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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Uso de protetor solar é necessário mesmo em ambientes fechados

protetor-solarO uso do protetor solar é uma prática que vem sendo difundida entre a população brasileira nos últimos anos, mas ainda está longe da utilização ideal. A informação é da médica dermatologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), Jonnia Arauj

 “Já existe um consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia sobre a necessidade do uso do protetor solar com fator de proteção 30 no dia a dia das pessoas. Indivíduos com pele étnica podem usar o 20. Porém, muita gente ainda pensa que o fato de estar em um carro, com os vidros fechados, e depois chegar a um escritório, por exemplo, com ar condicionado, exclui a necessidade do uso do protetor, o que não é verdade”, afirma a médica.

De acordo com ela, mesmo para o indivíduo que executa suas atividades vestindo um terno, por exemplo, o protetor é recomendado, pois a pessoa continua com partes do corpo completamente expostas à radiação solar, como rosto, pescoço e mãos.

No caso de trabalhadores que tenham exposições constantes e consideradas laborativas, o fator de proteção deve ser ainda maior. “Aqueles que atuam em construção civil, jardinagem, agricultura ou outras atividades que exigem exposição frequente da pele, devem redobrar os cuidados, usando um fator 50 e complementando com chapéus, óculos e roupas de mangas compridas”, exemplifica Jonnia.

A dermatologista ressalta ainda que o uso do fator de proteção 30, que deve ser um hábito, se aplica àquelas pessoas que não possuem histórico de câncer de pele ou doenças que sensibilizam a pele, a exemplo do lúpus.

“Nesses casos, o fator também deve ser maior. Sempre gosto de dizer que um protetor fator 30, quando corretamente aplicado, significa que o indivíduo está 30 vezes mais protegido do que aquele que não está usando o produto. Um fator 50, 50 vezes, e assim sucessivamente”, explica a médica.

Efeitos
Jonnia ressalta ainda que o dano solar é cumulativo. “Mesmo cinco a dez anos após parar de se expor ao sol sem proteção, as alterações na pele podem se manifestar. Por isso, é de extrema importância a educação infantil, a conscientização desde cedo. A partir dos seis meses de idade já recomendamos o uso do protetor solar”, diz.

“Independentemente da idade, não basta aplicar o protetor solar na pele apenas uma vez, como a maioria das pessoas costuma fazer. É necessário reaplicar sempre, mesmo quando se mora em uma região considerada fria, pois o impacto não é necessariamente o do sol, mas o da radiação”, complementa.​

Com informações do HU-UFS

Blog da Saúde

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Identificado falso produto para tratamento de Hepatite

Falsa solução composta por medicamentos para tratamento de Hepatite C não apresenta registro e lote tem venda proibida

O órgão de vigilância sanitária norte-americano Food and Drug Administration (FDA) informou sobre a comercialização clandestina do produto Ledso, uma solução de Sofosbuvir e Ledipasvir, medicamentos usados no tratamento da Hepatite C.

As cápsulas do produto falsificado teriam sido identificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que emitiu o alerta da distribuição ilegal do produto. A Agência alerta, portanto, que o produto Ledso não possui registro e se trata de um caso de falsificação.
PRODUTO
LOTE
VALIDADE
Sofosbuvir +
Ledipasvir (Ledso)
400mg/ 90mg
0022
04/2017

A empresa Pharco Corporation, localizada no Egito, que consta nos rótulos do produto, alegou que não fabrica nenhum medicamento com o nome Ledso e não fabrica nenhum produto que combine Sofosbuvir e Ledipasvir.

Após constatar a falsificação do produto, a Anvisa determinou a apreensão e inutilização de todas as unidades do lote em território nacional. A resolução RE – 2.291/16 foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (26/08) e já se encontra em vigor.

ANVISA

Lote de descongestionante nasal é interditado

Anvisa interdita lote do descongestionante Nasolive após identificar presença de corpo estranho em frasco

Queixa técnica identificou a presença de corpo estranho em um frasco inviolado do medicamento Nasolive, solução de Cloreto de Sódio 0,9mg/mL + Cloreto de Benzalcônio 0,1mg/mL.

O medicamento, fabricado pela empresa Farmace Indústria Químico – Farm. Cearense Ltda, entra na categoria de baixo risco à saúde.

A interdição cautelar do lote CN16E001 A (Val. 05/2018) do medicamento Nasolive, como consta na RE – 2.329/16 publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, já se encontra em vigor em todo o território nacional.

ANVISA

Proibido lote do medicamento Bromogex (Bromoprida)

O lote continha a presença de particulados nas ampolas, motivando a ação cautelar da Agência

Foto: Reprodução

A Anvisa determinou a proibição da distribuição, comercialização e uso do lote WFE 15331 do medicamento Bromogex (Bromoprida) – ampola de 2 ml caixa com 50 unidades com validade até outubro de 2019, fabricado pela empresa Wasser Farma Ltda.

A medida foi motivada pela presença de particulados nas ampolas do lote em questão. A empresa deve promover o recolhimento do estoque existente do medicamento no mercado.

Confira a Resolução RE – 2.330/16 publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Suspenso lote de achocolatado

Interditado lote de achocolatado Itambezinho. A interdição cautelar é a medida adotada preventivamente quando um produto está sob investigação sanitária

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (29/8), a interdição cautelar do lote 21:18 da bebida láctea Itambezinho, sabor chocolate, 200ml, fabricado por Itambé Alimentos S/A. O achocolatado é válido até 21 de novembro de 2016.

Interdição cautelar
A medida, que está descrita na Resolução 2.333/2016, foi tomada em razão do falecimento de uma criança após a ingestão do produto em Mato Grosso. A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) apura as causas da morte. A suspeita de envenenamento provocado por terceiros também é avaliada.

A Resolução vigorará por 90 (noventa) dias e poderá ser suspensa caso não sejam confirmadas irregularidades.

Foto: Reprodução

ANVISA

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Riscos do uso constante de anabolizantes para tentar atingir o "corpo perfeito"

Foto:Reprodução
Busca por um corpo forte faz surgir novos usuários de hormônios, mas médicos alertam que qualquer dose de anabolizante causa males ao corpo

Entre as afinidades do casal Camilla e Rafael, juntos há cinco anos, uma delas é determinante para o sucesso do relacionamento: eles têm em comum a meta de fortalecer e definir seus corpos e fazem de tudo para que isso aconteça.

Aos 21 anos, os estudantes de administração e educação física - ela e ele, respectivamente - recorrem a uma alimentação regrada, atividade física diária e também a ciclos de anabolizantes - um método de injeção de hormônios que causa hipertrofia muscular.

Ele faz o tratamento com ajuda médica e aplica a si mesmo uma dose pequena de esteroides por semana. Ela pesquisa sozinha informações na internet e pede que o namorado faça a aplicação em seu corpo.

Camilla Gabriel da Silva sonha em ter curvas e músculos, e para alcançar o resultado desejado passou a usar doses de Oxandrolona e Stanozolol, substâncias que compra em sites e lojas dedicadas ao gênero na internet.

"Pesquiso muito, procuro saber o que pode causar no meu corpo e se não são anabolizantes falsos", explica Camilla.

'Look bombado'
"A primeira vez que usei foi há dois anos e não fez muito resultado. Só tomar, não malhar e não se alimentar bem não ajuda, é preciso fazer o pacote todo", emenda a morada de Inhaúma, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, que admira o padrão "bombado" das saradas de academia.

Já Rafael recebe as orientações para uso de anabolizante diretamente do seu médico, o qual visita com regularidade há quatro meses, desde que começou um tratamento para ficar mais forte. Em pouco tempo ele passou e se sentir mais bem disposto, ter um desempenho melhor na musculação e ficou menos cansado nos treinos da academia.

"Falam tanto do uso de hormônios, mas ninguém critica o moleque de 16 anos que sai todo final de semana para beber dilacerando o próprio fígado. Se forem comprovar, as lesões de uma má alimentação são muito maiores", opina Rafael do Nascimento, de 21 anos e futuro fisiculturista.

Ele engrossa o caldo dos defensores dos esteroides que lotam academias de ginástica e procuram médicos que topem receitá-los ilegalmente, já que a reposição hormonal é proibida para fins estéticos. + A tatuagem de uma mulher com câncer da mama que se tornou viral na internet

Crescimento alarmante
E o fenômeno não é isolado. Dados do mercado de anabolizantes revelam que o número de usuários não para de crescer. Só nos Estados Unidos cerca de 3 milhões de homens fora do ambiente esportivo usam esteroides, de acordo com levantamento de agosto de 2015.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), no Brasil, um em cada 16 estudantes adolescentes já fez uso desse tipo de hormônio. É um número alarmante, de um submundo que envolve vendas em academias, laboratórios caseiros piratas, produtos falsificados no mercado e o consumo sem orientação médica.

"Não existe dose segura de anabolizante. Você só tem indicação de reposição hormonal quando há uma deficiência comprovada e diagnosticada. Se você está oferecendo hormônio a mais do que já produz (no corpo), você irá necessariamente suprimir a produção endógena", explica a endocrinologista Cynthia Valério, membro da SBEM.

Vira e mexe ela lida com esses casos no consultório e precisa explicar aos pacientes que o método, além de inseguro, é ilegal, e, portanto, não os realiza.

Usuários ávidos por anabolizantes costumam entoar a frase que "quem cresce naturalmente é planta" e é assim que justificam, na maioria das vezes, a utilização do método.

Porém, ignoram riscos de efeitos colaterais sérios, como tumores no fígado, impotência sexual, infarto, arritmias, derrame cerebral e até mesmo a morte. Apesar de não viciar, o uso contínuo de esteroides pode trazer uma grande dependência, nesse caso a emocional. Ela é retroalimentada pelo bem-estar provocado através dos efeitos estéticos rápidos que o anabolizante causa.

Em alguns casos, o usuário fica cada vez mais forte e não consegue notar o exagero de músculos. A esse transtorno dá-se o nome de vigorexia.

A grande diferença entre quem sofre de vigorexia e pessoas que somente querem ficar muito fortes é a distorção da imagem corporal.O vigoréxico se enxerga de forma distorcida e sempre menos forte do que é, além de ter comportamentos obssessivos: todo tempo livre e pensamentos são voltados a ficar mais forte, prejudicando a vida social, afetiva e até mesmo profissional", explica a psicóloga Daniela Faertes, especialista em mudança de comportamento.

'Consequências irreversíveis'
Um empresário de 36 anos que preferiu não se identificar e será citado nessa reportagem como Luis da Silva usa desde 2003, em ciclos, os anabolizantes Durateston, Deca Durabolin e Hemogenin. Ele viu a sua vida social melhorar consideravelmente depois que passou a "tomar bomba", como ele mesmo diz.

"Você passa a se sentir bem pra caramba, a mulherada passa a te olhar", explica Luis da Silva.

Luis faz parte de uma legião de usuários de anabolizantes que realiza um verdadeiro doping da beleza.

O método é o caminho mais curto para atingir padrões físicos que seriam conquistados em um tempo natural maior apenas com exercícios físicos e dieta balanceada; ou nunca conquistados, por uma falta de pré-disposição do seu biotipo físico.

"Há que se conscientizar as pessoas sobre o mal que essas substâncias causam à saúde, provocando efeitos colaterais que trazem consequências irreversíveis e podem até levar à morte", explica Rogério Sampaio, secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). "O uso de anabolizantes por frequentadores de academias é bastante preocupante."

Um dos personal trainners mais requisitados do país, o preparador físico Chico Salgado tem uma cartela estrelada de clientes, além de uma academia própria onde ensina diversos tipos de lutas para seus alunos. Ele costuma dizer que não adianta querer mudar o corpo rapidamente só para se preparar para uma data especial: é preciso conquistar a forma dos sonhos aos poucos e, o principal, mantê-la.

"Tudo que vem fácil, vai fácil. Eu sou muito contra o uso de anabolizantes até pelo alto risco de câncer", diz Salgado, entre uma aula de luta e outra, por telefone. Casos mal sucedidos de uso de anabolizantes não faltam para contar a história.

Um caso recente é o do cantor baiano Netinho, que há dois anos teve um sangramento no fígado causado pelo uso excessivo de anabolizantes e foi internado às pressas. Procurado para esta reportagem, ele não quis dar entrevistas, mas sua assessora de imprensa disse por e-mail:

"Ele só voltará a falar sobre esse assunto no momento do lançamento do livro que está escrevendo, chamado Nada como viver!".

Delas

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Problemas de visão devido à diabetes cresce no mundo, diz estudo

Altas taxas de açúcar no sangue prejudicam saúde ocular. Cegueira relacionada à diabetes aumentou em 27% em 20 anos

Estudo aponta que problemas de visão relacionados à diabetes estão aumentando no mundo (Foto: CDC/ Amanda Mills)
Estudo aponta que problemas de visão relacionados à diabetes estão aumentando no mundo (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Em um período de 20 anos, entre 1990 e 2010, a proporção de casos de problemas de visão relacionados à diabetes tem crescido no mundo todo. A conclusão é de um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Nova Southwestern, nos Estados Unidos, e da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido publicado esta semana na revista médica "Diabetes Care".

Em 2010, 1 em cada 39 cegos tinha o problema devido à retinopatia diabética, o que representa um aumento de 27% desde 1990. Neste período, também aumentou em 64% a proporção de pessoas com deficiência visual moderada ou grave devido à retinopatia diabética: em 2010, 1 em cada 52 pessoas com esse problema tinha diabetes.

A retinopatia diabética, provocada por taxas altas de açúcar no sangue resultantes da diabetes, se caracteriza por danos nos vasos sanguíneos da parte de trás do olho, o que leva a problemas de visão.

"Infelizmente, a retinopatia diabética geralmente não têm nenhum sintoma nos estágios iniciais", diz Janet Leasher, uma das autoras da pesquisa e professora da Universidade Nova Southwestern. 

"Pessoas diagnosticadas com diabetes devem ter um exame com dilatação dos olhos pelo menos todo ano e ser orientadas por seu oftalmologista. Pacientes devem trabalhar de perto com seus médicos para determinar os melhores métodos para controlar o nível de açúcar do sangue."

G1

Sem material, médicos e enfermeiros 'vestem' plástico em hospital do DF

Funcionária vestindo saco plástico como improviso para a falta de capote no Hospital de Santa Maria (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Hospital de Santa Maria ficou sem vestimenta adequada ontem, quinta-feira. Funcionários improvisaram sacos plásticos para não suspenderem serviço

A falta de capote – vestimenta usada para realizar procedimentos de saúde – fez médicos e enfermeiros do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, usarem sacos plásticos como proteção. A situação foi denunciada nesta quinta-feira (25).

De acordo com os funcionários, cuidados básicos como banho no leito, fisioterapia e outros procedimentos ficaram prejudicados pela falta do material, que é recomendado no protocolo de saúde.

Ao G1, a Secretaria de Saúde informou que houve um “atraso no processamento da lavagem de roupas do Hospital de Santa Maria” por conta de uma reforma na área onde é realizado o serviço terceirizado de rouparia e lavanderia.

A empresa responsável pelo serviço é a NJ Lavanderia. De acordo com o portal de transparência, a NJ Lavanderia Industrial e Hospitalar LTDA já recebeu R$ 6.824.506,63 em pagamentos do GDF desde 5 de fevereiro.

Em nota, a pasta afirmou que 600 capotes descartáveis foram distribuídos pela própria empresa prestadora de serviços da lavandeira durante a manhã desta quinta. Segundo a secretaria, a situação seria normalizada até o fim da tarde.

G1

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

H1N1: vírus já matou 1.775 pessoas este ano no Brasil, segundo ministério

Mortes foram registradas até o dia 13 de agosto. Em 2009, pandemia provocou 2.060 mortes ao longo do ano inteiro

Vacina gripe MS (Foto: Reprodução/TV Morena)
Segundo Ministério da Saúde, vacinação contra influenza ultrapassou meta (Foto: Reprodução/TV Morena)

Desde o início de 2016 até o dia 13 de agosto, 1.775 pessoas já morreram por H1N1 no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2009, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia por esse subtipo de influenza, o Brasil registrou 2.060 mortes por H1N1 ao longo do ano todo.

O estado mais afetado foi São Paulo, que teve 737 óbitos por H1N1, seguido por Paraná, com 206 mortes e Rio Grande do Sul, com 182 mortes.

No ano passado inteiro, o país registrou 36 mortes por H1N1; em 2014, tinham sido 163 mortes e, em 2013, 768 óbitos pelo vírus.

Ao todo, foram notificados 9.635 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 ao longo de 2016. A SRAG é uma complicação da gripe. Houve ainda 1.080 casos de SRAG por outros tipos de influenza.

Além das mortes pela influenza A/H1N1, houve 169 mortes por outros tipos de influenza.

Esta semana, uma atleta indiana que esteve na Olimpíada do Rio foi diagnosticada com H1N1 depois de ser internada em um hospital de Nova Délhi, na Índia.

Vírus chegou antes do previsto
Este ano, o vírus chegou antes do previsto, atingindo uma população vulnerável por ainda não ter tomado a vacina. Segundo o Ministério da Saúde, 49,9 milhões de pessoas já receberam a vacina de gripe este ano, número que superou a meta de imunizar 80% do público prioritário do país.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte. Mas não há uma explicação definitiva para a chegada precoce do vírus.

Veja o número de mortos por H1N1 no Brasil por estado:
Brasil: 1.774
SP: 737
PR: 206
RS: 182
MG: 122
SC: 100
MS: 87
GO: 76
RJ: 65
ES: 44
PA: 26
BA: 26
DF: 18
PE: 15
MT: 14
CE: 13
PB: 11
RN: 7
AL: 7
AC: 5
AM: 4
AP: 4
RO: 2
RR: 1
MA: 1
PI: 1


G1

Instituto de SP faz cruzamento bovino e produz leite que não causa alergia

Estudo foi realizado com rebanhos de Centro de Pesquisa de Nova Odessa. Cientistas mapearam vacas com proteína saudável ao consumo humano

Instituto de Nova Odessa descobriu leite 'antialérgico' com cruzamentos de rebanhos (Foto: Reprodução/EPTV)
Instituto descobriu leite 'antialérgico' com cruzamentos de rebanhos (Foto: Reprodução/EPTV)

O Instituto de Zootecnia de Nova Odessa (SP) desenvolveu uma pesquisa pioneira para produzir um tipo de leite que não causa alergia pela proteína presente na bebida. Os estudiosos do Centro observaram a composição genética do gado e realizaram o cruzamento apenas entre os rebanhos que apresentaram a proteína Beta Caseína (A2) no organismo que, segundo o estudo, são mais saudáveis para o consumo humano.

Enquanto o leite comercializado tem apenas 11% da presença da proteína A2, no leite do gado com o melhoramento genético, analisado na pesquisa, a existência Beta Caseína sobre para 88,5%, segundo o estudo.

A ideia é disponibilizar para o consumo o leite que, de acordo com os cientistas, ajuda a evitar doenças como diabetes e problemas cardíacos.

"Ao agregarmos valor ao leite, contribuímos também para a melhor remuneração do produtor", explicou o diretor do Centro de Pesquisa com Bovinos do Leite, Anibal Eugênio Vercesi Filho. "A raça Gir Leiteiro, além da adaptabilidade e resistência apresenta leite não-alergênico", disse. Para a pesquisa, foram analisados os perfis genéticos de 385 matrizes da raça Gir Leiteiro.

De acordo com o diretor do Centro de Pesquisa com Bovinos do Leite, o objetivo é formar um rebanho de animais com a genética da Beta Caseína e que produzam leite com a A2.

Os resultados do estudo apontam uma vantagem para a raça do gado Gir Leiteiro, espécie mais utilizada para a produção do laticínio no Brasil, devido à elevada presença do gene que decodifica a proteína.

No projeto, participaram pesquisadores do IZ em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e com a Associação Brasileira de Criadores do Gir Leiteiro (ABCGIL).

"Assim, em médio prazo, o Instituto de Zootecnia poderá fornecer leite contendo apenas a proteína Beta Caseína A2. Além disso, as matrizes e reprodutores passarão essa mesma característica aos seus descendentes", ressaltou.

G1

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Farmacêuticos poderão prescrever medicamentos em unidades de saúde

Os Farmacêuticos, que atuam nas unidades de saúde de Ponta Grossa, poderão prescrever alguns tipos de medicamentos para a população

Peterson Strack

Uma resolução da Secretaria Municipal de Saúde determinou a implantação de um Protocolo de Atendimento Farmacêutico para o tratamento de doenças como a escabiose, pediculose e desidratação.

A decisão passou a valer nesta semana em nove postos de saúde que contam com os profissionais e que foram escolhidos estrategicamente por apresentarem números maiores de Equipes de Saúde da Família. Futuramente, a ideia será expandir os atendimentos para mais unidades.

De acordo com a Coordenação de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde os profissionais passaram por uma capacitação para realizar esse tipo de atendimento. Com a relação das três doenças, que fazem parte do protocolo, o órgão informou que são as patologias que prevalecem na população.

Os Farmacêuticos, que atuam nas unidades de saúde de Ponta Grossa, poderão prescrever alguns tipos de medicamentos para a população. Uma resolução da Secretaria Municipal de Saúde determinou a implantação de um Protocolo de Atendimento Farmacêutico para o tratamento de doenças como a escabiose, pediculose e desidratação.

"A coordenação está trabalhando para fazer o acompanhamento dos pacientes de acordo com a linha de cuidado daqueles que possuem doenças crônicas, analisando periodicamente o resultado, com avaliação farmacêutica da farmacologia adequada,resultados de exames e organização da documentação para dar suporte ao paciente", informou o departamento de saúde, através de nota de nota enviada pela assessoria de comunicação.

Resolução
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) lembra sobre a resolução 588 de 19 de agosto de 2013...

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Mulher se passa por médica e trabalha por 40 dias em posto no RS, diz MP

Foto: Reprodução
Caso ocorreu em Novo Machado, onde atendeu pelo menos 100 pessoas. Após suspeitas, ela foi exonerada; RBS tentou contatá-la, sem sucesso

O Ministério Público investiga uma mulher que se passou por médica em Novo Machado, no Noroeste do Rio Grande do Sul, cidade de cerca de 4 mil habitantes. Segundo o órgão, Vânia Regina Ramos atuou como clínica geral de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) por 40 dias. Durante esse período, ela atendeu pelo menos 100 pessoas, chegando a fazer pontos cirúrgicos, como mostra o RBS Notícias (veja vídeo acima).

A Secretaria de Saúde de Novo Machado, Bibiane Raquel Glanzel, disse que Vânia Regina Ramos foi a única que se interessou em trabalhar na cidade, em um contrato emergencial de seis meses. Ela começou a trabalhar em julho e chegou a receber R$ 15 mil, mas farsa foi descoberta após denúncias.

"No dia da exoneração, fizemos numa pesquisa no histórico do computador onde mostrava que a mesma pesquisava tipos de medicamentos pra hipertensão, entre outras pesquisas relacionadas a medicamentos." Vânia usava o nome e o registro profissional de uma médica que mora no Paraná. Ela se aproveitou da semelhança entre os nomes para falsificar documentos, como o certificado de conclusão do curso de medicina. Pelo período que trabalhou em Novo Machado, recebeu em torno de

O caso está sendo investigado pelo promotor de justiça Ronaldo Adriano de Almeida Arbo. "Efetivamente essa cidadã não era médica", diz. "Como ela não se encontra na cidade, não foi possível localizar o endereço dela, que ela esteja fazendo essa atividade indevida, criminosa em outros locais."

Entre os crimes apontados pelo Ministério Público estão falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e estelionato, além de apropriação de bem público. O Ministério Público pediu a prisão preventiva da mulher, o que foi concedida na tarde desta quarta-feira (23). A produção do RBS Notícias tentou falar com Vânia Regina Ramos, mas o telefone estava impossibilitado de receber chamadas.

Pacientes e colegas desconfiaram de mulher
A enfermeira Sandra Rodrigues Aquino disse que suspeitou da mulher a partir das prescrições. "Diante das prescrições que ela começou a passar para os pacientes, algumas poderia levar ao risco a vida deles. E a gente então não administrava medicação e foi observando que isso vinha se evidenciando no decorrer de todos os dias."

Segundo colegas, até um antibiótico que deveria ser aplicado no tecido muscular foi prescrito para ser injetado na veia de uma paciente, o que poderia causar perda de consciência e morte. Uma paciente, que preferiu não se identificar, contou que levou um exame para análise de Vânia e se surpreendeu com a resposta. "Ela falou assim: eu não posso te dizer nada. Vou te passar esse exame que você leva a outro médico para ele orientar sobre o que fazer".

G1

Monitor de clínica clandestina afirma que era obrigado a bater em pacientes

Monitor afirma que apanhava se não batesse nos internos de clínica clandestina Goiânia Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Foto: Reprodução?TV Anhanguera
Ele diz que foi interno do local e, após melhorar do vício, se tornou monitor. Local foi fechado pela Polícia Civil e internos devolvidos às famílias, em GO

Ex-paciente de uma clínica clandestina de reabilitação para usuários de drogas, que se tornou monitor do local, relatou que recebia ordens do dono do estabelecimento para bater nos pacientes, em Goiânia. “Se a gente não batesse no interno, a gente que apanhava”, disse o homem de 32 anos, que não quis ser identificado, à TV Anhanguera.

A clínica clandestina foi interditada por tempo indeterminado pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária nesta terça-feira (23). O dono da clínica, Bruno Volpato, e um coordenador do local foram presos. Um segundo coordenador continua foragido. Segundo as investigações, os 18 internos que foram encontrados no local eram torturados e obrigados a tomar medicamentos de uso controlado, que foram encontrados no local.

O monitor que afirmou ser forçado a bater nos pacientes alertou que os medicamentos eram usados para amenizar as reações dos pacientes. “Aqueles remédios lá, na verdade, eram para acalmar os internos”, revelou. Um dos dependentes que estava internado no local, Elder Pereira da Silva, relatou que não era bem tratado no local. “Eu ficava dopado. Eu passava mal”, contou.

As vítimas das torturas foram resgatadas pela Polícia Civil e levadas para as casas de suas famílias pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Três deles foram levados para um abrigo porque os parentes não foram identificados.

Interdição
O delegado responsável pelo caso, Sérgio Souza Arraes, disse que o dono da clínica anunciava o serviço de internação para dependentes químicos em redes sociais e cobrava entre R$ 500 e R$ 1 mil. A polícia só descobriu o crime após um ex-paciente denunciar o caso.

"Ele e o funcionário iam até a casa das famílias que os contratavam e buscavam os internos a força. Davam gravata, imobilizavam, davam remédio para acalmar. Tem relatos de pacientes que tiveram braço e costelas quebradas na chácara. Eram afogados e espancados para disciplinar", disse. Ainda de acordo com as investigações, os internos eram ameaçados para não contar sobre as agressões aos familiares.

Na clínica também foram encontrados remédios como calmantes e antidepressivos. A Vigilância Sanitária esteve no local e apreendeu os medicamentos. "Para que esses remédios fossem ministrados, era preciso que tivesse um médico e um farmacêutico presente, e não tinha nenhum profissional desse tipo lá", disse o diretor de fiscalização da Vigilância Sanitária, Dagoberto Costa.

Além disso, o local não tinha nenhum alvará de funcionamento. "Ele disse que tinha esse centro terapêutico em Guapó e agora tinha vindo para Goiânia, estava começando e ainda ia contratar os médicos e solicitar os alvarás", relatou Costa.

Os dois suspeitos presos vão responder por sequestro, cárcere privado e ministrar medicamentos de uso controlado sem permissão.

G1

Droga vegetal deverá comprovar ausência de agrotóxico

Laboratórios têm até 2018 para implantar metodologias específicas de análise de agrotóxicos em medicamentos obtidos a partir de extratos vegetais


Os produtores de drogas vegetais e derivados vegetais terão até o dia 1º de janeiro de 2018 para apresentar as avaliações de resíduos de agrotóxicos e afins, referentes aos seus produtos. A análise envolve a verificação da presença de ocratoxinas, fumonisinas e tricotecenos

 O novo prazo está na resolução RDC 93/2016 publicada em julho, no Diário Oficial da União.

A medida já estava prevista na resolução RDC 26/2014 publicada há dois anos durante a modernização das regras de registro de medicamentos fitoterápicos e notificação de produtos tradicionais fitoterápicos.

O prazo até janeiro de 2018 foi fixado porque, para a implantação destas análises, é necessário criar metodologias específicas. Como até recentemente esta exigência não existia no Brasil, os laboratórios de análises e fabricantes de medicamentos ainda precisam realizar os investimentos necessários em equipamentos e métodos para iniciar a análise de agrotóxicos nesse tipo de produto.

Droga e derivado vegetal
Pela legislação, droga vegetal é a planta com substância terapêutica após o processo de coleta, estabilização e processamento, podendo ser encontrada na forma íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. Derivado vegetal é o produto da extração da planta medicinal fresca ou da droga vegetal, que contenha as substâncias responsáveis pela ação terapêutica, podendo ocorrer na forma de extrato, óleo fixo e volátil, cera, exsudato e outros.

ANVISA

Anvisa suspende e proíbe vários produtos: confira

Anvisa publica oito resoluções com medidas sanitárias. Suspensões e proibições incluem produtos e medicamentos de cinco empresas


Uma série de resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (22/08) determinou diferentes medidas que vão desde a suspensão da importação de produtos à suspensão da distribuição, comercialização e uso de medicamentos e equipamentos hospitalares.

Confira abaixo as informações das medidas:



Produto
Lote
Empresa
Motivo
Medida
1.
Romeran (brometo de rocurônio) 10mg/mL solução injetável
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Instituto Biochímico Indústria Farmacêutica Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
2.
Cutenox (enoxaparina sódica) solução injetável em seringas (20mg/0.2mL, 40mg/0.4mL, 60mg/0.6mL e 80mg/0.8mL)
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Instituto Biochímico Indústria Farmacêutica Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
3.
Verônio (brometo de vecurônio) pó liofilizado injetável (4mg e 10mg)
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Instituto Biochímico Indústria Farmacêutica Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
4.
Polixil B pó liofilizado a granel
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Química Haller Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
5.
Azitromicina 500 mg pó liofilizado
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Antibióticos do Brasil Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
6.
Ácido zoledrônico 4mg pó liofilizado injetável
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Antibióticos do Brasil Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
7.
Cloridrato de Metoclopramida 10mg/2mL solução injetável
8369009
Laboratório Teuto Brasileiro S/A
Resultado insatisfatório no ensaio de descrição da amostra (ampolas com número de lote e/ou prazo de validade ilegíveis
8.
Tomógrafo CT Prospeed (e todos outros equipamentos médicos de uso hospitalar)
-
Heraclito Santos Amorim -ME
Empresa sem Autorização de Funcionamento, sem Registro e sem autorização do detentor do Registro 
9.
Alprazolam 1mg 2BL x 15 comprimidos em cartuchos 2mg
812594
E.M.S. S/A
Comunicado de recolhimento voluntário encaminhado pela própria empresa EMS S/A
10.
Rivotril (Clonazepam) 0,5mg comprimidos
RJ0792 (Validade 02/2017)
RJ0899 (Validade 01/2019)
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Teste de dissolução fora de especificação
11.
Lexotan (Bromazepam) 6mg comprimido
RJ0613 (Validade 01/2018)
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Teste de dissolução fora de especificação


ANVISA

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Anvisa proíbe venda de geleia de morango com larvas e pelo de roedor

Medida foi publicada por meio de resolução no 'Diário Oficial da União'. Geleia Piá é produzida por cooperativa do Rio Grande do Sul

Em um dos lotes da geleia Piá de morango, foram encontrados pelo de roeder e duas larcas mortas. (Foto: Reprodução/Pia.com.br)
Em um dos lotes da geleia Piá de morango, foram encontrados pelo de roeder e duas larcas mortas. (Foto: Reprodução/Pia.com.br)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir a distribuição e venda de um lote da geleia de morango Piá porque foram encontrados fungo, duas larvas mortas e um pelo de roedor inteiro. A medida foi publicada por meio de resolução no "Diário Oficial da União" de ontem, segunda-feira (22). 

O laudo definitivo, emitido pelo Laboratório de Saúde Pública de Santa Catarina, também detectou "matérias estranhas indicativas de falhas das boas práticas" do alimento, que é produzido pela Cooperativa Agropecuária Petrópolis, localizada em Nova Petrópolis (RS).

Segundo a Anvisa, a empresa terá de recolher todo o estoque do produto que existir no mercado relativo ao lote 02, com validade em 19 de novembro de 2016.

Confira abaixo a íntegra da nota da cooperativa
"Tendo em vista a proibição da venda de um lote de geleia de morango, a diretoria da Cooperativa Agropecuária Petrópolis – detentora da marca Piá, vem a público informar que o problema já havia sido detectado antes mesmo da decisão da Anvisa, e que o mesmo foi totalmente recolhido do mercado no dia 25 de maio de 2016.

Cabe salientar ainda que a origem do problema do Lote número 02, fabricado em 19 de novembro de 2015 e com validade até 19 de novembro de 2016, é a própria matéria prima, no caso o morango utilizado na produção da geleia. Os animais entram em contato com o fruto nas lavouras, no momento da colheita, antes de sua transformação na indústria. Durante o processamento na indústria, que atinge temperaturas altas, são eliminados os microrganismos, mas as matérias estranhas que estão na matéria-prima podem permanecer.

A Cooperativa Agropecuária Petrópolis vai intensificar o treinamento e o monitoramento de boas práticas dos produtores de morangos para as próximas safras."

G1

Menino de três anos tem pernas e dedos amputados por erro de diagnóstico

 Reuben, antes e depois de pernas prostéticas  (Foto: BBC)
Reuben, antes e depois das pernas protéticas (BBC)
Médicos na Inglaterra achavam que criança tinha amigdalite, mas ela tinha infecção após sofrer queimadura

Um menino de três anos teve as duas pernas e sete dedos amputados após um erro de diagnóstico na Inglaterra.

O caso teve início quando, em julho de 2015, Lou Harvey-Smith levou seu filho Reuben a um hospital público na cidade de Ipswich uma queimadura acidental com um ferro de passar.

Dois dias depois ela retornou ao local porque o menino estava com febre alta e dor de garganta.

Os médicos disseram que ele estava com amigdalite (inflamação na amigdala) e receitaram antibióticos.

No dia seguinte, porém, o estado do menino piorou muito.

A mãe ligou para uma unidade especializada em queimaduras no Chelsea and Westminster Hospital para ouvir uma segunda opinião.

Os médicos dali suspeitaram de choque tóxico, uma infecção que pode ser fatal. O problema seria causado por bactérias que teriam entrado pela ferida e estariam liberando toxinas venenosas no sangue de Reuben.

‘Pés novos’
O menino foi levado às pressas para o hospital de Ipswich e, de lá, transferido para uma unidade em Londres.

A essa altura, porém, a infecção já era tão grave que ele corria risco de morrer e seus membros precisaram ser amputados.

"[Reuben] olhou para as pernas amputadas e disse 'os pés ruins já foram, agora traz os novos'", contou a mãe, que tem 41 anos.

Ela disse que o menino "aceita (a realidade) e segue sua vida", mas processou o hospital de Ipswich. A instituição admitiu que o choque tóxico era uma “possibilidade significativa” com base nos sintomas da criança e que a amputação poderia ter sido evitada se o diagnóstico e tratamento tivessem sido feitos antes.

“É extremamente preocupante que eles soubessem da ligação entre queimaduras e choque tóxico e mesmo assim não tenham considerado essa possibilidade no caso de Reuben”, disse advogado de Harvey-Smith, Tim Deeling.

Os responsáveis pelo hospital fizeram um pagamento de 50 mil libras (cerca de R$ 210 mil) à família para cobrir gastos temporariamente.

“No processo em andamento, admitimos total responsabilidade por falhas no atendimento de emergência dado a Reuben em julho de 2015 e pedimos desculpas sinceras”, disse um porta-voz.

Segundo ele, a equipe médica recebeu treinamento para reconhecer possíveis sintomas de choque.

O hospital, acrescentou, “está comprometido em garantir que Reuben seja compensado de forma apropriada para que tenha os cuidados, as próteses e equipamentos que precisa pela vida”.

G1

Pfizer compra fabricante de remédios contra o câncer Medivation

Farmacêutica Pfizer anuncia a compra fabricante de remédios contra o câncer Medivation  (Foto: Reuters)
Foto: Reuters
Negócio está avaliado em cerca de US$ 14 bilhões. Remédios contra o câncer representam um dos maiores mercados do setor

A companhia farmacêutica americana Pfizar, fabricante do Viagra e do Lipitor, anunciou nesta segunda-feira um acordo para comprar a fabricante de remédios contra o câncer Medivation em uma operação avaliada em cerca de US$ 14 bilhões.

Segundo os termos financeiros do acordo, a Pfizer pagará US$ 81,50 por cada ação da Medivation, o que representa um valor 21% maior em relação ao último fechamento dos títulos da companhia, conforme anunciaram as duas empresas em comunicado conjunto.

"Com a aquisição da Medivation, esperamos acelerar de forma imediata o crescimento de nossas receitas e também fortalecer nossa liderança no campo da oncologia", disse Ian Read, presidente e executivo-chefe da Pfizer, ao anunciar o acordo.

Em sua lista de medicamentos, a Medivation conta com Xtandi, utilizado no tratamento contra o câncer de próstata, que no último ano gerou vendas em nível mundial de US$ 2,2 bilhões e que já foi utilizado por cerca de 64 mil pacientes desde a sua aprovação.

"Acreditamos que nossa parceria com a Pfizer é o passo correto para nossa trajetória de crescimento e para ampliar o mercado do Xtandi", disse, por sua vez, o fundador e atual executivo-chefe da Medivation, David Hung.

A operação, que já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as companhias, precisa agora do sinal verde das autoridades reguladoras e a Pfizer espera fechá-la no último trimestre deste ano.

Os remédios contra o câncer representam um dos maiores mercados da indústria farmacêutica, com vendas na ordem dos US$ 80 bilhões por ano e um crescimento anual superior a 10%, segundo dados da companhia EvaluatePharma.

A Medivation também chegou a ser cortejada pelo grupo francês Sanofi.

Em 2015, a Pfizer anunciou a compra da fabricante do Botox, Allergan, em transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões.

G1

sábado, 20 de agosto de 2016

Funcionários de hospital são presos por venda de bolsas de sangue no RJ

Dupla foi presa em flagrante após denúncia na sexta (19) em Cabo Frio. Uma pessoa pegou R$ 1,5 mil emprestados para comprar sangue, diz MP

Recibo mostra suposta venda de bolsas de sangue no hospital privado (Foto: MPRJ/Divulgação)
Recibo mostra suposta venda de bolsas de sangue no hospital privado (Foto: MPRJ/Divulgação)

Dois funcionários do Hospital Clinerp, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, foram presos em flagrante nesta sexta-feira (19) por suspeita de terem vendido bolsas de sangue a pacientes. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, eles foram detidos após a denúncia de uma pessoa que pegou um empréstimo para comprar as bolsas para um paciente internado na unidade.

Os presos, que não tiveram as idades divulgadas, foram levados para a 126ª DP (Cabo Frio). Segundo o MP, a denúncia foi recebida na manhã desta sexta pela Promotoria de Investigação Penal de Cabo Frio. Uma pessoa disse que precisou pegar R$ 1,5 mil emprestados para comprar duas bolsas de sangue. O recibo da compra foi apreendido pelo Grupo de Apoio aos Promotores (GAP).

De acordo com o MP, a conduta é praxe em hospitais da Região dos Lagos. A promotoria vai abrir um inquérito para investigar outros casos. Os detidos serão denunciados pelo artigo 15 da Lei 9.434/97, que envolve a compra e venda de tecidos, órgãos e partes do corpo humano. A pena varia de 3 a 8 anos de prisão.

G1

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cientistas descobrem analgésico que poderia substituir a morfina

Novo medicamento, chamado PZM21, não causaria dependência. Droga também não provoca problemas respiratórios associados a opioides

Nova droga, nomeada PZM21, pode vir a substituir a morfina (Foto: CDC/ Amanda Mills)
Nova droga, nomeada PZM21, pode vir a substituir a morfina (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Cientistas anunciaram na quarta-feira (17) uma droga sintética que neutraliza a dor de forma tão eficaz quanto a morfina, mas sem os efeitos colaterais que tornam os opioides tão perigosos e viciantes.

Os métodos de big data utilizados pelos pesquisadores também abriram um caminho promissor na inovação de remédios, segundo um estudo publicado na revista científica Nature.

Em experimentos com ratos, o novo composto ativou um caminho molecular conhecido no cérebro que desencadeia a supressão da dor.

Mas ao contrário da morfina e de outras drogas prescritas, como a oxicodona ou o oxycontin, o composto não ativou um segundo caminho que pode desacelerar ou bloquear a respiração normal.

A supressão respiratória causada por opioides resulta em cerca de 30 mil mortes por ano nos Estados Unidos, onde o consumo de opioides assumiu proporções epidêmicas.

A nova droga - nomeada PZM21 - não causou dependência nos ratos de laboratório, que ficam viciados em morfina e medicamentos analgésicos tão facilmente quanto os seres humanos.

A PZM21, segundo os pesquisadores, oferece "analgesia de longa duração acoplada à eliminação aparente da depressão respiratória".

Uma terceira vantagem do novo composto, segundo eles, é que ele não causa constipação. Nos Estados Unidos, remédios que soltam o intestino bloqueado devido ao uso de opioides são anunciados na televisão.

O ópio e seus derivados são utilizados para diminuir a dor (e gerar sentimentos de euforia) há mais de 4 mil anos.

"As pessoas estão procurando um substituto mais seguro para os opioides padrão há décadas" , disse Brian Shoichet, professor da Escola de Farmácia da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e um dos três autores sênior do estudo.

A maioria desses esforços tentaram ajustar a estrutura química da droga para eliminar os efeitos colaterais.

Shoichet e colegas da Universidade de Stanford, da Universidade da Carolina do Norte e da Universidade de Erlangen-Nuremberga na Baviera, Alemanha, fizeram uma abordagem radicalmente diferente.

Em direção à 'droga perfeita'
Em vez disso, a equipe ficou no chamado receptor de opioide no cérebro, que desencadeia uma reação química que leva à supressão da dor quando ativado.

Apenas uma molécula que "encaixasse" com sucesso no receptor - como uma chave girando uma fechadura - iria funcionar.

Mas para evitar a dependência e a insuficiência respiratória, essa mesma molécula não deveria, como a morfina, encaixar com um segundo receptor que provoca essas reações indesejadas.

"Com as formas tradicionais de descoberta de drogas, você está trancado em uma pequena caixa química", explicou Shoichet.

"Mas quando você começa com a estrutura do receptor que você deseja alcançar, você pode jogar fora todas essas restrições", acrescentou.

Usando simulações de computador, os pesquisadores testaram três milhões de compostos disponíveis comercialmente - e um milhão de configurações possíveis para cada um - para ver quais se encaixavam melhor com o receptor.

Cerca de 2.500 moléculas passaram no teste. Depois de eliminar as que se assemelhavam muito aos opioides, sobraram 23.

E apenas um deles, mostrou uma análise mais aprofundada, ativou o "bom" caminho molecular sem desencadear o "mau".

"Há pouca dúvida de que a triagem computacional baseada na estrutura vai acelerar o ritmo de descoberta de drogas", comentou Brigitte Kieffer, professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, na revista Nature.

A nova pesquisa, acrescentou, foi "um passo em direção à droga perfeita".

A PZM21 ainda tem muitos obstáculos a superar antes de aparecer nas prateleiras das farmácias.

Primeiro, deve ser provado que a droga é segura para os humanos e eficaz em ensaios clínicos - um processo que normalmente leva até uma década.

Pesquisas futuras também vão ter de determinar se os ratos - ou pessoas - desenvolvem uma tolerância à droga, fazendo-a perder sua potência analgésica ao longo do tempo.

G1

Lotes de detergente do Laboratoires Anois são suspensos

Reprodução
Dois lotes de produtos pré-desinfetantes de instrumentos cirúrgicos, da empresa francesa Laboratoires Anois S/A, foram suspensos pela Anvisa nesta quarta-feira (17/8)

Dois desinfetantes poli-enzimáticos, da empresa Laboratoires Anois Ltda., apresentaram resultados insatisfatórios em testes amilolíticos. Laudos emitidos pelo Instituto Adolfo Lutz tiveram resultados insatisfatórios no ensaio de atividade amilolítica de dois saneantes.

Confira os produtos suspensos:
- Aniosyme DD1, 1L / Lote T105 17 / Fabricado em 30/04/2015 / Validade até 28/04/2017

- Aniosyme 5 Sinergy, 5L / Lote TD6408S / Fabricado em 09/09/2015 / Validade até 06/09/2017

A medida publicada no Diário Oficial da União (DOU) determina a suspenção da distribuição, comercialização e uso dos produtos em todo o território nacional.

A resolução RE – 2.196/16 determina que a distribuidora dos produtos no Brasil, a Comercial 3 Albe Ltda., promova o recolhimento do estoque dos dois lotes em questão.

Suspensão de Água Sanitária
Anvisa divulga, também, a suspensão da fabricação do saneante Água Sanitária Nacional Insumos fabricada pela empresa Nacional Insumos Industrias Ltda.

A resolução RE – 2.195/16, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (17/08), determina, como medida de interesse sanitário, a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso de todos os lotes. De acordo com a Agência, o produto não possui a regularização exigida.

A decisão, que já está em vigor, determina que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado, relativo ao saneante em destaque.

ANVISA