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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Iniciativa da Anvisa aumenta pressão para laboratórios reduzirem preço de medicamentos

Médicos apontam lucros absurdos; agência aprova resolução por maior rapidez em pesquisas 
 
A iniciativa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ao aprovar resolução para acelerar a liberação de pesquisas com remédios no Brasil, na última quinta-feira (5), jogou mais luz em uma situação que tem incomodado muitos médicos e pacientes no Brasil: os preços abusivos dos medicamentos aprovados.
 
Segundo eles, a culpa pelo aumento dos casos de câncer no Brasil deve ser atribuída também aos laboratórios, e não apenas ao SUS (Sistema Único de Saúde), à Anvisa e a outras instituições governamentais.
 
A acusação é de que muitas das empresas têm responsabilidade nesta questão e poderiam utilizar o Dia Mundial de Luta contra o Câncer, lembrado na última quarta-feira (4), para repensar tal postura. A queixa vale também para medicamentos complexos de outras doenças graves.
 
Dizendo-se conhecedores da pressão financeira exercida pelos laboratórios, que visam também ao lucro, os médicos garantem que a dificuldade de acesso da população a medicamentos caros tem também relação com a relutância dos laboratórios em subsidiar alguns produtos essenciais, o que diminuiria os preços.
 
O oncologista Rafael Kaliks, diretor clínico da ONG Oncoguia e crítico do SUS, ressalta que muitos laboratórios continuam mantendo preços altos por receio de perder a competitividade no mercado. Mesmo quando, segundo ele, já lucraram muito.
 
— Existe exagero na lucratividade com drogas medicamentosas por parte desses laboratórios. Eles não abrem mão do lucro absurdo.
 
Para Kaliks, esses laboratórios, que têm a matriz em outros países, não têm interesse em reduzir os preços no Brasil, mesmo quando o remédio em questão já não é tão avançado.
 
— Mesmo eles tendo lucrado muito com um medicamento que já está com um registro perto de expirar, não reduzem o preço, temendo abrir um precedente também para outros países, em outros casos semelhantes.
 
O oncologista Andre Deeke Sasse, do Hospital das Clínicas da Unicamp, tem uma visão um pouco diferente, mas não tira a responsabilidade dos laboratórios. Segundo ele, ocorre, por tabelamento inicial, uma redução de custos de um medicamento cuja patente está perto de expirar. 
 
Mas, na opinião de Sasse, apesar de os remédios ainda terem um custo alto, principalmente em relação ao câncer, o chamado custo efetivo, neste caso, vale a pena, pois eles continuam eficientes em muitos tratamentos. Os medicamentos, porém, quase não chegam à população.
 
Sasse diz que tal tipo de remédio acaba sendo objeto de barganha dos laboratórios, que não abrem mão de preços altíssimos para os novos, como uma retaliação ao fato de o SUS e a Anvisa se recusarem a incorporar os mais antigos. 
 
— Para a população ter acesso aos medicamentos, os dois lados têm de ceder um pouco, tanto o governo quanto a indústria farmacêutica.
 
Custo alto
Quando questionado sobre o tema, Antônio Britto, presidente da Interfarma (Associação de Indústria Farmacêutica de Pesquisa), repassa o problema para o governo, argumentando que a medicina tem se tornado cada vez mais cara e complexa, porque se vale cada vez mais de tecnologia.
 
Ele diz que no Brasil há dois fatores que agravam a enorme dificuldade de acesso da população mais carente aos medicamentos.
 
— Um é a carga tributária. O remédio no Brasil paga mais imposto do que em qualquer país, mais do que biquíni e urso de pelúcia. O outro é que 75% dos medicamentos são comprados pelo bolso do cidadão, ao contrário da maioria dos países, onde os governos oferecem à população ou têm uma coparticipação na aquisição dos remédios.
 
Ele ainda argumenta que, em comparação com outros países, o preço dos medicamentos no Brasil é menor, mas, segundo ele, o governo tem pouco dinheiro para incluir os mais complexos em sua conta da Saúde. E dá a entender que os laboratórios não irão ceder.
 
— Para reduzir os preços o governo tem só que reduzir os impostos.
 
Segundo Marcelo Lima, diretor médico da Amgen no Brasil, o preço de um remédio recém-aprovado no País não é estipulado apenas pelo laboratório. 
 
Ele afirma que existem negociações, definição de valores, avaliações feita pela Anvisa, juntamente com outros cinco ministérios, até a aprovação do valor final de um medicamento.
 
A Anvisa tem como uma das funções, após o registro do medicamento, monitorar este comitê interministerial que irá dar a palavra final ao preço.
 
Mas uma fonte dentro da agência admitiu que os laboratórios têm muitas maneiras de dificultar a redução dos valores.
 
Lima explica ainda que cada pesquisa requer anos de tentativas e investimentos, o que encarecem o custo do processo de desenvolvimento de um medicamento. Um dos métodos que facilitam o trabalho é a implementação das pesquisas em vários países.
 
— Isso encurta o estudo. Quanto maior a base de atuação, mais rapidamente a pesquisa é concluída.
 
O processo de descoberta de um medicamento é complexo e requer muita paciência até a sua conclusão, segundo o médico. Lima diz que a Tufts University, em Boston, Estados Unidos, fez um estudo em que constatou que o custo de um projeto para um medicamento é em média de US$ 900 milhões (R$ 2,34 bilhões).
 
— Demora de 10 a 12 anos para se desenvolver um medicamento a partir de 10 mil moléculas, para se chegar a uma.

R7

Sociedade de Mastologia e ministério divergem sobre idade para fazer mamografia

Após a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) de que mulheres com mais de 40 anos façam mamografia anualmente, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) afirmou que a orientação do Ministério da Saúde é que mulheres na faixa de 50 a 69 anos, sem sinal da doença, façam o exame a cada dois anos
 
Segundo o Inca, a inclusão de mulheres com 40 a 49 anos no rastreamento "tem limitada evidência de redução da mortalidade, além do fato de o balanço entre riscos e possíveis benefícios do rastreamento ser desfavorável". De acordo com o instituto, a mamografia tem menor sensibilidade em mulheres na pré-menopausa, devido à menor densidade mamária.
 
Além disso, o Inca argumenta que "não há evidências conclusivas de que a periodicidade anual traga mais benefícios do que a bienal, e os danos associados ao rastreamento aumentam muito".
 
O instituto não se posicionou sobre a afirmação de que é necessário distribuir melhor os mamógrafos porque não teve acesso ao estudo completo da SBM, mas afirmou que 50% das mulheres com 50 a 69 anos vivem na Região Sudeste. na quinta-feira (5), referindo-se à cobertura privada e pública, o presidente da Comissão de Imaginologia da SBM, José Luis Esteves, disse à Agência Brasil que as regiões Norte e Nordeste precisam de mais mamógrafos e que os equipamentos estavam concentrados no Sul e no Sudeste.
 
na quinta-feira (5), Dia Nacional da Mamografia, a Sociedade Brasileira de Mastologia, por meio de um estudo próprio, afirmou, com base em informações do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), que, de 10 milhões de mamografias esperadas pelo Inca em mulheres na faixa etária dos 50 aos 60 anos, apenas 2,5 milhões foram feitas em 2013. O Inca afirmou que não foi a fonte de tal estimativa e que ela não abrange a faixa etária recomendada pelo instituto.
 
A Sociedade Brasileira de Mastologia considera a mamografia, feita com qualidade e periodicidade anual, "o modo mais preciso de diminuir a mortalidade por câncer de mama" e cita pesquisa feita no Canadá com mulheres de 40 a 79 anos, observadas por 19 anos. Segundo a pesquisa, as canadenses que fizeram o exame tiveram taxa de mortalidade 40% menor.
 
Em nota enviada na sexta-feira (6), a SBM voltou a defender a recomendação para mulheres com 40 a 49 anos, argumentando que 25% das brasileiras que terão câncer de mama desenvolverão a doença nessa faixa etária. A instituição destaca que, com base no estudo canadense, seria possível afirmar que a redução da mortalidade possibilitada pelo exame anual a partir dos 40 anos salvaria mil mulheres por ano.
 
"Desta forma, a SBM entende que o benefício é muito maior do que o risco". Assina a nota o presidente da SBM, o mastologista e epidemiologista Ruffo de Freitas Junior.
 
A respeito da pesquisa com informações do DataSUS, a SBM informou que a faixa etária pesquisada foi dos 50 aos 69 anos e disse que cruzou os dados com as informações populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e com as metas do Inca para mamografias, que, segundo a SBM, é de realizar o procedimento em 58,9% da população-alvo.

Agência Brasil

Alimentos que o bebê não pode comer até um ano de vida

Reprodução
Industrializados, açúcar refinado, refrigerantes e leite comum são algumas das comidas e bebidas que o pequeno não pode consumir
 
Por Isabel Jereissati Nutricionista - CRN 3100960/RJ
 
A partir dos 6 meses de vida, o leite materno ou a fórmula infantil, não atendem todas as necessidades nutricionais do bebê e novos alimentos como verduras, frutas, leguminosas e cereais, devem ser introduzidos gradativamente na alimentação. Mas é muito comum a dúvida de quais alimentos que são proibidos até o primeiro ano de vida. 
 
A verdade é que não existe consenso em relação aos alimentos contraindicados. Em 2010 a Sociedade Brasileira de Pediatria revisou algumas recomendações, liberando alimentos potencialmente alergênicos, como ovos e peixes, por possuírem alto valor nutricional. 
 
Devem ser evitados nos primeiros meses de alimentação complementar alimentos que podem provocar mais alergias ou que apresentam maior risco de contaminação por toxinas e microrganismos ou ainda aqueles com baixo valor nutricional e que apresentam aditivos químicos. Abaixo seguem alguns alimentos que merecem atenção especial até o primeiro ano de vida.                             
 
Mel
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomenda que crianças de até 12 meses de vida não consumam mel. Este alimento pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum responsável pela transmissão do botulismo intestinal. Em um estudo verificou-se que 7% das amostras colhidas em 6 estados brasileiros apresentavam colônias de Clostridium botulinum que produzem toxinas ativas. No primeiro ano de vida, a flora intestinal ainda está em desenvolvimento e não consegue barrar a ação dessa bactéria.                             
 
Açúcar refinado
O açúcar refinado ou mascavo são alimentos altamente calóricos, pobres em nutrientes e o consumo em excesso pode gerar uma série de doenças. A ingestão excessiva de açúcar, além de aumentar a concentração de insulina no sangue, também eleva a quantidade de adrenalina, causando irritação, ansiedade, excitação e dificuldade de concentração. 
 
Importante ressaltar que o açúcar está presente não apenas em doces e balas, mas também em achocolatados, alguns tipos de iogurte, sucos e refrigerantes. Além disso, doenças bastante conhecidas da população causadas pela ingestão habitual de balas e doces são a cárie dentária e a inflamação nas gengivas.     
 
Refrigerantes
Um estudo avaliou o comportamento das ondas cerebrais de crianças logo após terem ingerido doces e refrigerantes, e observou que na grande maioria dos casos ocorria mudança na capacidade de concentração. Adultos, submetidos a dieta semelhante, não apresentam os mesmos sintomas.
 
Refrigerantes do tipo cola contém cafeína, um excitante que pode afetar a concentração e aumentar a inquietude. Além disso, o refrigerante é rico em açúcar, corantes, conservantes, sódio e outros químicos.                             
 
Café
A cafeína é um excitante do sistema nervoso central, e quando em excesso desencadeia reações de estresse, com liberação de adrenalina e outros hormônios da supra-renais. O café também apresenta concentrações de taninos, substâncias que podem inibir a absorção dos outros nutrientes ingeridos na alimentação, principalmente de ferro, mineral com demanda 40 vezes maior em bebês de 6 a 12 meses comparada aos primeiros 6 meses de vida. Chocolate, mate, chá verde, chá preto e refrigerantes tipo cola, também contem cafeína e podem desencadear excitação, prejudicar o sono e causar nervosismo em crianças.   
 
Leite comum
O leite comum contém quantidades excessivas de proteína além de proteínas complexas de difícil digestão que tendem a agredir a mucosa intestinal do bebê, podendo provocar alergia ao leite de vaca, perda sanguínea visível ou mesmo imperceptível nas fezes e anemia. O bebê de 6 a 12 meses de vida tem alta necessidade de ferro e o leite comum contém baixa concentração deste mineral. Além disso, a quantidade de sódio no leite comum é superior à recomendada, podendo sobrecarregar os rins do bebê.                   
 
Industrializados em geral
Os produtos industrializados representam uma parcela cada vez maior da indústria alimentícia. São "alimentos" práticos, pois já vêm prontos ou semi prontos para o consumo. O único trabalho é abrir a embalagem e ela está cada vez mais fácil de abrir.                             
 
Tanta praticidade acompanha maior tempo de prateleira, muito sabor e aroma. Para conferir todas essas características atrativas, a indústria utiliza aditivos químicos, como corantes, conservantes, aromatizantes e estabilizantes. Essas substâncias podem causar problemas para a saúde do bebê, principalmente alergias. A quantidade de gordura, açúcar e sal nestes alimentos também é bastante elevada.                             
 
Até os 12 meses, os bebês precisam de menos de 1 g de sal diariamente (370mg de sódio) o que equivale a menos de meia colher de café por dia. O ideal é que a alimentação do bebê seja composta de alimentos naturais e a praticidade dos alimentos artificiais e/ou industrializados ocupe um pequeno espaço na alimentação de criança em idades mais avançadas.                             
 
Frutos do mar
Frutos do mar, ostras e mariscos não devem ser oferecidos a crianças até os dois primeiros anos de vida. São alimentos que podem disparar reações alérgicas e oferecem maior risco de contaminação por poluentes ambientais, microrganismos e suas toxinas, como, por exemplo, o vírus da hepatite A.                             
 
Oleaginosas
Nozes, castanha, amêndoa, avelã, amendoim e pistache fazem parte do grupo das oleaginosas. Tradicionalmente são alimentos com maior risco de provocar alergias. Para se ter uma ideia, a alergia ao amendoim nos Estados Unidos triplicou nos últimos 11 anos em crianças. A probabilidade de um alimento potencialmente alergênico causar reações alérgicas eleva-se com a presença de pais alérgicos e com a introdução precoce ou tardia de um novo alimento. 
 
Também importante é a quantidade e a frequência com que o alimento será ofertado para a criança. Alimentos novos devem ser introduzidos em quantidade pequena, cerca de 1 colher de café, e observar as 48 horas seguintes a ocorrência de reações alérgicas. É indicado não introduzir mais de um novo alimento por vez, pois caso ocorra alguma reação alérgica, ficará difícil de identificar o provável causador.                             
 
Alimentos com risco de engasgo
Evite comidas em pedaços grandes. Corte em pequenas porções carnes, verduras e frutas. Uvas e tomates-cereja, por exemplo, devem ser cortados em quatro pedaços ou menos. Não ofereça ao bebê alimentos muito pequenos e duros como balas, oleaginosas e uva passa. 
 
Evite alimentos moles e grudentos como doce de leite, chicletes, balas moles e brigadeiro, que podem ficar presos na garganta e são difíceis de serem retirados. O risco de engasgo aumenta caso a criança corra, pule ou brinque enquanto estiver comendo. 
 
Não deixe seu bebê se alimentar dentro do carro, pois será mais difícil tomar conta dele e o movimento inconstante do carro pode causar um engasgo. Para evitar sustos, o ideal é que o bebê coma num ambiente tranquilo e sempre sob a supervisão de um adulto. 
 
Minha Vida

Cigarro agride as cordas vocais, deixando a voz mais grossa

Reprodução
Entenda como o tabagismo interfere no funcionamento vocal

Por Solange Dorfman Knijnik Fonoaudiologo - CRFa 4348/SP
 
Os efeitos negativos do cigarro sobre a voz e sobre a saúde da laringe como um todo são inegáveis.  O ato de fumar está associado a alterações na qualidade vocal, irritações da laringe, câncer e outras alterações dos tecidos.
 
Apesar do aumento das políticas públicas que visam combater o tabagismo, o cigarro continua sendo a principal causa de mortes evitáveis em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro causa seis milhões de mortes no mundo por ano, a maioria em países de baixa e média renda. Além disso, a OMS alerta que, se essa tendência se mantiver, o número de mortes ligadas ao fumo deve aumentar para oito milhões ao ano em 2030 - e 80% desses óbitos deverão acontecer nos países mais pobres.
 
 
Um fumante de 30 anos de idade tem sua expectativa de vida diminuída em 18 anos. Fumantes que morreram entre os 35 e os 69 anos perderam, em média 22 anos de vida por causa do tabaco.
 
A fumaça e o alcatrão dos cigarros, charutos e cachimbos ressecam o trato vocal, causando irritação do revestimento mucoso das vias aéreas, indispensável para qualidade vocal.
 
As pregas ou cordas vocais, quando agredidas pelo calor e os mais de cinco mil tipos de substancias tóxicas advindas do cigarro apresentam depósito de secreção ao longo de toda a extensão, levando ao aparecimento do pigarro.
 
Isso se deve tanto pela própria fumaça e componentes, como pelo fato das células ciliadas, presentes nas bordas das cordas vocais e importantíssimas para renovação do muco que a recobre, pararem de se movimentar por uma hora a cada cigarro utilizado. Diante desse quadro, a tosse e pigarro frequentes ocorrem em resposta à irritação da mucosa, sendo causados pelos agentes nocivos e pelo calor das substâncias inaladas pelo tabagista. 
 
As cordas vocais funcionam como aparadores de impurezas ao longo da laringe, favorecendo assim a instalação de alterações laríngeas diversas como edemas, pólipos, hiperplasias, displasias e câncer. Se o sistema respiratório estiver comprometido, haverá uma modificação na produção da voz. Alguns fumantes apresentam pregas vocais polipóideas flácidas que resultam em disfonia (voz comprometida) significativa.
 
Mesmo na ausência da patologia laríngea, os efeitos do fumo sobre a função pulmonar são suficientes para produzir uma ampla alteração na voz.
 
Há evidências de que fumar cigarros relaciona-se intimamente ao câncer de laringe. A maioria dos indivíduos com carcinoma laríngeo tem história de fumo durante longo tempo de sua vida. Condições pré-cancerosas como leucoplasia e hiperceratose também estão intimamente ligadas ao fumo.
 
Conhecida pela sigla ETS (Environmental Tobacco Smoke), a fumaça ambiental do tabaco é formada principalmente (até 85%) pela fumaça desprendida da ponta acesa de um cigarro e é também exalada pelo fumante.
 
Referências
EFEITOS DO TABACO NA LARINGE E NA VOZ, RENATA DINIZ ROCHA, tese de mestrado.
 
Minha Vida

Carne vermelha aumenta risco câncer por causa de resposta imunológica tóxica

red meatO consumo de carne vermelha foi ligado ao desenvolvimento de certos tipos de câncer em seres humanos. Agora, os cientistas acreditam ter descoberto por quê
 
Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences encontrou uma molécula de açúcar presente na carne que pode desencadear uma resposta imunológica em seres humanos, provocando inflamação, o que por sua vez contribui para o crescimento de tumores.
 
O estudo
Seres humanos são os únicos carnívoros que enfrentam risco aumentado de câncer como um resultado de comer carne vermelha.
 
Assim, os pesquisadores decidiram concentrar sua análise em uma molécula de açúcar chamada Neu5Gc encontrada em níveis elevados em tecidos cancerosos que não é produzida pelo corpo humano, o que indica que vem de nossa dieta, mas é produzida naturalmente pela maioria dos mamíferos.
 
Quando os pesquisadores mediram a quantidade de Neu5Gc em vários alimentos, eles descobriram que a carne vermelha tinha níveis particularmente altos. Carne de vaca, de bisonte, de porco e de cordeiro tinham a maior quantidade. Aves, peixes (com exceção de caviar), legumes e frutas não possuíam Neu5Gc.
 
Em seguida, alimentaram camundongos “humanizados” (modificados para não terem a capacidade de produzir Neu5Gc) com ração enriquecida com o açúcar durante 12 semanas. Os ratos também receberam injeções regulares de anticorpos de Neu5Gc para imitar o que acontece no corpo humano quando comemos carne vermelha.
 
Os pesquisadores descobriram que esses camundongos desenvolveram cinco vezes mais tumores que os humanizados alimentados com uma dieta sem Neu5Gc.
 
O fígado foi o local mais comum dos tumores, e biópsias encontraram Neu5Gc neles. Os seres humanos, ao contrário, tendem a desenvolver câncer de cólon como resultado de dietas com muita carne vermelha.
 
Adeus carne mal passada?
Não é preciso eliminar a carne vermelha de sua dieta para sempre. Ela é uma importante fonte de ferro, proteínas e outras vitaminas, de modo que seu consumo moderado pode render benefícios nutricionais. No entanto, é melhor não exagerar.
 
Além disso, o estudo não indica que comer carne vermelha é uma causa direta de câncer. Mais pesquisas são necessárias para estabelecer um link definitivo.
 

A Peste Negra está de volta e já matou dezenas de pessoas

Um surto de peste bubônica matou dezenas em Madagascar, e especialistas temem que esses números possam subir
 
Pelo menos 119 casos foram confirmados até o final do ano passado, incluindo 40 mortes, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) em um comunicado. E a doença está tomando um rumo alarmante.
 
“O surto que começou em novembro passado tem algumas dimensões preocupantes”, afirma a OMS.
 
“As pulgas que transmitem esta doença antiga de ratos para os seres humanos desenvolveram resistência ao inseticida de combate mais comum”.
 
A doença tem se espalhando especialmente em favelas densamente povoadas na capital Antananarivo.
 
De acordo com informações de Christophe Rogier, do Instituto Pasteur de Madagascar, divulgadas no final do ano passado, casos foram confirmados em pelo menos 20 distritos além da capital. Rogier é parte de uma equipe que trabalha com a OMS no local para combater a doença.
 
A peste é causada pela Yersinia pestis, uma bactéria encontrada em roedores e transmitida por pulgas.
 
Recentes inundações no país desalojaram dezenas de milhares de pessoas e “um número incontável de ratos”, disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS. Segundo ela, o temor é que a situação ambiental colabore para a proliferação da doença.
 
Como é transmitida?
Uma vez que uma pulga infectada morde seres humanos, eles podem desenvolver a peste bubônica, que é marcada por inchaço dos gânglios linfáticos. Se as bactérias atingem os pulmões, pode-se desenvolver a peste pneumônica. Esta variação é rara, mas mais perigosa do que a peste bubônica, porque pode ser transmitida entre humanos através da inalação e tosse.
 
“Se diagnosticada precocemente, a peste bubônica pode ser tratada com sucesso com antibióticos. A pneumônica, por outro lado, é uma das doenças infecciosas mais mortais; doentes podem morrer 24 horas após a infecção”, explica a OMS.
 
Segundo a organização internacional, pelo menos 8% dos casos avançam para a peste pneumônica. Não está claro, contudo, qual percentagem dos casos atuais compreendem a peste mais letal.
 
No passado, epidemias da doença ocorreram na Europa, Estados Unidos, África, Ásia e América do Sul.
 
A praga era conhecido como o “Peste Negra” na Europa do século XIV, e causou a morte de 50 milhões de pessoas.

 CNN

Corredores vivem mais, os mais lentos vivem mais ainda

Reprodução
De acordo com um novo estudo dinamarquês, correr pode ser ótimo para aumentar a expectativa de vida, mas fazer isso muito rápido pode na verdade danificar a saúde
 
Há um crescente consenso entre os médicos e cientistas do exercício que as pessoas devem se exercitar intensamente pelo menos às vezes. Estudos anteriores já descobriram, por exemplo, que caminhantes que se movem em um ritmo acelerado tendem a viver mais do que aqueles que tem ritmo lento. O mesmo ocorre com ciclistas.
 
O novo estudo
Pesquisadores dinamarqueses, a maioria da Universidade de Copenhague, queriam realmente entender quanto exercício intenso tem efeito positivo e se há um momento em que ele se torna mais prejudicial do que beneficial para a saúde.
 
Assim, no novo estudo, analisaram um enorme banco de dados sobre os hábitos de saúde de dinamarqueses, o Copenhagen City Heart Study. Eles obtiveram informações de 1.098 homens e mulheres de diferentes idades que, após a sua entrada no estudo, em 2001, haviam se identificaram como corredores. Os dados incluíam quantas vezes essas pessoas corriam por semana, em que ritmo e por quanto tempo.
 
Os pesquisadores também puxaram os registros de 3.950 participantes da mesma idade que tinham dito em 2001 que não se envolviam em qualquer tipo de exercício, ou pelo menos que não faziam exercício intenso.
 
Todos os voluntários eram em geral saudáveis, sem evidência no momento da pesquisa de doenças ou obesidade.
 
Ano passado, os pesquisadores compararam os nomes dos participantes de ambos os grupos contra registros de óbitos. Eles também verificaram, com base na expectativa de vida média, quem viveu mais.
 
Como esperado, corredores tendiam consistentemente a viver mais tempo do que as pessoas que não se exercitavam. Mas quando os pesquisadores analisaram os dados sobre quanto e como as pessoas se exercitavam, algumas surpresas surgiram.
 
A quantidade ideal de exercício para prolongar a vida era entre 1 hora e 2,4 horas por semana. E o ritmo ideal era lento. Não sabemos exatamente o que significa esse lento, uma vez que as próprias pessoas classificaram seu ritmo como lento, médio ou rápido.
 
As pessoas que se exercitavam com mais frequência e em um ritmo mais rápido não desfrutaram de muito benefício em termos de mortalidade. Na verdade, seus tempos de vida tenderam a ser quase os mesmos que dos sedentários.
 
Não devo correr rápido, então?
Porém, há ressalvas a essa conclusão. O número de corredores intensos do estudo foi muito pequeno, cerca de apenas 80 homens e mulheres. Assim, qualquer informação estatística sobre as taxas de mortalidade desse grupo deve ser vista com cautela.
 
E talvez o mais importante, os pesquisadores não determinaram como e por que os corredores e não corredores morreram. Por isso, é impossível tirar quaisquer conclusões sobre os efeitos do exercício intenso e prolongado sobre o corpo.
 
Ainda assim, os pesquisadores sugerem que o exercício muito extenuante pode criar cicatrizes ou outros impactos no músculo cardíaco depois de anos, o que pode explicar porque corredores hardcore de longa data não tem tantos benefícios de saúde quanto os corredores mais lentos. Essa possibilidade é totalmente especulativa, no momento.
 

O Facebook, a inveja e a depressão

Navegar no Facebook se tornou uma atividade diária de centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo
 
Com tantos se envolvendo com o site diariamente, os pesquisadores estão interessados em descobrir quão envolvidos emocionalmente os usuários do Facebook podem estar com a rede social e como o uso regular pode afetar sua saúde mental.
 
Estudantes de jornalismo da Universidade de Missouri, nos EUA, fizeram um levantamento com mais de 700 estudantes universitários e descobriram que o uso do Facebook pode levar a sintomas de depressão na medida em que a rede social desencadeia sentimentos de inveja entre seus usuários.
 
Margaret Duffy, professora e presidente da comunicação estratégica na Escola de Jornalismo da MU, diz que a forma como os usuários do Facebook usam o site faz a diferença em como eles respondem a isso.
 
“O Facebook pode ser uma atividade divertida e saudável, se os usuários aproveitam o site para ficarem conectados com a família e com velhos amigos e partilhar aspectos interessantes e importantes de suas vidas”, diz Duffy. “No entanto, se o Facebook é usado para ver o quão bem financeiramente um conhecido está ou quão feliz um velho amigo está em seu relacionamento – coisas que causam inveja entre os usuários – o uso do site pode levar a sentimentos de depressão”, alerta.
 
Para seu estudo, Duffy e Edson Tandoc, professor assistente na Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, entrevistaram jovens usuários do Facebook e descobriram que os que se dedicam a usar o Facebook para “vigiar” a vida alheia também experimentam sintomas de depressão, enquanto aqueles que usam o site simplesmente para se manterem conectados não sofrem efeitos negativos.
 
“Descobrimos que se os usuários do Facebook sentem inveja das atividades e estilos de vida de seus amigos na rede social, eles são muito mais propensos a relatar sentimentos de depressão. É importante que os usuários do Facebook estejam cientes desses riscos para que possam evitar esse tipo de comportamento”, diz Duffy.
 
“Uma alfabetização de mídia social é importante”, sugere Tandoc. “Com base em nosso estudo, bem como em outros já feitos, usar o Facebook pode exercer efeitos positivos sobre o bem-estar. Mas quando se desencadeia a inveja entre os usuários, isso é uma história diferente. Os usuários devem estar conscientes de que uma apresentação autopositiva é uma motivação importante no uso de mídias sociais, por isso, é de se esperar que muitos usuários postem somente coisas positivas sobre si mesmos. Essa consciência, eu espero, pode diminuir os sentimentos de inveja”.
 

Câncer de pulmão é mais letal em mulheres de países ricos do que o de mama

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS
Os cientistas destacaram que essa mudança reflete uma tendência crescente no consumo de tabaco entre as mulheres
 
O câncer de pulmão é agora a principal causa de morte por câncer nas mulheres de países desenvolvidos, superando o de mama, que ocupou esta posição durante muito tempo, anunciaram cientistas.
 
O novo estudo foi conduzido por pesquisadores da American Cancer Society, em colaboração com a francesa Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (AIRC, na sigla em francês).
 
Os cientistas destacaram que essa mudança reflete uma tendência crescente no consumo de tabaco entre as mulheres, que ocorreu mais tardiamente em comparação com os homens. O câncer de pulmão é, há várias décadas, a principal causa de morte por câncer nos homens, tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.
 
Nos países em desenvolvimento, o câncer de mama se mantém como a principal causa de morte entre as mulheres.
 
Os resultados do estudo foram publicados na terceira edição das Estatísticas Mundiais sobre o Câncer, CA.
 
*AFP / Zero Hora

Mulher morre após ingerir paracetamol para curar dor de ouvido

Uma mulher morreu de overdose de paracetamol em uma tentativa de curar sua dor de ouvido
 
Rebecca Jeffs, de 31 anos, tomou vários comprimidos do medicamento, causando danos fatais em seu pulmão.
 
Sua mãe, Elizabeth Carter, disse na audiência em Bolton, Inglaterra, que sua filha se auto medicava e estava vivendo com uma pessoa que lhe comprava os medicamentos pela internet.
 
Rebecca ingeriu 20 comprimidos durante um período de 24 horas, mais de duas vezes a dose recomendada, depois de se queixar de uma dor intensa no ouvido direito.
 
Rebecca Jeffs, de 31 anos, morreu após overdose de paracetamol em tentativa de curar dor de ouvido. Ela ingeriu o dobro do recomendado.
 
Ela foi internada no hospital e tratada com antibióticos. Dois dias depois de receber alta, Rebecca foi encontrada morta no apartamento de seu namorado em Westhought, perto de Bolton, na Inglaterra.
 
O patologista, doutor Patrick Waugh, disse que testes mostraram que os pulmões da vítima haviam sido danificados, além do fígado, como resultado da overdose sofrida.