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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Anvisa proíbe comercialização de suplementos vitamínicos

A Anvisa proibiu a distribuição e comercialização de três suplementos vitamínicos em todo território nacional

A razão é que os produtos não têm segurança e eficácia comprovada da Anvisa e as composições dos produtos não estão especificadas na Farmacopeia Brasileira ou em outras Farmacopeias oficiais e ou do Food Chemical Codex, compêndio internacional de qualidade aprovada para alimentos.

Os suplementos proibidos são Suplemento Mineral Cromo da fábrica Maxinutri Laboratório Nutraceutico Ltda-ME, o Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus e Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus Sênior da fábrica Eurofarma Laboratórios S.A. No caso do Suplemento Mineral Cromo a proibição foi motivada pela presença da substância cromo glicina complexado.

No Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus foi encontrada a substância nicotinato glicinato de cromo e selênio glicina. No terceiro Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus Sênior havia a substância nicotinato glicinato de cromo e glicinato de selênio. Nenhuma da substâncias têm comprovações de segurança para o consumo humano.

ANVISA

Dormir demais é mais prejudicial à saúde do que dormir de menos, dizem estudos

Pesquisas sobre o sono sugerem que dormir oito horas por noite pode fazer mal à saúde
Pesquisas sobre o sono sugerem que dormir oito horas por
 noite pode fazer mal à saúde
Estudo sugere que sete horas de sono é o ideal para não aumentar o risco de mortalidade

Gregg Jacobs, especialista do Centro de Transtornos do Sono da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, afirma que estudos dos últimos dez anos indicam que oito horas não é o tempo ideal de sono para se manter saudável.

"Houve cerca de 34 pesquisas - estudos epidemiológicos que acompanham as pessoas durante um tempo, envolvendo mais de dois milhões de pessoas, e que mostram de forma consistente que há uma relação entre duração do sono e mortalidade", afirma. Segundo Jacobs, o nível mais baixo de mortalidade corresponde a sete horas de sono.

"Então, quando você dorme menos do que sete horas ou mais do que sete, há um aumento gradual no risco de mortalidade, com pessoas que dormem mais mostrando um aumento maior no risco do que as pessoas que dormem menos", conclui o cientista.

Para Jacobs, sete horas de sono é a quantidade perfeita. Menos do que isso significa que a pessoa tem mais chances de morrer mais cedo e mais do que isso significa que as chances de morrer mais cedo são ainda maiores.

No entanto, outro especialista em sono, Frank Cappuccio, professor de medicina cardiovascular e epidemiologia na Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, afirma que, quando se fala em sono, deveríamos pensar em um tempo que varia entre seis e oito horas como o ideal. E que medir o sono com precisão pode ser problemático.

"Nossa tendência é contar com métodos muito simples, como perguntar às pessoas quantas horas elas dormem por noite, em média", explica. Mas, segundo Cappuccio, as pessoas não relatam com exatidão quanto tempo elas dormem.

Contar com o depoimento das pessoas transforma os estudos do sono em uma ciência inexata pois, aparentemente, temos uma tendência a superestimar nosso tempo de sono. Mesmo com tanta falta de precisão, Cappuccio diz que, se uma pessoa acredita que dorme entre seis e oito horas por noite, não há com o que se preocupar.

Falta e excesso
Uma pessoa que dorme mais ou menos do que um período entre seis e oito horas por noite aparentemente apresenta mais risco de desenvolver problemas como pressão alta, diabetes e complicações cardiovasculares.

"Se você dorme mais do que oito horas ou menos do que seis, você tem um grande aumento do que estimamos ser o risco de desenvolver estes problemas ou morrer mais cedo", ressalta Cappuccio.

Uma análise de voluntários que participaram de um estudo sobre o sono descobriu um aumento de 12% de mortes entre os que dormiram menos, comparado com os que dormiam entre seis e oito horas.

E, quando os pesquisadores analisaram os que dormiam mais do que isto, descobriram um aumento de 30% das mortes em comparação com as pessoas que dormiam entre seis e oito horas.

Sete horas
Apesar das provas de que as pessoas não são testemunhas confiáveis do próprio sono, Gregg Jacobs afirma que é possível ter uma ideia de qual o tempo de sono ideal.

"Toda primavera nos Estados Unidos a Fundação Nacional do Sono pesquisa entre milhares de adultos em uma amostragem científica aleatória e eles descobrem coisas interessantes: que o adulto típico de hoje relata sete horas de sono e que, na verdade, parece ser esta a duração média do sono na população adulta mundial", afirma.

Para Jacobs, talvez as sete horas de sono sejam algo mais natural para o cérebro.

O cientista afirma que as pesquisas indicam que a maioria dos adultos ainda diz que se sente descansado e com energia depois deste tempo de sono e apenas 5% afirmam que se sentem sonolentos diariamente.

"Há algo a respeito das sete horas de sono que parece ser o número ideal em termos do que as pessoas conseguem (dormir) naturalmente e o que observamos em termos de saúde ideal, em termos dos níveis de mortalidade mais baixos.

Então, a resposta de sete horas de sono aparece muitas vezes", diz,

BBC Brasil / iG

Caso raro, bebê nasce em bolsa amniótica intacta nos EUA

Parto sem o rompimento da membrana da bolsa amniótica é raríssimo
Cedars-Sinai Medical Center: Parto sem o rompimento da
membrana da bolsa amniótica é raríssimo
Um raro parto em que o bebê nasceu enquanto ainda estava dentro da bolsa amniótica surpreendeu os médicos de um hospital em Los Angeles

"Foi um momento impressionante que ficará na minha memória por muito tempo", disse o médico William Binder, especialista em medicina neonatal do hospital Cedars-Sinai, que tirou a foto com seu celular minutos antes de romper a bolsa amniótica - bolsa de fluidos dentro do útero da grávida onde o bebê se desenvolve e cresce.

A bolsa é composta de duas membranas e contém o líquido amniótico. Antes ou durante o trabalho de parto, a bolsa em geral se rompe e libera esse líquido.

Um nascimento sem o rompimento da bolsa ocorre uma vez a cada 80 mil partos, segundo o Cedars-Sinai.

Chelsea Philips, mãe do bebê - batizado de Silas -, disse que jamais poderia imaginar que seu parto seria um acontecimento tão raro.

"Ele estava em posição fetal e dava para ver seus braços e pernas dobrados", disse. "Foi muito legal de observar."

Proteção
Silas nasceu de cesárea, três meses prematuro, na 26ª semana de gestação. Alguns médicos classificaram a forma como ele chegou ao mundo de "milagre médico".

O líquido amniótico ajuda a proteger o bebê de impactos e lhe oferece fluidos para respirar e engolir. Também mantém o bebê em uma temperatura constante.

Dentro da bolsa intacta, já fora do corpo da mãe, Silas ainda obtinha seu oxigênio através da placenta.

Binder disse à emissora americana CBS que ele e sua equipe tiveram apenas alguns segundos para absorver a surpresa e romper a bolsa para ajudar o bebê a respirar normalmente.

Apesar do nascimento prematuro, o médico disse à CBS que a saúde do bebê estava progredindo e que ele seria levado para casa dentro de algumas semanas.

Em algumas culturas, um nascimento envolto na bolsa amniótica é visto como um bom sinal para a vida futura do bebê.

Na Idade Média, por exemplo, costumava-se dizer que esses bebês estavam destinados a grandes conquistas.

Na história europeia, há uma lenda popular que dizia que a pessoa que guardasse a membrana do nascimento de um bebê compartilharia de sua sorte.

BBC Brasil / iG

Cérebro controla mão biônica

Reconstrução. Paciente austríaco Milorad Marinkovic acena com sua mão biônica, que utiliza a primeira técnica com controle da mente
Dieter Nagl: Paciente austríaco Milorad Marinkovic acena
com sua mão biônica, que utiliza a primeira técnica com
 controle da mente
Reconstrução artificial, criada por cientistas austríacos, é menos arriscada que o enxerto

Viena, Áustria. Uma equipe austríaca criou uma mão biônica, comandada pelo cérebro, que dá vantagens comparáveis na vida cotidiana às de um membro enxertado.

A revista médica “The Lancet” revelou ontem que três homens austríacos se beneficiaram com sucesso, entre abril de 2011 e maio de 2014, da técnica desenvolvida pelo professor Oskar Aszmann, da Universidade de Viena.

Até agora, o único exemplo conhecido era o de um lituano de 21 anos, que nasceu com uma má-formação congênita. Seu braço inerte recebeu o implante de uma prótese mecânica. A cirurgia foi realizada pelo professor Aszmann no fim de 2014.

Os três pacientes citados pela revista britânica foram vítimas de graves acidentes, que danificaram seu plexo braquial, um emaranhado de nervos situado na altura do pescoço e que comanda os movimentos dos membros superiores.

Sucesso. Um dos beneficiados com a nova tecnologia, Markus Kemeter, 35, explica porque se voluntariou a ter a sua mão amputada para receber a nova prótese. “Eu podia sentir tudo, mas não conseguia fazer nada com a minha mão”.

Logo, segundo ele, não foi difícil decidir por fazer a operação. “Eu não conseguia fazer nada com a minha mão. A prótese não a substitui totalmente, mas agora eu posso fazer diversas coisas que, antes, estava impossibilitado de fazer”, garante Markus Kemeter.

Lesões no plexo braquial representam uma espécie de amputação interna, que corta irreversivelmente o vínculo entre a rede nervosa e o membro.

O procedimento de reconstrução biônica implica, por isso, que o paciente aceite previamente uma amputação inútil da mão.

Segundo o professor austríaco Aszmann, a reconstrução biônica é menos arriscada que o enxerto da mão, praticado desde 1997 e que implica a ingestão de medicamentos imunossupressores muito fortes. Às vezes, pode ser necessário reamputar o membro.

Sem efeitos colaterais. “No caso de perda de uma única mão, acho que a reconstrução biônica traz mais benefícios, porque não tem efeitos colaterais e porque a qualidade da função recuperada é quase tão boa quanto a de um enxerto”, explicou o cirurgião austríaco à AFP.

“Não há sensibilidade, não há carne, nem sangue, só plástico e componentes. Mas, do ponto de vista funcional, é comparável a um enxerto”, informou.

A grande novidade é que essa equipe vienense voltou a criar uma transmissão completa do impulso neurológico até a mão biônica.

Essa mão está equipada com captores que respondem aos impulsos elétricos que os músculos emitem.

O Tempo

Anvisa determina suspensão do medicamento Reutrite

O medicamento Reutrite (diclofenaco potássico) 50 mg comprimido revestidocom validade de 24 meses, fabricado pela Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda., teve determinação de suspensão de distribuição, comercialização e uso em todo o território nacional

O medicamento foi suspenso por não apresentar resultados dentro das especificações no ensaio de dissolução e a empresa pedir para reduzir o prazo de validade de 24 meses para 12 meses.

ANVISA