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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Hospital Sírio-Libanês abre inscrição para proceso seletivo de residência em saúde

medicoPrograma contará com prova on-line,realizada em sete estados e no Distrito Federal

Estão abertas as inscrições para os Programas de Residência do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP/HSL). Pelo quarto ano consecutivo, a primeira fase, composta por prova objetiva de múltipla escolha, será feita de maneira descentralizada, com o objetivo de garantir a abrangência nacional do processo seletivo e o acesso a uma diversidade maior de candidatos, sem a necessidade de grandes deslocamentos.

Este ano, a primeira fase da seleção será realizada em oito capitais, duas a mais do que no ano passado - Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo - aumentando as opções e facilitando a participação dos candidatos. A inscrição pode ser feita até 13 de outubro pelo endereço http://iep.hospitalsiriolibanes.org.br/web/iep/home.

A descentralização da primeira fase do processo seletivo para o programa de residência será possível graças ao acordo de colaboração com instituições internacionais reconhecidas em processos de avaliação médica. No sistema proposto, a prova é realizada via web.

"O objetivo é atingir jovens de todas as regiões do Brasil, que buscam conhecimento e excelência profissional, dispostos a compartilhar a experiência com seus colegas e a retribuir à sociedade seu aprendizado, principalmente em seus locais de origem. Nossa intenção é contribuir para a formação e qualificação dos profissionais de saúde em âmbito nacional", destaca Gisleine Eimantas, superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês.

Os candidatos que passarem na primeira etapa do processo seletivo farão a segunda fase, obrigatoriamente, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no mês de dezembro de 2016.

Novos programas e aumento de vagas
Na Residência Médica, o IEP/HSL apresenta dois novos programas, Dermatologia e Pediatria, além dos já oferecidos Anestesiologia; Cancerologia; Cardiologia; Clínica Médica; Endoscopia; Mastologia; Medicina Intensiva; Medicina Preventiva e Social; Área de Concentração em Administração em Saúde; Neurologia; Radiologia / Diagnóstico por Imagem; e Radioterapia.

Os Programas da Área Profissional da Saúde, modalidades multiprofissionais, passam a contar com a Residência no Cuidado à Saúde da Criança. Além deste, já integram a lista a Residência no Cuidado ao Paciente Crítico; Residência no Cuidado ao Paciente Oncológico; e Residência em Gestão dos Serviços de Saúde e Rede de Atenção à Saúde.

Nos Programas da Área Profissional da Saúde, modalidades uniprofissionais, a novidade é a Enfermagem em Cardiologia, além dos programas já oferecidos: Biomedicina em Diagnóstico por Imagem; Enfermagem Clínico-Cirúrgica; Enfermagem em Centro Cirúrgico e Centro de Material e de Esterilização; e Física Médica em Radioterapia

Reconhecimento em residência
Os programas de residência do IEP/HSL são reconhecidos pela Comissão Nacional de Residência Médica e pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, ambas vinculadas aos Ministérios da Educação e da Saúde. Outros diferenciais são: a oferta de programas ministrados por docentes altamente qualificados, a infraestrutura de ensino com elevada incorporação tecnológica, as metodologias de ensino-aprendizagem inovadoras e a diversidade de oferta em campo de práticas constituída de instituições de saúde de reconhecida excelência.

Serviço
Evento: Cursos de residência 2017
Data: Inscrições até 13 de outubro de 2016
Informações e inscrições: http://iep.hospitalsiriolibanes.org.br/web/iep/home

Segurança de serviços com leitos de UTI será avaliada

Os serviços de saúde, com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), têm até o dia 31 de agosto para enviar o Formulário Nacional de Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente


Os serviços de saúde, com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), têm até o dia 31 de agosto para enviar o Formulário Nacional de Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente.

O documento, que deve ser enviado à Anvisa uma vez ao ano pelos serviços de saúde, envolve a avaliação de 15 indicadores de estrutura e processo, baseados na RDC n°. 36/2013.

De acordo com esses indicadores, a instituição será classificada em três grupos:

  • Conformidade Alta (67 a 100% de conformidade dos indicadores de estrutura e processo); 
  • Conformidade Média (34 a 66% de conformidade dos indicadores de estrutura e processo); e 
  • Conformidade Baixa (0 a 33% de conformidade dos indicadores de estrutura e processo).

A lista dos serviços classificados como de Conformidade Alta será posteriormente divulgada no portal da Anvisa.

Encaminhamento
O encaminhamento do Formulário à Anvisa é uma das ações previstas no Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde - Monitoramento e Investigação de Eventos Adversos e Avaliação de Práticas de Segurança do Paciente. O objetivo é identificar e minimizar riscos, auxiliando na prevenção de danos ao paciente em serviços de saúde.

Clique aqui para acessar o link para o Formulário Nacional de Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente (por estados e DF)

Ou clique aqui para acessar o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde na íntegra.

ANVISA

Anvisa autoriza medicamento para doença de Cushing

Síndrome de Cushing (Reprodução)
Solução injetável  ajuda no tratamento de pacientes com síndrome hormonal rara debilitante para os quais a cirurgia não é opção ou eficaz

A Anvisa aprovou, na quinta-feira (11/8), o registro e a comercialização do medicamento inédito diaspartato de pasireotida, na forma farmacêutica de solução injetável.

O medicamento é indicado para o tratamento dos pacientes adultos com a doença de Cushing para os quais a cirurgia hipofisária não é opção ou eficaz.

A síndrome de Cushing acontece devido à alta concentração de hormônio cortisol no corpo. A doença é rara, debilitante e potencialmente fatal, causada por um adenoma hipofisário secretor de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).

O diaspartato de pasireotida foi registrado na Anvisa com a marca Upelior® e será fabricado pela Novartis Pharma Stein AG, na Suíça.

No Brasil, o novo produto será importado e comercializado pela Novartis Biociências S.A. que possui o registro titular do medicamento.

ANVISA

Cientistas detectam no Brasil bactéria resistente à maioria dos antibióticos

Estudo reporta 1ª detecção numa pessoa no país; caso aconteceu no RN. Bactéria com o gene mcr-1 já havia sido encontrada em animais

Colônias de E. coli (à esquerda) e antibiograma da bactéria (à direita) (Foto: FAPESP/Divulgação)
Colônias de E. coli (à esquerda) e antibiograma da bactéria (à direita) (Foto: FAPESP/Divulgação)

Pesquisadores brasileiros detectaram o primeiro paciente infectado pela versão resistente da bactéria Escherichia coli, que tem o gene mcr-1. Na prática, se uma bactéria já resistente a alguns medicamentos adquire este novo gene, o microogranismo sobreviveria à ação da maioria dos antibióticos do mercado, incluindo a colistina, um dos mais fortes disponíveis.

O estudo feito pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foi publicado nas revistas científicas “Antimicrobial Agents and Chemotherapy” e “Eurosurveillance”. A bactéria foi detectada em um paciente de um hospital de alta complexidade em Natal, no Rio Grande do Norte.

Coautor, o pesquisador Nilton Lincopan aponta que esse gene da Escherichia coli é o mesmo detectado nos Estados Unidos recentemente. Ele disse que esse tipo de bactéria é encontrada em diferentes habitats, incluindo a microbiota do intestino humano - a maioria das variedades da E. Coli não apresenta risco aos seres humanos.

“Tanto no caso do Estados Unidos como aqui no Brasil, e outros países onde foram encontradas cepas de Escherichia coli resistentes ao antibiótico colistina, a resistência apresentada foi devido à aquisição de um gene de resistência chamado de mcr-1”, explicou.

Ainda segundo o pesquisador, as bactérias são geneticamente versáteis “no sentido de que podem se tornar resistentes a uma condição de estresse à qual são submetidas”. Neste caso, ele diz que “existe a hipótese de que a pressão seletiva induzida pelo uso de colistina na produção agropecuária possa ter contribuído para o aparecimento da resistência a esta droga”.

O mesmo grupo do médico Nilton Lincopan já havia iniciado estudos de vigilância epidemiológica em amostras de origem humana, veterinária e ambiental, e obteve os primeiros resultados positivos para a identificação do gene mcr-1 em cepas de E. Coli de origem animal, com artigo publicado em abril deste ano. Recentemente, outros pesquisadores do Rio Grande do Sul mostraram em uma pesquisa a presença da mesma bactéria resistente também em amostras de origem animal.

“A grande questão central é o fato de este gene estar presente em um elemento genético móvel, o plasmídeo, que pode ser transferido a bactérias da mesma espécie e até mesmo a espécies diferentes. Desta forma, cepas portadoras de outros genes de resistência aos antibióticos, ao adquirirem este gene mcr-1, poderiam ficar resistentes a múltiplos antibióticos, reduzindo as opções terapêuticas para o tratamento de uma infecção”, completou Lincopan.

G1