Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 1 de setembro de 2012

Água de coco: a melhor opção para a sede após os exercícios

A água de coco já era conhecida como uma opção às bebidas isotônicas para aquela sede que bate após os exercícios. E além de hidratar a bebida ajuda a evitar cãimbras também.

Os resultados são de uma pesquisa americana apresentada no Encontro da Sociedade Americana de Química e comparou os efeitos da água de coco aos de bebidas isotônicas vendidas em supermercados.

“A água de coco é uma bebida natural que tem tudo o que as bebidas industrializadas têm e mais algumas vantagens. Ela tem cinco vezes mais potássio, por exemplo, o que evita as cãimbras musculares. Além disso tem diversos nutrientes necessários para repor aqueles perdidos durante uma rotina de atividades leves e moderadas”, explica Chhandashri Bhattacharya, principal autor da pesquisa e pesquisador da Universidade de Indiana, nos EUA.

O potássio, lembra o pesquisador, é benéfico também para aqueles que não fazem exercícios mas tem uma dieta rica em sódio. O equilíbrio dos níveis de sódio e potássio é importante para a saúde. Excesso, de ambas as substâncias, leva a problemas de saúde.

“Alguns exercícios, mais intensos, podem fazer com que a pessoa tenha necessidade de mais sódio no organismo por causa da perda desse nutriente no suor. Mas isso só vale para esportistas em um nível acima da média das pessoas normais”, explica o autor.

Fonte O que eu tenho

Calcinha com nanotecnologia queima gordura

Uma companhia japonesa chamada Teijin anunciou a fabricação de uma nova calcinha que consegue queimar gordura corporal. Tudo o que as usuárias precisam fazer é deixar que o tecido se segure em sua pele, para gerar fricção, enquanto seguem sua rotina normalmente.

O tecido é baseado em uma nanofibra de poliéster, que, supostamente, é muito macia, e começou a ser fabricada pela Teijin no ano passado. Normalmente, as “nanofibras frontais”, como são chamadas, são usadas apenas em tecidos com propósitos industriais. Elas são 7500 vezes mais finas do que um fio de cabelo e 200 mil vezes mais flexíveis do que a fibra de poliéster comum.

A Teijin declara que as voluntárias que usaram as calcinhas de nanofibra por 40 dias consecutivos diminuíram uma grande quantidade de sua gordura localizada e, consequentemente, reduziram o tamanho de sua cintura em vários centímetros. A empresa já está em negociação com empresas fabricantes de lingerie e espera que suas calcinhas redutoras já estejam no mercado na próxima coleção de verão.

Fonte Hypescience

Qual o papel da gordura no corpo?

Todo mundo sabe que muita gordura faz mal para saúde. E, apesar de termos que controlar as coisas deliciosas que comemos, uma certa quantidade de gordura é necessária para o bom funcionamento do organismo; infelizmente, nosso corpo não consegue produzi-la sozinho: boa notícia para a nossa boca.

Triglicérides, colesterol e outros ácidos gordos essenciais armazenam energia, nos isolam e protegem os nossos órgãos vitais. As gorduras atuam como mensageiros, ajudando as proteínas a fazerem seu trabalho. Elas também começam as reações químicas que ajudam a controlar crescimento, função imunológica, reprodução e outros aspectos do metabolismo básico.

As gorduras ajudam o corpo a estocar certos nutrientes também. As vitaminas lipossolúveis A, D, E e K são armazenadas no fígado e em tecidos adiposos.

O ciclo de fazer, quebrar, armazenar e mobilizar gorduras é o núcleo de como os seres humanos e todos os animais regulam a sua energia. Um desequilíbrio em qualquer etapa pode resultar em doenças, incluindo doenças cardíacas e diabetes. Por exemplo, ter triglicérides demais na corrente sanguínea aumenta o risco de entupimento das artérias, que pode levar a ataques cardíacos e derrames.

Sabendo que as gorduras desempenham um papel tão importante em tantas funções básicas do organismo, pesquisadores resolveram estudá-las em seres humanos e outros organismos. Apesar da importância de gordura, ninguém ainda sabe exatamente como os seres humanos as armazenam e ativam.

Para tentar compreender esses processos melhor, os cientistas pesquisaram triglicérides em lugares inesperados: bichos-da-seda, moscas e mosquitos.

Principal tipo de gordura que consumimos, as triglicérides são especialmente adequadas para o armazenamento de energia, porque guardam mais do que o dobro de energia que carboidratos ou proteínas.

Depois que as triglicérides são identificadas durante a digestão, são enviadas para as células através da corrente sanguínea. Algumas produzem energia imediatamente. O resto é armazenado dentro das células em bolhas chamadas gotículas lipídicas.

Quando precisamos de energia extra, por exemplo, quando corremos uma maratona, nossos corpos usam enzimas chamadas lipases para quebrar as triglicérides armazenadas. A fábrica de energia da célula, a mitocôndria, pode criar mais da principal fonte energia do corpo: o trifosfato de adenosina ou ATP.

Os pesquisadores estão tentando identificar, purificar e determinar as funções das proteínas individuais envolvidas no metabolismo de triglicérides. Eles foram os primeiros a purificar a proteína principal na regulação de gordura nos insetos, TGL, e agora querem entender o que ela faz. Eles descobriram também a função de uma proteína-chave chamada Lsd1, e estão pesquisando a LSD2.

O estudo poderia melhorar os nossos conhecimentos sobre doenças como diabetes, obesidade e doenças cardíacas, além do entendimento de como os insetos usam a gordura quando se metamorfoseiam e põem ovos.

Na hipótese de como perturbar esses processos, as descobertas poderiam levar a novas formas dos agricultores para proteger suas colheitas de pragas, e de agentes de saúde para combater as doenças transmitidas por mosquitos como a malária.

Mas, antes de tudo isso acontecer, os cientistas precisam ter mais informações em nível molecular. Um dos desafios da pesquisa é obter substâncias oleosas como a gordura para trabalhar em testes de laboratório, que tendem a ser à base de água. No entanto, as nossas células não podem funcionar sem a antipatia mútua entre água e óleo.

As membranas celulares “guardam” as células e as organelas dentro delas. Gordura, especificamente o colesterol, faz essas membranas serem possíveis. A membrana controla a água dentro e fora das células, enquanto que as extremidades não-gordurosas gravitam em torno da água. Nessas extremidades, as moléculas se alinham espontaneamente para formar uma membrana semipermeável. O resultado: barreiras de proteção flexíveis que, como seguranças em um clube, só permitem que as moléculas necessárias cruzem dentro e fora das células.

Fonte Hypescience

Usos não convencionais para o esperma humano

Na busca incessante por compreender o mundo, nem mesmo os fluidos humanos passam longe do olhar da ciência. Conheça a seguir oito usos inusitados (dois dos quais não têm exatamente aval científico) para o esperma humano:

1 – Hidratante de pele
O fluido contém um antioxidante chamado espermina, que pode ser usado para suavizar rugas, deixar a pele mais macia e até mesmo combater acne. De olho nesse potencial cosmético, a empresa norueguesa Bioforskning sintetizou o composto e o colocou à venda como creme facial. Quem não se incomodar com a procedência do produto pode comprá-lo através dos sites Townhouse Spa (por aproximadamente R$ 500) e Graceful Services (por cerca de R$ 250).

2 – Ingrediente culinário
O cozinheiro Fotie Photenhauer elevou a um novo patamar a ideia de “pratos exóticos” em seu livro Natural Harvest (“Colheita Natural”), no qual compilou receitas preparadas com sêmen humano. Eis a descrição da obra (com alguns comentários nossos entre colchetes):

“Sêmen não é apenas nutritivo, mas também tem uma textura maravilhosa e incríveis propriedades culinárias. Como bons vinhos [!] ou queijos [!!], o gosto do sêmen é complexo e dinâmico. Sêmen não é caro de se produzir [de fato] e é normalmente disponível em muitos lares e restaurantes. Apesar de todas essas qualidades positivas, o sêmen permanece negligenciado como alimento [por que será?]

“Este livro espera mudar isso
 
“Assim que você superar a hesitação inicial, você irá se surpreender em aprender quão maravilhoso o sêmen é na cozinha. Sêmen é um ingrediente excitante que pode dar a cada prato que você fizer uma interessante reviravolta [especialmente se você contar o que usou]. Se você é um cozinheiro apaixonado e não tem medo de experimentar novos ingredientes, você vai amar este livro de cozinha!”.

3 – Pintura
O artista Martin Von Ostrowski se tornou conhecido por suas pinturas feitas com fluidos corporais (inclusive um retrato de Hitler pintado com fezes). Em 2008, o artista realizou uma exposição no Museu Gay de Berlim (Alemanha) com quadros pintados com sêmen. Levando em conta que cada quadro exigiria material de 40 ejaculações, a exposição provavelmente demandou que Von Ostrowski ejaculasse pelo menos mil vezes – a “tinta” era mantida congelada para não estragar.

4 – Tinta Invisível
Em um provável surto de criatividade, cientistas do Serviço Secreto de Inteligência Britânica descobriram que sêmen podia ser usado para produzir tinta invisível, que só se revela na presença de certos produtos químicos. As pesquisas foram realizadas na época da Primeira Guerra Mundial e seus resultados foram aproveitados durante o conflito.

5 – Antidepressivo para mulheres
A polêmica ideia motivou um estudo em 2002, que revelou que mulheres diretamente “expostas” a sêmen se mostravam menos deprimidas. Na época, os autores atribuíram esse efeito aos hormônios presentes no fluido.

“De fato, o sêmen possui um perfil químico complicado, contendo mais de 50 diferentes compostos (inclusive hormônios, neurotransmissores, endorfinas e imunosupressores), cada um com uma função especial e em concentrações diferentes no plasma seminal”, explica o psicólogo Jesse Bering.

Entre os elementos, estão cortisol (que aumenta afeição), estrona (que melhora o humor), prolactina (um antidepressivo natural), oxitocina (que também melhora o humor), melatonina (que induz sono) e serotonina (um dos mais conhecidos neurotransmissores antidepressivos).

6 – Controle de ovulação
Recentemente, pesquisadores da Universidade de Saskatchewan (Canadá) descobriram que há no sêmen uma proteína capaz de induzir ovulação – a mesma responsável por regular o crescimento, a manutenção e a sobrevivência de células nervosas. É possível que essa proteína atue sobre o hipotálamo e a glândula pituitária do cérebro feminino, provocando a liberação de hormônios responsáveis pela ovulação.

7 – Combate ao enjoo matinal
Uma ideia defendida pelo psicólogo Gordon Gallup pode chocar algumas leitoras: ele sugere que mulheres grávidas sentem enjoo porque seus corpos estão rejeitando o material genético do esperma; assim, ingerir o fluido poderia gradualmente fortalecer sua imunidade e reduzir os enjoos. O estudo foi apresentado este ano no encontro da Northeastern Evolutionary Psychology Society (EUA). Outra pesquisa, feita em 2000, mostrou que a prática de sexo oral pode ajudar a reduzir os riscos de pré-eclâmpsia em mulheres grávidas.

8 – Armazenamento de informação
Este ano, pesquisadores das Universidades de Harvard e Johns Hopkins (EUA) desenvolveram uma técnica para arquivar informações em DNA, aproveitando sua organização sequencial de dados. Por esse processo, é possível armazenar uma quantidade absurda de dados (1 petabyte, ou 1.024 terabytes) em míseros 1,5 mg de DNA, quantidade presente em um cubo de 1 mm³ de esperma.

Fonte Hypescience

Usadas para emagrecer e melhorar a pele, substâncias presentes em frutas são febre nos Estados Unidos

Enzimas encontradas em castanhas, legumes e frutas guardariam "fórmula da juventude"

O corpo humano contém dois tipos de enzimas: as metabólicas, encontradas em todas as células do corpo, que causam várias reações químicas, e as digestivas, que são liberadas no estômago e nos intestinos e ajudam a decompor o alimento em nutrientes utilizáveis. Um terceiro tipo, as enzimas alimentares, são encontradas em castanhas, legumes e frutas crus, como mamão e abacaxi. E são elas as estrelas da vez nos Estados Unidos.

Os defensores da comida crua argumentam que, quando ingeridas, estas enzimas alimentares podem ajudar a "pré-digerir" nutrientes, um processo que eles alegam permitir que o corpo utilize uma quantidade menor das suas próprias enzimas digestivas e direcione mais energia para outras funções, como a reparação e a desintoxicação dos órgãos.

A ciência por trás disso, porém, é duvidosa.

— A maioria das pessoas digere muito bem. Quem realmente precisa de um suplemento enzimático tem um problema de saúde e está, provavelmente, sob os cuidados de um médico — afirma Donald Kirby, diretor do Centro de Nutrição Humana do Instituto de Doenças Digestivas da Clínica Cleveland.

Mesmo assim, a popularidade das dietas à base de alimentos crus e sucos, que foram defendidas pela atriz Gwyneth Paltrow e a estilista Donna Karan, tem crescido. Contudo, algumas pessoas consideram que esses regimes rígidos, que podem demandar muitas compras, preparação e líquidos coloridos sinistros, são difíceis de seguir.

Popular em produtos de beleza

O ingrediente também está cada vez mais popular em produtos de beleza tradicionais, depois de passar anos no corredor de alimentos saudáveis como uma alternativa aos esfoliantes químicos, como os ácidos glicólico e salicílico. A bromelina, uma enzima encontrada no abacaxi, e a papaína, que deriva do mamão, são ingredientes fundamentais das máscaras faciais e cremes clareadores.

— As enzimas quebram os aminoácidos em moléculas menores — disse Jaffery, químico cosmético de Stratford, Connecticut, que detém várias patentes de ingredientes ligados aos cuidados com a pele.

Adam Kolker, cirurgião plástico de Nova York, vende uma linha de produtos que inclui um esfoliante facial de mamão.

— Para as peles sensíveis, as enzimas são maravilhosas — afirma Kolker.

Os produtos à base de enzimas são usados para retardar o envelhecimento precoce da pele, dando mais vigor e luminosidade.

Na dieta das celebridades

Aqueles que acreditam que a beleza vem de dentro podem ficar curiosos a respeito de The Beauty Detox Solution (A Solução Desintoxicante de Beleza, em tradução livre), um guia de alimentação lançado pela nutricionista Kimberly Snyder, que vive entre Los Angeles e Nova York. Ela defende a ingestão diária de uma enzima digestiva antes de comer alimentos cozidos.

— É um dos poucos suplementos que eu recomendo. As enzimas são um dos segredos da longevidade — disse Snyder, que tem celebridades como Drew Barrymore e Channing Tatum entre seus seguidores.

Mas nem todo mundo acredita que se trata de um bom investimento. É o caso da nutricionista Janine Whiteson, que aconselha aos seus clientes a comer abacaxi e mamão e beber chá de ervas antes de optar pela ingestão de cápsulas:

— Não existe nenhum estudo científico importante que defenda que esses suplementos sejam úteis — disse ela.

Neal Barnard, fundador do Comitê de Médicos pela Medicina Responsável, questiona se os suplementos enzimáticos podem impactar a saúde.

— Há tantas diferenças entre os alimentos crus e os cozidos que não temos base para atribuir essa especificidade às enzimas — disse Barnard.

Jill Martin, personalidade da TV americana que toma diariamente pelo menos 14 das cápsulas de enzimas que Cooper tem prescrito a ela, disse que notou uma diferença sensível em seu nível de energia e seu físico desde que começou o regime, três anos atrás.

— Com certeza, estou mais enxuta — afirmou a apresentadora.

Fonte The New York Times

Por Zero Hora

10 pensamentos de ouro para viver bem

Dicas para alcançar o bem-estar interior

1. Você vai mudar, mesmo sem querer. Cedo ou tarde, sua vida vai ser modificada, mesmo que você não queira. Muitas vezes, mudamos porque somos impulsionadas por acontecimentos dolorosos ou de grande paixão inesperados. Poucas vezes isso acontece pela simples busca por mudanças. Logo, precisamos baixar a guarda, tranquilizar o coração e compreender o que aconteceu.

2. Produza, faça coisas novas, converse, movimente-se. Estar bem física e mentalmente é essencial para garantir o bem-estar.

3. Cuide da sua saúde. Na terceira idade, é comum aparecerem incômodos como dores articulares, diminuição do tônus muscular e problemas de coluna. Procure ajuda médica, pois nada atrapalha mais a qualidade de vida do que não estar em plenas condições físicas

4. Não fume, não beba. Mantenha uma dieta saudável com pouco sal, açúcar e gordura e pratique exercícios físicos frequentemente

5. Tome cuidado com o estresse do dia a dia. Controle suas emoções e pensamentos para ter uma vida mais leve e evitar doenças futuras ocasionadas pelas preocupações em excesso

6. Cative e mantenha uma rede de apoio. Além da família, amigos e até ajuda do governo fazem diferença na autoestima

7. Invista em leituras e em programas culturais. O cérebro precisa ser constantemente estimulado, não importa a idade

8. Liberte-se da acomodação. Mudança não é uma jornada simples, sobretudo para quem é avessa a aventuras que embaralham a rotina. No entanto, trata-se de uma reformulação vital. Do contrário, corremos o risco de morrer asfixiados por pura e simples falta de motivação.

9. Procure atividades pela quais tenha real interesse. Evite aquelas que servem apenas para "matar o tempo". O intuito deve ser desenvolver uma nova habilidade e aprender coisas novas.

10. Espiritualize-se. Um estudo da Universidade Duke mostrou que os pacientes que registravam pensamentos espirituais em uma agenda tinham menos problemas de saúde e mais humor. Faça um diário parecido como terapia. Suas palavras não precisam ser profundas nem bem fundamentadas. Basta que elas mostrem o apreço pela vida.

Fonte Zero Hora

Anvisa lança consulta pública para atualizar regras para registro de cosméticos infantis

 
Proposta aborda critérios como faixa etária, formulação, dados de segurança e rotulagens

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira, uma consulta pública que propõe a atualização dos requisitos técnicos para a concessão de registro de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes destinados a crianças entre zero e 12 anos.

A proposta aborda critérios como faixa etária, formulação, dados de segurança e advertências de rotulagens. A CP nº 50/2012 também amplia as categorias de produtos, atualiza os testes de segurança e inclui requerimentos estabelecidos de acordo com o tipo de produto. O novo regulamento irá substituir a legislação vigente (RDC nº 38/2001).

Para a dermatologista Magda Weber, que tem atuação na área de pediatria, a abertura da consulta é positiva para abrir os olhos da sociedade sobre os riscos da inserção precoce de produtos dessa natureza nos hábitos da criança.

— No consultório, percebe-se a ocorrência de dermatites de contato em crianças cada vez menores. Isso representa riscos a longo prazo, pois os pequenos têm mais chances de ficarem sensibilizados e, assim, acabamos "fabricando" mais adultos alérgicos — adverte a médica.

Magda destaca, entre as normas previstas no documento disponibilizado no site da Anvisa para a consulta, a exigência de que os produtos sejam de fácil remoção, solúveis com água, e que não tenham sabores atrativos ao paladar, como batons de chocolate, por exemplo, para evitar a ingestão pela criança.

A consulta será feita pelo sistema eletrônico FormSUS, que é desenvolvido e administrado pelo Ministério da Saúde. As contribuições à proposta podem ser feitas, a partir de 7 de setembro por meio do endereço: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id—aplicacao=9249.

Em caso de indisponibilidade do sistema ou limitação de acesso do cidadão a recursos informatizados, será permitido o envio e recebimento de sugestões por escrito, em meio físico, durante o prazo de consulta, para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/GGCOS, SIA trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050. A Anvisa não aceitará contribuições enviadas por e-mail. A consulta terá duração de 60 dias.

Fonte Zero Hora

Nutricionista esclarece que nem todas as gorduras são prejudiciais à saúde

Dificuldade em diferenciar tipos de gorduras leva à exclusão equivocada de alimentos importantes para a dieta

Embora sejam frequentemente colocadas na posição de vilãs da dieta, retirar as gorduras da alimentação pode representar risco à saúde, já que elas, ao lado de proteínas e carboidratos, compõem os grandes grupos alimentares necessários à boa nutrição. O alerta é da nutricionista Isabela Pimentel, que palestrou para nutricionistas e estudantes de nutrição em Porto Alegre, na tarde desta sexta-feira.

— Nem toda a gordura é prejudicial, mas as pessoas têm dificuldade de fazer essa diferenciação e acabam restringindo o consumo de alimentos extremamente benéficos — comenta Isabela.

Um dos exemplos citados pela nutricionista é o óleo de soja, principal fonte de gordura na culinária brasileira e base de alimentos industrializados, como margarina e maionese.

— O óleo de soja é fonte de gorduras poli-insaturadas, com ácidos graxos ômega 6, que oferecem importantes benefícios em termos de controle do colesterol — explica.

Se há um tipo de gordura que mereça ser excluído do cardápio é a gordura trans, encontrada em produtos industrializados como biscoitos recheados, sorvetes, massas folhadas, entre outros.

— Existe um movimento mundial para extinguir a gordura trans da fabricação de alimentos, mas enquanto isso não acontece é importante o consumidor ler o rótulo, pois nem todos os biscoitos recheados têm gordura trans — alerta a especialista.

A palestra integra a programação do Congresso Mega, que leva profissionais de nutrição às principais capitais brasileiras ao longo do ano, culminando em um grande evento em São Paulo, no mês de outubro. A vinda da nutricionista Isabela Pimentel a Porto Alegre foi proporcionada por uma parceria entre Equilibrium e Unilever.

Entenda a classificação das gorduras

Saturadas — encontrada em produtos de origem animal, como leite integral, manteiga, carnes e embutidos em geral (linguiças e salames). Deve ser consumida em menor quantidade.

Mono-insaturadas — presente no abacate e em castanhas, além de óleo de oliva e azeite de canola. Revela importantes benefícios no controle de doenças metabólicas.

Poli-insaturadas — contempla ácidos graxos ômega 3, encontrados na linhaça e em peixes de águas frias e profundas (salmão e sardinha), e ômega 6, presente nos óleos de soja, milho e girassol e seus produtos derivados. Pode beneficiar pacientes no controle do colesterol.

Trans — tipo de gordura produzido pela indústria alimentícia, que revela prejuízos significativos à saúde. Está presente em biscoitos recheados, sorvetes, massas folhadas, entre outros.

Fonte Zero Hora

Dor afeta cerca de 40 milhões de brasileiros em diferentes níveis

Saiba quando é preciso procurar um especialista e o que pode ser feito para trazer alívio aos diferentes tipos de dores

Dor. Agonia que todos já passamos. Sensação enfrentada com frequência por cerca de 30% dos brasileiros adultos. No Brasil, cerca de 40 milhões de brasileiros sofrem com ela. Repetidamente. Periodicamente. Para esta parcela, a dor não é sintoma, sinal, aviso: é a própria doença.

São as chamadas dores crônicas.

– Perde a finalidade de alerta ao organismo. Passa a ser considerada doença porque produz incapacidade física, alteração psicológica e social – explica Newton Barros, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), membro da associação internacional, que se dedica ao tratamento da dor há 26 anos.

Alguns exemplos são as enxaquecas, sofrimentos de coluna, musculares, provocadas por câncer e outras. Podem ser sintomas de doenças existentes ou – o mais surpreendente – não ter qualquer causa. Então por que o corpo grita aparentemente sem motivo? A explicação pode estar em uma "memória da dor". Tome-se o caso da herpes ou de um câncer curado. Machuca, se trata, mas aquela área continua incomodando. Isso porque o mecanismo de defesa criou um raciocínio que diz que aquele local não pode receber um mínimo toque ou estímulo, pois está mal.

– Há uma hipersensibilização, é uma sequela da doença inicial que já foi tratada – explica Mario Luiz Giublin, um dos fundadores da Sbed, responsável pela Clínica da Dor do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e um dos responsáveis pelo projeto Paraná sem Dor.

Infelizmente, ainda não há medicação que informe o cérebro de que ele está "pensando errado". Então o jeito é cuidar dos efeitos da dor e tentar evitar que ela comece. É tipo diabetes: sempre vai estar ali, mas se pode conviver com as precauções certas. Anti-inflamatório? Analgésico? Automedicação? Não, não e não. O primeiro passo é buscar um clínico geral, médico com especialidade relacionada ao local onde se sente o incômodo ou um centro de referência no tratamento da dor. Lá, poderá ser prescrita uma medicação baseada, entre outros componentes, em analgésico, mas sem anti-inflamatório – o que a maioria dos remédios de farmácia tem e podem desgastar o organismo, deixando de ter o efeito desejado com aumento das doses, segundo Giublin.

Mas nem toda dor precisa de tanto cuidado. As "agudas", por exemplo, são as "comuns". É o aviso do organismo de que algo está errado. Neste momento, vai do bom senso buscar ajuda médica: é claro que você não vai ir ao médico por causa de uma batida num móvel. Como diferenciar, portanto, a dor aguda da crônica?

Para Lúcia Miranda Monteiro dos Santos, chefe do serviço de dor e medicina paliativa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, é simples de saber quando procurar ajuda:

– Se demora mais que o esperado para passar, a dor é crônica.

Ainda se enquadra caso for contínua, tiver períodos regulares ou crises intermitentes – com duração superior a três meses.

Saiba como diferenciar as dores:

Aguda
O que é? Serve como alerta para o organismo de que algo não está bem. É um sintoma, uma reação.

Como identificar? Dura o tempo "esperado", geralmente menos de três meses, não é contínua ou regular e surge de repente.

Exemplos? Colisão que deixa corpo machucado (como bater em uma porta, por exemplo), pedra nos rins, dor forte no peito que pode indicar um infarto, dificuldade na respiração que pode ser causado por uma pneumonia, entre outros.

Como tratar? Como é o indicador de diversas doenças, não há tratamento único. Para passar, é preciso curar a enfermidade.

Crônica
O que é? Pode ser sintoma de doenças existentes ou – o mais surpreendente – não ter qualquer causa demonstrável em exames. Portanto, ser a própria doença.

Como identificar? Dura mais que do que tempo "esperado". Ainda se enquadra caso for contínua, tiver períodos regulares ou crises intermitentes – com duração superior a três meses.

Exemplos? Dor na coluna, lombar, alguns tipo de dor de cabeça (enxaqueca), dor do câncer, do nervo ciático, entre outros.

Como tratar? Além de medicação prescrita por médico, geralmente com analgésicos, é comum necessitar de antidepressivos também, pois a dor atinge o lado psicológico do paciente, já que o imobiliza ou afeta o cotidiano. É preciso um tratamento não apenas com remédios, mas com uma equipe multidisciplinar que estude todas as causas da dor – psicológicas e físicas.

Efeitos devastadores
Helena Carvalho, 48 anos, sofre de dor de cabeça tensional. De tempos em tempos, ela tem uma crise que a impede de dar aulas. A agonia é tamanha que ela não consegue ver pessoas, escutar ruídos, só quer ficar quieta com a cabeça latejando no quarto. Chegou a ser internada no hospital mais de uma vez. No ano passado, resolveu dar um basta na situação e procurou auxílio médico.

Hoje, Helena toma medicação e faz acompanhamento psicológico para entender os problemas que geralmente desencadeiam uma crise.

– Nas últimas duas vezes, estava relacionado com o trabalho – reflete.

Nos Estados Unidos, um estudo mostrou o impacto da dor crônica no trabalho: 36% dos entrevistados perderam o emprego por causa da dor. E o custo anual para tratamento da dor superou os US$ 200 bilhões por ano. Para o especialista no tema Newton Barros, a dor impossibilita a pessoa de manter pequenos hábitos, por deixá-la mais frustrada:

– Por exemplo, se tenho dor na coluna não posso me abaixar direito ou amarrar o sapato. Então não quero ir a determinados locais, tenho receio de aceitar convites, ir ao cinema... a situação toda favorece um isolamento social, que pode gerar depressão e, assim, afetar o lado psicológico também.

Tratamento paliativo
Nas segundas e sextas-feiras, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, os pacientes têm grandes expectativas: anseiam tanto pela cura como qualquer um que busca o alívio no prédio de paredes claras. Porém, eles não a encontram. Para eles, não há mais saída para o câncer.

Se a ciência, do alto de todo saber, ainda não descobriu como curá-los, a mesma ciência procura reconfortá-los da melhor maneira possível.

Nos cuidados paliativos, a dor crônica, que ataca os pulmões de Margarida*, é tratada com remédios, atendimentos de diversas especialidades médicas e um ingrediente especial: carinho.

– Aquele ali ó, aquele ali é meu amorzinho – diz, referindo-se ao médico que lhe atendia meia hora antes.

Margarida, 67 anos, não fala em morte, nem se queixa das dores "que passam com esses comprimidinhos". Para ela, o pior são os machucados internos, os sentimentos mal resolvidos entre a família. Safira*, outra paciente, também não se comove com as dores da metástase que atingiu a coluna. Só embaça os olhos quando fala do filho "fonte da minha força, porque se não fosse por ele eu não estaria aqui". O garoto de 10 anos não sabe da condição da mãe.

– Melhor assim. Quando eu tratei do meu primeiro câncer, e ele sabia, as notas baixaram muito na escola e ele chegou pra mim e perguntou: "Mãe, tu vai morrer?". Eu não sei qual é meu destino, mas eu imploro a Deus: Agora, não. Daqui a uns 10 anos pode ser, mas agora, não!

No tratamento da dor crônica, já é aconselhável o uso de várias especialidades em conjunto para chegar no melhor diagnóstico. Como nos cuidados paliativos a cura não é possível, é importante que a gama de profissionais consiga dar o maior conforto possível do lado físico, emocional e espiritual.

Fonte Zero Hora

STF promove mais um debate sobre uso do amianto

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou ontem(31), das 9h às 17h, a segunda audiência para debater os riscos do uso do amianto crisotila na indústria. O primeiro debate ocorreu na sexta-feira passada (24). Participam cientistas, representantes da indústria, do governo e de entidades de apoio aos trabalhadores expostos ao amianto.

Cada um dos expositores inscritos terve 20 minutos para falar. A audiência foi realizada na Sala de Sessões da Primeira Turma do STF.

A audiência foi convocadoa pelo ministro Marco Aurélio Mello em razão da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.937, ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria em agosto de 2007. A ação questiona a Lei 12.648/2007, do estado de São Paulo, que proíbe o uso de produtos, materiais ou artefatos que contenham qualquer tipo de amianto ou outros minerais com fibras de amianto na sua composição.

O amianto é uma fibra mineral natural, mais fina que um fio de cabelo, usada na construção civil. Geralmente é associada ao cimento e aplicada como revestimento e isolante em coberturas, telhados e galpões. Cerca de 2 milhões de toneladas de amianto do tipo crisotila são consumidos no mundo anualmente. No Brasil, a legislação permite o uso controlado apenas desse tipo de amianto, proibindo os demais.

Fonte Agência Brasil

Diário Oficial publica critérios sobre limites terapêuticos para doentes em fase terminal

Brasília – A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que trata dos limites terapêuticos para doentes em fase terminal foi publicada ontem (31) no Diário Oficial da União. As regras, quem vigoram a partir desta sexta-feira, estabelecem critérios para o uso de tratamentos considerados invasivos ou dolorosos em casos nos quais não há possibilidade de recuperação. Na prática, o paciente vai poder registrar no próprio prontuário a quais procedimentos médicos quer ser submetido no fim da vida.

A chamada diretiva antecipada de vontade consiste no registro do desejo do paciente em um documento, que dá suporte legal e ético para o cumprimento da orientação. O testamento vital é facultativo e poderá ser feito em qualquer momento da vida – inclusive por pessoas em perfeita condição de saúde – e poderá ser modificado ou revogado a qualquer instante.

De acordo com a Resolução 1.995/12, novos recursos tecnológicos permitem a adoção de “medidas desproporcionais que prolongam o sofrimento do paciente em estado terminal, sem trazer benefícios”.

O texto destaca ainda a inexistência de regulamentação sobre diretivas antecipadas de vontade do paciente no contexto da ética médica brasileira.

Código de Ética Médica, em vigor desde abril de 2010, veda ao profissional de saúde abreviar a vida, ainda que a pedido do paciente ou de um representante legal – prática conhecida como eutanásia. Entretanto, é previsto que, nos casos de doença incurável e de situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico pode oferecer cuidados paliativos disponíveis e apropriados (ortotanásia).

Quinta-feira (30), por meio de nota, o CFM informou que o instrumento da diretiva antecipada de vontade “não tem qualquer relação com a eutanásia, prática condenada pelos médicos brasileiros e pelo Conselho Federal de Medicina e que constitui crime e como tal deve ser combatido e punido”.

Fonte Agência Brasil

DF inaugura terceira UPA; promessa é construir dez unidades até o final do ano

Brasília – A cidade de São Sebastião, localizada a 25 quilômetros de Brasília, recebeu ontem (31) uma das três unidades de Pronto-Atendimento (UPA) em funcionamento no Distrito Federal (DF). As outras duas estão localizadas em Samambaia e no Recanto das Emas.

A previsão inicial do governo era inaugurar um total de 14 UPAs em todo o DF até dezembro de 2011 – cada uma com expectativa de atender até 450 pacientes por dia. Entretanto, apenas o Núcleo Bandeirante integra a lista de cidades a serem contempladas ainda este ano.

De acordo com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, dez UPAs devem ser construídas em 2012, mas não entregues. A dificuldade, segundo ele, está na contratação de profissionais de saúde para o atendimento.

Em relação às denúncias sobre falta de pediatras nas UPAs do DF, Barbosa disse que a meta da secretaria é disponibilizar médicos à população – não necessariamente de diferentes especialidades.“Infelizmente, se cobra o pediatra. Há um grande gargalo na pediatria na rede pública e também na privada”, disse. “Mas o médico está pronto para atender qualquer tipo de caso”, completou. A previsão é que a UPA de São Sebastião conte com quatro a seis profissionais de saúde por turno.

Durante a cerimônia de entrega da unidade, o coordenador-geral da UPA, Marcus Costa, e a administradora regional da cidade, Janine Rodrigues, cobraram do governador Agnelo Queiroz a construção de um hospital na região.

Em resposta, Agnelo disse que o hospital integra o planejamento da Secretaria de Saúde, mas que a UPA deve reduzir a demanda imediata por unidades de saúde. “Estamos mudando a cultura do pronto-socorro no DF”, explicou. “O hospital era a salvação e a saída para todos os casos, mas atende uma vez só e a pessoa vai para casa”, completou.

O secretário de Saúde confirmou que a reivindicação por um hospital em São Sebastião é antiga e avaliou que a construção deve acontecer “em um futuro não muito distante.”

Fonte Agência Brasil

Relações sexuais durante a gravidez

relações sexuais na gravidezA gravidez é um momento de muitas mudanças para si e para o seu parceiro, incluindo mudanças no seu relacionamento sexual. Podem ambos experimentar diferentes emoções e sentimentos, a comunicação é tão importante agora, como é sempre. É normal que existem dúvidas ou preocupações sobre o comportamento sexual durante a gravidez. As informações que apresentamos a seguir abordam algumas questões gerais sobre o sexo durante a gravidez.

Se a mulher está de boa saúde, ela pode ter relação sexual e orgasmos com toda a segurança durante a gravidez. O feto está bem protegido pelo líquido amniótico que o rodeia. Uma mulher saudável e com uma gravidez normal, pode continuar a ter relações sexuais no nono mês de gravidez, sem receio de danos para si ou para o feto.

Há, contudo algumas razões, nas quais o seu médico ou parteira, lhe podem aconselhar a limitação ou cessação das relações sexuais durante a gravidez, ou num determinado período da gravidez.
 
Estes motivos incluem:
  • História do aborto
  • História de parto prematuro
  • Presença de infecção em ambos os parceiros
  • Presença de múltiplos fetos
  • Sangramento no acto sexual
  • Dor durante as relações sexuais
  • Quebra da bolsa amniótica (saco de água) ou saída de líquido pela vagina

Durante o primeiro trimestre, muitas mulheres experimentam sintomas físicos, tais como náuseas, vômitos e fadiga, que podem afectar o seu desejo em ter relações sexuais. A micção frequente é outra ocorrência comum e algumas mulheres podem achar que agrava a condição sexual. Como é natural se se sentirem algum destes sintomas, pode-se estar menos interessado em relações sexuais, do que antes da gravidez.

A sensibildade do peito começa no primeiro trimestre e continua durante toda a gravidez. Algumas mulheres podem achar a estimulação da mama durante o acto sexual, extremamente desconfortável, enquanto outras acham que é especialmente agradável. A gravidez pode ser um momento maravilhoso para experimentar diferentes posições e diferentes formas de intimidade. A variedade de actividades íntimas (beijos, carícias, masturbação mútua, sexo oral) pode ser muito agradável toda a sua gravidez.

Muitos dos desconfortos matinais da gravidez, acabam durante o segundo trimestre. A maioria das mulheres experiencía uma renovada energia e um aumento no desejo sexual à medida que os desconfortos da gravidez vão diminuindo. Durante o segundo trimestre a gestante começa a sentir-se mais como ela própria. A lubrificação vaginal aumenta à medida que o bebê desce para a parte inferior na pelve. Muitas mulheres dizem que são mais facilmente excitáveis e sexualmente receptivas, durante este período.

O peso do seu parceiro no abdómen, durante a relação sexual, pode ser muito desconfortável no final da gravidez. Muitos casais acham a posição de lado, mais confortável. Se sentir pressão interna durante o sexo, é aconselhável evitar a penetração profunda.

Usar almofadas ou lubrificação adicional, pode aliviar um pouco o desconforto. Relações sexuais com a mulher por cima, geralmente resultam numa penetração mais profunda, embora permita, à mulher, controlar a profundidade. A estimulação da mama, pode resultar na secreção de colostro (fluido fino, cor amarelada), que é normal e inofensivo, mas pode ser desagradável para alguns casais.

Algumas mulheres preferem evitar o orgasmo, porque as contracções podem ser desconfortáveis, mas o orgasmo não é prejudicial. Compreensão, carinho e apoio são necessários, por ambos os pais, expectantes, durante as últimas semanas de gravidez, quando aumenta o stress e as relações sexuais podem ser muito cansativas e desconfortáveis. Se for aconselhada a abster-se das relações sexuais, o sexo oral e /ou a masturbação, podem ser uma alternativa aceitável para a relação sexual. O seu parceiro não deve soprar para dentro da vagina durante o sexo oral, pois isso pode resultar em embolias.

Esperamos tê-los esclarecido acerca das relações sexuais durante a gravidez. Podemos inferir que, salvo indicação médica em contrário, os relações sexuais durante a gravidez são saudáveis e contribuem para a unidade do casal. Por isso se pensa em engravidar, não se abstenha de sexo durante a gravidez, pois uma mãe e um pai feliz, só pode resultar num bebé, também, feliz!

Fonte engravidar.net

Gestantes têm risco duplo com automedicação

Pesquisa mostra que 60% delas não recebem orientações sobre efeitos colaterais dos remédios que tomam na gravidez

O risco da automedicação e da ingestão de comprimidos sem avaliação médica vem em dose dupla para as grávidas: tanto a mulher quanto o feto podem ser vítimas dos efeitos colaterais das medicações, que vão desde uma simples alergia até má formação fetal.

Apesar das sequelas possíveis, uma pesquisa acaba de identificar que 60% das futuras mães não são orientadas por médicos e farmacêuticos sobre os possíveis riscos dos remédios tomados durante a gravidez. E o pior: três em cada 10 recorrem a comprimidos e xaropes sem o respaldo de um profissional da medicina e sem ter a mínima noção dos problemas podem surgir com o uso de um remédio para cólica, por exemplo.

O estudo que atesta o perigo duplicado da falta de orientação clínica sobre as medicações às grávidas foi feito com 699 mulheres, com mais de 30 semanas de gestação, estudadas por pesquisadores da Faculdade de Ciência Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ligada à Universidade de São Paulo (USP).

“Nas mulheres pesquisadas, encontramos a ingestão de 3.200 medicamentos diferentes”, diz a farmacêutica e autora do estudo Andrea Fontoura. “Independentemente se a medicação foi prescrita ou não, a falta de orientação sobre os possíveis riscos dos remédios foi marcante, o que reforça a importância de conscientização dos médicos, dos farmacêuticos e também das próprias mulheres”, afirma.

As normas internacionais – utilizadas no Brasil – dividem os medicamentos em cinco classes. As drogas que fazem parte da categoria A e B não acarretam danos à saúde de gestantes e seus fetos. Na classe C, os riscos ainda não foram mensurados e não há pesquisas clínicas que comprovem a segurança. Já na D e X os perigos em gestantes já foram atestados cientificamente e são contraindicados.

Cláudia Marques Maximino, 47 anos, carrega no corpo as marcas do efeito colateral de uma medicação contraindicada para gestantes. Enquanto era gerada, a mãe tomou talidomida. Na época o medicamento era muito usado para tratar enjôos, um uso que só foi proibido depois de atestado o dano da má formação fetal. Hoje, a droga ainda é vendida, mas encontra-se na categoria X.

Segundo a pesquisadora Andrea Fontoura, 14% dos medicamentos utilizados pelas grávidas estudadas faziam parte da classe C, o que indica que uma parcela delas teve contato com terapêuticos sem a segurança estimada.

“Uma delas tomava medicamento da categoria X, no caso um anticoncepcional”, afirma a farmacêutica, lembrando que se trata de um hábito comum entre mulheres que descobrem a gestação tardiamente. “Trata-se de uma das falhas da política de pré-natal, que não consegue captar a mulher no início da gestação”.

Segundo os dados oficiais brasileiros, 30% das mulheres não passam por nenhuma consulta no ginecologista durante os nove meses de gestação. Outra estatística que compõe o cenário é do Sistema de Informações Toxicológicas e Farmacêuticas (Sinitox), ligado à Fundação Oswaldo Cruz: são os remédios os líderes de envenenamento entre os brasileiros, responsáveis por 40% do total de intoxicações. A automedicação e os acidentes de consumo são responsáveis pela liderança dos terapêuticos no ranking. No último levantamento, foram 34.068 vítimas de intoxicações por medicamentos.

Riscos e benefícios
O presidente da Comissão de Urgência e Emergência da Federação Nacional das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Eduardo Cordioli, pondera que a utilização de medicamentos durante a gravidez às vezes é necessária e por isso não pode ser encarada sempre como maléfica.
 
O segredo entre o mau e o bom uso está no diálogo franco e esclarecedor com o médico. “É preciso que a mãe saiba que o bebê não é de cristal e que é possível usar alguns medicamentos, sempre após consultar um médico e pedir informações sobre a droga”, afirma Cordioli. “Depois da 12º semana de gestação, o bebê já está formado e os riscos de má formação por uso de medicamento são diminuídos. Só não pode utilizar a vizinha na hora de escolher o remédio”. A referência do especialista é ao hábito, já bem inserido na cultura brasileira, de perguntar à mãe, ao vizinho e ao colega quais remédios eles tomaram para algum mal e depois usar a mesma droga para sanar um problema de sintoma parecido. A receita usada para as grávidas com relação às medicações é a mesma para qualquer pessoa. “Vale quando os benefícios superam os riscos dos possíveis efeitos colaterais”, orienta.

Fonte iG

Geração talidomida

Afetados pelo uso indiscriminado do medicamento querem fim de efeitos colaterais em gestantes

A talidomida é um medicamento lançado em 1957, na Alemanha, para combater inflamações que logo se mostrou eficiente para combater os enjôos matinais.
Logo caiu no gosto das gestantes, mas sem pesquisas clínicas eficientes, os efeitos colaterais nos bebês não foram calculados.

No Brasil a droga também chegou com sucesso perto dos anos 60 e, tempos mais tarde, a chamada “geração talidomida” estava formada. Entre as sequelas, a má formação congênita é a principal, em especial dos membros superiores e inferiores.

A droga foi proibida para gestantes mas ainda é usada no tratamento de hanseníase – popularmente conhecida como lepra. A administradora de empresas Cláudia Marques Maximino, uma das vítimas do medicamento, preside a Associação Brasileira da Síndrome da Talidomida e, em entrevista ao Delas, comenta os resultados da pesquisa que acaba de mapear o alto índice de gestantes (60%) que não recebe uma única orientação sobre riscos de remédios durante a gravidez.

Para ela, a ciência precisa investir em muito mais pesquisas sobre os efeitos colaterais durante a gravidez. Isso evitará que mais uma nova geração, vítima de outro medicamento, seja formada.

Delas: Qual é o sentimento entre os filhos da talidomida?
Cláudia: Nascer com má formação, seja por qualquer motivo, sempre gera algum tipo de frustração. Os pais esperam uma criança perfeita e, no início, há dificuldade para lidarem com isso. Saber que a má formação é resultado de um medicamento é mais doloroso ainda porque o sentimento é de muita culpa. Mesmo as mulheres que não sabiam dos possíveis efeitos colaterais da talidomida vivem pedindo desculpas para seus filhos.

Delas: Mesmo depois de tanta informação, ainda existem vítimas recentes da talidomida?
Cláudia: É uma luta desde 50 anos. Nós tivemos um boom de nascimentos das vítimas da talidomida entre 1966 e 1998. Depois disso, entre 2005 e 2006, identificamos cinco casos. Neste grupo de nascimentos mais recentes, temos negligência médica e também automedicação. Casos como o de um marido que levou a droga para casa e a mulher tomou sem prescrição.

Delas: A automedicação é de fato um problema brasileiro. Qual a sua avaliação sobre o índice de 60% de grávidas que não recebem orientações sobre os riscos dos remédios na gravidez?
Cláudia: Ao mesmo tempo em que temos uma facilidade enorme em comprar qualquer tipo de drogas nas unidades farmacêuticas, temos dificuldade imensa em conseguir uma consulta no Sistema Único de Saúde (SUS). É preciso equalizar isso. Se a pessoa for esperar passar pelo médico antes de tomar o remédio ela morre de dor. É uma equação desigual cujo denominador comum eu não sei como achar. Eu mesma, que sou vítima dos efeitos colaterais de um medicamento, vivo com dores e já fiz uso da automedicação. Um erro.

Delas: O que é preciso mudar no cenário dos medicamentos?
Cláudia: Falta investir em pesquisa. Em muitos medicamentos já aprovados, o risco de uso em gestantes não foi sequer estimado o risco de uso.

Delas: A conquista mais recente da luta de vocês foi o direito a indenização para os portadores da síndrome da talidomida (em dezembro do ano passado). Como foi conquistar isso?
Cláudia: Foi o reconhecimento de uma longa e árdua luta. Mas tem um outro lado que aparece agora: muitas pessoas que nos procuraram interessadas na indenização não são vítimas da talidomida. De 300 e-mails que recebemos até agora, só dois são vítimas do medicamento. Sei também que muitas pessoas querem entender a causa de suas más formações congênitas, é um anseio. Mas a talidomida não é a resposta para tudo.

Fonte iG

Fabricante alemã de talidomida pede perdão a vítimas com malformação

Associações de vítimas enxergam atitude como mera campanha para limpar o nome da empresa

A farmacêutica alemã Grünenthal, fabricante da talidomida, comercializada nos anos 50 para tratar enjôos da gravidez , pediu nesta sexta-feira perdão de forma explícita às vítimas do remédio, causador de graves malformações fetais.

Durante a inauguração do provável primeiro monumento para os cerca de 10 mil afetados no mundo todo – metade só na Alemanha –, o gerente de Grünenthal, Harald Stock, classificou como lamentável que a empresa não tenha se aproximado antes das vítimas.

"Pedimos perdão por não ter encontrado em 50 anos o caminho para falar com vocês, de pessoa para pessoa. Em vez disso, ficamos em silêncio", declarou Stock no ato realizado na cidade de Stolberg, próxima a Aachen, no oeste da Alemanha. Embora a companhia já tivesse expressado em repetidas ocasiões seu pesar pela "tragédia", ainda não havia pedido perdão publicamente.

As palavras do gerente da farmacêutica foram recebidas com aplausos na sala de teatro do centro cultural de Stolberg, mas também com algumas críticas. Duas pessoas do público acusaram Grünenthal de não apoiar financeiramente o suficiente os afetados pela Talidomida e de continuar utilizando termos como "tragédia" para referir-se ao maior escândalo relativo a um fármaco do pós-guerra alemão.

Na entrada do centro cultural foi revelado ao público o pequeno monumento em homenagem aos afetados do medicamento que Grünenthal retirou do mercado em 1961. A escultura em bronze, do artista Bonifatius Stirnberg, de Aachen, representa uma menina sem braços e com uma malformação nos pés, sentada em uma cadeira e junto a outra vazia. O custo, 5 mil euros, foi financiado pela Grünenthal.

Diversas associações de vítimas criticaram duramente a ação, na qual veem uma mera campanha da Grünenthal para limpar a própria imagem. Em 1971, após fortes litígios, foi criada uma fundação para as vítimas da talidomida com um fundo de 200 milhões de marcos (cerca de R$ 256 milhões), fornecido em partes iguais pela farmacêutica Grünenthal e pelo Estado alemão e do que os afetados recebem uma pensão.

Fonte iG

Exercícios podem reduzir efeitos do sal na hipertensão

Quem é fisicamente ativo teve risco 38% menor de desenvolver alta sensibilidade ao sal, diz pesquisa

Um novo estudo mostra que atividades físicas podem diminuir o impacto negativo da alimentação rica em sódio sobre a pressão arterial.

Os pesquisadores constataram que quanto maior a quantidade de exercícios, menor o aumento de pressão arterial em resposta à alimentação rica em sódio.

“Quem realiza poucas atividades físicas terá um maior aumento de pressão arterial se a ingestão de sódio também for aumentada”, disse o Dr. Jiang He, chefe do departamento de epidemiologia da Escola de Saúde Pública e Medicina Tropical da Universidade Tulane, de Nova Orleans, e um dos autores do estudo.

Estou um pouco surpreso. Este é o primeiro estudo a analisar, especificamente, a associação entre atividade física, sensibilidade ao sal e pressão arterial. Mas, depois de analisá-lo, acredito que ele faz sentido, pois já é sabido que a atividade física reduz a pressão arterial”, disse ele.

A hipertensão é uma das principais causas do AVC. Devido à associação entre sal e hipertensão, a associação americana recomenda o consumo inferior a 1.500mg diários de sódio.

Para avaliar a possível associação entre exercícios físicos, sal e hipertensão, os pesquisadores se concentraram em aproximadamente 1.900 homens e mulheres (com idade média de 38 anos), moradores de áreas rurais do norte da China. Nenhum deles tomou medicamentos para pressão durante o estudo.

Durante uma semana, os participantes ingeriram 3.000 mg diários de sódio na alimentação. Em outra semana, eles seguiram uma dieta rica em sódio – 18.000mg diários. A pressão arterial foi aferida nove vezes por semana e os participantes responderam a questionários para avaliar os níveis de atividades físicas dos mesmos – categorizados de “muito ativos” a “bastante sedentários”.

Quando a dieta com alto nível de sódio foi iniciada, aqueles que passaram por um aumento superior a 5% da pressão arterial sistólica (medida das contrações cardíacas representada pelo resultado mais alto nas aferições de pressão arterial) foram classificados como “altamente sensíveis ao sal”. O grupo mais fisicamente ativo apresentou risco 38% menor de desenvolver alta sensibilidade ao sal. Este grupo mostrou a menor propensão a apresentar um aumento superior a 5% da pressão arterial em resposta a uma dieta rica em sódio.

Comparado ao mais sedentário, o segundo grupo mais fisicamente ativo apresentou uma redução de 17% do risco de sensibilidade ao sal, enquanto que o segundo mais sedentário apresentou uma diminuição de 10% no risco. A equipe concluiu que as atividades físicas exercem um impacto significante, independente e progressivamente benéfico à saúde na relação sensibilidade ao sal e pressão arterial.

Os autores concordam que o estudo deve ser repetido. Além disso, especialistas ressaltam que pesquisas apresentadas em encontros médicos não passaram pelo mesmo tipo de avaliações rigorosas que antecedem a publicação das mesmas em periódicos médicos – o estudo foi apresentado durante o encontro da Associação Americana do Coração, em Atlanta (EUA), cujo tema foi nutrição, atividades físicas e doenças cardiovasculares.

Entretanto, “não existem razões para acreditar que estas descobertas não serão aplicadas à população americana. Os fatores de estresse relacionados à hipertensão são os mesmos para os chineses e para os americanos”, disse He.

“Por isso, a mensagem essencial do estudo é que, primeiramente, precisamos encorajar a população a diminuir a ingestão de sódio e aumentar as atividades físicas”, ele complementou. Aqueles que não podem aumentar a quantidade de exercícios físicos, talvez devido à idade, devem ser estimulados a seguir uma alimentação com baixo teor de sódio, “pois o sal tem um efeito acentuado sobre a pressão arterial”, ele complementou.

A nutricionista Lona Sandon, professora de nutrição clínica do Centro Médico da Universidade do Texas, disse que as descobertas destacam alguns dos benefícios já conhecidos dos exercícios regulares.
“Mesmo sem entender o mecanismo de funcionamento, sabemos bem que as pessoas que se exercitam regularmente têm vasos sanguíneos mais saudáveis. Os vasos são como os músculos. Se realizamos atividades cardiovasculares, eles se tornam mais flexíveis e respondem melhor às mudanças do volume e da pressão sanguínea”, ela explicou.

Sandon diz que as razões disso ainda devem ser exploradas. “Uma explicação pode ser que as pessoas mais ativas fisicamente eliminem maior quantidade de sal na transpiração. Ou talvez as atividades físicas enviem um tipo de mensagem fisiológica diferente ao corpo para excretar o sódio. Ou ainda, pode ser que os exercícios despertem um mecanismo que leva ao relaxamento das veias. Para compreender qual delas é a razão, serão necessários estudos complementares”, disse ela.

Fonte iG

Nos EUA, restaurantes eliminam saleiros deixando clientes sem opção

Críticos dizem que medida é exagero e que decisão sobre o quanto de sal será consumido deve ser individual

Na semana passada, a Boston Market, cadeia nacional de restaurantes de frango de rotisserie, tirou os saleiros das mesas, substituindo-os por pequenos cartazes que promovem o interesse da empresa na redução do consumo de sódio.

Como estratégia de marketing, foi algo inteligente, rendendo mais publicidade grátis para a franquia de 476 restaurantes do que o popular macarrão com queijo vendido neles. Como uma medida de saúde, no entanto, provavelmente não fez mais do que alimentar o longo debate sobre a necessidade de limitar o consumo de sal para pessoas que têm pressão arterial elevada .

"Estamos removendo a tentação de colocar sal na comida imediatamente antes de saboreá-la", disse George Michel, chefe-executivo da Boston Market.

"Como parte de nossa responsabilidade social e promessa de servir alimentos saudáveis, queríamos dar um passo ousado como este."

Críticos disseram que as precauções estão se antecipando à ciência. Ao contrário do álcool, do tabaco e outras substâncias prejudiciais à saúde, o sódio continua a ser um tema de debate entre os pesquisadores.

Não há evidências de que pessoas comuns – aquelas que não são hipertensas – precisam de menos sódio, disseram os críticos, e o pouco consumo deste nutriente pode ser tão perigoso quanto o excesso.

"A ciência não suporta um esforço para reduzir o sódio em pessoas que comem em torno de 3 1/2 gramas de sódio por dia, que é a maioria dos americanos", disse Michael H. Alderman, editor do Jornal Americano da Hipertensão.

"No entanto, aqui estamos fazendo coisas apenas no nome das Relações Públicas. Saleiros são responsáveis por apenas cerca de 10% do consumo de sal de uma pessoa. Eu não acho que isso seja eticamente justificavél."

Do outro lado estão os defensores da saúde pública – mais notavelmente o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, com um forte apoio da administração do prefeito Michael R. Bloomberg, em Nova York.

"Existem provas conclusivas de que dietas com altas quantias de sal levam a hipertensão", disse Michael F. Jacobson, diretor executivo do Centro para a Ciência no Interesse Público e um porta-bandeira anti-sal ", e existem provas conclusivas de que hipertensão aumenta o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral . "

Alguns clientes da Boston Market pareciam bem frustrados com a situação.

"É como se estivéssemos tomando um tapa na mão", disse Sandra Otero, que estava comendo em uma das franquias da Boston Market, em Nova York na semana passada.

"Eu não como sal porque entendo os benefícios que isso traz para minha saúde. Mas ainda acho que deveria ter autonomia para fazer essa escolha sozinha."

Fonte iG

Transforme o junk food em comida saudável

Transforme o sanduíche em um prato saudável
Não é preciso abandonar o sanduíche e a batata para ter mais saúde. Veja como fazer

Processados, cheios de gordura, sódio e calorias e de baixo valor nutricional. Essas são as principais características dos chamados junk food (comida lixo, em tradução literal), na qual estão incluídos sanduíches de redes de fast-food, batatas fritas, salgadinhos e refrigerantes, entre outros alimentos.

Abandonar a comida rápida e pronta, principalmente no cotidiano corrido de grandes jornadas de trabalho e trânsito, é difícil. Mas não é impossível. Se a busca é por um prato rápido, restaurante por quilo é a pedida mais certa.

“Mais rápido e prático do que pedir um prato à la carte e você ainda pode controlar quanto quer comer de cada alimento”, recomenda Paula Castilho, nutricionista funcional.

Nesse caso, aposte nos legumes e verduras e evite frituras e gorduras.

“Restaurantes por quilo possibilitam que você tenha uma refeição variada, pois existem opções de cereais, grãos, carnes, verduras e legumes”, completa a nutricionista Renata Pinotti, do Programa Integrado de Controle à Obesidade e Sobrepeso (Picos).

Quando o excesso de trabalho não permitir sair para almoçar, ainda assim dá para pedir em restaurantes com opções mais saudáveis, como por exemplo a culinária japonesa.

“O tepan de salmão é uma refeição saudável e pouco calórica”, indica Renata.

“Hoje é lei: todos os restaurantes têm de ter uma opção saudável, seja um lanche natural ou um grelhado com uma salada. Basta fazer a escolha certa”, adverte Paula.

Sanduíches também podem entrar no cardápio, desde que sejam escolhidos os ingredientes certos.

“Nada precisa ser abandonado, mas selecionado com consciência. É importante que a pessoa tenha prazer em comer alimentos saudáveis e escolha esses alimentos para o seu dia a dia”, aconselha Renata.

Para um sanduíche, em vez de hambúrguer, queijo amarelo, pão de farinha refinada e molho industrial, opte por frango, salada de alface fresca, tomate e queijo branco. O pão pode ser integral ou sírio. Para temperar, o molho de iogurte desnatado tem metade das calorias e ainda sustenta por mais tempo. Para acompanhar também não é preciso abrir mão das batatas , já que elas são ricas em vitaminas e não comprometem a dieta. O ideal, no entanto, é assá-las no forno, com um fio de azeite. Quem gosta, pode incluir alecrim , que tem efeito antisséptico e cicatrizante, além de ajudar na circulação.

Troque o refrigerante (rico em sódio e em açúcares) por água de coco ou suco.

“Quando se compara apenas a caloria, pode parecer que tomar um copo de suco é a mesma coisa que tomar um copo de refrigerante. Porém, ao escolher o suco você irá ingerir vitaminas, minerais e fibras importantes para o seu organismo. Já, em um copo de refrigerante você irá ingerir apenas calorias e nutrientes pouco desejáveis como o açúcar e o sal”, explica Renata.

Fonte iG

Bicicleta: Uma aliada da sáude

Leia dicas para as primeiras pedaladas e os principais cuidados que o ciclista iniciante deve ter

Praticada com bom senso e na medida de forma física de cada um o ciclismo tem poucas restrições.

Ainda assim, quem compra uma bicicleta e decide colocá-la em uso sempre fica com a dúvida: como, quanto e onde praticar? Eis a questão.

“A rua é um ambiente agradável e mais divertido. O exercício também consegue ser mais completo do que na bicicleta ergométrica ou nas aulas de spinning. Pedalando ao ar livre, você estimula mais suas capacidades motoras e de coordenação, como destreza, equilíbrio, reação e ritmo”, argumenta o treinador Marcos Paulo Reis, da MPR Assessoria Esportiva, de São Paulo.

Mas é importante lembrar que a rua também envolve riscos. “Nessa modalidade existem aqueles que já caíram e os que vão cair. E tombo no asfalto nunca é pouca coisa. Portanto, é preciso pedalar equipado, atento aos itens de segurança”, reforça Reis.

Já a atividade na versão indoor, ao eliminar fatores externos (vento, trajeto acidentado e obstáculos) permite maior concentração e melhor postura na bike. Isso sem falar em motivação e conforto: música; ambiente de temperatura controlada; variação de cargas (velocidade e giro do pedal) e orientação de um instrutor. Como a técnica requerida é mínima, você consegue queimar mais calorias e evita contratempos próprios do ciclismo ao ar livre.

Primeiras pedaladas
- Para avaliar sua real motivação em relação à modalidade (antes de investir dinheiro em uma bike) uma boa dica é começar pela bicicleta ergométrica ou pelas aulas de spinning. “Esse trabalho ajudará também a desenvolver lateralidade e coordenação, essenciais para quando você tiver de levar a magrela para encarar as ruas”, diz Reis.

- O ideal é que praticar a atividade de duas a três vezes por semana, por pelo menos 30 minutos, para desenvolver cadência, encontrar um ritmo. “Para começar, 10 quilômetros a uma velocidade de 20km/h está bom. Com um pouco mais de treino, logo dá para chegar a 30 quilômetros, o que é um excelente treino”, diz Kenny Monteiro, triatleta e professor de ciclismo Cia Athletica, unidade Belém do Pará.

- É importante não exagerar na intensidade dos exercícios, para evitar o risco de lesões e mal-estar. “A melhor maneira de se exercitar é de forma leve a moderada”, alerta Mauro Guiselini, professor de educação física do curso de Educação Física do Complexo Educacional FMU, de São Paulo.

- “Nada melhor do que retomar uma atividade física com um passeio de bike, por exemplo. Vá aos poucos para gostar e dar continuidade à atividade”, completa o consultor Cleber Ricci Anderson, da Anderson Bicicletas de São Paulo.

- Quando for praticar na rua, escolha locais apropriados, como parques e ciclovias.

- Prefira pedalar de manhã cedo, quando o fluxo de veículos e pessoas nas ruas é menor.

- Se for pedalar pelas ruas, planeje a rota antes de sair de casa. “Desenvolva caminhos por dentro dos bairros, evitando avenidas movimentadas. Monte seu próprio circuito”, sugere Anderson.

A escolha da bike
- Se for sua primeira bike e especialmente se você tiver intenção de pedalar pelas ruas, prefira um modelo para mountain bike. “É mais confortável e você tem mais controle sobre ela”, diz Monteiro.

- “Seja para passeio, para treino ou como transporte, a bicicleta deve ter o mínimo de qualidade (isso não quer dizer necessariamente cara) e estar bem ajustada ao ciclista, até para facilitar a postura ao guiá-la. Uma bike inadequada pode provocar dores e lesões”, alerta Anderson.

- Na hora de comprar a bike, é preciso levar em consideração o tamanho do aro e o tipo de pneu. Existem especialistas em “bike fit”, ou seja, eles montam a bicicleta de acordo com o corpo e as necessidades do ciclista. “Escolher uma bicicleta para a prática do ciclismo é como escolher o tênis para a corrida”, compara Monteiro.

Fonte iG

Como equilibrar filtro solar e vitamina D

Exposição ao sol é a principal fonte de vitamina D para o corpo
Bloqueador dos raios solares diminui em 90% absorção da substância que protege de 11 doenças. Maior pesquisador do tema orienta como garantir a dose ideal

Michael F. Holick, eleito este ano como melhor médico dos Estados Unidos da América (EUA), pesquisa há três décadas a função da vitamina D, substância que virou a queridinha da ciência e cujo consumo foi associado à proteção contra 12 doenças, entre elas diabetes e câncer .

Com base nas próprias descobertas científicas – que já constataram a deficiência de doses ideais deste hormônio em 80% da população mundial – Holick não tem dúvidas ao colocar a falta de exposição aos raios solares na mesma turma de outros conhecidos vilões da saúde, como fumo, sedentarismo e obesidade.

Isto porque o sol é um remédio natural e a principal fonte de vitamina D para o organismo humano.

“O estilo de vida predominante hoje faz com que as pessoas fiquem em ambientes fechados, não brinquem nas ruas e nem façam caminhadas ao ar livre, mesmo em áreas tropicais”, afirmou Holick – ele está no Brasil para participar do 17º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia e para divulgar o seu novo livro “Vitamina D: Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes” (Ed. Fundamento).

Além disso, há outra equação de difícil solução, diz Holick. O protetor solar, forma mais eficaz de prevenir o câncer de pele – que neste ano deve acumular 134 mil novos casos só no Brasil – “diminui em 90% a capacidade do organismo de absorver a vitamina D”.

Michael Holick, professor de medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Boston (EUA), além de autor de 400 artigos científicos e 11 livros acadêmicos sobre a vitamina D, orientou sobre como equilibrar proteção solar e a absorção da vitamina.

Defensor da suplementação artificial da substância, “já que via alimentação e exposição ao sol é muito difícil conseguir as doses ideais”, Holick falou que os obesos correm ainda mais risco de entrarem no grupo de carentes da substância.

“Quem está nos números da obesidade precisa 3 vezes mais de vitamina D do que magros”.

Filtro solar e vitamina D
Para o bom funcionamento do corpo, são necessárias, no mínimo, 400 UI (unidade internacional usada para a vitamina D) e já existem evidências que sugerem 1000 unidades da substância. Segundo Michael Holick tomando sol entre 10 e 15 minutos, já é possível conseguir 1500 unidades de vitamina D. Uma gema de ovo, por exemplo, tem 20 unidades e 100 gramas de salmão em conserva tem entre 100 e 250 unidades. O banho de sol, portanto, é a principal forma natural de conseguir a quantidade indicada.

“O problema é que o filtro solar fator 30 reduz em 90% a capacidade do organismo em absorver a vitamina D. Ninguém quer incentivar a exposição nociva ao sol e eu sou a favor da proteção. Mas também defendo que, em doses moderadas, o sol só faz bem.”

O salmão tem 600 unidades de vitama D em 100 gramas.
Já o salmão em conserva, na mesma quantidade, tem 250 unidades
No novo livro, Holick compara os raios solares ao sal e à gordura. Diz que nenhum humano sobrevive sem os dois. Mas o exagero no consumo de ambos ameaça a saúde.

“Minha orientação é que as pessoas tomem ao menos 5 minutos de sol todo dia sem protetor solar. Depois desse tempo, se forem seguir sob o sol, devem passar o bloqueador no rosto para evitar danos dermatológicos. Os braços e pernas também podem ficar expostos aos raios solares, em caminhadas até o trabalho, até o restaurante na hora do almoço ou até em casa."

Quem vai à praia ou a piscina, orienta o especialista, também pode iniciar o banho de sol sem proteção por alguns minutos e depois recorrer ao filtro. Para as pessoas muito vulneráveis ao câncer de pele, brancas e de olhos claros principalmente, a sugestão é conversar com os médicos sobre a suplementação.

Versatilidade
As pesquisas sobre a vitamina D são publicadas em séries e há uma associação da substância à proteção para as mais variadas doenças: neurológicas (como o Alzheimer ), metabólicas ( diabetes e obesidade) e ósseas, como a osteoporose .

Michael Holick explica que a versatilidade da substância está no fato dela estar presente em todas as células e tecidos do corpo. Apesar do nome, a vitamina é produzida na pele, participa de vários processos fisiológicos, como digestão e respiração, e tem atuação no corpo semelhante à de um hormônio. Os estudos conduzidos por Holick identificaram que ela está associada à metabolização e funcionamento de 2 mil genes humanos. Por este motivo, a deficiência é tão comprometedora da saúde. Já um consumo ideal pode ser protetor das mais variadas doenças.

Obesos e a absorção da substância
Segundo Holick, há uma relação nociva entre obesidade e vitamina D. As gorduras em excesso acabam concentrando toda a quantidade da substância que chega ao corpo e impedem que ela seja disseminada no organismo.

“Por este motivo, nossos estudos mostram que os obesos precisam de 3 ou 5 vezes mais de vitamina D do que os magros para chegarem aos níveis considerados ideais”, explicou o médico.

Suplementação
Michael Holick é defensor da suplementação de vitamina D, desde que seja feita com orientação e de forma adequada. No novo livro, ele publica os estudos feitos em parceria com o FDA – órgão dos EUA responsável pela regulação de remédios e medicamentos –, que constataram informações equivocadas nos leites e cereais vendidos como se fossem fortificados com vitamina D.

“A maioria deles não tinha a dosagem divulgada na embalagem”, disse. “Eu defendo a suplementação, eu mesmo tomo dosagens extras de vitamina D (1000 unidades). Mas faço caminhadas, ando de bicicleta, como peixes e tomo sol”, diz o médico.

Fonte iG