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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Viagra pode ajudar a prevenir o diabetes tipo 2, diz estudo

Tomar o remédio melhorou a sensibilidade à insulina em pessoas pré-diabéticas

O viagra pode ajudar a proteger contra o diabetes tipo 2, de acordo com um estudo da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, o remédio melhorou a sensibilidade à insulina em pessoas pré-diabéticas. As informações são do site DailyMail.

Além disso, o medicamento também ajuda a prevenir doenças cardíacas e renais, já que foi encontrado níveis menores de albumina no sangue dos pacientes, marca biológica dessas doenças.

O tipo 2 de diabetes acontece quando o nível de açúcar é maior do que o normal no sangue, que pode levar a lesão em órgãos e cegueira.

Os pré-diabéticos são resistente à insulina, o que significa que esses pacientes não são capazes de produzir o hormônio para “limpar” a circulação sanguínea de açúcar.

Nancy Brown, que liderou o estudo, explica que os pesquisadores estão avaliando outros medicamentos que podem auxiliar no tratamento de diabetes.

— Ainda é muito cedo para se tomar qualquer conclusão, mas como nem todas as pessoas conseguem manter um cotidiano com exercício físico, estamos analisando medicamentos que possam auxiliar esses pacientes a diminuir a quantidade de açúcar no sangue.

Participaram do estudo 42 pessoas acima do peso, e aqueles que fizeram o tratamento com o Viagra ficaram mais sensíveis à insulina. Além disso, os mesmos pacientes também apresentaram menor nível de albumina no organismo, que pode causar problemas no coração e nos rins.

— Há medicamentos para diabetes que prejudicam o coração e os rins, e isso é um problema de saúde pública, porque se trata uma doença, mas se complica outras.

R7

Como uma ressaca ajudou na descoberta de um dos analgésicos mais usados no mundo

Stewart Adams foi homenageado pela pesquisa que levou à descoberta do ibuprofeno 

O britânico Stewart Adams sabia que tinha topado com um poderoso analgésico quando tomou um dose da substância que sua equipe estava testando em laboratório para dar um jeito em uma ressaca antes de um discurso importante.

— Eu seria o primeiro a falar e estava com um pouco de dor de cabeça depois de sair com amigos na noite anterior. Então tomei uma dose de 660 mg, só para ter certeza (de que iria funcionar) e percebi que foi muito eficaz.

Agora, aos 92 anos, Adams conta como foram os anos de pesquisa, os testes intermináveis de várias misturas e as várias decepções antes que ele e a equipe de pesquisas finalmente identificassem, há mais de 50 anos, o ibuprofeno.

Desde então o ibuprofeno se transformou em um popular analgésico, comumente usado para enfrentar febres, dores de cabeça, nas costas e dores de dentes.

E o fenômeno é mundial: na Índia, por exemplo, é o tratamento preferido para febres e dores e, nos Estados Unidos, pode ser vendido sem receita desde 1984. O medicamento também é usado para tratar problemas como artrite.

Adams constatou o alcance global de sua descoberta ainda na década de 1970, durante uma viagem ao Afeganistão, quando viu o ibuprofeno em farmácias de aldeias e vilarejos mais remotos do país.

No entanto, o pesquisador afirma que a descoberta não mudou sua vida.

Sem planos
Adams é de Northamptonshire, na região central da Inglaterra, e deixou a escola aos 16 anos sem ter planos definidos.

Ele começou a trabalhar como aprendiz na rede de farmácias Boots e ficou interessado na carreira de farmacologista. Ele se formou na Universidade de Nottingham e completou o PhD em farmacologia na Universidade de Leeds. Em seguida, ele voltou a trabalhar na Boots Pure Drug Company em 1952, desta vez no departamento de pesquisas.

A missão dele era descobrir um novo tratamento para artrite reumatoide que fosse tão eficaz como esteroides, mas sem os efeitos colaterais. Ele começou a pesquisa analisando anti-inflamatórios e, principalmente, a forma como a aspirina funcionava, o que ninguém mais estava fazendo na época.

A aspirina foi o primeiro anti-inflamatório sem esteroides, desenvolvido em 1897.

Apesar de a aspirina ser geralmente usada como analgésico na época, eram necessárias doses muito altas e o risco de efeitos colaterais, como reação alérgica, sangramento ou indigestão, era alto.

Por isso, na década de 1950, a aspirina já não era um tratamento tão popular na Grã-Bretanha.

Dez anos de pesquisa
Na busca por uma alternativa, Adams recrutou o químico John Nicholson e o técnico Colin Burrows para ajudá-lo a testar a potência de mais de 600 compostos químicos na busca por um remédio que fosse mais tolerado pelos pacientes.

Adams achava que suas chances de sucesso eram mínimas, mas, ainda assim, a equipe fez pesquisas durante dez anos.

— Eu achava que, em algum momento, iríamos conseguir — sempre senti que iríamos conseguir.

E Adams sempre estava disposto a ser cobaia de seus próprios experimentos, testando dois ou três compostos nele mesmo.

O pesquisador admite que este procedimento nunca seria permitido nos dias de hoje, mas, eles tomaram cuidados de testar a toxicidade do que estavam experimentando.

"Era importante tentar e eu queria ser a primeira pessoa a tomar uma dose de ibuprofeno", afirmou.

A Boots conseguiu a patente para o ibuprofeno em 1962 e o medicamento foi aprovado para ser vendido com receita sete anos depois.

Segundo Dave McMillan, ex-chefe de desenvolvimento de saúde na companhia britânica, o ibuprofeno "salvou a Boots, ajudou a expandir para os Estados Unidos e o resto do mundo...foi o remédio número um da Boots".

Toneladas
Atualmente, cerca de 20 mil toneladas de ibuprofeno são produzidas por ano por várias empresas e colocados no mercado sobre vários nomes diferentes.

O medicamento também é produzido em comprimido, cápsulas e gotas.

Pela descoberta, Adams recebeu um doutorado honorário da Universidade de Nottingham, entre outras homenagens. Ele continuou trabalhando para a Boots do Reino Unido até se aposentar.

Mas, o que o deixa mais satisfeito é que centenas de milhões de pessoas hoje tomam o remédio que ele descobriu.

Uma grande descoberta que começou com uma simples ressaca.

BBC Brasil / R7

Causa efeitos colaterais? Conheça mitos e verdades sobre a pílula do dia seguinte

Produto é recomendado apenas em casos emergenciais
Camisinha e anticoncepcional são dois dos métodos contraceptivos mais comuns — lembrando que o preservativo é indicado para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Mas, se a camisinha estourou ou o anticoncepcional ficou esquecido na bolsa, existe uma opção para evitar uma gravidez indesejável: a pílula do dia seguinte. 

Porém, muitos mitos ainda cercam o medicamento, que é recomendado apenas em casos emergenciais. Ao contrário do que muitos pensam a pílula não substitui os métodos contraceptivos tradicionais. Para o ginecologista responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, o medicamento deve ser utilizada com muita cautela. “Ela deve ser ingerida apenas em situações de risco, como o estouro da camisinha ou em episódios de violência sexual, por exemplo. A informação e a prevenção ainda são as melhores maneiras de se evitar uma gravidez indesejada”, ressalta.

Conheça as principais dúvidas das consumidoras:
1. Há um momento correto para utilizar a pílula de contracepção emergencial? Verdade: apesar de poder utilizá-la nos primeiros cinco dias, recomenda-se o uso em até 72 horas após o ato sexual. Porém, quanto antes a pílula for tomada, maior a chance de sucesso. Estudos relatam que, nas primeiras 24 horas, por exemplo, a eficácia da pílula gira em torno de 90%.
2. A pílula do dia seguinte é abortiva? Mito: ela age antes da ocorrência da gravidez, portanto, não aborta. Se a fecundação ainda não aconteceu, o medicamento vai dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo ou postergar a ovulação, caso esta ainda não tenha ocorrido. Se ocorrer gestação, sua tomada não causará danos para o embrião.
3. O medicamento causa efeitos colaterais? Verdade: o uso da pílula do dia seguinte pode causar efeitos colaterais. Alterações no ciclo menstrual, diarreia, vômito, náuseas, dores de cabeça e no corpo, além de aumento de retenção de líquido.
4. É necessário receita médica para adquiri-la? Mito: nos postos de saúde, assim como nas farmácias, a receita não é exigida.
5. O uso da pílula do dia seguinte tem contra-indicações? Verdade: mulheres com distúrbios metabólicos, principalmente insuficiência hepática, problemas hematológicos e vasculares, hipertensão ou obesidade mórbida devem evitar o medicamento.
6. Se uso anticoncepcional regularmente, preciso da pílula do dia seguinte? Mito: quem faz o uso correto da pílula tradicional, tomando-a da forma como foi prescrita pelo ginecologista, está protegida da gravidez.
7. A pílula do dia seguinte não substitui o uso de métodos contraceptivos convencionais? Verdade: trata-se de um método de emergência, quando não há outro método. Deve-se ressaltar, dentre os métodos contraceptivos, a recomendação de sempre usar preservativos (camisinha), por exemplo, pois também previne homens e mulheres de DST.
Donna

Anvisa suspende lote de gel antisséptico

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso do lote 438134 do produto Asseptgel Cristal gel Antisséptico, com validade até dezembro de 2016 

O produto é fabricado pela empresa Lima & Pergher Indústria, Comércio e Representações.

De acordo com laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), o produto apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de rotulagem primária, pH e teor de álcool etílico.

Com a suspensão, a Agência determinou, também, que a empresa faça o recolhimento do estoque existente no mercado.

A medida consta da Resolução 3.155/2015, publicada nesta quinta-feira (19/11), no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Anvisa suspende lote do medicamento Cloridrato de Tramadol injetável

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso do lote 9069057 do medicamento Cloridrato de Tramadol 100 mg/2ml, solução injetável

O produto é fabricado pela empresa Laboratório Teuto Brasileiro S.A. e é válido até junho de 2017.

A determinação ocorreu após o fabricante comunicar à Agência o recolhimento voluntário do lote do produto, pois identificou uma ampola do medicamento Furosemida injetável dentro da embalagem secundária do produto.

A medida consta da Resolução 3.154/2015, publicada nesta quinta-feira (19/11), no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Cientistas descobrem mutação que torna bactérias imbatíveis por antibióticos

A resistência já se espalhou por várias cepas e espécies de bactérias, como a E. coliEstudo mostrou que há bactérias resistentes a um antibiótico potente; especialistas temem ameaça de infecções intratáveis

O mundo está no liminar de uma "era pós-antibiótico", alertam cientistas após a descoberta de bactérias resistentes a medicamentos da última linha de defesa humana contra infecções.

Um estudo divulgado na revista científica Lancet identificou, em pacientes e animais na China, bactérias que resistem à colistina, um potente antibiótico.

Os autores concluem que essa resistência pode se espalhar pelo mundo, trazendo consigo a ameaça de infecções intratáveis.

Especialistas afirmam que esse desdobramento precisa ser visto como um alerta mundial.

Se bactérias se tornarem completamente resistentes a tratamentos - o chamado "apocalipse antibiótico" -, a medicina pode ser lançada novamente em uma espécie de Idade Média.

Infecções comuns voltariam a causar mortes, enquanto cirurgias e tratamentos de câncer, que apostam em antibióticos, ficariam sob ameaça.

Mutação
Cientistas chineses identificaram uma mutação genética, denominada gene MCR-1, que permite às bactérias se tornarem altamente resistentes à colistina (também conhecida como polimixina), antibiótico geralmente usado como último recurso no caso de ineficácia de medicamentos.

Ela foi encontrada em um quinto dos animais testados, 15% de amostras de carne crua e em 16 pacientes.

E a resistência se espalhou por um leque de cepas e espécies de bactérias, como E. coli, Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa.
 
Também há evidências de que a resistência já chegou ao Laos e à Malásia.

O colaborador do estudo Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff, afirmou à BBC: "Todos os atores chave estão agora em campo para tornar o mundo pós-antibiótico uma realidade.

"Se o MRC-1 se tornar global, o que é uma questão de tempo, e se o gene se alinhar com outros genes resistentes a antibióticos, o que é inevitável, então teremos provavelmente chegado ao começo de uma era pós-antibiótico.

"E se nesse ponto um paciente estiver gravemente doente, por exemplo, com E. coli, não haverá praticamente nada a se fazer."
 
A resistência à colistina já havia sido detectada antes.
 
Contudo, a diferença desta vez é que a mutação surgiu numa forma em que é facilmente compartilhada entre bactérias.
 
"A taxa de transferência desse gene de resistência é ridiculamente alta, e isso não é bom", disse o microbiologista Mark Wilcox, do centro de hospitais universitários de Leeds, na Inglaterra.

O centro de Wilcox agora está lidando com inúmeros casos por mês em que "lutam para encontrar um antibiótico" - algo que há cinco anos seria muito raro, ele diz.

Para o microbiologista, não houve um evento a marcar o começo do "apocalipse antibiótico", mas está claro que "estamos perdendo a batalha".

'Intratável'
A preocupação é que o novo gene da resistência se associe a outros que assolam hospitais, produzindo bactérias resistentes a todos os tratamentos, o que é conhecido como pan-resistência.
 
"Se eu temo que chegaremos a uma situação de um organismo intratável? Basicamente, sim. Se acontecerá neste ano, no outro ou no seguinte, é muito difícil dizer", afirmou Wilcox.

Há sinais de que o governo chinês está agindo de forma rápida para combater esse problema.
 
Walsh, da Universidade de Cardiff, terá encontros com os ministros da Agricultura e da Saúde da China para discutir um eventual banimento da colistina para uso na agricultura.

A professora Laura Piddock, do grupo de ativismo britânico Antibiotic Action, disse que esse mesmo antibiótico "não deveria ser usado em saúde humana e animal".

"Espero que a era pós-antibiótico ainda não tenha chegado. Mas esse é um alerta para o mundo."

Ela diz considerar que a chegada dessa era "depende da infecção, do paciente e se há tratamentos alternativos disponíveis", pois combinações de antibióticos ainda poderão ser efetivas.

Um comentário feito ao artigo da revista científica Lancet aponta que as implicações do novo estudo são "enormes", e a menos que haja mudanças significativas, médicos irão enfrentar "um número crescente de pacientes para os quais teremos que dizer: 'Desculpe, não há nada que eu possa fazer para curar sua infecção'".

BBC Brasil / iG