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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pesquisadores chineses anunciam vacina contra gripe aviária

Médicos e enfermeiras participam de treinamento para cuidar de casos de H7N9,a gripe aviária, na cidade de de Hangzhou, na China. (Foto: Science Reuters/Chance Chan)
Foto: Science Reuters/Chance Chan
Médicos fazem treinamento tratar de H7N9 na China
Eles tiveram sucesso no desenvolvimento da vacina, diz agência estatal. É a 1ª vez que vacina para combater a gripe é desenvolvida no país
 
Cientistas chineses anunciaram neste sábado (26) que obtiveram sucesso no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus H7N9, um dos causadores da gripe aviária, informou a agência estatal chinesa Xinhua.
 
Segundo Shu Yuelong, diretor do Chinese National Influenza Center, esta é a primeira vez que uma vacina para combater a gripe é desenvolvida no país.
 
"A vacina é um importante aliado no combate a esta nova cepa de vírus da gripe e vai contribuir para o controle da epidemia em todo o mundo", disse Shu.
 
A vacina foi desenvolvida em parceira com vários institutos nacionais e faculdades de medicina, entre elas a da Universidade de Zhejiang e de Hong Kong.
O país asiático detectou o primeiro caso de gripe aviária provocada por esse tipo de vírus em março.

Até a sexta-feira (25), 136 pessoas já tinham sido contaminadas e 45 morreram em consequência da doença, segundo dados oficiais.
 
G1

Laboratório implanta drive-thru para entrega de resultados

Ideia do Vital Brazil é manter fidelidade de clientes. Novo sistema permitiu aprimorar atendimento de pacientes presenciais
 
O Laboratório Vital Brazil, de Campinas (SP), buscando inovar o atendimento e manter a fidelidade dos clientes implementou um sistema de drive-thru para a entrega de exames.
 
A ideia pouco convencional na área de saúde – mas popular em redes de fast food – permite a retirada de resultados de exames, entrega de materiais, guias e outros itens sem sair do carro.
 
Na sede do laboratório há um amplo espaço para entrada e saída de veículos.
 
O cliente apresenta o número do pedido em uma cabine externa na entrada do prédio, onde recebe o material solicitado.
 
Atílio Andreguetto, diretor administrativo do laboratório, diz que a iniciativa vem de encontro às necessidades das pessoas, que têm cada vez menos tempo a perder.
 
Por outro lado, diz, a medida melhorou a assistência aos demais pacientes ao acelerar o atendimento presencial convencional.
 
SaudeWeb

O que esperar do Prontuário Eletrônico?

Além de ferramenta tida como fundamental para cuidar do paciente, o PEP impacta de maneira positiva no faturamento
 
Intuitividade, flexibilidade e simplicidade foram os aspectos considerados essenciais para o funcionamento do Prontuário Eletrônico (PEP), segundo o Assessor Estratégico para Gestão Clínico Hospitalar da MV, Marcello Niek, durante o MV Experience Fórum 2013.
 
“Essas três qualidades traduzem resultados tanto clínicos, acadêmicos e financeiros”, diz o executivo, contratado em junho deste ano pela sua formação como médico radiologista e experiência em desenvolvimento de sistemas.
 
A ferramenta, segundo Niek, transforma fenômenos em indicadores, gerando uma visão Operacional simplificada; assim como Gerencial, na média de atendimento por usuário por exemplo; Estratégica, quando se faz cruzamentos de informações em diferentes períodos; e Clínica, na medição de números de recorrências de algum fenômeno por exemplo.
 
Dessa forma, o faturamento da empresa é impactado de maneira positiva. Alguns exemplos foram mostrados por Niek para evidenciar a constatação de que os ciclos de fechamento das contas médicas decrescem com a implementação do PEP e demonstram desempenho mais regulares, em geral, a partir do terceiro mês – período posterior à adaptação. “O sistema tem uma inteligência que quanto mais eu utilizo mais eficiente ele fica”, conta.
 
O Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), localizado em Goiás e gerido pela Organização Social Associação Goiana de Integralização e Reabilitação, foi uma das instituições presentes no Fórum da MV que apresentou como foi a sua implementação do PEP. Hoje, com 133 leitos, o CRER possui um prontuário 100% digital, meta atingida no ano passado, com assinatura digital.

SaudeWeb

Criança que não dorme em horário fixo tem mais problemas de comportamento

Estudo britânico com mais de 10 mil voluntários aponta risco maior de hiperatividade e ansiedade
 
Após um estudo com mais de 10 mil crianças, pesquisadores britânicos concluíram que a falta de horários regulares para dormir pode aumentar os riscos de problemas comportamentais e emocionais na infância. O resultado da investigação foi divulgado ontem, dia 14, pela revista científica Pediatrics.
 
De acordo com os pesquisadores, dormir pouco ou em horários irregulares são medidas que atrapalham o ciclo circadiano - sistema que ajuda o corpo a regular o apetite, os horários de sono e o humor. "Alterar constantemente a quantidade de horas dormidas por noite ou ir para a cama em horários diferentes a cada dia é como bagunçar o relógio biológico. Isso interfere na forma como o corpo será capaz trabalhar no dia seguinte", diz a coordenadora do estudo, pesquisadora Yvonne Kelly, da University College London.
 
O trabalho aponta que as crianças que não tinham horário fixo para dormir apresentaram, em comparação aos colegas que se deitavam todos os dias no mesmo horário, quadros mais acentuados de tristeza, hiperatividade e ansiedade. Além disso, envolveram-se mais em brigas com colegas.
 
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram 10.230 crianças da Grã-Bretanha. Os hábitos de sono dos voluntários, como a quantidade de horas dormidas e o horário em que se deitavam, foram estudados quando as crianças tinham 3,5 e 7 anos de idade. Informações sobre os fins de semana não foram levadas em conta. Pais e professores das crianças estudadas responderam questionários sobre o comportamento delas.
 
Diante dos resultados, os autores reforçam a importância de os pais se esforçarem para criar uma rotina para os filhos e defendem que o assunto seja conversado com o pediatra durante as consultas médicas.

Estadão

Quando a saúde vem de barco

Projeto Doutores das Águas atende comunidades ribeirinhas
 
Dez metros acima das águas barrentas do Rio Amazonas, no topo de um barranco em Itacoatiara, a 270 quilômetros de Manaus, um bando de caboclos com serras e talhadeiras equilibra-se sobre as ripas de um grande casco de madeira escura, batendo e cortando. O ritmo de trabalho é ditado pelo calor denso da Amazônia, que pesa sobre suas cabeças, e pelo nível do rio abaixo deles, que está mais alto do que deveria para a época do ano. Dentro de uns dois meses, a água voltará a subir, e quando ela retornar ao topo do morro, em abril de 2014, o barco tem de estar pronto para flutuar. A saúde de centenas de famílias ribeirinhas depende disso.
 
O casco de 40 toneladas, construído de madeira de ipê e itaúba, é o primeiro estágio do novo barco-hospital do projeto Doutores das Águas, criado em 2011 por um grupo de médicos e pescadores de São Paulo que, sensibilizados com as necessidades dos ribeirinhos que conheciam durante as viagens à floresta, resolveram fazer algo a respeito. "Quando a gente vai pescar, são eles que cuidam da gente; então estava na hora de a gente retribuir e começar a cuidar deles também", diz o médico Francisco Leão, de 61 anos, um dos idealizadores do projeto.
 
Há três anos o Doutores das Águas leva atendimento médico e odontológico a centenas de famílias que vivem em comunidades isoladas nas bacias do Rio Negro e do Rio Madeira, centenas de quilômetros ao norte e ao sul de Manaus, respectivamente. Só neste ano, foram atendidas mais de 1,3 mil pessoas. Os médicos são todos do Estado de São Paulo e o trabalho é 100% voluntário – cada um paga a própria passagem até Manaus e presta o serviço gratuitamente.
 
"É uma experiência inesquecível. A gente vai lá e recebe muito mais do que dá", conta o urologista Leão, que já não clinicava há muitos anos, mas encontrou no trabalho voluntário uma forma de se reconectar com a essência humanitária da medicina. "Um mês que eu tiro para fazer atendimento lá é muito mais gratificante do que um ano atendendo num consultório em São Paulo."
 
"Todo mundo vem por idealismo, e todo mundo se emociona", diz o presidente da organização Doutores das Águas, Mauro Almeida Prado, um zootecnista, empresário e pescador de origem paulistana que vive em Manaus há mais de 30 anos e conhece o interior do Amazonas melhor do que muito caboclo nativo da terra. "A satisfação pessoal de cada um ao fim da viagem é indescritível."
 
Prado é proprietário da Pescaventura, uma empresa de turismo que organiza viagens de pesca esportiva em regiões remotas da floresta. A ideia do projeto social nasceu em 2010, quando Leão, que era cliente em uma dessas viagens, foi abordado por uma senhora ribeirinha que reclamava de dores nos pés. Ele fez uma consulta e deu a ela um frasco de analgésicos, pelo qual a senhora ficou profundamente agradecida.
 
Então, perguntou a Prado se havia alguma ONG que prestava serviços médicos a comunidades ribeirinhas, com a qual ele poderia colaborar. Prado procurou, mas não encontrou nenhuma de seu agrado, e resolveu desenvolver um projeto próprio, em parceria com Rubinho de Almeida Prado, seu primo e sócio.
 
Leão começou a recrutar os médicos, Prado e Rubinho se incumbiram de levantar o dinheiro e organizar a logística, e assim tudo começou. A primeira viagem foi em abril de 2011, para a região do Rio Madeira, onde muitos ribeirinhos nunca havia passado por uma consulta médica na vida. A comunidade mais distante atendida pelo projeto fica a cerca de 400 km de Manaus, no Rio Acari.
 
"Vamos aonde é mais necessário, não aonde é mais fácil ou mais barato", orgulha-se Prado. Cada viagem, segundo ele, custa cerca de R$ 100 mil – bancados por meio de uma série de parcerias e patrocínios. "Tapamos um buraco enorme que os governos não conseguem preencher."
 
Cada equipe leva seis médicos, dois dentistas, uma enfermeira e uma farmacêutica, além do pessoal de apoio (30 pessoas no total). Durante a viagem, nada de pescaria. A demanda de saúde das comunidades é grande, e a carga de trabalho é pesada.
 
Os médicos passam uma semana em cada região, atendendo uma comunidade por dia, em consultórios improvisados dentro de escolas e igrejas. Isso porque o barco atual, chamado Kalua, é de pesca esportiva, sem espaço adequado para fazer o atendimento, o que obriga a equipe a "perder" várias horas por dia montando e desmontando toda a infraestrutura de atendimento em terra firme.
 
Com o novo barco, essa dificuldade deixará de existir. A embarcação, que ainda não tem nome, terá espaço para oito consultórios, além de uma farmácia e uma sala limpa para atendimento ginecológico e realização de pequenas cirurgias – o que permitirá ao projeto atender mais pessoas, com mais eficiência, mais qualidade e mais segurança, segundo Prado.
 
"Fico mais alegre de fazer um negócio que não é só pra carregar boi", diz o carpinteiro Adelson França de Freitas, de 55 anos, responsável pela construção do barco. Nascido em Manicoré, às margens do Rio Madeira, ele conhece bem o déficit de saúde das comunidades ribeirinhas. "Um barco desses vai ser muito especial. Dá prazer de construir."
 
O formato do casco chama a atenção. Prado optou por um projeto retangular e de baixo calado, do tipo balsa, para ter o máximo de área útil possível acima d’água e ainda ter acesso a áreas de água mais rasa. A meta é que o barco fique pronto até abril de 2014, a tempo para as próximas viagens do Doutores das Águas – realizadas sempre no pico da cheia. O custo estimado do barco é de R$ 600 mil. Mas falta financiar metade disso.
 
Estadão

Para tratar parasitose, médica sorteia filtro

Tiago Décimo/Estadão - Conceição comprou filtro com dinheiro próprio
Tiago Décimo/Estadão
Conceição comprou filtro com dinheiro próprio
Profissional integra equipe do programa Mais Médicos, cuja atuação já divide a opinião dos pacientes atendidos na periferia de Salvador
 
SALVADOR - Sortear um filtro de água comprado com recursos próprios foi uma das primeiras medidas de saúde adotada pela médica Maria da Conceição Sousa de Abreu, de 47 anos, contratada pelo programa Mais Médicos para atuar em Nova Esperança, comunidade periférica de Salvador. A qualidade da água consumida ali, segundo ela, está relacionada aos muitos casos de parasitose na região. O primeiro equipamento, que custou R$ 48, foi sorteado na sexta-feira, 18, entre famílias com crianças. "Decidi fazer a doação como um símbolo da importância de tratar a água antes do consumo", diz.
 
Conceição já iniciou uma campanha para comprar filtros para as famílias mais carentes. Paralelamente, faz palestras para explicar os benefícios de filtrar e ferver a água. "O principal problema é a falta de saneamento básico. Isso, somado ao problema de carência de educação, acarreta doenças", declara.
 
Um mês e meio depois do início da atuação dos profissionais do Mais Médicos nos postos da região, as opiniões dos pacientes sobre as mudanças se dividem. Alguns elogiam a atenção durante as consultas, outros criticam o aumento da espera pelo atendimento. "Os que estavam antes eram brutos", relata a diarista Roquelina de Oliveira, de 28 anos.
 
"Além de tratar mal, eles não cumpriam horários", lembra. "A gente tinha a opção de marcar com antecedência, mas não adiantava, porque eles chegavam ao posto tarde. Agora, a médica chega às 7h e ouve o que a gente fala", diz. Já a diarista Daiana Gomes, de 22 anos, reclama da demora para o atendimento. "A médica trata com atenção, mas demora muito para quem está na fila", diz. "Antes, a gente tinha a opção de agendar a consulta com antecedência, mas agora é por ordem de chegada", completa.
 
Segundo a administração da unidade, a mudança no agendamento tem relação com a falta de um dos profissionais do programa, uma argentina que ainda não teve a documentação liberada para iniciar o trabalho.
 
Resultados
Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que, no primeiro mês de trabalho dos profissionais do Mais Médicos, em setembro, foram realizadas cerca de 320 mil consultas nas unidades básicas do País - considerando os 577 brasileiros e os 260 estrangeiros que obtiveram registro naquele mês. Além disso, no período, 13,8 mil pacientes retiraram remédios das farmácias populares com receitas emitidas por profissionais do programa.
 
Estadão

Entenda as diferenças entre depilação a laser e fotodepilação

mulher fazendo uma sessão de laser - Foto: Getty ImagesMétodo com luz pulsada é menos agressivo, porém exige mais sessões
 
Aqueles que não gostam de perder tempo com a depilação usando lâmina durante o banho ou então têm arrepios só de pensar na dor de depilação com cera podem ver no laser uma solução. No entanto, a pele mais sensível nem sempre reage bem ao método, criando casquinhas ou ficando muito irritada - sem esquecer a dor das aplicações. Nesses casos, uma alternativa para acabar com os pelos é a depilação a partir de luz pulsada, conhecida como fotodepilação.
 
"Com esse procedimento é possível variar a intensidade e o espectro da luz, tornando o procedimento menos doloroso", diz a dermatologista Regina Schechtman, da Academia Americana de Dermatologia.
 
Entenda as diferenças entre os dois tratamentos e descubra qual é o mais adequado para você: 
 
mulher fazendo uma sessão de laser - Foto: Getty ImagesQual método é mais agressivo?
Fotodepilação: por ser possível graduar a intensidade do espectro de luz, a fotodepilação é o procedimento menos agressivo para qualquer tipo de pele. "Ela pode inclusive ser usada para o tratamento de manchas ou rejuvenescimento facial, pois a luz estimula a produção de colágeno", diz a cirurgiã plástica estética e reconstrutiva Isabel Vieira de Figueiredo e Silva, do MDX Medical Center, no Rio de Janeiro.

Laser: a luz do laser penetra nas camadas da pele e causa pequenos choques, podendo algumas vezes causar até queimaduras. Dessa forma, podemos considerar que ele é mais agressivo que a luz pulsada, mas não irá causar danos irreparáveis na pele. 
 
mulher mancando data no calendário - Foto: Getty ImagesEficácia da aplicação
Fotodepilação: como o alcance da luz é maior, a fotodepilação não atua especificamente no pelo. "Por conta disso, são necessárias mais sessões para que se obtenha o efeito desejado", diz a dermatologista Regina Schechtman, da Academia Americana de Dermatologia. O tempo de retoque para ambos os procedimentos varia entre quatro meses até dois anos após a última sessão.

Laser: "O laser é mais eficaz por ser mais especifico para o pelo, pedindo menos sessões para alcançar o mesmo resultado da luz pulsada", afirma a dermatologista Marcia Linhares, do Rio de Janeiro. "São necessárias em média seis sessões de laser contra 12 sessões de fotodepilação", completa Regina. 
 
mulher fazendo um sinal de negativo com o polegar - Foto: Getty ImagesContraindicações
Fotodepilação: a cirurgiã plástica Isabel afirma que a luz pulsada pode tratar todos os tipos de pele, ao contrário do laser. "Além disso, nenhum dos dois métodos é indicado para portadores de diabetes tipo 1, doenças autoimunes, gravidez ou lactação, doenças neurológicas, pacientes com histórico de câncer de pele ou em uso de medicamentos fotossensíveis."

Laser: fora as contraindicações que valem para ambos os procedimentos, pessoas com a pele negra são aconselhadas usar outros métodos que não o laser. "Isso porque os raios identificam os pelos a partir da quantidade de melanina e as peles muito escuras podem causar uma confusão desse mecanismo, gerando queimaduras", explica Isabel. 
 
mulher fazendo uma sessão de laser - Foto: Getty ImagesDor
Fotodepilação: a luz pulsada é muito bem tolerada pela maioria dos pacientes, que chegam a considerar o procedimento indolor. "Ela atinge o bulbo do pelo, não ultrapassando muito esse limite e, por isso, os pacientes podem sentir uma leve fisgada, mas não dor propriamente dita", diz a cirurgia plástica Isabel.

Laser: já o laser pode ser muito doloroso dependendo do aparelho utilizado, pois atua mais profundamente na pele, podendo gerar até mesmo pequenas queimaduras. 
 
mulher fazendo uma sessão de laser no rosto - Foto: Getty ImagesPode ser feito em qualquer área do corpo?
Fotodepilação: "ânus, pálpebras e áreas ao redor dos olhos, mucosas e bolsa escrotal não podem ser depiladas com nenhum dos dois métodos", diz a cirurgiã plástica Isabel. No entanto, a fotodepilação cobre áreas maiores com mais rapidez.

Laser: o laser é recomendado para casos em que seja necessária uma intensidade maior da aplicação em menos sessões. Mas pode ser aplicada nas mesmas áreas que as da luz pulsada. 
 
mulher passando protetor solar no rosto - Foto: Getty ImagesCuidados pós-tratamento
Fotodepilação: o cuidado após o procedimento é basicamente o mesmo para os dois tratamentos: não se expor ao sol diretamente sem proteção solar, principalmente, se houver vermelhidão na área tratada. "No caso da fotodepilação, pode ser que você sinta mais calor na área aplicada após o tratamento", diz a dermatologista Marcia.

Laser: pessoas que fazem procedimentos a laser devem ficar mais tempo sem se expor ao sol sem proteção solar. "Esse cuidado deve durar até a vermelhidão na área desaparecer, o que costuma levar uns 15 dias pelo menos no caso do laser", diz Isabel Vieira. 
 
mulher passando creme nas pernas - Foto: Getty ImagesCuidados antes do procedimento
Nesse caso, as especialistas afirmam que as recomendações são exatamente iguais para os dois procedimentos: a pele não pode estar bronzeada, o pelo não pode ter sido retirado pela raiz (com cera ou pinça) no último mês, não pode haver focos de vermelhidão, machucados ou focos de acne ativa e deve-se interromper o tratamento com ácidos pelo menos 72 horas antes. 
 
Minha Vida

Resolva sete danos provocados pela depilação das axilas

Resolva os danos da depilação nas axilas Hidratação e ingredientes naturais agem contra ressecamento, manchas e pelos encravados
 
A pele das axilas é muito sensível, característica que se acentua ainda mais pela depilação frequente da região.
 
Seja qual for o método, do laser à cera quente, a resposta à agressão se revela em manchas, pelos encravados, mau cheiro, ressecamento, alergias, irritações e até assaduras.
 
O problema se agrava ainda mais quanto o clima esquenta e, mesmo com a pele mais irritada, você insiste em depilar.
 
"A hidratação é fundamental para evitar que o problema fique ainda pior", afirma o dermatologista Claudio Mutti, da Sociedade Internacional de Medicina Estética.
 
Além deste cuidado, existem outros específicos para cada inconveniente, veja quais são eles e mantenha as axilas em dia.
 
Ressecamento - Getty ImagesRessecamento
A depilação seja com cera ou lâmina provoca uma espécie de agressão na pele das axilas e pode deixar a região mais áspera e ressecada. Para evitar o problema, a hidratação precisa ser um ritual diário.

A solução:
Como é difícil se lembrar de passar hidratantes nas axilas, o ideal é procurar desodorantes antitranspirantes que já ofereçam este benefício - recentemente, fórmulas com ingredientes naturais menos agressivos, à base de minerais do mar Morto têm se destacado pelo poder hidratante que oferecem.

Se, mesmo assim, você sentir um incômodo, aplique hidratantes com efeito calmante ou produtos para pele sensível. "O uso de água termal é uma opção para recuperar a hidratação da pele", afirma a dermatologista Maria Paula Del Nero, diretora da clínica Healthy. O efeito mágico do produto também está associado à presença de minerais na fórmula, reunidos eles ajudam na recomposição das células.
 
Manchas - Getty ImagesManchas
As manchas que aparecem após a depilação são causadas pelo aumento da produção de melanina, um processo conhecido por hipercromia pós-inflamatória. "A depilação com cera provoca uma tração que acaba agredindo a pele, quando isso é feito repetidamente, as manchas formadas no local são difíceis de remover", afirma o dermatologista Claudio Mutti. O mesmo ocorre com as lâminas, que provocam um micro trauma ao retirar a camada natural de oleosidade que protege a pele.

A solução:
"Se as manchas já incomodam, é preciso consultar um dermatologista e pedir a recomendação de cremes clareadores sem ácidos agressivos, ou seja, sem estímulo à renovação celular", afirma a Daniela Landim, especialista em Laser e medicina Estética. Logo após a depilação, o ideal é só lavar com água e sabonete antisséptico, prevenindo a proliferação de bactérias e fungos nas dobras do corpo (regiões quentes e úmidas).

A depilação a laser é o método mais indicado para evitar as manchas escuras. "É muito importante evitar o uso de desodorantes com álcool em sua formulação, antes e depois de passar pelo procedimento", afirma a esteticista Ana Paula Mesquita Correa, da clínica A Nova, em Belo Horizonte.
 
Pelos encravados - Getty ImagesPelos encravados
O encravamento do pelo ocorre quando o poro por onde ele sai fica obstruído, e o pelo não consegue romper a pele. No local, aparece uma lesão avermelhada, inflamada, chamada de foliculite.

A solução:
Para evitar os pelos encravados, a depilação a laser é unânime entre os especialistas consultados. Como o método ainda não é acessível para todos, em função do preço alto, a maioria indica a esfoliação como solução para o problema, mas com algumas ressalvas.

O dermatologista Claudio adverte que a esfoliação só pode ser feita se não houver processo inflamatório local, do contrário outros micro-organismos podem surgir, a exemplo de bactérias e fungos. ?Pode-se usar uma mistura de aveia e mel para esfoliar e, também, hidratantes e desodorantes para peles sensíveis?.
 
Mau cheiro - Getty ImagesMau cheiro
O dermatologista Claudio Mutti explica que o mau cheiro das axilas pode aparecer por conta dos processos inflamatórios ou infecciosos ocasionados após a depilação. Esses processos facilitam o aparecimento de micro-organismos que liberam as toxinas com mau cheiro - o odor é semelhante àquele provocado pelo suor excessivo.

A solução:

"Evite o uso de roupas sintéticas, elas retêm a transpiração e colaboram para o aumento de bactérias que causam o mau cheiro". A dermatologista Daniela Landim aconselha o uso de sabonete antisséptico à base de triclosano (2%) para uma higiene mais rigorosa. Além de manter a axila bem limpa e usar desodorantes que não agridem a pele, pomadas com antibiótico ajudam quem sofre com inflamações frequentes.
 
Alergias - Getty ImagesAlergias
Também conhecida como dermatite de contato, a alergia é resultado da reação da pele às substâncias químicas presentes em alguns cosméticos.

A solução:

?Se o problema não for grave, desaparece apenas com o uso regular de produtos especiais para peles sensíveis e cuidados com a depilação, descartando a cera ou a lâmina logo após o uso?, afirma o dermatologista Claudio Mutti. Os perfumes também precisam ser evitados depois da depilação nas axilas.
 
Irritação - Getty ImagesIrritação
É natural que a pele fique irritada e avermelhada após a depilação. Afinal, a pele da região sofreu traumas em decorrência das puxadas com a cera ou até mesmo do atrito com a lâmina.

A solução:

Fazer compressas geladas no local, por cerca de cinco minutos, ajudam a reverter o quadro. "Você pode colocar as pedras de gelo dentro de uma bexiga ou molhar algumas gazes na água gelada para diminuir a irritação", afirma a dermatologista Daniela Landim. Produtos para pele sensível, como hidratantes, sabonetes e até desodorantes com ativos naturais hidratantes também são bem-vindos. A aplicação de água termal é outra dica para recuperar a hidratação da pele a partir de agentes minerais.
 
Assaduras - Getty ImagesAssaduras
As assaduras podem acontecer após a depilação, seja pela agressão do procedimento ou pelo atrito da própria pele ou da pele com as costuras de tecido.

A solução:

A dermatologista Daniela Landim garante que a proteção física é o melhor remédio para as assaduras. "As pomadas de assadura com óxido de zinco são ideais para o dano." Cremes antialérgicos à base de corticoides são indicados nos casos mais graves, mas também é necessário dispensar roupas sintéticas e não usar duas vezes a mesma blusa, evitando a proliferação de bactérias e fungos na região das axilas.
 
Minha Vida

Saiba como livrar sua casa dos ácaros

como-livrar-casa-de-acaros
A poeira é o local onde se concentra uma enorme quantidade de ácaro
Os ácaros são criaturas microscópicas pertencentes à classe dos aracnídeos  que aproveitando-se da impossibilidade de serem vistos a olho nu, acabam passando despercebidos em inúmeros lares e ambientes. 
 
Apesar de possuir tamanho muitas vezes inferior a um milímetro, os ácaros são, em parte, responsáveis por inúmeras das doenças a que uma pessoa está sujeita, destacando-se dentre elas aquelas ligadas ao trato respiratório, como por exemplo, a rinite alérgica, e a asma.
 
Além dos problemas de saúde já mencionados, os minúsculos seres também são responsáveis pelas alergias comumente observadas  em indivíduos de todas as idades e regiões, e a somatória desses fatores de risco, acaba demonstrando que o melhor caminho para uma saúde livre desses males é o de evitar a proliferação e sobrevivência desse tipo desses seres, por isso, traremos na sequência algumas dicas para amenizar os problemas relacionados aos ácaros em casa.
 
Cuidados com a poeira
A poeira é o local onde se concentra uma enorme quantidade de ácaro, por isso, quem deseja amenizar a presença desses seres e consequentemente as chances de contrair algum tipo de doença a eles relacionadas, deve considerar redobrar a atenção para com a  limpeza, eliminando tudo que possa acumulá-la. Os cuidados com a poeira precisam ir além dos que se tem com móveis e eletrodomésticos, sendo para todos os efeitos de grande importância que se tenha um bom aspirador em casa.
 
Os benefícios do sol
Além da poeira, outros dos ambientes preferidos pelos ácaros são aqueles em que pairam a umidade e a ausência de luz, pelo que, para combatê-los, é importante manter sempre a casa bem arejada e iluminada preferencialmente com a luz solar. Uma outra dica muito válida em relação ao que tem sido dito, é deixar sempre que possível as almofadas e travesseiros expostos ao sol, uma vez que essas peças tendem a acumular umidade e poeira com maior facilidade.
 
Cuidados com roupas de cama
Infelizmente, em se tratando de cama, não são apenas nos travesseiros que se concentram as grandes quantidades de ácaros, esses seres também costumam habitar massivamente sobre as demais roupas de cama, algo que ocorre tanto pela facilidade que esse tipo de roupa tem em comportar poeira, quanto pelo fato dos ácaros se alimentarem das escamas que se soltam da pele em período de renovação e geralmente ficam em maior quantidade sobre a cama.
 
Para evitar a ocorrência de ácaros em um ambiente tão íntimo e pessoal como a cama, o ideal é trocar semanalmente lençóis, fronhas e cobertores, além, é claro, de realizar uma completa higienização periódica em camas e colchões.
 
Refeições no lugar certo
Nem só das escamas mortas da pele humana sobrevivem os ácaros, esses seres microscópicos também se alimentam de restos de comida que eventualmente são desperdiçados durante as refeições, pelo que é sempre importante realizá-las na mesa, destinando ainda atenção especial para a limpeza do ambiente.
 
Atenção aos animais de estimação
Animais de estimação sem dúvida são belíssimas companhias além de extremamente fofos, entretanto, para que nada fuja ao controle é necessário que estes bichinhos estejam também sempre bem higienizados e com os pelos bem cuidados.
 
Produtos adequados
Quem deseja investir um pouco mais a fim de evitar com mais veemência o surgimento dos ácaros, pode optar pela aquisição de produtos especificamente orientados a esse efeito, na atualidade já é possível encontrar colchões, lenções, travesseiros, roupas, almofadas e inúmeros outros produtos com efeito anti-ácaro.
 
Equipamentos aliados
Além do previamente mencionado aspirador de pó, outros equipamentos podem também ser aliados de quem deseja amenizar a presença dos ácaros, famílias que residem em ambientes que permitem pouca exposição solar podem optar pela compra de desumidificadores de ar, que além de combater os ácaros ajudará também no combate a fungos, mofos e oxidação.

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Enxaqueca x Dor de Cabeça: Qual é a diferença?

Algo bastante comum em um grande número de pessoas é sentir dores de cabeça, de modo que para muitas delas esse sintoma acaba se tornando parte da rotina, sendo geralmente acompanhada da automedicação que pode ser um risco ainda maior à saúde.
 
Apesar das dores na cabeça, como já mencionado, serem sintomas até certo ponto tidos como comuns, existem diferenças substanciais entre enxaquecas e dores de cabeça que a maioria das pessoas desconhecem, mostraremos algumas dessas diferenças na sequência.
 
Enxaqueca
As crises de enxaqueca são dores continuas e latejantes que podem ocorrer tanto na parte da frente quanto nas laterais da testa.
 
Principais sintomas da enxaqueca
Os principais sintomas da enxaqueca são: Dores fortes e contínuas, podendo por vezes piorar com atividades rotineiras, barulho, determinados cheiros e até mesmo a luz. Os sintomas podem durar entre 4 e 72 horas caso não seja tratada de maneira correta.
 
Tratamento para enxaqueca
Os tratamentos com medicamentos devem se dar apenas com prescrição médica, pois se faz necessária uma combinação de remédios. Uma opção para amenizar o problema é praticar exercícios físicos, outra dica útil em momentos de crise é deitar em um local tranquilo, fazer uma compressa de gelo e colocar sobre o local da dor, repousando por 2 horas.
 
Dor de cabeça
A dor de cabeça é mais fácil de identificar, pois ela é passageira. Pode ser causada por, estresse, TPM, gripe, sinusite, fome e até mesmo tumor cerebral, o que nesse caso é chamado de dor secundaria.
 
Sintomas da dor de cabeça
A dor de cabeça pode surgir em qualquer parte da cabeça, podendo se dar tanto na nuca, quanto próximo aos olhos e testa, a intensidade da dor é de leve a moderada, durando geralmente apenas algumas horas em situações isoladas.
 
Tratamento para dor de cabeça
O melhor a se fazer é consultar um médico especialista, pois é ele quem será capaz de diagnosticar a origem do problema para proceder com o tratamento mais adequado ao caso.
 
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Médico cubano encanta pacientes em posto de saúde da Grande BH

R7
Médico afirma que mineiros e cubanos são muito parecidos
Profissional de 32 anos do programa Mais Médicos ganha elogios de usuárias da unidade 
 
Na sala de espera lotada do posto de saúde Vilas Reunidas, no bairro Vila São José, em Sabará, na Grande BH, o burburinho é um só: todos os pacientes querem conhecer o médico cubano Jorge Alberto Gil de Montes Santana. Há cerca de dois meses no Brasil e 20 dias atuando na unidade, o profissional, vindo da cidade de Viñales, parece ter sido aprovado pelos usuários. A costureira Elza Pereira de Freitas, de 52 anos, afirma que ficou surpresa com a qualidade do atendimento.

— Quase perguntei se ele não queria ficar aqui. Ele foi muito atencioso, gostei demais.
 
Segundo ela, embora "um pouquinho difícil" entender o que o profissional diz, o esforço valeu a pena. Já Maria de Lourdes Abolar, de 55 anos, chegou à unidade com a perna engessada e se queixando de dores na coluna. Saiu da consulta satisfeita e fez planos de voltar a ser atendida pelo cubano.
 
— Por ele ser estrangeiro, a gente tem que prestar mais atenção, mas ele conversou direito. Ele foi muito bem, da próxima vez vou marcar direto com ele.
 
A opinião é compartilhada pelos outros profissionais que convivem com o médico no posto, que possui quatro clínicos gerais, dois ginecologistas, um pediatra, três enfermeiras e três técnicas de enfermagem. A gerente do local, por onde passam cerca de 300 pessoas diariamente, Fabrícia Víncola, classifica a atuação de Santana como "perfeita". Para ela, a experiência com os estrangeiros só seria melhor "mandando mais".
 
— Ele é muito cauteloso, inteligente e tem muito discernimento. Além disso, tem sido muito atencioso com os pacientes, é muito difícil acontecer de não entender alguma coisa.
 
Aos 32 anos e formado há sete, o médico acredita que sua presença no posto causou um certo estranhamento no início. A resistência, no entanto, passou, e ele conta que já se sente à vontade durante as consultas.

— Os pacientes são todos iguais. A medicina é uma só no mundo todo e o médico é um só. São geralmente as mesmas doenças, exceto algumas que são próprias do Brasil e não existem em Cuba, como a leishmaniose.
 
Casado e pai de uma filha de dois anos, esta não é a primeira vez que o profissional deixa a família em casa para atuar em outros países. Ele já trabalhou durante um período na Bolívia. Mesmo sem esconder a saudade de casa, ele explica que "mineiros e cubanos são muito parecidos", o que facilitou sua adaptação.

— Temos uma particularidade na nossa formação em Cuba, que é muito humana. Por isso, se o Brasil está precisando elevar seus índices de saúde pública, nós vamos ajudar.

R7

Curandeiro indiano oferece tratamento alternativo a partir de hemorragia

Um curandeiro realiza cortes no braço da hindu Bimla Devi para que o sangue "impuro" saia do seu corpo, um método milenar praticado na parte antiga de Délhi para combater qualquer tipo de doença.
 
Devi sofre de dores nos braços e não consegue levantar nem fechar as mãos. Após experimentar diferentes tratamentos em hospitais e tomar diversos medicamentos sem melhorar, ela decidiu ir ao curandeiro Mohammed Gayas Sahab, de 82 anos.
 
"Após o tratamento hemorrágico, estou muito melhor. Já consigo fechar as mãos e levantar os braços", disse à Agência Efe Devi, de 40 anos e mãe de cinco filhos. Junto com ela, outros 20 pacientes se submetem aos cortes para eliminar o sangue impuro na clínica "Rahat Open Surgery", uma cabana aos pés da maior mesquita da Índia, a Jama Masjid. Gayas, que aprendeu a técnica com seu avô e já a ensinou a seu filho, sustenta que este é o tratamento médico mais antigo da história e defende sua eficácia.
 
"Este é o primeiro tratamento do mundo. Já ouviu falar em Charak? Charak foi um famoso curandeiro, conhecido em todo o planeta e que escreveu o livro 'Susut' há 4 mil anos em que explica este tratamento. Leia-o, por favor", pede Mohammed Gayas Sahab. Ele explica que é possível curar tudo, artrites, paralisias cervicais, dores no nervo ciático, dores nas articulações e no corpo.
 
"Desde a cabeça até os pés, exceto o estômago", ressaltou. O curandeiro contou que é necessário extrair o sangue "contaminado" que provoca doenças.
 
Embora a Índia possua hospitais modernos - porém ainda fora do alcance econômico de boa parte da população - e os médicos não aprovem este tipo de tratamento, o curandeiro conta com um grande número de clientes todos os dias. Primeiro, os pacientes colocam alguns pedaços de tecido nos braços e nas pernas para exercer pressão sobre as veias.
 
Em seguida, começa o trabalho de Hakim Iqbal Sahab, filho de Gayas, que coloca as mãos para fazer os cortes. Em seguida, os pacientes pressionam para forçar que o sangue "impuro" a sair enquanto os ajudantes do curandeiro jogam água nas feridas e, para finalizar, outra pessoa cobre o local com um pó. Todo o processo é realizado em um espaço ao ar livre, com cabras passeando e ao som das orações vindas da mesquita.
 
A crença neste tratamento é uma mistura de superstição, baixa escolaridade e falta de recursos financeiros: a maioria parte dos pacientes tem pouco dinheiro e pertence às classes sociais mais baixas da hierarquizada sociedade indiana. Um recente relatório da ONG britânica Oxfam sustenta que o sistema de saúde público do segundo país mais populoso do mundo é insuficiente para cobrir as necessidades de toda a população local.
 
Gayas cobra apenas 100 rúpias, o equivalente a cerca de R$ 3,50 na primeira sessão, e pede um livro, creme para as feridas, uma injeção para o tétano, seis comprimidos de antibióticos e um produto para os dentes.
 
Da segunda sessão em diante, os pacientes pagam 40 rúpias (cerca de R$ 1,40). O preço é muito baixo se comparado até mesmo ao valor cobrado pelos hospitais mais baratos da capital indiana. Mas, talvez, mais importante que o custo é a crença de que a hemorragia possa curar multidões de dores e doenças.
 
"Fui operado de câncer e tenho tremores no peito. Mesmo tomando remédios, não consigo dormir. A medicina tradicional não me ajuda. Por outro lado, há um mês venho aqui e já me sinto muito melhor, graças a Deus", explicou Amjad Khan, motorista de rickshaw (veículo de transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas capaz de acomodar até dois passageiros) de 56 anos e pai de seis filhos.
 
Mas Gayas lembra: é fundamental a intervenção divina. "A dor do corpo ninguém pode curar. Nós a tratamos, e Deus cura", afirmou.
 
EFE

Entenda por que pessoas magras nem sempre são saudáveis

Entenda por que pessoas magras nem sempre são saudáveis Yuri Arcurs/Deposit Photos
O peso, isoladamente, não deve ser a única referência de saúde
Mesmo dentro do peso ideal, alto índice de gordura corporal pode prejudicar a saúde
 
Quando o peso está adequado à altura é sinal de que a pessoa está saudável e não precisa perder gordura, certo? Nem sempre. O peso, isoladamente, não deve ser a única referência de saúde. Existem outros fatores que devem ser avaliados como o percentual de gordura corporal, massa muscular, quantidade de água corporal e peso dos ossos.
 
Segundo a nutricionista do HCor Gabriela Nunes, as pessoas dão importância somente para o peso e isso pode ser um erro.
 
— O peso não deve ser o único indicativo para acompanhar a evolução na prática de uma atividade física nem da saúde. Alguns indivíduos, especialmente mulheres, mesmo aparentando ser magras, apresentam um índice de gordura corporal acima de 28%, o que não é saudável — explica.
 
A faixa de gordura ideal é de 18 a 28% de gordura corporal para mulheres e de 10 a 20% para homens, de acordo com a bioimpedância — método utilizado para análise da composição corporal.
 
— Parece contraditório, mas algumas pessoas são magras e possuem índice alto de gordura corporal — acrescenta.
 
Quando comparamos a massa muscular e a gordura corporal de muitas mulheres magras, aparece um desequilíbrio desses componentes no corpo, revelando pouca massa muscular e um alto percentual de gordura.
 
— Uma pessoa com alto índice de gordura corporal, mesmo sendo magra, pode sofrer as mesmas consequências de saúde que uma pessoa acima do peso, como o aumento de colesterol, da hipertensão arterial, desenvolvimento de diabetes, maior chance de infarto agudo do miocárdio, entre outras, especialmente se houver acúmulo de gordura na região abdominal — explica Gabriela.
 
Algumas dietas restritivas acabam prejudicando os músculos, que viram fonte de energia para um organismo "desesperado". Assim, o corpo forçado à escassez de alimentos estoca o máximo de gordura possível. O resultado é a queda da massa muscular e o aumento da gordura corporal.
 
Portanto, não é correto desejar um peso específico e sacrificar o corpo, pois isso pode ser prejudicial à saúde. O peso ideal vai depender de diversos fatores, como a idade, o sexo, a altura, a atividade física, a história do peso habitual da pessoa, entre outros.
 
Para ter um corpo saudável, é preciso conhecer a sua composição corporal. Especialmente os praticantes de atividade física devem saber o seu percentual de gordura corporal e de massa muscular e quais são os valores adequados a cada modalidade esportiva, pois isso também é variável. Existem vários métodos para a determinação da proporção corporal, a bioimpedância e o uso de adipômetro são os mais comuns. As fórmulas prontas não são confiáveis e também não se deve querer ter os mesmos percentuais de gordura de atletas profissionais.
 
— Números impostos acabam gerando uma busca inalcançável que causa muita frustração e faz com que as pessoas desistam de uma vida mais saudável — afirma a especialista.
 
O recomendável é procurar um nutricionista, investir em uma reeducação alimentar de acordo com a necessidade de cada pessoa sem incentivar dietas radicais.
 
— Quando existe um equilíbrio entre massa muscular e gordura corporal, o individuo aumenta o metabolismo, reduz o percentual de gordura do corpo, além de prevenir inúmeras doenças como osteoporose e problemas cardíacos, entre outros benefícios — finaliza a nutricionista.
 
Zero Hora

Conheça 10 mitos e verdades sobre hemorroidas

Conheça 10 mitos e verdades sobre hemorroidas Rômulo AS/Divulgação
Foto: Rômulo AS / Divulgação
Ingestão de condimentos picantes não causa hemorroida
Constrangimento em falar no assunto colabora para a falta de informação
 
Apesar de ser um problema bastante comum, as hemorroidas ainda são tabu para muitas pessoas. O médico Silvio Gabor esclarece os principais mitos e ou verdades em relação ao surgimento e ao tratamento desse incômodo.
 
Confira:
 
01) Ficar sentado muito tempo no vaso sanitário favorece o aparecimento de hemorroidas: MITO
Não é o ato de ficar sentado que causa o problema, e sim o hábito que as pessoas constipadas têm de permanecer muito tempo no banheiro fazendo grande esforço para evacuar. Dessa forma, elas aumentam pressão sobre as veias hemorroidárias. Se a pessoa apresenta um bom funcionamento intestinal, nada acontecerá se passar horas nesta posição. O problema é imprimir força excessiva.
 
02) Hemorroida causa câncer: MITO
Hemorroida nunca vira câncer. Alguns sintomas da doença, no entanto, são parecidos com os apresentados quando se tem câncer do reto e ânus, como sangramento. Por isso, é importante ir atrás do diagnóstico correto, especialmente quem tem mais de 50 anos.
 
03) Alimentos picantes aumentam o risco das hemorroidas aparecerem: MITO
A ingestão de condimentos não causa hemorroida. Porém, pessoas que já desenvolveram a doença não devem consumir esses alimentos por serem irritantes em tecidos inflamados, piorando os sintomas. A orientação para os pacientes é evitar itens cáusticos, que vão agredir as veias na saída das fezes. E priorizar uma dieta rica em fibras e abundante em líquidos.
 
04) Prisão de ventre causa hemorroida: VERDADE
A constipação intestinal é caracterizada pela dificuldade eventual ou constante de evacuar, tornando as fezes ressecadas. É uma alteração normalmente relacionada à má alimentação e a pouca ingestão de água. Se a pessoa já tem o problema, o esforço repetitivo, durante as evacuações, levará ao crescimento das veias, fazendo com que as hemorroidas internas se prolapsem e se exteriorizem. Por isso, a mudança de hábitos à mesa é fundamental tanto para a prevenção, quanto para o sucesso do tratamento das hemorroidas.
 
05) Andar de cavalo ou de bicicleta contribui com o aparecimento das hemorroidas: MITO
Isso só acontece se o indivíduo passar boa parte do seu dia em cima da cela ou do selim. Para quem já tem o problema, recomenda-se evitar esses meios de transporte. Atividades físicas como ciclismo e equitação também devem ser evitadas porque exercem pressão sobre a região anal. Em termos de atividades físicas, a ginástica favorece o bom funcionamento intestinal. A caminhada e a natação são indicadas e auxiliam, inclusive, no alívio dos sintomas do problema. O exercício melhora a circulação sanguínea, que, por sua vez, minimiza a inflamação associada à hemorroida. Também ajuda a manter o peso corporal saudável, reduzindo a pressão sobre as pequenas veias do ânus.
 
06) A gestação favorece a dilatação dos vasos do ânus e favorece o surgimento de hemorroidas: VERDADE
A maioria das grávidas têm hemorroidas, mas os sintomas geralmente são discretos e não necessitam de tratamento medicamentoso, apenas orientações de dieta. Os casos intensos requerem remédios. A cirurgia nesse período deve ser evitada sempre que possível. Muitas mulheres nunca sofreram com o problema, que só aparece na gestação, em razão do aumento de peso e da pressão exercida na região pélvica. É possível também que a dilatação da veia surja durante o segundo estágio do trabalho de parto. É preciso estar atento também ao período de amamentação, quando a mãe perde muita água para fabricar o leite materno.
 
07) Hemorroidas sempre causam dor na região anal: MITO
A dor não é um sintoma obrigatório. Sua ocorrência depende do tipo de hemorroida, sendo mais comum nas externas do que nas internas, e nas que têm saliências grandes. As hemorroidas incomodam quando se encontram exteriorizadas, inflamadas ou quando se complicam devido à trombose. As internas tendem a ser menos sintomáticas: o único sinal indicativo pode ser a presença de sangue na evacuação. As externas, por sua vez, são em geral sintomáticas, associadas a sangramentos e dor ao evacuar e sentar.
 
08) Uma das melhores formas de prevenir as hemorroidas é beber muita água: VERDADE
É obrigatório manter o processo digestivo em movimento. Para isso, vale beber pelo menos oito copos de água ou de qualquer bebida descafeinada por dia. Frutas, vegetais e grãos integrais importantes fontes de fibras, contêm água e ajudam na hidratação. Em quase metade dos casos de constipação intestinal, causa comum de aparecimento das hemorroidas, o consumo de alimentos com essas características é o melhor tratamento.
 
09) Sangramento na região anal, principalmente ao evacuar, é sempre causado pelas hemorroidas: MITO
Podem ocorrer disfunções como fissuras anais, fístulas, inflamações e tumores, que, como a hemorroida, provocam sangramento. "O sintoma pode aparecer em decorrência de doenças do esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, reto e canal anal. As mais frequentes, e benignas, são as hemangiomas do intestino fino, males inflamatórios e infecciosos do cólon e fissura anal. Já a maligna é o câncer do cólon e reto, cada vez mais comum, cujo atraso no diagnóstico piora as chances de cura. Por isso, é fundamental procurar um médico.
 
10) Sexo anal pode provocar o aparecimento de hemorroidas: MITO
Não há relatos de que a prática é um fator desencadeante. O ato sexual pode causar microtraumas e fissuras na região, mas não chega a ser a causa do problema.

Zero Hora

Pesquisa mostra maior variação genética do HIV em crianças e adolescentes de SP

São Paulo - Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) observaram uma maior variabilidade genética do vírus HIV em crianças e adolescentes do que a apontada em estudos anteriores feitos com adultos.
 
De acordo com os pesquisadores, isso sugere que o perfil da epidemia está mudando no Brasil, o que pode ter implicações tanto na produção de diagnósticos como na definição de terapias e no desenvolvimento de vacinas. Foram colhidas amostras sanguíneas de 51 soropositivos nascidos entre 1992 e 2009 na capital paulista.
 
Segundo o coordenador do projeto, professor Sabri Saeed Mohamed Al Sanabani, do Instituto de Medicina Tropical da USP, existem dois tipos (1 e 2) de vírus causadores da aids. O tipo 2 é praticamente restrito ao Continente Africano. O tipo 1, que prevalece no restante do mundo, se divide em vários grupos, sendo os principais M, N, O e P. O grupo M, que causa a grande epidemia conhecida atualmente, por sua vez, possui subtipos. "Há ainda as formas recombinantes, que são a mistura genética de subtipos de vírus", explicou à Agência Brasil.
 
Estudo publicado em 2011 pelo mesmo grupo de cientistas mostra que o subtipo B é o mais frequente no país. Isso foi atestado com a análise de 113 amostras sanguíneas de homens soropositivos com média de idade de 31 anos e também por meio da análise do DNA viral. Mais de 80% dos pacientes estavam infectados com esse subtipo do vírus. A pesquisa mais recente feita com a faixa etária de 4 a 20 anos, por outro lado, apontou uma prevalência de apenas 52,4%.
 
As crianças e os adolescentes que participaram do estudo, coordenado pela professora Regina Succi, eram acompanhados pelo Centro de Atendimento da Disciplina de Infectologia Pediátrica da Unifesp. Em todos os casos, a transmissão ocorreu durante a gestação, parto ou amamentação. Quase 40% deles estavam infectados com o subtipo BF1 Mosaico, uma mistura genética dos subtipos B e F1. Outros 9,5% apresentaram o subtipo F1.
 
Al Sanabani destaca que esse resultado não era esperado inicialmente. "A gente pensava que fosse encontrar um tipo genético igual ao dos adultos. Fomos surpreendidos com essa alta diversidade", declarou. O pesquisador explica que essa variabilidade genética pode ser justificada pelo fato de a maior parte das mães serem de um grupo de risco, com muitos parceiros sexuais e histórico de uso de drogas. "Esses fenômenos de recombinação que, no caso das crianças, chega a 40%, é resultado dessa mistura de vírus. As mães foram infectadas, provavelmente, por mais de um vírus", declarou.
 
O professor explica que, quanto maior a diversidade do HIV, mais difícil será desenvolver uma única vacina para o combate à doença. Há consequências também na definição de uma terapia, já que a mutação genética pode fazer com que o vírus adquira resistência ao tratamento. Além disso, pode haver falhas no diagnóstico da doença, pois a mudança nos códigos genéticos pode levar à não identificação do vírus. "A gente precisa saber o que está circulando no nosso ambiente. Se o HIV tem capacidade de mudar ou recombinar, ele pode, inclusive, constituir outro tipo de aids", alertou.
 
Embora a mutação genética faça parte do ciclo de vida do vírus, um tratamento eficiente diminui bastante a carga viral no paciente e reduz o risco de transmissão. "Estamos baseando os nossos casos em crianças e adolescentes de São Paulo e sabemos que aqui há tratamento de qualidade disponível. É preciso fazer isso chegar dessa forma a outras regiões, para não agravar o problema", defendeu.
 
O coordenador informou que um novo estudo está em curso para caracterizar os tipos de HIV circulantes em quatro estados, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. "Por meio do sequenciamento de alta escala do genoma do HIV, vamos enxergar o vírus de ponta a ponta. É uma forma de saber quem está recombinando e quem está puro", declarou.
 
Agência Brasil

Seis dicas para prolongar a vida útil dos alimentos e, assim, evitar desperdício

Táticas para amolecer o pão do dia anterior e deixar crocantes os biscoitos murchos
 
A rede multinacional de supermercados Tesco revelou essa semana que mais de dois terços de seus sacos de salada acabam no lixo. O mesmo acontece com 40% de suas maçãs, e com um pouco menos da metade de seus itens de padaria.
 
Para evitar mais desperdício e dinheiro jogado no lixo, a repórter da BBC Kathryn Westcott reuniu seis dicas para ajudar a prolongar a vida útil dos alimentos.
 
Pão
Umedeça com um pouco d’água o pão que ficou duro e coloque-o no forno a uma temperatura de 180º C por cinco ou dez minutos, indica o escritor de gastronomia Stefan Gates.
 
Na casa de Gates, as baguetes envelhecidas são cortadas em fatias de meio centímetro e colocadas em forno quente (cerca de 50°C) por cerca de 15 a 20 minutos. "O resultado são torradinhas para comer com queijo", diz Gates. "E podem ser armazenadas em saco plástico selado."
 
Biscoito
Os biscoitos que ficaram moles podem voltar a vida em apenas cinco minutos se colocados em forno bem quente (180ºC). Mas essa sensação de biscoito fresco não dura muito, por isso é preciso consumir rapidamente.
 
Alface
Há uma série de truques para manter a alface fresca e crocante. O site Lovefoodhatewaste.com, que dá dicas de como não desperdiçar comida e dinheiro, recomenda separar as folhas e armazená-las em um recipiente com água na geladeira. A água deve ser trocada a cada dois dias.
 
O blog The Kitchn, que dá dicas de gastronomia, recomenda uma forma mais sofisticada, o chamado "método da toalha de banho", que sugere cortar as folhas, lavá-las, secá-las com um secador de salada, e espalhá-las sobre uma toalha limpa e deixar secar por algumas horas. Em seguida, enrole a toalha com as folhas dentro, prendendo-a com um elástico de borracha. Retire apenas a quantidade necessária para o dia, e enrole novamente a toalha, sugere o site.
 
"A alface de saco é mantida em embalagem com gás, por isso quando ele começa a estragar nada pode trazê-la de volta à vida", diz a chefe de cozinha Clarissa Dickson Wright.
 
No entanto, a alface pode ser revivida deixando-a em água muito fria, podendo adicionar alguns cubos de gelo, durante a noite.
 
Se isso não funcionar, sopa de alface é uma ótima solução, recomenda a chefe. "Frite um pouco de cebola e alho, adicione o caldo e coloque as folhas de alface. Sirva com croutons feitos de pão velho".
 
Pepino
O pepino também pode ser salvo logo antes de ficar completamente ruim. Se quiser aproveitá-lo por mais alguns dias, corte as pontas que ficaram moles, e coloque o pepino em pé em um pote com água fria, aconselha o site Lovefoodhatewaste.com.
 
Laticínios
O site recomenda congelar leite e queijo para prolongar a vida útil desses laticínios. Rale o queijo antes de congelar, e coloque-o direto do freezer em saladas, lasanhas, e onde mais for desejado.
 
Banana
Se suas bananas começarem a escurecer, não se desespere. Dickson Wright também tem uma solução para aproveitar o máximo da fruta.
 
A chefe sugere congelar as bananas para fazer sorvete. Primeiro tire a casa e em seguida coloque-a em um processador de alimentos.

iG

Oito regras de etiqueta para visitar o recém-nascido

Recém-nascido: som de celular é como "britadeira" para os bebês
“O bebê não é atração turística e requer cuidados”, adverte especialista
 
Faz tempo que aquela amiga de infância não dá notícias e, com ajuda das redes sociais, ela avisa a todos que está a caminho da maternidade.
 
A boa notícia da chegada de um bebê ao mundo pode ser mesmo a justificativa para o reencontro, mas a pediatra Vera Lúcia Krebs, do Hospital das Clínicas de São Paulo, adverte: “recém-nascido não é atração turística”.             
 
A visita exige algumas regras de etiqueta. Veja as orientações da especialista para amigos próximos, aqueles mais distantes, parentes e até para os novos avós.

1. Evite apertões
Muitas pessoas exageram no ‘carinho’ e acabam dando pequenos apertões na bochecha, beijos e toques não muito delicados nas mãozinhas das crianças. O que elas não sabem é que essas atitudes são inadequadas, pois podem trazer problemas ao recém nascido, como incômodo e até fraturas.

2. Faça uma visita curta
A primeira visita na maternidade deve ser limitada aos parentes próximos, como o pai, avós e irmãos, pois é um momento de recuperação da mãe e maior atenção à vida do bebê. Antes de aparecer, ligue e combine o horário. É elegante não ficar muito tempo.

3. Lave as mãos apropriadamente
Não se esqueça dos cuidados básicos de higiene. Lavar bem as mãos e os braços (até a altura dos cotovelos) antes de chegar perto da mãe e do bebê é imprescindível para minimizar a contaminação por vírus e bactérias.              
 
4. Se estiver doente, não vá
Se estiver com resfriado, gripe, conjuntivite ou qualquer outra doença infectocontagiosa, suspenda a visita. A ideia de que “eu não vou chegar perto, nem segurar a criança” não basta. Como o sistema de defesa do organismo da mãe e do bebê estão fragilizados, não é adequado arriscar.

5. Desligue o celular
No momento da visita, a pediatra do HC orienta amigos e familiares a desligar os celulares. A coordenadora da UTI do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, Filomena Mello, acrescenta que o barulho dos telefones móveis são como “britadeiras” para as crianças e causam estresse nos pequenos.

6. Não use flash
Cautela também com as câmeras fotográficas e filmadoras. “A luz do flash pode causar desconforto para a criança ou despertá-la, caso esteja dormindo”, diz Vera Lúcia. E só quem é mãe de recém-nascido sabe o trabalho que pode dar fazer o filho dormir.

7. Evite aglomerações
“As visitas devem ser organizadas para não formar uma aglomeração em volta do bebê. Esse tipo de ocasião favorece contágios e excesso de barulho, e isso pode causar estresse ao recém nascido”, acrescenta a especialista do Hospital das Clínicas.

8. Não fume – nem mesmo antes da visita
Nem pense em fumar. E a restrição vale para horas antes da visita. Segundo o pneumologista Joaquim Rodrigues, as substâncias do cigarro ficam impregnadas em roupas e mãos dos fumantes. Os resíduos que permanecem são tão prejudiciais quanto a própria fumaça. O contato do bebê com o material tóxico o expõe a uma probabilidade dez vezes maior de adquirir uma pneumonia aguda e ao aparecimento de um fenômeno chamado de hiperresponsividade brônquica – uma resposta exagerada do pulmão desencadeada quando a criança tem uma maior sensibilidade a infecções respiratórias – como bronquite, rinite e otite.

Delas

Barriga tanquinho depende 80% da alimentação

Exercícios intensos produzem efeitos mais rapidamente
Especialistas ensinam o melhor caminho para conquistar uma barriga chapada
 
Não adianta se matar de malhar e fazer mil abdominais diariamente para tentar ficar com uma barriga chapada sem cuidar da dieta.
 
“Alimentação é a chave da barriga tanquinho. Aliás, uma dieta adequada é a base do bom funcionamento de todo o organismo”, diz Natália Colombo, nutricionista funcional da Clínica NCnutre, de São Paulo.
 
Diversos estudos mostram que deficiências nutricionais e maus hábitos à mesa, como a ingestão excessiva de gorduras saturadas, carboidratos simples e sódio, provocam alterações e refletem na saúde e na estética.

“Um dos principais resultantes – e geralmente o que mais causa incômodo – é o acúmulo de gordura na região abdominal”, completa a especialista.
 
“Eu diria que a alimentação representa 80% da equação, mas com certeza os 20% de exercícios são essenciais”, concorda o personal trainer Carlos Klein, da equipe Movimente-se, de São Paulo.  Segundo ele, não adianta muito seguir um programa de treinamentos intenso, se a alimentação não estiver controlada. “Com certeza a dieta é mais importante”.
 
Veja abaixo os alimentos que têm "zero caloria" e ajudam a manter o corpo:
 
Abacaxi: ele queima gordura e ainda é anti-inflamatório.
 
Abobrinha: ela está em todos os cardápios das dietas porque é desintoxicante.
 
Agrião: é um inibidor da fome fora de hora e também melhora sintomas de intoxicação, como a ressaca.
 
Aipo: ingrediente cativo na dieta detox, ele não engorda, serve de petisco e também alivia o estresse.
 
Alface: é uma folha magra, presente em todas as dietas e contém lactuário, uma substância com efeito sedativo.
 
Aspargo: além de diurético (aumenta a eliminação de líquidos pela urina), é rico em ácido fólico e fibras.
 
Beterraba: além de ter um sabor adocicado, que ajuda a melhorar o humor, ela ajuda a limpar o organismo.
 
Brócolis: versátil, vai com pratos quentes e frios. Pesquisas mostram que ele protege contra o câncer de pulmão e cólon.
 
Cenoura: pobre em carboidrato, pode ser levada como lanche, ajuda no bronzeado e é magra.
 
Couve-flor: além de não engordar, ela tem nutrientes que reforçam a imunidade do organismo.
 
Cranberry: ajuda a tratar infecções e também limpa o organismo. Aqui é mais fácil de achar sob a forma de suco.
 
Espinafre: rico em magnésio. Ajuda a desintoxicar o organismo.
 
Laranja: como é uma fruta cítrica, ajuda a emagrecer e protege contra infarto e AVC.
 
Maçã: ela é de fácil digestão, amplia a saciedade e protege a memória.
 
Mexerica: amplia a sensação de saciedade e ajuda a acelerar o metabolismo.
 
Pepino: além de ajudar no emagrecimento, ele também é considerado uma arma poderosa para deixar a barriga chapada.
 
Pimenta: tempero que faz a diferença no sabor e na dieta. Acelera o metabolismo e ajuda a queimar calorias de outros alimentos.
 
Repolho: ingrediente da dieta dos países magros, ele ajuda na digestão, melhora a cicatrização e ainda emagrece.
 
Vagem: saborosa, nutritiva e também uma importante aliada no combate à barriga saliente.
 
E o que deve entrar no cardápio de quem quer secar? “Dê preferência a verduras, legumes e frutas, alimentos de fácil digestão. Aumente o consumo de fibras para ajudar no funcionamento do intestino e diminuir a sensação de abdome estufado. E tome muita água . Além de hidratar o organismo, ela auxilia na eliminação de toxinas e na retenção hídrica, diminuindo o inchaço abdominal”, ensina Natália.

As gorduras mono e poli-insaturadas, em doses adequadas, também ajudam na diminuição da gordura abdominal, por promoverem maior oxidação dos ácidos graxos (“gordurinhas”) e também por serem capazes de reduzir o índice glicêmico dos alimentos.

“Entre as boas gorduras estão azeite de oliva extra virgem (2 colheres de sopa/dia), abacate (1/2 unidade/dia), oleaginosas como castanha do parás (3 unidades/dia) e amêndoas (4 unidades/dia), e óleo de coco (2 a 3 colheres de sopa/dia)”, completa a especialista.

A nutricionista Adriana Ávila, da Clínica Vitay, de São Paulo, alerta para alguns itens que podem atrapalhar o cultivo de seu tanquinho.
 
"É importante consumir verduras e legumes, mas fique atento a alimentos como couve-flor, couve-manteiga, couve-de-bruxelas, repolho e brócolis, que podem provocar gases, aumentando o volume abdominal. A mesma coisa acontece com as leguminosas em geral (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja). É preciso deixar de molhos esses alimentos na noite anterior ao preparo. No dia seguinte, despreze essa água, lave bem os grãos em água corrente e coloque uma água nova para cozinhar”, sugere.
 
As frutas devem ser consumidas frescas ou secas e sem o acréscimo de açúcar, leite condensado ou creme de leite. Já as carnes devem ser magras (de boi, sem gordura aparente, peixe ou frango sem pele). “E prefira os carboidratos integrais”, completa Adriana.

Outras atitudes à mesa contribuem para o projeto tanquinho. “As refeições devem ser fracionadas. Coma menores quantidades e mais vezes durante o dia. E mastigue bem os alimentos. Quanto mais ‘quebrados’ eles estiverem, mais fácil será a digestão”, explica Natália. Mastigar mais vezes ajuda a emagrecer.

Na lista do que você deve reduzir estão:

* Carboidratos simples, como arroz branco, pão, massas em geral, doces, farinhas brancas. “Esses alimentos têm alto índice glicêmico, o que faz com haja produção aumentada de insulina, hormônio que estimula o organismo a estocar gordura”, diz a nutricionista da Clínica NCnutre.

* Sódio, presente em grande quantidade em alimentos industrializados. O excesso provoca retenção hídrica, o que colabora para inflar o abdome. Aprenda a comer com menos sal.

* Alimentos gordurosos, como frituras e queijos amarelos.

* Açúcar , doces, bebidas com gás (água com gás, refrigerante, cerveja) e bebidas alcoólicas.

Em relação aos exercícios, o personal Carlos Klein diz que “enxugar o excesso de peso” e “desenhar o tanquinho” caminham juntos.

“Definir o corpo é resultado da diminuição da gordura corporal, que acontece com um controle da alimentação com esse objetivo, e um programa de treinamentos intenso, focado no gasto calórico e fortalecimento muscular”.

Para ele qualquer tipo de exercício é bom para afinar. “Mas com certeza aqueles que têm alto gasto calórico e são praticados com intervalos de alta intensidade produzem efeitos mais rapidamente. Futebol, vôlei, basquete, levantamento de peso olímpico, kettlebell training (condicionamento físico extremo) e rope training (exercícios com cordas navais) estão entre os mais indicados para a perda de gordura na região abdominal”.
 
Para surtir efeito, o mínimo de atividade física recomendada é três vezes por semana. E os treinos devem ser de alta intensidade, porém sempre orientados e respeitando o limite de cada pessoa.

Em relação aos abdominais, Klein esclarece: “Eles não funcionam. Os tradicionais exercícios abdominais têm um efeito localizado interessante, mas a intensidade é geralmente baixa e o gasto calórico insignificante. Para definir o abdome é necessário gastar calorias. Para isso não há estímulo melhor do que atividades que trabalhem o corpo todo”, finaliza.
 
iG