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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Nova droga contra leucemia não tem previsão de lançamento

Pesquisa sobre novo medicamento deve terminar em 2014
 
A pesquisa clínica a que o menino Caio Augusto Rodrigues Pereira, de cinco anos, se submeterá é feita pela farmacêutica americana Amgen. O blinatumomab é uma droga biológica, chamada de anticorpo monoclonal (que age diretamente nas células doentes, preservando as sadias). Trata-se de uma classe terapêutica relativamente nova e o desenvolvimento é um dos maiores avanços da década no tratamento do câncer.

A pesquisa deve terminar em 2014, mas não há previsão de quando a droga chegará ao mercado. De acordo com a assessoria da Amgen, o blinatumomab é testado em adultos desde 2010 e, desde 2012, em crianças. A pesquisa em menores de idade é liderada pela Alemanha, mas há um braço em Roma.

Caio é tratado no Hospital Pediátrico Menino Jesus (Bambino Gesù), no Vaticano. Ele tem 4% de células doentes no corpo e terá de esperar chegar a 20% para iniciar o tratamento. A partir daí, ele receberá uma infusão contínua por 28 dias, na tentativa de zerar a doença. Depois, passará por novo transplante no Brasil.

R7

Projeto Voo Contra o Câncer quer convencer as companhias aéreas a criar um voo para Barretos

Projeto Voo Contra o Câncer quer convencer as companhias aéreas a criar um voo para Barretos Reprodução/Youtube
Foto: Reprodução / Youtube
Situação é explicada por um vídeo, postado no Youtube
No município, está o maior hospital oncológico da América Latina, o Hospital de Câncer de Barretos
 
Uma manifestação pelo bem promete agitar a internet nos próximos dias. O projeto Voo Contra o Câncer tem como objetivo convencer as companhias aéreas a criar um voo para Barretos, município localizado no interior de São Paulo, onde está o maior e mais avançado hospital oncológico da América Latina: o Hospital de Câncer de Barretos.

Embora a apenas 8 km do local exista um aeroporto pronto, com uma pista maior do que a do Santos Dumont (RJ), ele não oferece voos comerciais. Ou seja, os pacientes  viajam horas e até dias para terem acesso ao tratamento. O hospital atende, em média, quatro mil pessoas por dia, vindas de todos os 27 estados do país.

Com o apelo "precisa-se de aviões para a guerra contra o câncer. Alguma companhia aérea se candidata?", o projeto convida, pelo site, que as pessoas "escolham suas poltronas e "embarquem na campanha". Até agora, mais de 230 mil voluntários já fizeram isso.

E você, vai pegar esse voo também?

Confira o vídeo!


 
 
Zero Hora

Cranberry ajuda a reduzir infecções urinárias e melhora a saúde cardíaca

Cranberry ajuda a reduzir infecções urinárias e melhora a saúde cardíaca Keira Bishop/Stock photo
Foto: Keira Bishop / Stock photo
No Brasil, o cranberry é encontrado na forma de sucos e frutas secas
Estudos indicam, ainda, que a fruta pode proteger contra doenças crônicas, além de melhorar o funcionamento dos vasos sanguíneos
 
Um novo estudo publicado no jornal internacional Advances in Nutrition — que veicula as principais pesquisas na área da nutrição — indica que o cranberry, fruto encontrado normalmente seco ou na forma de suco no Brasil, pode ajudar a reduzir a incidência de certas infecções, além de melhorar a saúde cardíaca e inflamações. Segundo os especialistas, o alimento fornece compostos bioativos únicos.

Jeffrey Blumberg, diretor do Laboratório de Antioxidantes e Professor na Escola de Nutrição Cientifícia Friedman, diz que milhares de estudos já haviam mostrado os benefícios da fruta para a saúde. Ele destaca, por exemplo, que os polifenóis encontrados no cranberry promovem um trato urinário saudável e protegem contra doenças cardiovasculares e crônicas.

Com base nos estudos, os pesquisadores concluiram que as vantagens da fruta são devido a proantocianidinas do tipo A, um polifenol da família de flavonóides, que ajuda a proteger contra as infecções do trato urinário (ITU). Além disso, evidências apontam que o cranberry também pode impedir o problema.

Os pesquisadores também citaram, ainda, que o cranberry é um aliado da saúde cardíaca, pois melhora os níveis de colesterol no sangue, além de reduzir a pressão arterial, a inflamação e o estresse oxidativo. A fruta também ajuda a suportar a função endotelial e reduzir a rigidez arterial. Ela promove, assim, o funcionamento dos vasos sanguíneos, ajudando a retardar a progressão da aterogênese e formação de placa, que podem levar a ataques cardíacos e derrames.

Contribuíram para o artigo dez especialistas no assunto. Entre eles, estão médicos da Universidade Tufts, Universidade Estadual da Pennsylvania, Universidade de Boston, Universidade Rutgers, Instituto Nacional Francês de Estudos na Agricultura, Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e Universidade Heinrich-Heine, na Alemanha. Eles disponibilizaram mais de 150 publicações, a fim de criar a mais completa pesquisa sobre os efeitos da fruta na saúde.

Zero Hora

Jogar videogame pode desenvolver o aprendizado e colaborar com tratamentos de saúde, afirma estudo

Jogar videogame pode desenvolver o aprendizado e colaborar com tratamentos de saúde, afirma estudo Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Estudo alimenta o contínuo debate entre psicólogos e outros
 profissionais de saúde sobre os efeitos dos jogos
Pesquisadores sugerem que uma abordagem mais equilibrada entre benefícios e malefícios de jogar
 
Jogar videogame, incluindo jogos violentos, pode incentivar o aprendizado, as habilidades sociais e até fazer bem para a saúde. É o que concluiu uma revisão de diversas pesquisas sobre os efeitos positivos dos games e que será publicada pela Associação Americana de Psicologia.
 
O estudo alimenta o contínuo debate entre psicólogos e outros profissionais de saúde sobre os efeitos da mídia violenta na juventude. Uma força-tarefa de pesquisadores está realizando uma ampla revisão de pesquisas sobre os efeitos dos jogos considerados violentos e divulgará seus resultados em 2014.
 
— Importantes pesquisas já foram realizadas ao longo de décadas sobre os efeitos negativos dos jogos, incluindo questões como o vício, a depressão e a agressividade e nós, certamente, não estamos sugerindo que esses pontos devem ser ignorados. No entanto, para entender o impacto dos videogames no desenvolvimento de crianças e adolescentes é necessária uma perspectiva mais equilibrada — afirma a principal autora do artigo de revisão, PhD da Radboud University Nijmegen, na Holanda, Isabela Granic.
 
A visão de que jogar videogame pode ser perigoso é amplamente difundida, mas essa prática também pode fortalecer uma série de habilidades cognitivas como a navegação espacial, o raciocínio, a memória e a percepção, de acordo com diversos estudos revisados no artigo.
 
Segundo os autores, isso é particularmente verdadeiro para os jogos de tiro, também conhecidos como shooters, que muitas vezes são violentos. A meta-análise concluiu que esse tipo de jogo melhora a capacidade de pensar em objetos em três dimensões tanto quanto cursos acadêmicos que desenvolvem essa mesma competência. Esse efeito não foi encontrado em outros tipos de jogos como quebra-cabeças e RPG.
 
— Isso tem implicações importantes para a educação e o desenvolvimento de carreira, pois pesquisas anteriores mostraram que habilidades espaciais são importantes para estudar ciência, tecnologia, engenharia e matemática — disse Granic.
 
Jogar videogame também pode ajudar crianças a desenvolver habilidades de resolução de problemas, disseram os autores. Quanto mais os adolescentes relataram jogar games estratégicos como RPG, mais melhoraram a sua capacidade de resolver problemas, de acordo com um estudo de longo prazo publicado em 2013. Outra pesquisa também revelou que a criatividade das crianças foi reforçada por jogar qualquer tipo de jogo, incluindo os violentos, exceto quando elas utilizavam o computador ou o celular para praticar.
 
Jogos mais simples, de fácil acesso e que podem ser jogados de forma rápida como Angry Birds também podem melhorar o humor dos jogadores, relaxar e afastar a ansiedade, de acordo com um estudo.
 
— Se simplesmente jogar já faz as pessoas mais felizes, esse parece ser um benefício emocional fundamental a ser considerado — disse Granic .
 
Os autores também destacaram a possibilidade de aprender a resistir melhor diante do fracasso. Ao aprender a lidar com falhas nos jogos, os autores sugerem que as crianças constroem a resiliência emocional que pode contribuir em suas vidas cotidianas.
 
Outro estereótipo que a revisão desafia é do jogador socialmente isolado. Mais de 70% dos jogadores praticam com um amigo e milhões de pessoas em todo o mundo participam de enormes grupos virtuais através de jogos como "Farmville" e "World of Warcraft", observou o artigo. Os jogos com diversos participantes criam comunidades sociais virtuais, onde é necessário decidir rapidamente em quem confiar ou rejeitar a liderança do grupo, segundo os autores. De acordo com um estudo de 2011, pessoas que jogam games que incentivam a cooperação, mesmo que violentos, são mais propensas a serem úteis para os outros durante os jogos que aqueles que preferem jogos competitivos.
 
Auxílio em tratamentos médicos
O artigo enfatiza que os educadores estão repensando as experiências de sala de aula, integrando games que podem mudar a forma como a próxima geração de professores e alunos se aproximam da aprendizagem. Da mesma forma, médicos começaram a usar jogos para motivar os pacientes a melhorar a saúde, segundo os autores.
 
No game "Re- Mission", pacientes de câncer infantil podem controlar um pequeno robô que dispara as células cancerosas, supera infecções bacterianas e gerencia náuseas e outras barreiras para a adesão aos tratamentos. Um estudo internacional de 2008, realizado em 34 centros médicos, mostrou que as crianças que praticam esse jogo aderem mais ao tratamento e têm mais conhecimento sobre a doença que aquelas que não jogam.
 
— É este mesmo tipo de transformação que sugerimos ter potencial para mudar o campo da saúde mental, especialmente por envolver crianças e jovens em uma das tarefas mais desafiadoras que os médicos enfrentam — afirmou Granic .
 
Os autores recomendam que as equipes de psicólogos, médicos e desenvolvedores de jogos trabalhem juntos para pensar abordagens de cuidados da saúde mental que integrem o videogame e a terapia tradicional.

Zero Hora

Filas nas farmácias

Comprar medicamentos tem exigido cada vez mais tempo e paciência do consumidor. Além da distribuição de senhas, algumas farmácias em São Paulo já dispõem de bancos ou cadeiras enfileiradas para os que aguardam atendimento.

O problema se agrava no caso dos remédios sujeitos a controle ou no das compras por meio do programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde. Em ambos os casos, além de apresentar a receita médica e documento de identidade, o cliente deve preencher formulário com múltiplos dados pessoais, que depois precisam ser lançados em sistemas eletrônicos.
 
Essas exigências aumentaram o tempo de atendimento e carregam os custos das farmácias. Pelos cálculos da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a operação de venda de um medicamento comum leva, em média, 6 minutos. Nos casos de controle, são 14 minutos. "Há excesso de burocracia, o farmacêutico se tornou um digitador de luxo", reclama Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Abrafarma.
 
Em uma farmácia na Avenida Pompeia, em São Paulo, por exemplo, quatro farmacêuticos se revezam para lançar diariamente cerca de 300 receitas médicas no Sistema Nacional de Gestão de Produtos Controlados (SNGPC). Nessas condições, tende a aumentar a incidência de erros de digitação.
 
Essa é a lei e a lei tem de ser cumprida, argumentam os reguladores da Anvisa e do Ministério da Saúde. Mas, para garantir segurança, não é necessário tanto arrasta-arrasta. Nos Estados Unidos e em certos países da Europa, por exemplo, as receitas médicas têm validade de dois a três anos. E pacientes com doenças crônicas ou que fazem uso contínuo de medicamentos podem cadastrar-se e encomendar remédios até pela internet.
 
A regulação dos medicamentos controlados no Brasil, assim como a exigência de receita especial e identificação no ato da compra, existe desde 1998 (Portaria 344). A informatização, a partir de 2009, não deixou de ser um avanço, porque antes os dados eram anotados manualmente em livros de registro.
 
O secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), José Vilmore, atribui a excessiva lentidão do sistema à falta de investimentos das farmácias em informatização. O setor de Comunicação da Anvisa argumenta que a digitação dos dados nos sistemas de controle não precisa, necessariamente, ser tarefa de farmacêutico; podendo ser delegada a outros funcionários sob supervisão.
 
Mesmo que a tarefa seja repassada para auxiliares, não há garantia de fim dos transtornos ao cliente.
 
"O atendimento demora porque há poucos profissionais ou porque eles estão despreparados", diz Ana Maria Malik, coordenadora do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
Independentemente das justificativas de um lado e de outro, o fato é que a população brasileira está ficando mais velha, vai dependendo mais dos seus remedinhos e precisa de mais cuidado, não só das farmácias, mas também da regulamentação. Apenas chá de cadeira não é remédio.
 
Estadão

Falso médico é preso, secretário faz um alerta para os prefeitos do interior do estado

O secretário estadual de Saúde , Ricardo Murad , usou o Facebook para alertar aos prefeitos e secretários municipais de Saúde , sobre o exercício ilegal da medicina.
  
Na mensagem postada  neste sábado (23/11) na rede social, Murad pediu com urgência uma varredura em todos os médicos que atuam nos municípios para checarem o CRM ou da inscrição válida no programa Mais Médicos no Estado. A iniciativa foi tomada após um nigeriano ser detido no Hospital Municipal de Bacuri, na Baixada Maranhense, suspeito de exercício ilegal da medicina.

O suspeito nigeriano foi detido no início da tarde deste sábado (23/11) com suspeita de exercício ilegal da profissão, a polícia também investiga informações de que o homem tenha receitado medicamentos para uma criança, na cidade de Mirinzal, que teria morrido vítima de raiva humana. A partir do caso, o secretário de Saúde alertou as autoridades municipais de Saúde. "Assim como esse, podem existir outros se fazendo passar por médico", chamou a atenção, Ricardo Murad.

Após a prisão, o suspeito nigeriano foi encaminhado para a Delegacia Regional de Pinheiro. Segundo o Código Penal, o exercício ilegal da medicina é um crime contra a saúde pública, passível de detenção de seis meses a dois anos.

Veja a íntegra da publicação do secretário de Saúde

" ALERTA GERAL

Prefeitos e secretários municipais de saúde

Registramos o óbito de uma criança por raiva humana (canina) porque não recebeu o tratamento recomendado pelo protocolo estabelecido para esses casos e com o agravante de ter sido atendida por pessoa não habilitada.
 
O cidadão que atendeu a criança no hospital municipal de Mirinzal, não tem CRM, portanto não tem registro para atuar como médico expedido pelo conselho regional de medicina conforme atestado do Dr. Abdon Murad, como também não faz parte do programa "Mais Médicos" do Ministério da Saúde para o Maranhão, sendo-lhe vedado o exercício legal da medicina em qualquer unidade de saúde.
 
Esse cidadão, conforme apuramos hoje - com denúncia já formalizada diretamente ao secretário de segurança pública - atua como médico em vários municípios colocando em risco a vida de pessoas inocentes.
 
Peço a todos os prefeitos e secretários municipais de saúde que façam imediatamente uma varredura em todos os médicos que atuam nos municípios para checagem do CRM ou da inscrição válida no programa "Mais Médicos" para o Maranhão.
 
Assim como esse, podem existir outros fazendo-se passar por médico.
 
o nosso compromisso é com a saúde da população maranhense e somente com ela.

Nome do cidadão de origem nigeriana: Kingsley Ify Umeilechukwu"
 
O Imparcial - MA

Governo dos EUA notifica empresa por venda irregular de teste genético

 
A FDA, agência de vigilância sanitária dos EUA, ordenou  a empresa de exames genéticos 23andMe que suspendesse a venda de seus kits para testes personalizados de DNA, afirmando que a companhia falhou em provar que a tecnologia tem respaldo científico.
 
Em uma carta de advertência publicada na internet, autoridades do FDA afirma que a empresa californiana está violando leis federais, pois alega que seus produtos são capazes de identificar o risco associado a mais de 250 doenças e problemas de saúde.
 
Apenas testes médicos que já tenham recebido autorização do FDA pode fazer tais alegações.
 
A carta é mais um capítulo de um longo histórico de escaramuça entre o governo e a 23andMe, que teve investimentos do Google. A empresa é hoje a marca mais conhecida entre uma série de startups que vendem informação genética pessoal. A proliferação de testes genéticos direcionados ao mercado consumidor incomodou muitas autoridades de saúde pública e médicos, que temem que muitos produtos tenham sido desenvolvidos com uma ciência questionável.
 
Há vários anos, a 23andMe tem resistido à regulamentação governamental, argumentando que fornece apenas informação, e não serviços médicos, a seus consumidores. Mas no ano passado a empresa aparentemente mudou de estratégia, submetendo para avaliação vários de seus testes para doenças específicas incluídos no kit.
 
Uma assessora de imprensa da empresa, sediada em Mountain View (Califórnia, EUA) reconhece que a companhia "não cumpriu as expectativas da FDA" sobre questionamentos a respeito da submissão.
 
"Nosso relacionamento com a FDA é extremamente importante para nós que estamos comprometidos em nos engajar totalmente com eles para tratar de suas preocupações", afirmou Kendra Cassillo em uma nota.
 
A carta do FDA sugere que o órgão regulador teve enorme dedicação em tentar dialogar com a empresa. Os reguladores mencionam até mesmo que houve "mais de 14 reuniões cara-a-cara e por teleconferência, trocas de centenas de e-mails e dúzias de mensagens por escrito".
 
"Contudo, apesar dessas muitas interações com a 23andMe, ainda não temos segurança alguma de que a empresa validou clinicamente ou analiticamente" a sua tecnologia, afirma a carta.
 
Alegações extraordinárias
O aviso da FDA questiona uma série de alegações que a companhia faz sobre seu teste baseado em amostras de saliva, particularmente ao chamá-lo de "um primeiro passo na prevenção" contra doenças como diabetes, cardiopatias e câncer de mama. Reguladores dizem estar preocupados com eventuais falsos resultados levem os pacientes receber tratamento médico inadequado ou cuidados inapropriados.
 
A 23andMe afirma, por exemplo, que seu teste pode identificar mulheres portadoras de mutações no gene BRCA, que aumenta significativamente o risco de cânceres de ovário e mama. Mas um resultado equivocado pode levar mulheres passarem por triagem, quimioterapia e cirurgias desnecessários. O teste também alega predizer quais pacientes vão reagir bem a remédios populares como o anticoagulante varfarina. A FDA alerta que uma leitura inadequada pode resultar em "risco significativamente acima do aceitável para doenças, ferimentos ou morte do paciente" que não receber a dose apropriada da droga.
 
Uma das fundadoras 23andMe é Anne Wojcicki, ex-mulher de Sergey Brin, um dos criadores do Google, que investiu milhões de dólares na empresa ao longo dos anos.
 
Outro lado
Diretores da 23andMe haviam dito anteriormente que tinham contatado a FDA em 2007, antes de lançarem seus produtos. A agência não tinha se interessado em avaliar a tecnologia até 2010, quando enviou cartas a diversas empresas de testes, afirmando que seus produtos eram considerados dispositivos médicos e precisavam comprovar segurança e eficácia.
 
O FDA já regulamenta vários testes genéticos administrados por hospitais e consultórios médicos, como aqueles dados a grávidas para detectar fibrose cística em fetos. A preocupação do FDA com a 23andMe parece estar centrada em sua abordagem comercial, que faz uso de parcerias com médicos e profissionais de saúde.
 
Consumidores encomendam os produtos da empresa pela internet. Quando o kit chega por correio, usuários são instruídos a cuspir num pequeno tubo, fornecendo uma amostra de saliva que é enviada de volta à empresa para análise. A 23andMe afirma que o DNA do consumidor e analisado para determinar sua propensão a desenvolver várias doenças e sua reação a diversas drogas. O teste também alega fornecer informação sobre ancestralidade, apesar de esse tipo de informação não ser regulamentado pela FDA.
 
Folhaonline

Vida sem germes pode explicar a chamada "epidemia alérgica"

Hoje em dia, o sanduíche de manteiga de amendoim e geleia, no passado a opção mais comum para um almoço simples, é proibido na maioria das escolas americanas devido às reações graves e ocasionalmente fatais de alguns alunos a nozes e castanhas.
 
A "epidemia alérgica" das últimas décadas deixou duas a três vezes mais pessoas com doenças alérgicas e asma.
 
Cerca de uma em cada 13 crianças tem uma alergia alimentar, e o número de crianças com alergia a amendoim triplicou entre 1997 e 2007. É uma epidemia para a qual não há explicação clara, mostrou o "New York Times".
 
Cientistas acreditam que expor crianças a germes desde que elas são muito pequenas faz bem a elas.
 
Um estudo sueco recomenda que os pais lambam as chupetas dos filhos para limpá-las, relatou o "NYT". De acordo com os pesquisadores, os bebês cujos pais faziam isso desenvolveram menos alergias do que aqueles cujas chupetas eram lavadas ou fervidas.
 
Joel Berg, presidente da Academia Americana de Odontologia Pediátrica, disse que as descobertas reforçam o que ele vem dizendo a seus pacientes há anos: "A saliva é sua amiga". Ela contém enzimas, proteínas, eletrólitos e outras substâncias benéficas, algumas das quais talvez possam ser transmitidas de pais para filhos.
 
Outra maneira de reduzir o risco de alergias seria criar seu filho num paiol ou estábulo. Sem eletricidade, esgoto ou água corrente.
 
É assim que os Amish, que rejeitam muitas das conveniências da vida moderna, vivem e criam seus filhos na Pensilvânia, em Ohio e Indiana.
 
O alergista Mark Holbreich, de Indiana, descobriu que apenas 7,2% das 138 crianças Amish que ele testou apresentavam sensibilidade ao pólen de árvores e outros alérgenos, contra cerca de metade de todas as crianças americanas.
 
O agricultor Amish Andrew Mast disse a Holbreich que o trabalho na fazenda foi uma constante em sua infância. "Minha primeira recordação é de tirar leite da vaca aos cinco anos", contou.
 
Sua mulher, Laura, trabalhou no estábulo quando estava grávida, e as duas filhinhas do casal foram levadas ao estábulo a partir dos três meses de idade.
 
Noventa e dois por cento das crianças Amish que Holbreich examinou vivem em fazendas ou as frequentam, e o médico acredita que seja esse o segredo dos Amish, segundo o "NYT".
 
Cientistas europeus estudam o chamado "efeito fazenda" desde o final dos anos 1990. A teoria é que micróbios do estábulo, da matéria vegetal e do leite cru estimulam o sistema imunológico das crianças, protegendo-as contra alergias.
 
Mas, como a maioria de nós passa 90% de nosso tempo em espaços fechados, entre paredes, ecologistas como o microbiologista Noah Fierer, da Universidade de Colorado Boulder, começaram a estudar esses espaços, relatou o "NYT". Os cientistas querem saber como "colonizamos" nossas casas com vírus, bactérias e micróbios.
 
Cães e outros animais de estimação afetam as formas de vida microscópicas que vivem sobre nossos travesseiros e telas de computador. Peter Andrey Smith escreveu no "NYT" que, com o tempo, cientistas "esperam propor estratégias para controlar casas cientificamente, eliminando táxons nocivos e fomentando as espécies benéficas à nossa saúde".
 
Um estudo realizado na Finlândia em 2012 constatou que a diversidade vegetal fora das casas está relacionada a uma variedade maior de bactérias presentes sobre a pele humana dentro das casas.
 
Adolescentes expostos a essa biodiversidade maior apresentam risco menor de sofrer alergias.
 
"No momento, não entendemos como as construções funcionam como ecossistemas", disse Jordan Peccia, engenheiro ambiental na Universidade Yale que estuda o vínculo entre diversidade fúngica maior em espaços fechados e índices mais baixos de asma.
 
"Achamos que aumentar o isolamento das casas seria benéfico, mas talvez isso seja um equívoco do ponto de vista da diversidade ecológica."
 
The New York Times/Folhaonline

Óleos prometem reduzir a fome, mas faltam provas sobre os benefícios

Da esq. para a dir., óleo de cártamo, cápsulas de chia, óleo e cápsulas de abacate e óleo de linhaça
Adriano Vizoni/Folhapress
Da esq. para a dir., óleo de cártamo, cápsulas de chia, óleo e
cápsulas de abacate e óleo de linhaça
O cardápio da moda para emagrecer inclui colheradas de gordura --o que parece estranho, já que uma colher de sopa de óleo de coco, linhaça ou cártamo, populares em sites de dieta, tem cerca de 120 calorias, o mesmo que um bombom recheado.
 
Mas, segundo os fabricantes, apesar do alto valor calórico, essas gorduras vegetais aceleram o metabolismo e aumentam a saciedade, ajudando na perda de peso.
 
As promessas são vendidas a preços salgados: 260 ml de óleo de semente de chia, rico em ômega 3, custam R$ 59,90 na rede Mundo Verde.
 
O sucesso das gorduras para emagrecer começou com o óleo de coco, que explodiu no verão de 2012. De lá para cá a lista só cresceu .
 
Ainda está longe, porém, de haver um consenso sobre os benefícios dos produtos.
 
"A literatura científica sobre o óleo de coco é ampla", defende Natana Martins, nutricionista do Herbarium, marca de fitoterápicos e suplementos. Segundo ela, o efeito emagrecedor é atribuído à propriedade termogênica da gordura do coco (que aumenta a queima de calorias no corpo).
 
Mas, para o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Unicamp, essa ação ainda não foi comprovada. "As pesquisas encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento e não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido", diz.
 
A nutricionista Annie Belo, pesquisadora do Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio, orienta um estudo sobre óleo de coco com 130 voluntários. A pesquisa será apresentada em março, mas já há uma prévia dos resultados.
 
"O óleo teve efeito adjuvante na redução da circunferência da cintura", diz. Ela ressalta que os participantes seguiram uma dieta acompanhada por nutricionista, porque o óleo de coco, sozinho, engorda. "Não há milagre."
 
À espera do efeito milagroso descrito em blogs, a assessora jurídica Sheilla Lovato, 27, tentou emagrecer só com óleo de coco, primeiro em colherada, depois em cápsulas.
 
"Deu muito errado. Passei mal", conta. Ela tomou 500 gramas de óleo em um mês. "Tentei de todo jeito: puro, na salada... Não funcionou. Tive diarreia e ânsia. Se emagreci foi de tanto passar mal."
Tomar o óleo pode mesmo causar diarreia, principalmente em grandes quantidades, diz a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf.
 
Ela recomenda no máximo duas colheres de chá ao dia, aliadas a uma alimentação saudável. "Óleo de coco é uma gordura saturada --pode aumentar o colesterol."
 
Ômegas
Mais novos no arsenal das dietas, os óleos de chia, cártamo (planta da família do crisântemo), abacate e linhaça são boas fontes de ômega 3, 6 e 9, gorduras mais saudáveis que as saturadas e que ajudam na manutenção da saúde cardiovascular.
 
editoria de arte/editoria de arte
Mas não emagrecem, de acordo com a nutricionista Ana Maria Lottenberg, do Laboratório de Lípides do Hospital das Clínicas de SP. "É uma falácia. Quem emagrece tomando óleo é porque faz outras mudanças alimentares em conjunto", diz.
 
A estudante Nicole Olive, 19, toma três cápsulas de óleo de cártamo por dia há quatro meses e perdeu três quilos. "Dá resultado, sim", diz. Mas, além de tomar o óleo, Nicole cortou refrigerante e frituras e caminha quase todo dia. "Acho que as cápsulas ajudam a controlar a fome."
 
O óleo de cártamo é fonte de ômega 6, ácido graxo essencial que também é encontrado no óleo de soja, canola e milho. "Não precisamos consumir ômega 6 do cártamo, que é caríssimo. É melhor variar entre outros óleos mais baratos", diz Lottenberg.
 
O ômega 9 do abacate é o mesmo do azeite, e o ômega 3 do óleo de chia e de linhaça é encontrado nesses alimentos na forma de semente. "Não faz sentido comprar o óleo, mas as sementes de linhaça e chia, sim, porque têm fibras e aumentam a sensação de saciedade", diz ela.
 
Para a nutricionista Alessandra Rodrigues, o brasileiro já consome muita gordura. "Tomar um suplemento via oral ultrapassaria as recomendações diárias." E não importa se a gordura é boa ou ruim: "Em excesso, vai engordar e fazer mal".

Folhaonline

Pesquisadores defendem pasta com flúor desde surgimento do 1º dente de leite

Pesquisadores explicam que usar creme dental com flúor é
importante desde o primeiro dente de leite
Indicação vai contra prática comum da área, que indica creme dental com flúor apenas após os 3 anos; para estudiosos da Unesp, risco de cárie é pior do que fluorose
 
Enquanto a maioria dos dentistas indica o uso de pastas sem flúor para crianças, para evitar a fluorose – aquelas manchinhas brancas no dente que o tornam mais frágil –, um grupo de pesquisadores da Unesp defende que o flúor com moderação não é prejudicial e que o creme dental fluoretado deve ser usado assim que o primeiro dente de leite nascer, por volta dos seis meses.
 
Para esses pesquisadores, desde que usado com moderação, os efeitos positivos do flúor são maiores do que a possibilidade do desenvolvimento da fluorose. “Prevenir e evitar a cárie é o mais importante. Mesmo porque a fluorose causada pelo creme dental é normalmente de grau leve. Com os dentes molhados com saliva, as manchas são muitas vezes imperceptíveis”, afirma Juliano Pelim Pessan, professor de Odontopediatria do campus de Araçatuba. Ele faz parte do grupo de pesquisa coordenado pelo doutor Alberto Carlos Botazzo Delbem.
 
O cuidado, explica Pessan deve ser na dosagem. “A quantidade deve ser bem pequena, como a de um grão de arroz, porque se a criança ingerir acidentalmente, o risco é minimizado”. O aumento da dose deve acontecer aos poucos. “Conforme a criança cresce, ela aprende a cuspir, e, então, os pais devem aumentar gradativamente a porção, usando a quantidade de um grão de feijão, de ervilha. O que se quer é proteção”, explica.
 
Para aquelas crianças com menor risco de ter cárie – as que mantêm uma excelente higiene bucal - uma boa alimentação, mas principalmente um acompanhamento periódico de um odontopediatra – os pesquisadores recomendam um creme dental com metade da quantidade de flúor, de 500 ppm. Mas nunca sem flúor. “O pai que escova o dente do filho com a pasta fluoretada pode comprar a sem flúor só para a criança treinar a escovação. Mas não substitui a escovação tradicional com o creme dental fluoretado”, recomenda.
 
A odontopediatra Juliana Frigo, da Clínica Frigo, de São Paulo, já se atentou a essas novas pesquisas e recomenda o uso com flúor a partir do primeiro dente de leite. “Digo para que os pais comprem pastas infantis – sem abrasivos – mas com a quantidade de flúor de uma pasta convencional.”
 
Em busca de pastas de dente mais efetivas, os pesquisadores da Unesp estão trabalhando no desenvolvimento de produtos contendo não somente flúor, mas também cálcio e fosfato. Estudos preliminares demonstraram que estas pastas apresentam efeito semelhante ao das pastas convencionais, mesmo contendo a metade da quantidade de flúor. Assim, a criança teria o mesmo benefício anticárie de um produto convencional, mas com um risco menor de ingestão de flúor durante a escovação. Isto é altamente desejável especialmente para crianças abaixo dos 3 anos de idade, afirmam os pesquisadores.
           
Mudança de rumo
Apesar dos novos estudos, o uso e a indicação de cremes dentais infantis sem flúor ainda é comum. E recebe respaldo dos órgãos de classe. Para Rodrigo Moraes, dentista e consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia, a criança só deve começar a usar o creme dental com flúor a partir do momento em que aprende a cuspir o produto, o que costuma acontecer por volta dos três anos.
 
“A água de São Paulo, por exemplo, é fluoretada. O mineral também vem naturalmente em muitos alimentos, além daqueles que são lavados nessa água, então há uma ingestão, que é considerada segura”, explica.
 
É o que pensa boa parte dos pais que procuram o consultório de Juliana. Muitos acostumados aos próprios rótulos das pastas sem flúor, que recomendam o uso exclusivo até os seis anos. “Para esses pais, explico a importância do flúor para proteção dos dentes, e eles trocam a pasta.”
 
Uma troca que gera economia, já que uma pasta infantil com flúor custa cerca de R$ 4. Menos de um terço do preço do creme dental não fluoretado, que chega a custar R$ 15.
 
iG

Essure – O Método de Contracepção Permanente

Ujatoba_essureMuitas são as mulheres que desejam realizar uma laqueadura tubárea, mas acabam abandonando a ideia pelo medo de se submeter a um procedimento cirúrgico.
 
Um novo método de contracepção definitiva surgiu no Brasil chamado de Essure.
 
Há mais de 10 anos após a primeira paciente, cerca de 750.000 mulheres em todo o mundo se submeteram ao procedimento Essure, sendo mais de 300 estudos científicos publicados.
 
Essure é realizado em regime ambulatorial, sem anestesia, pela técnica de Histerosocopia (“Histero” = útero; “Scopia” = Visualizar).
 
Assim, através de uma pequena câmera de televisão, que é colocada dentro do útero, o dispositivo é implantado na tuba uterina. O dispositivo expande ao ser liberado e acomoda-se dentro da trompa provocando uma obstrução após noventa dias, resultando na contracepção permanente. Portanto, Essure é considerado um Stent tubáreo
 
A maioria das pacientes que se submetem a este método retorna ao trabalho no mesmo dia. O procedimento demora cerca de quinze minutos e é indolor.
 
Para confirmação do sucesso da contracepção definitiva, preconiza-se um raio x simples da pelve ou uma ultrassonografia transvaginal após 90 dias. Até então deve-se manter o método de contracepção anteriormente utilizado.
 
O método já se encontra disponível em alguns serviços da rede pública.
 
Benefícios do Essure:
 
- Sem corte;
 
- Sem anestesia;
 
- Realizado em regime ambulatorial – sem internação
 
- Sem hormônios;
 
- Retorno imediato às atividades;
 
Essure é indicado para mulheres que:
 
- Não desejam mais filhos;
 
- Não podem usar outros meios de contracepção;
 
- Não devem ter filhos;
 
- Não toleraram anestesia geral;
 
Essure é contraindicado nos seguintes casos:
 
- Incerteza sobre o desejo de não ser mais fértil;
 
- Procedimento de ligação tubária anterior;
 
- Gestação ou suspeita de gestação;
 
- Parto ou aborto há menos de 6 semanas do implante do dispositivo Essure;
 
- Infecção pélvica inferior ou superior recente ou presente;
 
- Alergia conhecida ao meio de contraste;
 
- Tratamento com imunossupressores (incluindo corticosteroides).
 
Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.
 
Universo Jatobá

Cristo Redentor é iluminado de lilás em combate à violência contra a mulher

Alessandro Buzas/Futura Press
Iluminação especial do monumento é uma iniciativa da Arquidiocese
 do Rio de Janeiro
Mudança na luz do monumento marca o início dos "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres"
 
O Cristo Redentor está sendo iluminado de lilás, desde 19h desta segunda-feira (25), para marcar o início dos "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres" e o lançamento da campanha "Em violência contra a mulher, eu meto a colher!".
 
A iluminação especial do monumento é uma iniciativa da Arquidiocese do Rio de Janeiro e faz parte das ações da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro.
 
Dentro dos 16 dias de ativismo, evento internacional que ocorre anualmente em 159 países, foi feito no último sábado um mutirão de serviços sociais no Parque de Madureira, zona norte do Rio.
 
Em São Paulo, cerca de 100 mulheres participaram nesta segunda-feira da 4ª Caminhada do Dia Internacional de Não Violência contra a Mulher. Carregando faixas e cartazes contra a violência, as participantes procuraram alertar para a necessidade de denunciar as agressões contra a mulher.
 
Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje, no Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, que primar pela segurança feminina é condição para uma nação mais justa, cidadã e igualitária.
 
“Aviolência contra a mulher envergonha a sociedade que, infelizmente, ainda é sexista e preconceituosa. É uma forma de preconceito do 'mais forte' contra a mulher, apenas pelo fato de ser mulher”.
 
Agência Brasil/iG

Chile anuncia cura da raiva em jovem de 25 anos, após 4 meses internado

César Barriga recebeu alta depois de quatro meses internado com raiva (Foto: Reprodução/Facebook/César Barriga)
Foto: Reprodução/Facebook/César Barriga
César Barriga recebeu alta depois de quatro meses internado com raiva
César Barriga recebeu alta após recuperar funções neurológicas e fala.  Ele terá reabilitação de seis meses para recuperar a mobilidade dos pés
 
O chileno César Barriga conseguiu sobreviver à raiva, após ter sido contaminado pela mordida de um cachorro doente, indicou nesta segunda-feira (25) um boletim médico.
 
"O Chile se soma às instâncias mais elevadas no tratamento destes casos. Este é o sétimo caso (de alguém) que sobreviveu, o primeiro no nosso país", afirmou Luis Castillo, vice-secretário de redes assistenciais do Ministério da Saúde, depois que Barriga recebeu alta.
 
César Barriga, 25 anos, contaminou-se com o vírus após ser mordido por um cão, em julho passado, quando dirigia uma motocicleta na cidade de Quilpué, 133 km a noroeste de Santiago.
 
Doze dias depois do ataque do animal, Barriga foi internado em estado grave no hospital Gustavo Fricke de Viña del Mar com sintomas de raiva: alterações neurológicas, paralisia do sistema nervoso, dificuldades para respirar e falar, segundo o diagnóstico médico.
 
O jovem foi tratado por uma equipe de médicos locais e também pelo especialista americano em raiva, Rodney Willoughby, em meio à expectativa da população chilena por se tratar do primeiro caso registrado em 17 anos no país.
 
Após 16 semanas, Barriga recebeu alta depois de recuperar as funções neurológicas e a fala e terá um período de reabilitação de seis meses para recuperar a mobilidade dos pés.
 
"Penso que foi uma experiência difícil porque de uma hora para outra acordar sem poder me mexer em um hospital, sem saber o que está acontecendo, foi terrível", disse Barriga após deixar o hospital.

O último caso de raiva no Chile remontava a 1996, quando um menino foi contaminado por um morcego na cidade de Rancagua (centro). Ele faleceu.
 
O Chile é um país considerado livre de raiva canina, uma doença letal em 95% dos casos.

G1

Anvisa agenda reunião para discutir regulação de cádmio em bijuterias

cadmio (Foto: Reprodução / TV Globo)
Foto: Reprodução / TV Globo
Bijuteria chinesa interceptada pela Receita Federal no Porto do
Rio continha alta concentração de cádmio
Na quarta, órgão se reunirá com Ministério da Saúde, Inmetro e Senacon. Carga que chegou da China ao Rio tinha alta quantidade do metal pesado
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fará uma reunião nesta quarta-feira (27) com o Ministério da Saúde, o Inmetro e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para discutir a criação de uma regulamentação para a presença do metal cádmio em bijuterias.
 
O Fantástico de 17 de novembro mostrou que 16 toneladas de bijuterias - que chegaram da China em dois contêineres ao Porto do Rio - continham grande concentração de cádmio. A carga foi interceptada por suspeita de fraude fiscal e os testes foram encomendados pela Receita Federal para estimar o valor dos produtos. Na ocasião, a Anvisa afirmou que ainda não regulamentava a presença do metal pesado em bijuterias.
 
Em nota divulgada nesta sexta-feira (22), Anvisa e Senacon afirmaram que, após analisarem o laudo do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) sobre a presença do cádmio nos acessórios, concluíram que "não há risco iminente e nem agudo à saúde" do consumidor. Portanto, não haverá recall de produtos semelhantes.
 
No entanto, a reunião de quarta-feira foi decidida para a elaboração de estudos que possam fundamentar uma futura regulação do cádmio em bijuterias. O cádmio é um metal tóxico que, quando acumulado no organismo, pode levar ao câncer.
 
Na amostra de bijuterias colhidas pelos peritos designados pela Receita Federal, a concentração de cádmio variou de 32% a 39% da liga metálica. Em países como os Estados Unidos, o limite de cádmio em bijuterias é de apenas 0,03%. Na Europa, a presença desse metal não pode ultrapassar 0,01%.
 
Segundo a nota da Anvisa e da Senacon, as 16 toneladas de bijuteria interceptadas no Rio de Janeiro permanecerão retidas até a conclusão dos estudos sobre a necessidade de regulamentar a presença do metal nos acessórios.
 
G1

Ganho de gordura abdominal pode aumentar o risco de diabetes

Bem Estar desta segunda (25) alertou para riscos de desenvolver a doença. Além do tamanho da barriga, a genética também pode aumentar chances
 
A diabetes atinge cerca de 347 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. No entanto, como não dá sintomas no início, metade das pessoas que têm a doença não sabe e, entre as que sabem, muitas não seguem o tratamento ou não fazem o controle do jeito adequado, como alertaram os endocrinologistas Alfredo Halpern e Ricardo Botticini Peres no Bem Estar desta segunda-feira (25).
 
Entre os fatores de risco principais para desenvolver a doença, estão a genética e a obesidade, principalmente o ganho de gordura abdominal, que prejudica o trabalho do pâncreas. Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, um paciente pode nem ser obeso, por exemplo, mas ter a aquela barriguinha, o que já aumenta o risco de ser diabético. Por isso, é preciso tomar cuidado com os hábitos de vida e com o controle do peso, como recomendaram os médicos.
 
Segundo os especialistas, o diagnóstico de diabetes acontece quando o nível de açúcar no sangue está acima de 126 mg/dl. Se estiver em até 100 mg/dl, está no nível normal; entre 100 mg/dl e 126 mg/dl, significa um quadro de pré-diabetes que ainda pode ser reversível.
 
Para avaliar esses níveis, o paciente pode fazer alguns exames - o de glicemia, que tira sangue da ponta do dedo e pode ser feito em um laboratório; o de tolerância a glicose, em que ele toma uma grande quantidade de açúcar e avalia o nível no sangue depois; e o de hemoglobina glicada, que mede quantos glóbulos vermelhos estavam com excesso de açúcar no sangue nos últimos 3 meses.
 
Apesar de todos os exames avaliarem a quantidade de açúcar no organismo do paciente, essa não é a principal causa da doença. De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Diabetes, 87% das pessoas acreditam que a diabetes é causada por uma dieta com muito açúcar.
 
No entanto, como alertaram os endocrinologistas, a doença pode ser gerada pela obesidade, para a qual não só o excesso de açúcar contribui, como também a predisposição genética.
 
Ainda segundo a pesquisa, 28% dos entrevistados disseram que a doença pode ser evitada com a prática de atividade física, o que faz sentido já que o exercício é um fator importante na prevenção da obesidade.
 
dIABETES (Foto: Arte/G1)
 
Porém, além de se exercitar, é importante ainda manter uma alimentação saudável e não só controlar o consumo de açúcar, como também o de carboidrato e gorduras, como explicou o endocrinologista João Salles.
 
Segundo o médico, o risco de desenvolver diabetes é maior quando as mulheres atingem mais de 80 cm de circunferência abdominal e os homens, mais de 94 cm. Por isso, é importante manter o peso, levando uma vida com hábitos saudáveis, para evitar a doença.
 
Mesmo quem já é diabético, no entanto, precisa também se preocupar com a alimentação. Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, o descontrole alimentar é a principal causa da diabetes mal controlada. Para evitar esse problema, é importante montar uma geladeira de acordo em casa, sem alimentos como doces, refrigerantes e pães brancos, por exemplo. A dica do médico é optar sempre por integrais, frutas, verduras, legumes e água.
 
Manter esse controle da doença é essencial para evitar as consequências dela para a saúde. Muitos pacientes que não controlam o problema acreditam que isso pode não ser grave, mas como alertaram os endocrinologistas, por causa do descontrole da diabetes, o paciente pode ter problemas nos rins, olhos e pernas, por exemplo.
 
Além disso, como a doença lesa os vasos sanguíneos, o paciente pode perder a sensibilidade nos membros e até ter um quadro de amputação, como lembrou o endocrinologista Ricardo Botticini Peres. Por isso, é importante que as pessoas se preocupem não só com a prevenção, mas também com o tratamento.
 
G1

Jovem diz que vacina contra HPV provocou doença no sistema nervoso

Marie-Océane (centro) participa de coletiva de imprensa com seus pais nesta segunda-feira (25) no escritório de seus advogados.   (Foto: AFP Photo/Jean Pierre Muller)
Foto: AFP Photo/Jean Pierre Muller
Marie-Océane (centro) participa de coletiva de imprensa com seus
 pais nesta segunda-feira (25) no escritório de seus advogados
Adolescente foi diagnosticada com inflamação do sistema nervoso central. Fabricante de vacina afirma que ocorrência é uma coincidência temporal
 
Uma jovem francesa de 18 anos acusa a vacina contra HPV Gardasil, produzida pela Sanofi Pasteur, de ter provocado graves efeitos colaterais no sistema nervoso central. Ela apresentou uma queixa contra a empresa, que pode resultar em uma investigação criminal.
 
A  jovem Marie-Océane recebeu a vacina Gardasil aos 15 anos, como outros 2,3 milhões de adolescentes franceses que são, dessa forma, protegidos contra alguns tipos de câncer provocados pelo papilomavírus humano (HPV), entre eles o câncer do colo do útero.
 
A primeira injeção, segundo seu advogado Jean-Christophe Courbris, foi tomada em 11 de outubro de 2010 e a segunda, em 13 de dezembro.
 
Em meados de fevereiro de 2011, a jovem começou a ter tonturas e vômitos, sintomas que levaram à sua hospitalização. Depois, sofreu perda temporária da visão, passou a ter dificuldades para andar e desenvolveu uma paralisia facial.
 
De acordo com o advogado, "o diagnóstico de encefalomielite aguda disseminada (uma inflamação do sistema nervoso central) ou esclerose múltipla foi rapidamente colocado".
 
Caixa da vacina Gardasil, produzida pela Sanofi Pasteur.  (Foto: AFP Photo/Jean-Pierre Muller.)
Foto: AFP Photo/Jean-Pierre Muller
Caixa da vacina Gardasil, produzida pela Sanofi Pasteur
Sua condição se estabilizou em agosto de 2012, mas a garota sente-se cansada com frequência, o que dificulta seus estudos, segundo o advogado. Na sexta-feira (22), ela entrou com uma queixa criminal contra a Sanofi por "atentado involuntário à integridade da pessoa humana".
 
A queixa também visa à Agência Nacional de Medicamentos da França, por acreditar que houve "uma clara violação do dever manifesto de segurança e desconhecimento dos princípios de precaução e prevenção".
 
A jovem pode se apoiar em uma perícia encomendada pela Comissão Regional para Conciliação e Compensação por Acidentes Médicos de Aquitânia, que encontrou uma "ligação de causalidade" entre a injeção e a reação inflamatória.
 
A comissão, no entanto, concluiu que a indenização a Marie-Océane fosse de 50% dos danos provocados pela doença, considerando que uma possível vulnerabilidade genética também tenha contribuído para o problema.
 
Coincidência
A Sanofi Pasterur confirmou a conclusão da comissão, mas a contesta. Segundo o laboratório, ela se apoia "unicamente na constatação de uma coincidência temporal entre os sintomas da doença e a vacinação", sem provar a relação de causalidade.
 
Para questionar a vacina, "devemos verificar se a doença é mais comum em um grupo de meninas vacinadas em comparação a um grupo de meninas não vacinadas", disse à AFP Dahlab André, diretor adjunto de Assuntos Médicos da Sanofi Pasteur.

G1

Pessoas em afogamento devem evitar gritos para conservar energia

Para salvar alguém no mar ou na piscina, jogue objeto e chame o socorro
 
Os cuidados para evitar afogamentos devem ser redobrados durante o verão, quando as pessoas usam mais as piscinas e as praias por conta do calor.
 
No Bem Estar, o gerente do grupo de resgate dos Bombeiros de São Paulo, Jorge Ribeira, e a pediatra Ana Escobar explicaram como evitar acidentes e o que fazer para ajudar uma pessoa em perigo na água.
 
Segundo Ribeira, mais da metade das pessoas que se afogam sabia nadar. E os homens morrem até oito vezes mais que as mulheres, por se sentirem destemidos. Outro grande risco é consumir álcool ou comer e entrar na água.
 
Quando um indivíduo fica submerso, para de respirar de forma consciente. Essa é uma maneira que o corpo encontra para evitar que o líquido entre nos pulmões. A laringe, órgão responsável por regular a entrada de ar no organismo, impede a ingestão de água durante um tempo, mas, quando cede à pressão e abre, o líquido penetra no sistema respiratório.
 
Dentro dos pulmões, a água retira substâncias que ajudam no funcionamento dos alvéolos, os "saquinhos" no interior do órgão que levam oxigênio aos vasos sanguíneos.
 
Com os alvéolos umedecidos, a passagem de oxigênio para o sangue é comprometida. O corpo passa a fabricar menos energia e o organismo como um todo começa a sofrer.
 
Dicas para quem presta socorro

 Os Bombeiros recomendam os seguintes procedimentos ao se deparar com uma pessoa se afogando:
 
1 – Jogue um objeto que flutue na água em direção da pessoa afogada. Até mesmo garrafas PET de refrigerante vazias podem servir, além de boias convencionais e cordas
 
2 – Retire a pessoa da água com cuidado. É preciso segurá-la pelas axilas e evitar erguê-la pela região da barriga, já que uma pressão no estômago pode fazer o afogado vomitar e se asfixiar com isso
 
3 – Chame os serviços de emergência pelos telefones 192 (Samu) e 193 (Bombeiros). Quem liga deve informar que se trata de um resgate
 
4 – Tire a roupa molhada da vítima para evitar hipotermia e a aqueça com uma roupa ou toalha seca
 
5 – Vire o corpo do afogado do lado direito dele, com o braço por baixo e as pernas dobradas, para evitar asfixia. No caso de praia, o corpo da pessoa atendida deve estar em paralelo com a borda do mar
 
6 – Espere o socorro ou leve a vítima até o hospital. Isso também vale para quem está consciente, pois é preciso passar pela avaliação de um médico, técnico, bombeiro ou enfermeiro para verificar se há água nos pulmões
 
Dicas para quem se afoga

 Para quem está se afogando, os especialistas recomendam alguns procedimentos para evitar o desespero:
 
1 – Não grite, pois isso aumenta o nervosismo e o cansaço. O melhor para ser encontrado é levantar os braços e acenar com as mãos
 
2 – Nunca nade contra a correnteza, o que pode levar rapidamente à fadiga. É possivel nadar lateralmente ao fluxo da água. E procure sempre por algo que flutue para se apoiar
 
Outras medidas antiafogamento
 
Dentro de casa

 1 – Afaste baldes e bacias com água do alcance das crianças, principalmente das que não sabem andar ou ainda estão aprendendo

 2 – Esvazie a banheira após o banho

 3 – Não deixe aquários grandes no chão ou sobre a mesa

 4 – Sempre tampe a caixa d'água
 
Em enchentes

 1 – Não se exponha à água suja nem tente nadar, pois pode haver obstáculos submersos

 2 – Suba no capô do carro ou fique em um lugar alto, de onde você possa ser visto

 3 – Tome cuidado com a fiação elétrica: um choque pode fazer você perder a consciência e se afogar
 
Na piscina

 1 – Cerque a piscina com grades

 2 – Em festas, reveze o "salva-vidas vigilante", ou seja, a pessoa responsável por olhar a piscina
 
Em rios e lagos*

 1 – Observe a correnteza mesmo antes de entrar na água

 2 – Não vá além da altura do seu umbigo

 3 – Nade sempre próximo à beirada

 4 – Mergulhe apenas em locais conhecidos, onde você saiba a profundidade e os obstáculos naturais em volta

 * Junto com as lagoas e represas, são os locais com mais incidência de acidentes
 
No mar

 1 – Respeite a sinalização de perigo sobre correntezas, pedras ou animais aquáticos

 2 – Cuide com as valas

 3 – Não nade contra a correnteza para não perder o fôlego
 
Em cachoeiras

 1 – Não mergulhe, ainda que você conheça o local. Essa é uma região muito instável e cheia de pedras

 2 – Cuidado com as pedras e o limo
 
O perigo das boias
As boias devem ser usadas em locais sem correnteza, como mares calmos e piscinas. Isso porque, quando você está com ela, perde completamente o controle sobre os movimentos do corpo.
 
A boia leva você para onde for a correnteza, por mais que tente ir para o sentido contrário. Por isso, não adianta deixar a criança nadar com boia no mar ou na piscina sem a presença e observação de um adulto.
 
- Boia de braço: pode escapar pelo braço, no sentido das mãos

 - Boia de cintura: a pessoa pode escorregar para baixo e a boia escapar

 - Boia de cintura com proteção de pernas: o indivíduo pode virar 180° e se afogar

 - Boia ideal para se salvar de um afogamento: aquela que é segurada em frente ao corpo, como uma garrafa PET ou um espaguete
 
O ideal, portanto, é usar um colete salva-vidas ao entrar no mar ou na piscina. E sempre adequado ao tamanho de cada pessoa.
 
G1

Salvar vidas deve ser prioridade em situações de risco, dizem médicos

Bem Estar explica como agir em enchente, deslizamento, incêndio ou raios. É recomendado buscar socorro, evitar entrar na água e abandonar o carro
 
Os desastres naturais se repetem a cada verão, mas é possível evitar riscos nessas situações. Segundo o infectologista Caio Rosenthal e o clínico geral Luis Fernando Correa, a prioridade em momentos de perigo como deslizamentos de terra, desmoronamentos, enchentes, raios ou incêndios deve ser salvar vidas – depois, recuperar móveis, eletrodomésticos, automóveis e outros bens materiais.
 
Os médicos também recomendam pedir socorro para os vizinhos e autoridades capacitadas (como Samu, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil). Além disso, se a pessoa estiver em uma inundação, deve ficar atenta se a água já estiver na altura do joelho. Nesse momento, é possível escorregar, ser levado pela correnteza e até morrer por afogamento.
 
Desastres naturais (Foto: Arte/G1)
 
Outros riscos das enchentes são os objetos e armadilhas escondidos pela água, como bueiros, desníveis no chão, pedaços de metal e fios elétricos descapados.
 
Se puder, não entre na água da chuva – que ainda pode trazer doenças como hepatite A, leptospirose, toxoplasmose e diarreias – e proteja-se em um lugar mais alto. Abandone seu carro também se a chuva passar da metade da roda do veículo.
 
Se você vir alguém se afogando, não tente resgatar a pessoa sem ter treinamento para isso, pois essa atitude, embora com boa intenção, pode aumentar o número de vítimas. Jogar uma corda, boia ou um colete salva-vidas improvisado é melhor para ajudar alguém até o socorro especializado chegar.
 
Para evitar inundações, os médicos recomendam não jogar lixo nas ruas, pois são esses objetos descartados que entopem os bueiros e as bocas de lobo. Outra dica, caso a água da chuva inunde a sua casa, é jogar fora todos os alimentos molhados – tente prevenir que isso aconteça colocando os pacotes, vidros e latas em um lugar mais alto.
 
Passada a enchente, lave os utensílios domésticos com água e hipoclorito de sódio. Use uma colher de sopa do produto para cada litro de água. Se quiser beber, ferva primeiro a água e depois adicione duas gotas do hipoclorito, explica Rosenthal.
 
G1

'Ele é um doente', diz jovem que foi violentada dentro de hospital

Bruna ainda se recupera dos meses que enfrentou de internação (Foto: Rodrigo Martins/ G1)
Foto: Rodrigo Martins/ G1
Bruna ainda se recupera dos meses que enfrentou de internação
Abusada sexualmente em junho, mulher falou pela 1ª vez sobre o caso. Ela estava grávida quando foi atacada. Bebê nasceu na semana passada
 
Bruna Emiliana Pereira Menezes, de 22 anos, foi abusada sexualmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Santos, no litoral de São Paulo, quando estava internada por conta de problemas pulmorares e grávida de quatro meses. Agora, meses depois de ter sido estuprada, a jovem, ainda debilitada por conta do longo tempo internada, comemora o nascimento de João Davi. Bruna falou pela primeira vez sobre o caso e, apesar da felicidade pela chegada do primeiro filho, não consegue esquecer a violência que teve que enfrentar.
 
Segundo a mulher, o agressor, um auxiliar de enfermagem, de 47 anos, ainda causa repugnância. “Ele não é um humano. É um bicho. Uma pessoa que faz isso com alguém que pode se defender já é um criminoso. Imagina quando a pessoa está debilitada, indefesa, não podendo fazer nada? É pior ainda. Ele é uma pessoa doente”, diz.

Ao G1, a vítima relembrou como foi a madrugada do dia 29 de junho, quando o abuso sexual aconteceu. “Eu estava dormindo quando, por volta das 2h, ele entrou no meu quarto. O enfermeiro começou a mexer comigo e me acordou. Eu pensei que ele ia me dar medicamento, pois eu estava tomando remédio para dor. Porém, ele começou a fazer os gestos obscenos. Tirou o órgão para fora e queria que eu pegasse. Eu puxava a minha mão, me debatia nas grades da cama e virava o rosto. Eu também estava com uma faixa, já que tinha feito exames de manhã e, na UTI, você não pode ficar com roupa. Ele chegou a colocar os meus seios para fora”, lembra.

Bruna revela que a ação do homem causou perplexidade. “Ele tirou a minha máscara para colocar o dedo na minha boca e eu não sabia o que fazer. Não tinha força para nada e eu temia que ele pudesse desligar os aparelhos, porque eu não conseguiria respirar. Fiquei desesperada. Eu pensava: o que esse homem está fazendo comigo? Ele é louco, eu aqui nesse estado e ele fazendo isso. Quando ele saiu do quarto, peguei o telefone celular que tinham deixado para mim e liguei para a minha mãe”, destaca.

Após avisar a mãe, a vítima lembra que as horas seguintes foram de pânico, com medo do que poderia acontecer na sequência. “A minha mãe e o meu tio foram até o hospital. Nessa hora eu consegui gritar e a enfermeira veio me ver, mas ela não acreditava no que eu falava. Ela dizia: ‘Bruna, você não sonhou?’ Eu dizia que não, que era verdade. Falei para ela não sair dali, pedi pelo amor de Deus, pois ele poderia voltar e desligar os meus aparelhos. Tinha medo de morrer. Quando a minha mãe chegou, falei para ela não sair de perto de mim. Eu chorava, desesperada”, recorda.

O agressor, que tinha passagem pela polícia por estupro e atentado violento ao pudor, tentou se defender, como relata Bruna. “No mesmo dia ele entrou no quarto e me chamou de louca. Comecei a gritar que louco era ele. Ele falou que eu estava sedada. Mas eu disse que não, porque não tinha tomado nenhuma sedação, só remédio para dor. Ele chorou, disse que tinha um filho para criar e não podia ser preso. Só que ele deveria ter pensado nisso antes. Se ele tem filho vai mexer com uma pessoa grávida, indefesa?”, questiona.
 
Mulher vítima de abuso sexual em hospital em Santos (Foto: Rodrigo Martins/ G1)
Foto: Rodrigo Martins/ G1
Mulher vítima de abuso sexual em hospital em Santos, SP
O suspeito foi preso pela polícia. Dias depois, uma outra vítima surgiu e contou que também havia sido abusada sexualmente pelo auxiliar de enfermagem. O homem continua preso, mas isso não traz tranquilidade para Bruna. “Ainda não me sinto segura. Sei que a Justiça daqui é difícil. Fiquei sabendo que ele não perdeu a carteirinha do Conselho Regional de Enfermagem (Core).

Meu medo é que ele volte a trabalhar lá. Com a carteirinha, ele pode voltar a trabalhar. Esse é meu medo. Nunca vou querer voltar naquele lugar se ele estiver lá ou em qualquer outro hospital que ele esteja”, afirma.

Enquanto luta para que o seu agressor não volte para as ruas, Bruna cuida de João Davi, que nasceu na última quinta-feira (21), com 50 centímetros e pesando três quilos. Os dois estão na casa da avó da criança, em Bertioga, no litoral de São Paulo.
 
Orgulhosa, a mulher não esconde a alegria por ter conseguido dar à luz ao seu filho, mesmo depois de todos os problemas enfrentados. Vale lembrar que Bruna, após ter sido estuprada, ficou em coma.

“Me emociono com essa história, com os detalhes que a minha mãe conta. Depois do que aconteceu, como havia gastado as minhas energias e me sentia sem fôlego, pois não podia fazer força, fiquei muito debilitada. Não conseguia dormir direito. Por isso tive que ser entubada”, ressalta.
 
Após todo o drama vivido por Bruna e sua família, a jovem pretende seguir a vida normalmente. A vítima quer cuidar de João Davi, definido por ela como um “guerreiro”. “Fiquei com medo de que ele não nascesse, pois os médicos não nos davam muitas esperanças porque eu tinha que tomar medicamentos fortes. Depois que voltei do coma, passei a fazer os exames. A cada ultrassom que eu via que ele estava bem era um choro, uma alegria. Uma sensação maravilhosa. Mas a gente só fica aliviada quando pega o bebê no colo, escuta o choro e vê como ele se acalma nos braços. Foi muito bom ver que está tudo certo e ele nasceu perfeito”, comemora.
 
Além da maternidade, Bruna deseja retomar os estudos. A jovem não completou o primeiro semestre de administração. No entanto, a intenção é cursar outra faculdade e trabalhar. “Nem dá para acreditar que estou viva. Daqui para frente quero retomar a minha vida, estudar e trabalhar. Quero cuidar do meu filho e tentar esquecer o passado”, desabafa.

Sobre as vítimas de abuso sexual, Bruna acredita que toda mulher que sofre esse tipo de violência deve se manifestar. “As pessoas devem falar, não podem guardar. Sei que é uma angústia grande, que ainda continua para mim, que contei a minha história. Imagina, então, para quem guarda uma coisa dessas? Tem que contar sim”, argumenta.
 
Por fim, a vítima diz que nunca mais encontrou o agressor. Indagada se perdoaria o responsável pelo estupro, Bruna é enfática. “Falam que a gente não pode guardar mágoas, mas eu não consigo. A gente procura esquecer e ‘colocar uma pedra’ no passado , até porque tenho um filho para criar. Mas não consigo perdoá-lo”, pontua.
 
O caso
O estupro ocorreu na madrugada de 29 de junho, quando um auxiliar de enfermagem molestou a jovem, na época grávida de quatro meses, que estava em um quarto do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, tratando de uma pneumonia. A polícia foi chamada pelas próprias enfermeiras e o suspeito foi preso. Na época, o Hospital Guilherme Álvaro, por meio de uma nota, informou que abriria sindicância para apurar o caso e que o auxiliar de enfermagem seria afastado de suas funções imediatamente.
 
G1

Médico conta que punha camisinha e cateter genital em Jackson, diz jornal

O médico Conrad Murray, que é acusado pela morte de Michael Jackson (Foto: Reuters)
Foto: Reuters
Médico Conrad Murray, que foi acusado pela morte de
Michael Jackson
Conrad Murray diz ao 'Daily Mail' ser um dos únicos em que cantor confiava. Ele afirma que Michael tinha incontinência e não sabia colocar acessório
 
O tabloide britânico "Daily Mail" publicou uma entrevista com Conrad Murray, médico que cuidou de Michael Jackson antes da morte do cantor. Na reportagem divulgada no domingo (24), Murray se defende das acusações de ter sido negligente com o cantor. Ele descreveu com detalhes os cuidados que tinha com Michael Jackson, segundo o jornal.
 
Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo (involuntário) na morte do cantor Michael Jackson em 2009. Ele foi libertado da prisão em outubro de 2013, após cumprir dois anos da sentença, de quatro anos de detenção.
 
"Quer saber como eu era próximo dele?", perguntou Murray, segundo a reportagem, antes de dizer que tocava o órgão genital de Michael Jackson todas as noites para ligar um cateter, devido à incontinência urinária. "Ele usava calças escuras, pois depois de ir ao banheiro, ficava respingando por horas".
 
Murray também diz na entrevista, segundo o "Daily Mail": "Michael não sabia como colocar uma camisinha, então eu tinha que fazer isso para ele". A camisinha colocada por Murray era parte de um equipamento médico usado para incontinência urinária. Ela era ligada ao cateter, tubo que leva a urina a um recipiente. Murray diz que era uma das únicas pessoas em que o cantor confiava no fim da vida, e que fez tudo para salvá-lo. "Eu não matei Michael Jackson. Ele era um viciado em drogas. Foi Michael Jackson quem matou acidentalmente Michael Jackson", disse Murray, de acordo com o jornal.
 
Libertado da prisão
O médico estava preso em uma cadeia em Los Angeles, e deixou a prisão no final de outubro deste ano. Uma mudança na lei da Califórnia permitiu que seu tempo de prisão fosse reduzido.
 
Muray, que atuava como cardiologista, foi considerado culpado em 2011 por causar a morte de Michael Jackson em junho de 2009 ao dar ao cantor uma overdose do potente anestésico propofol  para ajuda-lo a dormir. Michael estava no meio de preparações para uma série de shows e Murray atuava como seu médico particular.
 
"Ele está preparado para continuar lutando enquanto for preciso", disse a advogada de Murray, Valerie Wass, antes da libertação de seu cliente, à agência Reuters.
 
O cardiologista teve sua licença médica suspensa em três estados, e não pode mais atuar na profissão. Seu nome e seu rosto são muito conhecidos devido à associação ao cantor e ao processo. Não se sabe o que ele fará fora da prisão.
 
Após ser condenado, Murray chegou a apelar de sua sentença. Antes de trabalhar com Michael, ele era dono de clínicas em Las Vegas. Durante seu período na prisão, Murray reclamou muito das condições da prisão.
 
O médico, de 58 anos, foi o único acusado pela morte de Michael Jackson, que morreu por overdose do anestésico propofol que consumia com frequência para combater a insônia.
 
G1