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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Gritar realmente ajuda a suportar a dor, diz pesquisa

O “ai” que acompanha uma topada realmente ajuda a tolerar a dor, dizem cientistas da Universidade Nacional de Singapura em estudo publicado semana passada no periódico científico “Journal of Pain
 
Uma possível explicação seria que o grito espontâneo movimenta músculos que interferem na transmissão da mensagem da dor para o cérebro.
 
“Os resultados oferecem a primeira evidência que vocalizar ajuda indivíduos a suportarem a dor”, diz o estudo. “É também a primeira evidência que dizer “ow” modula a dor. Até agora, a ideia de que vocalizar é analgésico nunca havia sido testada”.
 
A pesquisa foi realizada com 56 pessoas. A elas foi pedido que colocassem as mãos em água gelada e o grito de “ow” fez com que elas suportassem a imersão por mais tempo.
 
Em testes separados, os voluntários colocaram a mão na água gelada e disseram “ow”, ouviram uma gravação deles dizendo “ow”, ouviram gravações de outra pessoa dizendo “ow”, apertaram um botão ou ficaram sem ação. Comparando os resultados, os pesquisadores concluíram que quando diziam “ow”, a resistência à dor era maior.
 
Os cientistas também destacam que, de forma curiosa, exclamações relacionadas à dor são muito parecidas em diferentes culturas. Enquanto no Brasil “ai”, na África do Sul o grito é de “eina”; na Itália, “ahia”; “aiyo” na China; e “ouch”, nos EUA.
 
“É um som simples que requer pouco controle das articulações, enquanto maximiza o volume. Dessa forma, pode ser usado de forma fácil e eficiente contra a dor”, dizem os pesquisadores.
 
O Globo

Perigo: conheça as consequências do uso de bolsa térmica durante a amamentação

Foto/Reprodução: Bolsa térmica
Embora seja muito recomendado, o uso de bolsas térmicas no seio da lactante não é aconselhado por especialistas. Isto porque o uso da bolsa térmica quente ou fria podem provocar queimaduras

“Aqui no Banco de Leite Humano (BLH) não indicamos o uso da compressa, somente em alguns casos, se a paciente chega com nódulos no seio, recomendamos que ela faça massagem, e a retirada do leite. Compressa somente a fria e para as mães portadoras de HIV ou as que por alguma razão não vão amamentar, nestes casos indicamos a compressa fria para inibir a lactação. Já a compressa morna, não indicamos em nenhuma situação”, explicou Nina Savoldi, enfermeira do Banco de Leite Humano do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

A seguir a especialista responde às principais dúvidas das mamães sobre o uso de bolsas térmicas.
 
1. Qual a diferença entre a bolsa térmica morna e a fria?
A fria inibe a produção do leite através da vasoconstrução. A morna causa uma vaso dilatação, podendo aumentar a produção. No entanto, essas compressas podem causar efeito contrário, por isso preferimos a massagem, pois ela ajuda a dissolver os nódulos, sem precisar fazer compressa quente.
 
2. Quais são os riscos para a lactante?
O grande problema da compressa quente é que algumas mães, que estão com mastite e usam a este tipo de bolsa térmica começam a ter queimaduras. “Nosso conselho para as mães que estão amamentando e estão com o leite empedrado, é só fazer massagem e tirar o leite, colocar o bebê mais vezes para amamentar em livre demanda, notar se ele está pegando na auréola da forma coreta”, explicou Nina Savoldi. A compressa quente aumenta a produção de leite, por este motivo as mães que estão com leite empedrando por conta da grande produção de leite não devem usar este tipo de compressa.

3. Qual seria a melhor alternativa ao uso de bolsas térmicas?
A especialista aconselha somente o uso de massagens para auxiliar as mamães que estão tendo problemas com a grande quantidade de produção de leite, assim como, a ordenha e a amamentação em livre demanda do bebê. “Aconselhamos às mamães prestarem atenção nos sinais de fome do bebê, por exemplo, o gemido, ou o lamber da mãozinha, e antes dele começar a chorar, já colocá-lo no peito”, esclareceu ela. Já a bolsa térmica fria é aconselhada apenas para inibição do leite, para mães que não podem amamentar seus bebês.

Em caso de outras dúvidas, procure o Banco de Leite Humano do IFF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, na Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo, ou entre em contato com o SOS Amamentação, pelo telefone 08000 26 8877.
 
Juliana Xavier
Assessoria de Imprensa IFF/Fiocruz