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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Turma Curitiba Faculdade INESP

04/02/2012
MBA Gestão em Saúde e Controle de Infecção

Mutilação genital gera problemas semelhantes ao do abuso sexual

Mulheres que perdem o clitóris sofrem consequências físicas e psicológicas.Esta segunda (6) é o Dia Internacional de Tolerância Zero contra o costume.

Uma menina que tenha sofrido mutilação genital terá que encarar graves problemas físicos durante a vida, além de um alto risco de sofrer grandes complicações psicológicas, semelhantes às sofridas por menores vítimas de abusos sexuais.

A médica Elise Johansen, do departamento de Saúde Reprodutiva da Organização Mundial da Saúde (OMS), concedeu uma entrevista à Agência Efe sobre o assunto no Dia Internacional de Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina, realizado nesta segunda-feira (6).

"Vários estudos destacam o risco de complicações psicológicas a longo prazo, incluindo depressão, estresse pós-traumático, desordens mentais e ansiedade semelhantes aos sofridos pelas as meninas que foram abusadas sexualmente", afirmou Johansen.

A médica acrescentou que inclusive as meninas que nunca tiveram uma destas complicações sofreram com dor e com uma violência que obriga a ficarem quietas durante o procedimento da amputação, o que representa um trauma.

"Mas sobretudo, elas estarão privadas por toda a vida do órgão mais sensível do corpo, o clitóris", disse Johansen.

A mutilação genital feminina compreende todos os procedimentos cirúrgicos que consistem na extirpação total ou parcial dos genitais externos ou outras intervenções praticadas nos órgãos genitais por motivos culturais e não terapêuticos.

"Há pouca pesquisa sobre a mutilação genital feminina e especialmente sobre os riscos imediatos para a saúde, mas levando em conta os dados de hospitais, sabemos que muitas meninas sofrem hemorragias e infecções, que podem levar até a morte", acrescentou.

Tipos de mutilação
Segundo a OMS, a forma mais comum deste tipo de mutilação é a cisão do clitóris e dos lábios menores (em 80% dos casos), enquanto a mais severa (15%) é a infibulação, que consiste na extirpação do clitóris, dos lábios menores e parte dos maiores, seguida do fechamento vaginal mediante sutura.

As consequências nocivas não acontecem apenas no momento da operação, mas durante o resto da vida. A longo prazo pode dar origem a infertilidade, infecções crônicas, relações sexuais dolorosas, complicações durante a gravidez e o parto, tanto para as mulheres quanto para os recém-nascidos.

"Foi comprovado que a mutilação genital aumenta a prevalência de determinados problemas sexuais, incluindo a dor, diminuição do desejo e diminuição do prazer", disse a médica.

Johansen explicou que, segundo estudos não publicados, 21% das mulheres que padeceram dos tipos 1 e 2 da mutilação genital -- que consistem na retirada do clitóris e dos lábios, mas não da sutura da vagina -- têm hemorragias depois do parto, e pelo menos 15% delas têm que ser internadas em hospitais.

"Além disso, se houve uma mutilação genital, o risco de que a criança nasça com problemas ou morra aumenta consideravelmente. A estimativa é de que entre 1 e 2 crianças em cada 100 morram porque sua mãe foi mutilada na infância".

Além de tudo já citado, estatísticas clínicas mostram que a mutilação genital causa outros danos irreparáveis, como o contágio pelo HIV-Aids e a hepatite.

Entre quatro e 12 anos
Apesar da crescente conscientização, a cada ano cerca de 3 milhões de meninas e mulheres são vítimas de mutilação genital no mundo, ou seja, 8 mil por dia, e a maior parte destas mutilações são praticadas quando elas têm entre quatro e 12 anos de idade.

"Em alguns países, fazem mais cedo para que as meninas não se lembrem da dor, mas outros países fazem mais tarde porque consideram que as meninas estão mais maduras para assumir a dor", disse a médica.

"Os que operam tarde também fazem como parte de um ritual no qual a dor é parte do objetivo para preparar as meninas para o resto de suas vidas e inscrever em sua memória corporal os riscos e os perigos associados à sexualidade, e portanto esperam que resistam melhor as tentações sexuais", acrescentou.

Johansen destacou como uma tendência nova e perigosa o apoio que a prática está obtendo por parte de líderes religiosos.

"Em países como o Egito, Sudão e Mali grupos religiosos estão promovendo a mutilação genital, e chamam aqueles que se opõem de neocolonizadores".

A estimativa é de que entre 100 milhões e 140 milhões de mulheres no mundo tenham sido vítimas de mutilação genital.

Fonte G1

Menina que nasceu sem rins passa por 27 cirurgias em dez anos

Alice Skinner fazia diálise três vezes por semana até os sete anos.Inglesa também fez operações no cérebro e nos joelhos.

Uma menina inglesa de apenas dez anos comemora o sucesso de sua 27ª cirurgia, que os médicos esperam que tenha resolvido de vez seus problemas de nascença. Devido a um problema de formação no útero, Alice Skinner, de Hartlepool, no norte do país, nasceu sem os dois rins. As informações são do jornal “Daily Mail”.

Aos seis meses, Alice já precisava se deslocar para um hospital em Newcastle três vezes por semana para fazer as sessões de diálise – um tratamento com uma máquina que filtra o sangue, mesma função que o rim tem no corpo. Os médicos tinham dificuldades até para encontrar veias no corpo que ainda suportassem a diálise.

A inglesa Alice Skinner nasceu sem os rins (Foto: Reprodução/Daily Mail)
  A inglesa Alice Skinner nasceu sem os rins (Foto: Reprodução/Daily Mail)

O drama só terminaria com um transplante. Os pais de Alice não eram compatíveis com ela e não poderiam doar o órgão. Na falta de um doador perfeitamente compatível, ela recebeu um rim que era compatível em parte, em abril de 2008.

Os novos rins funcionaram, mas os sete anos de diálise provocaram efeitos colaterais na menina. Em 2009, ela passou por uma cirurgia no cérebro devido a um acúmulo de líquido.

A última cirurgia de Alice foi ortopédica. A falta de rins afetou sua absorção de cálcio, o que prejudicou a formação dos ossos. Por isso, seus joelhos eram arqueados para fora, e a última operação corrigiu esse problema.

“Foram 27 operações em dez anos, acho que é um bocado para qualquer um”, disse o pai George.

“Houve momentos em que achamos que ela não ia aguentar. Vemos cada aniversário como um marco. Nunca achamos que ela chegaria tão longe”, comemorou, às vésperas do aniversário de 11 anos da filha.

Fonte G1

Bebê encontrado dentro de sacola em Canoas, RS, passa bem

Bebê achado na rua está em hospital de Canoas, RS, e passa bem (Foto: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Canoas/Divulgação)
Dona de casa encontrou criança e levou a um hospital da cidade.Enfermeiras escolheram um nome para o menino: Lucas.

Passa bem o bebê encontrado dentro de uma sacola que estava pendurada na grade de uma casa, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele foi visto pela moradora da residência, localizada no bairro Mathias Velho, na manhã desta segunda-feira (6). Levado ao Hospital de Pronto Socorro da cidade (HPSC), enfermeiras se encarregaram de dar um nome ao menino recém-nascido: Lucas.

"Fiquei em desespero, não sabia o que fazer. Chamei todo mundo que ainda estava dormindo para socorrer a criança", lembra a dona de casa Maria Aparecida.

Segundo informações da Prefeitura de Canoas, o bebê chegou ainda com o cordão umbilical ao hospital, onde foi atendido e estabilizado. Duas horas depois, foi transferido para o Hospital Universitário (HU), onde segue internado e alimentado com leite especial.

De acordo com o médico responsável pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, Paulo Nader, a criança nasceu com 50 cm e 2,7 kg. Nas próximas horas, ele passará por uma bateria de exames e continuará sendo monitorado. A equipe médica deve receber em breve também a visita de uma assistente social para os encaminhamentos legais do caso.

Outro abandono
No domingo (5), outro bebê foi abandonado. A menina, de cerca de um mês de vida, foi achada por crianças na BR-293 no final da tarde, e um casal a levou até a entrada da cidade, onde localizaram uma viatura da polícia. Segundo a Brigada Militar de Dom Pedrito, no Sudoeste do RS, a criança estava machucada.

Ela foi levada a um hospital e não corre riscos. Ainda de acordo com a BM, será realizado a partir de agora um levantamento de gestantes que passaram por maternidades da região durante todo o mês de janeiro em busca da mãe.

Fonte G1

Programa Sorria Mais SP leva assistência odontológica a hospitais estaduais

Projeto-piloto foi implantado em agosto no maior hospital público do ABC e agora será expandido para toda a rede

O governador Geraldo Alckmin lançou nesta quarta-feira (01) o programa Sorria Mais São Paulo, que visa integrar o trabalho realizado por dentistas ao das equipes multidisciplinares, formadas por médicos, profissionais de enfermagem, nutrição e assistência social, entre outros e será implantado em toda a rede de hospitais estaduais.

O projeto-piloto foi implantado em agosto de 2011 no Hospital Estadual Mario Covas, em Santo André, o maior público do ABC paulista. O objetivo é garantir a manutenção da saúde bucal tanto dos pacientes internados como também os portadores de doenças crônicas atendidos regularmente nas unidades.

Além do Mário Covas, outros sete hospitais da rede estadual deverão receber o programa neste ano: Hospital Geral do Grajaú, na capital, Hospital Geral de Carapicuíba, na Grande São Paulo e, no interior, os hospitais estaduais do Vale do Paraíba (Taubaté), Bauru, Américo Brasiliense e Sumaré, além do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

“São três programas importantes para a saúde bucal. Primeiro: passamos de 199 para 350 cidades no nosso programa de atendimento à saúde bucal. Segundo: a fluoretação da água. Faltam só 40 cidades para chegarmos a 645 municípios com a água fluoretada, evitando a cárie. Terceiro: o nosso grande programa de odontologia hospitalar. É a presença do cirurgião-dentista nas UTIs, nos tratamentos oncológicos, enfim, cuidando da saúde da população, e da população mais debilitada, hospitalizada”, explicou Alckmin, em comunicado.

Hoje o acompanhamento odontológico acontece em hospitais especializados, como o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids e Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas). A proposta é ampliar este tipo de atendimento aos hospitais gerais da Secretaria da Saúde, que normalmente possuem apenas serviço de atendimento buco-maxilo.

A partir da experiência implantada no Hospital Estadual Mario Covas, o governo irá expandir o programa a outros hospitais da rede pública estadual, em parceria com as faculdades públicas de odontologia, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) e Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD).

No Hospital Estadual Mário Covas foram atendidos 615 pacientes da Unidade de Terapia Intensiva, com visitas diárias de um cirurgião dentista para realização de exames clínicos para identificar possíveis focos de infecção, além de orientá-los sobre a higiene bucal.

Neste período foram realizados 774 procedimentos entre obturações, extrações e tratamento de focos de infecção em mucosas orais. Foi possível dimensionar a necessidade de recursos humanos para o hospital, levando em consideração, também, sua demanda médica, bem como determinar os reais custos para a implantação do programa de odontologia hospitalar e o custeio da manutenção do projeto.

Meta
A expectativa é de que até 2014 toda a rede hospitalar estadual ofereça acompanhamento odontológico a pacientes internados. O investimento projetado, quando o projeto estiver em todos os hospitais, é de R$ 35 milhões por ano.

Fonte: Da Secretaria da Saúde

Por SaudeWeb

Novo piso salarial dos médicos entra em vigor

Piso de R$ 9.813,00 passou a vigorar em primeiro de janeiro deste ano

O valor do novo piso salarial dos médicos é de R$ 9.813,00, para uma jornada de trabalho semanal de 20 horas. O novo piso passou a vigorar em primeiro de janeiro deste ano e, segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), serve como referência para orientar as negociações coletivas de trabalho nas bases dos sindicatos médicos de todo o país.

O valor é resultante da atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado em 2011, de 6,08%, e é apoiado nas deliberações do XI ENEM (Encontro Nacional das Entidades Médicas).

Fonte: Fenam

Por SaudeWeb

Programa oferece 3,7 mil vagas para profissionais de saúde

Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab) possui oferta 2 mil vagas para médicos, 1 mil para enfermeiros e 700 para cirurgiões dentistas

Um em cada cinco municípios brasileiros já aderiu ao Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab). Até o momento, 1.327 municípios (ver tabela abaixo) já fizeram a adesão ao programa, com oferta de 3,7 mil vagas para médicos (2 mil), enfermeiros (1 mil) e cirurgiões dentistas (700).

Médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que desejarem concorrer a uma das 3,7 mil vagas do Provab – têm mais duas semanas para realizar suas inscrições. O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira (31/01), no Diário Oficial da União, edital prorrogando oficialmente o prazo para o dia 12 de fevereiro. Médicos vão concorrer a 2 mil vagas, enquanto que para enfermeiros e cirurgiões-dentistas estão sendo oferecidas, respectivamente, 1 mil e 700 oportunidades.

Além de ter uma oportunidade de trabalho, os profissionais de saúde terão mais facilidade em, posteriormente, ingressar em programas de residência em qualquer especialidade e universidade pública do país. Os profissionais que tiverem boa avaliação de desempenho receberão pontuação adicional de 10% na nota final dos exames de residência médica que vierem a prestar. O objetivo do programa é reforçar os recursos humanos da atenção básica em municípios com carência de pessoal.

Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, o Provab é mais um dos programas do Ministério da Saúde que visa reduzir as desigualdades regionais existentes em nosso país no que diz respeito ao acesso à saúde. Além disso, o programa oferece aos profissionais participantes a oportunidade de conhecer diferentes realidades e de exercer a profissão onde a população mais necessita, fortalecendo a dimensão da relevância social de sua atuação.

Duas fases
O processo seletivo está dividido em duas fases: a fase de habilitação e a fase de seleção. A fase de habilitação vai até dia 12 de fevereiro, e as inscrições devem ser efetuadas pela internet, por meio deste link. Poderão se inscrever médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que tenham concluído a graduação, e possuam registro profissional junto ao respectivo conselho de classe à época do início das atividades profissionais. Os candidatos deverão indicar, em ordem de preferência, seis localidades em que preferem atuar.

Ao preencher o formulário eletrônico, o candidato deverá anexar arquivo contendo cópia do diploma de graduação ou certificado de conclusão de curso e cópia de documento de identificação com foto, conforme determina o edital que detalha o procedimento. A divulgação da lista dos profissionais habilitados e dos municípios que aderiram ao programa está prevista para o próximo dia 15. Os candidatos habilitados deverão então efetuar inscrição para a fase de triagem e seleção de 15 a 20 de fevereiro. A divulgação do resultado final do processo seletivo está prevista para o dia 24 de fevereiro. Os profissionais devem começar a prestar o serviço nas unidades de saúde já a partir de março.

Terão preferência na fase de triagem os candidatos que tiverem se graduado em instituição de ensino superior que for entidade supervisora do município da vaga pretendida, tiverem nascido ou atuarem no mesmo estado da vaga pretendida e tiver maior idade. Também será considerada a ordem de inscrição.

Programa
Nesta primeira edição do Provab, será firmado contrato de um ano com os profissionais que forem selecionados. Ao final desse período, os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho receberão pontuação adicional de 10% na nota nos exames de residência médica que vierem a prestar.

Durante toda a atuação nas unidades de saúde, os profissionais serão tutoriados pelas instituições de ensino superior participantes, que darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telessaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde. As instituições poderão auxiliar com a chamada “segunda opinião formativa” na assistência aos pacientes do SUS.

Fonte SaudeWeb

Rede D’Or encerra expansão no ABC com hospital em Mauá

Estimativa inicial é investir cerca de R$ 60 milhões no empreendimento, de 150 leitos. O Hospital de Mauá será o quarto do Grande ABC, concluindo a estratégia de suprir a carência assitencial da região

A Rede D’Or vai construir um hospital geral em Mauá, passando a ter quatro hospitais no Grande ABC. A estimativa inicial é investir cerca de R$ 60 milhões no espaço de 15 mil m², que terá 150 leitos e atenderá também pacientes de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. As informações são do jornal Diário do Grande ABC.

O empreendimento, segundo reportagem, foi apresentado em reunião entre o presidente da Rede D’Or, Jorge Moll, o prefeito interino e secretário de Saúde de Mauá, Paulo Eugenio Pereira Júnior, e os secretários de Planejamento Urbano, Josiene Francisco, e Desenvolvimento Econômico, Edilson de Paula. Apesar de ainda não haver projeto técnico, que será elaborado após definição do terreno onde o hospital será construído, a expectativa é de que a unidade padrão fique pronta em cerca de um ano e meio após o início das obras.

O grupo tem interesse tanto por áreas públicas quanto privadas. No entanto, para a prefeitura é vantajoso que o espaço escolhido seja municipal.

A região de Mauá é uma área carente com relação aos serviços privados. Há apenas um hospital particular no município, o que intensifica a procura por atendimento em Santo André e até mesmo no Hospital Nardini. Para se ter uma ideia, cerca de 20% dos pacientes que vão ao Hospital Brasil são de Mauá.

Vale lembrar que, com o fechamento de pelo menos seis hospitais particulares nos últimos cinco anos, o Grande ABC perdeu quase 500 leitos no setor privado de saúde. Hoje, o número é de 2.766, contra 2.091 leitos na rede pública. Entre os equipamentos falidos estão o Neomater, Baeta Neves e São Caetano.

Estratégia no ABC
No Grande ABC, a primeira aquisição da Rede D’Or foi o Hospital Brasil, em Santo André, em abril de 2010. Em setembro do mesmo ano, o Hospital Assunção, em São Bernardo, também passou a ser gerenciado pela rede. Juntos, os dois hospitais somam 400 vagas, sendo que cerca de 30% do total são destinadas à UTI, acima da recomendação internacional, de 25%.

Com a conclusão do Hospital São Caetano, previsto para ser inaugurado em 2013, e a construção de unidade em Mauá, o grupo encerra o processo de expansão entre as sete cidades. A intenção do grupo é manter um bom padrão de atendimento e preencher as necessidades da população do Grande ABC.

São Caetano
A unidade de São Caetano está em fase de obras. Localizado no Espaço Cerâmica, o complexo terá entre 15 mil e 20 mil m² e contará com 40 consultórios, das mais diversas especialidades, além de 200 leitos e capacidade para 240 mil atendimentos de emergência e 12 mil cirurgias por ano. A previsão é que sejam investidos R$ 3.000 por m², o que demanda até R$ 60 mil de recursos.

A população também recebeu, em novembro, uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Jardim Zaíra e em dezembro foi instalado na região central um AME (Ambulatório de Especialidades Médicas).

Juntos, os equipamentos são responsáveis por suprir parte da demanda que procura atendimento básico e de urgência, no entanto, nem sempre é suficiente. Recentemente, o Diário denunciou que há fila de espera de 3.000 mulheres para fazer mamografia. A Prefeitura prometeu zerar o deficit até abril.

Fonte SaudeWeb

Site ajuda a encontrar atendimento médico e remédios gratuitos

SaútilEndereço disponibiliza informações sobre os recursos oferecidos pelo SUS, Santas Casas, dentre outros e também alguns recursos de baixo custo existente no mercado privado

É lançado o  Saútil ,  portal de internet que facilita o acesso aos recursos de saúde gratuitos disponíveis para a população brasileira. O nome do site surgiu a partir desse conceito, Saútil = saúde + útil. A iniciativa não tem ligação com nenhuma esfera governamental, é encabeçada por quatro profissionais de diferentes áreas de atuação que uniram sua expertise para realizar um trabalho que pudesse ajudar a população. São eles: Fernando Fernandes (médico cirurgião geral), Edgard Morato (designer), Gustavo Greggio (designer digital) e Tatiana Magalhães (jornalista e especialista em marketing de saúde).

O site disponibiliza informações sobre os recursos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Santas Casas, dentre outros e também alguns recursos de baixo custo existente no mercado privado.

O usuário encontra consultas, exames, atendimento de urgência e emergência, vacinas, qual o procedimento para retirar medicamentos (de baixo e alto custo), além de informações sobre o Programa Dose Certa, Farmácia Popular, Saúde Bucal e notícias sobre saúde atualizadas diariamente.

O principal público beneficiário é a população das classes C, D e E que, em sua grande maioria, não possui planos de saúde.

O conteúdo é destinado a orientar o usuário em questões relacionadas à utilização dos recursos da rede pública de saúde, informando sobre a localização das unidades de saúde além de consolidar e fornecer informações dos procedimentos para sua utilização. O usuário ainda conta com dicas de qualidade de vida, bem estar e as melhores e mais atualizadas notícias de saúde.

Fonte SaudeWeb

Roche evita genéricos

Farmacêutica quer avançar em transferência de tecnologia de importantes medicamentos no Brasil e disse que o país pode ser importante base de exportação de remédios para vários países

A suíça Roche está em busca de medicamentos para tratamentos mais complexos e não pretende se render ao movimento dos genéricos. Considerando um cenário global de muitos laboratórios com poucos produtos de inovação em desenvolvimento e patentes de importantes remédios expirando, a farmacêutica suíça manterá seu foco em tratamentos personalizado e medicamentos biológicos. As informações são do jornal Valor Econômico.

De acordo com a publicação, o Brasil é o quinto principal mercado para a empresa em âmbito global, junto com países como China e Rússia. Segundo o presidente global da Roche, Severin Schwan. O Brasil pode ser interessante em desenvolvimento de produtos. E acredita a empresa possa contribuir com isso.

A Roche está em contato com o governo brasileiro para discutir trasnferência de tecnologia. Segundo o jornal, as conversas para transferência de tecnologia estão em andamento para algumas áreas, sobretudo de oncologia. Mas, de concreto, Schwan citou o medicamento Cellcept, indicado para evitar rejeição em pacientes que fazem transplantes renais. Schwan observou, contudo, que há trâmites burocráticos que precisam ser vencidos.

O crescimento da economia dos emergentes e a queda da receita das grandes multinacionais farmacêuticas em importantes mercados, como Estados Unidos e Europa, leva as grandes companhias a olhar mais atentamente países antes marginalizados por grande parte das farmacêuticas globais.

O Brasil virou o alvo preferido de multinacionais para a exploração dos segmentos de medicamentos genéricos e OTC (produtos com forte apelo de marca vendidos atrás do balcão). A Roche vai na contramão. A empresa vendeu em 2004 sua divisão de OTC, com produtos como Redoxon, para a alemã Bayer. Schwan disse ao jornal que quer avançar em transferência de tecnologia de importantes medicamentos no Brasil e disse que o país pode ser importante base de exportação de remédios para vários países, não somente da América Latina. E afirma que no futuro, é possível fazer a transferência de tecnologia para medicamentos biológicos.

A companhia já tem antigos laços de parceria com o governo brasileiro. No caso da doença de Chagas, a Roche fechou acordo de transferência com a Farmanguinhos. A decisão da Roche de focar em inovação para tratamentos de doenças complexas foi tomada em um momento delicado para o setor. Com poucos produtos inovadores lançados e patentes importantes expirando, a corrida por novas drogas eficientes tornou-se uma aposta muito cara.

As fichas da multinacional suíça agora estão nas mãos de três novos medicamentos voltados para o câncer: Zelboraf, aprovado pelo FDA, agência reguladora dos EUA, no terceiro trimestre de 2011 e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no início deste ano, para tratamento de melanoma metastático; Erivedge, recém-aprovado pelo FDA, para carcinoma de pele; e o Pertuzumab, que combinado com o Herceptin, tem maior eficiência para o tratamento de câncer de mama. Este último foi aprovado em dezembro pelo FDA e será submetido à Anvisa este mês. A área de oncologia tem importante peso para os negócios da Roche, mas não é a única área de atenção da farmacêutica. Ela está apostando em medicamentos para virologia (hepatite, sobretudo), neurociência, imunologia e metabolismo. Dos 20 produtos em estudos pelo grupo, 17 tiveram resultado positivo em 2011. A fábrica do Brasil, instalada em Jacarepaguá (RJ), deverá aumentar sua importância para a Roche. Segundo o presidente da Roche no Brasil, Adriano Treve, essa unidade exportou em 2011 cerca de US$ 70 milhões em medicamentos. Essa participação vai aumentar nos próximos anos. De acordo com ele, o país está crescendo muito e a empresa está fazendo pesquisas clínicas no Brasil. Ao todo, são 6.037 pacientes envolvidos no momento. Fundada em 1931, a fábrica da Roche no Brasil exporta medicamento importantes, como anticoagulantes (Marcoumar). Outros produtos vão ter o mesmo destino. A unidade do Rio de Janeiro já exporta para 22 países da América Latina e dez da Europa. O Brasil ainda é um grande mercado para medicamento maduros da Roche, sobretudo os voltados para a neurociência, observou Treve, economista de formação, há 4 anos e meio no Brasil e toda a carreira amadurecida na Roche. Produtos como Rivotril (lançado em 1973), Lexotan (1974) e Dormonid (1982) ainda têm venda garantida, apesar dos inúmeros genéricos no mercado, segundo Treve. Essa subsidiária produz Lexotan, Valium e Bactrim, entre outros. Aquisições Outra aposta da Roche será em aquisições. O Brasil, contudo, não faz parte da rota da farmacêutica. Segundo Schwan, o país tem muitos laboratórios focados em genéricos e poucos com vocação em inovação. Como está focada em medicamentos complexos e biológicos, os mercados americanos e da Europa são o principal alvo da companhia para compras, disse Schwan. Em janeiro, o grupo fez oferta, no valor de US$ 5,7 bilhões, para a adquirir a americana Illumina, especializada em sequenciamento genético. A intenção da companhia é combinar a eficiência das duas divisões: farmacêutica e diagnóstico. As negociações não avançaram muito, já que o conselho de administração da Illumina mostrou resistência. Nesta quarta- feira (1º) a companhia divulgou seus resultados de 2011. A receita ficou em 42,531 bilhões de francos suíços, recuo de 10% sobre 2010. O lucro líquido encerrou o período em 9,544 bilhões de francos suíços, aumento de 7% em relação ao ano anterior. A divisão farmacêutica apresentou receita de 32,794 bilhões de francos suíços, recuo de 12% sobre 2010, e a de diagnóstico encerrou o ano em 9,737 bilhões de francos suíços. Daniel O’Day, principal executivo operacional da Roche Diagnóstica, disse que as principais áreas de crescimento da companhia estão na Ásia Pacífico, onde o grupo é líder, e na América Latina. Essa divisão no Brasil não tem produção própria de equipamentos diagnósticos. E, por enquanto, segundo O’Day, não há planos de investimentos previstos para o país.

Fonte SaudeWeb

Beneficência Portuguesa conquista ONA 2 e inicia processo nível 3

Além da acreditação, o hospital anunciou que pretende transferir a maternidade para o antigo Hospital Geral da Penha, que foi arrendado pela instituição

A Beneficência Portuguesa acaba de receber a acreditação ONA 2. O processo para alcançar o certificado durou aproximadamente 1 ano e agora a entidade já começa a se preparar para o nível 3 da mesma acreditação.

Segundo o superintendente geral da instituição, Luiz Koiti, não foi difícil reunir cerca de 6 mil funcionários próprios e os 2 mil médicos, que trabalham na entidade. “Todos foram engajados e agora já começamos o processo rumo a ONA 3”.

Mudança

Localizada na região central da capital paulista, o hospital pretende transferir a área de maternidade para o antigo Hospital Geral da Penha, na zona leste paulistana. No Complexo ficará parte da maternidade que é especializada em cardiopatia congênita, cujo 75% dos atendimentos são feitos pelo SUS.

Para se ter uma ideia, atualmente o hospital realiza cerca de 8 mil cirurgias cardíacas por ano e aproximadamente 10% dessas cirurgias são feitas em crianças de cardiopatia congênita, a maioria no começo da vida.

O novo espaço no bairro da Penha tem 230 leitos e foi arrendado pela entidade para oferecer também atendimentos de média complexidade. “Estamos no processo de aprovação de projeto, escolha do nome da instituição e da identidades visual”, disse Koiti. A operação do novo espaço ainda não tem data para ocorrer.

Fonte SaudeWeb

Robô remove tumores no estômago sem deixar cicatriz

Máquina ajuda a remover tumores malignos de estômago usando uma fração do tempo normalmente gasto em cirurgias abertas, que colocam os pacientes sob riscos maiores de infecção e deixam cicatrizes

Pesquisadores de Cingapura desenvolveram um robô miniatura que pode retirar tumores do estômago no estágio inicial. A máquina ajudou a remover tumores malignos de estômago de cinco pacientes na Índia e em Hong Kong, usando uma fração do tempo normalmente gasto em cirurgias abertas, que colocam os pacientes sob riscos maiores de infecção e deixam cicatrizes. Em outubro do último ano, os pesquisadores formaram uma empresa e a expectativa é tornar o robô disponível comercialmente dentro de três anos. As informações são da Folha.

O robô, que porta uma pinça e um gancho, foi inspirado pelo famoso prato de Cingapura, o chilli de caranguejo. Montado em um endoscópio, ele entra no intestino do paciente pela boca. A pinça segura os tecidos cancerígenos, que são cortados pelo gancho que também coagula o sangue. Sentado em frente a um monitor e com a ajuda de uma câmera minúscula anexada ao endoscópio, o cirurgião vê o que está dentro do intestino e controla os braços robóticos com controle remoto.

De acordo com o enterologista do Hospital da Universidade Nacional de Cingapura, Lawrence Ho, os moviemtos são grandes e se for fazer movimentos muitos delicados, as mãos tremem. No entanto, os robôs podem executar movimentos muitos delicados sem tremer.

Outro pesquisador envolvido na criação do robô foi Louis Phee, professor assistente na escola de engenharia mecânica e aeroespacial do Instituto Tecnológico Nanyang de Cingapura. A ideia surgiu depois que os pesquisadores participaram de um jantar de frutos do mar em Cingapura em 2004 com o cirurgião de Hong Kong Sydney Chung – mais conhecido por combater a sars (síndrome respiratória aguda grave) no país em 2003 -, que sugeriu que o design fosse inspirado no caranguejo.

De acordo com Ho, muitas coisas ocorrem de certa maneira porque evoluíram e se adaptaram a certas funções. E diz que foi criado algo que seguiu a anatomia humana e pegou emprestado ideias da natureza e incorporou as duas. O câncer de estômago, também conhecido como gástrico, é a segunda maior causa de mortes por câncer no mundo e é comum no leste asiático. O diagnóstico do neoplasma geralmente só é feito em um estágio mais avançado. Nessa etapa, o tratamento torna-se difícil e, com frequência, malsucedido.

Fonte SaudeWeb

TI em saúde precisa de CIOs mais loucos

Líderes em TI que fazem a diferença às vezes quebram as regras, mas a sua visão e o encorajamento de enviar os resultados para os clientes via online interessam aos pacientes

Você já leu alguma informação que lhe proporcionou calafrios na espinha? Um antigo anúncio da Apple me fez sentir isso. “Aqui é lugar para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os pinos redondos nos buracos quadrados… Enquanto alguns veem como loucos, nós vemos como gênios… Porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo realmente fazem acontecer.”

A Apple pode ter tido o Piccassos, Einsteins e Gandhis em mente, mas há também aqueles raros executivos de TI loucos o suficiente para pensar que podem transformar o sistema de saúde, torná-lo mais centrado no paciente e com um melhor custo-benefício. Nós temos perfilado vários desses pensadores não convencionais e fazedores dos nossos 25 relatórios sobre CIO.

Lynn Vogel, CIO da Universidade do Texas vem à minha mente. Ao invés de assinar com um dos principais fornecedores de sistema EHR (Registro Eletrônico de Pacientes), como a Epic ou Cerner, ele optou por desenvolver um tipo de sistema de registro do paciente a partir do zero. A maioria dos fornecedores comerciais está focada em cada hospital ou nos cuidados médicos de rotina, segundo Vogel. E ainda, esses fornecedores não incorporam os últimos dados de pesquisa clínica em prontuários dos pacientes.

No tratamento de câncer a rotina simplesmente não funciona, diz Vogel. “Normalmente uma universidade é responsável por fazer pesquisas sobre o tratamento. Cinco, seis, sete ou oito mais tarde, o resultado iria aparecer em alguma prática clínica”, diz ele. “Queremos encurtar esse tempo. Quando as pessoas têm câncer elas não querem esperar quatro ou cinco anos. Elas querem aprender imediatamente sobre novas pesquisas para que possam se inscrever em ensaios clínicos. Isso é o que nos tem guiado”, afirma Vogel sobre o trabalho do Anderson Cancer Center na rápida incorporação de investigação em processos clínicos.

Em uma recente entrevista por telefone, ele disse que o plano do centro para os próximos anos é fazer o sequenciamento de genes em cada um dos pacientes do Anderson Câncer. Tais quantidades maciças de dados molecular individualizados requerem um enorme repositório de dados. E também requer um sistema que permite que os clínicos vejam os dados no ponto de atendimento.

Os críticos dizem que o tratamento de câncer em um grande centro universitário provavelmente é uma exceção à regra da medicina, na qual tal abordagem para o gerenciamento de dados é um exagero para a maioria dos outros profissionais de saúde. Mas, como cuidados de saúde se tornam mais personalizados e mais guiados pela genética, é provável que o modelo do Anderson Cancer Center vai fazer sentido em outras especialidades e, eventualmente, na atenção primária. Se for esse o caso, os fornecedores de EHR terão de repensar a arquitetura de seus produtos.

Outro “louco” líder de saúde presente na nossa lista de CIOs que me vem à mente é Neil Calman, MD, cofundador e CEO do Instituto de Saúde da Família em Nova York. O instituto não tem apenas usado uma prática de gestão totalmente integrada e um sistema EHR por quase uma década, ele também tem usado a tecnologia para fazer pesquisas.

“Em 2002, eu estava convencido de que estava maduro para a implementação de TI em saúde em nosso centro comunitário de saúde”, diz Calman, médico de família há 30 anos. Desde que o instituto lançou seu sistema EHR em 2002, o centro tem monitorado as métricas de qualidade de mais de 40 cuidados primários e problemas de saúde comportamental através da implantação de um software de suporte à decisão clínica para aumentar a segurança do paciente. As métricas de qualidade têm como base raça e etnia para identificar disparidades.

Fonte SaudeWeb

Assim Saúde quer investir em pequenas e médias empresas

Intuito é buscar companhias que nunca tiveram plano de saúde para os funcionários

Investir em pequenas e médias empresas que nunca tiveram plano de saúde para seus funcionários é a estratégia da Assim Saúde para crescer. A administradora, oitava colocada no ranking nacional de empresas de medicina de grupo da Agência Nacional de Saúde (ANS), vem conquistando no Rio prestadoras de serviço da Petrobras, da área naval, além de redes de supermercado. A empresa conseguiu aumentar o faturamento de R$ 360 milhões em 2010 para R$ 415 milhões no ano passado, um crescimento de 15,2%. As informações são do jornal Valor Econômico

A Assim foi criada por 16 hospitais do Rio há 23 anos. Por 20 anos, o público alvo foi a classe C.

Desde 2009, o foco passou às pequenas e médias empresas da Região Metropolitana do Rio, além das concorrências públicas. A estratégia se intensificou em 2011, quando foi adquirida pelo Grupo Memorial, que pagou R$ 100 milhões por 55% do capital).

De acordo com o superintendente geral da Assim, Cesar Miranda, a empresa tem várias empresas de médio porte no Rio de Janeiro, como metalúrgicas, prestadoras de serviço da Petrobrás e até redes de supermercado, que não tem plano de saúde

Em 2010, a empresa conquistou contratos com o supermercado Mundial e o estaleiro Eisa. Os contratos de pessoas jurídicas agora representam 60% da carteira e o objetivo é crescer mais. No fim do ano passado, a administradora tinha 270 mil usuários e espera chegar a 500 mil no fim de 2013.

Além disso, de acordo com a publicação, a Assim está de olho nas concorrências públicas. No ano passado, fechou contrato com a Comlurb, a Riotur e a Multi-Rio, todas da Prefeitura do Rio.

Miranda conta que a Assim está investindo no escritório de Niterói, principalmente por conta das novas empresas que vão se instalar nesta região graças ao Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

A expansão rápida traz seus problemas. Hoje, a sinistralidade está em 80%. É comum que novos usuários de planos que nunca tiveram um contrato privado utilizem muito os serviços de saúde no início. Miranda afirma que este risco também é previsto.

Fonte SaudeWeb

OMS quer mais proximidade com Anvisa

Representante da OMS afirma que uma das maiores preocupações da organização é o acesso seguro aos medicamentos e a busca de fundamentos científicos que garantam qualidade aos tratamentos

A OMS quer entender melhor o processo de regulação sanitária feita no Brasil, além de ampliar a cooperação com a Anvisa. Esta foi a afirmação da assistente da Diretora-Geral da OMS para Sistemas de Saúde, Carissa Etienne, durante visita à sede da Agência em Brasília. Durante o encontro, a representante da OMS destacou que uma das maiores preocupações da organização, atualmente, é o acesso seguro aos medicamentos e a busca de fundamentos científicos que garantam qualidade aos tratamentos.

A diretora-presidente substituta da Agência, Maria Cecília Brito, destacou o trabalho que tem sido feito no Brasil na área da Farmacopeia para garantir padrões de qualidade e maior capacidade da indústria nacional na produção de medicamentos. Ela lembrou que uma das prioridades é desenvolver o setor de fitoterápicos, que, apesar da grande biodiversidade do país, ainda é pouco desenvolvido.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 400 medicamentos fitoterápicos registrados e 80 empresas atuando na área. Em dezembro de 2012, o país receberá pela primeira vez o encontro internacional da entidade, que reúne especialistas em fitoterapia e homeopatia de todo o mundo.

Fonte SaudeWeb

Deputados apresentam novos projetos para financiamento da saúde

PSDB quer derrubadar os vetos presidenciais à regulamentação da Emenda 29 para garantir mais recursos para a saúde

O Congresso Nacional abriu o Ano Legislativo na tarde dessa quinta-feira (02) com sessão solene realizada no Plenário do Senado Federal. Uma das prioridades do governo em 2012, conforme afirmou a presidente Dilma Rousseff em sua mensagem, será a Saúde.

Contudo, enquanto o Governo Federal quantifica seus programas e propõe metas qualitativas, os deputados estão preocupados com o financiamento do Setor.

De um lado, o novo líder do PSDB, deputado Bruno Araújo (PE), destacou como prioridade do partido a derrubada dos vetos presidenciais à regulamentação da Emenda 29 para garantir mais recursos para a saúde. Ele afirmou que a medida permitiu um acordo para aporte de recursos para a saúde, mas um dos vetos manteve o ônus para estados e municípios, em relação ao dispositivo que previa o aumento dos gastos da União em saúde se houvesse reestimativa do valor do Produto Interno Bruto (PIB).

Bruno Araújo aposta no apoio da base aliada para reverter a medida do Planalto. Ele ressaltou que a “saúde pública entrou na UTI e essa é uma das formas de amenizar o sofrimento de milhares de brasileiros”.

A posição também é a mesma da Frente Parlamentar de Saúde, que pretende, a partir de março, movimentar seus pares para que haja a revisão dos vetos da presidente à regulamentação da Emenda 29.

Adiantando-se à discussão, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que responde como presidente da FPS, apresentou, ontem, o Projeto de Lei Complementar 123/2012, obrigando a União a investir o equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas para financiar as ações e os serviços públicos de saúde. E não foi o único. O deputado Eleuses Paiva DEM-SP) também apresentou projeto similar (PL 124/12) à Mesa da Câmara.

Segundo Perondi, quando o Governo impediu que 10% de suas receitas correntes brutas fossem destinadas à saúde, chamou para si a responsabilidade de descobrir novas fontes de financiamento do SUS. Ele afirmou que o próprio Governo Federal admite a necessidade de mais R$ 45 bilhões para manter o SUS minimamente funcionando. Logo, é preciso encontrar formas de se destinar mais recursos para a saúde.

Apesar da obrigatoriedade Constitucional de o governo oferecer atendimento de Saúde à população, Perondi enfatizou que a União vem deixando a responsabilidade para as prefeituras, que gastam, em média, 22% de suas receitas com saúde. Ele disse que o custo saúde no Brasil aumenta a cada ano e a remuneração do sistema, há décadas, não cobre sequer a inflação.

O Movimento PopularM- uma outra vertente está sendo trabalhada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Médica Brasileira (AMB), Academia Nacional de Medicina (ANM), Associação Paulista de Medicina (APM) e várias outras entidades da sociedade civil. A ideia é propor um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que visa à revisão imediata da Regulamentação da Emenda Constitucional 29.

Os detalhes da proposta serão apresentados durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (03), na sede da AMB, em São Paulo. Durante o evento, as entidades também lançarão oficialmente a Frente Nacional por Mais Recursos na Saúde, anunciando as reivindicações, as instituições que já aderiram à mesma, além da estratégia de ação para sensibilizar autoridades e políticos a aprovarem a lei que aporte novos investimentos para a saúde.

Fonte SaudeWeb

Farmacoeconomia

O que é farmacoeconomia?

“Descrição, análise e a comparação dos custos e das consequências das terapias medicamentosas para os pacientes, os sistemas de saúde e a sociedade, com o objetivo de identificar produtos e serviços farmacêuticos cujas características possam conciliar as necessidades terapêuticas com as possibilidades de custeio”(Wilson Follador)

Aplicações da Farmacoeconomia
São várias as aplicações e usos das análises farmacoeconomicas, abaixo está descrito algumas:

1-Autorização para comercialização de medicamentos;

2-Fixação de preços, financiamento público de medicamentos;

3-Suporte nas decisões sobre investigação e desenvolvimento na indústria farmacêutica;

4-Definição de estratégias de marketing para indústria farmacêutica;

5-Incorporação de medicamentos em guias farmacoterápicos e suporte na tomada de decisões clínicas;

Alguns tipos de Análises Farmacoeconomicas
Existem diversos tipos de análises farmacoeconomicas, porém, vamos nos atentar as 4 que são mais utilizadas atualmente. São elas:

Minimização de Custos: A mais simples, pois pressupõe que os desfechos sejam equivalentes. Assim, são comparados apenas os custos da intervenção.

Custo-Benefício: Não apenas os custos são avaliados em termos monetários, mas também os benefícios. Isso é ,benéfico tanto do ponto de vista dos clínicos e tomadores de opinião (para determinar se os benefícios de um programa ou uma intervenção excedem os custos de implementação) quanto poder comparador de dois programas ou intervenções com desfechos semelhantes ou não relacionados entre si.

Custo-Efetividade: Esse tipo de análise tem por objetivo identificar a opção terapêutica que consegue obter o melhor resultado clinico por unidade monetária aplicado.

Custo-Utilidade: Quando tanto morbidade e mortalidade são desfechos importantes de um tratamento a ACU deve ser utilizada, pois, mede desfechos que baseados em anos de vida que são ajustados por pesos de “utilidades”, que variam de 1,0 (saúde perfeita) e 0,0 (morte).

Exemplo de uma AMC (Análise de Minimização de Custos)

Item de CustoAntibiótico AAntibiótico B
Eficácia96%95%
Tempo de Resposta5 dias7 dias
Preço de 1 frascoR$59,00R$ 56,00
Posologia1 frasco / 4h (6 por dia)1 frasco / 6h (4 por dia)
Custo do medicamentoR$ 59,00 x 6 x 5 = R$ 1770,00R$ 56,00 x 4 x 7 =  R$ 1568,00
Custo da InternaçãoR$ 100,00 x 5 dias =        R$ 500,00R$ 100,00 x 7 dias =  R$ 700,00
Custo de exames1 hemograma/dia R$ 5,00 x 5 dias = R$ 25,001 hemograma/dia R$ 5,00 x 7 dias = R$ 35,00
Custos de InfusãoR$ 10 x 6 aplicações x 5 dias = R$ 300,00R$ 10 x 6 aplicações x 7 dias = R$ 280,00
Custos TotaisR$ 2.595,00R$2.583,00

Análise Crítica
Com o Antibiotico B tem-se R$ 12,00 economia. Caso a população tratada fosse de 1 milhão de pessoas, serão 12 milhões de reais economizados! Porém, o Antibiótico B (mais barato) resulta em 2 dias a mais de internação por paciente. Quanto custa uma diária? Além disso, mais tempo internado maior possibilidade de contrair infecção hospitalar, aumentando morbi-mortalidade e aumentando os custos.  Ainda temos que dois dias a mais internados podem causar insatisfação do paciente e também, 2 dias a menos de produtividade.

Fonte http://farmacoeconomia.wordpress.com/

Humor: Alzheimer

Pesquisa liga apneia do sono a acidente vascular cerebral silencioso

Roncos ao longo da noite e, em algum momento, silêncio total. Para os que convivem com quem tem apneia do sono, problema de saúde em que a pessoa para de respirar enquanto dorme, os segundos sem barulho deixam de ser relaxantes para causar preocupação.

A falta de oxigenação no organismo pode causar uma série de problemas, como hipertensão arterial, arritmias cardíacas e, como constatado em uma pesquisa na Universidade de Dresden, na Alemanha, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), mais conhecidos como derrames. O mais alarmante é que, de acordo com o estudo, a apneia grave — com mais de 30 crises por hora — aumenta o risco de os indivíduos sofrerem derrames silenciosos (que não apresentam sintomas) e pequenas lesões no cérebro.

A principal autora da análise, Jessica Kepplinger, pesquisadora do Centro de Derrames do Departamento de Neurologia da Universidade de Dresden, conta ao Correio que ela e sua equipe observaram uma altíssima frequência de apneia do sono em pacientes que haviam sofrido AVCs. “Dos 56 pacientes, 91% tinham o problema de saúde, o que o torna um importante fator de risco para derrames”, determina. “Em relação a pessoas que tiveram derrames silenciosos, a apneia do sono era mais comum nesse grupo do que nas com AVC comum. Essa questão, no entanto, não foi estatisticamente significante, talvez pelo grupo pequeno de voluntários”, explica a neurologista, relatando os dados do estudo, apresentado nesta semana no congresso da American Stroke Association’s International Stroke Conference 2012. A autora acrescentou que mais de um terço das pessoas que sofreram lesões na substância branca do cérebro, que é uma região menos irrigada por sangue, tinham apneia e que, quanto mais grave era a parada respiratória, maiores eram as chances de que o paciente tivesse mais danos cerebrais.

De acordo com o neurologista Rubens José Gagliardi, vice-presidente do Departamento de Doenças Cérebro-Vasculares da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a relação entre AVC e apneia é conhecida pelos médicos, mas o problema do sono é considerado uma das causas menos frequentes da doença. “Os fatores mais comuns para provocar um derrame são pressão alta, problemas cardíacos — principalmente com arritmias —, diabetes, tabagismo, colesterol alto, obesidade e sedentarismo”, enumera. “Mas estudos recentes têm estabelecido cada vez mais que quem tem apneia corre mais riscos de ter AVC. É uma reação em cadeia. A parada da respiração faz com que falte oxigenação no corpo, o que intensifica cardiopatias e a hipertensão arterial.”

Jessica concorda com o médico sobre a apneia ser um fator de risco independente para derrames, mas acredita que a relevância desse distúrbio do sono é negligenciada. “Embora ainda não seja completamente compreendido como uma doença leva a outra, na literatura científica propõe-se que a apneia cause respostas inflamatórias, estresse oxidativo e a maior ativação das plaquetas no sangue, que pode provocar aterosclerose nos vasos sanguíneos”, relata. O objetivo da equipe com esse estudo, afirma a neurologista, é destacar a importância da apneia do sono não apenas em relação aos derrames com sinais clínicos, mas também aos AVC’s que só são detectados em exames de imagem e podem provocar perdas cognitivas ao longo do tempo. Essa é a razão pela qual o tratamento do distúrbio é tão necessário.
Fonte Correio Braziliense

Pouco mais de 1% dos genes diferencia o homem de um chimpanzé

Pouco mais de 1% dos genes diferencia o homem de um chimpanzé. Ainda assim, do ponto de vista cognitivo, a distância entre um e outro é notável.

Por mais inteligentes que sejam, não foram eles que inventaram a roda. E, a não ser em filmes de ficção científica, jamais colocarão humanos dentro de uma jaula para estudá-los em laboratório. Questões como essas tiram o sono de pesquisadores evolutivos, que buscam entender por que, mesmo compartilhando 98,8% das sequências genéticas com seus parentes próximos, o Homo sapiens se diferenciou, tornando-se uma espécie à parte, devido à sua inteligência.

A resposta pode estar na plasticidade do cérebro humano, que, principalmente durante os primeiros anos de vida, é capaz de absorver e estocar informações obtidas no meio ambiente, de forma impressionantemente ativa. Acredita-se que essa é uma característica única no reino animal. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores liderados pelo Instituto Max Planck, da Alemanha, identificou no córtex pré-frontal uma intensa comunicação entre neurônios, chamada sinaptogênese, que ocorre apenas em humanos.

Esse mecanismo é conhecido por ser crítico para garantir a aprendizagem e a estocagem de informação no cérebro durante sua fase de desenvolvimento. No processo, ocorre a formação, o fortalecimento e a eliminação de algumas conexões sinápticas, resultando na habilidade humana de raciocinar. A sinapse é uma estrutura no sistema nervoso central que permite aos neurônios passarem sinais químicos ou elétricos uns para os outros.

“O que nos motivou nessa pesquisa foi tentar descobrir o que faz do cérebro humano um órgão tão especial, quando comparado ao dos chimpanzés e ao de outros primatas mais distantes”, conta Phillip Khaitovich, pesquisador de antropologia evolutiva no Instituto Max Planck e integrante da Academia Chinesa de Ciência. Como não é possível retirar células vivas do cérebro, os pesquisadores usaram amostras de tecidos post-mortem de indivíduos saudáveis, que morreram de outras causas que não doenças. Da mesma forma, eles obtiveram os neurônios de macacos. Com técnicas avançadas, fizeram análise do DNA do material para investigar como os genes se expressam após o nascimento.

Fonte Correio Braziliense

Plásticas feitas por médicos não especialistas é um risco real para saúde

Belo Horizonte —  Quem é obcecado pela ideia de melhorar o visual costuma ignorar preceitos básicos de segurança. Esticar, aumentar, desentortar, remodelar ou diminuir são verbos conjugados quase despreocupadamente por alguns profissionais da medicina estética.

Há regras, mas muita gente as desrespeita. Ginecologistas implantam próteses mamárias em suas pacientes, ortopedistas se aventuram em lipoaspirações, anestesistas reparam narizes e pediatras viram experts em toxina botulínica — e por aí vai. A reviravolta nesse mercado tem incomodado, e muito, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia, que denunciam: a qualidade desses procedimentos pode ser um risco real no Brasil, onde, em 10 anos, aumentou em 609% o número de processos relativos à área julgados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), passando de 11 em 2001, para 78 no ano passado.

Apesar de o mercado estéticoatrair profissionais de áreas diversas há pelo menos 10 anos, foi apenas recentemente que essa situação se intensificou e virou epidemia em território nacional. A grande questão, segundo apontam as entidades que congregam cirurgiões plásticos e dermatologistas, é que esses outros profissionais ingressam na área se submetendo a cursos não legalizados para conseguir o título de especialização em medicina estética — termo, inclusive, não reconhecido pelo CFM nem por outras entidades médicas. Há aulas que, vendidas como pós-graduação, chegam a custar R$ 20 mil e exigem do aluno o registro no CFM e o diploma de médico.

Para ser um cirurgião plástico, o médico, depois de seis anos na graduação de medicina, precisa fazer dois anos de cirurgia geral e mais três anos de cirurgia plástica, o que resulta em 11 anos de preparo. Por lei, o profissional que se forma em medicina tem o direito de se especializar no que quiser. No entanto, a medicina estética, para qual há cursos de um ano, não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, que a considera inexistente na área médica. “O grande desafio nessa história é que não há uma regulamentação e as coisas estão sendo feitas mesmo assim. Não vai demorar muito para essa bomba estourar”, alerta o presidente da Associação Médica de Minas Gerais, Lincoln Lopes Ferreira, explicando que o médico que recorre a esse tipo de curso não contará com o respaldo do conselho em caso de algum problema durante a operação. “Há muitos profissionais sendo cassados por isso”, frisa Ferreira. A SBCP estima que 90% das complicações em cirurgias ocorrem quando o procedimento não é feito por um especialista.

A bomba já atingiu a analista química G.L.M. Em 2008, ela colocou uma prótese mamária com um médico que se dizia cirurgião plástico. “Ele cobrava mais barato, uma diferença de R$ 3 mil. Não gostei do resultado, meus seios ficaram feios e, para piorar, no fim do ano passado, senti um nódulo na mama e descobri que o silicone tinha estourado”, conta ela, acrescentando que soube, recentemente, que o doutor responsável pela sua cirurgia não era cirurgião plástico. “Eles nos enganam. Hoje, vou gastar muito mais para resolver o problema, mas tenho a certeza de que nunca mais farei uma cirurgia sem antes saber que profissional é esse”, aconselha, revelando que vai acertar as contas na Justiça.

Fonte Correio Braziliense

Falta de regulamentação está entre principais problemas de planos de saúde

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado discute, neste momento, o atendimento prestado por planos de saúde no Brasil.
 
O secretário executivo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), João Luiz de Barroca, disse que o sistema avançou, mas reconheceu que o serviço ainda não está consolidado. Segundo ele, os principais problemas dizem respeito à falta de regulamentação do setor.

Ele lembrou que, há cerca de 15 anos, não havia lei que direcionasse o atendimento oferecido pelos planos de saúde no país. A situação, segundo ele, abria caminho para que algumas operadoras chegassem a oferecer um número máximo de cinco consultas ao ano e apenas três dias de internação em unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Em 1998, ao Legislativo atacou uma das pendências da Constituição”, disse. “Mas é importante que se tenha clareza de que é um sistema em construção. Temos o maior sistema de saúde pública do mundo e o segundo maior mercado de saúde suplementar”, completou.

Durante a audiência pública, o representante da ANS lamentou a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, no último dia 19. Segundo a família, ele passou mal e teve o atendimento negado em dois hospitais particulares porque não tinham convênio com o plano de saúde do servidor público.

A presidenta da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Denise Rodrigues de Brito, concorda que a maior preocupação em relação ao tema, neste momento, deve ser a regulamentação do sistema de saúde suplementar.

“Temos um marco regulatório provisório, não temos ainda uma resposta definitiva do Congresso Nacional em relação a esse marco regulatório”, disse. “No ano passado, fizemos oito audiências públicas, mas não houve consenso entre os parlamentares e não conseguimos avançar”, explicou.

As pequenas operadoras, de acordo com a Unidas, estão desaparecendo em razão da tendência de concentração de mercado. Há, segundo Denise, um crescimento no número de usuários de planos de saúde acompanhado de um decréscimo na quantidade de operadoras.

“Seja na saúde pública ou na saúde privada, temos hoje uma situação que nos pede uma resposta e um olhar muito mais atenciosos. Há uma tendência de maior longevidade e menor natalidade, a população está ficando mais idosa. Há uma mudança no perfil demográfico e epidemiológico”, destacou.

Para o diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Pedro Armengol, a carência de atendimento na saúde pública serve de estímulo para o que chamou de mercado da saúde. As operadoras, segundo ele, são vistas pela população brasileira como “salvadoras” do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O problema hoje é que a demanda está muito grande. Não conheço um dirigente sindical no Brasil que não tenha como uma das bandeiras principais a defesa do SUS. Mas o que a gente vê no dia a dia é a gente negociando com os empregadores para que a base de trabalhadores tenha atendimento pela saúde suplementar.”

Armengol defendeu que o Congresso brasileiro discuta uma forma de regulamentação do sistema de saúde suplementar em que prevaleçam os valores humanos e não os lucros.
 
Fonte Correio Braziliense

Anvisa suspende venda de produtos naturais fabricados por duas empresas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, distribuição, o comércio e o uso, em todo o país, do produto saneante Salvlimp e de quaisquer outros sujeitos à vigilância sanitária, fabricados por Salvia Indústria e Comércio de Cordas Ltda. A empresa não possui registro nem autorização de funcionamento da Anvisa.

Pela mesma razão estão suspensos também os produtos ginkgo biloba com ginseng, sene, chá verde cápsulas, catuaba cápsulas, Tribulus terrestris, cáscara sagrada, castanha da Índia, garcínia, composto laxante, alcachofra com berinjela, composto circulatório, hipérico e de quaisquer outros sujeitos à vigilância sanitária, que constem em sua rotulagem como sendo fabricados por Naturnatus Produtos Naturais.


Os produtos imuniflora, salsa caroba, rins 500ml, unha de gato, algas flora, zedoária, ginkgo biloba com castanha da Índia, carvão vegetal, garra do diabo, erva são joão, lobélia anti-fumo, fucus, Tribulus terrestris, ginkgo biloba, alcachofra com berinjela, dolomita, maca, valeriana, colágeno, tanaceto, isoflavona, anis estrelado, anti-depressivo e acerola cápsulas fabricados pelo CNPJ 39.635.925/0001-44 e Insc. Est. 081.690.77-0 (pertencentes a Israel dos Santos Costa ME) também estão proibidos. As resoluções foram publicadas nesta segunda-feira (6/2) no Diário Oficial da União.
Fonte Correio Braziliense

Infertilidade masculina pode ocorrer devido a alterações no sêmen

Quadro pode ser causado pela Varicocele, doença que acomete os testículos

Pesquisas comprovam que 20% dos casos de infertilidade são diagnosticados entre os homens. Deste total, 40% sofrem com um problema chamado Varicocele. Uma doença que provoca varizes nas veias da região do escroto, onde estão localizados os testículos. O inchaço dessas veias (formação de varizes) pode prejudicar o fluxo sanguíneo local, alterando a quantidade e a qualidade dos espermatozóides.

Para o Comitê da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva a cirurgia para varicocele é mais indicada quando, por exemplo, a doença encontra-se em um estágio avançado (levando a uma diminuição do tamanho dos testículos), quando há dificuldades para engravidar ou ainda quando o espermograma é anormal. No entanto, mesmo quando a cirurgia é realizada e todos os resultados são obtidos de forma positiva, como a qualidade do sêmen, as taxas de gravidez sem assistência variam de 19 a 35%. De acordo com este percentual, o Fertility - Centro de Fertilização Assistida - realizou um estudo com o objetivo de avaliar a contribuição da correção cirúrgica da Varicocele, antes de qualquer tratamento de infertilidade assistida.

Este estudo foi apresentado na 26ª Reunião Anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, realizada em Roma, no início do mês de julho. Nele foram avaliados 248 pacientes, entre 2000 e 2008, subdivididos em dois grupos: homens com Varicocele que não realizaram a cirurgia (79 pessoas) e aqueles que fizeram a cirurgia antes do tratamento de reprodução assistida (169 pessoas).

Apesar da cirurgia para Varicocele ser a mais realizada no que diz respeito à infertilidade masculina, os seus benefícios para o restabelecimento da função testicular, assim como o potencial da fertilidade são polêmicos.

Os resultados do estudo sugerem que este procedimento cirúrgico não tem qualquer impacto significativo nos resultados das técnicas de ICSI - técnica de fertilização in vitro onde um único espermatozóide é injetado dentro do óvulo. Além disso, os apontamentos mostraram que, quando submetidos a tratamentos de reprodução assistida, os homens que passaram pela cirurgia são pessoas mais velhas, com maior período de infertilidade do que aqueles que não foram submetidos à reparação da Varicocele. Portanto, as técnicas de reprodução assistida poderiam ser consideradas alternativas importantes nos casos de casais com Varicocele clínica.

Fonte Minha Vida

Doe órgãos, doe vida

Varicocele é a principal causa de infertilidade entre os homens

Saiba como reconhecer, prevenir e tratar a doença

A varicocele é a dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos. Ela ocorre devido a uma insuficiência das veias de drenagem desses vasos, o que leva ao represamento sanguíneo eo aumento do volume destas veias, formando varizes. Embora muitos nunca tenham ouvido sequer falar na doença, ela é a principal causa de infertilidade nos homens, pois associa-se a alterações na produção e qualidade dos espermatozoides.

A varicocele é uma doença freqüente?
No mundo inteiro, ela ocorre em aproximadamente 15% dos homens. Em casais com problemas para engravidar, pode estar presente em até 35% dos homens. Em adolescentes, a frequência é muito semelhante à encontrada nos adultos, e seu aparecimento se dá geralmente entre os 14 e 15 anos de idade. Embora o principal sintoma seja infertilidade masculina, a varicocele também pode levar à dor e, mais raramente, à diminuição do tamanho dos testículos.

Ela é encontrada predominantemente no testículo esquerdo (75 a 95%), algumas vezes em ambos (10% a 20%) e raramente no direito.

Mas porque a Varicocele pode levar a infertilidade no homem?
O represamento de sangue ao redor dos testículos leva ao aumento da temperatura testicular. Os testículos estão situados numa bolsa (escroto) fora do corpo, e isto tem seu motivo. É que a temperatura da "fábrica" deve estar entre 1,5 e 2ºC mais baixa que a temperatura do nosso corpo.

A teoria mais aceita para explicar o papel nocivo da varicocele é que a sua presença aumenta a temperatura nos testículos e prejudica seu processo de funcionamento. Além disso, este sangue represado leva a um aumento de algumas substâncias tóxicas, como os radicais livres de oxigênio. Como conseqüência, pode ocorrer diminuição da produção, da movimentação e do funcionamento dos espermatozóides, causando infertilidade.

Como saber se eu tenho Varicocele?
Na maioria dos casos a varicocele é assintomática. Essa situação é perigosa, pois pode prejudicar a função dos testículos sem que o homem tenha sintoma algum. É fundamental consultar periodicamente um urologista para certificar-se da ausência de doenças.

O diagnóstico da varicocele é dado principalmente pelo exame físico, realizado preferencialmente por um urologista. Deve ser realizado com o paciente em pé, em uma sala tranquila e não muito fria, para que haja relaxamento da musculatura escrotal. Pede-se para o homem assoprar com força, o que pode facilitar a visualização e palpação das veias dilatadas. O exame é complementado na posição deitada.

Quando o urologista suspeita da presença de varicocele, pode confirmar com a realização de um exame de ultrassonografia dos testículos, que também deve ser realizado em pé e deitado.

Tendo varicocele, como saberei se devo tratar ou não?
Durante e investigação de um homem portador de varicocele, é fundamental que sejam realizados, no mínimo, dois exames de espermograma, para avaliar a quantidade e qualidade dos espermatozóides produzidos. É muito comum encontrarmos alterações neste exame em homens com a doença e ainda mais frequente naqueles que estão tendo dificuldades para ter filhos.

Estes homens precisam ser tratados, pois os efeitos da varicocele são progressivos e de 40 a 70% deles apresentam melhora dos resultados do espermograma após o tratamento. Além disso, as chances para conseguir a gravidez aumentam muito quando comparadas com homens que não tratam a doença.

Fica então a mensagem: todos aqueles que têm varicocele e estão tendo dificuldades para ter filho e possuem qualquer alteração do exame de espermograma devem ser tratados. Aqueles homens com dor importante ou com diminuição do tamanho do testículo também devem ser candidatos ao tratamento.

E como é o tratamento da varicocele?
Existem três opções de tratamento para varicocele, mas hoje em dia o tratamento cirúrgico é prioritariamente realizado. Ele é realizado na região da virilha do homem. Idealmente este tratamento é feito com o auxílio de um microscópio, já que as veias dilatadas são muito finas para serem vistas a olho nu. A cirurgia dura aproximadamente 45 minutos de cada lado e o paciente tem alta do hospital no mesmo dia.

Devido ao inchaço, indica-se o uso de um apoio para a bolsa escrotal durante alguns dias, conhecido como suspensório escrotal. O paciente deve evitar esforço físico por duas a quatro semanas. Relações sexuais são permitidas após dez dias.

A cirurgia laparoscópica é outra opção, mas muito menos usada. A embolização da varicocele é um processo não cirúrgico, semelhante a um cateterismo. Não é preciso anestesia geral (na maioria das vezes apenas sedação) e o procedimento dura apenas uma hora em média, mas também muito pouco utilizada em nosso meio e com resultados inferiores ao tratamento cirúrgico com o uso de microscópio.

Entre três e seis meses após a cirurgia o homem tratado deverá repetir o exame de espermograma para avaliar o resultado. Vale então a dica, fique atento a esta silenciosa, mas perigosa, doença para a fertilidade dos homens.

Fonte Minha Vida