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sábado, 24 de maio de 2014

Palavras desagradáveis podem prejudicar suas articulações

Foto: Reprodução
Palavras desagradáveis podem prejudicar suas articulações
Já diziam os ditados que palavras também podem machucar. E agora, além de ferir seus sentimentos, as palavras também podem aumentar a probabilidade de você ter artrite. Segundo pesquisas, parece que a rejeição social pode desencadear doenças ligadas à inflamação
 
Um psicólogo e seus colegas pediram para 124 voluntários darem palestras e realizarem cálculos mentais na frente de um painel de observadores dispersos.
 
A análise dos resultados mostrou que eles apresentaram níveis elevados de dois marcadores de inflamação. Um quarto dos voluntários, em seguida, participou de um jogo de computador no qual os outros jogadores foram instruídos a excluí-los.
 
Varreduras funcionais no cérebro dos participantes do estudo mostraram que essa ação provocou o aumento de atividade em duas regiões associadas com a rejeição.
 
Os indivíduos com a maior resposta inflamatória apresentaram o maior aumento na atividade do cérebro.
 
Segundo os investigadores, compreender o papel que o cérebro desempenha em condições associadas à inflamação – como a asma, artrite, doenças cardiovasculares e depressão – irá auxiliar no desenvolvimento de novos tratamentos para combatê-los.
 
Hypescience

Comidas muito salgadas podem prejudicar seu coração em apenas 30 minutos

Foto: Reprodução
Se você gosta da sua batata frita ou da pipoca super salgada, tome cuidado
 
Um estudo feito por pesquisadores australianos revela que 30 minutos após comer aquele lanche com pitadas extras de sal, claras mudanças já podem ser vistas em suas artérias. E mais: os efeitos atingem até mesmo as pessoas com pressão arterial normal.
 
Para realizar o estudo, os cientistas reuniram um grupo de 16 voluntários, todos saudáveis. A oito deles foi distribuída uma sopa de tomate com pouco sal, enquanto os outros oito receberam uma sopa dez vezes mais salgada.
 
Depois da refeição, os voluntários foram convidados a colocar seus braços em um medidor de pressão arterial, que infla e corta temporariamente o fluxo sanguíneo. Enquanto o medidor desinflava, uma máquina ultrassom foi usada para avaliar o quanto os vasos sanguíneos se dilatavam quando o sangue voltava a circular.
 
Dessa forma, os pesquisadores puderam perceber que as artérias das pessoas que consumiram a sopa com elevado teor de sal dilatou aproximadamente metade do que as artérias daqueles que comeram a versão com baixo volume de sal. O experimento foi repetido invertendo-se o grupo que recebia a sopa salgada, e o resultado continuou o mesmo.
 
Em resumo, o sal prejudica a capacidade de dilatação das paredes das artérias. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, Kacie M. Dickinson, o fenômeno é similar às respostas vistas após refeições ricas em gorduras saturadas, as quais prejudicam os vasos sanguíneos a longo prazo.
 
A grande suspeita é de que o sal, assim como a gordura, possa bloquear a liberação de óxido nítrico, quando o coração bombeia sangue pelas artérias. Esse gás é importante porque faz com que as paredes dos vasos relaxem e se dilatem, melhorando o fluxo sanguíneo.
 
Os efeitos de comer um lanche super salgado passam em cerca de duas horas. No entanto, outros estudos mostram que, ao longo dos anos, esse tipo de disfunção arterial e a não liberação do óxido nítrico podem ocasionar quadros permanentes, como pressão alta ou a aterosclerose – acumulação de gordura nos vasos sanguíneos, levando a ataques cardíacos e derrames.
 
Para os médicos, o estudo serve como um alerta: excesso de sal faz mal à saúde e, assim como tudo na vida, deve ser consumido com moderação.
 
Hypescience

Imagens chocantes revelam o que diabetes pode fazer com uma ferida em apenas 10 dias

No final do ano passado, a Federação Internacional de Diabetes publicou a quinta edição de seu atlas que mostra o quadro atual da doença em escala global
 
Dos dados levantados pela instituição, vários são alarmantes. Atualmente, há no mundo 371 milhões de pessoas portadoras de diabetes com idades entre 20 e 79 anos – e este número é crescente em todos os países. Além disso, metade das pessoas portadoras deste mal desconhece a sua condição. Por último, o Brasil ocupa a quarta posição entre os países com maior prevalência de diabetes: 13.4 milhões de pessoas, o que corresponde a aproximadamente 6.5% da população entre 20 e 79 anos de idade.
 
Damage: The images show how quickly the infection in the diabetic man's foot took hold
Foto: The New England Journal of Medicine
O homem de 50 anos desenvolveu as lesões depois de usar seu novo sapato de borracha
 
Levando tudo isso em conta, não parece um exagero continuar alertando a população para os riscos que a doença oferece e os cuidados que ela requer. As imagens que ilustram esta matéria mostram os terríveis danos que diabetes pode causar ao corpo em apenas uma questão de dias.
 
Elas foram tiradas por um homem de 50 anos que havia desenvolvido lesões em seus pés depois que seus sapatos novos o machucaram. O homem, que era obeso, não tinha ideia de que estava sofrendo de diabetes.
 
As pequenas lesões rapidamente se transformaram em uma infecção plenamente desenvolvida. Dentro de alguns dias, o seu pé direito estava preto, soltando pus e precisando urgentemente de procedimento cirúrgico. Sua história, relatada na revista “New England Journal of Medicine”, destaca o impacto devastador que a diabetes pode ter em todas as partes do corpo – especialmente nos pés.
 
Segundo a organização não governamental britânica Diabetes UK, a cada 30 segundos alguém no mundo com a doença tem um membro inferior amputado. Pessoas com diabetes têm maior probabilidade de serem internadas com uma úlcera no pé do que com qualquer outra complicação.
 
Isso ocorre porque a doença pode levar à má circulação e sensação reduzida nos pés – ou seja, pacientes, como este homem, não sentem quando seus pés estão doloridos ou entrando em atrito com alguma coisa. Eles podem desenvolver uma bolha ou uma queimadura pequena sem perceber, aumentando a probabilidade do desenvolvimento de ferida e, em seguida, de serem infectadas. A má circulação também significa que as feridas não se curam tão bem.
 
Relatando o caso, os médicos do Hospital da Universidade de Genebra, na Suíça, disseram que o paciente chegou no hospital 10 dias após o início da infecção. Só então foi descoberto que ele sofria de diabetes e neuropatia periférica – que causa danos nos nervos das extremidades (como os braços, mãos, pernas e pés). A condição é normalmente vista em pacientes com níveis de açúcar mal controlados, como ele teria tido já que não tinha sido diagnosticado até então.
 
A neuropatia periférica afeta 70% das pessoas com diabetes e é uma das muitas razões pelas quais a doença deve ser levada a sério. Um bom exemplo do motivo para isto é a rapidez com que as infeções do pé se desenvolvem nestas pessoas.
 
O homem tinha fotografado a lesão duas vezes por dia e inicialmente esperava que o ferimento fosse curar por si só. As fotografias documentam a velocidade na qual a infecção se instalou. No primeiro dia, a pele ficou vermelha, devido à infecção. No terceiro dia, bolhas apareceram e, quando chegou ao sexto, tornou-se um abcesso e o tecido já estava morrendo. Por volta do dia 10, era uma ferida infecciosa de aparência horrível e necessitando de cirurgia.
 
Após a cirurgia para remover a pele morta do ferimento e um tratamento com antibióticos por três semanas, a infecção foi curada. O homem também perdeu uma quantidade considerável de peso para ajudar a manter seu diabetes sob controle, conforme os médicos relataram.
 
Fique atento! Os sinais clássicos de uma infecção incluem a pele tornando-se rosa ou vermelho brilhante e ficando inchada, além de uma sensação de calor ao toque e a liberação de pus amarelo/verde, que consiste de células mortas e micro-organismos.
 
Para mais informações, visite o portal ADJ Diabetes, mantido por uma associação brasileira que fornece informações, cursos e luta pelos diabéticos. A Sociedade Brasileira de Diabetes também possui um site com notícias, artigos, publicações e até mesmo uma loja virtual voltada aos que sofrem com a doença.
 
Daily Mail / Hypescience

Como prevenir diabetes gastando apenas 2 minutos por semana


Foto: Reprodução
 A prática de exercícios físicos por duas sessões de alta intensidade
 também pode ajudar a prevenir diabetes tipo 2
Você já sabe que a atividade física regular reduz o risco de câncer de mama, independente de idade e peso
 
Também já falamos que os exercícios físicos ajudam a reduzir o risco de pegar resfriado, diminuir o comportamento agressivo de crianças, também ajudam você a ter um desempenho melhor em provas e ainda pode ser decisiva para uma noite de sono muito mais tranquila. Parece um bom remédio, não? E quando a gente acha que os benefícios não poderiam ser melhores – e maiores -, aparece uma pesquisa mostrando mais e mais vantagens de se ter uma vida bem longe do sedentarismo.
 
Em uma nova pesquisa divulgada nesta semana, foi revelado que a prática de exercícios físicos por duas sessões de alta intensidade também pode ajudar a prevenir diabetes tipo 2. No artigo, os autores da Universidade Estadual de Abertay, no Reino Unido, esclarecem que o treinamento de alta intensidade não só reduz o risco de ter a doença, como também é tão eficaz quanto a quantidade de exercícios físicos regulares atualmente recomendadas pelo governo do Reino Unido – que correspondem a cinco sessões de 30 minutos de exercício físico por semana. O que, não preciso nem falar, pouquíssimas pessoas conseguem realizar.
 
A razão principal pela qual as pessoas não conseguem seguir essa rotina, é, bastante obviamente, a falta de tempo. Justamente por isso a equipe da Universidade de Abertay acredita que a atividade de alta intensidade é a maneira perfeita para incorporar uma rotina de exercícios na vida das pessoas que têm pouco tempo, ou quase nada, para se dedicar aos cuidados com a saúde.
 
No estudo, os adultos com excesso de peso – um grupo com alto risco de desenvolver diabetes – participaram de um regime de atividades de alta intensidade por um período de oito semanas.
Isto envolveu corridas rápidas em uma bicicleta ergométrica duas vezes por semana, em que cada “treino” tinha duração de apenas seis segundos. Em cada sessão, 10 tiros foram concluídos, totalizando apenas 2 minutos de exercícios por semana.
 
Este treino curto, mas extremamente intenso, se mostrou suficiente para melhorar significativamente a saúde cardiovascular e a sensibilidade à insulina nos participantes do estudo – capacidade do corpo para eliminar a glicose da corrente sanguínea. Esta é a primeira pesquisa que comprova a eficiência e os benefícios de tão pouco exercício à nossa saúde.
 
Uma pesquisa anterior da mesma equipe havia mostrado que eram necessárias três sessões de alta intensidade por semana. Mas este estudo mostrou que o tempo necessário para ser saudável, pelo menos no quesito “diabetes”, é ainda menor do que se imaginava. Segundo o Dr. John Babraj, líder do estudo de que falamos, a equipe está investigando os benefícios dessa carga de atividades em um grupo de risco, com alto potencial para desenvolver diabetes. Se enquadram neste grupo adultos de meia idade e com excesso de peso.
 
“Descobrimos você não tem que ser capaz atingir a velocidade de Usain Bolt quando está correndo”, completa o Dr. Babraj. O simples fato de você colocar todo o seu esforço possível durante aquele intervalo de tempo já é suficiente para trazer benefícios incríveis a sua saúde.
 
“E essa é a maravilha do treinamento de alta intensidade: é rápido de fazer e é eficaz”, comemora Babraj. “Falta de tempo para o exercício, devido à rotina de trabalho ou compromissos familiares, é citada como a barreira mais comum. Mas a partir do momento que tempo não é mais um pré-requisito, o benefício fica acessível a todos.
 
“Há uma clara relação entre a intensidade do exercício e a magnitude dos benefícios que trazem à saúde. Por isso, é só através desse pequeno, mas absolutamente intenso, treinamento que as melhorias à saúde podem ser verificadas”, conclui.

Hypescience

Tire 12 dúvidas sobre o uso da camisinha masculina

homem abrindo a camisinha - Foto: Getty Images
Getty Images
O preservativo masculino, a popular camisinha, é um dos maiores
símbolos do sexo seguro
Aprenda a escolher o tamanho ideal e como fazer se a camisinha estourar
 
O preservativo masculino, a popular camisinha, é um dos maiores símbolos do sexo seguro.
 
Embora ela seja amplamente recomendada para prevenir DSTs e a gravidez indesejada, sendo inclusive distribuída pelo SUS, ainda existem muitas dúvidas sobre o seu uso e quais cuidados ela oferece realmente.
 
Sabia, por exemplo, que mesmo com o uso da camisinha existe uma pequena possibilidade de contaminação pelo vírus HIV se as taxas do vírus estiverem muito altas na pessoa infectada?
 
Pensando nisso, conversamos com especialistas, que desvendaram as maiores questões sobre o preservativo. 
 
Confira:
 
1. Qual a forma correta de colocar a camisinha?
Para que a camisinha cumpra o seu papel "protetor" durante o ato sexual, deve-se ter em mente alguns aspectos cruciais para o seu uso. "Em primeiro lugar, deve estar de fácil acesso antes do ato e o invólucro que a contém só deve ser aberto no instante do seu uso", explica o urologista Sylvio Quadros, chefe do departamento de DST da Sociedade Brasileira de Urologia. O pênis deve estar ereto, livre de lubrificantes, cremes ou pomadas. A pessoa deverá então segurar o preservativo pela extremidade, deixando um espaço isento de ar na ponta para conter o sêmen, diminuindo assim a chance de rompimento. A seguir, a camisinha deve ser desenrolada, da extremidade para a base do pênis.

Após o ato sexual, ainda com o pênis ereto, a camisinha deve ser retirada com cuidado, de forma a impedir que o sêmen extravase. "Segure a camisinha na extremidade com os dedos de uma mão, ao mesmo tempo em que, com a outra, você retira a proteção no sentido da base para a extremidade."
 
2. Como escolher o tamanho ideal?
A medida convencional usada para determinar o tamanho da camisinha é a do diâmetro, cujo valor médio (tradicional) e mais encontrado para o consumidor é de 52 mm. "Entretanto, podem ser adquiridos preservativos de 55 mm (extra) e de 49 mm ('teen'), que devem ser escolhidos de acordo com as dimensões do pênis", declara o urologista Sylvio. Quanto ao comprimento, as camisinhas variam de 16 a 19 centímetros, sendo de extrema importância a certificação do tamanho correto, pois camisinhas maiores do que o tamanho do pênis podem comprometer a proteção. Na dúvida, escolha o tamanho padrão e troque em caso de desconforto. As espessuras das camisinhas também podem variar, sendo as mais finas - modelos "sensíveis" - indicadas para pessoas que perdem a sensibilidade com a camisinha normal e acabam sentindo menos prazer no ato sexual. 
 
3. Existe risco de gravidez?
Sim, mas eles normalmente estão associados ao mau uso do preservativo. "Se a camisinha é colocada corretamente e usada do início ao fim da relação, em todas as relações, as chances de gravidez são próximas de zero", diz a ginecologista Arícia Helena Giribela, da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.  
 
4. A camisinha protege contra todas as DSTs?
Não. "A base do pênis e área externa na vagina não são contempladas pela proteção da camisinha, portanto qualquer ferida ou verruga causada por DST nessas partes pode ser transmitida pelo contato", diz o urologista Sylvio. Isso quer dizer todas as áreas da região íntima que ficam em contato pele com pele tem potencial para transmitir DST, como verrugas e feridas consequentes de HPV e gonorreia. Além disso, o especialista afirma que existe uma remota chance do vírus da Aids passar por entre as microscópicas malhas do látex que compõe os preservativos, mas que para isso acontecer o portador precisa apresentar taxas muito altas do vírus. "Apesar disto, a camisinha ainda é o único e mais seguro recurso para proteger das mais diversas doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada." Para o caso de pessoas que tem uma DST na parte externa da genitália, o melhor é buscar tratamento e suspender as relações sexuais, evitando o risco de transmitir ao parceiro.
 
5. Se eu usar mais de uma, estou mais protegido?
Essa prática não é recomendada, pois a fricção das duas malhas de látex pode causar um rompimento das camisinhas, muitas vezes sem a percepção do usuário. "Usar mais de um preservativo irá diminuir a sensibilidade do homem naquele local, fazendo com que ele não note o rompimento ou então não sinta prazer no ato", explica o urologista Sylvio. A mesma lógica vale para a camisinha feminina, que deve ser usada individualmente, nunca em conjunto com a masculina. 
 
6. É necessário usar durante o sexo anal?
Sim, principalmente para evitar infecções e contaminações na área. "Isso porque a flora bacteriana da região anorretal é diferente da que encontramos na uretra ou vagina, podendo oferecer uma dificuldade extrema de tratamento caso venha causar infecções uretrais ou vaginais", explica o urologista Sylvio. Outro ponto é a transmissão de DSTs, que também pode acontecer por meio do sexo anal, sendo necessário o uso de camisinha.  
 
7. Pessoas que têm alergia a látex podem usar a camisinha masculina?
Evidentemente que se tem alergia, o indivíduo não deve usar a camisinha masculina feita de látex. Hoje no mercado existem as camisinhas feitas de silicone, ou mesmo a camisinha feminina, que é feita de poliuretano ou borracha nitrílica, materiais com pouco potencial alergênico. Caso o homem ou a mulher sejam alérgico ao látex, o ideal é buscar essas alternativas.
 
8. Se a camisinha furar, qual o procedimento mais adequado?
É preciso salientar que a camisinha raramente irá estourar se for usada e conservada adequadamente. "Caso ocorra o rompimento, o coito deverá ser interrompido imediatamente e uma nova camisinha deve ser adequadamente usada", explica o urologista Sylvio. A ginecologista Arícia também recomenda o uso da pílula do dia seguinte, para os casos em que se quer evitar a gravidez. 
 
9. Qual o prazo de validade de uma camisinha?
O prazo de validade varia de três a cinco anos, dependendo do fabricante. "Esse tempo é contado a partir da data de fabricação, que vem impressa na embalagem" alerta Sylvio Quadros. Para sua melhor conservação, devemos mantê-la longe de umidade e calor excessivo, além de evitar dobrá-la, amassá-la ou mantê-la por muitos dias dentro da carteira, da bolsa, porta-luvas ou porta-malas do carro. "Sem esquecer que ela deve ser retirada do invólucro apenas instantes antes da sua utilização."
 
10. Falta de lubrificação durante o sexo pode estourar a camisinha?
Sim, esse é um dos principais fatores de rompimento. Por isso, a penetração só deve acontecer quando a mulher já estiver excitada e devidamente lubrificada. "No caso do sexo anal, em que não há lubrificação natural, é recomendado o uso de produtos lubrificantes adequados", afirma o urologista Sylvio. Caso a mulher tenha muito pouca ou não possua lubrificação natural, é indicado também o uso dos produtos.   
 
11. Eu posso usar a mesma camisinha em dois atos sexuais seguidos?
Nunca, mesmo que não haja ejaculação. "Um dos fatores de rompimento da camisinha é o seu uso prolongado, pois aumentará a fricção ou mesmo diminuir a área de extravasamento", alerta Sylvio Quadros. O ideal é ter sempre mais de um preservativo disponível, para que ele possa ser trocado a cada ato sexual consecutivo.   
 
12. A camisinha exclui o uso de outros métodos contraceptivos?
Não. Usar a camisinha durante as relações sexuais não impede o casal de manter ou começar a usar outros métodos contraceptivos, como a pílula anticoncepcional ou o adesivo. Da mesma forma, uma mulher que já faz uso desses métodos não deve dispensar as camisinha durante as relações sexuais, uma vez que esses métodos protegem apenas contra a gravidez, e a camisinha também previne DSTs. Vale lembrar que a pílula anticoncepcional é aquela de uso contínuo, e não a pílula do dia seguinte - essa deve ser usada apenas no caso de a camisinha ter estourado ou qualquer outra situação que levante a suspeita de gravidez após a relação sexual.
 
Minha Vida

Dor abdominal: entenda as causas, tipos de dor e tratamentos

Foto: Reprodução
Dor abdominal
Conheça as doenças mais comumente relacionadas ao sintoma e como identificar
 
Quando falamos em dor abdominal, muitos podem pensar que ela se concentra apenas no estômago. Mas isso está longe de ser verdade - o abdômen é toda a porção entre o tórax e a virilha, e qualquer manifestação nessa faixa pode ser considerada dor abdominal.
 
E você já pode imaginar que, com a quantidade de órgãos que temos nessa região, fica muito difícil acertar o que pode estar causando esse desconforto tão grande.
 
"Devemos lembrar que a dor é um sintoma, portanto seu papel maior é orientar a investigação rumo a um diagnóstico e tratamento adequado", explica o clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do laboratório Salomão Zoppi Diagnósticos.
 
Para ajudar, separamos os órgãos que frequentemente causam dor abdominal quando estão com problemas e ensinamos a reconhecer sua dor:
 
Pâncreas - Foto: Getty ImagesPâncreas
Quando a dor abdominal é descrita como uma dor intensa em faixa, no meio do abdômen, pode indicar problemas no pâncreas. "A sensação só melhora quando a pessoa assume a pose de prece maometana (com os joelhos apoiados no chão e a cabeça baixa, deixando o quadril voltado para cima)", diz o clínico geral Eduardo Finger, coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do laboratório Salomão Zoppi Diagnósticos.

O pâncreas é uma glândula do sistema digestivo e endócrino que se localiza atrás do estômago, entre o duodeno e o baço. Entre as suas funções está fazer a digestão das gorduras que ingerimos usando o suco pancreático, substância que contém enzimas digestivas. Além disso, o pâncreas é responsável por produzir os hormônios insulina e glucagon. A insulina é responsável por reduzir as taxas de açúcar no sangue, ao passo que o glucagon tem o efeito contrário, aumentando essas concentrações.

Qualquer falha no funcionamento da secreção dessas enzimas ou inflamações no órgão pode causar doenças que levam à dor abdominal. A principal suspeita quando a dor está localizada nesse órgão é a pancreatite - um inchaço, inflamação ou infecção no pâncreas que pode ter várias causas, entre elas o consumo excessivo de álcool. Em alguns casos, a dor pode vir acompanhada de febre e inchaço no abdômen. Também é comum a dor piorar minutos após comer ou beber, especialmente no caso de alimentos com altas quantidades de gordura. Outras doenças menos comuns relacionadas a dor no pâncreas são fibrose cística e câncer.

O médico poderá receitar analgésicos a fim de aliviar as dores e recomendar uma dieta com baixa ingestão de gordura. Nos casos mais graves, a cirurgia é necessária para remover tecido pancreático morto ou infeccionado.
 
Apêndice - Foto: Getty ImagesApêndice
O apêndice está localizado no ceco, que é a primeira parte do intestino grosso. Ele é uma espécie de tubo anexo ao órgão e tem aproximadamente cinco centímetros de comprimento. Ainda não se sabe exatamente qual a função do apêndice em nosso organismo - de acordo com um estudo feito na Duke University Medical School e publicado na revista Journal of Theoretical Biology em 2007, ele pode estar relacionado com as bactérias que habitam e ajudam o sistema digestivo. Segundo os pesquisadores, pode ser que o apêndice funcione como uma casa segura para esses micro-organismos.

"Essa é uma dor genérica, de intensidade variável, no quadrante inferior direito do abdômen", explica o clínico geral Eduardo. Mas, a depender da posição do apêndice, a dor pode surgir na região do umbigo ou até nas costas - mas essas manifestações são mais raras, afirma o médico. A doença mais relacionada é a apendicite, uma inflamação no apêndice geralmente relacionada com uma obstrução no órgão, ocasionada por fezes, um objeto estranho ou, em casos mais raros, um tumor.

Ao menor sinal de dores no apêndice, o ideal é buscar um médico. Caso seja uma inflamação grave ou um tumor, o paciente poderá ser submetido a uma cirurgia para retirada do órgão.
 
intestino - Foto: Getty ImagesIntestino
A dor abdominal de origem intestinal tem dois tipos: a gerada por inflamação e aquela consequente da constipação. "A primeira geralmente é uma queimação difusa e contínua, já a segunda se caracteriza por uma cólica em intervalos irregulares acompanhada da sensação de empachamento", afirma o clínico geral Eduardo. O especialista afirma que o excesso de gases, gerado pela digestão dos alimentos no intestino, pode causar dor abdominal. "Essas manifestações podem variar desde uma dor aguda em flancos até algo mais difuso e extenso, que se espalha por uma região do abdômen", explica. Frequentemente, a dor dos gases pode se mostrar móvel, mudando de lugar depois de apertarmos a barriga e melhorando com a liberação dos gases.

O intestino é um órgão que se estende do estômago até o ânus, se dividindo em dois segmentos: intestino delgado e intestino grosso. O primeiro é responsável por completar a digestão de proteínas, lipídeos, carboidratos, vitaminas e todas as substâncias ingeridas e necessárias para fornecer energia ao nosso organismo. Já o intestino grosso faz a absorção de água e eletrólitos e síntese de vitaminas pelas bactérias intestinais. Ao absorver a água, o intestino grosso forma o bolo fecal (fezes).

Existem diversas doenças que podem causar dor abdominal proveniente do intestino. As mais comuns são síndrome do intestino irritável e alergias ou intolerâncias alimentares (como intolerância à lactose). Há também as doenças inflamatórias do intestino, como doença de Chron e colite. Nos casos mais graves, as dores abdominais podem ser causadas por um câncer colorretal.

Já a constipação é causada quase sempre por conta de uma alimentação pode em fibras e líquidos - principalmente a água - impedindo o intestino de formar um bolo fecal adequado e dificultando os movimentos intestinais, responsáveis por formar as vezes e levá-las até o ânus para evacuação. "A prisão de ventre acontece quando você tem fezes muito ressecadas, que exigem um esforço muito grande na hora de evacuar, comumente associado a uma sensação de cólica e desconforto", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. A prisão de ventre não tratada pode gerar diverticulite (formação de bolsas e quistos no intestino), que por si só também leva a dor abdominal.

Além das deficiências alimentares a constipação pode acontecer em idosos, por diminuição do movimento do intestino, como colateral de medicamentos, consequência do sedentarismo ou então de problemas na tireoide. Existe também uma doença rara, segundo o nutrólogo, que se define pela falta de nervos na parede do intestino, responsáveis por contrai-lo. Pessoas com essa doença tem prisão de ventre desde o nascimento, justamente porque são incapazes de fazer o intestino funcionar corretamente.

Caso você sinta as cólicas e dores abdominais com frequência, procure um médico para avaliar o problema. Ele poderá receitar para as cólicas um antiespasmódico, medicamento que age inibindo contrações musculares, agindo no foco da dor. Entretanto, na suspeita de problemas mais graves, ele poderá indicar um exame de colonoscopia.
 
Rins - Foto: Getty ImagesRins
Com o formato de feijões e cerca de 5 cm de largura por 3 cm de espessura, os rins são órgãos excretores, responsáveis principalmente por filtrar as substâncias que nosso corpo digere e produz, deixando apenas o que é bom para organismo e jogando fora através da urina aquilo que não nos faz bem. Os dois rins ficam localizados cada um em um lado da coluna - o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço.

A principal causa de dor abdominal relacionada ao rim é o cálculo renal. "A pedra se forma quando algumas substâncias secretadas pela urina - como o cálcio - estão presentes no rim em quantidade excessiva, isso causa um processo de cristalização, formando a pedra", explica o nefrologista Eduardo Garcia, do Hospital Samaritano de São Paulo. O tamanho do cálculo influencia a intensidade da dor - até quatro milímetros podem ser expelidos espontaneamente, sem dor. "Acima desse tamanho, a chance de episódios com dor aumenta", conta o nefrologista André Sloboda, da Sociedade Brasileira de Nefrologia. A dor do calculo renal costuma ser em cólica, unilateral, intensa, com trajeto que se inicia em região lombar e segue em direção à região pubiana. A dor, que muitos dizem ser quase insuportável, acontece porque a pedra está se movimento dentro dos rins.

"Outras doenças renais relacionadas à dor no abdômen incluem obstrução ureteral e pielonefrite, ou infecção alta do rim, mas esta vem acompanhada de febre, mal estar intenso e pus na urina", ressalta o clínico geral Eduardo Finger.

A dor, cuja intensidade é comparável as dores do parto, acontece porque a pedra está se movimento dentro dos rins. O alívio da dor pode ser feito com o uso de antiespasmódicos, uma vez que eles irão inibir as contrações renais, diminuindo o sintoma. Diferente dos analgésicos, que apenas causam uma sensação de anestesia, o antiespasmódico age diretamente na causa da dor.
 
Aparelho reprodutor - Foto: Getty ImagesAparelho reprodutor
As cólicas menstruais sem dúvida são as dores abdominais mais relacionadas com o aparelho reprodutor. "O mal aparece em consequência das contrações realizadas pelo útero para eliminar o sangue - ou seja, quanto mais intenso for o fluxo, mais fortes serão as cólicas", explica a ginecologista Silvana Chedid, chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa. Essa dor costuma acometer o baixo ventre, facilmente identificada por acontecer próxima ou durante o período menstrual. Essa cólica pode ser tratada utilizando medicamentos antiespasmódicos, uma vez que eles irão inibir as contrações uterinas, diminuindo a dor e aliviando o sintoma. Diferente dos analgésicos, que apenas causam uma sensação de anestesia, o antiespasmódico age diretamente na causa da dor, sendo mais eficaz no tratamento.

No entanto, as cólicas muito dolorosas podem indicar um problema mais grave: a endometriose. O endométrio é a mucosa que reveste a parede interna do útero, responsável por alojar o embrião e auxiliar na formação da placenta durante a gravidez. Caso a mulher não seja fecundada, o endométrio se desintegra e é expelido do corpo na forma de menstruação. A endometriose acontece quando esse tecido cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade. Essa formação de tecido normalmente ocorre na região pélvica, nos ovários, no intestino, no reto, na bexiga e na pélvis. "Os sintomas principais da endometriose são as cólicas menstruais que não melhoram com medicação habitual, dores na relação sexual e sintomas urinários e intestinais como dor ao evacuar e sangramento", explica a ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Pasteur, em Brasília. Caso você tenha esses sintomas, procure um médico ginecologista.
 
Fígado - Foto: Getty ImagesFígado
O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano depois da pele. O fígado exerce mais de 200 funções em nosso organismo, sendo as principais o auxílio na digestão de alimentos, produção de bile (substância que atua na digestão de gorduras), a síntese de colesterol e a metabolização dos elementos nocivos de alguns alimentos, como bebidas alcoólicas, café e gorduras. De acordo com o clínico geral Eduardo, o fígado e si não dói, mas a cápsula fibrosa que o envolve sim. "Dessa forma, as dores na região do fígado costumam ser mais frequentes naquelas doenças que produzem distensão da cápsula como é o caso do edema hepático na insuficiência cardíaca, um tumor se expandindo, edema inflamatório da hepatite e etc", diz. A dor de origem hepática pode ser descrita como um peso no quadrante superior direito do abdômen.

É importante identificar a dor no fígado para evitar tratamentos que podem ser nocivos ao órgão, como a ingestão de paracetamol, um analgésico e antipirético. Quando o paracetamol é processado pelo organismo, produz um composto tóxico chamado NAPQI, que em baixas quantidades pode ser facilmente limpado pelo organismo. Entretanto, em um fígado doente ou em altas quantidades, o NAPQI resultante do paracetamol pode ser uma ameaça, uma vez que a substância ataca as moléculas que formam a membrana das células hepáticas. A consequência disso é a morte dessas células, que compromete o funcionamento do fígado.

É importante manter uma dieta com alimentos de fácil digestão, como frutas, verduras e peixes, além de uma consulta ao médico, que irá indicar o tratamento mais recomendado para a sua situação.
 
Estômago - Foto: Getty ImagesEstômago
O estômago é um órgão presente no tubo digestivo, situado logo abaixo do diafragma. Ele é responsável por produzir o suco gástrico, que inicia a digestão dos alimentos e os prepara para serem absorvidos no intestino. As dores de estômago estão intimamente relacionadas com o refluxo gastroesofágico e a gastrite. "A doença do refluxo gastroesofágico é uma condição na qual o conteúdo do estômago (alimento ou líquido) vaza em direção contrária - do estômago para o esôfago", explica a gastroenterologista Eponina Lemme, da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Essa ação pode irritar o esôfago, causando azia e dor abdominal em queimação no quadrante superior esquerdo do abdômen. Já a gastrite ocorre quando o revestimento do estômago fica inflamado ou inchado devido, entre outros, ao estresse excessivo ou infecção pela bactéria H. pylori. Essa dor também é em forma de queimação, só que muito mais intensa do que a causada pelo refluxo.

"Já as infecções estomacais causam uma dor difusa e confusa, que pode queimar e dar cólicas, frequentemente acompanhadas de vômitos", completa o clínico geral Eduardo Finger. Além disso, em casos mais graves, o câncer de estômago pode simular uma úlcera ou uma gastrite, gerando a dor abdominal.

O alívio da dor de estômago genérica pode ser feito com antiácidos, antieméticos, ou antiespasmódicos. No entanto, se a dor persistir ou se tornar frequente, é importante procurar um médico.
 
Vesícula biliar - Foto: Getty ImagesVesícula biliar
A vesícula biliar é conectada ao fígado e ao duodeno e tem cerca de 7 cm de comprimento. Sua aparência é verde escura por conta da bile, que fica armazenada no órgão - sua única função. Depois de ser armazenada na vesícula biliar, a bile se torna mais concentrada do que quando saiu do fígado, aumentando sua potência e intensificando seu efeito na digestão das gorduras. A dor abdominal em decorrência de problemas na vesícula podem acusar problemas como cólica biliar - dor causada pela obstrução total ou parcial dos canais que conduzem a bile. A cólica biliar geralmente acontece em decorrência dos cálculos biliares, que são depósitos que se formam dentro da vesícula biliar, feitos de colesterol ou compostos da bile. "É uma cólica que se inicia no quadrante superior direito e caminha em direção ao meio do abdômen", conta o clínico geral Eduardo. A dor também pode ser um sinal de colangite, que é uma infecção das vias biliares. Nesse caso, o sintoma acomete todo o meio da barriga em forma de queimação, sendo muito doloroso até mesmo tocar na região.

O médico poderá receitar medicamentos antiespasmódicos para o alívio da dor, assim como indicar o tratamento mais adequado para a origem da dor. No caso de cálculos biliares pode ser até mesmo uma cirurgia.
 
Minha Vida

Ruídos monótonos e contínuos podem ajudar a melhorar o sono

Foto: Reprodução
O tic-tac do relógio pode atrapalhar o sono e causar
irritação
Bem Estar desta sexta-feira (23) deu dicas para abafar barulhos externos. O som da chuva, por exemplo, pode ajudar a induzir estado de sonolência
 
O que mais atrapalha seu sono? Tem gente que mora perto de locais com muito trânsito e sons de carros, ou tem também quem more perto de aeroportos e sofre com o barulho de aviões - e com tanto barulho lá fora, às vezes fica impossível dormir.
 
No Bem Estar desta sexta-feira (23), a neurologista Andrea Bacelar explicou, no entanto, que é possível minimizar esses incômodos e abafar os ruídos externos - a solução é usar outro barulho, o chamado "ruído branco".
 
Esses ruídos, como o barulho da chuva, são monótonos e contínuos e podem ajudar a induzir o estado de sonolência, fazendo com que a pessoa deixe de prestar atenção aos sons externos.
 
Estudos mostram, por exemplo, que o som da TV bem baixo ajuda a melhorar a insônia porque faz a pessoa se distrair. Existem inclusive aplicativos de celular com esses barulhos para quem tem dificuldade em pegar no sono.
 
A neurologista Andrea Bacelar alerta, no entanto, que isso é individual - tem gente que tem o sono melhor com ruídos contínuos, mas para outras pessoas, isso pode não funcionar.
 
Sono (Foto: Arte/G1)
 
Além do som, é fundamental prestar atenção em outros fatores - o sono precisa de estabilidade e previsibilidade, ou seja, qualquer perturbação diferente já é suficiente para atrapalhar. É por isso que as pessoas dormem bem sem variações de volume, mas acordam com a freada de um ônibus ou um som mais brusco. A temperatura também afeta a qualidade do sono e como o corpo esfria durante a noite, é sempre bom ter uma manta perto para se esquentar.
 
O programa recebeu também o pneumologista e presidente da Associação Brasileira de Sono Geraldo Lorenzi Filho para falar sobre alguns distúrbios que podem atrapalhar na hora de dormir, como a apneia do sono e o bruxismo, por exemplo. Segundo o médico, existem placas de resina confeccionadas por dentistas que podem ajudar a evitar esses problemas e até mesmo o ronco. Para quem ronca só de barriga para cima, há ainda uma solução simples - uma bolinha de tênis costurada às costas do pijama, para não dormir para cima, como mostrou o programa.

G1

Vírus chikungunya se propaga de forma rápida pelo Caribe

Foto de 15 de maio mostra a garota Karla Sepulveda, de 5 anos, que foi infectada pelo vírus chikungunya, em hospital da cidade de Boca Chica, na República Dominicana (Foto: AP Photo/Ezequiel Abiu Lopez)
Foto: AP Photo/Ezequiel Abiu Lopez
Foto de 15 de maio mostra a garota Karla Sepulveda, de 5 anos,
que foi infectada pelo vírus chikungunya, em hospital da cidade
 de Boca Chica, na República Dominicana
Vírus é transmitido por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Opas estima 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, na região
 
Hospitais e clínicas por todo o Caribe estão recebendo milhares de pessoas com os mesmos sintomas: fortes dores de cabeça, febre alta e tanta dor nas articulações que elas mal conseguem andar ou usar as mãos. O quadro é provocado pelo vírus chikungunya, que está se espalhando rapidamente pelos mosquitos nas ilhas da região, segundo a agência Associated Press. O primeiro caso transmitido na região foi confirmado em dezembro.
 
"Você sente nos seus ossos, nos dedos e nas mãos. É como se tudo estivesse se despedaçando", disse Sahira Francisco, de 34 anos, à agência Associated Press enquanto ela e sua filha esperavam atendimento em um hospital em San Cristobal, uma cidade no sul da República Dominicana onde muitos casos foram registrados nos últimos dias.
 
O nome chikungunya é derivado de uma palavra africana que pode ser traduzida como "contorcido de dor". Apesar de o vírus raramente ser fatal, ele é extremamente debilitante. "É terrível, eu nunca tive em toda a minha vida uma doença desse tipo", disse Maria Norde, uma mulher de 66 anos confinada a uma cama na sua casa na ilha de Dominica. "Todas as minhas articulações estão doendo."
 
Surtos de infecções pelo vírus têm afetado a população da África e da Ásia há muito tempo. Mas ele é novo no Caribe, onde o primeiro caso foi registrado em dezembro, provavelmente trazido por um viajante. Autoridades de saúde locais estão trabalhando agora para educar a população sobre a doença, acabar com os mosquitos e lidar com os casos existentes.
 
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirma que há na região mais de 55 mil casos, entre suspeitos e confirmados, desde dezembro. O vírus também atingiu a Guiana Francesa, onde ocorreu a primeira transmissão confirmada na América do Sul continental.
 
Segundo a Opas, sete pessoas com o chikungunya já morreram, mas elas podem ter tido outros problemas de saúde que contribuíram para esse desfecho.
 
"Os números estão aumentando como uma bola de neve por causa das constantes movimentações de pessoas", disse Jacqueline Medina, especialista do Instituto Tecnológico, na República Dominicana, onde alguns hospitais reportaram mais de 100 novos casos por dia.
 
O vírus é transmitido por duas espécies de mosquito, o Aedes aegypti, que também transmite a dengue, e o Aedes albopictus. É comum que ele seja transmitido por viajantes. Ele pode se espalhar para uma nova área se alguém tem o vírus circulando em seu sistema em um período que vai de 2 a 3 dias antes do início dos sintomas até 5 dias depois.
 
Durante anos, houve relatos de casos esporádicos de viajantes diagnosticados com chikungunya, mas sem transmissão local. Em 2007, houve um surto no norte da Itália, então autoridades de saúde previram que era apenas uma questão de tempo até o vírus se espalhar para o ocidente, segundo o médico Roger Nasci, dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.
 
De 60% a 90% das pessoas infectadas apresentam sintomas. Em comparação, apenas 20% dos infectados por dengue têm sintomas. A boa notícia é que existe apenas um tipo de chikungunya, ao contrário da dengue, que tem quatro subtipos. Uma vez que a pessoa é infectada e pelo chikungunya e se recupera, ela se torna imune à doença.
 
No Brasil
Por enquanto, o Brasil só registrou casos importados de chikungunya, ou seja, pessoas que foram infectadas fora do país. Mas o surgimento de casos no Caribe e também na Guiana Francesa, que faz fronteira com o Amapá, deixou pesquisadores brasileiros em alerta. Para eles, o risco de transmissão da doença aqui é real.
 
Autoridades de saúde de Roraima e do Amapá estão atentas ao risco da chegada do vírus no país. No Amapá, uma visita de uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde está prevista para traçar medidas de prevenção do vírus.
 
G1

HC de São Paulo faz 1º transplante de múltiplos órgãos na rede pública

O cirurgião Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque participa do III Fórum Internacional de Transplantes do Aparelho Digestivo, que discutiu a situação do transplante multivisceral no Brasil. (Foto: Roberto Martins/Depto. GastroUSP/Divulgação)
Foto: Roberto Martins/Depto. Gastro USP/Divulgação
O cirurgião Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque
coordenou o primeiro transplante multivisceral feito
no Hospital das Clínicas da FMUSP
 
Foram transplantados estômago, duodeno, intestinos, pâncreas e fígado. Cirurgia de 12 horas envolveu 24 profissionais e 35 bolsas de sangue
 
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) realizou, nesta quinta-feira (22), o primeiro transplante multivisceral feito por uma instituição pública no país. A cirurgia, que envolve a substituição de vários órgãos de uma só vez, faz parte de um protocolo de pesquisa que prevê a realização de 10 procedimentos do tipo no hospital, financiados pelo Ministério da Saúde.
 
Quem recebeu o transplante foi José Cícero Lira da Silva, de 31 anos. Segundo o cirurgião Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, diretor do Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do HC, o paciente, que veio de Maceió, começou a apresentar problemas no aparelho digestivo há dois anos. Quando foi diagnosticado um tumor neuroendócrino de baixa atividade, ele já estava muito grande e tinha invadido vários órgãos do sistema digestivo.
 
Silva foi encaminhado ao HC há cerca de sete meses, quando passou a ser candidato à cirurgia de múltiplos órgãos. “Ele não tinha mais condições cirúrgicas. A única solução, pela característica histológica e pelo comportamento do tumor, era o transplante multivisceral”, diz o cirurgião. Foram transplantados estômago, duodeno, intestino grosso, intestino delgado, pâncreas e fígado.
 
A operação, que começou às 6 horas da manhã de quinta-feira, durou 12 horas e envolveu uma equipe de 24 pessoas, entre médicos, enfermeiros, coordenadores de transplante e a equipe de preparação dos órgãos. O paciente está em estado estável e deve permanecer desacordado por pelo menos mais três dias. Segundo o cirurgião, ele recebeu 35 bolsas de sangue.
 
Uma das dificuldades em relação ao procedimento, segundo D’Albuquerque, é encontrar um doador único que apresente boas condições em todos os órgãos a serem transplantados. Ele conta que esta foi a sétima vez que o paciente foi chamado para o transplante. Nas seis vezes anteriores, a cirurgia foi cancelada porque pelo menos um dos órgãos não apresentava as condições necessárias.
 
Outros cinco pacientes do HC também se enquadram nesse perfil e aguardam doadores compatíveis para se submeterem ao transplante multivisceral.

Pioneiro
Este foi o segundo procedimento do tipo a ocorrer no país. O primeiro foi feito em 2012 pelo Hospital Israelita Albert Einstein, também em parceria com o Ministério da Saúde. Atualmente, o transplante multivisceral não está previsto nos protocolos que regulamentam os transplantes no país, mas o Ministério da Saúde está avaliando a possibilidade de incluí-lo.
 
O transplante multivisceral consiste na substituição, de uma só vez, do estômago, duodeno, intestino, pâncreas e fígado. Os órgãos são retirados em bloco, de um único doador, e transplantados para o paciente em uma única cirurgia. O procedimento tem várias indicações.
 
Crianças que nascem com torções no intestino devido a falhas genéticas ou defeitos congênitos podem ser candidatas ao procedimento. Assim como pacientes que se submetem a cirurgias recorrentes devido a doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn. A indicação ainda pode ocorrer por tumores com metástase ou por entupimento de veias abdominais.
 
O cirurgião calcula que existam de 400 a 600 brasileiros que poderiam ser beneficiados com o procedimento.
 
G1

Colesterol elevado pode prejudicar fertilidade


Colesterol elevado pode prejudicar fertilidade Emily Cahal/Stock.xchng
Foto: Emily Cahal / Stock.xchng
Casais que desejam engravidar podem melhorar suas chances
ao garantir seus níveis de colesterol em uma faixa aceitável
Segundo pesquisa, casais com níveis elevados da substância levam mais tempo para engravidar
 
Altos índices de colesterol podem reduzir a fertilidade em casais que tentam engravidar, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores do National Institutes of Health, da Universidade de Buffalo, Nova Iorque, e da Universidade de Emory, em Atlanta.
 
Casais em que cada parceiro tinha um nível elevado de colesterol levaram mais tempo para conceber uma criança. Além disso, nos casais em que a mulher tinha um nível de colesterol elevado e o homem era saudável, o tempo para conseguir engravidar também foi maior.
 
— Já sabíamos que o colesterol elevado aumenta o risco de doenças cardíacas. Nossos resultados agora também sugerem que os casais que desejam engravidar podem melhorar suas chances ao garantir seus níveis de colesterol em uma faixa aceitável — diz o autor do estudo, Enrique Schisterman.
 
O colesterol é uma substância cerosa, semelhante à gordura encontrada em todas as células do corpo. Possui diversas funções, incluindo a produção de hormônios e os níveis de vitamina D. Níveis elevados de colesterol geralmente não causam quaisquer sinais ou sintomas, mas aumentam as chances de doenças cardíacas.
 
Para a análise, a equipe acompanhou 501 casais que não estavam sendo tratados por infertilidade, mas que estavam tentando conceber uma criança, entre os anos de 2005 e 2009. Os casais foram observados até a gravidez ou até um ano de tentativas.
 
Os voluntários forneceram amostras de sangue, as quais foram testadas para o colesterol livre. Schisterman e seus colegas mediram a quantidade total de colesterol no sangue, sem distinguir os seus subtipos. Eles teorizaram que o colesterol no sangue pode estar relacionado com a fertilidade, já que o corpo o utiliza para fabricar os hormônios sexuais como a testosterona e o estrogênio. Além disso, calcularam a probabilidade de um casal engravidar usando uma medida estatística (FOR), que estima o percentual dos casais em cada ciclo de gravidez, com base em suas concentrações de colesterol.
 
Embora os pesquisadores não tenham avaliado a relação entre os subtipos de colesterol, Schisterman afirma que os altos níveis de colesterol são suscetíveis de indicar um índice de HDL (colesterol bom) desfavorável em relação ao LDL (colesterol ruim).

Zero Hora

Entenda a relação entre enxaqueca e ciclo menstrual


Entenda a relação entre enxaqueca e ciclo menstrual Stock.xchng/stock.xchng
Foto: Stock.xchng
No período menstrual, a enxaqueca pode ser acompanhada de
cólicas menstruais, dores nas mamas e oscilações do humor
Alteração nos hormônios estrógeno e a progesterona é responsável pelo incômodo
 
Alguns dias antes do início da menstruação você começa a sentir enjoo, mal estar, dores de cabeça e intolerância à luz e ao barulho. O que muitas mulheres não sabem é que esses sintomas são uma consequência de uma enxaqueca catamenial — dor de cabeça que ocorre durante o ciclo menstrual.
 
A boa notícia é que existem tratamentos. Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, os culpados por esse incômodo são o estrógeno e a progesterona, principais hormônios que regulam o ciclo menstrual.
 
— Esses hormônios sofrem uma oscilação durante a menstruação e por conta do baixo nível de estrógeno no sangue ocorre a enxaqueca catamenial — explica ela.
 
O estrógeno tem a finalidade de controlar os níveis cerebrais de serotonina, o hormônio do bem estar. A partir do momento que o estrógeno cai, os níveis de serotonina diminuem. A redução desse hormônio causa o aumento de uma substância no organismo que provoca a vasodilatação, uma das responsáveis pelas causas da enxaqueca.
 
— No período menstrual, a enxaqueca pode ser acompanhada de cólicas menstruais, dores nas mamas e oscilações do humor— lembra a ginecologista.
 
Pílula anticoncepcional
As mulheres que tomam anticoncepcional não estão livres da enxaqueca. Durante o intervalo do medicamento, ocorre uma diminuição do estrógeno, o que contribui para o surgimento da dor. Em alguns casos, as mulheres necessitam o anticoncepcional na tentativa de evitar a doença.
 
— As que são predispostas à enxaqueca podem optar pelas pílulas que contém a progesterona e sem pausa. Além disso, alguns anti-inflamatórios prescritos dias antes da menstruação podem diminuir os sintomas— sugere a médica
 
Lembrando que as pílulas que possuem uma dosagem hormonal mais baixa são menos associadas à enxaqueca. Outras alternativas incluem realizar atividade física, acupuntura, fisioterapia, massagem, sessões de relaxamento e manter dieta balanceada e hidratação adequada. Se a dor persistir, não deixe de consultar um médico para que ela seja diagnosticada e tratada o quanto antes.

Zero Hora

Atendimento domiciliar tem 1 mihão de usuários no País, mostra censo

Thinkstock Photos
Atualmente o mercado home care emprega cerca
 de 230 mil pessoas
Setor cresce e atualmente fatura R$ 3 bilhões ao ano. São 230 mil pessoas empregadas de acordo com o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (NEAD)
 
No Brasil, mais de um milhão de pessoas recebem atenção domiciliar, seja atendimento (cuidado ambulatorial residencial) ou internação (hospitalização em casa). O mercado, que está em expansão, fatura atualmente R$ 3 bilhões ao ano. Os números são do censo do Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (NEAD).
 
O crescimento do setor tem relação direta com o aumento da expectativa de vida no País e com a carências de leitos hospitalares. "Estudos da Associação Nacional de Hospitais Privados mostra que seriam necessários 13 mil novos leitos. A atenção domiciliar pode ajudar a otimizar o uso de leitos, oferecendo atendimento em casa para quem tem essa possibilidade de sair do hospital”, afirma Ari Bolonhezi, diretor do NEAD e coordenador da pesquisa.
 
Além dessa lógica, objetivo, há um tanto de outros benefícios ao paciente que se recupera fora do hospital. Em casa, é mais fácil propiciar a autonomia do paciente e de sua família, além da retomada do vínculo familiar.
 
Mercado
 Atualmente, o mercado home care emprega cerca de 230 mil pessoas e, de acordo com Bolonhezi, deve crescer mais. “No censo, notamos que 70% dos prestadores de serviço têm a sensação de que o mercado está crescendo. Isto é muito positivo. O serviço se espalhou por todos os Estados do Brasil e há a necessidade de formar novos profissionais”, disse.
 
Para dar conta da demanda, além da maior formação da mão de obra especializada, é preciso otimizar o uso de tecnologia para monitoramento a distância. A maior parte dos empregados em atenção domiciliar é formada por técnicos de enfermagem, eles são 155 mil, mas há espaço para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e fonoaudiólogos.
 
Bolonhezi explica que o número de profissionais usados é cinco vezes maior na internação domiciliar do que na hospitalar. “No hospital, temos um enfermeiro para atender cinco leitos, em um turno de 12 horas. Já no atendimento domiciliar, isso se inverte: é um enfermeiro para cada paciente e existe o revezamento de turnos”, explica.
 
Somam-se a isso outros desafios do setor, como a impossibilidade de previsão de leitos diários, já que o número de pacientes é muito instável, e a dependência de fatores imponderáveis. "Se tem uma greve de ônibus, por exemplo, como o profissional vai chegar no local de atendimento, muitas vezes em lugares distantes?", argumenta Bolonhezi
 
Quanto aos pacientes, cerca de 70% deles são encaminhados pelas operadoras de saúde. O restante ou paga particular (26%) ou é oriundo do serviço público (4%).

iG

Campanha nacional tem o objetivo de conscientizar população sobre doenças raras

Creative Commons
Triagem neonatal, conhecida como teste do pezinho, permite a
detecção precoce de doenças metabólicas, genéticas e raras que
 muitas vezes não apresentam sintomas claros
Para facilitar o diagnóstico, o primeiro passo é que os profissionais de saúde saibam que existem 7 mil doenças raras
 
Para que haja mais diagnóstico e tratamento de doenças raras, é preciso que a população e os profissionais da saúde, inclusive, saibam da existência dessas doenças. Seguindo esta lógica, a Associação Brasileira de Genética Médica lança neste mês a Campanha Nacional de Conscientização sobre Doenças Raras Muitos Somos Raros. Além de um site com informações sobre a doença, a campanha pretende fortalecer a rede entre centros de pesquisa, hospitais, médicos e parentes.
 
Estima-se que 13 milhões de pessoas no Brasil tenham uma das 7 mil doenças raras catalogadas pela medicina (cerca de 80% têm origem genética), mas o desconhecimento e os casos sem diagnóstico ainda são frequentes. Uma das grandes dificuldades dos pacientes está no diagnóstico, que exige exames genéticos.
 
Atualmente, o  País tem cerca de 150 profissionais especializados. Seria preciso ao menos o dobro, pois estimativa é de que doenças genéticas atinjam de 3% a 5% da população
 
Desde janeiro deste ano, uma portaria incorpora 15 novos exames genéticos ao Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde deve investir R$ 130 milhões. A lei pode mudar este cenário. “Agora, a gente vai ter de pressionar para que a política de fato seja implementada”, disse Regina Próspero, do Instituto Barese, que reúne parentes de pessoas com doenças raras.
 
De acordo com a geneticista Dafne Horowitz, diretora da Sociedade Brasileira de Genética Médica, a capacitação de profissionais do SUS está prevista na Portaria.“ O importante é que eles saibam reconhecer a possibilidade. Não precisa saber diagnosticar a doença. Isso seria uma superespecialização. Mas se souber fazer uma suspeita de doença genética, já e um ganho fundamental”, diz.
 
Em fevereiro deste ano, em entrevista ao iG, o médico Roberto Giugliani, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disse que são duas as dificuldades que atrapalham o diagnóstico. "A primeira é o médico suspeitar da doença. Ele precisa conhecer um pouco sobre ela para poder suspeitar. A segunda, e talvez a mais complicada, é a inexistência de testes diagnósticos acessíveis para a população. A portaria contempla, pela primeira vez, que os serviços e os procedimentos para construção do diagnóstico sejam pagos pelo SUS. Então, se o médico quiser solicitar um exame diagnóstico sobre doença rara, ele terá o exame disponível.
 
A Associação afirma que é preciso formar redes entre os hospitais para que as suspeitas possam ser testadas nos centros de referência. “Não precisa ter um geneticista em cada hospital para analisar as amostras. Isto é inviável. O mais inteligente é que haja uma comunicação entre hospitais e os centros de referência, que hoje estão ligados à pesquisa e não ao atendimento pelo SUS”, disse.
 
iG

Aids: de sentença de morte a uma doença tratável

HIV surgiu impactando fortemente a comunidade gay, que se uniu para lutar contra a epidemia e exigir tratamento digno. Veja a trajetória da aids em quatro décadas no infográfico
 
Estreando no Brasil no próximo dia 31, no canal HBO, o filme “The Normal Heart” retrata o início da epidemia de aids nos Estados Unidos, no início dos anos 80. Estrelado por Mark Rufallo, Matt Bomer e Julia Roberts, o comovente drama se faz importante por resgatar um período em que a doença atingiu fortemente a comunidade gay, que foi injustamente estigmatizada por conta disso. Por outro lado, a produção também mostra como o movimento LGBT foi fundamental para que a contaminação pelo HIV fosse encarada com mais seriedade pelas autoridades sanitárias e pelos governos de todo o mundo.
 
Veja no infográfico abaixo a evolução da aids desde 1977, quando uma médica dinamarquesa morreu de uma doença misteriosa depois de passar uma temporada na África.


    iG

    Psicóloga que propunha ‘cura gay’ tem registro cassado no Paraná

    Divulgação
    Marisa Lobo foi cassada pelo Conselho Regional de
    Psicologia do Paraná
    Autodenominada como “psicóloga cristã”, Marisa Lobo foi cassada pelo Conselho Regional de Psicologia do estado. Ela ainda pode recorrer da decisão em âmbito federal
     
    O Conselho Regional de Psicologia (CRP) do Paraná cassou o registro da psicóloga Marisa Lobo, que ficou famosa em todo o Brasil ao defender a ‘cura gay’.
     
    A cassação aconteceu na última sexta-feira (16), em Curitiba. Marisa ainda pode recorrer da decisão no Conselho Federal de Psicologia (CFP).
     
    Procurado pela reportagem do iGay, o CRP não quis se manifestar, alegando que o processo de Marisa corre em sigilo. O órgão só pretende falar quando o CFP der um parecer definitivo sobre a cassação.
     
    Se autodenominando como “psicóloga cristã”, Marisa participou, em 2012, de audiências públicas no Congresso Nacional em favor de um projeto que propunha a modificação da resolução do CFP, que proíbe profissionais da psicologia de promover terapias para ‘tratar a homossexualidade’ de pacientes ou mesmo de se referir a esta orientação sexual como uma doença.
     
    De autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), o projeto voltou à tona no ano passado quando o também deputado federal Marco Feliciano assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Congresso.m
     
    Mas após forte pressão de outros parlamentares e também dos movimentos LGBT e dos direitos humanos, o deputado do PSDB decidiu retirar a proposta de mudança, encerrando sua tramitação.
     
    No site Gospel Prime, Feliciano criticou a cassação de Marisa, dizendo que a medida do CRP do Paraná foi uma ‘obra do sindicalismo gay’. Nesta semana, o senador evangélico Magno Malta (PR-ES) também fez um discurso no plenário do Senado defendendo a psicóloga cassada. 

    iGay

    Restaurantes da Paraíba terão que contratar nutricionista

    Estabelecimentos que servirem mais de 200 refeições dia são obrigados por lei
    Foto: Reprodução/Pixabay             
    Estabelecimentos que servirem mais de 200 refeições dia
    são obrigados por lei
    A Lei foi publicado no Diário Oficial, mas o Sindicato dos Bares e Restaurantes entrará na Justiça
     
    O Diário Oficial do Estado da Paraíba trouxe, nesta quinta-feira (22), a publicação de uma nova lei que promete render briga judicial. O assunto foi rechaçado, em Nota, pelo Sindicato dos Bares e Restaurantes de João Pessoa.
     
    A Lei nº 10.313, de 20 de maio de 2014, aprovada na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, determina que todos os estabelecimentos comerciais paraibanos contratem nutricionista quando servir mais que 200 refeições por dia. O autor da Lei é o Deputado Carlos Batinga.
     
    Para o Sindicato, a ação irá provocar aumento nos custos, com consequente subida nos preços do almoço fora de casa. Além disso, o Sindicato acredita que funcionários serão demitidos para que os proprietários possam arcar com o salário de um nutricionista.
     
    Ainda na Nota, o Presidente Graco Terceiro Neto Parente avisa que adotará as medidas judiciais cabíveis, buscando a defesa dos Associados e da sociedade consumidora.
     
    Confira a Nota do Sindicato dos Bares e Restaurantes de João Pessoa na íntegra
    A Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba aprovou e fez publicar, no Diário Oficial de 22 de maio de 2014, a Lei nº 10.313, de 20 de maio de 2014, determinando que os “estabelecimentos comerciais e não comerciais que prestem serviços de preparo e fornecimento de alimentação humana pronta para consumo que produzam mais de 200 (duzentas) refeições por dia, somente poderão exercer as suas atividades sob a responsabilidade técnica de nutricionista”.
     
    A referida Lei, dentre outros vícios, nos termos do seu artigo 3º, entra em imediato vigor, impondo aos incontáveis estabelecimentos atingidos a pronta contratação de nutricionistas, sem sequer lhes possibilitar a busca por meios menos danosos.
     
    É importante frisar que a Lei em questão, como aprovada, acarretará a redução dos quadros de funcionários dos estabelecimentos afetados, refletindo sobre a qualidade dos serviços prestados em um momento impar da nossa história e, tanto pior, no aumento do desemprego.
     
    Não é demasiado dizer que os nutricionistas, antes nossos parceiros, agora serão empregados, com brutal acréscimo de encargos, os quais deverão ser repassados para o consumidor.
     
    É importante ressaltar ainda que segurança alimentar dessa classe de estabelecimentos é regulamentada e fiscalizada pela AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA, nos termos do Regulamento Técnico de Boas Práticas Para Serviços de Alimentação - ANVISA, seguido fielmente pelos integrantes do setor na Paraíba, razão pela qual não existe a necessidade de impor mais esse ônus aos empresários e, principalmente, à sociedade, certamente a maior prejudicada com o advento desta Lei.
     
    Por fim, o SINDICATO DO HOTÉIS, BARES, RESTAURANTES E SIMILARES DE JOÃO PESSOA esclarece que adotará as medidas judiciais cabíveis, buscando, incansável e incessantemente, a defesa dos seus Associados e da sociedade consumidora.
     
    GRACO TERCEIRO NETO PARENTE
     
    PRESIDENTE DO SINDICATO DOS HOTÉIS, RESTAURANTES, BARES E SIMILARES DE JOÃO PESSOA
     
    Leia Já

    São Paulo estende campanha de vacinação contra gripe até dia 30 de maio

    Foto: Divulgação
    Público-alvo pode ser vacina gratuitamente nos 450 postos de saúde da cidade, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h
     
    A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA) informa que de 22/4 a 22/5 foram aplicadas 1.963.690 doses da vacina contra o vírus Influenza, o equivalente a 61,5% do público-alvo. A meta é vacinar 2,5 milhões de pessoas (80% do público-alvo).
     
    O objetivo é reduzir os casos de complicações e óbitos causados pela doença nas pessoas de 60 anos ou mais de idade, profissionais da saúde, gestantes, população indígena, crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos, mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias (puérperas) e quem tem doenças crônicas.
     
    A vacina, além de proteger contra a gripe, reduz o risco de complicações respiratórias e pneumonia. São necessárias duas semanas para que comece a fazer efeito. Por isso, a Campanha acontece no outono, para oferecer proteção no inverno, quando ocorre maior circulação do vírus influenza.
     
    Adultos, inclusive gestantes, devem tomar uma dose. Ao receberem a vacina pela primeira vez, as crianças devem receber duas doses com intervalo de 30 dias entre elas.
     
    O contágio da gripe ocorre através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. O vírus também é transmitido da forma indireta, por meio das mãos que podem levar o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias. Medidas simples como: lavagem frequente das mãos, uso de lenços descartáveis, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, manter os ambientes arejados, também ajudam na prevenção da gripe.
     
    É importante que as pessoas saibam que a vacina não causa gripe. Ela nunca provocará este tipo de reação porque na sua composição existem apenas partículas de vírus mortos. Uma pequena parcela de vacinados pode apresentar dor discreta no local da aplicação, febre baixa, dores musculares e mal-estar em até dois dias após a aplicação, o que não a contraindica.
     
    A vacina está disponível nas unidades de saúde. A relação dos postos pode ser consultada pelo telefone 156 ou pelo site da prefeitura. 
     
    iG