
A presidente da organização, Maria Rosa Araújo, chegou a classificar a
situação de "extrema" e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM),
Aloísio Tibiriçá, disse que uma das causas da deficiência é a falta de dinheiro.
"Todos os problemas têm como pano de fundo a falta de financiamento para a
saúde. A base da questão é o financiamento", defendeu o cardiologista.
Aloísio Tibiriçá tratou também de questões corporativas. Disse que a
desvalorização da profissão avança com o aumento do número de médicos
temporários, com o pagamento de salários baixos e com as condições de trabalho
precárias. "Há um limite para a vocação", resumiu.
Outras críticas do representante do conselho foram contra o que chamou de
várias formas de contratação adotadas principalmente pelo governo do estado.
"Não é possível que haja profissionais com seis formas diferentes de contratação
trabalhando em um mesmo hospital", criticou Tibiriçá.
A subsecretária de Unidades Próprias, Ana Lúcia Neves, discordou das
críticas e afirmou que existem duas formas de contratação: a estatutária e a
celetista, por meio de Organizações Sociais, Fundações de Saúde ou a Fundação
para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde. Para ela, o modelo
celetista aumenta a meritocracia: "Não nivela os profissionais por baixo, mas
pelo mérito, pela capacitação e pelas responsabilidades que assumem".
A subsecretária do governo do estado afirmou que o problema de falta de
médicos em unidades de saúde não se dá pela falta de vagas, mas pela falta de
interessados em preenchê-las. "Está havendo uma inversão, porque existem muitos
postos de trabalho e poucos profissionais. Talvez porque sua formação não tenha
sido adequada ou porque o mercado de saúde está muito ampliado. Não há pessoas
interessadas em salários de R$ 6 mil, 7 mil e até 8 mil. Em qual profissão um
recém-formado consegue um emprego com esse salário?"
Fonte Agência Brasil
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