesperei muito”, disse.
 
G1