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sábado, 21 de dezembro de 2013

Televisão aumenta o risco de obesidade em crianças até a vida adulta

Menino dormindo no sofá - foto: Getty ImagesCada hora a mais por dia em frente à tela eleva cerca de meio quilo na balança, diz estudo
 
Crianças e adolescentes que passam muito tempo na frente de telas - especialmente a televisão - tendem a ganhar mais peso conforme envelhecem, de acordo com um novo estudo desenvolvido na Harvard School of Public Health. Os resultados foram publicados dia 25 de novembro na revista Pediatrics.

Foram acompanhadas 4.300 meninas e 3.500 meninos entre nove e 16 anos, sendo que 17% delas estavam com sobrepeso ou obesidade, e 24% dos garotos estavam também acima de um peso saudável. As crianças responderam um questionário a cada dois anos com perguntas sobre a sua altura e peso, bem como a quantidade de tempo que passavam vendo TV, DVDs e jogos de computador ou vídeo game.
 
De uma pesquisa para outra, cada uma hora a mais de TV que as crianças assistiam diariamente foi relacionado a um aumento de cerca de 0,1 pontos no índice de massa corporal (IMC). Essa é uma diferença de cerca de meio quilo por hora extra de TV. Os cientistas afirmam que essa tendência pode começar na infância e se estender até as idades mais avançadas.

Segundo os especialistas, crianças que assistem mais televisão se expõem a comerciais e imagens de refeições, que podem sinalizar para o seu cérebro que você precisa comer. Além disso, ficar sentado assistindo televisão, usando o computador ou mesmo jogando um vídeo game cria um estado de hibernação em nosso corpo, que passa muito tempo na cadeira ou sofá.  Isso deixa a atividade do organismo mais lenta e reduz o período disponível para atividade física, contribuindo para a perda de peso.

Os autores afirmam que resultados como esses servem de alerta para os pais, que devem reduzir o tempo das crianças em frente às telas, seja televisão, computador ou vídeo game.

Televisão é desculpa para vida social sem graça e saúde frágil
Filmes, novelas, telejornais, programas de auditório: a televisão traz informação, entretenimento, emoção e uma solução prática para as horas de tédio. Mas, se você abusa do aparelho, pode acabar prejudicando a sua saúde. "Precisamos guardar um tempo para trabalhar, estudar e se divertir", afirma o psicólogo Tiago Lupoli, da clínica CEAAP. "Ficar muito tempo na frente da televisão acaba roubando o tempo que você usaria para outras atividades".
 
Nem sempre, entretanto, é simples identificar quando a televisão serve como escape para a monotonia ou, ao contrário, é o que originou os momentos sem graça. Para ajudar a responder essa dúvida, especialistas fazem um apanhado dos principais problemas que surgem em consequência do exagero em frente ao aparelho, se você for vítima de dois deles ou mais, vale a pena rever seus hábitos.
 
Isolamento
Você é daqueles que troca o passeio com os amigos, o almoço de família ou um encontro amoroso pela sua série predileta? Uma vez ou outra tudo bem, mas fazer isso com frequência pode ser um sinal de que você está abusando da tela. Tiago Lupoli explica que isso pode chegar ao estágio de alienação. "Nessa situação, o paciente dedica a maior parte do seu tempo à TV e esquece compromissos e lazer", afirma. A consequência é o enfraquecimento dos laços com a família, os amigos e todas as outras pessoas do seu círculo social.

Se você sente que esse hábito já tomou conta da sua vida, procure ajuda profissional. Mas, se sente que ainda dá retomar hábitos saudáveis, diminua o tempo que passa assistindo televisão e tenha certeza de que ela não está atrapalhando as outras atividades do seu dia a dia. Outra dica: quando não der para perder aquele jogo, chame os amigos para assistir com você.
 
Estresse
O dia de trabalho foi cansativo e você chega em casa querendo relaxar. A primeira atitude é ligar a TV para esquecer as preocupações? Se você respondeu que sim, pode estar cometendo um grande erro. O psicólogo Tiago Lupoli defende que as cenas de violência, os ruídos muito fortes e até mesmo os momentos em que o filme fica mais agitado podem gerar estresse mesmo sem que você perceba. As pessoas se envolvem com aquilo que estão assistindo e, se o seu objetivo for relaxar, opte por uma caminhada, uma aula de ioga ou até mesmo uma noite bem dormida.
 
Alimentação errada
Uma pesquisa feita pela área de medicina da Faculdade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas que ficam muito tempo na frente da televisão engordam mais. Isso acontece porque, quando está vendo TV, o metabolismo descansa e, por isso, precisa de menos energia para se manter ativo. Logo, o corpo queima menos calorias. De acordo com a nutricionista Roberta Stella, cores, texturas e sabores fazem parte dos alimentos. "Quando não prestamos atenção na quantidade de alimentos que colocamos no prato e nos envolvemos com uma atividade paralela, tendemos a comer mais do que realmente seria necessário", afirma.
 
Sono ruim
A chegada de luz aos olhos é o estímulo que desperta o corpo ou, pelo menos, foi durante muito tempo. Hoje os principais responsáveis pelo despertar são os irritantes barulhinhos do despertador, mas isso não inativou a sua capacidade de acordar quando os primeiros raios entram no quarto ou quando a os ruídos da rua ficam mais altos. "A televisão é um tubo que emite luz e muitos ruídos, desde diálogos até barulhos", afirma o médico Dirceu Valadares, presidente da Fundação Nacional do Sono (FUNDASONO). "O aparelho empurra o sono cada vez para mais tarde, as pessoas acabam dormindo menos e o tempo de descanso fica menor". Além disso, os estímulos nada harmônicos da TV podem até aparentemente estimular a sonolência, mas, na realidade, eles bloqueiam a fase mais profunda do sono, que permanece superficial. Siga a recomendação do especialista: "O quarto é lugar de dormir ou namorar, deixe a TV na sala ou em outro cômodo para garantir um bom descanso".
 
Sedentarismo
Se for bem dosada, a televisão te deixa bem informado, mas em excesso, você fica preguiçoso e sedentário. Existem casos em que a pressa para voltar ao sofá é tanta que você evita até sair de casa a pé, para não demorar muito. Além disso, o vício acaba tomando o tempo que você teria para fazer exercícios. O fisiologista do exercício Raul Santo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que o hábito de assistir TV é mais intenso em quem é sedentário ou sofre com a obesidade. "Essas pessoas costumam ficar mais em casa e se movimentar menos, por isso o aparelho se torna tão importante", afirma o especialista. O resultado não poderia ser outro: a situação vira uma bola de neve. Para se livrar desse péssimo hábito não tem jeito, o que vale mesmo é calçar o tênis e praticar atividade física. Mas se está difícil, comece com programas de TV que estimulam a atividade física ou até mesmo videogames com esse fim. Quem sabe assim você se inspira a correr para a academia?
 
Vista cansada
O oftalmologista Canrobert Oliveira, presidente do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), conta que a musculatura dos olhos se ajusta - contraindo ou esticando - para achar o foco perfeito de visão. Quanto mais tempo você passa em frente da TV, mais essa musculatura fica cansada. Os olhos são também ricos em pigmentos que tem papel fundamental na visão. Quando a luz incide, esses pigmentos são queimados. O excesso de TV consome mais pigmento, o que leva à estafa visual e pode causar sonolência, principalmente em pessoas que têm hipermetropia. Uma boa solução para evitar esse problema, além de diminuir o tempo que você passa em frente ao televisor, é comprar um aparelho de TV de acordo com o tamanho da sua sala. "Uma televisão de 29 polegadas precisa de, no mínimo, três metros (o ideal são cinco metros) de distância até o telespectador", afirma o especialista. "Outra dica é sair da frente da TV no intervalo e olhar pela janela, a maioria das pessoas já faz isso inconscientemente".
 
Esquecer as obrigações
Você deixa de estudar para ver televisão? Ou chega atrasado ao trabalho porque ficou minutos a mais na frente da tela? A TV é inimiga da responsabilidade, quanto mais deveres a cumprir, maior a vontade de assisti-la. Nesse caso, a solução é algo que você provavelmente ouvia dos seus pais: primeiro a obrigação, depois a diversão. O psicólogo Tiago conta que, ao dividir o seu dia em fatias, e reservar com antecedência um tempo para cada atividade, você retoma o controle da rotina.
 
Minha Vida

Aplicativos: TecnoNutri

tecnonutri-aplicativo-para-dietaO aplicativo para dieta TecnoNutri gerencia sua alimentação e te ajuda a emagrecer com saúde
 
O TecnoNutri é um aplicativo para dieta e saúde, que apresenta uma ferramenta de diário alimentar, possuindo uma extensa biblioteca de tabelas nutricionais.
 
Existem diversos aplicativos para dieta e saúde, especialmente em inglês. O TecnoNutri se destaca por estar em português e ser mais que um mero contador de calorias.
 
É bastante intuitivo, sendo uma boa ferramenta para os usuários que já estão decididos a acompanhar sua alimentação, de maneira mais detalhada e perseguir uma reeducação alimentar. Como o usuário preenche seus dados inicialmente, o acompanhamento de metas é facilitado.
 
Os gráficos facilitam a visualização das metas e o progresso.
 
É sabido que a mudança comportamental, especialmente a alimentar é um desafio para a maioria das pessoas. Este aplicativo para dieta e saúde poderia trabalhar melhor a interação entre usuários, com jogos ou desafios, que estimulassem o interesse do usuário.
 
PRÓS
  • Tabela nutricional abrangente
  • Interface de fácil utilização e bastante visual
  • Visualização gráfica das metas e progresso
  • Disponível em português
  • Além de ser um mero contador de calorias, o aplicativo para dieta e saúde facilita o planejamento dietético
 
CONTRAS
  • Seria interessante se além do IMC, acompanhasse outras medidas corporais, como circunferência abdominal (quesito importante na avaliação de risco cardiovascular)
  • Não aproveita adequadamente as redes sociais
  • Seria mais completo se contivesse orientações sobre exercícios
  • Poderia trazer vídeos educacionais
Aplicativos de Saúde

Aplicativos: Full Fitness

full-fitness-programa-de-musculacao
Aplicativo que funciona como um programa de musculação para definir o corpo e melhorar a saúde
 
Um personal trainer em seu aparelho, o aplicativo conta não apenas com um programa de musculação, mas diversos, todos divididos por partes do corpo (como braços, costas, pernas, etc.), músculo a ser trabalhado (como bíceps, trapézio, etc.) e equipamento necessário.
 
As instruções são claras, com imagens de pessoas fazendo todos os exercícios, além de explicações complementares em texto e mais centenas de vídeos para ilustrar movimentos mais complexos.
 
O usuário pode criar o próprio programa de musculação com o aplicativo, anotar os exercícios feitos e guardar um histórico em forma de gráficos que podem ser enviados por e-mail, ou vistos posteriormente no próprio aparelho.
 
Se o usuário não se sentir seguro para criar seu programa de musculação, o aplicativo dá a dica de 25 rotinas de exercícios pré definidos por profissionais. O seu programa de musculação pode ser compartilhado com outros usuários do aplicativo (se você for personal trainer, pode ainda criar treinos para seus alunos, e envia-los pela internet).
 
O aplicativo conta também com exercícios aeróbicos, alongamentos e outros exercícios que não necessitam de nenhum aparelho. Para quem dispõe de aparelhos, os exercícios podem ser divididos por objetivo, como perda de peso, força no abdômen, alongamento, etc.
 
No programa de perda de peso, o usuário anota dados iniciais e parciais dos exercícios, acompanhando assim o emagrecimento. O aplicativo mantém sempre um gráfico do IMC (índice de massa corpórea) do usuário, além de outras medidas corporais.
 
O Full Fitness conta ainda com uma tabela de calorias de mais de 90 mil alimentos para controle nutricional do usuário. Além de tudo isso, ainda tem capacidade para múltiplos usuários, com um alarme que lembra a pessoa o horário de fazer os exercícios.
  
PRÓS
  • Diversidade de rotinas e exercícios
  • Feedback gráfico
  • Acompanhamento de medidas corporais
  • Compartilhamento do programa de musculação, treinos e séries
  • Bom uso de multimídia, para explicar os exercícios

CONTRAS
  • Apenas em inglês
  • Não disponível para outros sistemas operacionais
Aplicativos de Saúde

Aplicativos: iMuscle

imuscle-programa-de-musculacaoÓtimo aplicativo para academia, melhore o rendimento do seu programa de musculação
 
Criar uma rotina de exercícios é altamente benéfico para a saúde, porém atividades realizadas sem o acompanhamento de um profissional podem causar lesões. Com o iMuscle você e seu ortopedista, fisioterapeuta ou personal trainer, poderão criar um programa de musculação adequado à sua necessidade e limitações.
 
O iMuscle funciona como um atlas de anatomia, animado em 3D, para criar um programa de musculação claro, preciso e com grande potencial de efetividade para atingir metas. De fácil visualização dos movimentos e músculos, o app ainda serve como uma ferramenta de educação profissional-paciente.
 
Vamos supor que você queira trabalhar um músculo específico do seu corpo. Basta você localizar sua região no modelo, rodar, dar zoom e selecionar. Ao escolher o músculo a ser trabalhado, o app abre uma janela com todos os exercícios que o fortalecem. Assim que definir um exercício, você verá uma animação dos movimentos corretos, os músculos trabalhados (primários e secundários) e informações sobre o exercício (a preparação, execução e outros comentários).
 
São aproximadamente 450 animações de alta resolução 3D, que podem ser vistas em tela cheia e pausadas, além da possibilidade de inclui-los em qualquer programa de musculação. Sabemos que há aplicativos com mais que 450 exercícios, é o caso do Fitness Buddy, mas nenhum aplicativo que testamos até o momento chama tanta atenção quanto o iMuscle, que tem uma interface maravilhosa e sobrea, apresentação dos exercícios de maneira clara e diferenciada, e que contém as rotinas mais comuns de uma musculação.
 
Aplicativo muito bom e de fácil uso para os praticantes de treinamento de força. Tem varias opções de exercícios por grupo muscular, e permite também a visualização da execução correta. A possibilidade de personalizar um treino e visualizar a evolução das cargas usadas, torna-o um ótimo companheiro para acompanhar a evolução do seu programa de musculação.
 
Grande vantagem, cada vez mais comum entre os apps, é a capacidade de compartilhamento do programa de musculação, entre as plataformas. Exemplo: Se você criar um treino novo no seu Mac (desktop), você poderá envia-lo para o seu iPhone ou iPad, e vice-versa.
 
Já uma desvantagem do app é estar em inglês, o que dificulta ao usuário procurar pelo exercicio sem o auxílio da animação do movimento. Por isso, acho que o ideal é compartilha-lo com o professor da academia para ajudar no preenchimento da “ficha” no app.
 
Link para download da versão Mac (desktop): Clique Aqui
 
PRÓS
  • O app explica muito bem os exercícios, com animações para os movimentos, grupo muscular trabalhado e instruções
  • Montar o programa de musculação é bem fácil
  • Possibilidade de uso por educadores físicos, fisioterapeutas, ortopedistas, já que as animações podem servir para explicar um exercício a um aluno ou paciente
  • Avaliação do progresso através de gráficos
  • Possibilidade de compartilhar entre os apps do iPad, iPhone e Mac

CONTRAS
  • Não acompanha peso e medidas corporais
  • Apenas em Inglês
  • Não disponível para outros sistemas operacionais
Aplicativos de Saúde

Aplicativos: Calendário Menstrual

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Aplicativo gerencia ciclo menstrual através de um calendário e outras utilidades que auxiliam a saúde da mulher
 
A saúde da mulher tem diferentes experiências, pessoa a pessoa, em relação à menstruação. Algumas tem o período por pouco tempo e pouca intensidade, outras são completamente o oposto. Em média, o ciclo menstrual de uma mulher dura 28 dias (depois de estar estabelecido um ciclo regular). Para saber aproximadamente quando vai ser a próxima menstruação e período fértil e assim auxiliar na saúde da mulher, é aconselhável que ela tenha o hábito de anotar a data de início e final de cada menstruação em um calendário menstrual.
 
O aplicativo Calendário Menstrual é uma maneira fácil de gerenciar o ciclo, tendo a possibilidade de inserir informações em forma de calendário, para assim ter uma previsão aproximada dos dias férteis da mulher. O usuário fornece ao app informações sobre a saúde da mulher, como as datas de menstruação, assim como sinais e sintomas (se teve cólica, TPM, etc.), intensidade do período, temperatura corporal, peso, medicações tomadas e até compromissos médicos.
 
O programa serve ainda como agenda, mantendo alarmes para horários de tomar pílulas anticoncepcionais e outros remédios, além de emitir sinais de que a mulher está em período ovulatório. Além de auxiliar no controle da saúde da mulher, o calendário menstrual ajuda ainda as mulheres que estão tentando engravidar, com opções de anotar relações sexuais (e se foi usado ou não algum método contraceptivo), e resultado de testes de ovulação e gravidez.
 
Melhor amigo da saúde da mulher, o Calendário Menstrual é protegido por uma senha pessoal e está disponível gratuitamente em português, inglês, francês, espanhol e italiano. Ao levantar as reclamações de algumas pessoas, notamos que uma parte delas reclama que após 3 meses, o aplicativo passa a cobrar que o usuário compre a versão completa, caso contrário não será possível visualizar um histórico maior que esse trimestre. Não conseguimos detectar esse problema.
   
PRÓS
  • Interface simples
  • Aplicativo gratuito
  • Lembretes pessoais personalizados
  • Aplicativo em português
  • Prático
 
CONTRAS
  • Interface ultrapassada, poderia ser atualizada para ficar mais atrativa
  • Não disponível para tablet
  • Preço da versão completa
 
Aplicativos de Saúde

Aplicativos: iCookBook Diabetic

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Um aplicativo para dieta e saúde de portadores de Diabetes
 
O aplicativo iCookBook-Diabetic! é um aplicativo para dieta e saúde, sendo, na verdade, um livro de culinária gratuito, em inglês, com fotos dos alimentos, tabelas nutricionais e guias interativos de preparo.
 
Para começar a utilizar o iCookBook-Diabetic!, não é necessário nenhum registro. O aplicativo inicia instantaneamente, exibindo suas 500 receitas.
 
Como um livro de receitas, é bastante interessante, principalmente por possuir um modo de visualização chamado de “Preparo”, em que é possível utilizar comandos de voz para avançar e retroceder as páginas. Ou seja, foi pensado de maneira que o iPhone pudesse ser realmente levado para a cozinha.
 
É possível ainda comprar mais pacotes de receitas, diretamente através da iTunes Store. Bem fácil., sendo uma interessante funcionalidade para este aplicativo para dieta e saúde.
 
O usuário também pode escrever suas próprias receitas e adicioná-las, com fotos, ao aplicativo.
 
Possui alguns artigos sobre dieta e saúde, mas eles não são integrados ao restante do aplicativo, além de serem difíceis de serem acessados.
 
Uma pena que este aplicativo para dieta e saúde seja somente em inglês.
 
Interface de fácil utilização.
 
PRÓS
  • Pensado para o uso na cozinha.
  • Possui comandos de voz.
  • Podem ser incluídas receitas elaboradas pelos próprios usuários.
  • Gratuito. (para aparelhos Apple)
 
CONTRAS
  • O aplicativo é em inglês.
  • Poucas funcionalidades. Poderia ser considerado um ebook.
  • Os conteúdos não são correlacionados ao restante do aplicativo.
  •  
Aplicativos de Saúde

MEC divulga lista atualizada de municípios que disputam implantação de curso de medicina

Brasília - O Ministério da Educação (MEC) divulgou ontem (20) a lista atualizada dos municípios pré-selecionados para implantação de cursos de medicina por instituições privadas, com 49 cidades pré-selecionadas.
 
A primeira lista, divulgada no dia 3 de dezembro, tinha 42 municípios. Sete tiveram recurso deferido pela pasta e foram acrescentados. Segundo o MEC, a previsão é a oferta de 3,5 mil vagas. A medida faz parte do Programa Mais Médicos.
 
Foram indicados municípios de 15 estados das cinco regiões do país. A maior parte das cidades está na Região Sudeste, 26. Em seguida, vêm Nordeste (dez), Sul (nove), Norte (três) e Centro-Oeste (um). O Maranhão, estado com a menor média de médicos por mil habitantes, 0,71 – conforme documento do Conselho Federal de Medicina -, tem apenas um município pré-selecionado, Bacabal. Já São Paulo, com a terceira maior média, 2,64 médicos para cada mil habitantes, tem 17 municípios pré-selecionados.
 
Entre os critérios de seleção está a carência de médicos no local. Além disso, os municípios devem ter pelo menos cinco leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) por aluno, ter serviço de urgência e emergência e ter pelo menos três programas de residência médica nas especialidades prioritárias, que são clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e, ainda, medicina de família e comunidade.
 
Antes de serem considerados aptos, os municípios receberão visitas in loco de comissão de especialistas para verificação da estrutura de equipamentos públicos e programas de saúde existentes. O MEC recebeu e analisou recursos de 72 municípios. As instituições de ensino que funcionarão nesses locais também serão escolhidas por edital. Um dos critérios é a contrapartida de investimentos no SUS.
 
O MEC espera criar, até 2017, 11.447 vagas de medicina – 3.615 em instituições públicas e 7.632 nas particulares. A meta é que, até 2022, haja uma média de 2,7 médicos por mil habitantes. Hoje a média é 2 médicos por mil habitantes.
 

Agência Brasil

Vitiligo

Foto: ADAM
Vitiligo
Definição
O vitiligo é uma doença cutânea em que provoca perda da cor marrom (pigmento) em certas áreas da pele, resultando em manchas brancas irregulares que possuem a mesma textura da pele normal.
 
Causas, incidência e fatores de risco
O vitiligo parece ocorrer quando as células imunológicas destroem as células que produzem o pigmento marrom (melanócitos).

Acredita-se que essa destruição ocorre por um problema autoimune, mas a causa é desconhecida.

O vitiligo pode aparecer em qualquer idade. Existe um índice elevado da doença em algumas famílias. O vitiligo afeta cerca de um em cada 100 pessoas nos Estados Unidos.

Ele está associado a três outras doenças autoimunes:
 
- Doença de Addison
- Hipertireoidismo
 
- Anemia perniciosa
 
Sintomas
As áreas lisas com textura de pele normal sem pigmento aparecem súbita ou gradualmente. Essas áreas possuem uma borda mais escura. As bordas são bem definidas, mas irregulares.

O vitiligo afeta com mais frequência o rosto, os cotovelos, os joelhos, as mãos, os pés e os órgãos genitais. Ele afeta os dois lados do corpo igualmente.

O vitiligo é mais visível em pessoas de pele mais escura em razão do contraste entre as manchas brancas e a pele escura.

Não ocorre nenhuma outra alteração na pele.
 
Exames e testes
O médico pode, em geral, examinar a pele para confirmar o diagnóstico.

Às vezes, ele utiliza a luz de Wood. É uma luz ultravioleta portátil que faz as áreas da pele com menos pigmento brilharem.

Em alguns casos, uma biópsia da pele pode ser necessária para descartar outras causas de perda de pigmento. O médico também pode realizar exames de sangue para verificar os níveis da tireoide e de outros hormônios e de vitamina B12.
 
Foto: ADAM
Vitiligo induzido por medicamento
Tratamento
 
O vitiligo é difícil de ser tratado. As primeiras opções de tratamento são:

- Fototerapia, um procedimento médico em que a pele é cuidadosamente exposta à luz ultravioleta. A fototerapia pode ser realizada sozinha ou após a ingestão de um medicamento que faz a pele ficar sensível à luz. Um dermatologista é quem realiza esse tratamento

Medicamentos aplicados na pele:
  • Loções ou pomadas com corticosteroides
  • Loções ou pomadas com imunossupressores, como pimecrolimus e tacrolimus
  • Medicamentos tópicos como metoxisaleno
É possível remover pele (enxerto) de áreas normalmente pigmentadas e colocá-la nas áreas com perda de pigmento.

Diversas maquiagens e tintas para cobertura podem disfarçar o vitiligo. Pergunte ao seu médico os nomes desses produtos.

Em casos extremos, quando a maior parte do corpo é afetada, a pele restante que ainda possui pigmento pode ser despigmentada. Essa é uma mudança permanente utilizada como último recurso possível.

É importante lembrar que a pele sem pigmento apresenta mais risco de danos causados pelo sol. Aplique um protetor ou bloqueador solar de amplo espectro (UVA e UVB) com alto FPS e siga medidas adequadas de proteção contra a exposição ao sol.

Evolução (prognóstico)
A evolução do vitiligo varia e é muito imprevisível. Algumas áreas podem recuperar o pigmento normal (coloração), mas outras áreas novas com perda de pigmento podem surgir. A pele repigmentada pode ser ligeiramente mais clara ou mais escura do que a pele ao seu redor. A perda de pigmento pode agravar-se com o passar do tempo.

Complicações
As áreas despigmentadas ficam mais suscetíveis às queimaduras solares e a determinados tipos de cânceres de pele.

Ligando para seu médico
Marque uma consulta com seu médico se algumas áreas da pele perderem a coloração sem nenhum motivo (por exemplo, ausência de ferimento na pele).

Referências
Habif TP. Light-related diseases and disorders of pigmentation. In: Habif TP, ed. Clinical Dermatology. 5th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2009:chap 19.
 
iG

Elas não sabem o que falam! Celebridades dão conselhos errados sobre saúde

Reprodução
Gisele Bündchen é contra o protetor solar por ser um produto sintético, opinião
contrária à da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que recomenda o uso
para prevenção do câncer de pele, o mais comum no Brasil
Ao mesmo passo em que os famosos podem arrebanhar multidões em campanhas de saúde pública, eles também podem aconselhar os fãs erroneamente – e prejudicá-los
 
Por serem alvos de admiração (quando não de adoração), tudo o que as celebridades dizem costuma virar lei na cabeça do fã. Muito bom quando o conselho é acertado, mas e quando o que sai da boca do famoso contraria o que a Medicina diz e pode prejudicar a saúde da população?
 
Uma pesquisa publicada nesta semana no periódico British Medical Journal analisou dados de diversos meios eletrônicos e mostrou que, quando se trata de saúde, as celebridades já fizeram participação importantes em campanhas, mas também já cometeram deslizes bem sérios. Alguns até bizarros.
 
O apresentador britânico Michael Parkinson, por exemplo, informou publicamente que a forma de saber que o homem não tem câncer de próstata é conseguir fazer xixi a uma distância de cerca de 60 centímetros de um muro – e atingi-lo. Recomendação sem qualquer embasamento médico, já que o que se recomenda é que todos os homens a partir de 45 anos façam consultas regulares a um urologista.
 
A atriz Suzanne Somers divulga tomar hormônios que previnem o envelhecimento e fazer uma terapia com enzima que combateria o câncer de pâncreas, duas práticas sem qualquer comprovação científica.
 
No Brasil também existem casos célebres: a top model Gisele Bündchen, por exemplo, declarou não usar protetor solar, por não concordar com produtos sintéticos. Acontece que a proteção solar é considerada de suma importância pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e uma das armas na prevenção do câncer de pele. A top diz não se expor ao sol nos horários em que a radiação estaria mais alta, porém, os seguidores desavisados podem não seguir essa regra – que a mantém segura - e serem prejudicados.
 
Outro exemplo é a ex-paquita Andréia Sorvetão, que recentemente fez apologia ao uso da testosterona para melhorar o ânimo, prática que é considerada duvidosa. "A testosterona só pode ser usada se a pessoa tiver deficiência. Caso contrário, é totalmente contraindicado. É um anabolizante totalmente proibido, faz mal para o coração e, no caso da mulher, ela vai começar a ter pelos onde não tinha, aparecer barba, a voz vai mudar, o clitóris vai crescer", explica Henrique Suplicy, endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. 
 
Em quem eu confio mais?
Segundo o estudo, as pessoas ficam confusas quando encontram informações que se contradizem entre si – sejam elas de profissionais de saúde, amigos, família ou até mesmo online. Com a confusão, elas naturalmente tendem a se apegar à informação que parece ter mais credibilidade e, é aí, que os conselhos dos famosos ganham crédito. 
 
Daí a importância da participação das celebridades em campanhas organizadas pelos programas de saúde pública e com grande alcance de público. O estudo traz algumas dessas iniciativas. 
 
Um exemplo de divulgação positiva foi quando a jornalista norte-americana Katie Couric televisionou sua própria colonoscopia, atitude que levou ao aumento de 21% da procura pelo exame que detecta câncer colorretal. Na Austrália, a atriz e cantora Kylie Minogue levou a público que estava com câncer de mama e houve um aumento de 40% das mamografias em quatro estados daquele país. 
 
Nos casos dos conselhos equivocados, alerta o estudo, cabe aos profissionais da saúde enxergarem o fato como uma oportunidade de esclarecer e aconselhar o paciente a sempre procurar informações de fontes provenientes da área da saúde.
 
"O ideal não é seguir os conselhos das celebridades, e sim cada pessoa ter um médico de confiança e sempre discutir com ele antes de entrar em qualquer uma dessas modas", explica Fernanda Brandão Uliana Pulzi, endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Um caso comum, ela explica, acontece nas academias, em que um vai indicando um produto para o outro, como hormônios de crescimento, testosterona, insulina e outros tantos, com a intenção de aumentar a massa muscular. "Cada paciente tem um risco específico para cada medicação. Alguns vão sofrer ainda mais que os outros", conclui.
 
iG

No Brasil, liberação da maconha divide médicos psiquiatras

Quem defende acha que feitos nocivos da droga são exceção, não regra; para os contrários, liberação acarretaria maior número de dependentes e mais gasto para o Estado
 
A possibilidade da descriminalização da maconha divide médicos-psiquiatras. Ontem, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a discussão sobre a descriminalização da maconha e afirmou que a droga não transforma os usuários em "pessoas antissociais".
 
O plenário julgava os recursos de duas pessoas contra as penas impostas pela Justiça com base na lei antidrogas. Barroso disse que os processos que chegam ao STF sobre tráfico de drogas envolvem, com regularidade, pessoas pobres e flagradas com pequenas quantidades de maconha.
 
O psiquiatra Dartiu Xavier, professor titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes (Proad), também defende a descriminalização da maconha há 30 anos sob o argumento de que estudos apontam que só 9% dos usuários da droga terão algum problema de saúde, como diminuição do raciocínio, da concentração, ou desenvolverão alguma dificuldade mental. "É a exceção, não é regra. O potencial danoso do consumo de álcool é muito maior", afirma.
 
Já o psiquiatra Valentin Gentil Filho, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), é contra a descriminalização e afirma que os riscos à saúde existem, como depressão e psicoses, especialmente nas pessoas com alguma predisposição. "Quanto mais precoce, mais forte e mais frequente o consumo da maconha, maior o risco do surgimento de problemas de saúde, muitos deles irreversíveis, como quadro psicóticos de esquizofrenia", exemplifica o professor Gentil, que diz que o consumo de maconha não é mais seguro do que o de álcool.
 
Xavier diz acreditar que a liberação da droga não faria aumentar o número de dependentes. "No começo, aumentaria o consumo pela curiosidade das pessoas. Mas, com o tempo, a tendência é de queda", afirma. Já Gentil diz acreditar que haveria sim um aumento no número de dependentes e que o Estado gastaria muito mais para tratar a saúde deles. "Ainda assim, quanto você conseguiria reverter de uma esquizofrenia?", pergunta.
 
Os dois defendem que exista um amplo debate sobre o tema. Xavier diz que o fato de apoiar a descriminalização da maconha não significa que faz apologia ao uso da droga. "Ninguém vai parar de usar droga só porque ela é proibida." Gentil diz ser favorável ao debate amplo, e não apenas para resolver uma questão do Judiciário. "Não dá para, simplesmente, descriminalizar a maconha sem pensar no impacto disso na saúde das futuras gerações", diz. 
 
Agência Estado

Benefícios da cebola para a diabetes

A cebola, usada para temperar e complementar diversos pratos, pode trazer muitos benefícios à saúde, inclusive para os diabéticos
 
A cebola é rica em vitaminas A, B6, C e E e também em sais minerais, como o fósforo, enxofre, ferro, cálcio, magnésio e iodo. Além de propriedades antioxidantes, a cebola é depurativa, expectorante e também digestiva.
 
O consumo de cebola também diminui o nível de glicose no sangue graças a uma substância chamada dissulfureto de alilo propilo. Ela tem também a glucoquinina, que age no organismo como uma insulina vegetal. Essa substância é liberada quando a cebola é cortada ou triturada. Então, use e abuse deste tipo de preparação.
 
Para conseguir os efeitos você pode consumir a cebola em saladas e em pratos quentes.
 
Veja duas dicas para aproveitar os benefícios:
 
- Uma opção é o suco de laranja, cenoura e cebola. Coloque no liquidificador o suco de uma laranja, meia cenoura e três rodelas de cebola. Bata tudo e beba na hora uma vez ao dia.
 
- Outra opção é o chá. Use duas rodelas de cebolas picadas para uma xícara de chá de água. Ferva por 5 minutos, adoce, de preferência, com mel sem exagerar e beba em seguida.
 
Você sabe congelar a cebola?
A cebola pode ser congelada, mas quando sobra aquela metade, por exemplo, não é recomendado colocar direto no freezer nem na porta da geladeira,  sem proteção. Se for usar no dia seguinte, a cebola deve ser guardada na geladeira picada ou ralada em uma vasilha de plástico tampada. Quer saber como fazer para congelar corretamente? Confira as recomendações dos especialistas da Embrapa:
 
Para congelar, corte a cebola em rodelas ou pique-a. Coloque a porção em uma vasilha aberta no freezer até congelar. Aí armazene em um pote de plástico rígido ou saco plástico e feche-o retirando a maior quantidade de ar possível. Ao descongelar, é recomendado usar essa cebola para pratos quentes. Para saladas, por exemplo, opte pela cebola fresca.
 
Em temperatura ambiente, a cebola dura até 5 semanas, sendo que as roxas costumam durar mais do que as outras. Quando é congelada, o tempo de validade aumenta para até 6 meses desde que tenha seguido o procedimento correto para o congelamento.
 
Deixar um tempero pronto é outra opção que facilita no preparo da comida diária e ajuda a evitar o desperdício. Anote aí:
 
Triture a cebola até formar uma pasta. Para 1 parte de alho, adicione 3 partes de cebola e 10 partes de sal. Depois de pronto, mantenha o tempero na geladeira. Entre outros benefícios, a hortaliça protege contra infecções do aparelho digestivo e ajuda a diminuir a quantidade de glicose no sangue.
 
Universo Jatobá

Conheça os benefícios do jatobá

Foto: Reprodução
Jatobá
Hoje o assunto é o jatobá. Você sabia que este é o nome de um fruto, que pode trazer benefícios para a saúde e que já foi muito utilizado pelos povos indígenas?
 
Antigamente, a seiva, além de ser usada como remédio pelos indígenas, era usada na ponta das flechas no combate aos inimigos. Por causa da extração da madeira, a árvore pode ser considerada uma espécie rara, principalmente na Amazônia. É mais comum encontrar a árvore de jatobá em regiões do Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e também na Amazônia e ela pode chegar a 40 metros de altura.
 
O fruto é comestível e tem uma casca bem dura, que tem 40% de água. A polpa é rica em minerais, como potássio, cálcio, magnésio, ferro e fósforo, e também em vitamina C. Vale ressaltar que ela tem mais potássio do que a banana e mais cálcio do que o leite. Essas características fazem dela uma ótima alternativa para o fortalecimento de ossos e músculos, sem contar que pode ser considerada um energético natural.
 
O troco produz uma seiva também muito nutritiva. Uma dica de consumo é misturar uma colher de café da seiva em um copo de água e adoçar com mel, tomando uma vez ao dia. A seiva colabora com o fortalecimento do sistema imunológico e ameniza os sintomas da cistite aguda.
 
O consumo da farinha preparada a partir da polpa do fruto é muito comum. O valor nutricional é igual ao do fubá de milho e superior ao da farinha de mandioca. A farinha de jatobá pode ser utilizada no preparo de bolos, pães, mingau e pode ser misturada à farinha de trigo, por exemplo. Para preparar, raspe as sementes com uma faca para obter a polpa. Bata no liquidificador e, depois, passe na peneira.
 
Outra forma de consumo é o xarope, que colabora com os sintomas da gripe, da bronquite, da asma e de outros problemas pulmonares e inflamações.
 
Anote aí o modo de preparo:
Corte um pedaço da casca do jatobá em pedaços bem pequenos e lave-os. Coloque para ferver em meio litro de água por 20 minutos. Coe e adicione uma colher de sopa de açúcar. Espere 30 minutos e retire o açúcar concentrado. Adicione mel de abelha até o xarope ficar grosso. Tome uma colher de sopa por até três vezes ao dia.

Universo Jatobá

Smartphone é a nova chupeta?

Segundo especialista, grande desafio dos pais é orientar os filhos
 a equilibrar o uso da tecnologia e a interação com outras pessoas
Pais veem em aparelhos com acesso à internet e a jogos, como smartphones e tablets, mais uma solução para acalmar as crianças; especialistas recomendam cuidado e atenção
 
A cena é tão comum que pouca gente questiona: em uma mesa de restaurante, enquanto os adultos conversam entre si, as crianças se distraem com smartphones ou tablets dos pais. Mesmo em casa, os pequenos têm usado cada vez mais esses aparelhos eletrônicos, sob a alegação adulta de que assim eles ficam mais quietinhos.
 
Em pesquisa divulgada em outubro, o Instituto Ipsos detectou que de 25 a 30% das mães brasileiras entregam seus aparelhos aos filhos com idade entre zero e cinco anos com o objetivo de acalmá-los – a porcentagem varia de acordo com a idade da criança, sendo que a incidência é maior entre os dois e três anos e entre as classes A e B.
 
“Já havíamos notado essa tendência em países como os Estados Unidos, e quisemos checar a realidade brasileira”, diz Diego Oliveira, diretor de contas da Ipsos MediaCT, sobre a substituição da chupeta por eletrônicos na função de acalmar os pequenos. “O que mais atrai as crianças são filmes curtos, joguinhos e músicas criados especialmente para o público infantil. Os pais aproveitam que elas estão distraídas para assistir aos seus programas na TV ou cuidar de outras tarefas da casa”, relata.
 
O uso de tais aparelhos, de acordo com a pesquisa, interfere nos hábitos de consumo do “mundo real”. “A criança que tem acesso a smartphones e tablets quer roupas, mochilas e brinquedos dos personagens que estrelam os aplicativos. Muitos dos mencionados por elas vieram da TV, como Ben10. Outros são onipresentes, como Barbie. E tem aqueles que ganharam força justamente por causa do acesso ilimitado à internet em dispositivos móveis, como a Galinha Pintadinha”, lista Oliveira.
 
A partir dos seis anos de idade, o uso do smartphone ou tablet da mãe diminui não porque as crianças cansam deles, mas porque ganham os seus próprios aparelhos. “O hábito é criado na primeira infância e se consolida na época da entrada no ensino fundamental”, esclarece.
 
A linguagem do mundo delas
Marina, de sete anos, e sua irmã Camila, de quatro, são crianças que já têm seu próprio tablet. A mãe das meninas, a advogada Sabrina Telo, conta que foi um processo familiar natural até cada uma ter um aparelho em suas mãozinhas: “Desde quando elas eram muito pequenas, deixávamos que elas brincassem com nossos smartphones. Então, quando eu tive meu primeiro tablet, passei a deixá-las brincar com ele também”.
 
Partiu de seu marido, Luciano, a decisão de dar autonomia tecnológica às garotas. “Ele sempre diz que não devemos privá-las de terem acesso à tecnologia, à linguagem do mundo em que elas viverão”, afirma.
 
Sabrina percebe que Marina e Camila ficam mais concentradas no que estão lendo ou jogando no tablet, mas garante que não usa o aparelho para acalmar as crianças. “Aqui em casa, ele é mais uma ferramenta de entretenimento e pesquisa, fica ao lado dos livros, brinquedos, TV. O Monteiro Lobato que leio para elas está na versão digital nos tablets”, diz, ressaltando que a mais velha não abre mão de pular corda e a caçula, de brincar com bonecas.
 
Acrescentar sim, substituir não
Contrária à utilização de smartphones e tablets para deixar os filhos mais quietos ou calmos, a psicóloga Andréa Jotta, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (NPPI/PUC-SP), concorda que o preparo para a tecnologia é importante, mas ressalta que ela precisa ter um espaço bem definido no dia a dia das crianças. “A internet e os aparelhos eletrônicos não vêm para excluir comportamentos, mas para incluir. Ela vai fazer tudo o que sempre fez e ainda usar a tecnologia”, destaca.
 
Este é, na opinião da psicóloga, o grande desafio dos pais atualmente. “Eles precisam orientar os filhos a equilibrar o uso da tecnologia e a interação com os outros, com os compromissos. Não podem deixar as crianças limitadas àquela tela de smartphone ou tablet. As regras familiares têm que ser bem definidas e explicadas, para saberem que em alguns momentos precisarão ficar quietas, por exemplo, sem depender de um aparelho na mão”, detalha.
 
Sabrina age dessa maneira com Marina e Camila. “Os tablets não atrapalham as atividades delas porque hora da lição é hora da lição e ponto, deve ser respeitada. Isso é regra. E tem horas em que até ajudam, quando a Marina precisa fazer alguma pesquisa na internet para a escola”, diz. Ela considera problemático levar os aparelhos a lugares como restaurantes: “Daí não há interação com os pais, e acho que temos que conversar. Mas, sinceramente, não critico a família que usa o tablet como artifício para a paz. Há famílias e famílias”, pondera.
 
O psicólogo Alfredo dos Santos Rollo, especializado em psicanálise e psicoembriologia, não tem essa condescendência. “Se os pais não conseguem estabelecer uma comunicação entre eles e entre os filhos a ponto de ser necessário o uso de artifícios para acalmar uma criança, há que se questionar o que está errado”, argumenta.
 
Em um mundo ideal, ele considera que o melhor para as crianças seria exposição zero a qualquer tipo de eletrônico – incluindo a televisão – até os três anos de idade. Mas sabe que na vida real isso é impossível, já que “em todo lugar haverá uma tela, um estímulo”. E qual é a solução? “Os pais precisam mediar esse acesso, explicar o que está sendo mostrado. Se o filho vai usar um tablet, mesmo depois dos três anos, um adulto tem que monitorar e inclusive limitar esse uso. De dez a vinte minutos por vez está muito bom”, sugere.
 
Andréa alerta, ainda, que os pais não podem se esquivar desse monitoramento com argumentos como “as crianças nascem sabendo mexer em eletrônicos, sabem mais que a gente” e adverte: “Agindo dessa maneira, eles esquecem que são pais e que têm obrigação de conduzir os filhos, seja usando uma bola ou um smartphone”.
 
Ela prossegue, incluindo no rol de responsabilidades parentais o aconselhamento sobre como cada ocasião exige um comportamento diferente. “As crianças têm que entender que há momentos para usar um aparelho eletrônico e outros para esperar. Que as coisas não acontecem só do jeito que elas querem. Se não compreenderem isso muito bem, vai chegar uma hora em que serão obrigadas a esperar, seja em uma fila do banco ou em um processo seletivo, e não saberão como lidar com isso”, explica.
 
E se mesmo com toda a argumentação verbal a criança não adequar seus comportamentos, insistindo em ficar grudada em um smartphone ou tablet, os pais precisam ter pulso firme. “Não vai ter jeito, tem que tirar os aparelhos dela. Vai ter birra e choro, mas é isso”, recomenda Andréa. A partir daí, é necessário muito diálogo. “A reintegração do uso dos eletrônicos será feita aos poucos, à medida que ela demonstrar que entende e respeita limites. É duro, mas é o melhor para o desenvolvimento desse filho”, finaliza a psicóloga.

Delas