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sábado, 18 de janeiro de 2014

Entenda as diferenças entre os raios UVA e UVB e seus efeitos na pele

Raios UVB deixam a pele vermelha; já os raios UVA são os que bronzeiam
 
Neste mês, a radiação solar chegou a níveis extremos na maior parte do Brasil. Isso acontece porque a falta de nuvens somada à temperatura elevada faz com que os raios solares sejam maiores – por isso, é fundamental se proteger, usando protetor solar e também roupas, que são as únicas que conseguem proteger o corpo 100% dos raios, como explicou a dermatologista Márcia Purceli no Bem Estar.
 
Entre as principais diferenças entre os raios UVA e UVB, está a cor que ele deixa na pele. De acordo com a dermatologista Márcia Purceli, quando ocorre aquela vermelhidão após o sol, é um sinal de que a pessoa foi atingida pelos raios UVB, que atingem apenas a camada superficial da pele. Em Santos, no litoral de São Paulo, por exemplo, a maioria costuma ficar vermelha depois do sol.
 
Essa vermelhidão é mais comum naquelas pessoas que têm a pele clara, olhos azuis, sardas ou também em crianças com menos de 1 ano, que apenas se queimam e não se bronzeiam.
 
Quanto mais morena for a pessoa, menos ela vai se queimar e mais vai se bronzear - por outro lado, os mais branquinhos absorvem mais vitamina D do que os negros, por exemplo, que estão no grupo de risco de deficiência dessa substância, como alertou a endocrinologista Elaine Maria Costa.
 
Por outro lado, quando a pele fica morena, significa que o raio UVA foi o responsável. Segundo a dermatologista Márcia Purceli, isso acontece porque o raio UVA atinge a derme, camada mais profunda da pele, dando a aparência de um bronzeado. Esse raio, ao contrário do UVB, tem a capacidade de ultrapassar as nuvens, ou seja, mesmo em dias nublados, eles podem atingir a pele.
 
Bem Estar - Infográfico mostra como os raios solares atingem a pele (Foto: Arte/G1)
 
Além disso, eles não só podem causar câncer, como também são responsáveis pelo envelhecimento precoce e manchas na pele.
 
Por isso, é importante se proteger e usar o protetor solar - porém, a exposição ao sol pode ser também fundamental para a saúde já que estimula a produção de vitamina D, como lembrou a endocrinologista Elaine Maria Frade Costa.
 
Segundo a médica, os raios UVA e UVB são responsáveis pelo estímulo de 90% da produção dessa substância, que é necessária para o corpo e para os ossos. Além disso, a vitamina D produzida pela pele é duas vezes mais estável na circulação sanguínea do que a vitamina D ingerida.
 
Porém, o tempo de exposição e o local do que corpo que vai pegar sol variam muito, de acordo com o tipo de pele e a região do país onde a pessoa mora - alguém que mora no Nordeste, por exemplo, não ficará no sol o mesmo tempo que alguém que mora no Sul.
 
As médicas concordam, no entanto, que é preciso ter bom senso - uma pessoa muito branca, que já teve câncer de pele ou manchas de sol, deve se expor menos e usar protetor solar. Isso porque os mais brancos absorvem mais a radiação, ao contrário dos negros e idosos.
 
Arte Bem Estar Vitamina D (Foto: Arte/G1)
 
Vale ressaltar que, apesar do benefício da vitamina D, não é indicado se queimar no sol e exagerar por causa disso. No site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, há mais informações sobre o consenso de fotoproteção - confira, clicando aqui.

G1

Comida é mais abundante e saudável na Holanda, aponta relatório de ONG

Considerada a capital mundial das bicicletas, Amsterdã, na Holanda, sofre agora com a falta de espaço para guardar as bikes de seus moradores (Foto: Pavel Prokopchik/The New York Times)
Foto: Pavel Prokopchik/The New York Times
Além de ser conhecida abrigar a capital mundial das bicicletas,
que é Amsterdã (foto), a Holanda foi eleita como a nação que
tem comida mais abundante e saudável
Dados foram levantados pela organização Oxfam, do Reino Unido. Brasil está na 25ª posição do ranking; pior posição é do Chade
 
A Holanda superou França e Suíça e foi considerado o país com a comida mais nutritiva, abundante e saudável do mundo. Brasil, Estados Unidos e Japão não ficaram nem entre os 20 melhores, de acordo com ranking divulgado na terça-feira (14) pela organização humanitária britânica Oxfam.
 
O Chade é o último entre os 125 países da lista, imediatamente atrás de Etiópia e Angola. O Brasil aparece em 25º lugar, melhor resultado da América Latina.
 
"A Holanda criou um bom mercado que permite às pessoas obter alimento suficiente. Os preços são relativamente baixos e estáveis, e o tipo de comida que as pessoas estão consumindo é balanceada", disse em entrevista Deborah Hardoon, pesquisadora-sênior da Oxfam
 
A ONG avaliou a disponibilidade, qualidade e preço dos alimentos, além da saúde alimentar.
Examinou também o percentual de crianças abaixo do peso, a diversidade alimentar e o acesso à água limpa, além de aspectos negativos, como obesidade e diabetes.
 
Os países europeus dominam a lista, mas a Austrália conseguiu um lugar entre os melhores, empatando com Irlanda, Itália, Portugal e Luxemburgo no oitavo lugar. Já a parte de baixo da lista é dominada por países africanos, embora alguns asiáticos apareçam entre os 30 piores - Laos (112º. lugar), Bangladesh (102º.), Paquistão e Índia (empatados em 97º.).
 
Obesidade nos EUA impactou
Embora os EUA tenham a comida mais barata, e de boa qualidade, seus altos níveis de obesidade e diabetes derrubam o país para o 21º lugar no ranking, empatado com o Japão, que teve um mau resultado por causa do preço alto dos alimentos em comparação a outros produtos.
 
O Chade foi para a lanterna porque lá a comida é caríssima em comparação a outras coisas, e há muitas crianças abaixo do peso ideal -- 34 por cento. Só Guiné e Gâmbia, também na parte de baixo do ranking, têm alimentos proporcionalmente mais caros.
 
Burundi, Iêmen, Madagáscar (todos abaixo da centésima posição) e Índia são os países com maior prevalência de desnutrição e crianças abaixo do peso, segundo a Oxfam.
 
De acordo com a ONG, 840 milhões de pessoas passam fome a cada dia, apesar de o mundo produzir alimentos suficientes para todos. Por isso, a organização propõe mudanças na forma como a comida é produzida e distribuída em nível mundial.

G1

Lesão cerebral aumenta em três vezes risco de morte prematura

O ex-piloto alemão Michael Schumacher em foto de 2006, enquanto esquiava na Itália (Foto: AP)
Foto: AP
O ex-piloto alemão Michael Schumacher em foto de
2006, enquanto esquiava na Itália
Estudo avaliou dados de 218 mil pessoas que sofreram lesões. Acidente de esqui de Michael Schumacher é exemplo desse tipo de trauma
 
As pessoas que sobrevivem a lesões cerebrais traumáticas são três vezes mais propensas do que a população em geral a morrer prematuramente, com frequência devido a suicídio ou algum ferimento fatal, reportou um estudo internacional, chefiado por cientistas britânicos, publicado nesta quarta-feira (15).
 
As descobertas, publicadas no "JAMA Psychiatry", Jornal da Associação Médica Americana, sugerem a necessidade de cuidados e acompanhamento mais longo de pessoas que sofrem essas lesões.
 
Segundo o informe, a lesão cerebral traumática (TBI, na sigla em inglês) pode ser provocada por um golpe na cabeça que resulta em fratura no crânio, hemorragia interna, perda de consciência por mais de uma hora ou uma combinação destes fatores.
 
O recente acidente de esqui que deixou o campeão alemão de Fórmula 1 Michael Schumacher em coma é um exemplo de TBI.
 
Cientistas da Universidade de Oxford e do Instituto Karolinska, em Estocolmo, analisaram dados de lesões cerebrais traumáticas na Suécia entre pessoas nascidas a partir de 1954.
 
Eles compararam registros médicos de mais de 218 mil sobreviventes de TBI com o de 150 mil irmãos destes, bem como dois milhões de indivíduos de um grupo de controle.
 
"Nós descobrimos que as pessoas que sobrevivem seis meses depois do TBI continuam três vezes mais propensas a morrer prematuramente do que a população de controle e 2,6 mais propensas a morrer do que seus irmãos não afetados", explicou a líder do estudo, Seena Fazel, pesquisadora-sênior do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford.
 
A morte prematura foi definida como a registrada antes dos 56 anos de idade.
 
As principais causas de morte prematura em sobreviventes de TBI foram suicídio e ferimentos fatais sofridos em acidentes de carro e quedas.
 
"Os sobreviventes de TBI são mais de duas vezes mais propensos a se matar do que seus irmãos não afetados, muitos dos quais foram diagnosticados com distúrbios psiquiátricos após seu TBI", disse Fazel.
 
Uma vez que as diretrizes médicas atuais não recomendam aos médicos avaliar a saúde mental ou o risco de suicídio em pacientes sobreviventes de TBI, as descobertas sugerem uma abordagem de cuidados de mais longo prazo.
 
"Os sobreviventes de TBI deveriam ser monitorados cuidadosamente, em busca de sinais de depressão, abuso de substâncias e outros distúrbios psiquiátricos, pois são todas condições tratáveis", afirmou Fazel.
 
As razões para este risco aumentado de morte prematura não estão claras, mas Fazel afirmou que pode estar relacionado com julgamento comprometido.
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G1

Teste diferencia gêmeos e pode solucionar casos de estupro e paternidade

Mesmo gêmeos idênticos podem ser diferenciados (Foto: BBC)
Foto: BBC
Mesmo gêmeos idênticos podem ser diferenciados
Testes convencionais não conseguiam achar diferenças em DNA de gêmeos idênticos; veja crimes que ficaram sem solução por causa disso
 
Já se sabe que gêmeos idênticos não são totalmente iguais. Mas, até agora era quase impossível diferenciar o DNA destes gêmeos. Mas, um laboratório da Alemanha elaborou um novo exame de DNA que seria capaz de fazer essa diferenciação e que promete ajudar a esclarecer crimes não solucionados ou questões de paternidade.
 
Um exemplo de crime que pode ser resolvido com o novo teste é o caso dos estupros de seis mulheres em Marselha, sul da França, ocorridos no fim de 2012. As provas, inclusive amostras de DNA, levaram a polícia a dois suspeitos, os gêmeos idênticos Elwin e Yohan, que não tiveram os sobrenomes revelados.
 
As vítimas reconheceram os gêmeos, mas não conseguiram identificar qual dos dois tinha sido o estuprador. Os dois estão presos desde fevereiro de 2013; ambos se dizem inocentes e se recusam a culpar o outro.
 
Quando foram presos, a imprensa deu a entender que os testes para determinar qual dos gêmeos deveria ser acusado seriam caros demais. Mas isso pode mudar, com ajuda dos cientistas especializados em pesquisa de genoma no laboratório Eurofins, em Ebersberg, Alemanha.
 
'O genoma humano é formado por um código alfabético de três bilhões de letras', explicou Georg Gradl, especialista em sequenciamento genético do laboratório. 'Se o corpo está crescendo, ou um embrião está se desenvolvendo, então todos as três bilhões de letras precisam ser copiados'. 'Durante este processo de cópia no corpo acontecem 'erros de digitação'', disse o cientista se referindo a pequenas mutações.
 
Partes de DNA
Em exames de DNA tradicionais apenas uma pequena parte do código é analisada, o suficiente para diferenciar duas pessoas consideradas normais, mas não para diferenciar gêmeos idênticos.
 
Gradl e sua equipe recolheram amostras de um par de gêmeos idênticos e analisaram toda a sequência de três bilhões de letras. Com isso, encontraram algumas dezenas de diferenças no DNA.
 
Os cientistas também analisaram o filho de um dos homens e descobriram que ele herdou cinco destas mutações do pai. Após analisar os resultados, eles afirmam que agora podem diferenciar qualquer gêmeo idêntico do outro e os filhos destes gêmeos.
 
A rapidez do resultado é importante nesses casos; o teste alemão leva um mês para ser concluído.
 
Institutos de Criminalística da Europa, América Latina e Estados Unidos já pediram ajuda à Eurofins para solucionar dez casos diferentes.
 
Gradl afirma que casos de estupro ou violência sexual envolvendo gêmeos são 'mais frequentes do que nós esperávamos'. Com frequência há vestígios de sêmen e, 'nestes casos, nós podemos diferenciar'.
 
A empresa não pode revelar em quais casos está trabalhando, mas Gradl admite que o caso de Marselha é 'certamente um destes que gostaríamos de ajudar... e estamos convencidos que vamos conseguir (um resultado)'.
 
Crimes e paternidade
Outros crimes também poderiam se beneficiar do novo teste de DNA. Na Argentina, por exemplo, a Justiça suspendeu um julgamento para que fossem feitas mais investigações, depois que um homem acusado de estupro culpou o irmão gêmeo.
 
Vários casos de estupros ocorridos nos Estados Unidos também poderiam receber ajuda deste novo teste, mas também há complicações em casos ligados a tráfico de drogas.
 
Em 2009, em Kuala Lumpur, na Malásia, a polícia apreendeu 166 quilos de maconha e 1,7 quilo de ópio em um carro. O motorista foi preso e, ao chegar na casa para onde o carro estava indo, os policiais encontraram o gêmeo idêntico do motorista.
 
A polícia sabia que o primeiro, o motorista, seria o culpado, mas durante o julgamento, surgiram dúvidas sobre quem seria quem entre os gêmeos, e exames de DNA disponíveis não puderam ajudar a diferenciá-los oficialmente.
 
Os dois foram libertados, escapando da pena de morte que geralmente é o destino dos traficantes de drogas do país.
 
E não apenas crimes seriam solucionados, mas também casos de dúvida em relação a paternidade envolvendo gêmeos idênticos.
 
Em 2007, a Justiça do Estado americano do Missouri tentou descobrir quem era o pai do filho de Holly Marie Adams, que manteve relações sexuais com dois irmãos, gêmeos idênticos, Raymon e Richard Miller.
 
Como neste caso o teste de DNA tradicional foi inconclusivo, foi necessário contar apenas com os testemunhos de Holly sobre os dias exatos em que ela manteve relações com os dois, como estas datas correspondiam ao ciclo menstrual e se algum deles usou preservativo.
 
No final, apenas com base nestas provas, foi determinado que Raymon era o pai. Para Laura Walton-Williams, do Departamento de Ciência do Crime e Criminalística da Universidade de Staffordshire, na Grã-Bretanha, o teste de DNA da Eurofins é um grande avanço, e poderia ser usado até para descobrir se um gêmeo está envolvido no assassinato de um irmão idêntico, pois, pela primeira vez, será possível diferenciar o DNA da vítima e do suspeito.
 
Mas, a especialista acredita que a Justiça precisará saber se este exame foi rigorosamente testado, e se o custo poderá influenciar na decisão de usá-lo ou não. Até o momento a Eurofins não divulgou quando este exame de DNA vai custar.

G1

Cientistas evitam cegueira graças a terapia genética

Depois do tratamento, Wyatt passou a enxergar três linhas a mais em um teste de visão (Foto: BBC)
Foto: BBC
Depois do tratamento, Wyatt passou a enxergar três
linhas a mais em um teste de visão
Pacientes com choroideremia, condição que resulta na morte gradual das células que detectam luz, apresentaram melhoras após testes
 
Cirurgiões de Oxford, na Grã-Bretanha, usaram uma técnica de terapia genética para melhorar a visão de seis pacientes que, caso contrário, teriam ficado cegos.
 
O tratamento, que envolve inserir um gene dentro das células dos olhos, é responsável por restaurar as células que detectam luz.
 
Os médicos envolvidos acreditam que o tratamento pode, eventualmente, ser usado para tratar formas comuns de cegueira.
 
Robert MacLaren, o cirurgião que liderou a pesquisa, disse que ele estava 'muito contente' com o resultado.
 
"Nós realmente não poderíamos pedir por resultado melhor", disse ele.
 
A BBC deu a notícia, exclusivamente, quando os testes clínicos começaram há dois anos. O primeiro paciente foi Jonathan Waytt, que na época tinha 63 anos.
 
Wyatt tem uma condição genética conhecida como choroideremia, que resulta na morte gradual das células que detectam luz localizadas no fundo do olho.
 
Visão melhorada
Wyatt ainda enxergava um pouco quando fez a cirurgia. Sua esperança era de que o procedimento evitaria que sua visão continuasse deteriorando e salvaria a pouca capacidade de enxergar que lhe restava.
 
Ele, assim como outro paciente que participou do teste clínico de MacLaren, descobriu que a cirurgia não apenas estabilizou, como também aperfeiçoou, sua visão. Os outros pacientes, que ainda viviam os primeiros estágios da cegueira, tiveram melhoras em sua capacidade de enxergar à noite.
 
Wyatt é agora capaz de ler três linhas a mais em um teste de visão.
 
"Eu me sentia na beira de um abismo", ele disse à BBC.
 
"Eu enxergava a escuridão. MacLaren bateu no meu ombro e disse 'venha por aqui, é possível enxergar novamente'."
 
A mulher de Wyatt, Diane, confirmou que a perspectiva de cegueira total o deixou muito deprimido.
"Ele agora está muito otimista", ela explicou.
 
"Ele está mais independente, ele consegue encontrar coisas que não conseguia antes, consegue sair sozinho, e deixou de ser um incômodo!"
 
Outro paciente que participou do tratamento, Wayne Thompson, disse que ele notou um resultado imediato depois da cirurgia.
 
Jonathan Wyatt teve a visão aperfeiçoada após o tratamento (Foto: BBC)
Foto: BBC
Jonathan Wyatt teve a visão aperfeiçoada após o
tratamento
Vendo estrelas
"Minha visão colorida melhorou. Árvores e flores parecem muito mais vivas, e eu consegui ver estrelas pela primeira vez desde que eu tinha 17 anos, quando a minha visão começou a deteriorar", ele disse à BBC.
 
Thompson disse que ele passou a vida conformado com o fato de que ficaria cego.
 
"Eu vivi os últimos 25 anos com a certeza de que eu vou ficar cego, e agora (depois da operação) existe a possibilidade de continuar enxergando", ele disse.
 
Quando Thompson foi diagnosticado pela primeira vez, disseram que não conseguiria ver sua filha, que agora tem nove anos, crescer.
 
"Eu agora espero conseguir ver meus netos crescerem", disse Thompson.
 
Se os pacientes continuarem a melhorar, o objetivo é oferecer o tratamento à pacientes mais jovens com choroideremia, para evitar que eles percam a visão.
 
A condição é relativamente rara: acredita-se que mil pessoas são afetadas na Grã-Bretanha.
 
Mas MacLaren acredita que o sucesso com os casos de choroideremia demonstra que a terapia genética pode ser usada para curar outras formas de cegueiras genéticas, incluindo a degeneração macular ligada a idade.
 
Essa condição causa cegueira em 300 mil pessoas na Grã-Bretanha, e causa a deterioração na visão de uma em quatro pessoas com mais de 75 anos.
 
"Os mecanismos da choroideremia, e o que estamos tentando fazer com o tratamento, seriam, provavelmente, aplicáveis a casos de cegueira mais comuns", explicou MacLaren.
 
"A choroideremia tem algumas similaridades com a degeneração macular, já que procuramos atingir as mesmas células. Nós ainda não sabemos quais os genes devemos atingir na degeneração macular, mas nós sabemos como fazer e como colocar os genes de volta."
 
Clara Aglen, do Royal National Institute of Blind People, também está, cautelosamente, otimista.
 
Ela disse à BBC: "No momento, a terapia está em estágio inicial, mas oferece esperança para pessoas com condições genéticas, como a degeneração macular e glaucoma".
 
"Enquanto esse processo avança, existe a esperança de que pode ser usado, e prover a cura, para causas comuns de cegueira."

G1

Google desenvolve lentes de contato para pessoas com diabetes

Lente de contato do Google (Foto: Google/AP)
Foto: Google/AP
Detector de glicose em miniatura pode gerar medição de glicose
 a cada segundo, de acordo com o Google
Lentes ajudarão pacientes a controlar níveis de açúcar no sangue. Protótipos determinam quantidade de glicose contida em lágrimas
 
O Google anunciou na quinta-feira (16) que está desenvolvendo lentes de contato para ajudar pessoas com diabetes a controlar seus níveis de açúcar no sangue.
 
"Estamos testando lentes inteligentes fabricadas para medir a taxa de glicose nas lágrimas'", explicaram os responsáveis pelo projeto, Brian Otis e Babak Parviz.
 
As lentes funcionam com um pequeno dispositivo conectado a um detector de glicose em miniatura no material com o qual são feitas as lentes.
 
Segundo o Google, os protótipos puderam determinar a glicose nas lágrimas a cada segundo. Os pesquisadores analisaram, ainda, a possibilidade de integrar sinais luminosos para que o produto alerte sobre níveis perigosos de açúcar no sangue.
 
Os testes clínicos das lentes e os procedimentos para registrá-lo na agência de medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, já estão em andamento.
 
G1

Alerta: Anvisa suspende lote de remédio para azia e dor no estômago

Lote 46.194 do medicamento Kollangel apresentou problemas, diz agência. Em setembro passado, outro lote do produto já havia sido suspenso
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira (17) a suspensão da distribuição, comércio e uso do lote 46.194 do medicamento Kollangel, comprimido mastigável destinado ao alívio de sintomas da hiperacidez gástrica, azia e dor de estômago.

De acordo com a resolução, publicada no Diário Oficial da União, o medicamento produzido pela empresa Natulab Laboratórios S.A. apresentou resultados insatisfatórios em testes feitos com a rotulagem, seu aspecto e contagem de microorganismos.
 
O Kollangel é composto de hidróxido de alumínio e hidróxido de magnésio. Em setembro do ano passado, a Anvisa já havia divulgado a suspensão de outro lote do remédio, também por falha na rotulagem.
 
O grupo Natulab, responsável pela fabricação do medicamento, divulgou nota no site da empresa informando que realizou análise de contraprova acompanhada por técnicos. Na oportunidade, o grupo contestou alguns métodos usados pela Anvisa.
 
Porém, providenciou a retirada do mercado do lote em questão. Ainda segundo a nota, “até o fim de janeiro, todo o lote de Kollangel Suspensão Oral reprovado já estará fora do mercado”.

G1

Gripe aviária H7N9 avança na China e exige vigilância constante

Usando máscara, mulher passa por cartaz com orientações contra a transmissão do vírus H7N9, em Pequim (Foto: Wang Zhao/AFP)
Foto: Wang Zhao/AFP
Usando máscara, mulher passa por cartaz com orientações contra
 a transmissão do vírus H7N9, em Pequim
Pelo menos 24 casos e três mortes foram confirmadas na última semana. Como é inverno no hemisfério norte, aumento da contaminação era previsível
 
Uma onda de casos da gripe aviária H7N9 na China e de mortes associadas à doença desde o começo de 2014 mostra que é preciso vigilância constante contra cepas gripais emergentes, do contrário o mundo estará sujeito a uma letal pandemia.
 
Pelo menos 24 casos da gripe H7N9 e três mortes foram confirmadas na última semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que representa um dramático aumento em relação aos dois casos e uma morte registrados entre junho e setembro, época do verão boreal.
 
"Há agora uma clara segunda onda desse vírus", disse Jake Dunning, pesquisador do Imperial College, de Londres, que monitora o surto.
 
Como é inverno no hemisfério norte, o aumento no número de contaminações era previsível, mas a difusão da doença também eleva o risco de que o vírus esteja passando por uma mutação que lhe permita em breve ser transmitido de uma pessoa para outra.
 
Até agora, os casos registrados estão associados principalmente ao manuseio de aves doentes, mas ele já demonstra uma capacidade limitada --mas mesmo assim preocupante-- de transmissão entre pessoas.
 
Em dezembro, no entanto, pesquisadores dos EUA disseram que o vírus ainda precisaria passar por várias mutações antes de adquirir a capacidade de passar facilmente de um paciente humano para outro.
 
Também no mês passado, outro estudo apontou uma alarmante mutação que garante resistência ao vírus contra os tratamentos mais comuns, sem que isso limite sua capacidade de difusão entre mamíferos.
 
A cepa H7N9 surgiu em março do ano passado e já contaminou 170 pessoas na China, Taiwan e Hong Kong, matando cerca de 50 delas.
 
Gregory Hartl, porta-voz da OMS, disse que a agência está atenta à difusão da doença nas últimas semanas, mas que "até agora não vimos nada que nos leve a mudar nossa avaliação".
 
A atual posição da OMS, com base em um documento de 20 de dezembro, é de que cinco pequenos núcleos familiares foram apontados como difusores da doença, mas que "não há indícios que atualmente amparem uma transmissão sustentada entre humanos".
 
"A atual probabilidade de uma difusão dentro de uma comunidade... é considerada baixa", diz o texto.
 
G1

Mulher consegue ter filho após sofrer 20 abortos espontâneos

O médico Shehata, à esquerda, com o casal Kelly e Alan, e o pequeno Tyler (Foto: Reprodução/Twitter/epsom_sthelier)
Foto: Reprodução/Twitter/epsom_sthelier
O médico Shehata, à esquerda, com o casal Kelly e Alan,
e o pequeno Tyler
Kelly Moseley passou por tratamento e teve o pequeno Tyler. 'Me recusei a desistir', diz a inglesa de 37 anos
 
Uma mulher que sofreu 20 abortos espontâneos ao longo de dez anos conseguiu finalmente ter um filho após se submeter a um tratamento originalmente destinado a combater malária e artrite reumatoide. O caso aconteceu na Inglaterra.
 
Kelly Moseley, de 37 anos, e seu marido Alan, de 41, vinham tentando ter um filho desde 2002. Ela, que já tinha duas filhas de um outro relacionamento, de 18 e 15 anos, perdeu 18 fetos por volta das 8 semanas de gestação e dois meninos aos cinco meses. Ainda assim, o casal se recusava a desistir, mesmo que essa fosse a recomendação de seu médico naquela época, diante do sofrimento que as perdas sucessivas estavam causando.
 
Um dia, Kelly viu o especialista em abortos espontâneos Hassan Shehata na TV e resolveu procurá-lo no hospital em que trabalha, em Londres. O médico há cerca de dez anos investiga porque algumas mulheres têm “células assassinas” do sistema imunológico no sangue que atacam o feto como se fosse um corpo estranho, o que faz com que percam os bebês.
 
No caso de Kelly, Shehata notou que ela também tinha essa condição, mas num grau tão alto que o tratamento com esteroides, que normalmente consegue baixar o índice dessas células agressivas, é insuficiente.
 
Por isso, ele resolveu apelar a um medicamento usado contra a malária, para reduzir as defesas naturais da paciente. Ela conseguiu levar a gravidez adiante e, assim, nasceu o pequeno Tyler, que agora tem nove meses de idade.
 
Kelly e Alan foram até o hospital para apresentar o filho ao médico que viabilizou a gravidez saudável. “Estou muito feliz por eles”, disse Shehata, destacando que Kelly foi uma paciente exemplar.
 
“Ainda não posso acreditar que Tyler esteja aqui. Eu me recusei a desistir e espero que nossa história encoraje outras mulheres. Nunca esquecerei os bebês que perdi e a dor nunca vai embora. Mas ter o Tyler faz tudo valer a pena e nossas vidas agora estão completas”, disse Kelly, segundo nota divulgada pelo Hospital St Helier.
 
G1

Exames: Papanicolau

O que é
Também chamado de esfregaço cérvico-vaginal, é um exame de avaliação de células retiradas do colo do útero.
 
Para que serve
Feita por um patologista, essa análise investiga a presença de microorganismos (fungos, vírus e bactérias) potencialmente prejudiciais e alterações nas células raspadas do colo do útero durante o exame ginecológico. É considerado um método de detecção precoce de diversas doenças da mulher, como a infecção pelo HPV (vírus do papiloma humano) e o câncer de colo do útero.
 
Como é feito
Com a paciente deitada em posição ginecológica – pernas abertas, flexionadas e apoiadas em um descanso acolchoado – o médico afasta as paredes da vagina com um aparelho específico para esse fim, deixando o colo do útero mais acessível para observação. Usando uma haste de algodão ou uma espátula parecida com um palito de sorvete o ginecologista raspa as células superficiais do colo uterino. Depois disso, coloca o material em uma lâmina de vidro e envia para a análise do patologista.
 
Preparo
A mulher não deve estar menstruada e precisa manter abstinência sexual nas 24 horas que antecedem o exame. Também deve evitar, nas 48 horas anteriores, o uso de duchas, pomadas ou cremes vaginais.
 
Valores de referência
Os resultados são expressos em um sistema que, dependendo da gravidade, varia do grau I (normal) ao grau V (câncer invasor). Os cuidados e intervalos para novos exames vão depender de quais resultados aparecerem.

iG

Repost: Pequeno dicionário dos tratamentos de câncer

Foto: Thinkstock Photos  Ampliar
Graças a novos equipamentos e sistemas computadorizados,
as técnicas de combate ao câncer estão mais precisas
Conhecer as técnicas que ajudam a enfrentar a doença facilita o tratamento. Métodos vão além da quimioterapia
 
Câncer ainda é uma doença que assusta. Muitas vezes o diagnóstico é associado a uma sentença de morte e os tratamentos a verdadeiras torturas, com sequelas físicas e emocionais.
 
Felizmente a medicina evolui a cada dia, com objetivo de combater ao máximo os tumores e oferecer mais conforto e segurança aos pacientes.
 
Com o aumento da expectativa de vida, a doença avançou e já é a segunda causa de morte dos brasileiros.
 
Diretor responsável pelo Centro Integrado de Oncologia do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, de São Paulo, o radio-oncologista Robson Ferrigno explica a seguir quais são as técnicas não cirúrgicas de tratamento de câncer. Conhecê-las certamente ajuda a diminuir os medos e contribui para o sucesso dos tratamentos.
 
Quimioterapia
É um tratamento realizado por meio de um ou mais medicamentos com capacidade de destruir as células tumorais. É considerado como sistêmico porque atinge todo o organismo.
 
Quimioterapia oral e injetável
Dependendo da situação clínica, a quimioterapia pode ser realizada com a ingestão oral de comprimidos ou por via venosa, dissolvida em soro. “Essa última é mais frequente, porém, vem aumentando a disponibilidade de alguns quimioterápicos novos por via oral”, explica o médico Robson Ferrigno.
 
Quimioterapia ambulatorial
Ocorre quando o tempo de infusão de soro com quimioterápicos é curto (em torno de duas horas) e o paciente tem condições clínicas de ir ao ambulatório para receber a medicação. Se o tempo de infusão for muito longo, às vezes durante alguns dias, e o paciente não estiver clinicamente bem, a técnica é realizada com o paciente internado.
 
Radioterapia
Ao lado da cirurgia e da quimioterapia, é uma das três principais modalidades técnicas de combate ao câncer. É um tratamento localizado e feito por meio da aplicação de radiação ionizante na região do corpo afetada pela doença. Quanto mais concentrada a dose de radiação no tumor e menor nos tecidos normais vizinhos, menores as possibilidades de complicações e melhor é o resultado.
 
Nos últimos anos houve substancial desenvolvimento de novas técnicas de radioterapia. “A mais antiga é a convencional, que irradia um volume grande de tecidos normais porque o planejamento é feito pela delimitação na pele do paciente sem sabermos ao certo quais estruturas internas do corpo a radiação está atingindo. Graças a novos equipamentos e sistemas computadorizados, técnicas de maior precisão, tais como a radioterapia conformada e a de intensidade modulada (IMRT), começaram a ser utilizadas na prática médica com melhores resultados de tratamento”, diz o especialista.
 
Radioterapia conformada
Esta técnica foi desenvolvida para que a área de tratamento com radioterapia pudesse ser visualizada e fosse possível avaliar a distribuição da dose no organismo. Para tanto, o planejamento da dose é feito em um exame de imagem do paciente, mais frequentemente uma tomografia computadorizada que, ao ser exportada em um computador, permite ao médico determinar a área que deve receber a radiação e as regiões que devem ser protegidas.

Com isso, tem-se a informação das estruturas internas atingidas pela radiação e com qual intensidade. A radioterapia conformada, por ser mais segura para o paciente, é a técnica mais recomendada pela SBRT para todas as situações clínicas.
 
Radioterapia de intensidade modulada (IMRT)
A sigla é inglesa e significa “Intensity Modulated Radiation Therapy”. Como o nome diz, é uma técnica com capacidade de modular a intensidade da radiação que vai atingir cada órgão ou área acometida pela doença.
 
Isso é possível graças a alguns acessórios que são incorporados à máquina de radioterapia, no caso um acelerador linear de partículas, e programas de computador que passam informações para o aparelho para que filtros sejam colocados na frente do feixe de radiação e assim ela seja dirigida de forma mais concentrada. Com isso, pode-se aumentar a dose de radiação no tumor e diminuí-la nos tecidos normais.
 
É a melhor técnica de distribuição de dose de radiação disponível no mundo e bastante útil em regiões onde o tumor está muito próximo a estruturas que devem ser protegidas. É a forma de radioterapia com menor toxicidade para o paciente.
 
Atualmente, a IMRT é indicada para tratamento de tumores de próstata, de cabeça e pescoço, de cérebro, de pulmão, de tumores abdominais e pélvicos e de outras situações que necessitam de uma adequada distribuição de dose.
 
Braquiterapia
É uma modalidade de radioterapia que consiste na colocação de um material radioativo no interior ou próximo de um tumor que necessita receber altas doses de radiação. O material radiativo, geralmente pequeno, pode ficar permanentemente implantado ou ser colocado e retirado após liberação da dose necessária. O tipo de braquiterapia depende da situação clínica. Essa técnica é realizada em vários tipos de tumor, como de colo uterino, endométrio, próstata, esôfago, mama, cabeça e pescoço, partes moles e pulmão.
 
Braquiterapia de sementes para próstata
É um tipo de braquiterapia que consiste na introdução de sementes de Iodo-125, um material radioativo do tamanho de um grão de arroz, no interior da próstata, onde ficará implantado permanentemente. É utilizada para curar tumor localizado de próstata.
 
Radiocirurgia e radioterapia estereotática fracionada
Tratam-se de técnicas sofisticadas de precisão para atingir alvos no interior do cérebro com altas doses de radiação. Isso é possível graças aos recursos de fixação da cabeça e liberação da radiação dirigida por computador.
 
Hormonioterapia
Alguns tipos de câncer, como de mama e próstata, são estimulados por hormônios. Para tratar esses tumores, utilizam-se drogas que bloqueiam a ação do hormônio sobre a doença. No caso do câncer de mama, recorre-se ao bloqueador do hormônio feminino estrogênio, caso o tumor manifeste receptor para o mesmo.
 
No caso do câncer de próstata, bloqueia-se a ação da testosterona, o que pode ser feito com a retirada dos testículos (orquiectomia) ou por castração química, por meio de medicações. Esses bloqueios hormonais são chamados de hormonioterapia.

Iodoterapia
São injeções endovenosas de um material radioativo líquido, no caso o Iodo-131, para tratamento de câncer de tireóide, uma vez que esses tumores captam iodo. É um tratamento realizado por especialistas em Medicina Nuclear e não por especialistas em radioterapia.
 
Quando a cirurgia é necessária?
Vários tipos de tumores necessitam que a doença macroscópica seja retirada para um controle efetivo. A decisão vai depender do tipo de câncer e do estágio em que ele se encontra. São exemplos da obrigatoriedade da cirurgia tumores iniciais de mama, de próstata, de cabeça e pescoço, de pulmão, de estômago, de reto, de endométrio entre outros.

iG

Aumente seu apetite durante a quimioterapia

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Comer bem no hospital é importante
Comer bem é fundamental para recuperação durante o tratamento
 
A perda de apetite é uma possível reação adversa da quimioterapia, tratamento usado para combater o câncer.
 
Mas comer bem é importante para ajudar o corpo a permanecer forte durante o tratamento, que envolve desgaste físico e emocional.
 
O Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, sugere maneiras de aumentar o apetite:
 
1) Coma em horários agendados todo dia, mesmo se isso significar ter apenas uma refeição pequena ou algumas colheres de comida

2) Coma cinco ou seis pequenas refeições durante o dia, em vez de se forçar a comer três refeições grandes

3) Se a sua comida tiver gosto metálico, use utensílios de plástico e panelas de vidro

4) Faça um pouco de exercício todo dia, mesmo que seja apenas uma breve caminhada

5) Se comida sólida se tornar difícil de engolir, opte por sopa ou até mesmo por um milkshake

6) Beba líquidos durante o dia. Mas os evite durante e logo antes da refeição para não ficar estufado demais para comer
 
iG

Aulas de culinária ensinam pacientes com câncer a driblar sintomas do tratamento

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Suco de maça com hortelã alivia enjoo e boca seca
Suco de maçã com limão e hortelã ajudam a aliviar sensação de boca seca e enjoo, comuns durante o período de quimioterapia; aulas são gratuitas com presença de psicóloga
 
É muito comum o paciente com câncer perder o apetite durante o tratamento. Pensando nisso, o serviço de Nutrição e Dietética do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado a Secretaria de Estado da Saúde, oferece aulas práticas de culinária para ensinar pacientes e acompanhantes a preparar receitas que estimulem o paladar e reduzam os efeitos colaterais comuns da quimioterapia, como náuseas e dor para engolir.
 
As oficinas acontecem toda terça-feira e atendem cerca de 80 pessoas por mês. As receitas são testadas pela equipe antes das aulas e, além de gostosas e saudáveis, têm baixo custo.
 
Suco de maçã com limão e hortelã, por exemplo, apesar de simples, ajuda a aliviar a sensação de boca seca e enjoo, tão comuns durante o período de quimioterapia. Já entre os pratos principais, o rocambole salgado de fubá (receita abaixo) é uma das mais pedidas.
 
A oficina inclui a participação de uma psicóloga, para que os acompanhantes sejam auxiliados a compreender o comportamento do paciente nesta fase do tratamento e aprendam a melhor maneira de lidar com estes sintomas.
 
A quimioterapia impede a multiplicação de células malignas. O processo, entretanto, pode causar alterações no paladar como a redução ou ausência da sensibilidade aos sabores. Apesar de temporários, esses efeitos são um dos principais responsáveis pela diminuição do apetite e perda de peso dos pacientes.
 
“O acompanhamento do médico e, em alguns casos, a prescrição de medicamentos para possíveis reações é fundamental, mas o auxílio pode vir da cozinha de casa, na elaboração de pratos que ajudam a melhorar o apetite e controlar os sintomas”, comenta o coordenador do Serviço de Nutrição do Icesp, Vitor Modesto Rosa.
 
Além das aulas semanais na Cozinha Experimental, o Icesp também disponibiliza gratuitamente em seu site  um cardápio elaborado com dicas e preparações de pratos salgados, doces e bebidas, indicados para amenizar cada tipo de sintoma.
 
Confira a receita:
 
Rocambole salgado de fubá
(ajuda no controle da dor para engolir, feridas na boca, náuseas, vômitos e diarreia)
 
Ingredientes
 
Massa
1 xícara (chá) de fubá
 
2 ½ xícaras (chá) de água
 
1 colher (chá) de sal
 
2 colheres (sopa) de salsinha picada
 
Recheio
2 colheres (sopa) de óleo
 
2 colheres (sopa) de cebola picada
 
2 dentes de alho picados
 
200g de frango desfiado
 
1 xícara (chá) de tomate sem semente picado
 
2 colheres (sopa) de salsinha picada
 
½ colher (chá) de sal
 
2 colheres (sopa) de queijo ralado
 
Modo de preparo
 
Massa
Coloque todos os ingredientes em uma panela, leve ao fogo e cozinhe por cinco minutos, sem parar de mexer.
 
Recheio
Aqueça o óleo em uma panela e doure a cebola e o alho. Acrescente no refogado o frango, o tomate, a salsinha e o sal.
 
Montagem
Espalhe a massa de fubá sobre um filme plástico, coloque o recheio e enrole, apertando bem. Coloque na geladeira para endurecer. Retire o filme plástico, polvilhe o queijo ralado, leve ao forno para aquecer e corte em fatias grossas.
 
Rendimento: 6 porções de 120g
 
Calorias: 200 kcal por porção
 
iG

Comediantes têm 'altos níveis de traços psicóticos', diz pesquisa

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Estudo mostra que elementos criativos necessários para o humor
são similares aos traços observados em pessoas com psicose
Estudo envolveu 523 comediantes; pesquisadores explicam que os elementos criativos necessários para o humor são similares aos traços observados em pessoas com psicose
 
Comediantes têm traços de personalidade ligados à psicose, assim como outras pessoas criativas - e essa pode ser uma da razão pela qual eles são tão divertidos, indica uma pesquisa realizada na Universidade de Oxford e publicada no British Journal of Psychiatry.
 
Sua pontuação foi alta na medição de características que, em casos extremos, são associadas a doenças mentais. E, surpreendentemente, apresentam altos níveis tanto de introversão quanto de extroversão.
 
Os pesquisadores explicam que os elementos criativos necessários para o humor são similares aos traços observados em pessoas com psicose.
 
A pesquisa envolveu 523 comediantes (404 homens e 119 mulheres) do Reino Unido, EUA e Austrália. Eles responderam um questionário online, criado para medir traços psicóticos em pessoas saudáveis.
 
Foram medidos quatro aspectos: 1) experiências incomuns (crença em telepatia e eventos paranormais); 2) desorganização cognitiva (distração e dificuldade em se concentrar); 3) anedonia introvertida (habilidade reduzida de sentir prazer físico e social); e 4) não-conformidade impulsiva (tendência a comportamentos impulsivos e antissociais).
 
O questionário também foi preenchido por 364 atores - outra profissão que envolve performance - como grupo de controle, e por outras 831 pessoas que trabalham em áreas não-criativas.
 
Os comediantes pontuaram significativamente mais do que o grupo geral, em todos os tipos de traços de personalidade psicótica. Apresentaram níveis particularmente altos tanto em traços de personalidade extrovertida e introvertida.
 
Os atores pontuaram mais que o grupo geral em três dos quatro tipos - mas não no aspecto introvertido.
 
Entreter
Os estudiosos acreditam que essa estrutura incomum de personalidade pode ajudar a explicar a habilidade dos comediantes em entreter.
 
"Os elementos criativos necessários para produzir humor são incrivelmente similares aos que caracterizam o estilo cognitivo de pessoas com psicose - a esquizofrenia e a bipolaridade", diz Gordon Claridge, professor do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford.
 
Ainda que a psicose esquizofrênica em si prejudique o senso de humor, em uma forma mais branda ela pode aumentar a habilidade da pessoa em associar coisas estranhas ou "pensar fora da caixa", prossegue Claridge.
 
E traços similares à bipolaridade pode ajudar pessoas a combinar ideias para formar conexões novas e engraçadas.
 
"Comediantes tendem a ser levemente introvertidos, que nem sempre querem socializar, e sua comédia é quase uma válvula de escape para isso", diz Claridge à BBC.
 
Para Paul Jenkins, presidente da entidade Rethink Mental Illness, as descobertas são interessantes, mas é preciso ficar atento para não reforçar o "estereótipo do gênio criativo louco".
 
"Doenças mentais como esquizofrenia podem afetar qualquer pessoa, seja ela criativa ou não. Nosso entendimento sobre doenças mentais ainda é deficiente, e precisamos de mais pesquisas nessa área".
 
iG

De pets a comida da vovó: os mimos que os hospitais oferecem aos pacientes

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Nick proporciona conforto e afeto aos pacientes que estão internados
Fazer com que o ambiente de internação fique o mais parecido possível com o clima de casa ajuda na eficácia do tratamento e na adesão do doente à terapia, dizem especialistas
 
Ao menos uma vez na semana os pacientes internados no Hospital Paulistano recebem uma visita de baixa estatura, devidamente identificada com crachá com foto no pescoço, de língua de fora, fartos pelos dourados e quatro patas: é o golden retriever Nick que bate à porta para brincar por alguns minutos com cada paciente. Além de Nick, que foi treinado para essas visitas, o doente tem a possibilidade - sempre com a autorização médica e seguindo um protocolo de segurança - de levar seu próprio animal de estimação para o hospital.
 
É um mimo que, para além de agradar o paciente, ajuda na eficácia do tratamento. "A terapia com animais de estimação melhora o humor, os níveis de pressão arterial e facilita a interação social", explica Viviane Tabone, coordenadora médica do Centro de Medicina Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein. Lá, desde que higienizados, outros bichos também têm a entrada liberada: “Já recebemos de tudo: papagaios, cachorros, coelhinhos", comenta a gerente do serviço de atendimento ao consumidor do hospital, Rita Grotto.
 
E, se o bicho é de casa, por que a comida também não pode ser? No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os pacientes não ficam com água na boca: se a vontade de comer milho verde for muita e a dieta permitir, o chef de cozinha prepara o quitute. Isso também vale para um cuscuz ou qualquer outro prato que o paciente manifestar desejo. "Para os pacientes oncológicos ou que fazem radioterapia, o cheiro da comida pode provocar enjoos, então oferecemos lanches como opção de almoço, para que eles se sintam bem", diz Joyce Rebouças Passos, gerente de nutrição do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
 
No Hospital 9 de Julho, a proposta dos cozinheiros é sempre preparar uma refeição com "sabor caseiro". No Eistein, além do sabor, a comida pode mesmo vir de casa. Se o paciente se sentirá mais animado se comer o bolo da avó, que seja feito o bolo!
 
Bolo até para comemorar! No Hospital Paulistano, há cardápios especiais caso o paciente comemore aniversário ou datas como bodas de prata e de ouro enquanto estiver internado.
 
Por trás de todos os mimos "com cara de casa", dizem os especialistas, está sempre a preocupação em possibilitar que o paciente se sinta confortável no ambiente e disposto a acreditar no sucesso do tratamento. 
 
iG