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domingo, 11 de março de 2012

PF faz operação para reprimir aborto ilegal e uso de medicamentos proibidos

Policiais cumpriram 66 mandados judiciais, entre os quais 11 ordens de prisão temporária, durante a Operação Pró-Vita, no Mato Grosso

Policiais federais cumpriram nesta sexta-feira, 9, em Mato Grosso 66 mandados judiciais, entre os quais 11 ordens de prisão temporária, durante a Operação Pró-Vita. A ação visa a combater a comercialização de medicamentos ilegais e a prática de aborto em série. Em cumprimento a 33 mandados de condução coercitiva, acusados de envolvimento nas irregularidades foram levados a vários locais para a obtenção de provas, tendo sido feitas 23 operações de busca e apreensão.

A 2ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças (MT) expediu os mandados, requeridos pela Polícia Federal (PF). De acordo com a PF, foi decretada a prisão de um médico, de alguns farmacêuticas e de atendentes de farmácias de Barra do Garças. Também foi determinado o sequestro de bens dos investigados.

Os médicos utilizavam medicamentos de uso proibido no país na estrutura do serviço público de saúde em Barra do Garças e praticavam crimes de aborto. Eles também cobravam por atendimentos médicos no hospital municipal, que devem ser gratuitos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Diversos casos de abortos criminosos foram identificados durante as investigações. A Operação Pró-Vita apreendeu 187 comprimidos do medicamento Cytotec, 260 de Sibutramina, 56 de Desobesi-M, 60 de Xanax, 40 de Rheumazin Forte e 50 de Pramil, todos de uso proibido.

Trabalharam na Operação Pró-Vita 110 policiais federais e cinco servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os mandados judiciais foram cumpridos em Barra do Garças, em Alto da Boa Vista e em Primavera do Leste, em Mato Grosso, e em Goiânia, Aragarças, Baliza e Aparecida de Goiânia, em Goiás. Os presos vão ser encaminhados à Cadeia Pública de Barra do Garças e deverão responder criminalmente pela prática de aborto, comercialização de medicamentos sem registro na Anvisa, peculato, corrupção e formação de quadrilha.

Fonte Estadão

Oncologistas discutem riscos da infertilidade em jovens com câncer

Questões sobre qualidade de vida ganham importância com aumento da sobrevida a longo prazo dos pacientes com a doença

Mais de 80% dos radioterapeutas discutem o impacto dos tratamentos contra o câncer na fertilidade com suas pacientes em idade fértil, o que pode levar a melhorar a qualidade de vida em pacientes jovens que estão vivendo muito mais do que o inicialmente diagnosticado graças às opções modernas de tratamento, diz um estudo publicado Practical Radiation Oncology, da American Society for Radiation Oncology (ASTRO).

No passado, o foco clínico para os pacientes jovens era estritamente a sobrevivência. Com o sucesso das opções atuais, esses mesmos pacientes estão entrando em remissão do câncer e vivendo mais, e isso mudou o foco da sobrevivência estrita para sobrevivência mais qualidade de vida a longo prazo.

O risco de infertilidade de um paciente com câncer aumenta após a quimioterapia, radioterapia e, às vezes, cirurgia. Para grande parte dos pacientes com tumores em idade reprodutiva, isso é uma questão importante a ser levada em conta. Houve grandes avanços no campo da preservação da fertilidade, mas essas opções devem ser consideradas antes do início do tratamento.

Pesquisas recentes sugerem que menos da metade dos pacientes adultos em idade fértil recebem informações adequadas sobre suas opções antes do início dos tratamentos, e menos de 35% das mulheres voltam a discutir os riscos da infertilidade durante ou após o tratamento.

Neste estudo, pesquisadores quiseram avaliar como anda a discussão sobre preservação da fertilidade e padrões de referência entre especialistas em câncer. Os médicos foram questionados se eles sempre/frequentemente, às vezes ou nunca discutiam o impacto do tratamento na futura fertilidade dos pacientes.

Os radioterapeutas discutem sempre ou frequentemente em 83% das vezes. Nenhum disse nunca conversar sobre o assunto. Os oncologistas clínicos discutem as opções 84% do tempo e apenas 4% admitiram nunca ter conversado sobre o tema. Os cirurgiões sempre discutem em 51% do tempo. Em 20% dos casos, nunca discutiram.

No entanto, as taxas de encaminhamento para preservação da fertilidade ainda são baixas: 40% dos radioteraputas encaminham sempre ou frequentemente, 45% dos clínicos e 46% dos cirurgiões.

Fonte Estadão

Silicone exagerado no bumbum aumenta risco de flacidez ao emagrecer

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Montagem/R7
Mulher Jaca (à esq.) optou pelo cirurgia de enxerto de gordura no bumbum, enquanto a funkeira Valesca Popozuda (à dir.) colocou implantes de silicone

Desequilíbrio da prótese com o peso é corrigido com a retirada da sobra de gordura

O bumbum aparentemente deformado da funkeira Valesca Popozuda, fotografado no carnaval deste ano, abriu precedente para várias dúvidas sobre os efeitos da cirurgia de gluteoplastia (colocação de prótese de silicone no traseiro). Afinal, quem a faz corre o risco de ficar com o bumbum deformado?

De acordo com os médicos consultados pelo R7, essa possibilidade é rara se o procedimento for feito dentro dos critérios adotados pela Associação Brasileira de Cirurgia Plástica.

Isto é, além de ser realizado apenas por um cirurgião plástico, deve-se levar em conta o tamanho da prótese para o corpo não ficar desproporcional e saber que, se emagrecer demais depois da cirurgia, pode ficar com o bumbum flácido. O alerta é do cirurgião plástico Fernando Serra, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

- O formato inicial da prótese não muda, mas ela pode ficar mais flácida porque qualquer emagrecimento pode gerar flacidez. Mesmo ela sendo mais rígida e preparada para maiores impactos.
Coincidência ou não, a própria funkeira já tinha declarado a imprensa que estava perdendo medidas para ficar mais enxuta no carnaval. Valesca tem próteses de 500 ml em cada nádega – volume considerado exagerado.

Riscos e orientações
A boa notícia é que a aparência deformada, bem diferente do objetivo estético da cirurgia, caracterizada pelo bumbum empinado e liso, pode ser corrigida com um lifting de glúteo que retira o excesso de pele. No entanto, ela causa uma cicatriz bem maior do que a da cirurgia inicial, imperceptível até com biquíni fio dental, explica Serra.

- O lifting e a retirada do excesso de pele faz uma cicatriz que vai do lacinho [do biquíni] até o começo do bumbum.

Mas retirar a prótese neste caso não é indicado porque também pode causar flacidez na região, reitera o cirurgião.

Já escolher colocar a prótese acima do músculo e não no meio, como o mais usual, também pode ser uma armadilha, explica o cirurgião-plástico Carlos Alberto Komatsu, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Isso acontece porque a própria prótese tem ondulações e elas ficam mais a mostra nessa posição.

- Se ficar superficial [a prótese], você vai enxergar a prótese e vai aparentar flacidez. O músculo disfarça essas ondulações. Às vezes fica uma bola meio saltada porque ela fica solta no meio da gordura.

Outra complicação que pode ocorrer, mas essa bem mais rara, é o encapsulamento da prótese, ou seja, quando a cápsula de fibrose que se forma ao redor do silicone se contrai e aperta o implante, causando dor e a necessidade de retirá-lo.

Isso acontece com mais frequência nos implantes mamários, mas pode ocorrer no bumbum também, pois uma cápsula sempre se forma como reação do organismo a um corpo estranho (prótese), sem geralmente não causar complicações.

Feita a cirurgia, que dura em média uma hora e meia, o paciente pode sentar-se já no dia seguinte e deitar-se de barriga para cima por pelo menos 15 dias – tempo que terá também que evitar tomar sol. Depois disso, poderá voltar ao trabalho e um mês depois deve comparecer ao consultório para retirar os pontos.

- Não sentimos a prótese porque sentamos em cima do osso do quadril, não em cima do músculo.

Geralmente não há necessidade de trocar a prótese, salvo apresente problemas, mas é importante voltar ao consultório do cirurgião a cada dois anos para ver se está tudo bem. A única grande mudança é que depois do implante não será mais permitido tomar injeção no bumbum, reitera Serra.
A operação pode custar de R$ 12 mil a R$ 25 mil, em média.

Bumbum feito de gordura
Além da prótese de silicone, o enxerto de gordura no bumbum é outra técnica usada por cirurgiões para aumentar os glúteos. Mais barata do que a prótese (de R$ 5 mil a R$ 15 mil), ela vem “acompanhada” de uma lipoaspiração.

A gordura retirada de alguma parte do corpo (geralmente do abdome) é filtrada e inserida nos glúteos com o objetivo de deixá-los mais protuberantes, diz Komatsu. À exemplo da Mulher Jaca(foto), sub-celebridade que optou pela técnica de acordo com sua assessoria artística.

Diferente da prótese que é colocada no meio do músculo mais grosso do bumbum, a gordura é inserida acima desse músculo, da metade para cima, o que cria o aspecto empinado. Em até três dias depois da cirurgia, uma parte do líquido é absorvido pelo próprio corpo e o restante adere à nádega. O que não significa que o bumbum vai perder mais gordura.

- Não diminui com o tempo. Depois que “pega”, o formato permanece porque são células vivas, com a vantagem de não correr o risco de rejeição, como no implante.

Mas para evitar deformações, os cuidados pós-operatórios devem ser seguidos à risca. Entre eles, estão o uso de uma cinta própria para o bumbum, cuidado para não comprimir demais a região e dormir de bruços por pelo menos um mês. E somente depois desse período pode voltar à academia ou a fazer movimentos mais bruscos.

Para evitar problemas, os cirurgiões reiteram a necessidade de estar em bom estado de saúde na hora da cirurgia. Elas não são indicadas em casos de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças infecciosas ou mesmo uma gripe. Além disso, as cirurgias devem ser realizadas em hospital com aparelhamento adequado e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para caso de emergência.

Fonte R7

Saúde pessoal: nunca é tarde demais para acreditar no ioga

Muitas das virtudes do ioga ainda precisam ser comprovadas em testes clínicos, diz autor de livro

Certa manhã, uma colega de natação bem intencionada falou pra todo mundo ouvir no vestiário da ACM: "Eu não acredito que a Jane Brody não pratica ioga!".

Ela tinha razão: Eu não praticava yoga e, sem saber o que ele podia me oferecer, estava relutante em experimentar. Eu também temia que o crescimento meteórico do ioga tivesse superado a capacidade de treinamento de professores qualificados, capazes de proteger meu corpo idoso.

Agora, aparentemente, meu pensamento e minha agenda podem estar prestes a mudar. Depois de ler o novo livro do meu colega William J. Broad, "The Science of Yoga" (A ciência do ioga, em tradução literal) e de observar as aulas na ACM do meu bairro, eu percebi que há muito mais nos benefícios e nos riscos dessa atividade milenar do que eu jamais poderia imaginar.

E se a ciência contida nesse livro estiver correta (conhecendo o Broad, eu tenho todas as razões para crer que sim), minhas juntas e meus músculos cansados podem colher alguns frutos importantes com uma prescrição individualizada de ioga. Eu estou especialmente preocupada com as minhas costas, repleta de espaços reduzidos entre as vértebras e propensa a espasmos e ciática.

Broad afirmou que décadas de yoga ajudaram a proteger suas costas das dores insuportáveis causadas por uma hérnia de disco. Mas em 2007, ele sofreu uma lesão nas costas causada pelo ioga enquanto saía da postura conhecida como posição estendida em ângulo lateral.

— A recuperação durou semanas. Mas essa experiência me tornou mais consciente da segurança no ioga — escreveu.

Nem todas as posições de ioga são benéficas ou seguras para todas as pessoas, e os entusiastas têm dificuldades para saber se o professor e a classe que eles escolheram têm mais chances de ajudá-los do que de prejudicá-los.

Segurança em primeiro lugar
Eu preciso de yoga terapêutico e só posso ter esperanças de me beneficiar dele se o professor for bem qualificado. É aí que mora o perigo.

Conforme aprendi no livro de Broad, "Os Estados Unidos não têm um organismo que regule o ioga terapêutico. A atividade é, como um todo, completamente desregulamentada. Não existe uma licença profissional, ou um Terapeuta de Ioga Registrado. Os candidatos ao registro normalmente não precisam cumprir com quaisquer requisitos para estabelecer suas credenciais educacionais, para passar em exames nacionais, ou para conseguir outro comprovante de proficiência. Em outras palavras, o registro não pode ser comparado com o mundo rigoroso das certificações dos profissionais da saúde".

Qualquer um que queira pode pendurar um cartaz e se intitular terapeuta de ioga. Existem exigências para o licenciamento de esteticistas e de cabeleireiros, mas não para terapeutas de ioga.

A Ioga Alliance, a organização nacional de ioga nos Estados Unidos, preenche essa lacuna com padrões de treinamento específicos que, se forem cumpridos, dão o título de professor registrado. Os padrões envolvem 200 ou 500 horas de instrução e de prática supervisionada, além de um treinamento especializado para ioga infantil e pré-natal.

Para dizer a verdade, o mundo do ioga está em repleto de verdadeiros crentes, muitos dos quais bombardearam Broad com reclamações acerca de um artigo que ele escreveu para a The New York Times Magazine em janeiro, contando a história de uma série de lesões causadas pela prática de ioga. Mas ele também foi inundado com dezenas de histórias de acidentes pessoais, que incluíam derrames e hérnias de disco.

Entre eles, havia um homem de 39 anos que afirmou em um e-mail que "sempre foi muito ativo" e que já havia "esquiado, lutado boxe, escalado, surfado, etc.". O homem começou a praticar yoga no ano 2000 e afirmou que se deliciava com seus aspectos meditativos, em contrates com os "esportes brutais" que ele praticava.

Então, em 2010, ele se matriculou em um novo curso e desenvolveu uma "estenose espinhal severa" com espasmos debilitantes nas costas quando o professor "literalmente me forçou a manter a postura do cachorro olhando para baixo de forma extremamente dolorosa". Essa é uma posição clássica, na qual as palmas das mãos e as solas dos pés tocam o chão, os joelhos ficam retos (mas não travados) e o corpo se dobra formando um ângulo reto.

Em um caso mais sério de lesão causada pela postura do cachorro olhando para baixo, uma mulher de Washington sofreu um infarto medular, um bloqueio que causou uma paralisia súbita das pernas. Desde então, ela recuperou apenas parcialmente o movimento das pernas.

Com base em sua pesquisa, Broad concluiu que os benefícios do ioga "sem dúvida superam os riscos. Ainda assim, o ioga só faz sentido quando é praticado de forma inteligente, dentro dos limites do perigo".

Portanto, é fundamental escolher sua turma e seu professor com cuidado. Grace Grochowski, professora de yoga na ACM do meu bairro e que dá aulas há 20 anos, recomenda que os novos alunos perguntem sobre a formação do professor e lhe digam quais resultados esperam obter, além de relatar quaisquer lesões, dores ou problemas de saúde que possam afetar sua participação.

O professor deve estar disposto a sugerir mudanças nos movimentos que você tenta fazer, ou até mesmo dizer que aquela turma talvez não seja apropriada para você.

— Um bom professor ouve e faz as sugestões apropriadas — afirma Grochowski.

Apesar da grande quantidade de alunos em sua aula muito procurada, ela sempre caminha entre os participantes, corrigindo e modificando sua postura e sugerindo alternativas.

Randi Baker, uma das alunas, me disse que o mais importante é "nunca ir além da conta. Se às vezes dói, não faça".

Benefícios reais
Muitas das virtudes do ioga ainda precisam sem comprovadas em testes clínicos bem realizados, Broad escreveu, e já ficou comprovado que algumas das crenças populares são falsas, entre elas a crença de que a respiração do ioga aumenta o fluxo de ar para o corpo, ou que ele acelera o metabolismo, proporcionando a perda de peso. O ioga, na verdade, diminui o metabolismo, o que além de ser relaxante, pode reduzir a comilança causada pelo estresse.

Bons estudos científicos, incluindo muitos apoiados pelo Centro Nacional de Medicina Alternativa e Complementar, um braço do Instituto Nacional de Saúde, demonstraram que a prática regular de ioga pode melhorar alguns fatores de risco cardiovasculares, como níveis elevados de pressão sanguínea, de glicemia, de colesterol e de fibrinogênio causado por coágulos, e que pode aumentar o nível de antioxidantes no sangue.

Já ficou comprovado que o ioga pode melhorar o equilíbrio em mulheres idosas e, como consequência, diminuir o risco de quedas, a principal causa de morte por lesão entre pessoas idosas. E eu fiquei muito feliz em descobrir que, talvez pela melhoria no fluxo sanguíneo e pela produção de hormônios do crescimento, o ioga pode reverter a deterioração dos discos vertebrais, uma praga que atinge milhões de americanos, jovens e velhos.

É possível que, por meio da estimulação do nervo vago, o ioga atue contra a inflamação em todo o corpo e possa reduzir os efeitos de doenças como lúpus e artrite reumatoide. Além disso, ao aliviar o stress físico e mental — o que pode corromper partes do DNA chamadas de telômeros, responsáveis por programar a morte de uma célula — o ioga pode desacelerar o envelhecimento biológico e prolongar a vida.

Um benefício mais imediato, ao qual Broad dedica um capítulo inteiro, é a aparente capacidade do ioga de revitalizar a vida sexual das pessoas por meio da produção de grandes quantidades de hormônios sexuais e das ondas cerebrais associadas com a excitação sexual. Só não tente aproveitar esse estímulo no meio da aula.

Fonte Zero Hora

Experimento inédito consegue reverter cegueira hereditária

Além de melhorar a visão dos portadores de amaurose congênita de Leber, a terapia não foi rejeitada pelo organismo

Há três anos, um grupo de 12 pacientes com cegueira hereditária se submeteu a um experimento inédito, baseado na terapia gênica, uma das grandes apostas da medicina moderna. A equipe da oftalmologista Jean Bennett, da Universidade da Pensilvânia, conseguiu reparar a mutação em um dos olhos, enviando à retina um gene novo e saudável, transportado por um vírus. O sucesso do procedimento levou os cientistas a refazer o procedimento. Desta vez, na retina que não havia sido tratada. Além de melhorar a visão dos portadores de amaurose congênita de Leber, a terapia não foi rejeitada pelo organismo, como temiam os pesquisadores. O resultado da pesquisa foi publicado recentemente na revista médica Science Translational Medicine.

Jean conta que, embora nenhum dos 12 pacientes do primeiro teste tenha recuperado completamente a visão, cinco deles melhoraram muito a acuidade visual, a ponto de não serem mais considerados cegos. O resultado veio rápido: três meses depois da primeira injeção, um exame de ressonância magnética mostrou que, quando os cientistas apresentavam uma imagem aos participantes, a região cerebral relacionada à visão ficava ativada.

Empolgados com o resultado, os pesquisadores começaram a reaplicar a terapia gênica seis meses após o primeiro teste. Três pacientes adultos que já haviam sido tratados na primeira fase foram escolhidos para participar do novo estudo. A oftalmologista afirma que a técnica deve ser aprovada em um futuro próximo pela Food and Drugs Administration, órgão de vigilância sanitária americano. Ela alerta, porém, que isso não significa a cura da cegueira.

Albert Maguire, coautor do estudo, conta que essa doença é caracterizada por uma mutação no gene RPE65.

— Pacientes com a variante genética e hereditária não conseguem produzir essa enzima. É importante falar que estamos lidando com este caso específico, e não com a cegueira em geral — afirma o especialista.

Boas perspectivas
Jean Bennett afirma que, na última década, a terapia gênica deu um salto, e que as perspectivas para o futuro próximo são excelentes. A cientista recorda que o resultado do primeiro experimento da equipe da Universidade da Pensilvânia foi publicado há 12 anos, na revista Nature Genetics, e descrevia o sucesso da terapia gênica em cachorros e ratos manipulados para desenvolver a amaurose congênita de Leber.

— Na época, ficamos extremamente animados, porque conseguimos recuperar a visão de animais que, antes, estavam cegos. O fato de termos sucesso, agora, com pacientes humanos, é um estímulo muito grande. Quando as pessoas veem resultados de pesquisas feitas em animais, podem pensar que jamais esses benefícios chegarão aos seres humanos. Tenho a felicidade de dizer que elas estão erradas — comemora Jean.

Fonte Zero Hora

Cinquenta anos depois, pílula ainda é anticoncepcional mais usado

Segundo o Ibope, cada vez mais mulheres recorrem à pílula do dia seguinte

A ordem de prioridades na vida das mulheres se inverteu nas últimas décadas: hoje, elas pensam primeiro na carreira, deixando a formação da família em segundo plano. E, como adiam o momento de ter filhos, usam e exigem cada vez mais dos métodos de contraconcepção. Estas são algumas das conclusões de uma pesquisa do Ibope sobre métodos anticoncepcionais, na qual o comportamento das mulheres nascidas até 1965 (baby boomers) foi comparado ao das gerações posteriores (X e Y).

O estudo mostrou que as novas gerações começam a vida sexual mais cedo (80% das entrevistadas iniciou-a antes dos 16 anos) e por iniciativa própria (39%). Apesar disso, a maior parte de suas representantes não conhece todos as opções de contraceptivos disponíveis no mercado: eles se queixam da pílula tradicional, pela obrigatoriedade de precisar lembrar de tomá-la todos os dias, mas não recorrem a outros métodos por saber pouco a respeito deles. Como consequência dos dois fatores, um grande número afirma recorrer cada vez mais à pílula do dia seguinte — o que é preocupante, segundo especialistas.

— Diferentemente das baby boomers, a mulher de hoje sai de casa sem saber se vai fazer sexo, e, se acontece, recorre à pílula do dia seguinte, o que é alarmante — diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do programa de estudos em sexualidade da USP. — Esta pílula foi projetada para ser excepcional, e, nestes casos, dá resultados excelentes. Mas, se usada como rotina pode levar a um grande desequilíbrio do ciclo da mulher, por ter uma alta carga hormonal. E, dependendo do caso, até desencadear um quadro de câncer. Hoje em dia há muitas opções. A mulher deve buscar a que mais se adéqua ao seu estilo de vida. Se não o faz, pode ser por desinteresse ou por receio de que o método falhe. Mas ela deve se lembrar de que novos métodos só chegam ao mercado depois de largamente testados.

A falta de conhecimento sobre os benefícios e inconvenientes de métodos mais modernos foram realmente os motivos alegados pelas mulheres das gerações X e Y para justificar sua preferência pelas já muito conhecidas pílulas hormonais em detrimento de alternativas como implante subcutâneo, injeções, DIU com hormônio e adesivos, bem mais novas. Muitas explicam a pouca informação dizendo não terem sido informadas por seus médicos sobre a conveniência destas formas de evitar a gravidez.

Feita por encomenda de uma empresa do ramo farmacêutico, a pesquisa aplicou questionários a mil mulheres de dez grandes cidades brasileiras (Rio, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Curitiba, Brasília, Porto Alegre e Recife), com idades entre 18 e 65 anos. As representantes das gerações X e Y disseram que se informam sobre métodos anticoncepcionais recorrendo a amigas e à internet, mas também ouvem seu ginecologista — desde que o método recomendado por ele médico atenda a suas preferências (52%).

Além da segurança de que não vão engravidar, as nascidas após 1965 querem benefícios extras do seu contraceptivo, como melhora da pele e do cabelo (o que foi mencionado oito vezes mais por elas do que pela geração baby boomers) e manutenção do apetite sexual (quatro vezes mais). É desejável ainda que o método ajude a controlar o peso, melhore a TPM e não precise ser usado diariamente, mostrou a pesquisa.

A ginecologista Denise Monteiro e a psiquiatra Carmita Abdo observam que as novas gerações, no entanto, estão se esquecendo de uma questão igualmente importante: a de que é preciso se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, independentemente de os preservativos serem ou não o método eleito por elas para evitar a gravidez indesejada, observam, eles deveriam ser usados em todas as relações sexuais:

— O preservativo ajuda a evitar não só as doenças em que todo mundo pensa, como Aids, mas também, por exemplo, hepatite B — observa a médica Denise Monteiro, professora da Uerj. — E eles são eficazes. Infelizmente, no caso dos preservativos para mulheres, eles não caíram no gosto das mulheres, porque, além de tudo, são esteticamente feios: parecem coadores, e o aro fica para fora da vagina durante o ato sexual. A intenção ao criá-lo foi boa, mas ele não pegou.

Embora mais focada no uso dos contraceptivos, a pesquisa revelou outros dados comportamentais interessantes. Verificou-se que há muito mais mulheres das gerações X e Y assumindo o papel de chefes de família (56%, contra 18% das baby boomers). O mesmo acontece com o trabalho: 58% das nascidas após 1965 têm um ofício, contra 19% das representantes de gerações anteriores.

Fonte Agência O Globo

Porto Alegre: Morte de bebês e falta de médicos levaram ao fechamento da UTI neonatal de Canguçu

Morte de bebês e falta de médicos levaram ao fechamento da UTI neonatal de Canguçu Nauro Júnior/Agencia RBSEm 90 dias de funcionamento, 12 crianças morreram na unidade

Canguçu, município com 53 mil habitantes na Metade Sul do Estado, está em choque. A UTI Neonatal do Hospital de Caridade do município — um sonho acalentado há anos pela comunidade — foi fechada após apenas três meses de funcionamento pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

As razões: falta de médicos suficientes para manter a unidade criada para ser referência regional e uma mortalidade de bebês bem acima do usual. Nos 90 dias de funcionamento, morreram no local 12 bebês dos 45 atendidos. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a proporção na casa de saúde de Canguçu foi de 80 óbitos para cada mil nascimentos no hospital, no primeiro mês de vida. A média nas UTIs neonatais gaúchas, segundo a secretaria, é de 13 mortes para cada mil nascimentos. Ou seja, em Canguçu teriam morrido mais de seis vezes o número de crianças que o costumeiro em outras unidades do gênero no Estado.

— Faltava pessoal. Além disso, estava com uma taxa de mortalidade bem acima do usual, mesmo com pouco tempo de funcionamento. Nesses casos, tem de parar e ver o que ocorreu — afirma o secretário estadual de Saúde, Ciro Simoni.

Conforme as primeiras conclusões da apuração feita pelo governo do Estado, não houve epidemia na UTI. Os bebês morreram de causas diferentes, e a suspeita das autoridades estaduais é que as mortes tenham ocorrido por um fator muito humano: pressa. Na ânsia de abrir a unidade intensiva, faltaram especialistas habilitados. A unidade de Canguçu começou a funcionar com apenas dois médicos e, depois de algum tempo, contava com quatro — quando o número exigido pela Anvisa seria oito médicos para cuidar de 10 pacientes (a capacidade da unidade). Ciro Simoni relata que, para obter a autorização para o funcionamento da unidade, o hospital mostrou contratos firmados com uma empresa que empregaria os médicos na instituição:

— Parece que o contrato não vingou, mas só ficamos sabendo depois, quando começaram a acontecer as mortes. Aí decidimos intervir.

O chefe da Divisão de Assistência Hospitalar e Ambulatorial da SES, Marcos Lobato, foi a Canguçu ver a situação de perto. Apesar de não estarem prontos os relatórios da vigilância sanitária e da auditoria médica realizada na UTI, Lobato adianta algumas falhas constatadas.

— Por vários momentos a UTI não tinha nenhum médico. Apuramos também que, por vezes, o mesmo médico permanecia por 72 horas ininterruptas de plantão, o que é humanamente impossível.

Lobato reconhece que a boa vontade do hospital pode ter contriuído para a alta mortalidade: por ser nova, a UTI recebeu crianças em estado muito grave, com altíssimo risco de morte. O superintendente do Hospital de Caridade de Canguçu, Fernando Gomes, confirma que a UTI não recusava pacientes, mesmo aqueles condenados, como bebês com morte cerebral — o que contribuiu para elevar a estatística da mortalidade. Ele reconhece que faltaram médicos. Muitos dos cogitados desistiram ante à demora em abrir a unidade e também por considerar o salário baixo.

Gomes diz que pagava R$ 1,5 mil por 24 horas de plantão médico e pretende oferecer R$ 2,5 mil quando a UTI reabrir. Esse dinheiro atrairá especialistas, mas tornará a UTI deficitária, já que o SUS tem pago apenas R$ 485 por paciente.

— Nós erramos, tentando fazer o bem da comunidade. Hoje não abriria com apenas dois médicos — desabafa Gomes.

A comoção causada em Canguçu gerou uma sessão especial da Câmara de Vereadores, promovida pelo vereador Ubiratan Rodrigues (PP), e um inquérito aberto pelo Ministério Público Estadual para investigar as mortes. Quem conduz o procedimento éa promotora Camile Balzano de Mattos, que ontem recebeu o levantamento fotógrafico da UTI. Estão sob análise as condições médico-sanitárias, higiene, espaço físico, material e equipamentos utilizados, tecnologia para diagnóstico e tratamento, além da performance da equipe de assistência médica e enfermagem e sua qualificação.

Apesar das investigações, o secretário Ciro Simoni não tem dúvidas de que a unidade Neonatal será reaberta:

— Temos o maior interesse que volte a funcionar. Vamos reabrir assim que tiver pessoal.

Entenda o caso

— A UTI neonatal do Hospital de Caridade de Canguçu ganhou destaque com o drama da funcionária pública de Santa Vitória do Palmar Elisiane San Martin, de 34 anos, que precisou esperar por dois dias e fazer uma viagem de mais de 500 quilômetros para dar à luz aos filhos gêmeos, em outubro do ano passado.

— Com o episódio, a deficiência de leitos no Estado veio à tona e despertou para um entrave burocrático de quase nove meses. A UTI neonatal de Canguçu tinha a disponibilidade de 10 leitos e estava pronta para atendimento desde fevereiro de 2011, mas não funcionava porque aguardava a liberação do governo e o credenciamento para o atendimento via SUS. A liberação foi publicada no Diário Oficial da União ainda no mês de outubro, pouco tempo depois da divulgação na mídia do caso Elisiane. A inauguração ocorreu no dia 13 de novembro, após aporte de R$ 150 mil por parte da Secretaria Estadual de Saúde.

— Em 28 de fevereiro, a Secretaria Estadual de Saúde fechou a UTI, após constatar a morte de bebês em índice bem superior à média estadual.

Fonte Zero Hora

Anteprojeto do novo Código Penal amplia possibilidades legais para o aborto

Juristas também propuseram mudanças no entendimento de crimes sexuais

A comissão de juristas instituída pelo Senado para elaborar o anteprojeto do novo Código Penal aprovou, nessa sexta-feira, propostas de mudanças nos artigos que tratam do aborto e dos crimes contra a dignidade sexual. As sugestões vão integrar texto a ser transformado em projeto de lei.

Depois de quase seis horas de debates, os especialistas decidiram manter como crime a interrupção intencional da gravidez, mas com a ampliação dos casos em que a prática não é punida.

Atualmente, o aborto é permitido apenas em gravidez resultante de estupro e no caso de não haver outro meio para salvar a vida da mulher. O anteprojeto passa a prever cinco possibilidades: quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância; quando o feto estiver irremediavelmente condenado por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves; quando houver risco à vida ou à saúde da gestante; por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação (terceiro mês), quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

Crimes sexuais
Também foram discutidas mudanças nos crimes contra a dignidade sexual. Conforme decisão por votação, o estupro será subdividido em três modalidades: anal, oral e vaginal.

Além disso, foi aprovada a criação de outros dois crimes. Um deles é o molestamento sexual (constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou se aproveitando de situação que dificulte a defesa da vítima, à prática de ato libidinoso diverso do estupro vaginal, anal e oral). O outro é a manipulação e introdução sexual de objetos (constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a suportar a manipulação vaginal ou anal ou a introdução de objetos).

Fonte Zero Hora

Especialista alerta para perigos do excesso de peso das bolsas femininas

Rio de Janeiro - Um detalhe ao qual habitualmente não se presta muita atenção pode fazer a diferença quando se trata de saúde da coluna. É o peso das bolsas que as mulheres carregam no dia a dia, alertou o médico Luiz Eduardo Carelli, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), especialista em tratamento de doenças da coluna.

Ele disse que o peso das bolsas pode afetar a saúde da mulher de várias formas. “Afeta com desequilíbrio postural, levando à escoliose, que é o desvio lateral da coluna, principalmente se a bolsa for carregada constantemente de um lado só do corpo, seja nos braços ou nos ombros”.

O peso da bolsa pode acarretar também contratura muscular e tendinite. “Pode sobrecarregar a musculatura e a parte tendínea do músculo, causando inflamações e dores crônicas”. Em casos extremos, Carelli informou que o excesso de peso pode ocasionar até a ruptura do disco intervertebral, que é uma cartilagem na coluna, causando hérnia de disco.

Para evitar esses problemas, o ortopedista recomenda que as mulheres carreguem somente o essencial dentro das bolsas ou que dêem preferência a bolsas de menor tamanho, “para conseguir colocar só os objetos de uso pessoal mais importantes”.

Outra dica é alternar o uso da bolsa nos ombros direito e esquerdo, para não sobrecarregar muito a musculatura. As bolsas transpassadas, do tipo carteiro, são outra opção, porque estão mais próximas do centro de gravidade do corpo e ficam presas à coluna vertebral, que consegue suportar a carga de maneira mais uniforme. Dessa forma, a fadiga e o estresse na musculatura da coluna podem ser diminuídos.

Carelli observou que o preparo físico da mulher está relacionado ao tipo de bolsa que ela carrega. A todas as pacientes que atende no Into, ele recomenda uma atividade física regular, “seja ela ginástica, musculação, pilates, para que a musculatura possa suportar essa sobrecarga de maneira que não sofra lesões”.

A qualquer sinal de dor, entretanto, ele sugere que se busque um especialista. “Dor na coluna, principalmente aquela que irradia para o braço ou para a perna, pode ser um sinal de gravidade, uma hérnia de disco ou compressão de uma raiz nervosa”. Nesses casos, a mulher deve procurar um ortopedista especializado em coluna, explicou Carelli.

Fonte Agência Barsil

Capitais não têm bom resultado em escovação dental, mostra Índice de Desempenho do SUS

 
Brasília – No início do mês, o governo federal divulgou o desempenho dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em todos os municípios do país. No quesito escovação dental, as capitais não se saíram bem.

Em uma escala de 0 a 10, 19 capitais receberam nota inferior a 2 pelas ações de promoção e supervisão da escovação dos dentes. Somente quatro capitais conseguiram avaliação acima de 5, como mostra o Índice de Desempenho do SUS (Idsus), criado pelo Ministério da Saúde para avaliar 24 indicadores de qualidade e acesso à rede pública de saúde.

No critério escovação dental, foi avaliado o número de pessoas que receberam orientação de um dentista ou outro profissional de saúde bucal sobre a maneira correta de escovar os dentes. Quanto maior a nota, maior o acesso da população à prevenção de doenças bucais, como cáries e problemas periodontais. A análise foi feita com base nos dados de 2010. A meta era oito procedimentos para cada 100 habitantes.

Florianópolis ficou com o pior resultado no indicador, 0,02. Em seguida, aparecem Belém (0,10) e Boa Vista (0,18). As primeiras colocações ficaram com Fortaleza (7,12), Rio Branco (7,11) e Curitiba (6,89).

A coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Saúde de Florianópolis, Marynes Reibnitz, atribuiu a baixa avaliação da cidade a um problema na transmissão dos dados da secretaria municipal para o sistema de informações do ministério. Segundo ela, as equipes de saúde bucal têm atendido nas escolas e em outros grupos da população, porém esses dados não foram informados ao ministério.

No ano passado, 24 mil crianças de 9 e 10 anos receberam orientações dos dentistas e material para cuidar dos dentes na capital catarinense, como escova e fio dental. Em média, a prefeitura distribui 100 mil escovas dentárias por ano, informou a coordenadora.
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“É muito triste porque não reflete o nosso trabalho”, comentou sobre a nota no Idsus. A previsão, segundo Marynes, é que o problema no repasse dos dados seja resolvido até o fim deste mês.

A atualização dos dados no sistema nacional é responsabilidade de cada município. Independentemente de casos como a desatualização ou informações incompletas, a avaliação de técnicos do Ministério da Saúde é que o baixo desempenho em alguns indicadores está relacionado à pouca atenção e investimento dos municípios em alguns programas.

O presidente do Conselho Federal de Odontologia, Ailton Morilhas, lembrou que os cuidados com os dentes e a gengiva previnem o surgimento de várias doenças. “Está mais que comprovado que várias doenças surgem da falta desses cuidados. Uma boa escovação é fundamental. Quem sai prejudicado é a população”.

Quanto à redução no número de mortes por infarto, outro quesito avaliado pelo Idsus, as capitais tiveram notas melhores. Das 27 capitais, 92% ficaram com índice acima de 5.

Na divulgação das notas do Idsus, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o governo federal vai usar os resultados como critério para premiar e conceder verba extra aos municípios e estados que alcançarem as metas de saúde.

Fonbte Agência Brasil