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sábado, 24 de novembro de 2012

Praticar esportes antes da escola melhora concentração

Andar de bicicleta ou caminhar antes de entrar na escola favorece a capacidade de concentração do aluno em classe, demonstram os resultados de uma pesquisa feita na Dinamarca e publicada esta sexta-feira.
 
Segundo o estudo feito por pesquisadores das universidades de Copenhague e Aarhus, as crianças que vão à escola de carro ou ônibus têm resultados piores em testes de concentração em comparação com os que foram de bicicleta ou a pé.
 
Os resultados suspreenderam os pesquisadores, que originalmente exploravam o impacto do café-da-manhã e do almoço na concentração dos alunos.
 
"Os resultados mostraram que tomar o café-da-manhã e o almoço têm um impacto, mas não muito em comparação com o exercício", disse à AFP Niels Egelund, co-autor do estudo.
 
Na pesquisa, feita sobre uma amostragem de 19.527 alunos entre 5 e 19 anos, os participantes tiveram que informar seus hábitos esportivos e foram submetidos a exames básicos de concentração.
 
Fonte R7

Dieta de grávida pode alterar metabolismo de criança, aponta pesquisa

Dissertação de mestrado do biólogo Luiz Fernando Possignolo, desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Campinas, mostrou que a dieta materna rica em gorduras para roedores, durante períodos críticos do desenvolvimento da prole, levou os filhotes a terem alterações metabólicas na vida adulta.
 
Segundo a edição atual (12 de novembro de 2012 a 25 de novembro de 2012) do Jornal da Unicamp, eles apresentaram resistência à insulina, hipertensão e alterações na expressão de proteínas ligadas ao transporte de colesterol e à via inflamatória.
 
"Apesar dos experimentos serem feitos com animais, existem estudos na literatura avaliando mulheres com alterações de dieta que já demonstram doenças metabólicas e que poderão levar efeitos sobre os filhos", diz o texto. E foi essa alteração que sugeriu a pesquisa ainda preliminar que teve a orientação do docente da FCM José Antonio Rocha Gontijo e também da pesquisadora Adrianne Palanch.
 
 De acordo com Possignolo, o período crítico ocorre na gestação pelo fato de o feto se desenvolver pelos estímulos da mãe, “que lhe dá uma ideia prévia do ambiente lá de fora para, quando nascer, estar preparado para essa vida.
 
A isso chamamos programação fetal”. Essa dinâmica criaria no feto condições metabólicas, funcionais e morfológicas diferentes dos filhotes de roedores cujas mães tiveram uma dieta saudável, acrescentou.
 
Fonte R7

Músicos mantêm posturas corporais incorretas quando tocam e afetam a saúde

Os músicos estão entre as classes que mais apresentam doenças relacionadas ao trabalho. Uma pesquisa publicada recentemente no periódico PER MUSIRevista Acadêmica de Música - revelou, por exemplo, que o índice de distúrbios ósteo-musculares neles é alto.
 
O estudo foi conduzido com músicos da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo e os resultados indicaram um desajuste postural durante os ensaios, assim como a irregularidade da cadeira que utilizam.
 
Joelhos dobrados a mais de 90º, quadril girado para dentro ou para fora excessivamente, ombros elevados e cabeça projetada para frente estavam entre as principais posturas irregulares.
 
Já a avaliação do móvel usado para apoio demonstrou irregularidades como: apoio dorsal e a altura do assento não-reguláveis e ausência de material anti-transpirante.
 
Segundo os autores, é possível minimizar as más posturais por meio de uma intervenção fisioterapêutica, mostrando aos musicistas as maneiras menos agressivas de posicionar-se durante o ato de tocar seu instrumento musical.
 
Fonte R7

Deixe a preguiça de lado e pratique atividade física no inverno

Inverno é bom mesmo para ficar na cama até mais tarde e debaixo do cobertor, certo? Isso se você não deseja manter o corpinho sarado. Porque para se exercitar não existe época melhor.
 
A vantagem do tempinho frio é que o corpo precisa de mais energia para se manter aquecido e queima até 30% mais calorias.
 
Sem falar que quando praticamos exercícios fica mais fácil combater as estripulias alimentares que normalmente cometemos no inverno, quando a sensação de fome aumenta junto com o frio. E existe uma razão para isso.
 
É que para manter a temperatura do organismo, nosso metabolismo necessita acelerar o seu funcionamento em até cinco vezes mais do que o normal.
 
Durante a prática de atividade física alguns cuidados não devem ser esquecidos, como continuar usando roupas leves, acrescidos de um casaco de moletom.
 
Agasalhar muito o corpo não é recomendado, pois leva a eliminação de sais minerais em excesso, o que é prejudicial ao nosso organismo.
 
Fonte R7

São Paulo promove campanha contra o câncer de pele neste sábado (24)

Ambulatório da USP oferece exame clínico e encaminhamento de suspeitos com a doença ao SUS
 
As 12 unidades da Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo participam neste sábado (24) de uma campanha para detectar o câncer de pele, além de incentivar sua prevenção.
 
Já na capital paulista, o Ambulatório de Dermatologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP oferece, das 9h às 15h, exame clínico de pele e o encaminhamento de pessoas suspeitas com câncer ao SUS (Sistema Único de Saúde).
 
O Hospital das Clínicas dará ainda orientações sobre como cuidar da pele ao se expor ao sol e estimulará a descoberta precoce da doença, segundo explica o dermatologista Dr. Eugênio Pimentel, um dos coordenadores da campanha:
 
— O público será esclarecido sobre a importância de se proteger dos raios solares para a prevenção da doença, cujo surgimento está diretamente ligado à exposição prolongada ao sol, sem a proteção adequada.
 
O câncer de pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem o tecido. A radiação ultravioleta, concentrada nos raios solares e nas cabines de bronzeamento artificial, é a principal responsável pelo desenvolvimento do tumor e do envelhecimento da pele.
 
O melanoma é o tipo mais perigoso entre os tumores de pele com alto potencial de desenvolvimento de metástase. Mais frequente em pessoas de pele clara e sensível, normalmente tem início como uma pinta escura. Se não tratada, a doença pode levar à morte.
 
Fonte R7

Tratamento nutricional tem bons efeitos na redução de peso em obesos

Enquanto existem várias pesquisas sobre a cirurgia bariátrica, poucas abordam os efeitos do tratamento nutricional na obesidade grave, que, segundo estudo da Universidade Federal de Goiás, traz ótimos resultados.
 
O grupo criou um protocolo de tratamento nutricional individualizado e especializado com plano alimentar de restrição moderada, que produziu melhoras significativas.
 
Além do protocolo nutricional especializado e individualizado, os participantes foram submetidos à conduta dietoterápica individualizada, retornos de consulta freqüentes (a cada quatro semanas), aumento do vínculo profissional-paciente e envolvimento da família no tratamento.
 
Após nove consultas, os pesquisadores verificaram redução relevante do peso e IMC, melhora qualitativa no consumo alimentar como maior número de refeições, alta no consumo de verduras, aumento da ingestão de leite e derivados, redução na adoção de doces, diminuição do consumo de cereais e tubérculos, além de adesão à prática de atividade física.
 
Fonte R7

Meninas de 14 anos se submetem a cirurgia para ‘redesenhar’ vagina

Quanto mais cedo se passa pelo procedimento estético, maiores são as chances de complicações futuras
 
Meninas de 14 anos vêm se submetendo a um tipo de cirurgia para ‘redesenhar’ a vagina.
 
Segundo pesquisadores do hospital da University College, em Londres, foram realizadas 343 labioplastias — redução do excesso de pele dos pequenos lábios vaginais que se projetam para fora — nos últimos seis anos no sistema público de saúde do Reino Unido.
 
Os autores do estudo que foi baseado em levantamento, no entanto, alertam para a chance de riscos associados a esse tipo de tratamento, segundo o tabloide The Sun.
 
"As indicações da cirurgia para essa faixa etária são desconhecidas, mas as anomalias labiais que requerem intervenções cirúrgicas são extremamente raras", indicam os especialistas no texto.
 
Vale ressaltar que os lábios vaginais crescem ao longo do tempo. Então, quanto mais cedo uma menina passar por esse tipo de cirurgia estética maiores são as chances de complicação no futuro.
 
Fonte R7

Câncer de próstata deve fazer 60 mil novas vítimas no País até o fim do ano

Diagnóstico precoce pode ajudar a reduzir em até 90% mortalidade relativa à doença
 
Segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, o câncer de próstata deve fazer 60 mil novas vítimas no País até o fim de 2012, o que representaria 31% dos casos de câncer no Brasil, segundo estimativas do governo federal.
 
Segundo o presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica), Anderson Silvestrini, a adoção do diagnóstico precoce é fundamental para evitar que os números de casos continuem a crescer no país.
 
— É preciso investir na prevenção para que a doença possa ser controlada. Só vamos reverter esses números quando intensificarmos o número de diagnósticos precoces que podem ser identificados por meio do PSA (proteína produzida pela glândula da próstata) ou do exame de toque. Esse diagnóstico, aliado a um tratamento adequado, pode reduzir em até 90% a mortalidade relativa à doença.
 
Levantamento realizado em 2008 pela OMS (Organização Mundial de Saúde) mostra que foram diagnosticados no mundo cerca de 900 mil casos de câncer de próstata com aproximadamente 260 mil mortes. A estimativa mundial é de 3,2 milhões de novos casos da doença nos próximos cinco anos.
 
Campanha
Neste mês de novembro, a SBOC lança a campanha "Câncer de Próstata: Toque no Assunto", com o objetivo de conscientizar e prevenir a doença.
 
Além disso, promoverá uma caminhada no próximo domingo (25) no Parque da Cidade, em Brasília. O evento começará às 8h, com distribuição de panfletos e brindes da campanha.
 
Fonte R7

Unicamp desenvolve açúcar prebiótico

Os chamados FOS não são tão doces quanto o açúcar de mesa, não engordam e não provocam cáries
 
A Unicamp acaba de desenvolver uma metodologia inédita de reação enzimática que permite produzir em larga escala um tipo de açúcar conhecido como FOS (fruto-oligossacarídeos).
 
O alimento é considerado funcional ou prebiótico e traz benefícios à saúde, além de ter propriedades nutritivas.
 
Os FOS não são tão doces quanto o açúcar de mesa (têm cerca de 60% da doçura da sacarose), porém são mais finos e brancos, não engordam, não provocam cáries e ajudam o trânsito intestinal, já que passa direto pelo trato digestivo alojando-se no intestino.
 
Quem quiser adquirir esse açúcar, lamentam os pesquisadores, ainda terá de pagá-lo mais caro por um tempo e comprá-lo sem que esteja agregado aos alimentos.
 
Por isso é importante estudar uma metodologia que contemple a sua produção nacionalmente.
 
Fonte R7

Como prevenir a resistência bacteriana

Dicas simples e fundamentais para evitar o surgimento de bactérias resistentes a antibióticos
 
Prevenir ou tratar infecções bacterianas é o trabalho que os antibióticos foram projetados para realizar.
No entanto, gripes, resfriados, bronquites e a maior parte das tosses são causadas por vírus, e antibióticos nada podem fazer para prevenir ou tratar esses problemas, alertam os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
O uso desnecessário de antibióticos permite às bactérias mutarem e desenvolverem resistência a essas drogas, afirma o CDC. A agência – uma das maiores autoridades mundiais no estudo de vírus e bactérias – oferece as seguintes sugestões para prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes:
- Tome seus antibióticos exatamente como o médico indicou. O mesmo conselho vale para as crianças

- Se está em tratamento com antibióticos, não pare de tomá-los apenas porque se sente melhor. Termine sempre a dose recomendada pelo médico

- Não insista com antibióticos para tratar gripe ou resfriados, bronquite ou tosse, nariz escorrendo ou dor de garganta que não seja de origem bacteriana
Fonte iG

Estudo: vitamina B3 multiplica defesa do organismo contra infecções

Descoberta pode abrir novos caminhos para combater o cada vez maior número de bactérias resistentes a antibióticos
 
A nicotinamida (uma das formas da vitamina B3) consumida em doses elevadas aumenta mil vezes a capacidade do organismo de destruir infecções por estafilococos, cada vez mais resistentes aos antibióticos, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos.
 
A pesquisa, realizada com animais de laboratório e com sangue humano, revelou que altas doses desta vitamina aumentam em 1.000 vezes a resposta do sistema imunológico contra este tipo de bactéria.
 
O estudo foi feito por cientistas do centro médico Cedars-Sinai, do instituto Linus Pauling da universidade estadual do Oregon e da Universidade da Califórnia (UCLA), entre outras instituições. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no Journal of Clinical Investigation.
 
Os pesquisadores perceberam que a administração de doses terapêuticas de nicotinamida aumentou o número e a eficácia dos neutrófilos, glóbulos brancos que matam e devoram bactérias que agridem o organismo.
 
A descoberta pode abrir novos caminhos para combater o cada vez maior número de bactérias resistentes aos antibióticos, principalmente os estafilococos aureus, causadores da maioria das infecções hospitalares.
 
"Isto é potencialmente significativo, embora ainda devemos realizar estudos com humanos", assinalou um dos líderes da pesquisa, Adrian Gombart, do Instituto Linus Pauling. Segundo o cientista, a vitamina poderia se tornar, em combinação com os antibióticos existentes, num novo método para tratar infecções por estafilococos.
 
No experimento, a nicotinamida foi fornecida em doses muito maiores do que numa dieta normal, embora a quantidade usada já tenha sido testada de maneira segura em humanos. Quando a vitamina B3 foi injetada no sangue humano, a infecção desapareceu em algumas horas, constatou o estudo.
 
No entanto, Gombart advertiu que não há nenhuma evidência de que uma dieta normal ou suplementos de vitamina B3 tenham um efeito beneficente na prevenção ou tratamento de uma infecção bacteriana, por isso "as pessoas não deve começar a tomar elevadas doses dessa substância".
 
As principais fontes naturais de nicotinamida são a carne de fígado e outros órgãos, ovos, peixes, amendoins, legumes, grãos (exceto o milho) e leite. Segundo outro dos autores, George Liu, especialista em doenças infecciosas do Cedars-Sinai, a vitamina é "surpreendentemente efetiva" contra uma das principais ameaças existentes hoje em dia na saúde pública e pode ajudar a reduzir a dependência dos antibióticos.
 
Fonte iG

Quando o assunto é obesidade, o tamanho do copo pesa sim

Refrigerante: gula natural por doces que ajudou durante a
evolução não está mais trabalhando a nosso favor, dizem especialistas
Pesquisas recentes estreitam a ligação entre bebidas doces e doenças e dão mais munição aos defensores a limitação do consumo de sucos e refrigerantes com açúcar
 
Recentemente conheci uma jovem mulher muito consciente sobre a própria saúde, que insistiu que o tamanho das bebidas açucaradas não deveria ser algo previsto por lei.
 
“Incentivar as pessoas a beber menos dessas bebidas é algo que deve ser feito por meio da educação”, defendeu ela.
 
É uma opinião compartilhada entre muitos. Alguns podem não estar cientes do papel que essas bebidas têm na crescente epidemia de obesidade e de diabetes do tipo 2. Poucos sabem do histórico decepcionante de esforços feitos para mudar o comportamento das pessoas apenas pela educação.
 
A mulher em questão estava reagindo a uma regulamentação da cidade de Nova York, que entra em vigor em março de 2013, limitando o tamanho dessas bebidas a 470 ml em restaurantes, carrinhos de rua, cinemas e eventos esportivos. Lojas de conveniência, máquinas automáticas e algumas bancas de jornal estão isentas.
 
Vários novos estudos ressaltam o potencial de saúde pública gerado pela restrição. Se tiver sucesso, é provável que a medida seja imitada em outros lugares, pois o amor da nação por refrigerantes de tamanho gigante está custando às cidades e aos estados bilhões de dólares com despesas médicas.
 
Gula por doces
Todos nós nascemos com uma preferência natural pelo doce, o que durante a evolução nos permitiu perceber quando as frutas estavam maduras e prontas para serem comidas. Mas, como colocou Gary K. Beauchamp, biopsicólogo e diretor do Monell Chemical Senses Center, um instituto de pesquisas sem fins lucrativos na Filadélfia, "nós separamos o gosto bom da comida boa". Nossa gula por doces não está mais trabalhando a nosso favor.
 
Ninguém alega que bebidas adoçadas sejam a única razão pela qual os americanos estão mais gordos e têm desenvolvido altas taxas de diabetes tipo 2. Mas em momento algum na história nós ingerimos mais adoçantes calóricos do que hoje, e os refrigerantes são os grandes culpados.
 
As bebidas adoçadas, maior fonte de calorias em nossas dietas, respondem por quase metade do total de açúcar que consumimos e 7% do total de calorias – chegando a quase 15% em alguns grupos, incluindo garotos na adolescência. Pesquisadores da Universidade de Wisconsin relataram em 2005 que os alunos em média consomem anualmente 14 kg de açúcar nas bebidas adoçadas.
 
A Coca-Cola costumava vir em garrafas de 230 ml com 97 calorias. Hoje as pessoas compram latinhas de 350 ml com 145 calorias (o equivalente a 10 colheres de sopa de açúcar); garrafas de 590 ml com 242 calorias; Big Gulps de 950 ml; Super Big Gulps de 1,3 l com 533 calorias; e Double Gulps de 1,9 l com 776 calorias. A diferença de preço entre esses tamanhos é mínima.
 
Essas calorias são nutricionalmente vazias, ao contrário das encontradas nas frutas, legumes, carnes, aves, peixes e laticínios, todos fontes de vitaminas e nutrientes essenciais.
 
Barbara J. Rolls, professora de ciência nutricional na Universidade Penn State, mostrou que falta um "fator de saciedade" nas calorias líquidas. Quando as pessoas tomam refrigerantes, elas não compensam adequadamente a refeição comendo menos calorias nas comidas sólidas.
 
Brian Wansink, diretor do Food and Brand Lab na Universidade de Cornell, diz que as bebidas não satisfazem tanto quanto as comidas sólidas por não terem uma textura e um "movimento de boca", e nós "tendemos a consumi-las tão rapidamente que nem as percebemos".
 
Muitos estudos observacionais têm ligado o consumo de bebidas adoçadas ao aumento de peso das crianças, e ao aumento de peso e surgimento da diabetes tipo 2 em adultos. Mas novas pesquisas vão muito além dessas descobertas.
 
Em um estudo realizado entre mulheres acompanhadas por quatro anos, as que consumiram uma ou mais dessas bebidas por dia praticamente dobraram o risco de desenvolver diabetes tipo 2, comparadas às que beberam menos de uma por mês. E os autores concluíram que aquelas que consumiram mais bebidas adoçadas também "aumentaram o consumo de energia" – ou seja, calorias – "das outras comidas, indicando que essas bebidas podem até mesmo induzir a fome e o consumo de comidas".
 
Dois estudos recentes no Jornal de Medicina de New England observaram os efeitos do peso em crianças e adolescentes quando bebidas sem açúcar eram substituídas por aquelas com adoçantes calóricos. Em ambos os casos, limitar o consumo de calorias líquidas reduziu o aumento de peso nas crianças, comparadas às que continuaram consumindo as bebidas adoçadas.
 
O autor de um dos estudos, realizado na Holanda, comentou: "As crianças nos EUA consumem em média quase três vezes mais calorias nas bebidas adoçadas", comparadas às crianças holandesas.
 
Logo depois do encerramento de outro estudo, realizado entre adolescentes em algumas áreas de Boston, os jovens passaram a consumir bebidas menos calóricas, o que mostra a importância tanto da educação quanto da regulamentação. O autor sênior, Dr. David S. Ludwig, disse que as descobertas enfatizam a necessidade de mudanças nas políticas públicas.
 
"Isso sugere que se queremos mudanças a longo prazo no peso, teremos que fazer mudanças permanentes a longo prazo em nosso ambiente para as crianças", disse ele ao New York Times quando a reportagem foi publicada.
 
Um terceiro estudo, publicado com os dois primeiros, descobriu uma ligação importante entre genética e os efeitos das bebidas adoçadas no peso. Homens e mulheres com uma predisposição a ganhar peso experimentaram um efeito mais aparente causado pelas bebidas adoçadas do que as pessoas que não tinham os 32 genes associados ao maior índice de massa corporal.
 
Melhorando os hábitos saudáveis
Educação importa. Mas a história mostra claramente que educação não é o suficiente. Precisa ser acompanhada de restrições que desencorajem hábitos não saudáveis e de mudanças ambientais que apoiem os hábitos saudáveis.
 
Fumar é um exemplo clássico. Anúncios bem feitos explicando seus perigos – até mesmo avisos nos maços – não fizeram muito para ajudar pessoas a pararem de fumar e a impedir que os outros o fizessem. Só depois que fumar foi proibido em ambientes de trabalho, restaurantes, prédios públicos e nos meios de transporte é que milhões desistiram. Hoje em dia, cerca de um entre 5 homens americanos fuma. Há 40 anos, a média era de um a cada dois.
 
Do mesmo jeito que a indústria do tabaco contestou a ligação entre fumar e ter câncer durante anos, a Associação Americana de Bebidas diz que não há provas de que bebidas adoçadas sejam os grandes culpados pela obesidade e pela diabetes.
 
Mas porque esperar décadas por uma evidência conclusiva, quando milhões já terão adoecido ou morrido por causa da obesidade? Não é como se não houvesse alternativas já existentes para as bebidas adoçadas, incluindo aquelas com adoçantes não calóricos e águas com ou sem gás, com sabor ou sem.
 
Se essas bebidas fossem menos caras e tivessem algum destaque, e mais pontos de vendas limitassem o tamanho e a disponibilidade de bebidas doces, poderíamos começar nesse caminho tão bem trilhado durante nossos esforços antitabagismo.
 
Fonte iG