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sábado, 28 de dezembro de 2013

7 alimentos “ruins” que você deve comer

A quantidade que um ovo por dia aumenta o colesterol no sangue
 é muito pequena
Todos os dias ficamos sabendo de que um novo alimento faz mal para saúde e deve ser deixado de lado nas nossas dietas. No entanto, se seguirmos a risca essas recomendações, não sobre praticamente nada para a alimentação.
 
Separamos então sete alimentos que são mal vistos, mas que na verdade podem fazer bem para nós:
 
7. Glúten e trigo
Eles são “os ingredientes mais demonizados, além de xarope de milho de alta frutose e óleo hidrogenado”, disse Melissa Abbott, diretora culinária no Grupo Hartman, uma empresa especializada em pesquisa de consumo. No entanto, décadas de estudos descobriram que o glúten presente nos alimentos – como trigo, centeio e cevada – é vital para uma boa saúde e associado com um risco reduzido de diabetes, doenças cardíacas, câncer e excesso de peso.
 
“O trigo é uma boa fonte de fibras, vitaminas e minerais”, disse Joanne Slavin, professor de nutrição da Universidade de Minnesota (EUA). Ela acrescentou que a confusão sobre o glúten, uma proteína, fez com que algumas pessoas evitasse comer trigo e outros grãos. Apenas cerca de 1% da população – aqueles com doença celíaca ou alergia ao trigo – não podem tolerar o glúten e devem erradicá-lo da sua dieta para aliviar a dor abdominal e outros sintomas, incluindo a capacidade de absorver completamente vitaminas.
 
Uma razão para as dietas sem trigo ou glúten serem tão populares é que as pessoas que não comem trigo muitas vezes acabam ignorando o excesso de calorias em doces e salgadinhos. Então, eles começam a se sentir melhor, perder peso e erroneamente atribuem seu sucesso ao não consumo de glúten ou trigo.
 
6. Ovos
Os ovos também não merecem a sua má reputação. Nas últimas décadas, o seu elevado teor de colesterol foi visto como responsável pelo aumento do LDL (“mau” colesterol) e o risco de doenças cardíacas. Mas o colesterol nos alimentos é um fator menor que contribui para o colesterol alto para a maioria das pessoas, e estudos nunca confirmaram a correlação entre ovos e aumento do risco de doenças cardíacas. O principal determinante do LDL colesterol é a gordura saturada – e, enquanto os ovos são ricos em colesterol (184 miligramas na gema), são relativamente baixos em gordura saturada, cerca de 1,6 gramas na gema.
 
Curiosamente, alguns dos maiores comedores de ovos no mundo, os japoneses, têm baixo colesterol e taxas de doenças cardíacas, em parte porque eles têmuma dieta baixa em gordura saturada. Em contraste, os americanos comem ovos juntamente com linguiça, bacon e manteiga.
 
“A quantidade que um ovo por dia aumenta o colesterol no sangue é muito pequena”, diz Walter Willett, professor de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. “Elevações nos níveis de LDL (mau colesterol) desta pequena magnitude poderiam ser facilmente combatidas por outros aspectos saudáveis de ovos”.
 
5. Batatas
Batatas foram acusadas de aumentar os níveis de glicose no sangue, resistência à insulina, excesso de peso e diabetes tipo 2. Um recente estudo da Universidade Harvard (EUA) que acompanhou grandes populações e suas taxas de doença relacionou o consumo de batata com excesso de peso, culpando-a por aumentar a glicose no sangue.
 
Mas muitos alimentos, incluindo pão de trigo integral e cereais integrais, causam picos semelhantes de glicose no sangue, e são correlacionados com saúde superior e menor peso corporal.
 
Como poderia ser explicado o peso maior no estudo de Harvard? O estudo agrupou todos os produtos de batata juntos – incluindo batatas fritas que são, naturalmente, versões engordativas do alimento, normalmente consumidas em grandes porções ao lado de hambúrgueres, cachorros-quentes e refrigerantes.
 
“É uma comida fácil de atacar, mas o padrão alimentar pode ser o culpado”, disse David Baer, líder de pesquisa no Serviço do Departamento de Agricultura de Pesquisa Agropecuária. “Outros estudos epidemiológicos não têm verificado uma conexão entre batatas e ganho de peso ou quaisquer doenças, e não existem estudos clínicos que demonstrem uma ligação”.
 
As batatas são uma grande fonte de potássio, vitamina C e fibras que muitas culturas – escandinavos, russos, irlandeses e peruanos comem bastante batata em suas dietas durante séculos e não são gordos.
 
4. Frutas
Muitas vezes as pessoas perguntam se as frutas são muito ricas em açúcar, especialmente para os diabéticos.
 
Mas, na verdade, evitar frutas é que realmente pode prejudicar a sua saúde. Estudo após estudo ao longo de muitas décadas tem mostrado que comer frutas pode reduzir o risco de alguns tipos de câncer, doença cardíaca, pressão arterial e diabetes.
 
A fruta é rica em água e fibras, que ajudam as pessoas a se sentir completas com menos calorias – uma razão pela qual o seu consumo está correlacionado com menor peso corporal. Mesmo que contenha açúcares simples, a maioria das frutas tem um índice relativamente baixo de glicemia. Ou seja, quando você come frutas, o açúcar no sangue aumenta apenas moderadamente, especialmente quando comparado com o açúcar refinado ou produtos de farinha.
 
3. Soja
Embora popular por séculos na culinária asiática, soja às vezes é vista como perigosa após estudos que encontraram índices elevados de câncer de mama entre os ratos alimentados com um derivado de soja concentrado. Mas pesquisas sobre alimentos integrais de soja em humanos não têm encontrado essa ligação. Na verdade, o inverso pode ser verdadeiro.
 
“Soja, quando consumida na infância ou adolescência, pode tornar o tecido mamário menos vulnerável ao desenvolvimento de câncer no futuro e, provavelmente, não tem nenhum efeito sobre o risco de câncer de mama quando o consumo começa na idade adulta”, disse Karen Collins, nutricionista do Instituto Americano de Pesquisa do Câncer.
 
Na verdade, Collins disse que a evidência é tão forte que a soja protege contra doenças cardíacas que a Administração de Drogas e Alimentos americana permitiu uma alegação de saúde para rótulos de produtos alimentares de soja.
 
2. Bebidas alcoólicas
O álcool é temido por causa do potencial abuso que leva ao alcoolismo, bem como complicações, tais como doenças no fígado. E são válidas todas essas preocupações.
 
Mas pesquisas de décadas apontam que o consumo moderado de álcool pode reduzir as chances de morte pela maioria das causas, principalmente doenças do coração, e que ele aumenta o HDL (bom colesterol). Vinho pode ter benefícios adicionais, porque suas uvas são preenchidas com nutrientes chamados polifenóis, que reduzem a coagulação sanguínea, inflamação e oxidação.
 
A chave é beber moderadamente e junto a refeições. O que é moderação? Uma dose diária para mulheres e duas doses para os homens, com uma porção sendo 5 gramas de vinho e 12 ml de cerveja.
 
1. Frituras
Embora seja verdade que a comida frita geralmente aumenta o seu conteúdo calórico, isso não significa necessariamente que é insalubre.
 
Enquanto a comida é frita em óleo saudável em vez de manteiga, gordura ou gordura trans, e é comida com moderação, não é menos saudável. Na verdade, as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K saudáveis para o coração e carotenóides que previnem câncer, como beta-caroteno (encontrado na cenoura e batata-doce), licopeno (encontrado no tomate) e luteína/zeaxantina (encontrado em vegetais de folhas verde-escuro, como espinafre e couve) precisam de gordura para ser absorvidos pelo organismo.
 
O consumo de certas gorduras, tais como ácidos gordos saturados e ácidos gordos trans (gorduras que são sólidas à temperatura ambiente), está associado com um risco aumentado de doença cardiovascular. Por outro lado, as gorduras insaturadas, ácidos gordos monoinsaturados e ácidos graxos poliinsaturados (por exemplo, óleo de canola, cártamo e azeites) têm benefícios metabólicos importantes e promovem a saúde.
 
[LiveScience]

Médicos concluem: você não deve usar multivitamínicos

Unindo a pressa que rege o cotidiano de tanta gente à falta de tempo para se alimentar da melhor forma possível, compostos multivitamínicos se espalharam pelas farmácias e por propagandas nos horários mais caros da televisão. Porém, será que esses comprimidos coloridos realmente ajudam a melhorar a nossa saúde? Parece que não.
 
De acordo com um editorial publicado na edição de dezembro da revista “Annals of Internal Medicine”, multivitaminas não previnem doenças crônicas e não devem ser utilizadas por adultos bem nutridos.
 
Observando que três estudos desta edição da publicação não mostraram nenhuma evidência de benefícios de suplementos multivitamínicos na prevenção de doenças crônicas, Eliseo Guallar – doutor em Medicina e em Saúde Pública da Escola Johns Hopkins Bloomberg, em Baltimore, nos Estados Unidos – e alguns colegas discutiram os resultados destes estudos e o uso contínuo de suplementos vitamínicos.
 
Os autores observam que, apesar da evidência de nenhum benefício ou dano possível, entre os adultos norte-americanos o uso de suplementos vitamínicos aumentou de 30% entre 1988 e 1994 a 39% entre 2003 e 2006.
 
Embora o uso de certos suplementos individuais, tais como β-caroteno e vitamina E tenha diminuído após relatos de resultados adversos em pacientes com câncer de pulmão e mortalidade de diversas causas, as vendas de polivitamínicos e outros suplementos não foram afetadas por grandes estudos com resultados nulos.
 
Pelo contrário, a indústria de suplementos nos EUA continua a crescer, com vendas anuais atingindo US$ 28 bilhões (cerca de R$ 65 bi) em 2010, e tendências semelhantes tendo sido vistas na Europa. Para a população em geral, especialmente aqueles com nenhuma evidência clara de deficiências de micronutrientes, a maioria dos suplementos não previnem a doença crônica ou morte, o seu uso não se justifica.
 
“A suplementação na dieta de adultos bem nutridos com (a maioria) dos suplementos minerais vitamínicos não tem nenhum benefício claro e pode até ser prejudicial”, escrevem os autores.
 
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Bebidas gaseificadas devem ser consumidas com moderação

Bebidas gaseificadas devem ser consumidas com moderação stock xchng/stock xchng
A relação entre o consumo de bebidas gaseificadas e diversos
problemas de saúde está sendo estudada há alguns anos
Apesar de ser agradável ao paladar, gás carbônico pode irritar o estômago
 
As borbulhas de uma bebida com bastante gás atraem o paladar de muita gente. Seja na água, no refrigerante ou mesmo na cerveja, a presença do gás carbônico pode tornar o líquido mais interessante e saboroso. Mas será que a ingestão desse componente não prejudica a saúde? Essa efervescência tão agradável ao paladar não pode acabar fazendo mal ao estômago e ao processo digestivo?
 
Ainda que não existam evidências para apontar o gás como o verdadeiro vilão dessa história, uma provável relação entre o consumo de bebidas gaseificadas e diversos problemas de saúde está sendo estudada há alguns anos, segundo a nutricionista e professora da Feevale, Cláudia Winter. A ingestão das bolinhas está supostamente ligada à descalcificação dos ossos, obesidade, má digestão e celulite, somente para citar algumas consequências.
 
— Essa relação é mais mito que verdade. A principal questão que muitos ignoram é a presença de outras substâncias em muitas dessas bebidas, como cafeína, açúcares, adulcorantes e sódio que, essas sim, contribuem para o aumento de peso, redução da absorção de cálcio e aumento da pressão arterial — explica Cláudia.
 
Efeitos dependem do perfil de quem consome
Mesmo quem optar pela água com gás, que está livre dessas substâncias nocivas, deve manter a cautela. O gás carbônico, inserido artificialmente no líquido, pode causar alguns transtornos, especialmente para aquelas pessoas que já sofrem de problema gástrico.
 
— Este gás, juntamente com o baixo pH de muitas dessas bebidas, pode irritar ainda mais a mucosa gástrica — observa a nutricionista do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, Milene Amarante Pufal.
 
O gastroenterologista do Complexo Hospitalar Santa Casa, Idílio Zamin Junior, também pondera que o gás pode causar sensação de "estufamento", mesmo que de forma transitória, o que gera desconforto.
 
— Esses efeitos dependem muito do perfil da pessoa e da quantidade de líquido ingerido, mas o gás pode piorar problemas como o refluxo gástrico, azia e queimação. Ou seja, especialmente para quem já sofre com esses sintomas, é bom evitar as bebidas gaseificadas — recomenda.
 
Em quantidades moderadas, entretanto, o consumo de água com gás não é prejudicial. A escolha fica pela preferência do paladar e é equilibrada pelo bom senso. O alerta fica para as outras bebidas gaseificadas, como os refrigerantes, que têm diversas substâncias que atrapalham a boa saúde e, combinadas ao gás, podem fazer mal.
 
Como é feita a água com gás
A maioria das marcas de água com gás vendidas atualmente no mercado é gaseificada artificialmente. O oxigênio do líquido é retirado, e o gás carbônico inserido um pouco antes de a bebida ser engarrafada.
 
— O processo é feito por um equipamento carbonatador, em pequenas bolhas que fazem o gás carbônico ser solubilizado no líquido. Entretanto, mesmo com esse processo, a água deve ter a mesma composição da versão sem gás — explica o enólogo, professor e pesquisador em Biotecnologia da Unisinos, Juliano Garavaglia.
 
Os refrigerantes também têm carbonização artificial, com o gás carbônico inserido no processo de fabricação. Já em bebidas como a cerveja e o espumante, o gás é resultado de um processo natural. No caso da cerveja, a fermentação da levedura é que dá origem ao gás carbônico e uma pequena correção do gás é feita no momento do engarrafamento. O mesmo ocorre com o espumante, que igualmente é gaseificado de maneira natural, mas sem uma correção quando a bebida é engarrafada.
 
Direto da natureza
A água gaseificada também pode ser encontrada na natureza, mas o fenômeno é um tanto raro aqui no Brasil. O processo natural de formação de água carbogasosa ou carbonatada, como é chamada pelos cientistas, surge do aquecimento subterrâneo. As fontes estão, geralmente, situadas em regiões próximas a vulcões ou onde a camada de magma está mais próxima da superfície terrestre. O calor do magma atravessa as rochas e alcança os reservatórios de água. A temperatura elevada quebra as moléculas dos minerais da água, liberando vapores e incorporando os gases ao líquido.
 
A maioria das águas gasosas naturais, entretanto, apresenta um teor de gás carbônico bem mais suave, por isso não costuma ser encontrada à venda dessa forma.

Zero Hora

Saiba como escolher a água mineral mais saudável

Saiba como escolher a água mineral mais saudável  Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Zero Hora analisou o rótulo de dez marcas de água mineral
Especialistas dão dicas sobre como equilibrar a quantidade de sódio e outros elementos
 
Um dos poucos alimentos que são liberados de forma quase unânime por médicos e nutricionistas é a água. Bebê-la não tem contraindicação. Mas você já deu uma olhada no rótulo da garrafa de água mineral que o acompanha todos os dias?
 
Pois muita gente andou olhando e não gostou do que viu. A quantidade de sódio e a variação desse elemento entre uma marca e outra é de causar engasgos. Para tirar a prova, Zero Hora fez um teste: consultou o rótulo de 10 marcas de água mineral. Foi constatado que a quantidade pode variar de 3,086mg/l até 103,86mg/l, o que representa uma diferença de mais de 3.000%.
 
Apesar de esses números assustarem, nenhuma marca de água mineral está fora dos limites aceitáveis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é de 600 mg/l. Ainda assim, os especialistas recomendam atenção na hora de escolher a água que você vai beber.
 
— A nossa alimentação já tem muito sódio, que consumimos por meio dos produtos industrializados e do tempero que adicionamos, e ainda vamos ingerir mais na água? Ela deveria ser uma fonte de hidratação, e não o contrário — afirma a nutricionista e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Raquel Dias.
 
De uma forma geral, o excesso de sódio na alimentação causa retenção de líquidos, o que leva ao aumento da pressão arterial. Por isso, o alerta serve principalmente para as pessoas que sofrem com hipertensão, problemas cardiovasculares e renais, que são potencializados com o alto consumo desse elemento.
 
Mas a qualidade da água não depende somente da quantidade de sódio que ela contém. Há diversos outros fatores que devem ser considerados, como o índice de pH. O "potencial hidrogeniônico" é uma escala que mede o nível de acidez da água. A recomendação da American Public Health Association é que o pH varie de 7 a 10, o que caracteriza uma água neutra ou alcalina. Nas marcas pesquisadas por ZH, foi encontrada uma variação grande neste índice: de 5,45 (água ácida) até 9,58 (água alcalina).
 
— A qualidade da água é determinada pela quantidade e pela qualidade dos minerais que ela contém. O ideal é sempre analisar os elementos de cada água para saber se você está comprando um bom produto — complementa o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luiz Olinto Monteggia.
 
Para saber qual a melhor escolha, a nutricionista e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Gilberti Hubscher recomenda:
 
— O sódio deve ser o primeiro fator a ser analisado, mas o ideal é buscar um equilíbrio entre um bom pH, uma quantidade pequena de sódio e bons níveis de outros minerais importantes para a saúde, como o potássio e o magnésio.
 
Para ler o rótulo
 
Quanto menos melhor
— Sódio
— Cloreto
— Vanádio
— Sulfato
— Bário
— Nitrato
— Zinco
— Lítio
 
pH
O potencial hidrogeniônico recomendado é entre 7 e 10

 

— Todas as águas têm quantidade de sódio abaixo do limite indicado pela Anvisa, mas especialistas lembram que pessoas hipertensas ou com problemas cardiovasculares e renais devem procurar as de menor teor do componente.
 
Por que tanta diferença no sódio?
De acordo com o professor Luiz Olinto Monteggia, as características das águas minerais são determinadas pelo contato que elas sofrem com as rochas do subsolo, de onde normalmente são captadas. Algumas águas têm um teor um pouco mais alto de sódio naturalmente, mas os índices mais altos, normalmente acima de 20mg/l, costumam ser resultado da adição de sódio à água. Esse processo é feito para equilibrar outros fatores do produto, como sais e pH.
 
Quanto por dia?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma ingestão diária de até 2.000mg de sódio por dia. Se você beber um litro de água mineral com 103,06 mg de sódio, já estará consumindo cerca de 5% da sua cota diária.
 
E a água da torneira?
As fontes da água da torneira mudam em cada região ou cidade. Para saber a composição química daquela que chega à sua casa, é preciso solicitar a informação para a companhia de saneamento que a fornece na sua cidade. É obrigação dela informar. Toda a água fornecida passa por diversas avaliações microbiológicas que precisam garantir sua qualidade.
 
Os rótulos de 10 marcas

PUREZA VITAL (mg/l)
Sódio — 3,086
Bicabornato — 137,14
Cálcio — 24,20
Magnésio — 14,22
Cloreto — 9,84
Potássio — 3,08
Nitrato — 2,44
Sulfato — 1,14
Fluoreto — 0,09
pH — 7,44
 
VERSANT (mg/l)
Sódio — 14,59
Bicabornato — 46,23
Cálcio — 3,03
Magnésio — 2,20
Cloreto — 4,70
Potássio — 1,09
Fluoreto — 0,97
Lítio — 0,011
Vanádio — 0,02
pH — 6,66
 
FLORESTA (mg/l)
Sódio — 16
Cálcio — 41,06
Magnésio — 1,21
Potássio — 4,00
Sulfato — 7,20
Bicarbonato — 155,73
Fluoreto — 0,12
Nitrato — 5,80
Cloreto — 5,16
pH — 7,0
 
ÁGUA DA PEDRA (mg/l)
Sódio — 23,02
Cálcio — 25,18
Potássio — 1,09
Fluoreto — 0,11
Bicarbonato — 122,83
Silício — 30,17
Magnésio — 4,44
Cloreto — 8,47
Zinco — 0,02
pH — 7,2
 
SÃO LOURENÇO (mg/l)
Sódio — 30,17
Bicarbonato — 258,88
Potássio — 30,52
Cálcio — 26,49
Magnésio — 11,21
Sulfato — 2,42
Cloreto — 1,38
Nitrato — 0,91
Bário — 0,35
Fluoreto — 0,11
pH — 5,45
 
PERRIER (mg/l)
Sódio — 9,5
Bicarbonato — 430
Cálcio — 160
Cloro — 22 / ou cloreto
Potássio — 1
Magnésio — 4,2
Nitrato — 7,8
Sulfato — 33
pH — 5,5
 
SARANDI (mg/l)
Sódio — 71,00
Bário — 0,01
Cálcio — 2,00
Potássio — 6,00
Carbonato — 21,54
Bicarbonato — 89,01
Fluoreto — 1,19
Cloreto — 0,83
Sulfato — 51,86
pH — 9,35
 
CRYSTAL (mg/l)
Sódio — 103,60
Bicarbonato — 71,56
Cálcio — 0,308
Cloreto — 1,47
Fluoreto — 1,06
Magnésio — 0,043
Potássio — 0,213
Sódio — 103,60
Vanádio — 0,103
pH — 9,58
 
PURIS (mg/l)
Sódio — 3,993
Bário — 0,012
Cálcio — 25,140
Magnésio — 7,053
Potássio — 2,392
Nitrito — 0,005
Nitrato — 0,090
Fluoreto — 0,070
Cloreto — 0,080
Fosfato — 0,200
Bicarbonato — 124,41
pH — 6,98
 
CHARRUA (mg/l)
Sódio — 20,90
Cálcio — 9,63
Magnésio — 4,65
Potássio — 3,27
Sulfato — 2,3
Bicarbonato — 37,73
Fluoreto — 0,39
Nitrato — 34,10
Cloreto — 21,86
Silício — 16,14
pH — 5,83
 
Observação: algumas marcas podem apresentar uma quantidade de sódio (entre outros componentes) diferente para cada Estado onde são comercializadas. A explicação é porque as águas podem ser de fontes diferentes.

Zero Hora

Acupuntura ajuda no tratamento da fibromialgia

Técnica aliada a exercícios diminui as dores e desconfortos causados pela doença
 
Dores generalizadas que dificultam caminhar ou subir escadas, fadiga incapacitante, alterações no intestino e noites mal dormidas são alguns dos sintomas desta doença quase sempre mal diagnosticada. Os tratamentos disponíveis podem reduzir o problema e até mesmo fazê-lo desaparecer, desde que o paciente tenha disciplina e determinação.
 
Assim é a fibromialgia. Apesar de pouco conhecida, até mesmo pelos médicos e pesquisadores, pode ser controlada e praticamente desaparecer, por meio dos cuidados terapêuticos e do próprio paciente. Suas causas ainda não são precisamente identificadas, mas se sabe que o cérebro dos portadores da doença produz menos serotonina - substância ligada à capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. Desta forma, impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente como dor.
 
Sintomas emocionais
Não cabe aqui entrar em detalhes técnicos da doença, entretanto é importante ressaltar que sua incidência preferencial em mulheres (3% da população feminina contra 0,5% da masculina) pode estar ligada à diminuição de hormônios durante a menopausa, período em que a doença é muito mais frequente. As mulheres chegam ao consultório em desespero: ninguém descobre o que elas têm, acham-se velhas e pensam que vão morrer. Além disso, amigos e familiares dizem que estão inventando doenças e elas passam a se achar loucas ou hipocondríacas. Com a autoestima em baixa, os sintomas aumentam e tornam o quadro ainda mais grave.

Diagnóstico
O diagnóstico da doença é sempre clínico, já que não existem exames específicos para detectá-la. Sabe-se que há 18 pontos doloridos ligados à fibromialgia (nos ombros, articulações dos braços e pernas, próximo ao pescoço, nos glúteos e outros). Quando ao menos onze deles são identificados, é provável que se esteja diante de uma vítima. É de costume pedir exame de sangue para detectar outras possíveis doenças que também causam dores generalizadas, como o diabetes, doenças da tireóide, reumáticas e o câncer.

Tratamento
Combinar sessões de acupuntura com exercícios específicos recomendados pelo terapeuta é a base do tratamento. A acupuntura, por meio do estímulo dos terminais nervosos, determina o aumento da produção de serotonina e endorfina no sistema nervoso central, que age como forte analgésico a partir de sua ação no sistema supressor da dor e ainda auxilia no controle emocional, agindo em seu efeito antidepressivo e antiansiolítico, possibilitando a regularização do sono e a diminuição da fadiga. Como em quase todas as doenças, é importante que o paciente promova significativas mudança em suas atitudes. Exigir-se demais, com perfeccionismo no dia a dia, só pode atrapalhar a recuperação. Sair do emprego ou reduzir atividades cotidianas é outra falha usual. Por outro lado, em casos mais graves é necessário o uso de medicamentos auxiliares ao tratamento.

Marcos Antonio Cau Junior-Biomédico, acupunturista e professor do instituto brasileiro de acupuntura e massoterapia (IBRAM)

Minha Vida

Check-up: o que é e quando fazê-lo

Exames periódicos ajudam a prevenir problemas de saúde no futuro
Os exames e a idade mais adequada para começar a se preocupar com isso

A maioria das pessoas acredita que fazer um check-up é apenas se submeter a uma bateria de exames laboratoriais e de imagem. Por mais sofisticados, caros e precisos que sejam, os exames fazem parte do check-up, mas não são o check-up em si.

O check-up é uma avaliação da saúde do indivíduo de acordo com o sexo e a idade e a relação dele com hábitos, antecedentes e características individuais, familiares, ambientais e profissionais.

Trata-se de uma avaliação médica ampla, que pressupõe a abordagem pelo especialista dos diversos aspectos da saúde mental e física do paciente nas diferentes etapas da vida dele.

A partir dos 30 anos a maior parte das mulheres e dos homens encontra-se num ciclo de vida diferente dos anteriores. Novas relações sociais, novos interesses, novas ambições, trabalho, busca pela estabilidade. É também quando surgem, embora nem sempre perceptíveis, sinais de desgaste e degeneração no organismo, que costumam ser agravados pelo estresse resultante das complexidades deste ciclo de vida.

Na ausência de problemas de saúde que exijam atenção médica periódica e específica, os 30 anos são a idade apontada como a mais razoável para a realização do primeiro check-up. Para a mulher, caso haja o plano de engravidar, deve ser acrescentado o check-up prévio à gestação.

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Vulvovaginite

A vulvovaginite é uma inflamação ou infecção da
 vulva e vagina
Definição
A vulvovaginite é uma inflamação ou infecção da vulva e vagina.
 
Nomes alternativos
Vaginite; Inflamação vaginal; Inflamação da vagina
 
Causas, incidência e fatores de risco
A vulvovaginite pode afetar mulheres de todas as idades e é extremamente comum. Pode ser causada por bactérias, fungos, vírus e outros parasitas. Algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) também podem causar a vulvovaginite, bem como diversas substâncias químicas encontradas em espumas de banho, sabonetes e perfumes. Fatores ambientais como higiene inadequada e alérgenos também podem causar a doença.
 
A Candida albicans, que causa infecções fúngicas, é uma das causas mais comuns da vulvovaginite em mulheres de todas as idades. O uso de antibióticos pode provocar infecções fúngicas porque destrói as bactérias antifúngicas normais encontradas na vagina. As infecções fúngicas normalmente provocam coceira genital e corrimento vaginal branco e espesso, além de outros sintomas.
 
Outra causa da vulvovaginite é a vaginose bacteriana, um aumento excessivo de certos tipos de bactérias na vagina. A vaginose bacteriana pode provocar corrimento vaginal cinza e fino de odor fétido.
 
Uma infecção sexualmente transmissível chamada de vaginite por Trichomonas é outra causa comum. Essa infecção provoca coceira e odor vaginal, além de intenso corrimento que pode ser cinza amarelado ou verde.
 
Espumas de banho, sabonetes, contraceptivos vaginais, sprays femininos e perfumes podem causar irritação e erupções que coçam na área genital, enquanto roupas apertadas ou que não absorvem a transpiração às vezes causam brotoejas devido ao calor.
 
O tecido irritado é mais propenso a infecções que o tecido normal, e muitos organismos que causam infecções se proliferam em ambientes quentes, úmidos e escuros.
 
Esses fatores podem contribuir para a causa da vulvovaginite e, com frequência, prolongam o período de recuperação.
 
A ausência de estrogênio nas mulheres após a menopausa pode resultar em secura vaginal e afinamento da pele da vagina e da vulva, o que também pode causar ou piorar a coceira ou sensação de queimação genital.
 
Algumas doenças de pele podem causar coceira e irritação crônica na região vulvar. Corpos estranhos, como absorventes internos perdidos, também podem causar irritação e coceira na vulva e um corrimento intenso e de cheiro forte.
 
A vulvovaginite não específica (quando a causa específica não é identificada) pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum em meninas antes da puberdade. Depois que a puberdade começa, a vagina fica mais ácida, o que ajuda a evitar infecções.
A vulvovaginite não específica pode ocorrer em meninas com higiene genital inadequada e caracteriza-se pela presença de corrimento marrom esverdeado de odor fétido e irritação na abertura da vagina e nos lábios vaginais.
 
Essa doença é com frequência associada ao aumento excessivo de um tipo de bactéria tipicamente encontrada nas fezes. Essas bactérias algumas vezes são deslocadas do reto para a região vaginal se a limpeza após o uso do banheiro for realizada de trás para a frente.
 
No caso de crianças com infecções incomuns e episódios recorrentes de vulvovaginite inexplicável, deve-se considerar a possibilidade de abuso sexual. A Neisseria gonorrhoeae, o organismo que causa a gonorreia, provoca vulvovaginite gonocócica em meninas que sofreram abusos sexuais.
 
A vaginite relacionada à gonorreia é considerada uma doença sexualmente transmissível. Se testes laboratoriais confirmarem o diagnóstico, as meninas deverão ser examinadas para verificar se ocorreu abuso sexual.
 
Sintomas
- Irritação e coceira na região genital
 
- Inflamação (irritação, vermelhidão e inchaço) dos grandes lábios, pequenos lábios e região do períneo
 
- Corrimento vaginal
 
- Odor fétido
 
- Desconforto ou sensação de queimação ao urinar

Exames e testes
Se você foi diagnosticada com uma infecção fúngica anteriormente, pode tentar o tratamento com produtos vendidos sem receita médica. Entretanto, se os sintomas não desaparecerem por completo em uma semana, entre em contato com seu médico. Muitas outras infecções apresentam sintomas semelhantes.
 
O médico realizará um exame pélvico. O exame pode identificar áreas sensíveis e vermelhas na vulva ou na vagina.
 
Um teste com cultura (avaliação microscópica do corrimento vaginal) é geralmente realizado para identificar uma infecção vaginal ou o crescimento excessivo de fungos ou bactérias. Em alguns casos, a cultura do corrimento pode indicar o organismo que está causando a infecção.
 
Uma biópsia da área irritada pode ser recomendada se não existirem sinais de infecção.
 
Tratamento
 
O tratamento depende da causa da infecção. Possíveis tratamentos:
- Antibióticos tomados por via oral ou aplicados à pele
 
- Pomada antifúngica
 
- Pomada antibacteriana
 
- Pomada de cortisona
 
- Anti-histamínicos, se a irritação for causada por uma reação alérgica
 
- Pomada de estrogênio, se a irritação e inflamação forem causadas por baixos níveis de estrogênio
 
Manter uma higiene adequada é importante e pode ajudar a evitar irritações, principalmente em mulheres com infecções causadas por bactérias encontradas normalmente nas fezes. Banhos de assento podem ser recomendados.
 
Em geral, permitir que a região genital seja mais ventilada também ajuda. Para isso, você pode:
- Usar roupas íntimas de algodão (e não de náilon) ou com forro de algodão. Isso aumenta o fluxo de ar e diminui a umidade.
 
- Retirar a roupa íntima para dormir.
 
Observação: Se uma infecção sexualmente transmissível for diagnosticada, é de extrema importância que o parceiro sexual também faça o tratamento, mesmo se não apresentar sintomas. Se o parceiro sexual estiver infectado, mas não se tratar, você corre o risco de desenvolver a infecção inúmeras vezes.
 
Evolução (prognóstico)
O tratamento adequado de uma infecção geralmente é muito eficaz.
 
Complicações
- Desconforto contínuo
 
- Infecção na pele (por coçar demais)
 
- Complicações em função da causa da doença (como gonorreia ou candidíase)
 
Ligando para o médico
Ligue para o seu médico se apresentar sintomas de vulvovaginite ou se a vulvovaginite já diagnosticada não responder ao tratamento.
 
Prevenção
Usar camisinha nas relações sexuais pode evitar a maioria das infecções vaginais sexualmente transmissíveis. Roupas de tamanho adequado e que absorvem a transpiração, em conjunto com a higiene adequada da região genital, também evitam muitos casos de vulvovaginite não infecciosa.
 
As crianças devem aprender a limpar corretamente a região genital durante o banho. A limpeza adequada após usar o banheiro também ajuda (as meninas devem sempre realizar a limpeza de frente para trás para impedir a entrada de bactérias do reto na região vaginal).
 
As mãos devem ser lavadas cuidadosamente antes e depois de se usar o banheiro.
 
Referências
Eckert LO, Lentz GM. Infections of the lower genital tract: vulva, vagina, cervix, toxic shock syndrome, HIV infections. In: Katz VL, Lentz GM, Lobo RA, Gershenson DM, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2007:chap 22.
 
Sanfilippo JS. Vulvovaginitis. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 549.
 
McCormack WM. Vulvovaginitis and cervicitis. In: Mandell GL, Bennett JE, Dolin R, eds. Principles and Practice of Infectious Diseases. 7th ed. Philadelphia, Pa: Elsevier Churchill Livingstone; 2009:chap 107.

iG

Ministério promove pesquisa para plano de combate a dengue

Ministério promove pesquisa para plano de combate a dengueIniciativas contam com investimento de cerca de R$ 5,3 milhões para medidas preparatórias para a introdução da vacina contra a doença
 
O Ministério da Saúde preparou um plano de medidas para a imunização contra a dengue no Brasil. Entre os planos, está um estudo encomendado para definir os locais e populações prioritárias a receber a vacina.

O objetivo é intensificar as ações de vigilância e prevenção à doença e para isso, o Ministério está dobrando o volume de recursos adicionais. Em dois anos, o investimento será de R$ 5,3 milhões. Ao todo, serão repassados a estados e municípios R$ 363,4 milhões. O recurso extra representa um acréscimo 110% em relação ao que foi transferido em 2012. No ano passado, foram repassados R$ 173,3 milhões.
 
Como primeira iniciativa, um grupo de trabalho formado por técnicos do ministério, Anvisa e especialistas de diversas universidades (como Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) irá elaborar um plano para subsidiar o Ministério da Saúde na definição das áreas e grupos etários para receber a vacina.
 
Dividido em 3 fases, o estudo deve determinar o grau de imunidade da população à infecção pelo vírus da dengue e avaliar a resposta imunológica de pacientes infectados, bem como o desenvolvimento dos casos graves da doença. Além disso, está previsto também um trabalho de morbi-mortalidade para coletar informações epidemiológicas para caracterizar a ocorrência, o perfil da transmissão de dengue no país, reunindo informações adicionais sobre grupos etários vulneráveis, taxas de letalidade e sorotipos circulantes.
 
Testes
A vacina brasileira contra a dengue, que já está em fase de testes em humanos, é desenvolvida pelo Instituto Butantan, com o apoio do Ministério da Saúde. A expectativa é que o imunobiológico seja administrado em uma única dose e combata os quatro sorotipos da doença (1, 2, 3 e 4) já identificados no mundo. A técnica utiliza o chamado vírus atenuado, isto é, o próprio vírus da dengue modificado, de maneira que produz anticorpos na população, mas não desenvolve a doença. A pesquisa pelo Instituto Butantan iniciou em 2006.
 
No mundo estão sendo testadas sete vacinas. No Brasil, além do Butantan, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também está pesquisando uma nova vacina contra a dengue com apoio do Ministério da Saúde. Os estudos são realizados desde 2009, em parceria com o laboratório privado GSK. A previsão é que a vacina seja concluída no prazo de cinco anos.
 
SaudeWeb

Ministério da Saúde libera verba para Santas Casas paulistas

Além de recurso que beneficia unidades de saúde, ministro anuncia investimento para unidade de pronto atendimento 24 horas
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha anunciou a liberação de R$ 29,7 milhões para 15 Santas Casas e entidades filantrópicas de 11 municípios da região de Marília (SP). O valor será pago em partes.

A primeira de R$ 7,4 milhões será liberada ainda este ano e os R$ 22,2 milhões restantes serão divididos em parcelas mensais e durante o próximo ano. Referentes ao Incentivo de Adesão à Contratualização (IAC) de serviços hospitalares, os recursos representam um aumento de 26% para 50% de estímulos pagos pelo governo aos serviços prestados pelo SUS.
 
O reajuste do IAC faz parte de um rol de medidas que o Ministério da Saúde vem estabelecendo para apoiar as Santas Casas e entidades filantrópicas. Em junho deste ano, o ministério contribuiu para a recuperação econômica desses hospitais através do programa de apoio financeiro (PROSUS). A iniciativa propõe que, em um prazo máximo de 15 anos, os débitos das instituições que aderirem ao programa serão quitados. Em contrapartida, os hospitais devem ampliar o atendimento de exames, cirurgias e atendimentos a pacientes do SUS.
 
Os atendimentos de Média Complexidade incluem a realização de exames como raio-x, testes laboratoriais e consultas de várias especialidades, como oncologia, urologia e oftalmologia. A expectativa é ampliar a participação das Santas Casas no atendimento prestado à população. Atualmente, 1.700 hospitais filantrópicos prestam serviços ao SUS.
 
UPA 24hs
Além de aumentar os recursos do IAC, Padilha também autorizou recursos da ordem de R$ 9,6 milhões para aquisição de equipamentos para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) em 10 estados do país (Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo).
 
A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação. Nas unidades, os pacientes são avaliados de acordo com uma classificação de risco, podendo ser liberados ou permanecer em observação por até 24 horas ou se necessário, serão removidos para um hospital de referência.
 
Atualmente no Brasil existem 289 UPA 24h em funcionamento, contando iniciativas federais, estaduais e municipais. Além disso, outras 850 estão em obras no país – construção ou em ação preparatória. As UPAS 24h estão inseridas na rede Saúde Toda Hora, que reorganiza a atenção às urgências e emergências no Sistema Único de Saúde (SUS).
 
SaudeWeb

Comissão aprova projeto que obriga cursos para enfermeiros

Proposta prevê formação continuada de profissionais de enfermagem das equipes, com cursos anuais de aperfeiçoamento ou atualização profissional
 
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga as instituições de saúde a promover a formação continuada dos profissionais de enfermagem que trabalham em suas equipes. Para isso, deverão ser oferecidos anualmente cursos de aperfeiçoamento, proficiência ou atualização profissional.
 
Conforme o substitutivo da relatora, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), ao Projeto de Lei 4868/12, de autoria da deputada Rosane Ferreira (PV-PR), as aulas terão que ser dadas por instituições de ensino autorizadas e reconhecidas pelo poder público ou por equipe de educação continuada mantida pela instituição de saúde.
 
Os cursos deverão abranger, além dos aspectos técnicos, científicos e éticos da profissão, temas de acessibilidade e noções de cuidado, além de ter a duração mínima de 40 horas. A relatora também incluiu dispositivo prevendo que a nova regra não se aplicaria aos corpos de saúde das Forças Armadas, “que por sua natureza e características já têm uma política bem definida de formação”.
 
Mara Gabrilli considerou que o projeto vem sanar uma lacuna no desenvolvimento dos profissionais de enfermagem, “pessoas que lidam diariamente com a vida humana” e têm que estar em constante atualização, por causa da exigência de que o profissional “tenha uma atenção e um conhecimento que ele não pode deixar para trás”.
 
Evitar erros
A conselheira do Conselho Federal de Enfermagem Dorisdaia Carvalho também considera a educação continuada fundamental para sejam evitados erros. “Pelo menos nas médias e grandes instituições, a educação continuada é prevista e tem funcionado no treinamento dos iniciantes e também cada vez que existe uma atividade relativamente nova”.
 
O projeto prevê que caberá ao Conselho Federal de Enfermagem e aos conselhos regionais a fiscalização do cumprimento do disposto na lei.
 
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda vai ser analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
SaudeWeb

Programa Inova Saúde seleciona 45 planos de negócios

Iniciativa busca articular investimentos em inovação com as necessidades do sistema de saúde do País
 
O Plano de Apoio à Inovação Tecnológica no Setor de Equipamentos Médicos e Tecnologias para Saúde, o Inova Saúde – Equipamentos Médicos, selecionou 45 planos de negócios que somam valor global de R$ 544 milhões. Dos planos selecionados, 11 são de pequenas empresas com faturamento inferior a R$ 16 milhões. O apoio a pequenas e médias empresas é uma das características do Inova Saúde.
 
O Inova Saúde – Equipamentos Médicos integra os instrumentos de apoio do BNDES, da Finep e do Ministério da Saúde e busca articular investimentos em inovação com as necessidades do sistema de saúde do País. Lançado em abril deste ano, o programa apoia investimentos em hospitais e empresas de tecnologias de informação e comunicação aplicadas à saúde, além da própria indústria de equipamentos médicos.
 
No processo de seleção, as quatro linhas temáticas do programa foram amplamente contempladas, com destaque para “Tecnologias de informação e comunicação em saúde”, com 15 planos de negócio aprovados, seguida de “Equipamentos eletromédicos e odontológicos” (12 planos), “Dispositivos implantáveis” (11) e “Diagnóstico in vitro e por imagem” (7 planos habilitados). Após a fase de seleção dos planos de negócios, BNDES, Finep e Ministério da Saúde aguardam o posicionamento das empresas habilitadas para a efetiva implementação dos projetos.
 
SaudeWeb