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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Depressão em grávidas já preocupa médicos


Um terço das grávidas atendidas na rede pública de saúde sofre com sintomas de ansiedade e depressão, de acordo com estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP e publicado no “Journal of Psychosomatic Obstetrics & Gynecology”.

Segundo o estudo, apesar de precisar ser tratado, o problema não interfere no peso do bebê ao nascer ou em partos prematuros.

Os pesquisadores acompanharam 831 gestantes com uma idade média de 25 anos. A prevalência de transtornos como ansiedade e depressão foi de 33%. Entre as que apresentavam os sintomas, só 7,6% dos bebês nasceram com peso abaixo do normal (menos de 2,5 Kg), e 6,9% tiveram parto prematuro (antes da 37ª semana). Os percentuais são semelhantes aos dos encontrados entre as grávidas que não sofrem desses transtornos.

Os fatores que mais predispõem a gestante à ansiedade e à depressão são baixo nível socioeconômico, conflitos conjugais e falta de planejamento da gravidez. Gestantes deprimidas ou ansiosas têm um maior risco de depressão pós-parto, o que prejudica o desempenho da mãe em um momento crítico da vida do bebê.

Fonte Band

Dúvidas sobre a pílula anticoncepcional

Estas respostas também valem para o anel anticoncepcional e adesivo anticoncepcional.


Qual a melhor pílula para mim?
Existem diversos tipos de pílulas porque existem diversos tipos de mulheres. Somente seu médico poderá identificar a pílula que mais se aproxima de você.

Quando iniciar uma cartela de pílula pela primeira vez?
Na maioria das pílulas disponíveis no mercado e com 21 drágeas/comprimidos, a maneira correta é ao iniciar o uso começar a primeira pílula no primeiro dia da menstruação. Tomar uma pílula por dia durante 21 dias, fazer uma pausa de 7 dias sem tomar e recomeçar. Durante essa pausa é que a menstruação vem. Outras pílulas podem ter forma de tomadas diferentes, por isso é necessário consultar o médico.

No caso da pílula sem estrogênio, deve-se iniciar a tomada no primeiro dia da menstruação e tomar sem interrupção.

A partir de que dia a pílula começa a fazer efeito?
Se tomada corretamente, a pílula fará efeito a partir do primeiro dia em que se tomou.

Na pausa entre uma cartela e outra posso ter relações sem medo de engravidar?
Sim, nos dias de pausa das pílulas elas continuam a funcionar, ou seja, há proteção efetiva contra a gravidez.

E se eu esquecer de tomar um dia?
A pílula deve ser tomada diariamente no mesmo horário aproximado. Isso quer dizer que se eu tomar à noite, devo continuar tomando à noite. Se esquecer e lembrar de tomar dentro de 12 horas, a pílula continuará funcionando. Se esquecer por mais de doze horas verifique as instruções com seu médico ou na bula do produto. Tome a pílula que esqueceu logo que lembrar, e a pílula do dia no seu horário habitual. Verifique sempre na bula do produto e com seu médico informações detalhadas e específicas sobre o tipo de pílula que você está tomando.

Quero atrasar ou adiantar minha menstruação; posso continuar a tomar a pílula sem parada?
Não deve. A pílula foi projetada para ser tomada 21 dias. Se continuar tomando poderá ter uma menstruação fora de época, mesmo tomando. Nesses casos é conveniente que você consulte seu médico para ele lhe oferecer uma maneira mais segura de não menstruar e continuar evitando a gravidez.

É verdade que é necessário parar a pílula de tempos em tempos para o organismo descansar?
Não. Estudos recentes e a recomendação da Organização Mundial de Saúde indicam que a pílula não deve ser parada para descanso.

E se eu não for tiver relações por um grande período?
Mesmo assim é preferível continuar tomando.

É verdade que a pílula engorda?

Não. Na maioria das mulheres a pílula não aumenta o peso, nem dá celulite ou estrias.

Qual pílula engorda mais ou tem mais efeitos colaterais?
Existem diversos tipos de pílulas porque existem diversos tipos de mulheres. Somente seu médico poderá identificar a pílula que mais se aproxima de você e que tenha menos efeitos colaterais.

Pílula faz mal?

Pílula anticoncepcional é um dos medicamentos mais usados (e mais estudados) no mundo todo. Seus efeitos colaterais são mínimos comparados ao benefício de evitar uma gravidez indesejada ou não planejada. Além do mais, a pílula protege mulheres de infecções genitais, câncer de ovário e alguns tipos de câncer de útero.

Pílula serve para tratar doenças ou só é para evitar gravidez?
A pílula tem sido usada com sucesso no tratamento da síndrome dos ovários policísticos e no tratamento conservador da endometriose. Também é muito utilizada no tratamento da acne (espinhas), hirsutismo (aumento de pelos), cólicas e distúrbios da menstruação, tais como tensão pré-menstrual e cólica menstrual.

Dr. Sérgios dos Passos Ramos

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Fonte  gineco.com.br

Clínicas de fertilização procuram: negros, orientais e loiros

Falta de doadores de sêmen e óvulos com características mais restritas compromete inseminação

Os milhares de quilômetros percorridos entre Angola e Brasil, a procura insistente para encontrar uma moradia em terras brasileiras e os R$ 20 mil investidos só no tratamento de fertilização in vitro não foram os únicos obstáculos enfrentados por S.C, 41 anos, para realizar o sonho de engravidar.

A professora e angolana que há 12 anos tenta, sem sucesso, a maternidade depende agora de mais quatro coincidências em série para que a sua inseminação artificial - que depende da doação anônima e voluntária de óvulos de outra pessoa - seja concretizada.

“Por ser negra e ter um companheiro negro, com pouca miscigenação de outras etnias familiares, precisamos que a doadora de óvulos seja negra (e não mulata) também, um direito que a paciente tem para constituir uma família parecida com ela”, explica Edward Carrilho, médico da clínica Engravida, em São Paulo, onde S.C faz tratamento.

Além da semelhança da cor da pele, é preciso que a doadora de óvulos excedentes tenha menos de 35 anos, aceite fazer a doação sem cobrar um real por isso e ainda tenha outras compatibilidades com a receptora, como tipo sanguíneo e ausência de doenças genéticas nas famílias.

A sincronia de particularidades garante a segurança da gestação artificial que envolve doação de sêmen e óvulos, mas faz com que as clínicas de reprodução assistida clamem por mais doadores negros, orientais e loiros de olhos azuis, escassos entre os já escassos que aceitam doar.

“Temos cerca de quatro doadores de sêmen novos por mês (maioria moreno, de olhos castanhos e estatura mediana) e como também fornecemos (o material) para muitas outras clínicas, este número deveria ser, pelo menos, cinco vezes maior”, faz as contas Edson Borges, diretor da clínica Fertility. “As raças mais esporádicas no Brasil também são menos frequentes para a doação. Especialmente os orientais são muito raros pois, além da esporadicidade, eles doam menos”, complementa.

Dois chineses e nenhum coreano

Pela legislação brasileira, os doadores de sêmen e óvulos precisam ser totalmente altruístas, ou seja, não há nenhuma recompensa material (dinheiro, brindes ou outros benefícios) pela doação. O ato também é anônimo e a garantia é de nunca revelar a identidade dos envolvidos.

Os homens, explica Vera Brant - diretora do maior banco de sêmen brasileiro, o Pro-Seed - devem comparecer ao menos seis vezes para doar o sêmen, passam por uma bateria prévia de exames clínicos e psicológicos e só então são classificados como aptos para serem doadores.

“Aprovamos entre um e três doadores por mês. O ideal, para trabalharmos com tranqüilidade, precisaria ser entre seis e oito mensais”, diz Vera.

Hoje no Pro-Seed não há nenhum coreano doador que passou por este processo e apenas dois chineses. “Não adianta só ter olho puxado, sabemos disso, e a demanda de receptores orientais cresce a cada dia. Faltam também os altos de olhos claros e os negros. Estamos fazendo campanhas de divulgação com estes públicos porque já tivemos casais que desistiram da fertilização por causa disso. Não estamos conseguindo suprir.”

Óvulos raros

Se os doadores de sêmen com características específicas sejam mais restritos, os especialistas enxergam como ainda mais raras as doadoras de óvulos negras, loiras e orientais.

Isso porque, o esperma pode ser congelado e usado até anos depois, quando – por exemplo - o casal “mais específico” e que necessita da doação aparece. Já o material feminino, por mais que a medicina tenha avançado na técnica de congelamento, ainda perde qualidade se armazenado em câmeras frias por muito tempo. Sendo assim, a receptora negra, oriental ou loira de olhos azuis, não raro, precisa esperar por meses para iniciar o tratamento até que a doadora compatível apareça.

Estas especificidades faz com que o médico especializado em reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), Rogério Leão, defenda mudanças na doação de óvulos. “Para ampliar o número de doadores, primeiro deveria haver mais estimulo da população em geral. Muitas pessoas nem sabem que existe esta possibilidade”, acredita Leão. “Além disso, a lei deveria ser mais maleável com a chamada doação compartilhada. Isso consiste em uma paciente que necessita de fertilização in vitro, mas não pode pagar pelo tratamento, ter a opção de doar parte dos óvulos obtidos com o procedimento, em troca de isenção de custos”, explica. “Com isso todos se beneficiariam: a doadora que teria acesso a uma fertilização e a receptora que teria os óvulos de que necessita. Entretanto isso é visto como venda de óvulos, o que é proibido em nosso País”, lamenta.

Compasso de espera

A angolana S.C, que deixou o trabalho de enfermeira em seu país de origem para tentar o sonho da maternidade no Brasil, vive agora em compasso de espera para que a doadora de óvulos compatível apareça. Quando ela surgir, mais esperas serão colecionadas até que a gravidez seja confirmada, sendo que o índice de sucesso não chega a 60% dos casos.

“Esperar é o que mais aprendi a fazer. Esperei ter dinheiro para o tratamento, esperei os minutos eternos para os resultados dos testes de gravidez comprados em farmácia darem negativo, esperei os médicos da África do Sul, onde também procurei ajuda, falarem que não daria certo a fertilização apesar de não identificarem nenhum problema comigo nem com meu marido. Agora, espero um final diferente na minha história. Tenho 41 anos. Também aprendi que não posso mais esperar tanto.”

Uso medicinal da Babosa - Aloe Vera


Considerada pela comunidade cientifica como antibiótico, adstringente, coagulante, inibidora da dor e estimulante da regeneração dos tecidos e da proliferação das células, essa planta milenar vem conseguindo o respeito de todo o planeta.

A babosa, ou Aloe vera, é facialmente reconhecida por suas folhas viscosas e pontiagudas e por sua cor que varia do cinza ao verde brilhante, passando pelo amarelo. Tem uma textura lisa, semelhante à borracha e o interior da folha gelatinoso.

Há notícias de seu uso seu uso desde tempos remotos, sendo muito apreciada em vários momentos da história, por Cleópatra, Alexandre, o Grande, assim como na Grécia antiga e pelos índios das Américas, e por Colombo, que lhe nomeou médico vegetal, curando desde a dor de estômago até a queda de cabelo, passando pelas alergias, dores de cabeça, manchas na pele, queimaduras e outros ferimentos.

Sua gelatina é constituída de 96% de água e de 4% de complexas moléculas de carboidratos. É essa água toda que a toma capaz de exercer o seu mais importante papel: penetrar profundamente em qualquer tecido.

Em sua composição também foram identificados polissacarídeos contendo glicose, galactose e xilose, tanino, esteróides, ácidos orgânicos, substâncias antibióticas, enzimas de vários tipos, resíduos de açúcar, uma proteína com 18 aminoácidos, vitaminas, minerais, sulfato, ferro, cálcio, cobre, sódio, potássio, manganês e outras substâncias.

A mistura de todos os ingredientes ativos na babosa obtida através da geléia que fica dentro da folha e é responsável pela amplitude do seu poder de cura.

A vitamina C, encontrada em grandes quantidade na babosa, ajuda a manter a saúde dos vasos sanguíneos, promovendo com isso uma boa circulação.

O potássio, por seu turno, colabora para a manutenção do ritmo cardíaco, além de estimular as funções renais, o que faz da babosa uma verdadeira faxineira no seu corpo.

O cálcio acelera a coagulação e a ativação das enzimas. O cálcio também é responsável pelo controle dos movimentos cardíacos.

O sódio, trabalhando junto ao potássio, estabiliza o nível de hidratação do organismo.

O manganês oferece condições para que as enzimas digestivas trabalhem com maior eficiência, impedindo à formação das dolorosas pedras no rim.

Ele tem-se mostrado útil no tratamento da angina e também da trombose das coronárias.

O ferro, operando em equipe com as hemoglobinas, ajuda a transportar oxigênio para as células.

Estas são algumas das funções conhecidas da geléia da babosa no nosso organismo.

Mas é interessante observar que essas substâncias só podem agir com tanta eficiência graças à capacidade que a Aloe Vera tem de penetrar nos tecidos, digerindo o tecido morto pela ação e suas enzimas e intensificando a proliferação normal das células.

Em suma, como planta medicinal, há três pontos fundamentais a serem ressaltados sobre o uso da Babosa:
  • Capacidade de penetração nos tecidos sem isso, a babosa não seria o que é, e a água e os hidratantes não poderiam agir.
  • Capacidade de aumentar a circulação do sangue através disso, ela torna mais rápida a eliminação das células mortas e estimula o crescimento de células novas, provocando a reconstituição dos tecidos e a cicatrização.
  • Capacidade de gerar um revestimento protetor prevenindo contra o desenvolvimento de bactérias nocivas à saúde. Por possuir o mesmo fator pH do nosso corpo, prolonga a proteção contra as bactérias, além de ser antialérgica.
Afora estas propriedades principais, a babosa possui uma ação anti-séptica, impede a formação de acne e mantém poros desimpedidos. Ela tem sido usada também para dores internas, como músculos doloridos, cãibras e até artrose, com o objetivo de eliminar a dor resultante dessas afecções. Ingerida ou esfregada no local, há casos de pessoas que dentro de um mês, libertaram-se completamente da dor.

De modo geral, a aplicação pura da geléia extraída das folhas da Babosa proporciona um alívio imediato no tratamento de queimaduras, ulcerações da pele e ferimentos. Mas existem outros usos para esta nobre planta, dentre eles:

QUEIMADURAS SOLARES - Uma imediata aplicação de suco, geléia ou ungüento de babosa proporciona alívio e reduz as complicações posteriores.

QUEIMADURAS - O tratamento com babosa reduziu o tempo de recuperação de 5O%, em vários casos. Há relatórios comprovando que a atividades das enzimas da babosa reduz e em alguns casos elimina cicatrizes, manchas do fígado, rugas, bolhas e outras marcas.

COAGULAÇÃO - A presença do cálcio na composição da babosa é fundamental no processo de coagulação, além de regular os batimentos cardíacos. Sua função e reduzir drasticamente o tempo necessário à coagulação.

CABELOS - Embora nós já estejamos acostumados a ver xampus com babosa em nossas drogarias e farmácias, não custa mencionar o fato de que os índios mexicanos a utilizam para dar banho, força e maleabilidade aos cabelos, através de aplicações diárias. Sendo também muito respeitada como tratamento para a queda de cabelos. Em experiências no Egito, alguns indivíduos tiveram a perda de cabelo totalmente paralisada e o crescimento de novos fios, após o uso da geléia de babosa.

ACNE - A ação anti-séptica da babosa evita o entupimento dos poros, que é o responsável direto pelas espinhas e cravos, mantendo-os livres para respirar. Além de destruir bactérias, ela tem propriedades adstringentes; que podem impedir o aparecimento das cicatrizes.

CONGESTÃO NASAL - A babosa tem sido muito utilizada para combater a congestão nasal com excelentes resultados, provocando nos indivíduos em que foi inoculada - ou injetada - uma respiração mais fácil e uma redução sensível das secreções, além de eliminar por completo a dor de cabeça.

Fonte: Paulo Viana ALOE VERA, A 'PLANTA MILAGROSA' - Editora GLOBO 1997 -

Brasil possui tecnologia para análise tridimensional de órgãos lesionados

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), de Campinas (SP), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), desenvolveu um software para a reprodução tridimensional de órgãos que necessitem de tratamento e de cirurgia.

O software InVesalius permite o uso da imagem de ressonância magnética ou de tomografia computadorizada para recriar uma cópia em tamanho natural imprensa em 3D em gesso, cerâmica, plástico e metal. “Qualquer órgão é reproduzível”, explica o matemático e engenheiro mecânico Marcelo Oliveira, especialista do CTI.

Segundo ele, com a tecnologia é possível reproduzir e ampliar células e até pequenas partículas vistas em microscópios, como a proteína de hemoglobina que está no estande do CTI na Expotec, a feira de ciência, tecnologia e inovação que pode ser visitada durante a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece em Goiânia.

A partir da cópia feita com o InVesalius é possível confeccionar próteses e planejar melhor os procedimentos, o que economiza 60% do tempo de cirurgia, aumenta a precisão e diminui riscos, segundo o especialista.

Conforme Oliveira, a tecnologia tem sido especialmente utilizada em cirurgias de reconstituição craniana e facial, para a produção de próteses do osso fêmur – o que melhora a articulação da prótese com a bacia, evita novas lesões e garante mais conforto aos pacientes.

Cerca de 130 hospitais públicos já utilizaram a tecnologia, que começou a ser desenvolvida em 2001. Mais de 300 cirurgiões brasileiros conhecem o recurso e já utilizaram em 1.980 atendimentos. Há uma rede de mais de 4.750 desenvolvedores de software de cerca de 65 países que participam dos fóruns de discussão para o desenvolvimento da tecnologia, que é considerada pela comunidade científica internacional uma das fronteiras do conhecimento para esta década.

O CTI trabalha atualmente na adaptação do uso do InVesalius com sensores de movimento, que funcionam como mouses virtuais e captam o movimento do cirurgião no centro cirúrgico e evita, assim, o contato com computadores e eventual contaminação.

Mais informações sobre o software podem ser obtidas no email invesalius@cti.gov.br. O programa está disponível no portal http://www.softwarepublico.gov.br/ .

Fonte Correio Brasiliense

Baixa umidade agrava Síndrome do Olho Seco

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a umidade fique hoje entre 25% e 20% nas horas mais quentes do dia,  no período da tarde.  E o clima seco deve continuar até setembro. E a combinação ambiente fechado, computador e ar-condicionado não ajuda aos portadores da Síndrome do Olho Seco quando a umidade do ar está baixa. Mas a combinação, ingestão de líquido, alteração da dieta com adição de Ômega 3 e a lembrança de piscar mais em frente ao computador, pode prevenir e aliviar o desconforto causado pela Síndrome que deixa a sensação de areia nos olhos, vermelhidão, coceira, ardência e flutuação da visão.

O olho resseca por falta da lubrificação realizada pelas lágrimas. “Nesse cenário, duas situações levam a Síndrome do Olho Seco a manifestar-se, a baixa produção de lágrimas e a evaporação mais rápida do filme lacrimal”, diz o oftalmologista Eduardo Rocha ao comentar que os sintomas são semelhantes à conjuntivite e muitas pessoas confundem, vão às farmácias e se automedicam.

“No balcão da farmácia, sem o diagnóstico correto, o portador de Síndrome do Olho Seco pode começar a usar um colírio com propriedades vasoconstritoras que melhoram a estética, deixando o olho branquinho, mas não o lubrificam como deveriam e podem agravar o problema”, alerta o médico.

Há diferentes intensidades na manifestação da Síndrome do Olho Seco. Mas desde a leve até a severa, todas merecem atenção e cuidados. O não tratamento das situações severas pode ter consequências sérias como o aparecimento de lesões na córnea. As alternativas de tratamento da síndrome do olho seco vão desde a utilização de lágrimas artificiais, à aplicação de colírio para estimular a produção de lágrimas, alteração na dieta alimentar com adição de Ômega 3, até o fechamento do ponto lacrimal com plugs.

Fonte saudeparatodos

Humor - Erro Médico

Laptite, o mal de quem usa notebook



Com certeza você já ouviu falar de tendinite, bursite, amigdalite ou sinusite. Mas o novo “ite” que atinge a população mundial chama-se laptite. A criação do termo não está ligada a uma nova reação inflamatória. A laptite manifesta-se pelo uso excessivo dos laptops ou notebooks em substituição aos computadores tradicionais. Segundo o ortopedista Marcus Vinícius Galvão Amaral, especialista do centro de Cirurgia do Ombro e Cotovelo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, a disposição espacial do laptop acentua as deformidades posturais e traz danos às articulações dos membros superiores. “O fato do monitor e o teclado serem acoplados prejudica a postura e pode causar lesões, gerando dores nos ombros, cotovelos, punhos e coluna”.


Pesquisas recentes revelam que os computadores convencionais estão sendo substituídos pelos laptops no uso doméstico, devido à facilidade que oferecem, como mobilidade e portabilidade. Em algumas empresas, também ocorre esta mudança, com a justificativa de facilitar a vida dos funcionários e aumentar sua autonomia.


Para não abrir mão da praticidade e preservar a saúde é importante observar alguns critérios. O uso de acessórios de apoio para aumentar a altura do laptop e manter os olhos na direção da tela ajuda a combater dores no pescoço. A opção de plugar um teclado no aparelho possibilita o apoio dos punhos e dá mais conforto na digitação. Manter a coluna ereta é primordial, buscando sempre a melhor ergonomia. “Além disso, é importante ter bom alongamento, a fim de proporcionar condicionamento postural. Isso é conquistado através de atividades físicas e controle do peso corporal”, explica o especialista.


Fazer algumas pausas para esticar o corpo também ajuda bastante na prevenção de lesões. Atenção ainda aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas para não causar dores nos punhos e nos dedos. “Adaptar às novas tecnologias ao nosso conforto é o que dá sentido à modernidade, portanto preserve sua saúde”, aconselha Marcus Vinícius.

Fonte saudeparatodos

Mãe relata dilema de optar entre cirurgia pioneira ou perder filho

Condição de menino com caso sério de encefalite piorava rapidamente; operação que o salvou só havia sido feita uma vez em criança.

O garoto britânico Lee McMillan (Foto: BBC)
O garoto britânico Lee McMillan (Foto: BBC)
 
A mãe de um adolescente britânico de 13 anos contou à BBC sobre o dilema que viveu ao ter de optar entre uma cirurgia pioneira e arriscada, que só havia sido feita uma vez em uma criança, ou perder o filho.

'Perdê-lo ou permitir que eles corressem o risco e fizessem a cirurgia.'

A difícil decisão - permitir que os médicos fizessem a operação - acabou salvando a vida de Lee McMillan, que vive com os pais na cidade de Litherland, perto de Liverpool, no oeste da Inglaterra.

Em maio último, numa sexta-feira, Lee voltou da escola dizendo que estava com dor de cabeça. Três dias mais tarde, começou a ter convulsões.

No hospital, para onde foi levado às pressas, os médicos constataram que o adolescente tinha encefalite, uma inflamação nas membranas que envolvem o cérebro.

Menos de uma semana depois, Lee McMillan, campeão de boxe da escola, entrou em coma.

'Foi horrível, eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo', disse sua mãe. 'Um menino chega da escola em uma sexta-feira com dor de cabeça e depois está à beira da morte, não parecia verdade.'

Mesmo que Lee sobrevivesse à cirurgia pioneira, não havia garantias de uma recuperação total.

Os médicos não sabiam se Lee sofreria danos no cérebro ou se voltaria a andar ou falar novamente.

'Olhar para ele, deitado naquela cama, e decidir o que fazer', reflete Tracy Jennings, 'acho que é a coisa mais difícil para qualquer pai'.

'Mas foi o que tivemos de enfrentar. Deixar que ele se fosse ou permitir que arriscassem e fizessem a cirurgia.'

'Como é um caso raro, não tínhamos referências para fazer comparações e dizer 'aconteceu para esta pessoa e veja como ela está agora.'

Cirurgia pioneira

Na maioria dos casos, a encefalite tem causas virais. Ela pode ser provocada por diferentes tipos de vírus, entre eles, os arbovírus e os vírus da herpes e da catapora.

A inflamação pode ser assintomática ou pode ser acompanhada de sintomas típicos da gripe, como dor de cabeça, febre e dores musculares. Em casos mais graves, ocorrem convulsões.

A médica Rachel Kneen, neurologista pediatra do hospital Alder Hey, em Liverpool, é uma sumidade no tratamento de encefalite na Grã-Bretanha.

'Foi o pior caso de encefalite que já vi. Apesar de todos os tratamentos apropriados, remédios e cuidados, ele continuava piorando', disse Kneen à BBC Brasil. 'O lobo temporal direito do cérebro de Lee estava tão inchado que as áreas centrais importantes, que controlam a respiração e nos mantêm vivos, começavam a ser pressionadas'.Após três dias na UTI, a condição de Lee atingiu um estado crítico.

Consultando a literatura médica sobre o assunto, Kneen e seu marido, o neurologista Tom Solomon - o casal pesquisa infecções do cérebro no Institute of Infection and Global Health da University of Liverpool - se depararam com o caso de uma menina de seis anos que tinha sido curada de encefalite por meio de uma cirurgia pioneira feita na Espanha.

O problema é que este era o único caso descrito na literatura de um procedimento deste tipo em uma criança. A operação, chamada lobectomia, também foi realizada em adultos, mas apenas duas vezes, segundo registros.

'Do ponto de vista cirúrgico, o procedimento não é difícil', explicou Kneen. 'A decisão de operar, sim.'
A especialista explicou que Lee McMillan é canhoto, portanto havia uma grande chance de que o lado direito do seu cérebro fosse responsável por controlar funções como a memória de curto prazo, a fala e a orientação espacial.

'Sabíamos que, se sobrevivesse, Lee poderia apresentar deficiências graves. Não sabíamos, por exemplo, se ele seria capaz de falar, ou de se vestir.'

Depois de conversar com os pais, a equipe decidiu seguir em frente com a cirurgia. O neurocirurgião Conor Mallucci realizou a operação.

Tom Solomon explicou o procedimento: 'O cérebro (do paciente) estava tão comprimido que nosso cirurgião teve de remover parte do crânio e retirar o tecido cerebral infectado. Aquilo criou espaço para que o resto do cérebro se recuperasse'.

'Muito melhor'

Lee recuperou a consciência após três dias. Dois meses mais tarde, ele surpreendeu os médicos por ser capaz de andar, falar e até arriscar algumas manobras de boxe no quarto do hospital.

A doutora Kneen disse que o impacto total da operação só poderá ser avaliado um ano após a cirurgia. Ela disse que a memória de curto prazo de Lee foi um pouco afetada, mas explicou que hoje há várias tecnologias que ajudam pacientes a conviver com esse tipo de problema.

'Existem pagers que lembram a pessoa sobre as tarefas do dia, ou diários eletrônicos onde você registra o que fez', explicou.

Agora, o adolescente está indo para casa.

'Eu costumava sentir muita dor de cabeça, mas não tenho dor de cabeça há muito tempo', ele conta. 'Estou muito melhor agora'.

Lee diz que está louco para rever os amigos e voltar para o boxe.

Olhando para o filho, a mãe comenta:
'Quando vejo Lee agora, (sei que) tomamos a decisão certa, mas é (uma escolha) que eu não desejaria para ninguém.'

Fonte globo.com

Médico não percebe paralisia facial em criança


Uma criança de três anos foi liberada da Unidade de Pronto Atendimento- UPA Bom Jesus no dia 18 de junho, sem ser diagnosticado com paralisia facial pelo médico Gualter Santana.

Segundo o pai da criança, Everson Ferreira, o médico havia falado que seu filho estava com frescura. No dia seguinte a criança estava com os mesmos sintomas e o pai retornou à unidade, quando a médica Márcia Ferraz diagnosticou a paralisia facial.

No dia 20 de junho Ferreira compareceu a secretaria de Saúde e comunicou a secretária Maria Amália Gouvêa o ocorrido. A responsável pela pasta se comprometeu em analisar o prontuário do médico, e mais tarde confirmou a versão do pai. Santana havia escrito que a criança estava forçando a mandíbula.

Ferreira foi até a Ouvidoria da Prefeitura para fazer a denúncia contra o médico. A criança passa bem e faz fisioterapia.

O vereador Miguel Lopes ressaltou na sessão que “não é retaliação contra todos os funcionários da Saúde. Mas é preciso tomar providências visto que existem outras reclamações do mesmo médico”.

Ontem a redação da GB entrou em contato com a diretoria da UPA Bom Jesus e foi informada que foi aberto Processo Administrativo para analisar o caso. O médico é concursado pelo processo seletivo realizado pela administração em 2010.

Fonte Gazeta Bragantina

Poluição do ar causa mais infarto que cocaína

Respirar ar poluído causa mais ataques cardíacos que usar cocaína, segundo revisão de estudos envolvendo 700 mil pessoas, publicada ontem no "Lancet".

O trabalho, feito pela Hasselt University, na Bélgica, cruzou fatores de risco para infarto e a exposição da população a esses fatores.

É por isso que a poluição ficou em primeiro lugar. Individualmente, aumenta apenas 2,9 vezes o risco de infarto, em comparação com a cocaína (23 vezes).

Mas, como a população toda é exposta à poluição, e apenas uma fração pequena usa a droga (0,04%), a poluição desencadeia muito mais infartos do que a cocaína.

O estudo também coloca em patamares semelhantes os riscos da poluição e de outros fatores mais conhecidos, como esforço físico e consumo de álcool e de café.

Para o médico epidemiologista Luiz Alberto Pereira, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, é esse o mérito do estudo.

Segundo Pereira, a poluição não é valorizada como fator de risco e ainda há muito ceticismo a seu respeito.

"O estudo pode fazer com que os clínicos finalmente olhem para a poluição como fator de risco relevante para infarto. Não se pode mais menosprezar um risco de 7%, similar ao do álcool."

Os gatilhos fazem a doença preexistente piorar ou se manifestar. No caso da poluição, a piora da qualidade do ar pode causar um infarto poucas horas depois da exposição em quem tem hipertensão ou problemas cardiovasculares.

Mas mesmo pessoas saudáveis podem sofrer dano e ter o risco de infarto aumentado ao longo do tempo, principalmente se morarem em cidades como São Paulo, diz o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Já aqueles que se protegem com medicamentos para pressão alta e se expõem menos aos riscos sofrem menos os efeitos dos gatilhos.

Fonte pontocapital.com

Riscos de problemas cardiovasculares aumentam com frio e poluição

Nas cidades grandes, onde a poluição é maior, a possibilidade de problemas cresce

A queda na temperatura comum nessa época do ano oferece um maior risco a hipertensos e pessoas com histórico de problemas cardiovasculares. Nas cidades grandes, onde a poluição é maior, a possibilidade de problemas aumenta. Estudos recentes demonstram que a poluição é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. A exposição, seja por períodos curtos ou prolongados, a poluentes atmosféricos produz um aumento significativo de doenças do coração.

Segundo o cardiologista Abrão Cury, os efeitos da poluição no organismo incluem aumento da coagulação do sangue e tromboses, propensão a arritmias cardíacas, vasoconstricção aguda das artérias, reações inflamatórias e desenvolvimento de aterosclerose crônica. Um estudo realizado pelo especialista comprovou que a poluição do ar na cidade de São Paulo afeta de forma significativa a pressão arterial, especialmente em pessoas que já sofrem de hipertensão e em idosos.

— Em períodos de maior concentração de poluentes no ar, o atendimento a pacientes hipertensos triplica — explica.

A hipertensão arterial afeta de 30% a 35% da população brasileira e é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame). O especialista salienta que um dos grandes causadores do problema nas grandes capitais é o excesso de veículos, que produzem as maiores concentrações de poluentes atmosféricos nocivos à saúde.

— Já é possível associar a liberação de óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre provocada pelos automóveis com o aumento das ocorrências de hipertensão — afirma.

O monóxido de carbono, um dos principais poluentes emitidos pelos veículos, reduz a quantidade de oxigênio que o sangue pode transportar, afetando não apenas o coração, mas também todos os demais órgãos do corpo.

Prevenção

O cardiologista lembra que os meses de frio pioram o problema, pois o ar mais seco e o fenômeno chamado inversão térmica aumentam a concentração de poluentes atmosféricos.

Veja medidas de prevenção do especialista para minimizar os efeitos da poluição na saúde:

:: Evite locais e horários com maior concentração de elementos poluentes, como os picos de congestionamento;

:: Procure não caminhar, correr ou andar de bicicleta próximo a vias com trânsito intenso;

:: Sempre que possível, tente se deslocar para locais fora das grandes cidades, onde há menos exposição aos agentes poluentes;

:: Hipertensos devem se manter aquecidos, com roupas adequadas para o inverno;

:: Monitore e controle a pressão nesse período.

Fonte Zero Hora

Conheça os nutrientes que ajudam a manter o bom aspecto da pele

 

 

Alimentação equilibrada, rica em vitaminas, mineiras e antioxidantes é essencial


Divulgação / Stock PhotosMuitos fatores podem influenciar no aspecto da pele: genética, hormônios, idade. No entanto, há também fatores externos que fazem diferença, como a exposição aos raios ultravioletas, os hábitos de fumar e beber e a alimentação. Sim, para ter uma pele saudável e bonita é fundamental ter uma dieta equilibrada rica em vitaminas, mineiras e antioxidantes.

— Os antioxidantes atuam contra os radicais livres e têm efeitos fotoprotetores, prevenindo o envelhecimento da pele — explica  a nutricionista Cinthia Yumi Yabuta.

Pesquisas sugerem que a interação entre os nutrientes - e não sua ação isolada - está relacionada com a aparência da pele. Segundo a especialista, um exemplo é o fato de a vitamina C atuar na regeneração da vitamina E, que possui efeito fotoprotetor.

Além de uma alimentação equilibrada e rica em substâncias com ação oxidante, a ingestão diária de bastante água é essencial para manter o brilho e a elasticidade da pele. De acordo com Cinthia, a água facilita o aproveitamento de algumas vitaminas e minerais pelo organismo.

Confira a lista feita pela nutricionista das principais fontes de nutrientes que influenciam no aspecto da pele:
:: Vitamina A
- Origem animal: queijo, manteiga, ovos, fígado e alimentos enriquecidos, como o leite

- Origem vegetal: vegetais folhosos (espinafre, brócolis) e vegetais amarelos (abóbora, cenoura, damasco)

:: Vitamina C
- Frutas em geral, principalmente as cítricas: acerola, kiwi, mamão, laranja, caju, goiaba e morango

- Hortaliças: repolho, brócolis, tomate e pimentão

:: Vitamina E
Óleos vegetais, folhosos, grãos integrais, sementes e oleaginosas

:: Zinco
- Frutos do mar, aves e carnes

- Leguminosas e grãos também contêm este mineral, mas o seu aproveitamento é melhor nos alimentos de origem animal

:: Carotenoides
Vegetais folhosos, cenoura, tomate, abóbora, manga, espinafre, couve e melancia

:: Flavonoides
Chá verde, uva, nozes, morango e maçã
Fonte Zero Hora

Suíça suspende importação de sementes do Egito por E. Coli



Sementes foram responsabilizadas pelo surto da bactéria na Europa; Egito nega a informação

A Suíça suspendeu temporariamente a partir desta quinta-feira todas as importações de brotos obtidos a partir de grãos de feno-grego provenientes do Egito e que são considerados a origem da intoxicação da bactéria E. coli na Alemanha e na França.

"Para garantir que os produtos contaminados não sejam colocados em circulação no mercado suíço foi decretada a proibição temporária da importação", informaram as autoridades do país.

A medida, adotada conjuntamente pelo Ministério do Interior e o Escritório Federal de Agricultura, atinge os produtos na forma de grãos, incluindo os que não são destinados ao consumo humano, mas ao plantio e para alimentação de animais. O período da proibição vencerá em 31 de outubro.

A União Europeia adotou uma decisão similar após a confirmação de que os grãos suspeitos de serem os responsáveis pela epidemia de E. coli na Alemanha e na França eram provenientes do Egito.

Segundo as autoridades suíças, o ocorrido nesses dois países demonstrou que "pequenas quantidades do produto contaminado são suficientes para causar um grave dano à saúde".

A epidemia de E. coli causou meia centena de mortes, praticamente todas na Alemanha.

Fonte Estadão

Doadora de medula morreu por erro médico, diz laudo


ARAÇATUBA - Laudo entregue ontem à Polícia Civil afirma que Luana Neves Ribeiro, de 21 anos, morreu em consequência de erros médicos cometidos enquanto esteve internada no Hospital de Base, de São José do Rio Preto. Luana morreu no dia 4, quando era submetida a preparativos para doar medula óssea para uma criança do Rio, portadora de leucemia. A morte levou o hospital a paralisar a coleta de medula para transplante e o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) e Polícia Civil a abrirem investigação.

O laudo, do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Faculdade de Medicina de Rio Preto, atesta que a jovem teve a veia subclávia perfurada, o que causou hemorragia e choque hipovolêmico (queda de pressão causada por vazamento de sangue) que a levou à morte. As perfurações teriam ocorrido durante a tentativa de implantar um cateter para coletar medula na veia subclávia esquerda, próxima da jugular.

Os médicos não diagnosticaram as perfurações e liberaram a moça, que estava hospedada em um hotel em Rio Preto. Quatro horas depois, Luana seria levada à emergência do hospital, reclamando de fortes dores. Ela agonizou por mais de uma hora sem receber atendimento de médicos. Ao ser assistida, foi novamente vítima de outros procedimentos errados e não resistiu.

Testemunhos. Ontem, o delegado João Fernandes, do 5.º Distrito Policial, onde foi aberto inquérito para apurar a responsabilidade pela morte da universitária, ouviu mais duas médicas, uma responsável pelo implante do cateter e outra que a atendeu na emergência. O médico também recebeu o laudo do SVO.

O documento mostra que houve "múltiplas perfurações em veias subclávia esquerda", como causa básica da morte. Em consequência, surgiram hemorragias intratorácicas, que teriam causado o choque hipovolêmico. "O choque hipovolêmico resulta da perda sanguínea ou volume plasmático. Isso pode ser causado por hemorragia, perda líquida ou trauma, sendo que o choque é uma disfunção que se não corrigida leva à morte", diz o laudo.

Com o documento, Fernandes espera poder apontar os responsáveis pela morte. O Hospital de Base informou, por meio de sua assessoria, que não se manifestará sobre o assunto até o encerramento da sindicância aberta para apurar o caso.

Fonte Estadão

Uso de antirretroviral por pessoas sadias reduz transmissão do HIV

Dose diária de medicamento diminui risco de infecção em até 78%, indicam dois estudos; especialistas consideram resultados animadores

Uma dose oral diária de medicamentos antirretrovirais usados no tratamento da aids pode reduzir de forma eficaz a transmissão do vírus entre casais heterossexuais sorodiscordantes - em que apenas um deles tem o vírus HIV.

É o que revelam dois novos estudos. Um deles é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA e o outro foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates e conduzido pela Universidade de Washington.

O primeiro estudo, coordenado pelo CDC, envolveu mais de 1,2 mil homens e mulheres em Botswana, na África. Metade dos voluntários tomou doses diárias do medicamento Truvada e a outra metade recebeu placebo.

Os resultados demonstraram que apenas quatro das pessoas que foram medicadas com o Truvada contraíram o vírus, comparado com 19 que receberam o placebo. Isso significa que o medicamento reduziu o risco de infecção em aproximadamente 78%.

O segundo estudo, da Universidade de Washington, foi feito no Quênia e em Uganda com 4,7 mil casais. Os parceiros não infectados pelo HIV foram alvo de três abordagens: um grupo recebeu doses de Truvada, outro tomou outro remédio (Viread) e o terceiro tomou placebo.

Nesse caso, ocorreram 13 infecções pelo HIV entre os medicados com o Truvada, 18 entre os que tomaram o Viread e 47 entre os que ingeriram o placebo. Assim, os comprimidos reduziram o risco de infecção de 62% a 73%.

"São resultados animadores. Agora temos conclusões de dois estudos que mostram que a profilaxia pré-exposição pode ser usada por heterossexuais, que são a população mais atingida pelo HIV em todo o mundo", afirmou Kevin Fenton, diretor do CDC.

Pesquisas realizadas anteriormente com casais homossexuais também haviam demonstrado bons resultados no uso da profilaxia pré-exposição. Uma delas, que teve participação do Brasil, envolveu homens que faziam sexo com homens e concluiu que a proteção da infecção foi de 73%.

Nova era. Para a infectologista Valdileia Veloso, diretora do Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas da Fiocruz, os resultados podem ser considerados "a nova era da prevenção do HIV". "No futuro, essa será mais uma das possibilidades de prevenção em alguns grupos de pacientes. Os resultados combinados dos estudos são um grande avanço e bastante animadores."

Ela pondera, entretanto, que nos dois estudos os participantes receberam orientação e preservativos gratuitamente, o que pode contribuir para explicar a baixa taxa de infecção. "São necessários mais pesquisas para isso ter resultados semelhantes na prática diária", diz a médica.

Mário Scheffer, especialista em saúde pública e membro da ONG Pela Vidda, diz que os resultados são "uma revolução", mas ainda não podem ser usados como política de saúde pública. "Podem ser um instrumento a mais de prevenção, mas jamais uma política de saúde pública. A prioridade tem de ser o uso do preservativo. Isso não pode ser abandonado", diz. / COM AGÊNCIAS
 

Fonte Estadão

São Paulo promove campanha de teste rápido para HIV no Dia do Homem

População também receberá orientações sobre DST e preservativos

Em mais uma ação do Projeto Homens, o Programa Municipal de DST/Aids realiza nesta sexta-feira, 15, Dia Internacional do Homem, das 9h às 15h, Teste Rápido para Diagnóstico do HIV (TRD), na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP).

Além de saber da sua condição sorológica, as pessoas que passarem por lá receberão orientações sobre HIV/Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST); preservativos e material educativo.

O objetivo da campanha é conscientizar a população sobre a importância da realização do exame para a detecção do HIV e do início precoce ao tratamento, o que pode garantir uma melhor qualidade de vida. Aqueles que tiverem o diagnóstico positivo confirmado serão encaminhados para o atendimento nos serviços municipais especializados em DST/Aids. Segundo o coordenador do Programa Municipal de DST/Aids, Celso Galhardo Monteiro, o CEAGESP é um espaço de grande circulação de pessoas, em sua maioria homens, e uma ótima oportunidade de incentivo ao teste e ao uso do preservativo para essa população.

O Teste Rápido para Diagnóstico do HIV (TRD) é uma metodologia prática e segura que permite saber o resultado em menos de 30 minutos, obedecendo ao sigilo das informações fornecidas pelo usuário, que passa por um "aconselhamento" realizado por profissionais especializados.

A metodologia foi implantada no Município de São Paulo em 2006 e, desde então, cerca de 350 profissionais da saúde foram treinados. Além dos 24 serviços especializados em DST/Aids, 44 Unidades Básicas de Saúde realizam o Teste Rápido. Atualmente, o TRD representa cerca de 35% do total de sorologias realizadas na rede municipal especializada em DST/Aids.

A testagem é gratuita e está disponível nos serviços municipais especializados em DST/Aids, assim como a retirada de preservativos e a realização de testes para Hepatites B e C e outras DST. Informações sobre o local mais próximo de seu trabalho ou residência podem ser obtidas no site da prefeitura.

O Projeto Homens
O Projeto, instituído no fim de 2008, propõe estratégias voltadas à população masculina com o objetivo de ampliar e fortalecer a importância da prevenção às DST/HIV/Aids - uso do preservativo - e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce.

Agentes de prevenção do projeto realizam ações cotidianas em espaços de concentração majoritariamente masculina, como em estádios de futebol, buscando trabalhar, com uma linguagem própria ao gênero, o cuidado com a saúde do homem.

Segundo o último Boletim Epidemiológico do Município de São Paulo, entre os anos de 1980 e 2000 foram diagnosticados 6.449 casos de Aids em homens acima de 13 anos que fazem sexo com mulheres, o que representou 17,9% do total de casos diagnosticados.

Serviço
"Campanha de prevenção e diagnóstico rápido do HIV"Data: sexta-feira, 15 de junho de 2011
Horário: das 9 às 15 horas
Local: Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP)
Endereço: Av. Dr. Gastão Vidigal, 1.946, Vila Leopoldina, São Paulo

Fonte Estadão

Armadilha com chulé é usada para combate do mosquito da malária


Um jovem pesquisador da Tanzânia desenvolveu uma armadilha com chulé artificial que atrai quatro vezes mais o mosquito causador da malária do que outros meios de combate tradicionais. A pesquisa foi reconhecida e premiada nesta quarta-feira por duas organizações da América do Norte.

O chefe de pesquisa do Instituto de Saúde de Ifakara, na Tanzânia, Fredros Okumu, liderou a pesquisa. Sua equipe desenvolveu um odor artificial que imita o cheiro do chulé em meias e é colocado dentro de uma armadilha.

O chulé pode atrair mosquitos em um raio de 110 metros de distância. Por conter substâncias venenosas em sua composição, o cheiro acaba matando os insetos.

Nesta quarta-feira, a Fundação Bill e Melinda Gates, dos Estados Unidos, e a Grand Challenge Canada concederam um prêmio de US$ 775 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) à equipe de Okumu para que dê continuidade aos estudos.

ERRADICAÇÃO

O experimento de Okumu foi baseado nos resultados da pesquisa do holandês Bart Knols, que há mais de uma década concluiu que o odor dos pés é um atrativo para as moscas.

A inovação promovida na Tanzânia, no entanto, é o cheiro artificial, mais eficiente, e o uso da armadilha com o inseticida.

"Nós sabiamos que, se você estiver vestindo uma meia, atrai o mosquito para o seu pé. Não por causa do material da meia, mas por causa do odor do pé, que adere ao tecido", disse.

A pesquisa de Okumu, que durou dois anos, pretende amenizar um problema crônico na África e em outras regiões tropicais do mundo: o alto índice de mortes por malária.

A cada ano, 220 milhões de pessoas contraem a doença, transmitida por mosquitos, e cerca de 800 mil pessoas morrem, segundo a ONU. A grande maioria das vítimas são pobres e crianças.

Okumu faz um apelo para que os investimentos no combate à malária não sejam interrompidos.

Segundo ele, se o financiamento continuar no atual patamar pelos próximos dez anos, é possível que o mundo fique mais próximo da erradicação da malária.

Fonte Folhaonline

Doses da vacina contra gripe chegarão a 1,7 bi em 2015, diz OMS

A OMS (Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta-feira que, para 2015, haverá 1,7 bilhão de dose da vacina contra a gripe no mundo todo, o que representaria mais que o dobro da produção atual de 800 milhões.

O anúncio foi feito em Genebra por Marie-Paule Kieny, diretora geral do Plano de Ação contra a Gripe (GAP, na sigla em inglês), iniciado pela OMS em 2006 para reduzir as diferenças entre a demanda e a provisão de vacinas por meio do apoio técnico e financeiro, especialmente nos países em desenvolvimento.

Kieny ressaltou que desde 2006 foram registrados muitos avanços. Embora ainda não haja vacinas suficientes para cobrir a população mundial no caso de uma nova pandemia de gripe, já estão assistidos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e grávidas.


A diretora do GAP declarou que, se 70% da população mundial for imunizada, será possível frear a transmissão do vírus até o ponto de impedir novas pandemias.

"No entanto, esta imunização deve ser distribuída de maneira racional por todo o mundo, porque, se forem vacinadas apenas as pessoas dos países mais ricos, as pandemias brotariam nos países mais pobres para depois se propagar pelo mundo", esclareceu.

A diretora afirmou que, para conseguir uma resposta efetiva a uma possível pandemia, é necessário que os países em desenvolvimento tenham capacidade suficiente para produzir suas próprias vacinas e parem de adquiri-las a preços elevados das farmacêuticas dos países desenvolvidos.

Em linha com este objetivo, o GAP presta ajuda tecnológica e financeira a 11 países em desenvolvimento desde 2006 para que desenvolvam suas próprias vacinas, de modo que comecem a estar disponíveis entre este ano e 2015.

Com a soma destes países, haverá mais de 40 fábricas distribuídas em 20 países no mundo todo que produzirão a vacina contra a gripe. "A pandemia da gripe A conscientizou muitos países da necessidade de produzir suas próprias vacinas", considerou a diretora.

Ela destacou os progressos de Tailândia e Índia, principalmente na última, que se tornou um dos principais produtores mundiais da vacina.

Fonte Folhaonline

Estudo afirma que estar no topo da sociedade eleva estresse hormonal


Estar no topo da sociedade aumenta o estresse hormonal e acarreta um custo psicológico maior do que se pensava até agora, segundo estudo realizado em um grupo de babuínos selvagens pela Universidade de Princeton publicado na revista "Science".

Trabalhos anteriores afirmaram que as vantagens de estar no alto da hierarquia social, como maior acesso a alimentos e relações amorosas, superavam os inconvenientes, por isso consideravam que os chamados "machos alfa" sofriam menos estresse que pessoas de outra categoria.

No entanto, um ecologista de Princeton e sua equipe rebateram esta teoria através do estudo de 125 babuínos selvagens, animais geneticamente próximos ao homem que também vivem em sociedades complexas.

Segundo a pesquisa, o estresse sofrido pelos macacos de maior categoria acontece devido à energia utilizada para manter sua posição.

"Uma conclusão importante de nosso estudo é que para alguns animais, e possivelmente também para os humanos, ocupar a posição mais alta em uma sociedade implica custos e benefícios únicos, que podem persistir tanto quando a ordem social se mantém estável como quando experimenta mudanças", explicou o diretor da pesquisa, Laurence Gesquiere.

Por isso, os resultados do estudo poderiam ter implicações na análise das hierarquias sociais e do impacto da posição social na saúde e no bem-estar, tanto em animais como em humanos.

A pesquisa foi baseada em uma amostra de 125 machos adultos de cinco grupos sociais diferentes de uma comunidade de babuínos do Quênia. Durante nove anos, os pesquisadores mediram os níveis de testosterona e glucocorticoide nas fezes dos macacos.

Os dados coletados são até dez vezes mais completos que os disponíveis anteriormente para primatas não humanos, o que, segundo os especialista, permitiu controlar importantes variáveis que poderiam afetar os resultados.

"O tamanho da amostra e o período estudado permitem que os resultados não dependam das características de cada indivíduo particular, e reflitam os efeitos em longo prazo de ocupar uma posição alta na sociedade", declarou a pesquisadora Susan Alberts.

Folhaonline