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domingo, 9 de novembro de 2014

Federação oferece teste gratuito de diabetes hoje em SP

Diabetes acomete quase 14 milhões de brasileiros
Além do exame, associação de pacientes oferece orientações com profissionais 
 
No mês de conscientização do diabetes, neste domingo (9), a Fenad (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), em parceria com a Anad (Associação Nacional de Assistência ao Diabético), vai realizar 10 mil testes de glicemia gratuitamente entre 8h e 17h, no Colégio Madre Cabrini, na Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo.
 
Além do teste de glicemia, serão realizados exames de colesterol, hemoglobina glicada, urina 1 e microalbuminúria. As pessoas que passarem pelo local também receberão avaliações de olhos, pés e boca, análise fisioterápica, de atividade física, risco cardiometabólico e nutricional, medição de IMC (Índice de Massa Corporal) e aferição da pressão arterial. Também estão previstas diversas palestras e estandes que vão expor alimentos dietéticos.
 
Hoje, em todo o mundo, 382 milhões são portadores de diabetes, segundo dado da IDF (Federação Internacional do Diabetes). Em 2035, a estimativa é que este número salte para 592 milhões. Em 2000, havia 177 milhões de diabéticos no planeta.
 
No Brasil, a situação é a mesma. O número de portadores de diabetes deverá subir dos 13,4 milhões atuais para 19,6 milhões em 2030. O crescimento deve ser de 58% em apenas 20 anos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
 
Para conter esta epidemia, é importante fazer o diagnóstico precoce da doença e, principalmente, adotar hábitos de vida saudáveis para afastar o risco de ela aparecer.
 
R7

Profissionais da saúde tiram dúvidas sobre doenças cardiovasculares em shopping de SP

Ação acontece no Shopping Metrô Tucuruvi, neste domingo, das 12h às 20h
 
Quem estiver passando pelo Shopping Metrô Tucuruvi, zona norte de São Paulo, neste domingo (9) poderá receber a orientação e tirar dúvidas a respeito de doenças cardiovasculares.
 
Em celebração ao 8º Dia Vascular de São Paulo, cerca de 60 médicos da SBACV-SP (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular) farão a triagem das principais doenças venosas e arteriais das extremidades e orientarão dos cidadãos quanto aos principais sinais e sintomas.
 
Durante a ação, que ocorre das 12h ás 20h, serão apresentadas palestras sobre os temas doença venosa, trombose venosa, doença arterial periférica, aneurisma de aorta e obstrução de artérias carótidas.
 
De acordo com a SBACV-SP, é esperado que aproximadamente 500 pessoas sejam atendidas durante o evento. Quem comparecer, também receberá cartilhas e poderá participar do sorteio de brindes fornecidos pelos patrocinadores. 
 
R7

Conheça 12 verdades sobre o chá verde

Com ação antioxidante, ele protege o coração e acelera o metabolismo
 
O gosto dele é um pouco amargo, de fato, mas a ciência já provou que vale a pena fazer careta pelo monte de vantagem que o chá verde pode fazer pela sua saúde.
 
"Ele contém quantidades consideráveis de manganês, potássio, ácido fólico, vitamina C, vitamina K, vitamina B1 e a vitamina B2, nutrientes que são essenciais para o bom funcionamento do organismo", explica a nutricionista Daniela Jobst, de São Paulo.

A seguir, você descobre os benefícios e os cuidados na hora do consumo e também aprende como amenizar o gosto forte da planta. 
 
1. Chá de saquinho é menos eficiente
O chá verde é preparado a partir brotos e folhas de uma erva chamada Camellia sinensis."Basta colocar água para ferver e assim que começar a borbulhar, apagar o fogo e acrescentar a erva, deixando me infusão por três minutos", explica nutricionista Débora Razera Peluffo, de Caxias do Sul.

Nesse processo, todas as propriedades das folhas da erva passam para a água. Já, quando o chá é feito com o saquinho industrializado, parte das propriedades se perdem, porque o pacotinho leva uma mistura com o caule da planta, com menos nutrientes.
 
2. Existe a melhor hora para tomar o chá
Um cuidado para o consumo é o horário em que o chá verde é ingerido. "Assim como o café, ele não deve ser tomado logo após as refeições. A cafeína, presente nas folhas do chá, prejudica a absorção de ferro e vitamina C pelo organismo. Por isso, é preciso esperar pelo menos uma hora antes de consumir chá verde", explica a nutricionista Daniela Jobst.  
 
3. Acabe com o gosto amargo
Uma solução para acabar com o sabor forte do chá é adicionar alguns outros ingredientes à receita. Uma boa dica é acrescentar duas colheres de sopa de mel, que deixará o chá com um sabor mais adocicado. Basta, após o preparo do chá, batê-lo no liquidificador com duas colheres de mel. Mas é preciso ter cuidado, já que o mel é bastante calórico e rico em açúcar.

Outra opção é bater o chá no liquidificador com frutas, como morango, amora, maçã verde, laranja e uva. Ou simplesmente adicionar as frutas, gotas de limão ou ervas mais suaves (como hortelã e capim cidreira) na hora da infusão.
 
4. Alerta para a cafeína
A ressalva para o consumo desse chá vai para as pessoas sensíveis à cafeína, substância presente em sua composição. Com efeito estimulante sobre o sistema nervoso, a cafeína pode causar dor de cabeça, agitação, irritação e aumento do ritmo cardíaco. "Pessoas sensíveis à substância podem sofrer com esses sintomas se ingerirem quantidades superiores a um litro por dia", diz a nutricionista e clinica funcional Camila Duran, da Clínica Pedrinola & Rascovski. Quando comparado com outras bebidas quentes, o chá verde apresenta níveis menores desse componente - são 3 mg para cada 50 ml.
 
Compare a quantidade de cafeína contidas na mesma dose de:

- Café: 25-50 mg
- Capuccino: 25-50 mg
- Chá preto: 10 mg 
 
5. Acelera o metabolismo
O chá verde contém grandes quantidades de antioxidantes e outras substâncias, como a própria cafeína, que favorecem o gasto de energia pelo organismo. "São propriedades que aceleram o metabolismo e favorecem a queima de gorduras", diz a nutricionista Daniela Jobst. De acordo com a nutricionista, a recomendação diária, nesse caso, varia de cinco xícaras a um litro. Mas para obter os resultados de perda de peso, o consumo deve levar no mínimo três meses seguidos. "A temperatura do chá não interfere no resultado, podendo ser quente ou fria", explica. 
 
6. Protege o coração
"O chá verde ajuda a proteger a saúde do coração, diminuindo as chances da formação de coágulos nas artérias, graças aos flavonoides que carrega"", explica a nutricionista Daniela Jobst. Os flavonoides também mantêm as artérias mais flexíveis, suavizando os impactos das constantes mudanças da pressão arterial. Para sentir esse efeito, é necessário consumir ao menos três xícaras da bebida por dia. 
 
7. Bebida antienvelhecimento
Por ter um poderoso efeito antioxidante, o chá verde impede a ação dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce das células. "Nutrientes como carotenos, vitaminas C e E, presentes nas folhas, favorecem a elasticidade da pele e previnem as rugas", diz Daniela Jobst.
 
8. Reduz o colesterol ruim
Um estudo feito pela Universidade do Paraná mostrou que pessoas que tomam chá verde têm mais chances de diminuir os níveis de colesterol ruim do sangue, o LDL, se comparadas as pessoas que não consomem a bebida. Segundo o estudo, o chá verde sozinho não deve ser usado como medida para o controle do colesterol, mas deve ser um aliado de uma alimentação com baixo teor de gorduras saturadas e grande quantidade de vitaminas e minerais.  
 
9. Fortalece o sistema imunológico
O chá verde contém polifenois, vitaminas C, K, B1 e B2, manganês, potássio e ácido fólico. "Todas essas substâncias melhoram o funcionamento do sistema imunológico, prevenindo infecções, inflamações, cáries e muitas doenças causadas por vírus, bactérias ou fungos", diz a nutricionista Camila Duran. 
 
10. Protege contra o câncer
A prevenção contra o câncer é outro benefício do chá verde. "Além da catequina, um poderoso antioxidante que impede que a proliferação das células aconteça de maneira desregular, o chá verde é rico em bioflavonoides. Essas duas substâncias bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores", diz a nutricionista e clinica funcional Camila Duran, da Clínica Pedrinola & Rascovski.

Esse resultado foi observado em um estudo feito pela Universidade do Estado de Luisiana, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, pacientes diagnosticados com câncer de próstata que tomaram quatro cápsulas por dia de um ativo denominado Polifenol E - um montante equivalente a cerca de 10 xícaras de chá verde tiveram uma redução na proliferação de células cancerígenas em até 30%.  
 
11. Afasta a depressão
Segundo um estudo publicado American Journal of Clinical Nutrition, pessoas que tomam chá verde com frequência estão 44% menos propensas a ter depressão. Essa propriedade está ligada ao aminoácido chamado theanina, encontrado no chá verde e que tem efeito tranquilizante. De acordo com os cientistas, é preciso tomar de três a quatro xícaras do chá diariamente para observar tal proteção. 
 
12. Grupos que devem evitar o chá
O chá verde é um poderoso aliado da boa saúde. Mas, algumas pessoas devem consultar um médico antes de inclui-lo na dieta. "O uso do chá não é recomendado para gestantes, indivíduos com hipertensão, glaucoma e doenças psiquiátricas. Ele pode interagir com alguns remédios comumente ingeridos por esse grupo de pessoas", explica a nutricionista Débora Razera Peluffo. Mas, como sempre, é preciso procurar um médico para analisar se o consumo é permitido.

Minha Vida

Para o cérebro, vício em sexo é semelhante a vício em drogas

De acordo com pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido), para viciados em sexo, a pornografia desencadeia uma atividade cerebral semelhante ao efeito que as drogas têm sobre o cérebro de viciados em drogas. Mas pode ficar tranquilo – isso não significa necessariamente que a pornografia é viciante
 
Embora não existam números precisos, especialistas na área acreditam que um em cada 25 adultos é afetado pelo comportamento sexual compulsivo, mais comumente conhecido como vício em sexo – caracterizado pela obsessão com pensamentos sexuais, sentimentos ou comportamentos que não são capazes de controlar.
 
O consumo excessivo de pornografia é uma das principais características da doença. Isso pode afetar a vida pessoal e profissional, causando sofrimento e sentimentos de vergonha, de acordo com o estudo publicado na revista “PLOS ONE”, que analisou a atividade cerebral de 19 pacientes do sexo masculino afetados pela compulsão, e os comparou com o mesmo número de voluntários. Os pacientes começaram a ver pornografia em idades mais precoces e em proporções mais elevadas do que os voluntários.
 
“Os pacientes em nosso estudo eram todos pessoas que tinham dificuldades consideráveis ​​para controlar seu comportamento sexual e isso trouxe consequências significativas para eles, afetando suas vidas e relacionamentos”, disse Valerie Voon, que liderou o estudo no departamento de psiquiatria de Cambridge. “Em muitos aspectos, eles mostram semelhanças em seu comportamento com pacientes com dependência de drogas. Queríamos ver se essas semelhanças também eram refletidas na atividade cerebral”.
 
O efeito no cérebro
Os participantes do estudo assistiram uma série de vídeos curtos com conteúdo sexualmente explícito ou esportes. Sua atividade cerebral foi monitorada através de ressonância magnética funcional.
 
Os pesquisadores descobriram que três regiões, em particular, ficavam mais ativas no cérebro de pacientes viciados em sexo, em comparação com os voluntários saudáveis. Significativamente, estas regiões – os córtex estriado ventral e dorsal cingulado anterior e a amígdala – também são ativadas em viciados em drogas quando eles recebem estímulos de drogas.
 
O córtex estriado ventral está envolvido no processamento de recompensa e motivação, enquanto o cingulado anterior dorsal está envolvido em antecipar recompensas e com a ânsia por drogas, disseram os estudiosos. A amígdala ajuda a processar o significado dos acontecimentos e emoções.
 
Os pesquisadores também pediram aos participantes que classificassem os seus níveis de desejo sexual enquanto assistiam aos vídeos e dizer o quanto gostavam deles. Acredita-se que viciados em drogas são levados a procurar a droga porque a desejam, não porque desfrutam das sensações que elas proporcionam. Voon explica que este processo é conhecido como incentivo a motivação e é uma teoria convincente quando se trata de distúrbios de dependência.
 
Os pacientes com dependência de sexo apresentaram maiores níveis de desejo pelos vídeos de sexo explícito, mas não necessariamente gostavam mais deles. “Embora estes resultados sejam interessantes, é importante observar que eles não poderiam ser usados ​​para diagnosticar a doença”, ressaltou Voon, acrescentando que são necessários mais estudos e que a sua pesquisa não fornece evidências de que essas pessoas sejam viciadas em pornografia – ou que a pornografia seja inerentemente viciante.
 
Reuters /  Hypescience

Cura para aracnofobia: medo de aranhas é completamente removida do cérebro de voluntário

Medo do escuro? Pavor de alturas? Aranhas te fazem gritar até afinar a voz?
 
Tenho duas notícias para você. A primeira é que estamos juntos nessa. E a segunda é um pouco melhor: pela primeira vez na história, uma cura para aracnofobia, problema de uma vida inteira, foi completamente eliminada da mente de uma pessoa. Infelizmente, para que esse procedimento seja bem-sucedido, é necessária a remoção de um pequeno pedaço do cérebro. Ou seja: por agora, a maioria das pessoas terá que encontrar outra maneira de se libertar de seus medos.
 
Mas, para esse paciente, essa história pode ter um final realmente mais feliz.
 
Um homem de negócios de 44 anos de idade começou a ter crises de convulsão fora do normal.
 
Imagens de ressonância magnética do seu cérebro mostraram que ele tinha uma anormalidade em sua amígdala esquerda – uma área no lobo temporal responsável pelas reações emocionais, entre outras muitas coisas. Outros testes mostraram que a causa era sarcoidose, uma doença rara que causa danos aos pulmões, pele e, ocasionalmente, até no próprio cérebro.
 
Os médicos decidiram, então, que era necessário remover a danificada amígdala esquerda do homem. A cirurgia correu bem, mas logo depois que esse paciente percebeu uma estranha reviravolta.
 
Cura Aracnofobia
Ele não só estava com um peculiar desconforto estomacal em aversão à música – o que foi particularmente perceptível quando ele ouviu a música que acompanhava um determinado anúncio de TV – como ele também descobriu que não tinha mais medo de aranhas.
 
Enquanto sua aversão à música diminuiu ao longo do tempo, sua aracnofobia nunca mais voltou.
 
Antes da cirurgia, ele iria surtar completamente ao ver aranhas. Agora, ele é capaz de tocar e observar as pequenas criaturas a uma curta distância e diz que, na verdade, encontrá-las se tornou uma experiência fascinante.
 
O homem, contudo, não notou qualquer alteração em relação a outros tipos de medos ou ansiedades. Por exemplo, ele fica ansioso para falar em público agora do que antes da cirurgia.
 
Fobia ou medo?
Esse paciente foi observado por Nick Medford na escola de medicia Brighton e Sussex, localizada no Reino Unido, e seus colegas.
 
Medford, que é coautor de um artigo sobre o caso com a estudante de medicina Sophie Binks, diz que é difícil saber o quão único foi esse efeito colateral. De um modo geral, diz ele, poderia ter algo a ver com o fato de que parece ter dois tipos diferentes de resposta ao medo.
 
“É como quando você vê uma cobra e pula para trás em resposta, mas quando você olha para trás, percebe que era apenas um pedaço de pau”, diz ele. “Essa é a sua resposta de pânico rápida: não é muito precisa, mas é necessária para a sobrevivência básica e, em seguida, há a avaliação mais sutil que leva mais tempo a processar, mas que é mais precisa”.
 
O que o Dr. Medford sugere é que, no caso desse homem, alguns tipos de pânico podem ser eliminados com a remoção da amígdala esquerda, enquanto as partes da amígdala responsável pelo medo generalizado permanecem intactas. Infelizmente, não é possível avaliar outros aspectos da resposta de pânico do homem para ver se eles também diminuíram, já que esse paciente não tinha outras fobias e também não quis passar por mais testes.
 
No entanto, Medford calcula que seria sim possível testar a teoria em outros. Seria complicado, mas não impossível. Complicado porque a amígdala fica em uma região muito profunda no cérebro para tentarmos chegar até ela usando técnicas não invasivas. Mas existem várias outras técnicas de “amortecimento de medo” sendo testadas no momento; entre elas, terapias com remédios para controle de pressão arterial que estimulam certas áreas do cérebro em uma tentativa de apagar memórias relacionadas ao medo.
 
newscientist /  Hypescience

Privação do sono pode ser causa de problemas cognitivos até obesidade

Cada etapa da vida tem um período recomendado de descanso. Os efeitos também variam com a idade
 
Os bebês têm cansaço crônico, as crianças ficam hiperativas e os adultos ganham peso. Todos — sem exceção — pagam um preço alto por não dormir. É uma hora hoje, outra no dia seguinte e mais duas na próxima semana.
 
Acumuladas ao longo dos meses e dos anos, fica impossível compensá-las. “Somos uma sociedade privada de sono. E pagamos por esse problema muitas vezes de uma forma que não percebemos”, alerta Aneesa Das, diretora assistente do Programa do Sono do Centro Médico da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.
 
“Dependendo da idade, o sono pode afetar tudo: o peso, a pele, o coração; e levar algumas pessoas a desenvolver problemas de saúde muito graves.”

Quando um indivíduo dorme, músculos e outros tecidos do corpo são reparados. Os hormônios que controlam o crescimento, o desenvolvimento e o apetite são liberados. A energia é restabelecida e as memórias, solidificadas.
 
Todos esses processos justificam a necessidade da regularidade do sono. Diferentemente do imaginado, as crianças que não dormem o suficiente nem sempre ficam letárgicas, como os adultos.
 
Em vez disso, se tornam hiperativas e irritáveis. “Isso pode ter um impacto sério no desempenho escolar. Se não for abordado, pode até mesmo afetar o sistema imunológico, o que significa que elas ficarão doentes com mais frequência.”

Poucas horas dormidas durante a infância podem, inclusive, indicar transtornos psiquiátricos não diagnosticados.
 
Um estudo do programa de pediatria do Hospital Bradley, em Rhode Island, nos EUA, concluiu que dificuldades no sono, especialmente para adormecer, eram muito comuns em garotos e garotas que, ao longo dos anos, receberam tratamento clínico de uma grande variedade desse tipo de distúrbio.
 
O trabalho foi publicado na última edição da revista científica Psiquiatria Infantil e Desenvolvimento Humano.

Correio Braziliense

Nano-medicamentos são novas ferramentas terapêuticas contra o câncer

Em virtude da melhora constante de técnicas nos últimos anos, os doentes de câncer podem se beneficiar de atos terapêuticos radiológicos
 
Paris- Nano-medicamentos, técnicas cirúrgicas cada vez mais afinadas graças ao laser e os ultrassons focalizados: o tratamento do câncer apela a novas técnicas cirúrgicas, segundo especialistas reunidos na Academia de Cirurgia de Paris. Durante muito tempo, os únicos tratamentos disponíveis para o câncer eram cirurgia, quimio e radioterapia.

Há vários anos, há inovações promissórias, incluindo os nano-medicamentos, cápsulas de tamanho minúsculo (com um bilionésimo de metro), isto é, 70 vezes menores que um glóbulo vermelho, e capazes de conduzir uma molécula ativa ao local preciso onde a mesma é necessária, evitando outras partes do corpo onde não é.

"Isto permite evitar efeitos colaterais frequentemente importantes, que se observam na quimioterapia clássica, mas também curto-circuitar fenômenos de resistência", explicou Patrick Couvreur, biofarmacêutico pioneiro destes minúsculos comprimidos.

Atualmente há uma dezena de nano-medicamentos disponíveis no mercado, a maioria usados em cancerologia: este é o caso do Doxil ou Caelyx (doxorrubicina) do Janssen Cilag, e do Abraxane (paclitaxel), do laboratório americano Celgene, dois remédios utilizados no tratamento do câncer de mama e de ovários em estado avançado.

Em 40 hospitais europeus e americanos há estudos clínicos para avaliar o efeito da doxorrubicina encapsulada em nano-medicamento em cânceres de fígado, resistentes à quimioterapia. Segundo resultados preliminares citados por Couvreur, a sobrevivência dos doentes se multiplicaria por dois.

Tratamentos mais precisos
Graças à melhora constante das técnicas nos últimos anos, os doentes de câncer podem se beneficiar de atos terapêuticos radiológicos.

Para Afshin Gangi, que pratica radiologia em Estrasburgo (leste da França), se trata de "pegar o caminho mais curto há um tumor" e destruí-lo da forma mais completa possível, sem necessariamente recorrer à cirurgia clássica. Ela pode ser substituída por técnicas de ablação térmica, que usam radiofrequências, laser, micro-ondas, crioterapia (a frio) ou ultrassons focalizados (a energia acústica se concentra sobre o alvo que deve ser destruído).

Usadas principalmente para intervir no rim, no fígado e na próstata, estas técnicas poderiam ser aplicadas no futuro a outros órgãos abdominais e também o câncer de mama, segundo Gangi. Segundo Albert Gelet, urologista do hospital de Lyon (centro-leste), o tratamento focal da próstata constitui uma boa alternativa para cânceres medianamente agressivos.

Até poucos anos atrás, o tratamento padrão era a ablação cirúrgica total da próstata, com seu corolário de efeitos indesejáveis (perda de urina e transtornos de ordem sexual). "Com o tratamento focal, reduz-se a toxicidade no trato urinário e sexual", disse Gelet, embora admita carecer de resultados de curto prazo. Em 2015, começará um estudo na França para avaliar tratamentos contra o câncer de próstata através do ultrassom focado.
 
O outro interesse destas técnicas é que não excluem recorrer a tratamentos clássicos - cirurgia e radiação -, se o câncer se tornar mais agressivo. Segundo Gelet, cerca de 20% dos cânceres de próstata poderiam ser tratados desta forma no futuro.

Outra inovação suscetível de melhorar sensivelmente a sobrevivência de alguns pacientes com câncer de estômago ou cólon consiste em combinar a cirurgia com a quimioterapia líquida na cavidade abdominal entre 42°C e 43°C.

A técnica tem o nome de CHIP (quimioterapia hipertérmica intra-peritoneal) e é usada há vários anos na França em pacientes que têm metástase no peritônio, com taxa de sobrevivência de 5 anos em 16% e 0% entre aqueles que não fizeram o tratamento, disse Olivier Glehen, um dos especialistas desta técnica do hospital Lyon-sul.

Correio Braziliense

Estudar música na infância ajuda a desenvolver o cérebro a longo prazo

Três novos estudos apresentados em novembro de 2013 durante a conferência anual da Society for Neuroscience, em San Diego, na Califórnia, mostraram que aprender a tocar um instrumento na infância pode acentuar a capacidade de processamento de informação do cérebro

Caso a criança inicie o aprendizado antes dos sete anos de idade, a experiência pode até aumentar a conectividade entre regiões do cérebro associadas à criatividade.

"A música pode criar pontes alternativas para regiões do cérebro desconectadas ou fora de uso", disse Gottfried Schlaug, diretor do Laboratório de Música e Neuroimagem da Harvard Medical School, durante a conferência. "A música tem o poder singular de navegar por canais alternativos e interligar diferentes áreas do cérebro", afirmou.

Em entrevista ao "The Guardian", Yunxin Wang, membro da Universidade de Pequim e pesquisador chefe de um dos estudos apresentados, declarou que iniciar o aprendizado musical nos primeiros anos de vida transforma o cérebro, e essa alteração pode significar avanços cognitivos no futuro.

O estudo comandado por ele foi conduzido a partir de imagens do cérebro de 48 chineses com idades entre 19 e 21 anos que estudaram música por, no mínimo, um ano durante a infância. A equipe de pesquisa descobriu que, entre os jovens avaliados, aqueles que tinham começado a estudar música antes dos sete anos de idade apresentavam maior desenvolvimento nas áreas do cérebro associadas à audição e à percepção pessoal.

Em outro estudo, pesquisadores suecos realizaram ressonâncias magnéticas em 39 pianistas orientados a dedilhar um teclado com 12 teclas durante os exames. A principal autora da pesquisa, Ana Pinho, do Karolinska Institute, em Estocolmo, afirmou que os pianistas com experiência em improvisar peças de jazz mostraram maior conectividade entre três importantes regiões do lobo frontal.
 
Folha de Itapetininga

Brasil vai ficar sem teste para diagnosticar tuberculose latente

Mycobacterium tuberculosis
O teste da tuberculina, também chamado de PPD, usado para diagnosticar tuberculose latente, ou seja, antes dos sintomas da doença aparecerem, vai deixar de ser fabricado
 
O Ministério da Saúde divulgou nota técnica para programas estaduais e municipais indicando as condutas a serem adotadas na falta do teste.
 
O PPD é feito em pessoas com maior risco de contrair tuberculose, com quem mora com infectados e pessoas que têm HIV/aids, para detectar a infecção latente e tratar antes que a pessoa adoeça.
 
Segundo o Ministério da Saúde, o país ainda está abastecido do PPD, e a falta do teste não vai comprometer o Programa Nacional de Tuberculose. A pasta afirma que está em contato com a Organização Mundial da Saúde para buscar alternativas para o problema.
 
Em 2013, a incidência de tuberculose foi 35 casos por 100 mil habitantes, 21,17% menor do que em 2003, quando esta taxa era 44,4 por 100 mil. O número de casos novos teve redução de 10,5%, passando de 78.606, em 2003, para 70.372 casos novos registrados em 2013.
 
Considerado importante problema de saúde pública, a tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitida pelo ar, quando o paciente tosse ou espirra.
 
Os principais sintomas são tosse prolongada, geralmente mais de três semanas, com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre noturna e suor noturno. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.
 
Correio de Uberlândia