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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Estudo mostra que composto químico do plástico contribue para aumento de peso

Um estudo feito por cientistas do Centro de Pesquisa Meio Ambiental Helmholz (UFZ) de Leipzig (Alemanha) comprovou o impacto dos ftalatos, compostos químicos usados para aumentar a flexibilidade dos plásticos, no metabolismo e no aumento do peso

Os ftalatos, explicou o UFZ em comunicado, podem passar ao organismo através da pele ou da dieta e afetar o sistema hormonal, mas até agora não tinha sido investigado o processo metabólico que essas substâncias são capazes de desencadear.

Os pesquisadores, que publicaram seu trabalho na revista "PLOS ONE", consideram alarmantes os números de sobrepeso na sociedade atual e lembram que cada quilo acima do peso ideal aumenta o risco de doenças cardiovasculares, dano articular, inflamação crônica e câncer.

Como causadores desse sobrepeso se encontram os maus hábitos alimentícios, a falta de exercício e fatores genéticos, mas também, destacam-se, compostos poluentes como os ftalatos.

Estas substâncias, utilizadas para abrandar os plásticos e fazê-los mais flexíveis, pode migrar sob determinadas circunstâncias e passar ao corpo humano através da dieta, transferência que se produz principalmente no caso de vasilhas alimentícias de produtos gordurosos como queijos e salsichas.

A equipe científica de Leipzig comprovou que os ratos expostos ao ftalato DEHP através de água que consumiam ganharam peso de forma considerável, especialmente as fêmeas.

"É evidente que os ftalatos interferem seriamente no equilíbrio hormonal e que provocam mudanças significativas, por exemplo no aumento de peso, inclusive em baixas concentrações", ressalta o chefe do Departamento de biologia de sistemas moleculares do UFZ, Martin von Bergen.

Os pesquisadores comprovaram que, sob a influência dos ftalatos, a proporção de ácidos graxos insaturados no sangue aumentou e foi interrompido o metabolismo da glicose.

Também houve variação na composição de receptores no sangue, importantes para o metabolismo geral.

"No entanto, não há nenhuma explicação conclusiva de como os diferentes efeitos dos ftalatos no metabolismo influenciam entre si e, em última instância, conduzem ao aumento de peso", reconhece von Bergen.

A equipe científica tem intenção de continuar com suas pesquisas com o objetivo de proporcionar às autoridades informação sobre os riscos de determinadas substâncias químicas.

A pesquisa foi realizada em cooperação com o Centro de Pesquisa e Tratamento Adiposity Diseases da Universidade de Leipzig e o Hospital Universitário dessa mesma cidade.

EFE / Terra

Chá x café: qual deles é melhor para a saúde?

Esqueça o sabor. Entre o chá e o café, qual deles traz mais benefícios e qual prejudica mais a saúde?

A BBC Future analisou os estudos científicos realizados até hoje sobre os efeitos das duas bebidas sobre o corpo e a mente e apresenta aqui as evidências e traz alguns veredictos

O fator alerta
Para muitas pessoas, uma boa dose de cafeína é o motivo principal para escolher o chá ou o café. A substância funciona como óleo para o nosso motor quando ainda nos sentimos enferrujados logo de manhã.

Baseando-se apenas na sua composição, o café ganharia de longe neste quesito: uma xícara comum de café de filtro contém de 80 a 115 miligramas de cafeína, enquanto a mesma quantidade de chá tem metade da dose da substância (40 miligramas).

Mas não é exatamente isso o que conta. Um estudo conduzido pela Unilever na Grã-Bretanha descobriu que ambas as bebidas deixam seus consumidores sentindo o mesmo nível de alerta conforme as horas passam. Também foi observado que indicadores de concentração, como tempo de reação a um estímulo, por exemplo, não apresentaram grandes diferenças entre quem tomou chá e quem tomou café.

E mais: ao ingerir uma dose dupla de chá, a bebida se mostrou até mais eficiente em aguçar a mente do que o café. Os cientistas concluíram que a dosagem de cafeína não é tudo: talvez nossas expectativas também determinem nosso estado de alerta; ou ainda, a mistura de sabores e odores pode ajudar a despertar nossos sentidos.

Veredicto: Contrariando o senso comum, o chá parece oferecer o mesmo nível de alerta que o café. Um empate.

Qualidade de sono
As principais diferenças entre o chá e o café aparecem quando a cabeça encosta no travesseiro.

Ao comparar voluntários que consomem a mesma quantidade de cada uma dessas bebidas ao longo de um dia, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, confirmaram que aqueles que preferem o café têm mais dificuldades em adormecer à noite – talvez porque a maior concentração de cafeína do produto a faça permanecer mais tempo no organismo.

Já os apreciadores do chá tiveram uma noite de sono mais longa e mais repousante.

Veredicto: O chá oferece muitos dos benefícios do café sem provocar noites de insônia. Ponto para ele.

Manchas nos dentes
Assim como o vinho tinto, o chá e o café são conhecidos por causar manchas amareladas e amarronzadas nos dentes. Mas qual deles traz os piores efeitos?

Em um artigo, especialistas em odontologia da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, parecem concordar que os pigmentos naturais do chá tendem a aderir mais ao esmalte dos dentes do que os do café – principalmente em quem usa um enxaguante bucal contendo o antisséptico clorecidina, que atrai e se “cola” a essas partículas.

Veredicto: Se você busca um sorriso perfeito, o café parece ser o menor dos males.

Um bálsamo para almas perturbadas...
Na Grã-Bretanha, é comum oferecer “um chá e um consolo” a um amigo em apuros, como se a bebida fosse um remédio para mentes angustiadas.

E na realidade alguns estudos científicos, como um realizado recentemente na Universidade College London, indicam que o chá preto pode ser um bom calmante. Consumidores da bebida tendem a mostrar uma reação fisiológica mais tranquila a situações perturbadoras, em comparação àquelas pessoas que só tomam chás de ervas. De maneira geral, quem bebe três xícaras de chá por dia apresenta um risco de depressão 37% menor do que aqueles que não consomem nenhum tipo de chá.

Já o café não goza da mesma reputação. De fato, alguns consumidores relatam sentir que seus nervos estão mais agitados. No entanto, há indícios de que o produto contribua para proteger contra distúrbios mentais a longo prazo.

Uma recente análise de estudos científicos envolvendo mais de 300 mil voluntários, publicada no Australian & New Zealand Journal of Psychiatry, revelou que uma xícara de café por dia diminui o risco de depressão em 8%.

Já outras bebidas, como refrigerantes, por exemplo, só fazem aumentar o risco de desenvolver problemas de saúde mental.

Mas é bom lembrar que, apesar dos esforços dos cientistas, esse tipo de estudo epidemiológico dificulta a exclusão de outros fatores que podem estar por trás da raiz do problema, como por exemplo a qualidade e o efeito dos nutrientes contidos em cada bebida.

Veredicto: Com base em poucas provas, trata-se de um empate.

... e um bálsamo para o corpo
Estudos epidemiológicos semelhantes indicaram que tanto o café quanto o chá oferecem muitos outros benefícios à saúde. Ao consumirmos poucas doses dessas bebidas por dia, podemos reduzir o risco de desenvolver diabetes, por exemplo.

E, como o café descafeinado oferece os mesmos benefícios, é bem possível que outros nutrientes estejam lubrificando o metabolismo para que ele continue a processar a glicose sem se tornar resistente à insulina – a causa da diabetes.

As duas bebidas também protegem moderadamente o coração, apesar de as evidências serem ligeiramente mais favoráveis ao café. Já o chá protege mais contra uma série de tipos de câncer, por causa de seus antioxidantes.

Veredicto: Outro empate. As duas bebidas são surpreendentemente saudáveis.

Veredicto final: É preciso admitir que há poucos elementos que diferenciam as duas bebidas para além do gosto pessoal. Tomando como base apenas o fato de que o chá permite uma melhor noite de sono, declaramos que essa é a bebida vencedora.

BBC Brasil

Parte comida, parte remédio, nutracêuticos entram nas dietas de brasileiros

Especialistas alertam para a real necessidade dos componentes alimentares que beneficiam a saúde, além dos nutricosméticos, fórmulas para a beleza administradas oralmente


Nem um, nem outro, mas um pouco dos dois. Esse é o conceito de dois produtos que ganham cada vez mais atenção dos brasileiros: os nutracêuticos, alimentos ou parte de alimentos com benefícios médicos, tanto na prevenção quanto no tratamento; e os nutricosméticos, fórmulas e suplementos orais em forma de cápsulas, gomas, chocolates e pastilhas, para promover benefícios na aparência física. De objetivos distintos, mas de ideias semelhantes, ambos conquistaram adeptos pela agilidade nos cuidados da saúde e da beleza. Mas especialistas alertam: apesar dos benefícios comprovados, há casos específicos para a indicação e trocar uma dieta equilibrada pelas facilidades das cápsulas não é a escolha mais acertada.

Para Gabriel Gontijo, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os nutricosméticos, por exemplo, são uma opção quando não se tem uma dieta rica em vitaminas. “Feitos de substâncias antioxidantes, que previnem o envelhecimento, eles não adiantam se não se tem a deficiência, caso em que vale a pena fazer uma complementação. Se a pessoa tem uma boa alimentação, com alimentos ricos em flavonoides, polifenóis, vitamina C e carotenoides, encontrados, por exemplo, em alimentos amarelados como cenoura, mamão e também no brócolis, não há necessidade de tomar nada”, defende.

O médico acredita que o modismo possa ser arriscado se as pessoas passarem a priorizar as cápsulas aos alimentos. Um estudo inglês recente comparou pessoas que consumiram vitaminas em cápsulas com aquelas que tiveram acesso a elas pela alimentação. “As que focaram a alimentação tiveram melhores efeitos. As cápsulas não substituem o alimento”, esclarece.

Segundo a nutricionista Renata Rodrigues, do Instituto Mineiro de Endocrinologia, a absorção dos nutrientes na alimentação é muito maior quando comparada às cápsulas. “A comida é sempre a primeira escolha”, defende a especialista, segundo a qual os nutracêuticos são receitados há muito tempo, embora só mais recentemente as pessoas tenham compreendido seus reais benefícios para a saúde.

Modismo
Os nutracêuticos representam o segmento que mais cresce na indústria de alimentos em todo o mundo, sendo, também, ramo importante da indústria farmacêutica. O uso desses compostos de forma consciente e segura traz benefícios à população. Mas, segundo Laís Bhering Martins, mestre e doutoranda em ciências de alimentos pela UFMG, muitos componentes isolados de alimentos são vendidos sem necessidade de prescrição e consumidos pela população sem acompanhamento de profissional capacitado, podendo, assim, exercer efeitos maléficos. Para que não se torne modismo, é importante que a população e os profissionais de saúde tenham senso crítico ao consumir ou indicar esses produtos.

Estratégias terapêuticas
Nutracêutico, junção das palavras “nutrição” e “farmacêutica”, foi um termo criado em 1989 para designar uma variedade de componentes da dieta, que inclui alimentos funcionais, nutrientes isolado e alimentos processados ou geneticamente modificados. As classes mais disseminadas são as fibras dietéticas, ácidos graxos poli-insaturados (ômega-3), minerais e outros componentes alimentares antioxidantes (glutationa, selênio, vitamina C, vitamina E). Há séculos, componentes presentes em alimentos e produtos naturais são usados popularmente no tratamento de doenças e sintomas, mas, com o auxílio da tecnologia, eles puderam ser isolados e empregados em diversas condições. O estudo e desenvolvimento de nutracêuticos tem como objetivo promover novas estratégias terapêuticas que complementam a ação dos medicamentos convencionais.

Tratamento e prevenção de doenças
Entre os inúmeros ganhos ao consumi-los, especialistas ressaltam que os nutracêuticos diminuem a incidência de câncer e de acidente vascular cerebral.

Os nutracêuticos são indicados para quem não consegue se alimentar corretamente ou quando traz benefícios para o tratamento de alguma patologia. “São inúmeros os ganhos em consumi-los. Eles melhoram o perfil lipídico e a função intestinal, diminuem a incidência de câncer, acidente vascular cerebral, arteriosclerose e enfermidades hepáticas”, explica a nutricionista Renata Rodrigues, segundo a qual alimentos funcionais e nutracêuticos são praticamente sinônimos. “A diferença é que o alimento funcional é o alimento propriamente dito, e o nutracêutico é como se fosse o 'princípio ativo' que traz o real benefício”, explica.

Segundo Laís Bhering, um alimento funcional também pode ser um nutracêutico. Uma das principais diferenças conceituais entre eles é o fato de os nutracêuticos incluírem suplementos dietéticos e outros alimentos capazes de tratar ou prevenir doenças, enquanto os alimentos funcionais devem estar na forma de um alimento comum e apenas a redução do risco de doenças já é relevante. Isso também explicaria o fato de a dieta personalizada, respeitando as necessidades especificas de cada indivíduo, ser o mais adequado. Os alimentos funcionais têm componentes que exercem efeito benéfico à saúde, como o ômega-3 dos peixes de águas frias e profundas; os flavonoides do suco de uva; os glicosinolatos do brócolis, couve-flor, couve-manteiga e repolho.

“A principal diferença de consumir um componente isolado de um alimento é o fato de ingerirmos apenas uma parte daquele alimento e, muitas vezes, de forma mais concentrada. Um alimento é uma matriz complexa de componentes, que inclui carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas, minerais e fitoquímicos. Ao tomarmos suco de uva, por exemplo, ingerimos todos os componentes presentes nele, incluindo os flavonoides, considerados um nutracêutico. Podemos usufruir dos benefícios proporcionados pelos nutracêuticos ao consumirmos um alimento que é fonte desses componentes em uma dieta equilibrada, sem necessidade de suplementação dietética”, diz.

Entretanto, o uso de componentes alimentares isolados pode contribuir no tratamento de diversas doenças. “Essa é uma estratégia interessante para determinados indivíduos, desde que seja realizada com orientação de um profissional capacitado”, defende a nutricionista e pesquisadora. Os nutracêuticos, portanto, devem ser indicados de forma individualizada. Os ganhos ao consumi-los dependem da necessidade de cada indivíduo. Quando utilizados de forma segura, com indicação de nutricionista ou médico, esses componentes auxiliam no tratamento e prevenção de doenças e apresentam menores efeitos colaterais que medicamentos convencionais.

Perda de peso
A designer de interiores Jéssica Viganó, de 26 anos, conheceu os nutracêuticos por meio de sua nutricionista, em sua busca de perda de peso. Para Jéssica, a dieta sozinha não dá conta de resolver o excesso de peso. “É necessário exercício físico e, principalmente, acompanhamento psicológico, pois o excesso de peso está, na maior parte das vezes, associado a outros quadros clínicos de doenças, como o estresse e a ansiedade da vida moderna. Fórmulas também ajudam bastante”, acredita.

E foi assim que ela não teve dúvidas de recorrer aos nutracêuticos. Já usou chá-verde, colágeno e fibras naturais, além de complexos de vitamina e fórmulas manipuladas pela nutricionista. “Como não se trata de um remédio controlado, os efeitos são sutis, mas eficazes.” Jéssica consome as cápsulas à noite, nas últimas refeições do dia. “Tive bons resultados em todas as indicações, desde as vitaminas complementares até o complexo receitado em fórmula natural pela nutricionista, para aliviar a ansiedade, como auxiliar no tratamento” conta.

Estado de Minas

SUS incorpora remédio para comportamento agressivo em adultos com autismo

A incorporação da risperidona para tratar sintomas transtorno do espectro do autismo em crianças foi em 2014

Portaria do Ministério da Saúde publicada ontem  (segunda-feira, 18/01) no Diário Oficial da União incorpora o uso da risperidona no tratamento de comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2014, a pasta já havia anunciado a incorporação do remédio para tratar sintomas de autismo em crianças. A distribuição da droga, nesse caso, começou no ano passado. O medicamento também já é utilizado na rede pública para outros fins, como no tratamento de transtorno bipolar.

De acordo com a pasta, o autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como a risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a síndrome. No Brasil, o número é próximo de 2 milhões de pessoas.

A inclusão de medicamentos no SUS obedece a regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que exige comprovação da eficácia, do custo-efetividade e da segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada.

Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para ficar disponível ao paciente.

Agência Brasil

Como escolher óculos escuros com a proteção adequada

Assim como cuidar da pele é importante, proteger os olhos é essencial. Para isso, indica-se usar óculos escuros com proteção de 99 a 100% dos raios UVA e UVB e contra os efeitos cumulativos das radiações

O oftalmologista Dr. Marco Canto explica que é importante comprar um produto de qualidade e que apresente o selo que atesta a proteção UV. “Os óculos escuros de má qualidade não têm essa proteção, eles apenas provocam o escurecimento e uma consequente dilatação das pupilas. Ou seja, esse tipo de óculos deixa passar uma maior quantidade de raios UV e pioram a situação”, afirma.

O principal inimigo dos olhos é a radiação ultravioleta (UV), raios invisíveis da energia solar que também são produzidos por fontes artificiais, como as lâmpadas que usamos em casa. “A radiação aumenta as chances de desenvolvimento de catarata, pterígo (membrana que cresce sobre a córnea e pode distorcer ou cobrir a visão), câncer de pele nas pálpebras e degenerações de retina”, alerta o oftalmologista. Uma exposição a quantidades excessivas de raios solares em um curto período de tempo pode causar ceratite, uma “queimadura” da córnea, que causa dor, vermelhidão e lacrimejamento.

Os óculos de grau também podem ter proteção UV, mesmo sem lentes escuras. Já quem usa lentes de contatos pode usar os mais diversos óculos escuros, sem a necessidade da lente graduada. “Para termos uma boa qualidade em óculos escuros, além do dos raios UVA e UVB, ele não pode distorcer as imagens ou alterar as cores. As lentes devem ser cinzas, verdes ou marrons e filtrar mais de 75% da luz visível”, observa Dr. Marco Canto.

Os tipos de lentes e suas cores trazem benefícios específicos. Dr. Marco Canto explica que essas qualidades são gerais, mas cada caso pode ter uma condição especial, por isso a importância de consultar um oftalmologista.

Confira as orientações gerais sobre as lentes:

Óculos com lentes cinzas - o cinza claro é para uso interno, pois filtra sem distorcer as cores. O cinza médio é recomendado para pacientes com enxaqueca, e o cinza escuro é usado para óculos de sol, sendo excelente para uso externo.

Óculos com lentes marrons - o marrom claro é também para uso interno, pois é uma cor mais quente e mais clara do que o cinza. O marrom escuro é para lentes de sol e oferece uma visão precisa, especialmente em condições com um pouco de neblina.

Óculos com lentes amarelas - aprimora a precisão visual em dias nublados ou com neblinas, e oferece um ótimo contraste e visibilidade em condições de pouca luz.Indicado uso para dirigir à noite.

Óculos com lentes verdes – uma lente ideal para fins diversos. É a melhor lente para condições de luminosidade moderada. Muito utilizada em densidades mais leves como um item fashion.

Óculos com lentes azuis – indicada para dar um toque de tranquilidade ao usuário. Essas lentes também são conhecidas como “Lentes Prozac”.

Óculos com lentes rosas - é uma cor mais quente, como a marrom, mas não deve ser usada em óculos de sol.

Blog da Saúde

Consumo de batatas pode estar relacionado com a diabetes gestacional

A diabetes gestacional é temporária, geralmente não perdurando após o nascimento do bebê. No entanto, esta situação pode trazer riscos à saúde da mãe e do bebê

Nos Estados Unidos, uma pesquisa procurou investigar o que tornava as mulheres mais propensas a diabetes durante a gestação.

Entre 1991 e 2001, um grupo de enfermeiras grávidas participaram de uma pesquisa, onde forneciam informações sobre a alimentação e os casos de diabetes gestacional. Durante o período, ocorreram 21.693 gestações, das quais 854 foram afetadas pela diabetes.

Os pesquisadores levaram em conta alguns fatores de risco, como idade, histórico familiar de diabetes, dieta geral, atividade física e obesidade.

Ao analisarem a alimentação das gestantes, os estudiosos notaram que as mulheres que consumiam de 2 a 4 porções de 100g de batatas (fritas, cozidas, purê…) durante a semana tinham 27% de chance de desenvolver a doença. Aquelas que consumiam cinco porções de batatas por semana tinham um risco de 50%.

O ideal, segundo os pesquisadores, é que as gestantes troquem as batatas por vegetais ou grãos pelo menos duas vezes por semana. Isto reduziria o risco de diabetes em 9% a 12%.

O amido presente nas batatas pode ser a razão da causa da diabetes. Mas é importante deixar claro que não é para eliminar a batata da alimentação e sim realizar refeições equilibradas, com alta diversidade de alimentos, principalmente com fibras, como alimentos integrais, verduras, legumes e evitar doces e frituras.

Além disso, continuar a prática de exercícios é essencial, mesmo que seja apenas uma atividade leve, como caminhadas curtas.

É imprescindível seguir as indicações do médico e seguir corretamente o pré-natal.

Blog da Saúde

Novo tratamento de hepatite C dá qualidade de vida aos portadores

Helenisar não conseguiu a cura da doença, que pode causar cirrose e câncer. Em vez disso, os fortes efeitos colaterais causados pelo medicamento deixaram atividades simples do cotidianos dela mais difíceis
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Composto por comprimidos e injeções periódicas, a antiga medicação causava, por exemplo, irritação nervosa e podia resultar em novas doenças, como a anemia.

Desde o fim do ano passado, no entanto, Helenisar voltou a acreditar na possibilidade de se ver livre do vírus. Ela foi a primeira paciente do SUS a receber sufosbuvir e o daclatasvir, que compõem o novo tratamento para a doença.

Distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os medicamentos têm mudado, aos poucos, a vida de portadores da doença. “O tratamento era horrível. Era buscar mais dores para dentro do corpo”, recorda. “Agora, eu tomo saúde”, compara.

Em 2015, o novo tratamento passou a se importado pelo Ministério da Saúde de Canadá, Estados Unidos e Holanda. O primeiro lote para atender 30 mil pacientes do SUS recebeu investimento de R$ 1 bilhão. O ministério obteve desconto de 420% devido ao volume comprado em relação à média paga por outros países pelos mesmos medicamentos. A Dinamarca, por exemplo, gasta de US$ 82 mil a US$ 92 mil por paciente, enquanto o Brasil investe US$ 9,6 mil em cada tratamento.

Helenisar é uma dos cem pacientes atendidos pelo SUS com o novo medicamento no Distrito Federal, ao lado do bibliotecário Guaracy José Bueno Vieira, 55 anos, e o militar aposentado Moacir Martins de Sousa, 51 anos. Todos eles se dizem com mais qualidade de vida após o novo tratamento e sem as picadas de agulha do medicamento anterior. “Só de tomar ele e não ter dor nenhuma para mim já é tudo”, diz a costureira.

A hepatite C pode evoluir dos estágios F1 e F2 (fibrose), F3 (fibrose avançada) até o F4 (cirrose). Helenisar e Moacir são portadores da hepatite C no estágio F4 e, por isso, vão enfrentar o novo tratamento por seis meses. Depois desse período, eles vão esperar mais três meses para fazer o exame para saber se estarão curados. Guaracy tem a doença em estágio F1 e vai tomar os medicamentos por três meses. “Esse remédio (novo) vai me curar”, confia a costureira.

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A farmacêutica de componente especializado Renata Cavalcati Capeli, do Hospital Dia do Distrito Federal, afirma que o tratamento anterior em muitos casos era abandonado pelos pacientes devido aos efeitos colaterais e tinha baixo potencial de cura real. “O índice de cura já foi de 30% e depois foi para 70%. Com a nova geração de medicamentos, a chance de cura está girando entorno de 90%. É outra realidade. Antigamente agente curava 30 (pacientes de cada cem) e 70 continuavam doentes”, diz.

A hepatite C pode ter afetado em maior escala os nascidos antes de 1993, quando a doença começou a ser diagnosticada. O principal grupo potencial de infectados são os nascidos entre 1945 e 1965 que fizeram transfusão de sangue, tatuagem ou mesmo os que usaram drogas injetáveis. "Até o esmalte da manicure pode passar a hepatite C, porque ele mantém o vírus vivo por algum tempo", observa a farmacêutica.

O SUS passou a fazer o teste rápido de identificação em 2011. Somente no ano passado, foram realizados 3 milhões de exames e cerca de 16 mil pessoas foram tratadas na rede pública de saúde.

Dores ficaram no passado
Moacir afirma que o interferon, medicamento injetado antes na barriga, causava fortes dores pelo corpo. “Era como se tivesse sido atropelado ou tivesse feito muita atividade física num dia e no outro tivesse todo arrebentado”, conta. “Esse novo medicamento é tranquilo”, afirma.

O militar descobriu a doença em 2005 e precisou mudar o estilo de vida para evitar complicações, o que não o impediu de desenvolver cirrose. “Para mim era uma doença simples. Aí quando descobri, fui ler a respeito e caí na real, caiu a ficha”, conta. Assim como Helenisar, Moacir toma um coquetel de 6 comprimidos por dia, sendo um de sufosbuvir, outro de daclatasvir e quatro ribavirina – cuja fabricação é nacional.

A hepatite C é uma doença silenciosa e grave, que pode se manifestar apenas depois de muito tempo em estado já avançado a partir da cirrose e o câncer no fígado. Guaracy, por exemplo, descobriu a doença somente em 2011, cerca de 40 anos depois de ter feito uma transfusão de sangue durante uma cirurgia cardíaca. “Fiquei em pânico, porque achava que era uma doença que matava rapidamente”, recorda.

O bibliotecário iniciou, então, o tratamento antigo e, apenas três semanas depois, precisou interromper a medicação em função do efeito agressivo do tratamento anterior tê-lo levado a desenvolver asma. “O que mais me incomodava era náusea aliada à fome, muita dor de cabeça e também depressão”, relata. “Esse novo medicamento só dá uma leve dor de barriga. É uma diferença brutal, quase nenhum efeito colateral” compara.

Guaracy termina o tratamento em fevereiro. Ele vai esperar 90 dias para fazer o exame que mede o nível de vírus C (HCV) para saber se foi curado, o que deve ocorrer no final de maio. “Eu acredito que posso vir a me curar definitivamente e que a hepatite C vai ser uma virada”, confia.


Fonte: Portal Brasil

Câncer de pele - Identifique os principais sinais

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum na humanidade. Em um país tropical como Brasil, com alta incidência solar durante todo ano, ele se torna ainda mais frequente

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Existem dois tipos principais da doença: o melanoma, que se origina das células que produzem o pigmento que dá cor à pele, a melanina, são tumores mais agressivos e podem causar metástase para outros órgãos. E o não melanoma, que se origina nas células basais e apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Esse último o de maior incidência no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país.

O principal fator de risco deste tipo de câncer é o tom da pele. Pessoas de pele muito claras estão mais suscetíveis, principalmente aquelas que ao se exporem ao sol e não se bronzeiam, ficam vermelhas. Nos indivíduos negros, a doença é mais comum nas partes brancas do corpo, como as palmas das mãos e plantas dos pés ou sob as unhas.

O dermatologista chefe do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), Dolival Lobão, alerta que qualquer ferimento na pele que não cicatriza entre 10 e 15 dias precisa ser avaliado por um profissional de saúde, pois ele pode ser um sinal de câncer.

Uma forma de prevenir o câncer de pele é evitar a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos. Mesmo em outros períodos do dia recomenda-se a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou superior.

O autoexame da pele também é fundamental para detectar precocemente o câncer de pele, tanto o melanoma quanto o não-melanoma

Quando fazer?
É importante realizar o autoexame regularmente. Assim você se familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas e a aparência da pele em cada exame.

O que procurar?
• Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram

• Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor

• Feridas que não cicatrizam em 4 semanas

Como fazer?
1) Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo;

2) Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas;

3) Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital;

4) Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os entre os dedos;

5) Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas;

6) Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas

Deve-se ter em mente o ABCDE. Com ele você pode avaliar a evolução de uma pinta em melanoma, caso ela tenha as características descritas abaixo:



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Caso encontre qualquer diferença ou alteração na pele, procure uma unidade de saúde do SUS.

Fonte: Blog da Saúde

Hospitais privados devem contratar menos em 2016, diz Anahp

Os hospitais da Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados – desaceleraram o ritmo de contratações de empregados em 2015 e encerraram o ano com taxa de apenas 4,1% contra 11,6% em 2014, totalizando 54 mil colaboradores. Para 2016, a Anahp prevê queda nas contratações ou ao menos que não sejam abertas novas vagas

Por Simone Grazielle (WNP)


Além de puxar o freio de mão na geração de empregos, o setor apresentou, de janeiro a dezembro, uma queda expressiva de 1,8% na receita líquida nominal dos hospitais ano passado. Fato que aconteceu pela primeira vez após 11 anos, desde quando a Anahp passou a acompanhar os indicadores de seus hospitais membros.

No mesmo período, as despesas se elevaram em 8,3%, o que reduziu drasticamente as margens operacionais, especialmente quando observado a variação da receita líquida e da despesa por paciente-dia. De acordo com os dados preliminares da Anahp, a receita líquida por paciente-dia aumentou 3,5%, ao passo que a despesa por paciente-dia subiu 9,4%, no mesmo período. Para 2016 é previsto um aumento considerável das despesas, com a alta nos preços de insumos importados, calculados em dólar.

Estes e outros dados são do Sistema Integrado de Indicadores Hospitalares (SINHA) utilizados pelo Grupo de Estudos da Anahp, que realiza um levantamento de informações econômico-financeiras, que representam os movimentos que o mercado da área de saúde privada tem vivenciado no ano anterior.

Saúde Business

O que comer para evitar os sintomas da TPM

Os sintomas de TPM (Tensão pré-menstrual) podem atrapalhar grande parte da sua rotina, e quem sofre com esse problema sabe muito bem do incômodo que a TPM pode causar

Muitas pessoas não sabem, mas o que você come durante esse período pode interferir significativamente no agravamento ou alívio dos sintomas de TPM. Os sintomas de TPM podem ir de um simples inchaço no baixo ventre, dores nos seios e enjoos, até dores de cabeça, prisão de ventre e câimbras.

Se agravados, esses sintomas podem levar ao que se conhece como disforia pré-menstrual, um grau de TPM mais intenso. Se esse for seu caso, especialistas recomendam que, além de todos os cuidados alimentares, o uso de alguma medicação especifica pode ser necessário. Uma dieta saudável é capaz de amenizar os desconfortos da síndrome pré-menstrual.

Nutrientes e os alimentos recomendados

Cálcio: Acredita-se que uma ingestão elevada de cálcio pode prevenir as alterações no humor antes e após o período menstrual. Assim, um copo de leite magro extra ou uma xícara de couve por dia parecem ajudar na cura ou prevenção destas alterações. O cálcio alivia as cólicas, as dores nas costas e o nervosismo, diminui a contração muscular dolorosa do útero e diminui a retenção de líquidos. Boas fontes: leite e seus derivados, os vegetais e as folhas verde escuros, a couve e o brócolis.

Com relação às câimbras, estas podem ocorrer devido ao desequilíbrio de sódio e potássio, que favorece a entrada de cálcio na célula provocando a contração. Neste caso o ideal é o consumo de alimentos ricos neste nutriente (cálcio) que seriam os leites e derivados e alguns folhosos como brócolis e repolho principalmente.

Manganês: a forte intensidade do fluxo menstrual pode ocorrer devido à carência dos alimentos ricos em manganês. Para ajudar a prevenir essas perdas menstruais anormalmente intensas, ingerir alimentos ricos nesse nutriente como frutas (principalmente abacaxi) e vegetais; grãos integrais; nozes e sementes.

Amidos (em pequena quantidade): a ingestão reduzida de carboidratos ricos em amidos (pão, batata, massas, aveia, arroz) a cada 3 horas, e uma hora ou menos antes de se deitar ou levantar, combate os sintomas da TPM.

Vitamina B6: essa vitamina combate o enjôo, a cefaléia e a irritabilidade. Boas fontes de vitamina B6: o arroz integral, o germe de trigo, a aveia, o amendoim, nozes, a batata em geral, a banana, o salmão, o atum e o fígado de boi.

Vitamina E: evita dores de cabeça, dores nas mamas e cólicas. Boas fontes: os cereais integrais, as nozes, as castanhas, o azeite de oliva, a azeitona, o óleo de soja e de girassol, o milho, a gema de ovo, e o agrião.

Magnésio: este mineral tem função complementar às funções do cálcio, portanto pode diminuir dores na intensidade de contração dos músculos. São boas fontes de magnésio as folhas verdes escuras.

Ácidos Graxos: reduz a irritabilidade e as dores nas mamas. Boas fontes: os óleos de peixes marinhos e frutos do mar (ricos em ômega 6 e ômega 3). Bons exemplos: salmão e atum.

Vitamina D: necessária à assimilação de cálcio e magnésio nos ossos. Porém, não é específico para a TPM, e sim para toda a vida da mulher, pois previne a osteoporose

Alimentos a evitar para reduzir os sintomas de TPM

Café: um dos fatores que podem afetar negativamente a TPM é a cafeína, portanto seria adequado não ingerir bebidas que contenham a mesma, como chá, café ou refrigerantes. O cafezinho, embora pareça inocente, atua sobre o sistema neuro sensorial, age sobre o metabolismo, acelerando o coração e a digestão. Além disso, pode conter inúmeras substâncias provenientes da torrefação do café que são tóxicas e muito prejudiciais ao fígado e à vesícula biliar. A cafeína também pode causar câimbras, insônia, dores de cabeça e irritabilidade.

Chá Preto: atua no aparelho digestivo provocando prisão de ventre, um dos sintomas de TPM mais incômodos juntamente com a dor no baixo ventre.

Chá Mate: tem ação estimulante sobre o sistema nervoso, mas não é tão forte quanto o chá preto e o café.

Guaraná: contém cafeína três vezes mais do que no café, por isso deve ser evitado nesse período.

Chocolate: tem função semelhante ao café e o chá. Deve ser ingerido com moderação devido ao alto teor de gordura, podendo ocasionar ganho de peso.

Autora
Renata Rodrigues de Oliveira é nutricionista formada pela UNI-BH. Pós-graduada em Nutrição Clínica (Faculdade São Camilo) e também em Fisiologia do Exercício Avançada (Instituto Aleixo). Atualmente, pós-graduanda em Obesidade e Emagrecimento (Gama Filho). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Fez inúmeros cursos na área, entre eles Personal Diet, Atendimento em Consultório, Dietoterapia na Prática Clínica e Nutrição em Cirurgia Bariátrica.

Terra

Estudante cria luva especial para controlar tremores de Parkinson

Aparelho usa giroscópios, dispositivos similares aos usados em satélites, para manter mãos firmes. Invento deve entrar no mercado ainda neste ano

Um estudante de medicina do Imperial College de Londres criou uma luva que ajuda pacientes de mal de Parkinson a manter a firmeza das mãos.

Usando giroscópios – mecanismos similares usados para manter a estabilidade de satélites no espaço – o dispositivo tenta controlar os tremores típicos de pacientes da doença.

Segundo Faii Ong, o inventor do aparelho, a vontade de criar algo que ajudasse vítimas do mal de Parkinson surgiu quando ele participou da equipe que cuidava de uma paciente de 103, parte de seu treinamento.

Após elaborar diversos projetos, o estudante criou uma startup, e junto com outros colegas do Imperial College conseguiu levantar a verba para montar os primeiros protótipos do aparelho.

Giroscópios são pequenos discos de metal postos em rotação para conservar posição por meio do princípio físico de conservação de momento angular. Um objeto em rotação tende a permanecer rodando em torno do mesmo eixo e reage a forças que tentam deslocá-lo.

A ideia de usar esse tipo de mecanismo só veio após Ong testar outras abordagens, como uso de elásticos, molas, ímãs e outros componentes para controlar os tremores.

Segundo a GyroGear, startup criada para desenvolver o produto, testes de bancada mostram que a luva especial, batizada de GyroGlove, foi capaz de reduzir a amplitude dos tremores em 80%.

Esse grau de eficiência permitiria a vítimas de casos mais graves da doença voltarem a escrever, usar talheres e fazer café usando o invento. Demonstrando protótipos, Ong já venceu três concursos de startups, que o ajudaram a capitalizar a GyroGear. A empresa ainda não tem data oficial para lançar seu primeiro produto de mercado, porém.

A revista Technology Review, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), diz que o inventor ainda busca resolver alguns problemas finais associados ao produto, mas que a GyroGlove deve entrar no mercado em setembro de 2016, com preço estimado entre US$ 550 e US$ 850.

G1