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sábado, 8 de novembro de 2014

Mesmo que odeie horário de verão, ele pode estar fazendo bem para você

Acordar quando está escuro, jantar quando está claro
 
A mudança de rotina provocada pelo horário de verão é grande e não é todo mundo que se adapta rápido – mesmo sendo um evento anual, há quem leve algumas semanas para se acostumar – ou mesmo gosta de adiantar os relógios em uma hora durante quatro meses. No caso de alguns brasileiros, de outubro a fevereiro.
 
Porém, por mais que você desgoste do dito cujo, não é fácil colocar a culpa da obesidade infantil no pôr do sol como fizeram estudiosos da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres e da Universidade de Bristol. Foram analisados os estilos de vida de mais de 23 mil crianças com idade entre 5 e 16 anos em nove países (Inglaterra, Austrália, EUA, Noruega, Dinamarca, Estônia, Suíça, Brasil e Portugal, além de Madeira). Foram feitas associações entre o tempo de sol disponível e níveis de atividade física, medidos através de acelerômetros usados na cintura. Estes dispositivos eletrônicos medem o movimento do corpo.
 
O estudo descobriu que, especialmente na Europa e na Austrália, o total de níveis diários de atividade das crianças foi de 15 a 20% maior em dias de verão que tinham luz do sol até depois das 21h, em comparação com os dias de inverno nos quais o sol se põe antes das 17h. Este foi o caso nas populações europeias e australianas, e o mesmo foi observado até depois de os pesquisadores ajustarem as condições de clima e temperatura.
 
“Este estudo fornece a evidência mais forte até agora de que, na Europa e na Austrália, a luz do dia [no horário da noite] tem um papel no aumento da atividade física no final da tarde e início da noite – as ‘horas críticas’ para crianças brincarem ao ar livre”, afirma Anna Goodman, principal autora do estudo, da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres. “Introduzir medidas adicionais de horário de verão afetariam toda e qualquer criança no país, todos os dias do ano, dando-lhe um alcance muito maior do que a maioria das outras potenciais iniciativas políticas para melhorar a saúde pública”.
 
Como resultado, os pesquisadores endossam propostas para adiantar os relógios em uma hora durante o ano todo. Um projeto de lei sobre medidas adicionais ao horário de verão foi debatido no Parlamento britânico entre 2010 e 2012, com propostas apontavam que as crianças britânicas teriam um número estimado de 200 horas extras de luz do dia por ano. Vários estados australianos também têm feito vários referendos sobre o tema.
 
Os cientistas estimam que as medidas propostas levariam a uma média de dois minutos extra de atividade física moderada a vigorosa por criança por dia. Sendo que as crianças gastam uma média de 33 minutos por dia com este tipo de atividade, eles dizem que um adicional de dois minutos é modesto, mas não desimportante, em relação aos níveis gerais de atividade das crianças.
 
Estes efeitos também pareciam ser amplamente equitativos, aplicando-se a meninas e meninos; para as crianças com sobrepeso/obesidade e com o peso dentro da média; e para aquelas de diferentes origens socioeconômicas.
 
Além disso, também foi estudada a mudança bi-anual dos relógios nos países como um “experimento natural”. Ao estudar a atividade de 439 crianças medidas nos dias imediatamente antes e imediatamente depois que os relógios mudaram, concluíram que a mesma criança se tornava instantaneamente mais ativa nos dias em que o pôr-do-sol acontecia uma hora depois.
 
Os autores concluem que a introdução de medidas adicionais de economia de energia através da luz solar na Europa e na Austrália poderia render benefícios para a saúde pública. “Embora a introdução de novas medidas de poupança de luz do dia certamente não resolve o problema da baixa atividade física, acreditamos que elas são um passo na direção certa”, conclui Ashley Cooper, professora de Atividade Física e Saúde Pública da Universidade de Bristol e coautora do artigo.
 
Science20, LSHTM / Hypescience

5 dicas científicas para se tornar mais atraente ao sexo oposto

Claro, a atração não é uma ciência exata. Não tem como criar uma equação que faça você ser desejado exatamente pela pessoa que você deseja, já que muitas variáveis subjetivas estão em jogo
 
Mas a ciência pode ajudar, pelo menos um pouquinho!
 
Confira cinco maneiras cientificamente testadas de ficar mais atraente:
 
1. Vista vermelho
O vermelho é a cor oficial do sexo. Foi o que descobriram não um, mas vários estudos.
 
Em um deles, mulheres viram fotos de homens contra um fundo vermelho ou um fundo branco. No geral, elas avaliaram os do fundo vermelho como mais atraentes, mesmo que fosse o mesmo cara. Por outro lado, os homens heterossexuais não viam a diferença entre o homem no fundo vermelho ou no branco, o que significa que a associação foi provavelmente ligada à atração sexual.
 
Outro experimento concluiu que homens de vermelho são vistos como tendo um status social mais elevado, com mais probabilidade de serem mais bem sucedidos.
 
Mulheres também foram consideradas mais atraentes quando usavam vermelho. Os homens estavam dispostos a gastar mais dinheiro em um encontro com uma mulher usando vermelho do que qualquer outra cor. Os homens também tendiam a dar gorjetas mais elevadas para garçonetes em vermelho.
 
O porquê é simples: homens percebem as mulheres em vermelho como sendo mais propensas ao sexo, o que não é sempre mentira: mulheres em sites de namoro online que preferiam sexo casual (encontros de uma só noite) tendiam a usar vermelho em suas fotos de perfil com mais frequência do que as mulheres mais inclinadas a relacionamentos sérios.
 
A coisa mais bizarra sobre o efeito da cor na atratividade sexual é que ele é totalmente inconsciente. Os participantes das pesquisas não foram informados do objetivo do estudo e não sabiam se qualquer cor tinha algo a ver com ele. Sabendo disso, use suas calças de couro vermelhas de forma responsável.
 
2. Altere seu tom de voz
De acordo com um estudo da Universidade de Nova York em Albany (EUA), homens tendem a achar mulheres com vozes mais agudas mais atraentes, porque isso indica um tamanho corporal menor.

O contrário é atraente para as mulheres: um homem com uma voz mais profunda, porque ele parece ser maior e mais masculino. No entanto, como ressalva, as mulheres preferem um toque de “soprosidade” na voz profunda (uma espécie de “rouquidão”), que aparentemente significa que o homem é viril, mas não agressivo.
 
Segundo os pesquisadores, alterar o tom de sua voz para combinar com essas expectativas pode alterar a percepção que as pessoas têm da sua aparência/atratividade.
 
3. Tenha um cão
De acordo com um estudo publicado na revista Psychology Today em novembro de 2008, homens que pediam coisas como dinheiro para passagem de ônibus ou números de telefone de mulheres enquanto andavam com um cão eram três vezes mais propensos a conseguir o que queriam.
 
No geral, uma em cada quatro mulheres passou seu número de telefone para um homem que estava na companhia de um cachorro – o que já é bem melhor do que nenhum.
 
O efeito cachorro funciona para as mulheres, também. Mulheres com um cão eram mais propensas a receber dinheiro para o ônibus quando pediam, e a quantidade que recebiam era maior.
 
Entre homens e mulheres, cães ganham.
 
4. Não sorria se você for homem, sorria se for mulher
Sociólogos da Universidade British Colombia, no Canadá, realizaram um estudo que mostrou homens que sorriem são vistos como menos atraentes pelas mulheres em geral do que homens que optam por uma expressão mais séria ou arrogante.
 
Por outro lado, homens adoram mulheres que sorriem, enquanto as que demonstram orgulho e confiança através da expressão facial são consideradas indesejáveis (como mulher, devo dizer que os dados dessa pesquisa parecem mostrar que o mundo é extremamente sexista).
 
A questão que fica é: por quê? Os cientistas creem que os homens que sorriem são considerados mais femininos e menos dominantes, portanto menos atraentes. Já para os homens, é interessante que as mulheres pareçam exatamente femininas e menos dominantes.
 
5. Tenha quantidade certa de pelo facial
Essa dica é para os homens. Uma pesquisa realizada na Austrália, na Universidade de Novas Gales do Sul, pediu que as mulheres avaliassem qual era o tipo mais atraente de pelos faciais que um homem podia ter. A opção mais bem avaliada foi a “barba média”.
 
A escala usada foi “sem barba”, “barba rala”, “barba média” e “barba cheia”.
 
A barba por fazer ou rala e a barba média foram, no geral, as preferidas das mulheres. A hipótese dos pesquisadores é que esse tipo de barba é um equilíbrio entre masculinidade e agressividade.
 
A barba torna a aparência dos homens mais viril e madura. Com uma barba muito cheia, porém, eles podem parecer mais com o Papai Noel ou um canibal da montanha louco, coisas que não são particularmente atraentes para as mulheres, enquanto que não ter nenhuma barba podem os fazer parecer jovens demais, incapazes de encontrar o ponto G de uma mulher mesmo usando GPS. Assim, o meio-termo dos pelos é o ideal, na maior parte dos casos.
 
Cracked /  Hypescience

Prevenção contra o câncer de próstata é também preservar a performance sexual

Para manter uma vida sexual saudável, é preciso levar em conta todos os demais aspectos do bem-estar físico e do psicológico
 
Assim como o exame de toque, a impotência sexual assombra o imaginário da maioria dos homens brasileiros. Muitos preferem sequer pensar sobre a possibilidade. Se por motivos orgânicos ou psicológicos ela aparece, a maioria demora cerca de cinco anos até procurar ajuda, segundo estatísticas do andrologista Sergio Iankowski Santos, autor do livro Ereção e Falha — Falhou, por quê? e integrante da Sociedade Brasileira de Andrologia.
 
Medo, vergonha ou preconceito são razões pelas quais, segundo ele, os homens costumam evitar os consultórios. Quando vai tratar pacientes com questões associadas à disfunção erétil, Santos costuma encontrar outros problemas, como diabetes ou doenças cardíacas, por exemplo.
 
— A saúde geral de um indivíduo sempre repercute sobre a sua saúde sexual — diz o especialista.
 
O drama de fracassar sexualmente é tão grande para um homem que, em muitos casos, está associado a causas de depressão e suicídio. Como diz o andrologista, depressão e tesão são dois braços de uma balança, "quando um sobe, o outro desce".
 
Por isso, para manter uma vida sexual saudável, é preciso levar em conta todos os demais aspectos do bem-estar físico e do psicológico. Prevenir o câncer de próstata por meio do exame do toque ou mesmo ecografia abdominal e o exame do PSA são formas de preservar a performance. É quase como enfrentar um medo pela ameaça de outro.
 
— A cirurgia do câncer de próstata é uma das causas de impotência. Prevenir esse tipo de câncer é zelar pela sua saúde sexual — complementa.
 
Mais informações sobre a campanha Novembro Azul e a doença em www.novembroazul.com.br
 
Zero Hora

Novos testes poderão simplificar exame que detecta câncer de próstata

Está em estudos um exame que detecta o câncer pela urina e por testes genéticos (no caso de tumores hereditários)
 
Ao realizar um exame urológico de rotina, o vendedor Péricles Lima, 54 anos, descobriu problemas com a próstata. Sem alteração na urina ou presença de outro sintoma, ele descobriu um tumor maligno em fase inicial e conseguiu reverter a situação com cirurgia:
 
— Se eu não tivesse feito o exame jamais saberia que tinha a doença e a situação poderia ser bem pior. O fato de ter descoberto o câncer em sua fase inicial foi muito importante para tratá-lo.
 
Para conscientizar sobre problemas como esse e esclarecer aspectos ligados a saúde masculina, há três anos ocorre no Brasil uma campanha de combate ao câncer de próstata liderada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Originário da Austrália, o Movimento Novembro Azul estimula os homens a se informarem sobre o tema e se encorajarem a fazer o exame preventivo.
 
Urologista do Instituto Lado a Lado pela Vida e parceiro da campanha, Carlos Bezerra explica que os exames podem ser feitos pelo sangue (PSA) ou pelo toque retal. A ecografia abdominal não é utilizada para detectar tumores, apenas para orientar o tratamento pós-diagnóstico. Bezerra explica que, se identificada de maneira precoce, a doença tem chance de cura de 87% a 90%.
 
— A melhor forma de diagnóstico é fazer os dois exames associados. Aumenta a chance de detecção — explica.
 
Sobre o futuro do exame de toque, que ainda assusta muitos homens, Bezerra afirma que está em estudos um exame que detecta o câncer pela urina e por testes genéticos (no caso de tumores hereditários). Novidades são esperadas para os próximos 10 ou 15 anos. Segundo o urologista, os testes deverão ser mais simples e mais precisos e possibilitarão o diagnóstico mais cedo.
 
Zero Hora

Câncer de próstata é um dos principais riscos de homens que fogem dos médicos

Levantamento realizado em junho deste ano em sete cidades do país pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) comprova que 51% deles não costumam ir ao urologista com regularidade
 
Câncer de próstata é um dos principais riscos de homens que fogem dos médicos Divulgação/Divulgação
 
Passado o mês que pintou de rosa os prédios públicos e as propagandas em todo o país, as campanhas de saúde mudam de cor em novembro para tratar da prevenção ao câncer de próstata. Seria simples evitar doenças como essa não fosse um outro fator relacionado ao gênero masculino: a tendência de fugir do médico. Em outras questões de saúde, como impotência, problema cardíaco ou depressão, a resistência deles em pedir ajuda também retarda diagnósticos e tratamentos.
 
— Não é à toa que os homens têm uma expectativa de vida de seis a oito anos mais curta que a das mulheres. Eles se cuidam menos, vão menos ao médico, fazem menos exames. Muitos acham que não são suscetíveis ou têm o corpo fechado — explica a psicóloga Helena Beatriz Finimundi Balbinotti, autora do livro O Que os Homens Não Pensam.
 
Não admitir fraqueza, segundo a psicóloga, é um dos fatores que os mantêm longe dos consultórios. Ou, pelo menos, faz com que tenham menos iniciativa para os cuidados médicos. Levantamento realizado em junho deste ano em sete cidades do país pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) comprova que 51% deles não costumam ir ao urologista com regularidade. A pesquisa realizada com 3,5 mil homens acima dos 40 anos mostrou ainda que 76% não conhecem os sintomas do câncer de próstata. Por causa dessa resistência, familiares e amigos têm um papel fundamental: 90% dos pacientes vão ao consultório levados pela companheira, segundo a SBU.
 
Alcoolismo e tabagismo mais presentes no público masculino
Apesar da síndrome de super-homem, eles não possuem o corpo tão fechado assim. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo fator que mais mata os homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Doenças cardiovasculares, alcoolismo e tabagismo também são mais incidentes no público masculino do que no feminino.
 
Somente na idade avançada — quando os problemas aparecem com mais frequência — é que muitos deles se abrem para receber ajuda. Em contraposição, segundo Helena, a busca crescente por cirurgias plásticas e estratégias que ajudem a melhorar o vigor físico (como o sucesso de vendas do Viagra, por exemplo) são indicativos de que prolongar a juventude é uma prioridade dos machos-alfa.
 
Para quem persegue esse ideal, ela recomenda outra estratégia:
 
— Falar sobre as emoções ajuda a driblar as fraquezas com sabedoria. Quando consegue dominar aquilo que lhe assusta, o homem se torna um excelente paciente. Deixa de ficar vulnerável e aprende a driblar seus temores.

Zero Hora

Manter a postura correta traz benefícios para o corpo e a mente

A forma como a pessoa carrega o próprio corpo reflete na qualidade de vida
Espinha ereta ajuda a manter a saúde em dia
 
Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. E acredite: manter a espinha ereta pode trazer muito mais benefícios do que os apreciadores desses versos podem imaginar.
 
Uma boa postura é essencial para evitar as indesejadas dores nas costas, nos ombros e no pescoço e para prevenir doenças que podem ser desencadeadas por deformidades ou desvios na estrutura óssea. Mas, muito mais que isso, uma boa postura pode ter tudo a ver com ânimo e disposição, com um bom funcionamento dos órgãos e, ainda, com a autoestima.
 
Para manter a postura adequada, é necessário que se tenha cuidado em uma série de questões que vão desde as atividades rotineiras até a prática de exercícios físicos.

Aliás, você está lendo este texto em que posição? Sentado? Curvado? Escorado para trás? Na cama?  Debruçado sobre a mesa? Preste atenção no seu corpo e nas maneiras de se posicionar da melhor forma, porque boa postura também tem tudo a ver com respiração, energia, disposição, autoestima e até mesmo produtividade.
 
Luciane Sanchotene Daronco, doutora em Ciências do Movimento e professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), explica que manter a postura correta é organizar os músculos, o esqueleto e as articulações. Na prática, pode significar abdome contraído, ombros relaxados e respiração correta:

_ As pessoas precisam estar atentas à respiração e ao abdome encaixado o tempo inteiro. O correto só seria relaxar na hora de dormir.
 
De acordo com Luciane, que também é coordenadora do Laboratório de Ergonomia e Cineantropia dos cursos de Educação Física e Fisioterapia da UFSM, a postura influencia diretamente na autoestima:

_ Uma pessoa com os ombros relaxados e a coluna ereta tem uma boa autoestima. Já as pessoas mais retraídas e tímidas costumam se curvar mais. Isso é comum nos adolescentes. As meninas costumam se curvar quando os seios crescem. Os meninos que são mais altos que os outros fazem a mesma coisa.
 
A forma como a pessoa carrega o próprio corpo reflete na qualidade de vida. A postura ruim deprime e pode gerar dor.

_ As pessoas trabalham muito e são cobradas, sofrem tensão. Elas dormem mal e não têm um dia agradável. Com isso, elas terão quadros de dor frequentes _ diz Jonas Skupien, professor do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano.
 
Zero Hora

Pílula masculina pode chegar ao mercado nos próximos anos

O fardo do esquecimento, em poucos anos, não
será carregado apenas por elas
Em pouco tempo, evitar a gravidez por meio do anticoncepcional não será apenas uma atribuição feminina. Quem defende a ideia é a pesquisadora Stephanie Page presente no 26º Congresso Brasileiro de Reprodução Humana
 
A pílula masculina pode chegar em poucos anos às prateleiras das farmácias. Em estudo nas universidades americanas, o uso de contraceptivo masculino ainda esbarra na metabolização do testosterona pelo organismo. Pesquisadores da área acreditam que o problema pode ser driblado com a modificação química do hormônio.
 
Presente no 26º Congresso Brasileiro de Reprodução Humana que ocorre até este sábado no Centro de Eventos da PUCRS reunido 1,5 mil profissionais das áreas de saúde e 19 especialistas internacionais, a professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, Stephanie Page (USA) falou nesta sexta-feira sobre Reposição de testosterona: por que, como, em quem, até quando e com que riscos?.
 
Organizado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, o evento aborda, entre outros aspectos, como a reposição de testosterona devolve qualidade de vida a homens em idades mais avançadas e como estão os estudos sobre contraceptivos masculinos.
 
Como são os seus estudos sobre o contraceptivo masculino?
Sentimos que dar aos homens mais opções contraceptivas vai beneficiar as pessoas de ambos os sexos. Há ainda muitas, muitas gestações não planejadas aqui no Brasil e em todo o mundo. E o crescimento da população é um enorme problema para o meio ambiente, muitas vezes não discutido. Estamos esperançosos de que teremos um contraceptivo masculino reversível no mercado nos próximos anos. Agora, os homens só têm preservativos e vasectomia, o último caro e muitas vezes não é reversível.
 
O que falta para o medicamento chegar ao mercado?
Contracepção hormonal oral para homens é complicado, porque a testosterona, o que seria parte da maioria dos contraceptivos protótipo do sexo masculino, tem um tempo muito curto no sangue antes de ser metabolizado quando administrado por via oral. Este é um grande problema para a criação da "pílula masculina". Estamos esperançosos de que, modificando a testosterona um pouco quimicamente podemos melhorar isso e também melhorar a capacidade de um tal de andrógeno para impedir a maturação dos espermatozoides.
 
A pílula de uso contínuo seria bem aceita entre os homens?
É difícil para qualquer um lembrar de tomar a pílula todos os dias, mas as mulheres fazem isso e estudos internacionais sugerem homens em muitas culturas e nacionalidades estão interessados em participar na contracepção. Pesquisas adicionais de um tipo semelhante também sugerem que as mulheres em relacionamentos comprometidos confiaria a seu parceiro usar a contracepção se isso fosse escolha do casal. É possível que uma injeção de longa ação, que tem a duração de 3-6 meses, pode ser preferível para alguns homens e para os seus parceiros no longo prazo. Este tipo de contraceptivo hormonal masculino também está em desenvolvimento e os resultados desses tipos de injetáveis de ação longa parece muito promissor.
 
Que aspectos da saúde masculina podem se beneficiar da reposição hormonal?
Se os homens têm baixos níveis de testosterona, o que significa que seus índices estão abaixo da faixa normal para pessoas saudáveis, é possível que eles possam se beneficiar da reposição, manifestando o aumento da massa corporal magra (músculo) e diminuindo o teor de gordura. Isto também pode aumentar a sua resistência e libido. É menos certo que ele irá melhorar a função sexual e humor, mas pode melhorar a qualidade geral de vida ou "bem-estar". É muito importante, no entanto, que os homens sejam avaliados para a causa do baixo nível de testosterona antes de receberem a reposição. Eles devem saber que melhorar a sua saúde geral com perda de peso e exercício físicos também pode ajudar a aumentar os seus níveis de testosterona.
 
A reposição hormonal pode melhorar os problemas de disfunção erétil?
A reposição hormonal melhora claramente o interesse sexual, mas é muito mais difícil de tratar a disfunção sexual. A testosterona é necessária para a função erétil normal, mas de reposição hormonal por si só raramente melhora a função erétil. Existem outros medicamentos que são mais eficazes para este problema.
 
Como estão a adesão a estes tratamentos nos Estados Unidos?
Nos EUA, há milhões de homens que usam testosterona, provavelmente mais homens que têm baixos níveis de testosterona. Infelizmente muitos médicos não estão verificando os níveis hormonais antes de dar o tratamento. Eu acho que não é uma boa prática médica, porque não sabemos os riscos a longo prazo do tratamento com testosterona em homens mais velhos. Embora pareça ser seguro, precisamos de um grande estudo para saber se há riscos desses tratamentos.
 
Zero Hora

Saiba quais são os cinco melhores países para envelhecer

Segurança, acesso ao transporte público e sociabilidade foram levados em conta
 
A United Nations International Day of Older Persons divulgou uma pesquisa listando os dez melhores lugares para envelhecer. O estudo foi feito em 96 países e levou em conta segurança, sistemas de saúde, ambiente social e economia.

O índice aponta que o crescimento econômico por si só não irá melhorar o bem-estar das pessoas mais velhas e políticas específicas precisam ser postas em prática para abordar as implicações do envelhecimento.
 
A Noruega é o lugar mais indicado para quem passou dos 50. Na América Latina, o Chile ficou com o primeiro lugar, seguido pelo Uruguai, Panamá e México. O Brasil ficou com o 58º lugar.
 
Confira a lista dos cinco primeiros lugares, segundo a pesquisa:
 
1. Noruega
O país tem o maior PIB da região. Do total de pessoas com mais de 50 anos que vivem no país, mais de 70% ainda trabalha. Os níveis de segurança chegam a 88% e liberdade cívica a 96%.
 
2. Suécia
73% das pessoas na terceira idade na Suécia ainda estão empregadas. No país, 65% das pessoas desse grupo estão satisfeitas com o transporte público e 100% está coberta pela aposentadoria.
 
3. Suíça
A melhor taxa de satisfação com o transporte público é da Suíça (83%). O país também fica em primeiro lugar em relação ao ambiente de sociabilidade.
 
4. Canadá
100% dos canadenses com mais de 50 anos sentem que sua vida tem mais sentido atualmente do que as pessoas com idade entre 35 e 49 anos.
 
5. Alemanha
Todos os alemães com mais de 65 anos recebem aposentadoria e 90% convive com amigos ou em grupos de sociabilidade. A liberdade cívica é sentida por 88% das pessoas que passaram dos 50.
 
Zero Hora

Dobra o número de casos de intoxicação alimentar: veja como evitar

Getty Images: Dor de estômago e dor de barriga podem
 ser sinais de intoxicação alimentar. Tomar cuidado com
 o que come evita grande parte dos casos
Ovos, alimentos crus e malpassados, verduras mal lavadas e até mesmo o gelo podem causar intoxicação alimentar
 
Dados do HCor (Hospital do Coração) mostram que as internações por intoxicação alimentar aumentaram 122% no último ano, principalmente pelo fato de cada vez mais as pessoas se alimentarem fora de casa. Incômodo para todos, evitar uma intoxicação não é tão simples, mas também não é impossível. Lavar bem os alimentos, saber acondicioná-los e ficar de olho em alguns detalhes quando for comer fora pode ajudar a evitar alguns dias de desconforto estomacal e intestinal, uma visita ao hospital e o consumo de antibióticos.
 
É necessário saber, no entanto, que as bactérias e vírus causadores das intoxicações alimentares não alteram, a princípio, a cor ou o cheiro dos alimentos. Ou seja, aquela coxinha suculenta de procedência duvidosa – e contaminada – pode parecer e ter um gosto incrível, mas horas depois ou no dia seguinte o estômago ou intestino podem reclamar bastante.
 
Na maior parte dos casos, o desconforto dura apenas alguns dias. "A infecção intestinal, seja por intoxicação alimentar ou por transmissão interpessoal em adultos é um quadro autolimitado, com duração de cerca de 2 a 3 dias e sem graves consequências", explica o gastroenterologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Fernando Seefelder Flaquer. Ele diz que as principais complicações são por causa da desidratação, que deve ser monitorada com cuidado.
 
Quem já está passando por isso, tem que tratar. "O tratamento consiste em hidratação adequada para repor as perdas pela diarreia, além de evitar alimentos com leite e derivados", conta Flaquer. "Pode-se usar medicações probióticas para repor a flora intestinal e diminuir a duração do quadro. Nos casos com suspeita de causa bacteriana, um antibiótico é associado", diz. Só o médico, no entanto, pode prescrever qualquer medicamento.
 
O gastroenterologista clínico Guilherme Andrade, do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho explica que os vilões que deixam muitos prostrados por dias sem poder até mesmo sair de casa são microscópicos. “Os mais comuns são os vírus noravirus e rotavírus e as maléficas bactérias Salmonela, Shigella, Clostridium Dificille, e E.Colli”, conta.
 
A Clostridium dificille, por exemplo, ela é uma bactéria presente naturalmente no intestino humano – e que não faz mal algum quando está em equilíbrio. Mas nem sempre ela fica quietinha no seu lugar.
 
O problema é quando as outras bactérias se desequilibram (seja por alguma dor de barriga ou consumo de antibióticos) e a clostridium encontra espaço se reproduzir loucamente, povoando todo o intestino. A partir de então, há uma infecção delicada para se tratar.
 
Tenha cuidado com o que come:
 
Água – se você não sabe se ela é tratada, o melhor é tomar cuidado para ingeri-la. Em viagens para locais desconhecidos, é melhor pedir água mineral – e com gás, explica Andrade. O motivo? Ao abrir a garrafa e sentir o ruído que o gás faz ao escapar traz a certeza de que ela foi engarrafada na fábrica, e não adulterada por vendedores posteriormente, com água de locais contaminados.
 
“Se o vendedor passa cola na tampa da água mineral sem gás, você vai abrir a tampa sem desconfiar que o líquido que está ali não é o mesmo que veio da fábrica”, detalha.
 
Em locais em que não é possível encontrar água mineral, o ideal é descontaminar a água com hipoclorito. “Em alguns lugares fornecem um sachê com hipoclorito, que basta colocar na quantidade adequada na água que ela fica potável”, explica o médico.
 
Alimentos enlatados – também é algo para ficar de olho. “Se a lata estiver amassada ou estufada, é sinal de que lá dentro está proliferando gás gerado pelas bactérias”, alerta o médico. A contaminação, nesse caso, aconteceu na fábrica onde foi produzida.
 
Alimentos mal lavados – o gastroenterologista do Hospital 9 de Julho explica que alfaces mal lavadas e outros alimentos crus podem ser perigosos para consumo se a manipulação e higienização não foram feitas de maneira adequada. “Se a pessoa não lavou bem as mãos ou mexe no lixo e manipula a comida sem higiene, o risco de contaminação é grande”, explica ele. Ele aconselha ter uma boa referência do local em que for comer alimentos crus.
 
Carne crua ou mal passada – apesar de ser a preferência de muitos, consumir carne sem estar bem cozida não é o ideal caso a preocupação seja evitar uma intoxicação alimentar. Claro, nem toda carne mal passada ou crua estará contaminada, mas as chances são bem maiores do que as cozidas em alta temperatura.
 
Gelo – nada melhor do que um suco com algumas pedras de gelo para deixá-lo bem geladinho, certo? Para o paladar, sim, mas para o estômago e intestino, vai depender da procedência da água que virou gelo. A água que se condensará deve ser filtrada e livre de impurezas, caso contrário, as bactérias também vão morar ali e fazer do corpo de quem bebeu a mais nova morada. “Em viagens é melhor escolher bebidas de latinha que já estão geladas, evitar colocar gelo que não se sabe de onde vem”, alerta o gastroenterologista.
 
Leite – “tem de ser pasteurizado, ou levar à fervura, porque pode desenvolver bactérias que vem direto da vaca”, explica o Andrade.
 
Ovo – é necessário saber que alimentos com ovo não devem ficar fora de refrigeração mais do que duas horas. Depois desse tempo, vira um prato cheio para a proliferação de bactérias e toxinas.
 
Peixes crus – segundo o médico, há um tipo de tênia do peixe (uma espécie de lombriga) que costuma contaminar o sashimi, da comida japonesa. “Você vê umas bolinhas brancas no filé do peixe”, diz ele. Ele recomenda que o consumidor saiba onde comprar peixes e quanto tempo eles ficaram expostos na bancada. Andrade explica que o peixe cru tende a ter uma cor viva, como o laranja claro e firme do salmão ou o roxo intenso do atum. “Se o peixe está meio opaco, escurecido, pode duvidar da procedência porque ele deve estar lá há algum tempo”.
 
Verminoses – de transmissão oral-fecal, acontece quando a pessoa com vermes não lavou a mão direito depois de sair do banheiro e pegou em alimentos, que foi para a boca de terceiros – os mais novos contaminados. “Usar luvas e máscaras na manipulação de alimentos é importante, principalmente o que não vai ser cozido”, diz Amaral.
 
Dor de barriga pela água de São Paulo – inclusive volume morto - é improvável
O endocrinologista do Hospital Beneficência Portuguesa, Fadlo Fraige, explica que a água de São Paulo – mesmo a do volume morto – é extremamente tratada quimicamente e segura para consumo no ponto de vista microbiológico, ou seja, ela está livre de bactérias que poderiam causar intoxicação.
 
O problema, ele ressalta, é a contaminação química, que pode causar problemas de saúde a longo prazo.
 
“Por ser extremamente tratada, existem muitos produtos químicos na água, como cloro, flúor, e eles podem eventualmente interferir na saúde”, explica o médico. Para ele, o aumento dos casos de hipotireoidismo em São Paulo pode estar ligado ao excesso de produtos químicos na água.
 
“A poluição no ar, na água, e possivelmente altos índices de cloro e flúor possam interferir na tireoide”, diz o médico, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
 
iG

"Quanto mais velho, menos o homem dá importância", diz médico sobre andropausa

Thinkstock: Quanto mais velhos, menos os homens se
preocupam com a andropausa, segundo pesquisa
Queda na produção de hormônios afeta interesse sexual, mas nem sempre o homem associa os sintomas à deficiência hormonal. "Tendem a associar ao processo de envelhecimento. Não vai investigar", alerta o endocrinologista Ricardo Meirelles
 
Perda de interesse sexual, queda no vigor físico, cansaço ao final do dia ou após atividades que antes eram executadas com facilidade e apatia são alguns dos "sintomas" que parecem comuns para os homens com mais de 50 anos. Tão comuns que eles mesmos nem sempre dão a devida importância, associando-os ao fato de que, afinal de contas, eles estão ficando mais próximos da terceira idade e isso é natural. É natural, mas fique atento.
 
"Enquanto as mulheres têm ondas de calor e transpiração, no homem são sintomas mais sutis, e que muitas vezes eles tendem a associar ao processo de envelhecimento. Por isso que quanto mais velho, menos ele vai dar importância, não vai investigar", diz Ricardo Meirelles, endocrinologista que trabalha com reposição de hormônios masculinos há mais de 20 anos e diretor do departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
 
Estamos falando da andropausa, termo criado para fazer uma analogia com a menopausa, fase na qual os ovários da mulher, por volta dos 45 aos 55 anos, param de produzir óvulos e o corpo feminino, por sua vez, produz menos hormônios. "É um termo popular, mas inadequado. Nós chamamos de hipogonadismo. Na menopausa tem a falência abrupta, a andropausa é um processo lento e gradativo, não existe um momento certo", observa Geraldo Faria, diretor do Instituto de Urologia e Nefrologia de Rio Claro (SP) e membro da Academia Internacional de Sexologia Médica.
 
"No homem, os níveis de testosterona começam a cair a partir dos 30 anos, mas de forma lenta, na razão de 1% ao ano. Muitos chegam aos 80 anos de idade com níveis razoáveis e não têm queixas; já outros, em torno de 50 anos, têm. Normalmente é acima dos 50, mas não é obrigatório. Nem todo homem tem porque, diferente da mulher, não existe um momento em que os testículos param de funcionar", completa Meirelles.
 
Você sabe o que é andropausa?
Foi esta a premissa da pesquisa "Conhecimento dos homens brasileiros sobre Andropausa", realizada pelo Instituto Datafolha em parceria com a empresa farmacêutica Eli Lilly. Ela entrevistou 855 homens com mais de 40 anos em 133 munícipios distribuídos nas cinco regiões do Brasil, e os resultados mostraram que 52% dos consultados com idade entre 40 e 49 anos disseram ter um alto nível de preocupação com a andropausa, mas que esse número cai para 43% entre os que estão acima dos 60 anos.
 
A pesquisa revelou ainda que 85% dos entrevistados desconhecem a deficiência de testosterona e seu tratamento, 78% não fazem a reposição hormonal porque acham que não precisam e 88% afirmam que são as mulheres quem os influenciam a procurar ajuda médica, reforçando a tese – confirmada por vários médicos já ouvidos pelo iG – de que o homem vai menos ao médico. Com um percentual tão alto de brasileiros alheios à andropausa, pedimos que três especialistas esclarecessem as dúvidas mais comuns.
 
Quem pode ter?
Conforme Meirelles analisou acima, não existe uma regra, de forma que nem todos os homens são afetados pela andropausa. No entanto, alguns fatores podem acelerar este processo e prejudicar a qualidade de vida. "Podemos citar diabetes, níveis elevados de colesterol, obesidade e sedentarismo", diz Meirelles.
 
A endocrinologista Mariana Paro Alli cita também tumores de hipófise, consumo de drogas, principalmente maconha, que ainda pode levar à ginecomastia, que é o desenvolvimento da glândula mamária no homem, e em casos mais raros, o uso irrestrito da testosterona em anabolizantes. "Se ele faz uso mais do que o necessário, o corpo entende que não precisa produzir [o hormônio], então o cérebro não estimula o testículo. Pode ser que os testículos atrofiem, não retomem a função", explica Mariana.
 
Quais são os sintomas?
Os três profissionais são unânimes em identificar os sintomas mais comuns. Anote aí: cansaço excessivo, depressão, irritabilidade, humor depressivo, diminuição da libido, falta da ereção espontânea pela manhã, perda de massa muscular, aumento da gordura abdominal, alterações de memória, sonolência, nível de atenção diminui. Ondas de calor podem ocorrer, mas, de acordo com Mariana, são raros.
 
Como os sintomas podem estar ligados a outras situações clínicas e não à andropausa, é preciso medir a dosagem de testosterona no corpo para ter certeza. Meirelles afirma que é indicado realizar dois exames de sangue, de preferência pela manhã, por conta de fatores externos que podem influenciar o resultado, e exemplifica com um caso bem curioso.
 
"Houve um trabalho que fizeram durante a Copa do Mundo de 94. Eles mediram o nível de hormônios masculinos em torcedores italianos e brasileiros antes da final, e o dos italianos era mais alto. Só que o Brasil ganhou, mediram de novo e a situação se inverteu. Por isso que pedimos dois exames."
 
Tratamento e prevenção
"O diagnóstico de hipogonadismo é feito pela combinação da presença de queixas e dos níveis de testosterona abaixo da normalidade. Só estamos autorizados a instituir o tratamento quando essas duas premissas forem atendidas. Muitas vezes o homem tem sintomas semelhantes com os da andropausa, mas tem níveis de testosterona normal", analisa Faria.
 
Caso o primeiro cenário descrito pelo endocrinologista se concretize, a reposição hormonal pode ser feita de três formas: com injeções a cada três meses, aplicação de gel ou adesivos (a terceira não se encontra disponível no Brasil). E a resposta é rápida, segundo Mariana. "Se o paciente realmente tem diminuição da libido, já tem uma melhora no mesmo mês. Em relação à perda de massa muscular e ganho de gordura, demora um pouco mais", ressalta.
 
Alimentação saudável, atividade física e manter o peso dentro dos limites ideias são importantes para evitar a andropausa precoce, mas não deixa imune. "Diminui a prevalência do problema, mas não o impede. Se você tiver as queixas citadas, procure um médico para fazer a avaliação", alerta Meirelles.
 
iG

São Paulo vacina crianças contra sarampo e paralisia infantil neste sábado

AFP: A vacina para poliomielite (paralisia infantil) e
sarampo é administrada em gotas
Estado contará com 5,9 mil postos fixos e volantes neste sábado (8), abertos das 8h às 17h para imunizar crianças
 
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia neste sábado, 8 de novembro, a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite (paralisia infantil). Em todo o Estado estarão abertos 5,9 mil postos de saúde fixos e volantes, das 8h às 17h.
 
O intuito da Secretaria, nesta edição, é imunizar 2,1 milhões de crianças contra o sarampo, com idades entre 1 ano e menores de 5 anos, e 2,4 milhões de crianças contra o poliomielite, entre seis meses e menores de 5 anos. Os números correspondem à meta de cobertura de 95% dos públicos-alvo da campanha.
 
Em parceria com as prefeituras, a Secretaria mobilizará 38,5 mil profissionais de saúde, 2,5 mil veículos, 20 ônibus e cinco barcos. Na capital paulista, a abertura da campanha será num posto volante montado no Parque da Água Branca, localizado na Avenida Francisco Matarazzo, 455, zona Oeste de São Paulo. O local funcionará das 8h às 15h.
 
São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde 1988. Entretanto, a doença ainda é registrada nos continentes africano e asiático, sobretudo nos países Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Somente até setembro desse ano, foram 149 casos registrados nessas localidades.
 
Com relação ao sarampo, São Paulo não tem nenhum caso autóctone (com transmissão direta em território estadual) desde 2000. Nesse ano há o registro de 7 casos importados da doença no Estado. No Brasil, somente até outubro desse ano, há 514 casos confirmados, com concentração de incidência no Ceará.
 
“A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção contra o sarampo e a poliomielite. Por isso, é importante que pais e responsáveis levem as crianças em uma unidade básica de saúde mais próxima de sua residência nesse sábado”, afirma Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.
 
A campanha de vacinação contra sarampo e paralisia infantil acontecerá em todo o Estado até o dia 28 de novembro.
 
* Com Secretaria de Estado da Saúde
 
iG