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domingo, 12 de maio de 2013

Sem cura, lúpus pode ser controlado com remédios e estilo de vida saudável, afirma médica

AgNews
Astrid Fontenelle luta contra a doença
De acordo com especialista, portadores da doença sofrem com inflamações na pele e órgãos
 
Doença que desequilibra o sistema de defesa do organismo, o lúpus não tem cura, mas pode sim ser controlada com o uso de remédios e estilo de vida saudável, de acordo com a professora de reumatologia e coordenadora do setor de doenças reumáticas autoimunes da Unifesp, Emilia Inoue Sato. No Dia Mundial do Lúpus, a especialista também alertou para cuidados que os portadores precisam ter para levarem uma vida mais tranquila. Um dos principais é evitar a exposição ao sol.
 
— A luz ultravioleta pode desencadear a atividade da doença, por isso, a recomendação é evitar a luz solar, além do uso de anticoncepcionais à base de estrógenos e utilizar protetor solar. A pessoa deve também manter um estilo de vida saudável, evitando o fumo, com prática regular de atividade física, alimentação saudável, com menos gordura, rica em cálcio e, se possível, mantendo equilíbrio emocional.
 
Apesar de raro, o lúpus pode provocar “inflamação e lesão de diversos órgãos”, assim, como a destruição de células do sistema sanguíneo.
 
— São muitos os sintomas da doença, mas os mais comuns são: lesões inflamatórias na pele, em regiões como face, região do decote e braços e dor; inflamação nas articulações (artrite); das membranas que recobrem o pulmão, o coração, inflamação do rim e do cérebro, que poderá causar convulsões, psicose e nervos periféricos.
 
Além destes sintomas, a médica afirma que são frequentes a anemia, febre, emagrecimento e intenso cansaço.
 
— Isso acontece quando a doença está ativa. Quando a doença está controlada, o paciente pode ficar totalmente sem sintomas.
 
Além da genética
Além do fator genético, a doença também pode ser provocada por alterações hormonais, infecciosas e ambientais. Eventualmente, também pode ser desencadeado por algumas drogas como a hidralazina e procainamida.
 
Uma das curiosidades é que ela é mais comum em mulheres (90% dos portadores são do sexo feminino). Em todo o mundo existem 65 mil pessoas que sofrem com a doença.
 
— Isso ocorre por causa da ação dos hormônios femininos [estrógenos] que facilitam a resposta autoimune.

Fonte R7

Ex-mais gordo do mundo apela a nudez em luta por cirurgia

Paul Nixon Photography
Paul Mason diz querer alertar outras pessoas
 sobre os efeitos da obesidade
Britânico Paul Mason reclama de demora para cirurgia para retirada de excesso de pele
 
Um britânico que já foi considerado o homem mais gordo do mundo divulgou fotos de si próprio nu para para pedir ajuda para uma operação para eliminar o excesso de pele em seu corpo após perder quase 300 quilos.
 
Paul Mason, de 52 anos, diz querer ainda advertir outras pessoas sobre os perigos da obesidade e pressionar o sistema público de saúde britânico (NHS) a lhe oferecer a cirurgia.
 
Ele chegou a pesar 444 quilos há três anos e meio e estava confinado a uma cama em sua casa em Ipswich, no leste da Grã-Bretanha.
 
Após ter se submetido a uma cirurgia para redução do estômago, em 2010, ele chegou a 152 quilos, e diz ter o objetivo de chegar a 95 quilos.
 
Ele estima que a retirada da pele em excesso o ajudaria a perder mais 50 quilos. Enquanto isso, ele diz viver 'preso no limbo'.
 
— Quero que os profissionais da saúde olhem para mim e pensem: 'Está na hora de ajudarmos esse camarada'.
 
Ele diz necessitar de três operações para remover a pele em excesso no entorno de sua barriga, de suas penas e de seus braços.
 
— Na minha barriga e nas minhas pernas, a pele se reparte por causa do peso.
 
Ele conta que, com a perda de peso, ele ganhou um pouco de independência, mas ainda precisa de uma cadeira de rodas para se locomover.
 
Imagens 'chocantes'
A decisão de posar nu para um fotógrafo, segundo ele, foi tomada após perder a esperança de o sistema público de saúde britânico oferecer a ele as operações, que custariam 60 mil libras (cerca de R$ 187 mil) no total.
 
— Eu me pergunto se isso vai acontecer algum dia. Eu conheci uma mulher outro dia que está esperando há 13 anos por uma operação, e ela só tem uns 12 quilos de pele para remover.
 
O NHS afirma que Mason precisa se manter com um peso estável por pelo menos dois anos para que as operações para remoção de pele possam ser consideradas.
 
Mason diz que nunca havia visto 'fotos de verdade' de si próprio de costas e de frente, e admitiu que algumas pessoas poderiam ficar 'chocados' com as imagens.
 
— Eu queria que as pessoas vissem as coisas que podem acontecer ao seu corpo, à sua pele, quando você ganha uma quantidade extrema de peso.
 
'Muita gente acha que vai simplesmente encolher de volta, mas não vai. Se as pessoas ficarem chocadas com as imagens, talvez elas pensarão duas vezes que não podem se permitir chegar a esse estado', explica.

Fonte R7

Cientistas descobrem droga que 'cura' cabelos brancos

Um grupo de cientistas anunciou ter descoberto uma forma de 'curar' cabelhos grisalhos ou brancos com um remédio.
 
Eles chegaram ao tratamento após descobrir, em 2009, a causa do aparecimento dos cabelos brancos - um processo de envelhecimento conhecido como 'estresse oxidativo'.
 
Conforme envelhecemos, nosso cabelo acumula peróxido de hidrogênio (que em solução aquosa é conhecido comercialmente como água oxigenada), um descolorante que tira a cor natural do cabelo.
 
O tratamento descoberto pelos pesquisadores da Universidade de Bradford, na Grã-Bretanha, e da Universidade de Greifswald, na Alemanha, consegue remover esse peróxido de hidrogênio.
 
O estudo foi publicado na última edição da publicação especializada Faseb, publicada pela Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental (Faseb).
 
Vitiligo
A equipe de pesquisadores testou o tratamento em um grupo de pacientes com vitiligo, uma doença que provoca a descoloração da pele.
 
O problema é caracterizado pelo surgimento de manchas esbranquiçadas por causa da falta da melanina, o pigmento natural da pele.
 
Os pesquisadores descobriram que a droga, chamada pseudocatalase modificada, é capaz de repigmentar a pele e os cílios de pacientes com vitiligo.
 
'Por gerações, vários remédios foram produzidos para tentar esconder os cabelos grisalhos, mas agora, pela primeira vez, um tratamento real foi desenvolvido para atacar a raiz do problema', comenta Gerald Weissmann, editor-chefe da Faseb.
 
Segundo ele, a descoberta é interessante não somente pela possibilidade de reverter o processo de embranquecimento dos cabelos, mas também pelo efeito nos pacientes com vitiligo.
 
'O desenvolvimento do tratamento efetivo para essa condição tem o potencial de melhorar radicalmente as vidas de muitas pessoas', afirma.
 
Fonte R7

Gripe na gravidez pode aumentar risco de filho ser bipolar

Bipolaridade leva a pessoa a ter intensas variações no humor
 
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que gripes durante a gravidez podem aumentar o risco de a criança desenvolver transtornos bipolares ao longo da vida.
 
O estudo realizado com 814 mulheres grávidas e publicado na revista especializada JAMA Psychiatry afirma que infecções contraídas durante a gestação podem fazer com que a criança tenha quatro vezes mais chances de ser bipolar.
 
Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia identificaram uma ligação entre a condição, frequentemente diagnosticada até a faixa etária dos 20 anos, e experiências vividas ainda no útero.
 
Os cientistas envolvidos com a pesquisa alertam que os riscos permanecem baixos, mas o estudo, no entanto, se assemelha a descobertas semelhantes que ligam a gripe à uma maior incidência de esquizofrenia.
 
Bipolaridade
A bipolaridade leva a intensas mudanças no humor de uma pessoa, que podem durar meses, fazendo com que se vá da depressão e desespero a sensações de euforia, hiperatividade e perda de inibições.
 
A pesquisa realizada entre pessoas nascidas no início dos anos 1960 mostrou que transtornos bipolares são quatro vezes mais comuns entre pessoas cujas mães ficaram gripadas durante a gravidez.
 
A bipolaridade afeta uma em cada cem pessoas. O pesquisador-sênior envolvido com o experimento, Alan Brown, estima que as mães que ficam gripadas durante a gravidez têm uma chance de 3 a 4% de ter filhos que apresentarão transtornos bipolares.
 
No entanto, na maioria dos casos de pessoas com bipolaridade não houve um histórico de mães gripadas durante a gravidez.
 
Preocupação
Sendo assim, na lista de coisas com as quais mulheres grávidas devem se preocupar, quão alto figuraria a gripe?
 
De acordo com Brown, "não muito alta', afirma o professor Alan Brown.
 
— As chances ainda são pequenas. Não creio que isso deva ser um motivo de alarme para as mães.
Segundo o especialista, a vacina recomendada a mulheres grávidas em muitos países pode reduzir as chances de se contrair gripe.
 
Ainda não se sabe, no entanto, como a gripe afetaria o cérebro do feto, já que o vírus não incide diretamente sobre o bebê, mas sim sobre o sistema imunológico da mãe.
 
Fonte R7

Polícia indicia donos e dirigentes de clínica em SP

A Polícia Civil indiciou nesta quinta-feira, 9, por homicídio com dolo eventual, quando mesmo sem querer o resultado assume-se o risco de matar, e por fraude processual dois sócios e dois administradores da clínica responsável pelos exames de ressonância magnética do Hospital Vera Cruz, em Campinas (SP), onde três pacientes morreram, em 28 de janeiro, logo depois de realizarem exames no crânio. Dois filhos dos donos que comandavam a clínica também foram indiciados.

As vítimas - dois homens de 36 e 39 anos e uma mulher de 29 anos - receberam por engano uma injeção na veia de 10ml cada de uma substância química usada como isolante elétrico nas indústrias que provocou uma parada cardiorrespiratória logo após as ressonâncias. O produto, o perfluorocarbono, usado pelas indústrias como isolante elétrico, como refrigerante de alta voltagem e em alguns casos em experimentos na medicina, era usado na clínica para ressonâncias de próstata sem contato com o organismo - inserido no reto por balão ou por meio de bolsas plásticas sobre a barriga, sem conhecimento das autoridades. O produto não pode entrar em contato com o sangue.

No dia 28, a substância foi confundida com soro fisiológico por uma auxiliar de enfermagem que estava em experiência há 10 dias na clínica e injetada na veia das vítimas. O produto ficava em uma gaveta, segundo a polícia apurou, sem identificação, acondicionada em bolsas plásticas de soro reutilizadas, também sem identificação.

Riscos
Os quatro indiciados, segundo o delegado José Carlos Fernandes, assumiram os riscos das mortes ao usarem o produto de forma experimental e ainda atrapalharam as investigações, induzindo a polícia ao erro. No relatório do inquérito, uma testemunha protegida pela Justiça declarou que a direção da empresa Ressonância Magnética Campinas (RMC) - que tem como sócia o hospital Vera Cruz e os dois médicos indiciados -, já sabia o que tinha causado a morte, antes da apreensão do produto.

O perfluorocarbono só foi descoberto na clínica dois meses após as mortes, depois do depoimento da testemunha. Até então, as investigações buscavam saber se as mortes tinham relação com o contraste (produto usado a base de gadolínio para melhorar as imagens dos exames) ou se havia algum produto tóxico injetado nas vítimas. Em seu depoimento, a testemunha afirma que em uma reunião fechada no Vera Cruz havia sido pedido "que fosse mantido sigilo, uma espécie de juramento para que a verdade não fosse dita". Ela declara ainda que o solvente era reaproveitado por ordem de um superior por ser um produto caro.

Pena
Os donos da clínica, os médicos Adílson Prando e José Luis Marins, e seus filhos, o médico Marcos Marins, que comandava a clínica, e Patrícia Prando, a chefe das enfermeiras, podem pegar de 6 a 20 anos de prisão se forem condenados por homicídio. Por fraude, a pena pode ser de até 4 anos de reclusão. "Todos sabiam e concordavam com a aplicação do produto da forma como era feita", afirmou o delegado. A substância era usada desde 2005 no Vera Cruz. O hospital, apesar de ser sócio da clínica, não era responsável técnico por ela, tendo apenas participação financeira, por isso não será responsabilizado criminalmente.

Os indiciados negaram para a polícia saber dos riscos de morte do uso do produto e afirmaram que um fita adesiva nas bolsas identificava o produto. "Não admito que possa ter existido crime, vontade de tirar a vida de quem quer que seja. Na minha visão, e não tem a ver com os médicos, teria existido sim um grande erro, uma falha", afirmou o advogado da clínica Ralph Tórtima Stettinger.

Vítimas
Tanto a técnica de enfermagem que trabalhava há dez dias e que preparou a injeção com o perfluorocarbono, como a funcionária que aplicou o produto, ambas acreditando se tratar de soro fisiológico como procedimento padrão antes da ressonância para o uso depois do contraste durante o exame, não foram indiciados pela polícia. O delegado considerou que foram vítimas e induzidas ao erro. "O produto estava armazenado sem identificação em uma gaveta, em uma bolsa de soro", afirmou o delegado.

O fato de o produto não ter sido entregue no dia das mortes para a polícia e só ter sido descoberto na clínica dois meses depois, em uma busca e apreensão, porque uma testemunha em sigilo denunciou seu uso, foi considerado uma omissão por parte da clínica que atrapalhou as investigações.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas, Brigina Kemp, afirmou que o produto era desconhecido do órgão que está apurando o caso e que a falha cometida pela funcionária deixou evidente a "fragilidade dos procedimentos de trabalho, nos procedimentos, e no atendimento no Vera Cruz."
 
Fonte R7

Máquina reproduz dor do parto e pai passa por teste

Homem sente contrações e sensações do momento em que a mulher dá à luz
 
Uma máquina usada para fisioterapia reproduz as dores do parto e um futuro pai testa equipamento para entender pelo o que sua mulher irá passar quando for dar à luz ao filho do casal.
 
De acordo com a ginecologista, Telma Zakka, o aparelho mostra ao homem "como funciona a dor e a periodicidade de uma contração".
 
Muitas mulheres dizem que a dor do parto é a pior dor que existe. Porém, estudos mostram que cólicas por pedras nos rins e o glaucoma, aumento na pressão nos olhos, são ainda mais fortes.

Assista ao vídeo:


 
Fonte R7

Gripe: governo recomenda continuidade de vacinação a municípios que não atingiram meta

Brasília - A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe terminou sexta-feira (10), e o Ministério da Saúde recomenda que os municípios que não atingiram a meta de imunizar 80% do público-alvo continuem com a vacinação.
 
No balanço geral dos estados, apenas Alagoas, Goiás, o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul cumpriram a meta de imunizar gestantes, pessoas a partir dos 60 anos, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, profissionais de saúde, além dos doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.
 
Até a manhã de hoje, 2,6 milhões de pessoas do grupo prioritário ainda não tinham procurado os postos de saúde em todo o país. A vacinação contra a gripe começou no dia 15 de abril e foi prorrogada até hoje. Balanço do Ministério da Saúde mostra que, até as 9h, 28,7 milhões de integrantes do grupo prioritário tinham sido vacinados, o que representa 91,6% da meta do público-alvo de 31,3 milhões de pessoas.
 
Os estados que atingiram menor cobertura são Roraima (52,23%), Mato Grosso (63,1%), Tocantins (67,52%), Bahia (67,64%), e Roraima (67,87). Estão excluídas desse balanço, as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.
 
A vacina aplicada na campanha deste ano protege contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, A (H3N2) e B.
 
Fonte Agência Brasil

Nova técnica da Fiocruz promete reduzir casos de dengue antes da Copa de 2014

Rio de Janeiro - Os casos de dengue podem ser reduzidos no Rio de Janeiro antes da Copa de 2014, graças a uma técnica que está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A expectativa é do biólogo Gabriel Sylvestre, coordenador da equipe de campo da pesquisa, que está sendo realizada em três bairros do Rio e um de Niterói.
 
A nova técnica faz parte do Projeto Eliminar a Dengue – Desafio Brasil e também é desenvolvida em outros quatro países: Austrália, China, Indonésia e Vietnã. Ela prevê a inoculação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que ao entrar no corpo do inseto bloqueia a replicação do vírus da dengue.
 
“A expectativa é que o processo ocorra muito rápido. Na Austrália [onde a pesquisa também ocorre], eles viram que em poucas semanas os mosquitos [com a bactéria] são capazes de se introduzirem nos lugares. Então a gente pode assumir que, em três ou quatro semanas, os mosquitos daquela localidade não vão transmitir a dengue. Mas como o Rio é uma cidade muito movimentada, é difícil afirmar que será um processo que terá proporção muito rápida em larga escala. A gente espera resultados específicos para cada localidade e que, a partir disso, poderemos ter reduções ao longo do tempo, na medida em que formos introduzindo os mosquitos”, disse Sylvestre.
 
O pesquisador disse que a nova técnica se mostra eficiente contra as quatro cepas da dengue, conhecidas como dengue tipo 1, 2, 3 e 4.
 
“A bactéria bloqueia a replicação do vírus. Quando o mosquito que tem esta bactéria suga o sangue de alguém com dengue, o vírus entra no corpo do inseto mas não consegue se reproduzir e morre”, explicou o biólogo, que é mestre em biologia parasitária pela Fiocruz.
 
No momento, a pesquisa está na fase de coleta de mosquitos, por meio de armadilhas espalhadas em casas de moradores voluntários. No ano que vem, os mosquitos infectados com a Wolbachia começarão a ser soltos nos bairros onde a pesquisa ocorre, com a expectativa de que logo contaminem, através da reprodução, os demais mosquitos da espécie. Segundo Sylvestre, a pesquisa está sendo feita apenas com o Aedes aegypti, pois o outro mosquito que também transmite a dengue, o Aedes albopictus, não é considerado vetor da doença no Brasil.
 
Fonte Agência Brasil

Ambulatório no Rio oferece tratamento de pele para negros

Imagem da internet
Rio de Janeiro - A população negra que sofre com problemas de pele pode procurar tratamento especializado. Desde março, o Ambulatório de Dermatologia da Pele Negra, da Santa Casa da Misericórdia do Rio, oferece o serviço. São tratados casos de melasma, acne inflamatória, manchas no rosto, queda de cabelo, estrias e hiperpigmentação.
 
A responsável pelo ambulatório, a dermatologista Katleen Conceição, explica que apesar de ter mais fotoproteção do que a pele branca, a pele negra apresenta maior risco de ficar com manchas, após um procedimento médico. Além disso, segundo ela, a pele negra tem alta incidência de queloides (cicatriz) e os pelos, por serem mais curvados, tendem a obstruir os poros.
 
"O paciente vai ser encaminhado por uma unidade de saúde por profissional dermatologista. O alvo são casos de difícil resolução, no qual o paciente não teve diagnóstico", esclareceu.
 
De acordo com a dermatologista, nas consultas, os pacientes vão receber orientação sobre como cuidar dos cabelos e da pele. "Vamos orientar os pacientes como fazer a barba e quais são os produtos que eles devem utilizar. Os cabelos [da população negra] são mais fragilizados e precisam de maior hidratação. Então, vamos mostrar como deve ser feito o tratamento e como eles devem ser lavados", explicou.
 
A consulta custa R$ 60. O paciente sem condições de pagar deve encaminhar um pedido ao Departamento de Assistência Social da Santa Casa. O ambulatório funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 11h. O valor da consulta é para cobrir os custos do serviço, segundo a médica. A Santa Casa é uma instituição filantrópica e presta atendimento pelo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também particular.
 
Fonte Agência Brasil

Pesquisa aponta causas dos transtornos mentais provocados pelo ambiente de trabalho

O cientista notou que a violência no trabalho ocorre pela
 humilhação, perseguição, além de agressões físicas e verbais
São Paulo – Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostrou de que forma os transtornos mentais podem estar ligados a pressões impostas no ambiente de trabalho. Esta é a terceira razão de afastamento de trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
 
O coordenador da pesquisa, o médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior, trabalha como perito da Previdência Social há seis anos e, tendo observado a grande ocorrência de afastamentos por causas ligadas ao comportamento, decidiu investigar o que tem provocado distúrbios psicológicos.
 
O cientista notou que a violência no trabalho ocorre pela humilhação, perseguição, além de agressões físicas e verbais e listou quatro razões principais que prejudicam a saúde mental no ambiente corporativo.
 
A primeira delas é a alta demanda de trabalho. “As pessoas têm baixo controle sob o seu ritmo de trabalho; elas são solicitadas a várias e complexas tarefas”, disse o pesquisador. O outro aspecto são os relacionamentos interpessoais ruins, tanto verticais (com os chefes), quanto horizontais (entre os próprios colegas).
 
A terceira razão é o desequilíbrio entre esforço e recompensa. “Você se dedica ao trabalho, mas não tem uma recompensa adequada à dedicação. A gente não fala só de dinheiro. Às vezes, um reconhecimento, um elogio ao que você está desempenhando”, explica Silvestre. O último aspecto citado pelo pesquisador é a dedicação excessiva ao trabalho, que também pode afetar a saúde mental.
 
A pesquisa coletou dados na unidade de maior volume de atendimentos do INSS da capital paulista, a Glicério. Foram ouvidas 160 pessoas com algum tipo de transtorno mental. Silvestre informa que, entre as pessoas que pediram o auxílio doença nos últimos quatro anos, uma média de 10% apresentava algum tipo de transtorno.
 
Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2011, mais de 211 mil pessoas foram afastadas em razão de transtornos mentais, gerando um gasto de R$ 213 milhões em pagamentos de benefícios. “Quando você entende o que gera os afastamentos, você pode estabelecer medidas para evitar os gastos”, disse. As doenças mentais só perderam, naquele ano, para afastamentos por sequelas de causas externas, como acidentes, e por doenças ortopédicas.
 
Em São Paulo, a pesquisa constatou a alta presença de trabalhadores do setor de serviços, como operadores de teleatendimento, profissionais da limpeza e da saúde com doenças mentais. “Mas essa variável do tipo de trabalho não se apresentou significativa no nosso estudo. Ela não apareceu como algo que influencia o aparecimento do transtorno mental incapacitante”, relata.
 
A pesquisa apontou que o perfil predominante entre os afastamentos foi o feminino e alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo). Mas Silvestre alerta para uma distorção, porque as mulheres têm maior cuidado com a saúde, o que aumenta a presença feminina nas estatísticas.
 
“O sexo feminino apresentar uma maior possibilidade de transtorno mental está relacionado às mulheres terem facilidade em relatar queixas. Reconhece-se que as mulheres procuram os médicos com mais facilidade, elas têm uma maior preocupação com a saúde do que os homens”, contou. De acordo com o cientista, os homens demoram a ir ao médico e, quando vão, encontram-se em situação mais grave.
 
O fator escolaridade, segundo o estudo, pode afetar a percepção da existência das doenças. A maioria dos afastamentos ocorre com indivíduos de alta escolaridade, pois eles são mais esclarecidos. “As pessoas conseguem ter uma maior percepção de que o ambiente de trabalho está sendo opressor. Quando ela percebe que ali é um local ruim de trabalhar, ela vem a adoecer, a ter o distúrbio psicológico e termina se afastando”, disse.
 
Para melhorar o clima no trabalho e prevenir doenças, Silvestre recomenda que os profissionais ligados à saúde e segurança do trabalho das empresas tenham consciência sobre onde estão os fatores de risco. Ele sugere também uma melhora da fiscalização por parte dos ministérios do Trabalho e da Saúde.
 
Fonte Agência Brasil

Médicos reclamam da falta de profissionais nas emergências dos hospitais do Rio

Rio de Janeiro - A falta de médicos em emergências de hospitais municipais, estaduais e federais foi o principal problema destacado ontem (11) na abertura do 12º Congresso Médico dos Hospitais Públicos de Emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).
 
A presidente da organização, Maria Rosa Araújo, chegou a classificar a situação de "extrema" e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, disse que uma das causas da deficiência é a falta de dinheiro. "Todos os problemas têm como pano de fundo a falta de financiamento para a saúde. A base da questão é o financiamento", defendeu o cardiologista.
 
Aloísio Tibiriçá tratou também de questões corporativas. Disse que a desvalorização da profissão avança com o aumento do número de médicos temporários, com o pagamento de salários baixos e com as condições de trabalho precárias. "Há um limite para a vocação", resumiu.
 
Outras críticas do representante do conselho foram contra o que chamou de várias formas de contratação adotadas principalmente pelo governo do estado. "Não é possível que haja profissionais com seis formas diferentes de contratação trabalhando em um mesmo hospital", criticou Tibiriçá.
 
A subsecretária de Unidades Próprias, Ana Lúcia Neves, discordou das críticas e afirmou que existem duas formas de contratação: a estatutária e a celetista, por meio de Organizações Sociais, Fundações de Saúde ou a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde. Para ela, o modelo celetista aumenta a meritocracia: "Não nivela os profissionais por baixo, mas pelo mérito, pela capacitação e pelas responsabilidades que assumem".
 
A subsecretária do governo do estado afirmou que o problema de falta de médicos em unidades de saúde não se dá pela falta de vagas, mas pela falta de interessados em preenchê-las. "Está havendo uma inversão, porque existem muitos postos de trabalho e poucos profissionais. Talvez porque sua formação não tenha sido adequada ou porque o mercado de saúde está muito ampliado. Não há pessoas interessadas em salários de R$ 6 mil, 7 mil e até 8 mil. Em qual profissão um recém-formado consegue um emprego com esse salário?"
 
Fonte Agência Brasil