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domingo, 14 de abril de 2013

Prevenção da Arteriosclerose

Dieta desde a infância
Entre os fatores conhecidos que propiciam o desenvolvimento da arteriosclerose e as doenças conseqüentes a ela estão: a idade, o sexo da pessoa, a hereditariedade, o estilo de vida sedentário, o diabete, o fumo, o uso de alguns medicamentos, as tensões da vida e a dieta.

Alguns destes fatores podem ser alterados ou corrigidos.

O fator dieta é um dos participantes no desenvolvimento da degeneração das artérias. Os cuidados dietéticos são importantes desde os primeiros anos de vida de uma pessoa, pois é na infância que criamos os nossos hábitos alimentares. Cabe aos pais e avós conduzirem as crianças para uma dieta saudável que vai beneficiá-las em anos posteriores.

Criar maus hábitos de alimentação faz com que as crianças se acostumem a comer aquilo que pode prejudicá-las quando adultos.

Todos sabem que as comidas da vovó, os quitutes das festas, as delícias dos restaurantes, tipo comida ligeira, são muito sedutoras para as crianças, que, podendo, comerão sempre o que lhes agrada. Acabarão sendo obesas e propensas a adoecer num futuro mais próximo. Cabe aos responsáveis “segurá-los” nestes impulsos. Se necessário, procurar a ajuda de um médico.

Os pais querem que os filhos sejam saudáveis tanto na infância como na vida futura. Todavia, proibir tudo que seja considerado prejudicial propicia à criança, futuramente, quando puder se comandar e decidir por si, comer tudo que lhe foi proibido na infância. Por isso é necessário manter um equilíbrio. Por exemplo, criança gosta de batata frita, ovo frito e bife. Três alimentos fritos, não recomendados para quem quer evitar a arteriosclerose.

Recomenda-se que alimentos deste tipo sejam permitidos somente em alguns dias, uma vez por semana. Deve-se cuidar para que nos outros dias recebam alimentos tidos como saudáveis. Não se deve proibir tudo, não se deve proibir para sempre, deve-se permitir algumas escapadas para que as crianças não se sintam diferentes ou excluídas. O nunca seria uma crueldade. Proibir que, numa festa, a criança coma o que as outras estão comendo, pode deixá-las frustradas.

Recomenda-se que se induza a criança a imitar os pais e os avós, mais preocupados com as suas artérias e que estão mais vigilantes quanto a manter uma boa alimentação, evitando desvios alimentares.

As crianças são propensas à imitação, é relativamente fácil induzi-las a imitar os adultos. Para conseguir isso é primordial que não se faça comidas especiais para os pequenos. Eles comem com os olhos, se houver doces, frituras, bolinhos fritos, embutidos gordos, etc., à mesa, eles vão querer. Se em vez de um sorvete de creme coberto de nata, houver uma fruta enfeitada ou recortada artisticamente, eles vão comer com o mesmo apetite. Isto será mais fácil de conseguir uma vez que ainda não tenham criado hábitos alimentares não recomendáveis. Portanto, é necessário que, desde pequenos, se lhes incuta hábitos salutares. Podem saber que as coisas ditas boas existem, mas que não estão sempre à disposição, que podem comer disto ou daquilo só em certas ocasiões.

É comum observarmos pais dizendo que se não derem para comer aos filhos aquilo que pedem, ou exigem, vão ficar magros, fracos ou mesmo doentes. Na verdade, esta recusa em comer pode durar um ou dois dias, mas chegará a hora em que a fome vencerá as resistências.

O que é considerado saudável?
Ou qual é a dieta recomendável para evitar as doenças degenerativas conseqüentes a desvios da dieta?
Basicamente, a alimentação humana é constituída de proteínas, gorduras e açúcares. Estes elementos são encontrados em proporções diferentes em quase todos os alimentos, desde frutas, grãos, verduras, carnes, leite, etc. Nesses três grupos básicos, existem os mais saudáveis e os menos saudáveis.

Entre as principais fontes de proteínas, estão o leite e seus derivados, as carnes e os ovos. Recomendam-se os leites desnatados por conterem menos calorias e menos gorduras. Entre os derivados do leite, é preferível escolher os queijos magros, brancos, pois os amarelos e os cremosos geralmente contêm mais gordura.

Entre as carnes, a mais recomendável é a de peixe. As demais, como as de gado, aves e suínos também são indispensáveis como fontes de proteínas, porém, devemos sempre preferir as magras às gordas, evitando, por exemplo, pele de carne de aves.

A outra fonte importante e barata de proteínas está na clara de ovos. A gema de ovos por alguns é condenada; já por outros não.

Existem os que acusam a gema de conter altos teores de colesterol.

As gorduras que se recomendam evitar são aquelas submetidas a altas temperaturas, como acontece durante as frituras.

Aconselham-se as gorduras não saturadas, como o azeite de oliva, granola, girassol, milho ou soja, nesta ordem, segundo alguns autores. Podemos observar que esta seqüência envolve valores pecuniários.

Existem os glicídios ou açucares de diversos tipos, os quais são obtidos em diferentes fontes. Alguns são considerados mais e outros menos prejudiciais. Consideram-se mais prejudiciais os açúcares industrializados, refinados e são mais recomendados os oriundos de frutas e verduras não industrializadas. A principal fonte de glicídios para os seres humanos vem dos grãos, como arroz, trigo, aveia, etc. O amido, por ação da saliva, é transformado em açúcar, por isso sabe-se que o pão, os bolos, as bolachas, as cucas, os biscoitos são basicamente açúcar. Como prova, basta deixar um pedaço de pão ou bolacha, mesmo sendo salgada, durante alguns minutos desmanchando na boca, sem deglutir; podemos observar que, aos poucos, irá ficando cada vez mais doce.

Considerações sobre o colesterol, apontado como o maior inimigo de nossas artérias
Primeiro, é necessário alertar que mais da metade do colesterol no nosso sangue é formado pelo fígado, motivo pelo qual as dietas para baixar o colesterol fracassam para a grande maioria das pessoas.

Em segundo lugar, o colesterol é muito necessário para que uma pessoa seja sadia. Hormônios, membranas celulares, elementos da bile e da pele necessitam do colesterol para a sua formação, portanto, necessitamos ter colesterol no nosso corpo para termos saúde. Os problemas decorrentes de níveis elevados de colesterol podem surgir ou serem agravados se tivermos outros fatores implicados na formação da arteriosclerose.

Dos fatores envolvidos na gênese da arteriosclerose fatores, poderemos mudar ou corrigir alguns, já outros não. Podemos deixar de fumar, corrigir a hipertensão arterial, emagrecer, manter uma atividade física regular, evitar certos medicamentos, corrigir o diabete. Já a idade e o sexo não temos como mudar. Podemos atenuar a influência da hereditariedade, mas o que herdamos de nossos ancestrais está gravado nos nossos gens. Mesmo não tendo como mudar a herança familiar, podemos interferir para que esta não se manifeste em toda a sua potencialidade. O primeiro passo é saber se temos predisposição genética para as doenças degenerativas decorrentes da arteriosclerose. Se a tivermos, devemos atuar com mais energia procurando atenuar os efeitos negativos dos demais fatores de risco envolvidos na gênese desta degeneração das artérias.

A dieta para prevenir estas doenças deve começar na infância visando a retardar ao máximo suas manifestações potenciais. É bem mais fácil evitar do que combater as doenças degenerativas. Se os pais receberem orientação adequada, cedo perceberão a necessidade de prevenir problemas futuros de seus filhos e saberão que, para evitá-los, uma alimentação sadia desde a infância é fundamental.

Adolescente cresce 12 cm depois de cirurgia para "desentortar" coluna

Médicos descobriram que coluna estava comprimindo órgãos vitais do garoto
 
Um adolescente, de 14 anos de idade, cresceu cerca de 12 centímetros da noite para o dia depois de passar por uma operação para desentortar sua coluna. O caso aconteceu na Inglaterra e foi publicado no Daily Mail desta sexta-feira (12).
 
De acordo com a publicação, o adolescente sofria de escoliose que deixava sua espinha torta. A curvatura da coluna era tão acentuada que estava apertando os órgãos vitais.
 
Ao levar o filho a um pediatra no Hospital Infantil de Sheffield, Claire Walker, 39 anos, disse que o médico avisou que o caso era muito grave e por isso, ele deveria fazer rapidamente a operação.
 
Claire disse que é “maravilho” ver o resultado, já que a coluna de seu filho deixou de ter uma curva de 90 graus e passou a ser 20.
 
— Agora ele ficou tão alto quando eu. Ele literalmente cresceu 12 centímetros da noite para o dia depois da operação que endireitou sua coluna. Pelo o raio-X da coluna de antes e depois da operação. Os cirurgiões fizeram um maravilhoso trabalho.
 
A mãe do adolescente ainda disse que ficou em choque com o diagnóstico e com o risco que seu filho corria. Mas, de acordo com ela, não havia outra possibilidade se não a operação.
 
Fonte R7

Aplicação de anestesia deixa professora em estado vegetativo

Quarto de Gisela se transformou em UTI para atender suas necessidades
 
Há dois anos, um possível erro médico deixou a professora de inglês, de uma escola na periferia de Maceió, em Alagoas, Gisela Patricia, em estado vegetativo. Após se submeter a uma cirurgia de varizes, para acabar com as dores no corpo, a mulher entrou em coma por causa da aplicação da anestesia.
 
Após o procedimento deixar sequelas, o quarto de Gisela se transformou em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com equipamentos, macas e remédios para atender suas necessidades.
 
Segundo a mãe da paciente, Sileda Costa, o responsável é o anestesista Audir Marinho de Carvalho Filho. Na época, ele foi indiciado pela polícia por negligência médica, mas o inquérito ainda não foi remetido à justiça. Não se sabe se o homem será submetido a um julgamento.


 
Fonte R7

Saiba quem pode se vacinar contra a gripe. Campanha começa na segunda-feira

Pessoas acima dos 60 anos precisam se
vacinar nos postos de saúde
Meta do Ministério da Saúde é imunizar 32 milhões de brasileiros
 
Na segunda-feira (15), o governo federal inicia a campanha nacional de vacinação contra a gripe. Neste ano, a meta do Ministério da Saúde é vacinar 32 milhões de pessoas, o equivalente a 80% do público-alvo (confira abaixo quem faz parte do grupo de risco).
 
No ano passado, a meta foi superada e 26 milhões de pessoas receberam a vacina, o que representa 86,3% do grupo prioritário. O objetivo da vacinação, segundo o ministério, é contribuir para a redução das complicações, internações e óbitos provocados por infecções da gripe.
 
A imunização protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado, ou seja, H1N1, H3N2 e influenza B. A proteção inicia-se após o 15º dia que a pessoa foi vacinada e dura de nove a doze meses.
 
Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
 
Grupo de risco
  • Idosos com 60 anos ou mais
  • Crianças de seis meses a dois anos
  • Indígenas
  • Gestantes
  • Pessoas privadas de liberdade
  • Profissionais de saúde
  • Mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério)
  • Pacientes crônicos, que envolve doença respiratória crônica, diabetes, doença cardíaca, doença renal, doença hepática, imunossupressão, doença neurológica, obesidade grau III e pessoas transplantadas (órgãos sólidos ou medula óssea)
 
Fonte R7

Novidade para mulher fazer xixi em pé afasta drama do banheiro público

Recentemente, surgiu no mercado um acessório que permite
as mulheres fazer xixi sem sentar no vaso sanitário
O vaso de uso comum traz perigos invisíveis para a saúde e cuidados evitam infecções
 
Na hora do aperto e na falta de um banheiro limpinho por perto, qual mulher já não desejou fazer xixi em pé, como os rapazes? Pois saiba que a cena não é mais algo inalcançável. Recentemente, surgiu no mercado um acessório que permite as mulheres fazer xixi sem sentar no vaso sanitário.

Ele é uma espécie de cone de silicone reutilizável, ao contrário da maioria dos acessórios descartáveis utilizados e distribuídos em festas há alguns anos. A empresa responsável por um desses produtos não-descartáveis, o OiGirl, defende a praticidade do produto, dizendo que o silicone medicinal flexível - material de que é feito o OiGirl - não é poroso, sendo totalmente liso e uniforme, o que impede a proliferação de bactérias em sua estrutura, mesmo na impossibilidade de lavagem do produto. Mas e quando não há está solução? Será que o banheiro traz riscos à saúde?

Quase diariamente nos deparamos com a situação de ter que utilizar um banheiro público: seja no trabalho, em um shopping ou no bar. Em muitos casos está tudo aparentemente muito limpo e cheiroso, em outros, o banheiro parece um filme de terror. Independentemente da aparência, não podemos nos esquecer de que esses banheiros são utilizados por inúmeros desconhecidos ao longo do dia e pegar uma infecção é mais fácil do que parece.
 
Tragédia da vida privada
A aventura de ser mulher inclui uma sessão de agachamento ao frequentar banheiros públicos, que até pode fortalecer as pernas - tudo para não sentar na famigerada privada em que todos se sentam. Mas quem aguenta viver se agachando e ainda ter que equilibrar a bolsa no ombro e pegar o papel pra se secar depois?

O infectologista da Unifesp, Gustavo Johanson, diz que o perigo de sentar no vaso sem uma proteção não é tão grande quanto o temor das pessoas. "O perigo de contrair uma doença, como o HPV, está em encostar os genitais ou a pele com, algum machucado no assento, o que não é tão comum".

Os maiores perigos dos banheiros públicos são para
quem não lava as mãos, pois pode levar diversas
bactérias, vírus e protozoários à boca
Além disso, as doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas como DSTs estão fora da lista de perigos dos banheiros públicos, conforme diz Gustavo Johanson, pois os micro-organismos que causam as doenças venéreas só sobrevivem no ambiente quente e úmido do nosso corpo - e justamente por isso são sexualmente transmissíveis, passando no contato de um corpo para o outro.

Existe também um higienizador de bolso para as tampas de vaso sanitário, mas é importante que o produto seja notificado pelo órgão máximo de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele garante a total limpeza e higienização das tampas e assentos de seu vaso sanitário deixando-os livres de agentes patogênicos como: bactérias e germes causadoras de doenças sem o risco de agredir ou causar reações à pele.
 
Mãos ao alto
Cada um deixa um pedacinho de si quando vai ao banheiro. E quem está doente não deixa de fazer isso. "Os maiores perigos dos banheiros públicos são para quem não lava as mãos, pois pode levar diversas bactérias, vírus e protozoários à boca", diz Gustavo Johanson. Os vírus intestinais, que podem causar contaminações quando o banheiro não é limpo adequadamente, podem provocar vômitos, diarreias e desidratação. Existem também as bactérias intestinais, que causam diarreia, febre e sangue nas fezes.
 
Você já parou para pensar quantas pessoas pegam na tampa do vaso, maçaneta, na descarga e na torneira com as mãos sujas? "A solução é não encostar na fechadura da torneira se não for automática, colocando um papel, quando possível e mesmo depois de lavar as mãos, utilizar um álcool em gel, principalmente quem está em um restaurante ou bar, onde irá comer", diz Gustavo.
 
Fonte Minha Vida

Garanta gravidez e relações sexuais saudáveis com esses exames

Exames garantem saúde e segurança
Veja quais doenças podem prejudicar o feto ou afetar o desempenho sexual
 
Quando um casal decide iniciar as relações sexuais ou pretende ter filhos, o máximo de cuidado com a saúde é fundamental. Os parceiros precisam evitar hábitos que prejudiquem a fertilidade - no caso do desejo de uma gravidez -, como tabagismo, alcoolismo, drogas, estresse e poluição excessiva. A adoção de novos hábitos também é necessária, como cultivar bons hábitos alimentares, praticar exercícios e controlar o IMC, tudo sempre com acompanhamento médico.

Também há uma série de exames que devem ser feitos para garantir que nenhum dos companheiros tenha alguma DST ou qualquer doença que possa prejudicar a maternidade.
 
Saiba quais são eles:
 
Saúde em dose dupla!
Se o objetivo é ter filhos ou mesmo garantir que a saúde do casal esteja em dia, exames básicos devem ser feitos por ambos a fim de que as relações sexuais sejam livres de doenças e um futuro bebê nasça saudável. Segundo o ginecologista Edílson Ogeda, do Hospital Samaritano, exames gerais, como hemograma, níveis de colesterol e triglicérides, avaliação dos hormônios da tireoide, investigação para diabetes e exames mais específicos para idade avançada, como cardiológicos, também devem ser feitos para garantia do bem-estar.
 
Confira os mais importantes:

1. VDRL: é o mais sensível para triagem da sífilis. De acordo com o especialista em Ginecologia e Medicina Reprodutiva Wagner Busato, caso esse exame dê positivo, é preciso que haja a confirmação com os exames de TPHA e FTA-ABS, que são mais específicos.
 
2. Grupo sanguíneo ABO e fator Rh: esse exame deve ser feito para verificar uma incompatibilidade dos sistemas ABO e do fator RH no recém nascido, que herdará as características dos pais. "Caso a futura mãe seja Rh negativo e o futuro pai seja Rh positivo, durante o Pré-Natal a gestante deverá ser imunizada com uma vacina anti Rh", diz o especialista. Dessa forma, é evitada qualquer incompatibilidade de fator entre o bebê e a mãe, salvando-os de complicações.

3. Hepatite B e C: a transmissão do vírus da hepatite B para o bebê pode ocorrer se um dos progenitores tiver uma carga viral - por mais mínima que seja - no esperma, no sangue ou na secreção vaginal. "Atualmente, os recém-nascidos já são vacinados na maternidade, porém nem todos os adultos receberam a vacina contra o vírus HBV".

Por isso, é importante que ambos os progenitores tomem a vacina antes de tentar ter filhos, para evitar a doença durante a gestação. No caso do futuro pai ou mãe já ser portador do vírus, é necessário tratamento através de técnicas de reprodução assistida, que isolam o vírus e evitam a contaminação de embriões.

Ainda não há vacina contra o vírus da Hepatite C, mas essa doença não é transmissível por relações sexuais. Caso um dos cônjuges seja portador, ele deve ser tratado para evitar altas cargas virais na gestação, salvando o bebê de uma possível transmissão. 
 
4. HIV: embora a doença não afete com frequência indivíduos fora dos fatores de risco (transfusão de sangue, múltiplos parceiros sexuais, uso de drogas injetáveis, etc), o teste deve ser realizado.

De acordo com Wagner, caso seja confirmada a doença, o indivíduo deve submeter-se a controle e tratamento antes de tentar a gestação. Quando um dos cônjuges ou ambos são infectados, são feitas técnicas de reprodução assistida e tratamentos durante o pré-natal para evitar o contágio do feto.

"A mulher que faz o diagnóstico de HIV na gestação pode tomar medicamentos retrovirais, reduzindo a transmissão de 25% para 8%", diz o ginecologista Edílson.

5. Parasitológico: embora não seja tão essencial, o exame de fezes é recomendado para fazer uma triagem de doenças parasitológicas que o casal pode ter contraído, evitando riscos de transmitir esses problemas ao bebê ou de gerar complicações na gestação. "O exame é facultativo e pode ser precedido em indivíduos saudáveis", diz Wagner.  
 
Bateria de exames para a mulher
Quando o assunto é sexo e filhos, a mulher precisa tomar uma série de cuidados extremamente necessários. Manter a saúde em dia e cuidar para que o bebê não corra nenhum risco durante a gravidez é mais do que fundamental. Por isso, é importante passar por essa bateria de exames a seguir, que ajudam a garantir mais segurança nas relações sexuais e na gestação.

1. Rubéola, toxoplasmose, citomegalovirus: essas doenças são detectadas por meio de exame de sangue. Caso a futura mãe que tenha um desses problemas não receba o tratamento adequado, o feto pode sofrer anomalias. "No caso da rubéola, há vacinas que já estão disponíveis para as meninas em fase escolar", afirma Wagner.

2. Citologia Vaginal ou Papanicolau: é o exame para identificação do vírus HPV. Esse exame é de fundamental importância, pois a doença pode evoluir para um câncer genital, tanto no homem quanto na mulher, além da possibilidade de contaminar o feto. Já existem vacinas desenvolvidas para prevenção do HPV para uso nas mulheres e nos homens. 
 
3. Colposcopia: de acordo com Edílson, a colposcopia é um exame complementar da citologia vaginal, em que o médico examina com aparelhos de lentes de aumento os órgãos genitais femininos, procurando lesões sugestivas de HPV e câncer de colo uterino. Segundo os especialistas, esse exame deve ser realizado anualmente - ou em intervalos menores em casos específicos - em todas as mulheres que iniciaram a vida sexual.

4. Ultrassonografia Pélvica ou transvaginal: é um exame de rotina para qualquer mulher que iniciou a vida sexual, por ser muito sensível na avaliação genital interna da mulher. Portanto, além de ser recomendado para aquelas que desejam engravidar, também devem ser feitos periodicamente por mulheres sexualmente ativas.

5. Dosagens hormonais: esse exame é recomendado para mulheres que têm mais de 35 anos e desejam engravidar ou mulheres com irregularidades menstruais. O objetivo é verificar se os óvulos e ovários estão saudáveis e cumprindo as suas funções adequadamente.
 
Espermograma e peniscopia para garantir a saúde masculina
Para o homem, os exames específicos são mais simples. "O espermograma, ou análise do sêmen, é a forma mais rápida e objetiva de avaliar o potencial reprodutivo masculino", afirma Wagner. Ele deve ser feito mesmo em homens com função erétil e ejaculatória normais e é indicado, inclusive, para quem já teve filhos.

De acordo com os especialistas, o ideal é que o homem seja orientado adequadamente para a coleta do esperma e que a interpretação do resultado do espermograma seja feita com auxílio médico.

O exame de peniscopia é equivalente à colposcopia para a pesquisa do HPV e é indicado quando os exames da parceira estão alterados ou em casos de promiscuidade sexual, mesmo se o homem não apresentar sintomas.
 
Fonte Minha Vida

Tratamento do HIV aproxima expectativa de vida de pacientes a da população em geral

Estudo mostrou ser fundamental identificar e tratar o problema precocemente
 
Iniciar o tratamento com antirretrovirais em caso de resultado positivo para o vírus HIV é a melhor estratégia para levar uma vida o mais próximo do normal possível. Além disso, o tratamento correto também aumenta a expectativa de vida dos pacientes, tornando-a similar ao de pessoas não infectadas. Isso é o que mostra um estudo publicado nesta terça-feira (9) no periódico PLOS Medicine. A pesquisa foi conduzida por um especialista da University of Cape Town, na África do Sul.
 
As conclusões vieram após a análise de dados de seis programas de tratamento do HIV no país entre 2001 e 2010. Também foram consultados os estudos mais recentes sobre a expectativa de vida da população na África do Sul. Segundo a pesquisa, o fator determinante mais significativo para a expectativa de vida de pacientes que começam a terapia antirretroviral é a idade com que o tratamento é iniciado.
 
Os resultados mostraram, então, que, entre o público masculino, o tratamento pode aumentar a expectativa de vida de 10 a 27 anos de vida em comparação com quem não toma nenhum medicamento. Já entre as mulheres, o ganho foi entre 14 e 36 anos. Em ambos os casos, o aumento da vida foi constatado entre indivíduos que começaram a terapia aos 60 ou aos 20 anos de idade.
 
Os especialistas descobriram ainda que, além da idade, os níveis de CD4, células do sistema imunológico, no sangue são peça fundamental para o aumento da expectativa de vida dos pacientes com o vírus. Apresentar contagem de células CD4 abaixo de 200 por microlitro de sangue é um dos primeiros indícios do desenvolvimento da aids. Quem inicia o tratamento antes disso, entretanto, mostrou ser possível atingir entre 70 e 86% da expectativa de vida observada na população em geral. Isso não significa que terapias de controle devam ser ignoradas caso as taxas de CD4 estejam abaixo dessa faixa. Neste caso, a expectativa de vida pode aumentar entre 48 e 61% com o tratamento correto.
 
Tratamento do HIV no Brasil
Portadores do HIV contam com tratamento gratuito oferecido pelo Governo. Assim, após o resultado positivo do exame, o paciente poderá recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS) para uso da ampla rede de serviços oferecida. Vale lembrar que o Brasil distribui cerca de 15 medicamentos antirretrovirais na rede pública de saúde.
 
Para obter bons resultados, entretanto, o paciente deve seguir corretamente as instruções para uso dos medicamentos. Além disso, deve agendar e comparecer às consultas médicas em intervalos determinados. Com a terapia, o paciente aumenta a expectativa e a qualidade de vida.
 
Fonte Minha Vida

Estudo relaciona corpo em formato de maçã a riscos de problemas renais

cintura-medir-1.jpgDe acordo com os pesquisadores, localização da gordura pode ser mais determinante que IMC
 
Não é apenas na escolha dos modelos de roupas que o formato do seu corpo deve ser observado. Cientistas da University Medical Center Groningen, nos Países Baixos, descobriram que o acúmulo de gordura, principalmente na região do abdômen, ou seja, ter o tipo de corpo chamado de formato de maçã, está relacionado a uma maior incidência de problemas renais. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (11/04) no Jornal da Sociedade Americana de Nefrologia.

Os perigos de acumular gordura na região central do corpo, no abdômen, já eram conhecidos, tanto que os médicos sempre avisaram seus pacientes sobre isso. Porém, até hoje, as evidencias apontavam apenas para maior incidência de problemas cardiovasculares.

De acordo com a pesquisa, o índice de massa corporal (IMC) é menos importante do que a localização da gordura, já que pessoas com mesmo IMC, mas que têm gordura localizada nos quadris apresentaram menos problemas no funcionamento dos rins e uma pressão arterial mais próxima da normalidade nesse órgão.

Os pesquisadores estudaram 315 voluntários com IMC próximo ao valor 24,9 e os classificaram a partir da relação entre as medidas da cintura e dos quadris. Depois, mediram sua função renal, a pressão sanguínea nos rins e uma medida chamada "fluxo de plasma renal", que avalia o volume do sangue em relação ao tempo. Mesmo depois de ajustar essas taxas de acordo com o esperado para cada idade e sexo, foram encontrados números mais perigosos entre os voluntários com maior volume de cintura do que de quadril, inclusive um funcionamento dos rins mais baixo e um aumento da pressão arterial nesses órgãos.

E essa correlação ocorreu independente das condições de saúde do indivíduo, mesmo os mais saudáveis, mas com maior acúmulo de gordura abdominal, apresentavam essas taxas. A sugestão dos especialistas é que o menor funcionamento dos órgãos esteja relacionado à pressão sanguínea da região.

Como prevenir insuficiência renal crônica
De acordo com os especialistas deste estudo, sua pesquisa vai ao encontro de diversos estudos que já relacionam hipertensão e sobrepeso com maior incidência renal. Ter hábitos para controlar a pressão e o peso, podem ajudar a evitar, por exemplo, a insuficiência renal crônica, em que até cerca de 70% da função dos rins está comprometida.
 
Conheça esses e outros hábitos para evitar o problema:
 
Busque tratamento para hipertensão - Foto Getty ImagesBusque tratamento para hipertensão
A hipertensão é considerada hoje a principal causa de insuficiência renal crônica. De acordo com o nefrologista Nestor Scho, professor da Unifesp, o aumento da pressão arterial lesiona os vasos sanguíneos dos rins, podendo causar nefropatia hipertensiva. "Dessa maneira, o órgão fica sobrecarregado e pouco a pouco perde sua capacidade de filtragem", explica.
 
Cuidar da hipertensão é fundamental mesmo quando ela não é a causa da insuficiência renal crônica, medida que se torna mais importante ainda em estágio avançado da doença.
 
Controle o diabetes - Foto Getty ImagesControle o diabetes
"O diabetes é a segunda principal causa de insuficiência crônica renal", afirma o nefrologista Lucio Roberto Requião Moura, do Hospital Israelita Albert Einstein. Isso porque a doença desencadeia a chamada nefropatia diabética, alteração dos vasos dos rins que leva à perda de uma proteína pela urina. Além disso, o diabetes favorece a aterosclerose, formação de placas de gordura nas artérias que dificulta o trabalho de filtração dos rins.
 
Com o tempo, uma quantidade cada vez maior de substâncias tóxicas fica retida no organismo, o que pode levar à morte. Uma forma de detectar o problema, portanto, é fazendo exames de urina para descobrir se está havendo eliminação de proteínas. Quem já tem o diagnóstico de diabetes, por sua vez, precisa ficar mais atento à saúde renal.
 
Fique atento ao peso - Foto Getty ImagesFique atento ao peso
Pessoas com excesso de peso  tem um risco maior de desenvolver hipertensão e diabetes, o que já é motivo o suficiente para não deixar o ponteiro da balança subir, aponta o nefrologista Lucio.
 
Soma-se a isso o fato de que a obesidade altera a forma como o sangue chega nos rins pela influência de determinados hormônios, sobrecarregando o órgão.
 
Além disso, estar acima do peso é fator de risco para o colesterol e triglicérides alto.
 
Adapte sua dieta - Foto Getty ImagesAdapte sua dieta
Quando o assunto é alimentação, analisar a doença de base que desencadeou a insuficiência renal é fundamental. Se for o diabetes, por exemplo, a dieta deve ser aquela indicada para quem sofre dessa doença. Se for a hipertensão, então deve haver redução do consumo de sal. "Entretanto, de forma geral, recomenda-se que o paciente evite a ingestão excessiva de proteínas, principalmente de origem animal, que dão origem a elementos tóxicos no organismo que fariam os rins trabalharem mais", explica o nefrologista Nestor.
 
Em casos específicos de insuficiência ainda, pode haver retenção de potássio no organismo. Pacientes com este problema precisam preparar os alimentos de uma maneira que faça com que eles liberem parte desse nutriente. Legumes, por exemplo, precisam ser cozidos.
 
Informe-se sobre medicamentos - Foto Getty ImagesInforme-se sobre medicamentos
A automedicação é perigosa mesmo para pessoas saudáveis.
 
Para quem sofre de insuficiência renal, entretanto, o uso sem avaliação médica adequada pode acelerar o quadro de deterioração dos rins.
 
"Os mais perigosos são os anti-inflamatórios não hormonais", alerta o nefrologista Lucio.
 
Por isso, explique seu problema no início de toda consulta médica para evitar agravar a doença.
 
Maneire na ingestão de álcool - Foto Getty ImagesManeire na ingestão de álcool
Embora não haja estudos comprovando a relação isolada da ingestão de álcool com a insuficiência renal crônica, o abuso de bebidas alcoólicas compromete o funcionamento do organismo como um todo. Assim, recomenda-se maneirar no consumo.
 
Se for beber alguma bebida, entretanto, o nefrologista Nestor aconselha optar pelo vinho.
 
"Ele contém antioxidantes que podem ajudar na eliminação de toxinas concentradas no corpo", afirma.
 
Apague o cigarro - Foto Getty ImagesApague o cigarro
"O cigarro é responsável por piorar os níveis de pressão arterial e ainda está envolvido com alterações hormonais que pioram a função renal", explica o nefrologista Lucio.
 
Além disso, o tabagismo desencadeia um efeito de vasoconstrição, diminuindo o volume de sangue filtrado pelos rins.
 
Neste caso, não existe a opção da moderação.
 
O paciente deve acabar com o vício.
 
Pratique exercícios - Foto Getty ImagesPratique exercícios
O último cuidado recomendado para quem sofre de insuficiência renal crônica é a prática regular de exercícios.
 
"Ele previne o diabetes, a hipertensão, a obesidade, entre outros problemas, e ainda melhora a circulação e a função renal", afirma o nefrologista Nestor.
 
Segundo ele, qualquer atividade já é melhor do que o sedentarismo, mas é sempre recomendado buscar um treino que agrade o paciente para que ele não se sinta desestimulado com o tempo.
 
Fonte Minha Vida

Ascensão da classe C contribuiu para o aumento de cirurgias plásticas no Brasil

Rio de Janeiro – O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial em proporção de cirurgias plásticas por pessoa, com 4,6 procedimentos por mil habitantes – nos Estados Unidos, país líder em números absolutos, a proporção é 3,5 operações por mil habitantes, com 1,1 milhão de procedimentos em 2011. No mesmo ano, foram feitas no Brasil 905,1 mil operações.
 
O aumento da procura por tais operações no Brasil atingiu 43,9% entre 2008 e 2011, revela pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps),em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
 
Para o coordenador da pesquisa no Brasil, Luis Henrique Ishida, o volume de cirurgias plásticas per capita no país é significativo, porque mostra o perfil do brasileiro, “culturalmente mais aberto às cirurgias plásticas, sobretudo as corpóreas”, devido ao hábito da população de mostrar o corpo na praia, diferentemente do que ocorre na maioria dos países.
 
Embora a Itália e a Coreia do Sul ocupem as primeiras colocações em termos de cirurgias por mil habitantes, com 5,2 e 5,1, respectivamente, Ishida disse que, proporcionalmente, os dados do Brasil têm mais importância porque, no cômputo geral, o número de cirurgias plásticas brasileiras representa quase três vezes o da Itália (316,5 mil) e quase quatro vezes o da Coreia do Sul (258,3 mil).
 
Para o cirurgião plástico Ishida, que é diretor da SBCP Regional São Paulo, o aumento do volume de procedimentos no Brasil tem a ver com a mudança econômica que está ocorrendo no país, que inseriu na chamada classe C mais de 90 milhões de pessoas, "potenciais consumidores de cirurgias plásticas”.
 
A cirurgia mais procurada no Brasil é a lipoaspiração. “E é a que dá mais complicação”, alertou o médico. Indicações errôneas, lipoaspirações excessivas ou cirurgias feitas por profissionais sem capacitação são situações que podem oferecer riscos graves aos pacientes, comentou. “A lipoaspiração é, potencialmente, a cirurgia plástica mais perigosa, apesar de ser a mais feita no país.”
 
Em seguida, vêm os implantes mamários, que despertam interesse crescente no Brasil e no mundo. Apesar dos problemas de contratura capsular ocorridos no país no ano passado com esse tipo de prótese, houve um aperfeiçoamento técnico dos implantes, esclareceu Ishida. “Agora elas (próteses) estão muito mais avançadas e os problemas são menos frequentes”.
 
Além disso, há uma tendência entre as brasileiras de exibir seios grandes, o que tem feito aumentar o tamanho das próteses mais procuradas ao longo do tempo. Há dez anos, a média eram 175 mililitros (ml) e agora passou para 260 ml. “Há uma mudança social, de moda, que faz com que as pacientes prefiram mamas maiores hoje em dia.”
 
A abdominoplastia (para redução da barriga), a correção das pálpebras e a rinoplastia (cirurgia de nariz) vêm, respectivamente, em terceiro, quarto e quinto lugares na procura dos pacientes. Em sexto lugar, aparecem os procedimentos para implante de próteses de glúteos.
 
A tendência é que aumente a demanda por cirurgias plásticas no Brasil, estimou o especialista, baseado na expansão das classes emergentes. No final de maio próximo, durante a Jornada Paulista de Cirurgia Plástica, Ishida iniciará a revisão da pesquisa, que foi feita em 2012, tendo como referência o ano anterior.
 
Fonte Agência Brasil

Paciente deve investigar se cirurgião plástico tem título de especialista

Rio de Janeiro – O brasileiro que quiser fazer uma cirurgia plástica sem correr risco deve evitar empresas intermediadoras que ofereçam muitas facilidades, como parcelamentos em até 40 vezes, por exemplo. O alerta é do diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional São Paulo (SBCP-SP), Luis Henrique Ishida.
 
Em entrevista à Agência Brasil, ele ressaltou que o crescimento da nova classe C, motivado pelas mudanças econômicas em curso nos últimos anos no país, tem criado “problemas importantes” para os médicos da área. “Porque a classe C emergente é um público que incluiu mais de 90 milhões de pessoas nos últimos anos, que são potenciais consumidores de cirurgias plásticas. Mas ele [consumidor] não é muito bem direcionado.”
 
O problema, segundo Ishida, é que essas pessoas, no afã de fazerem cirurgias plásticas com as quais, muitas vezes, sonharam a vida inteira, acabam caindo nas mãos de operadoras ou intermediadoras, que fazem propaganda de médicos cuja atuação o Conselho Federal de Medicina (CFM) considera antiética e ilegal.
 
São empresas em que “uma pessoa atende e outra opera”, denunciou o médico. Não há, segundo ele, nenhuma relação estabelecida entre médico e paciente como deve ser, e nenhum padrão de controle. “Essa mudança econômica, com esse perfil de que se tem uma mente aberta para a cirurgia plástica, acaba sendo perigosa do ponto de vista de saúde pública para esse paciente que vai [submeter-se à] cirurgia plástica a partir de agora”.
 
Além de expostos ao risco de morte, ao passar por procedimentos feitos por médicos que não são cirurgiões plásticos, os pacientes podem ficar com sequelas graves. Problemas funcionais, como paralisia facial, além de outros relacionados à própria cirurgia, entre os quais a má cicatrização e os maus resultados, são algumas dessas sequelas. Ishida destacou que, para quem não está satisfeito com a imagem, ficar pior do que já é torna-se a coisa mais terrível que pode acontecer, “porque estraga a vida da pessoa”.
 
Existe uma padronização de certificados do cirurgião plástico com título de especialista que valida a habilitação de um bom profissional. Para saber se o médico tem título de especialista, a pessoa pode recorrer ao site da SBCP e fazer a consulta pelo nome do cirurgião. “Sendo cirurgião plástico, já é meio caminho andado, já passa uma segurança muito maior para o procedimento que se quer fazer”. A providência constitui um mecanismo prévio de defesa do consumidor, disse Ishida.
 
Levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) revela que, de janeiro de 2001 a julho de 2008, 97% dos processos motivados por cirurgias plásticas foram abertos contra médicos sem título de especialista. De acordo com a pesquisa, 48% dos processados não tinham título de nenhuma especialidade médica, 49,5% eram de outras especialidades não relacionadas à cirurgia plástica e apenas 2,1% eram cirurgiões plásticos.
 
Luis Henrique Ishida informou que a legislação brasileira abre possibilidade para que profissionais de outras especialidades façam cirurgias plásticas. “A legislação brasileira permite que qualquer médico exerça qualquer área”. Com isso, é aberta uma brecha para que dermatologistas, anestesistas e até ortopedistas façam cirurgias plásticas no país, disse o diretor da SBCP-SP.
 
Ele ressaltou que, para o leigo, a cirurgia plástica pode parecer um procedimento mais simples. “Muito pelo contrário. É o mais complexo. É a especialidade cirúrgica que tem a residência [período de especialização, que o médico faz depois de formado] mais longa entre todas, junto com a neurocirurgia e a cirurgia cardíaca. É realmente um problema de saúde pública.”
 
Para obter o título de especialista em cirurgia plástica, o médico tem de fazer dois anos de residência em cirurgia geral e mais três anos em cirurgia plástica. No entanto, Ishida considera que nem mesmo os 11 anos de estudo (seis do curso de medicina e cinco de residência em cirurgia geral e cirurgia plástica) “são suficientes para formar um cirurgião plástico competente”. Além do longo período de estudos, o profissional passa por um exame de qualificação teórico e prático conduzido pela SBCP, para obter o certificado de especialista, e manter uma educação continuada.
 
Fonte Agência Brasil

Médicos tentam incluir cirurgia pós-bariátrica no rol de doenças tratáveis pelo SUS

Rio de Janeiro – A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) quer incluir no rol de doenças tratáveis no Sistema Único de Saúde (SUS) as operações plásticas pós-bariátricas. A cirurgia barátrica, um dos tratamentos para combater a obesidade mórbida, consiste na redução de estômago.
 
Com o emagrecimento resultante da cirurgia, o paciente fica com sobras de pele, que geralmente só podem ser corrigidas com operações plásticas de mama, de abdômen e de glúteos, como explicou à Agência Brasil o diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional São Paulo (SBCP-SP), Luiz Henrique Ishida.
 
De acordo com Ishida, a SBCP busca o reconhecimento oficial desse tipo de cirurgia como atos “pertinentes e necessários” para os pacientes obesos. “A nossa briga agora é conseguir introduzir isso tanto nas tabelas de planos de saúde quanto nas tabelas de saúde pública, como um procedimento que é necessário”, disse Ishida.
 
No começo de junho, representantes da entidade terão encontro com autoridades do Ministério da Saúde, em Brasília, para discutir a questão. O objetivo é obter protocolos que caracterizem as cirurgias plásticas como específicas para a fase pós-bariátrica. “A população tem que saber que pode fazer esse tipo de cirurgia, que tem direito à saúde, e isso inclui os tratamentos para perder peso e pós-perda de peso”, disse Ishida.

Fonte Agência Brasil

Fiscalização de cirurgias plásticas no Brasil é feita por amostragem

Rio de Janeiro – As cirurgias plásticas feitas no Brasil não são fiscalizadas nem pelo Ministério da Saúde, nem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que delega essa competência aos 27 conselhos regionais. Porém, os conselhos regionais têm equipes reduzidas para fiscalizar as cerca de 6 mil clínicas de saúde estabelecidas no país, cujo alvará sanitário é concedido pelos órgãos de vigilância sanitária municipais.
 
Segundo o CFM, o que há é uma fiscalização por amostragem, que não consegue cobrir a totalidade dos estabelecimentos. O que mostra mais eficácia é a fiscalização exercida pelo Conselho Regional de Medicina do local onde tenha ocorrido problema em algum procedimento cirúrgico. Mesmo assim, isso ocorre apenas após denúncia de paciente ou vítima direta do problema, seja por erro médico ou por desconfiança de algum profissional.
 
O cidadão formaliza a denúncia no conselho, que toma as providências cabíveis, entre as quais a abertura de processo de sindicância e a convocação do cirurgião citado. Se for confirmado o dolo ou alguma irregularidade, propõe-se a abertura de um processo ético-profissional contra o médico. De acordo com o CFM, cerca de 99% das fiscalizações dos conselhos regionais são feitos após denúncias. Não há fiscalização prévia de cirurgias plásticas, informa o CFM. O que existe são recomendações preventivas e educativas, tanto para os médicos como para os pacientes. Todos têm responsabilidades, destaca o conselho federal.
 
A cirurgiã plástica Wanda Elizabeth Massiere y Correa, integrante das câmaras de Cirurgia Plástica do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), confirmou à Agência Brasil que não existe fiscalização desse tipo de procedimento. Wanda disse que a fiscalização pode ser exercida sobre o profissional, mas não sobre as cirurgias. “Não existe alguém, ou um departamento, que faça esse tipo de trabalho [de fiscalização]”.
 
Coordenadora da Comissão de Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Wanda ressaltou que não cabe ao Cremerj averiguar se os cirurgiões plásticos são de fato especialistas, porque “a especialização existe no Brasil, mas não é obrigatória”. Ela explicou que, no momento em que o estudante se forma em medicina e ganha o registro, ele pode exercer a profissão. O que ocorre é que a oferta de especialidades com formação, com residência médica, não comporta o número de formandos no país a cada ano. “Isso é uma coisa do médico, que vai buscar a especialização para oferecer ao paciente o melhor possível de conhecimento, de treinamento, de tudo,”
 
Wanda criticou os cursos de estética “de horas-aula” que são oferecidos no Brasil. Para ela, tais cursos devem ser evitados, para que não se tenha problema mais adiante. “Não se pode deixar a formação de cirurgiões plásticos depender de vagas”. Para ela, o critério deve ser a melhor formação possível, “desde a faculdade até o final da pós-graduação”. Um cirurgião plástico especialista acumula de 11 a 12 anos de estudo.
 
A fiscalização das especialidades não é uma norma, e sim uma proposta da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que oferece informações para médicos e pacientes. Wanda destacou que cabe também aos cidadãos a responsabilidade de se precaver e investigar se o cirurgião plástico é um bom profissional ou se põe o interesse financeiro acima do paciente. “Eu não posso [por] em risco o meu bem maior, a minha saúde, porque o dinheiro não deu para fazer aquela cirurgia”. O que está ocorrendo hoje em dia, frisou, é a “banalização da cirurgia plástica”.
 
Fonte Agência Brasil

Médica adverte que cirurgia plástica ambulatorial também exige suporte

Rio de Janeiro – O Conselho Federal de Medicina (CFM) permite que algumas cirurgias plásticas sejam ambulatoriais, isto é, feitas nos próprios consultórios médicos, desde que haja suporte para o caso de alguma intercorrência, de modo a não oferecerem riscos aos pacientes. Essas cirurgias prescindem da presença de um anestesiologista.
 
É o caso da retirada de um cisto de pele, da aplicação de botox ou da infiltração de algum material para tratar cicatrizes elevadas, por exemplo, informou a cirurgiã plástica Wanda Elizabeth Massiere y Correa. Ela é professora e membro das Câmaras de Cirurgia Plástica do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e coordena a Comissão de Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
 
Em entrevista à Agência Brasil, Wanda explicou que, mesmo um procedimento um pouco maior, chamado de porte 2, como a retirada de um tumor na mão, pode continuar sendo feito no consultório, mas depende de autorização do Cremerj. A fiscalização do conselho vai até o local e verifica se existe suporte para atender a alguma anormalidade, como um mal-estar do paciente. “Tem que ter os recursos para atendimento daquele paciente, além de outro profissional qualificado.”
 
Uma pequena lipoaspiração, que requer anestesia local, precisa ser feita em clínica de saúde. O mesmo ocorre com uma cirurgia para correção de pálpebras (blefaroplastia). “Não é possível que seja feita em consultório, em nenhuma hipótese, porque já é uma cirurgia de porte 3, que terá que ter um anestesista junto com o cirurgião.”
 
Nesse caso, a clínica não precisa ter, “necessariamente”, um centro de tratamento intensivo (CTI). “Porque um CTI que não funciona ou só funciona em eventualidades é o pior CTI do mundo”, disse Wanda. Para ela, é melhor que esse tipo de estabelecimento disponha de suporte a distância, porém conectado à clínica, ou seja, uma ambulância disponível para dar os primeiros-socorros em caso de necessidade, a fim de manter o paciente bem, ou para levá-lo ao CTI de um hospital de grande porte.
 
De acordo com a médica, todas as cirurgias plásticas de grande porte devem ser feitas somente em hospitais com unidades de tratamento intensivo em funcionamento contínuo. Ela disse que, de cinco anos para cá, as clínicas estão se qualificando para ter CTIs que deem todo suporte a seus pacientes. Devido ao comprometimento natural da idade, que eleva o nível de risco, a cirurgia plástica em pacientes idosos precisa ser feitas em hospitais maiores e dotados de CTIs.
 
“O que norteia um bom profissional é ter consciência e não abrir mão disso, porque os riscos estão aí. O critério é o bom senso”. Além disso, o cirurgião plástico deve se manter sempre atualizado, participar de congressos, estar atento aos novos medicamentos e não se manter “encastelado” na sua clínica, ressaltou Wanda. Ela citou Ivo Pitanguy como um dos melhores profissionais brasileiros, que se mantém atuante até hoje, com mais de 80 anos de idade.
 
Fonte Agência Brasil

Pesquisa revela que 22,7% da população adulta brasileira sofrem de hipertensão

Sódio em excesso é prejudicial à saúde
Rio de Janeiro - A hipertensão atinge 22,7% da população adulta brasileira. Desse total, o diagnóstico em mulheres é mais comum, 25,4%, e em homens 19,5%. Os dados são da mais recente pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2011, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.
 
"A mulher está mudando o perfil. Antes ela cuidava dos filhos e o marido ia para o trabalho. Hoje não. A mulher ocupou um espaço na sociedade igual ao do homem. Ela tem as mesmas posições. Está submetida às mesmas situações de estresse e ainda tem dupla jornada. Além de trabalhar fora, ela chega em casa faz as lições com as crianças, vai ao supermercado. Ela tem uma carga de trabalho maior e ainda está fumando mais. Inclusive vem aumentando, gradativamente, a mortalidade entre mulheres por doença cardiovascular", disse o coordenador da campanha nacional contra a hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Carlos Alberto Machado.
 
Ainda conforme a pesquisa, há diferença entre níveis de escolaridade. Enquanto na faixa de mulheres com até oito anos de escolaridade 34,4% informaram diagnóstico de hipertensão, entre as de nível superior foram 14,2%. "As mulheres com menos escolaridade, em geral, têm menos informação e menos acesso aos serviços de saúde para fazer o diagnóstico. Tenta marcar uma consulta na saúde básica no posto de saúde perto da sua casa. Hoje uma das grandes lutas da sociedade é qualificar a atenção básica e facilitar o acesso na rede primária que é porta de entrada do sistema de saúde qualificado", informou.
 
O cardiologista alertou que os números podem ser maiores, porque a pesquisa é feita por telefone fixo e nos horários em que as pessoas são encontradas em casa. Agora, de acordo com ele, o questionamento deve ser ampliado porque a pesquisa vai começar a ser feita também em celulares. "A gente acredita que os números são subestimados e que o número real é maior do que os dados do Vigitel, mas mesmo subestimados são muito altos. A gente precisa melhorar isso", disse.
 
Pelos cálculos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o Brasil tem, atualmente, cerca de 32 milhões de hipertensos com mais de 20 anos de idade. Segundo o coordenador, o grande problema é que a maioria dos hipertensos nem sabe que tem a doença. "Inicialmente ela não dá sintomas e apesar de não dar sintomas ela vai causando uma série de lesões em vários órgãos. Ela pode lesar o coração, o cérebro, os rins, os olhos", alertou o médico.
 
De acordo com o cardiologista, a hipertensão é responsável por 80% dos derrames, por 40% de doenças como infarto e 37% dos casos de insuficiência renal, que levam os doentes à diálise. Ele disse que não tem cura, mas com tratamento é possível controlar em 100% nas pessoas atingidas.
 
Para o médico, diante das possibilidades de acompanhamento médico e de remédios disponíveis nas redes de atendimento público, não se justifica mais a internação e a morte de pessoas hipertensas. "Hoje com todo conhecimento que a gente tem, com todas as classes de remédios de graça na rede, não se justifica mais internar ninguém por hipertensão e nem morrer ninguém por hipertensão", avaliou.
 
Ele destacou ainda, que quando se analisa os dados de mortalidade do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde, verifica-se que em torno de 12% das pessoas que morrem, está no atestado de óbito que a principal causa mortis é a hipertensão. "Então é importante chamar atenção da população da necessidade de medir a pressão. Se ela estiver alterada, maior ou igual a 140 por 90, a pessoa deve procurar o médico confirmar este diagnóstico e depois de confirmar, iniciar o tratamento", orientou o cardiologista.
 
Segundo ele, há duas formas de tratamento, o medicamentoso e o não medicamentoso. "O não medicamentoso são as mudanças no estilo de vida, diminuir o sal da comida, emagrecer, fazer uma atividade física regular, evitar o estresse e o uso abusivo de bebida alcóolica e abandonar o tabagismo. O tratamento medicamentoso é individualizado, depende de cada pessoa. Vai ser identificado o mecanismo mais prevalente na pessoa e medicá-la e quando inicia o tratamento ele é para o resto da vida. A mudança no estilo de vida faz parte do tratamento da hipertensão. Tem pessoas que só com isso a gente consegue controlar a pressão. Na grande maioria, a gente precisa passar o remédio e quando passa o remédio as pessoas vão tomar o remédio para o resto da vida", explicou.
 
Fonte Agência Brasil

Governo do Distrito Federal fecha maternidade onde morreram sete bebês

Brasília – Mais um bebê morreu neste sábado (13) na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), região administrativa do Distrito Federal. O governo do Distrito Federal fechou a maternidade por tempo indeterminado.
 
Desde o dia 27 de março, sete bebês morreram na UTI Neonatal do hospital de Ceilândia. Segundo o subsecretário de Saúde, Elias Miziara, a unidade permanecerá fechada “até que a situação esteja sob controle”.
 
Ainda não se sabe que bactéria causou a morte do bebê neste sábado. Em dois dos que morreram antes dele, foi confirmada a presença da bactéria Serratia. A secretaria está investigando a morte de três bebês (inclusive a do que morreu hoje) e dois morreram por outras complicações de saúde.
 
Dois bebês dos oito que estão internados na UTI Neonatal estão com a bactéria Serratia, mas, de acordo com Miziara, respondem bem ao tratamento. Para evitar que outras UTIs corram riscos, todos os bebês vão permanecer internados no HRCR.
 
Miziara disse que situação parecia controlada, até a morte de mais uma criança neste fim de semana. O bebê morto hoje tinha quatro dias de vida, pesava 1,6 quilo e estava com bom estado de saúde. Para os profissionais, foi uma morte inesperada.
 
A maternidade do Hospiral Regional de Ceilândia é a maior do Distrito Federal, registrando cerca de 20 partos por dia.
 
Fonte Agência Brasil