Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 6 de outubro de 2012

Celulares e radiação: conheça os modelos que emitem os maiores e menores níveis

Se você é um usuário de telefone celular – um grupo que, nestes dias, significa praticamente todo mundo – e não se preocupa com a radiação emitida pelo aparelho, talvez seja hora de rever seus conceitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou essa semana os celulares como “possivelmente cancerígenos para os seres humanos”.
 
Os aparelhos em si não são necessariamente prejudiciais – é a radiação emitida pelos celulares, e absorvida pelo corpo humano, que preocupa os médicos.
 
Mas quando se trata de níveis de radiação, nem todos os telefones são iguais. Abaixo estão as listas de alguns modelos disponíveis no mercado que emitem os níveis mais altos e mais baixos de energia de radiofrequência.
 
Uma rápida explicação sobre os números: eles se referem à “taxa de absorção específica”, ou SAR, na sigla em inglês, um referencial comum que mede a taxa de energia de radiofrequência que seu corpo absorve do telefone. Quanto menor o número, menor é a exposição à radiação. Para um celular ser certificado pelos órgãos competentes e vendido nos EUA, por exemplo, seu nível máximo de SAR deve ser menor que 1,6 watts por quilograma.
 
As listas foram compiladas pelo Grupo de Trabalho Ambiental americano, baseadas em dados fornecidos pelos fabricantes dos celulares. Os dados foram coletados em dezembro do ano passado, o que significa que alguns modelos mais recentes não estão listados. Os aparelhos são os à venda nos Estados Unidos.
 
Níveis mais baixos de radiação:

1. LG Quantum (AT & T): 0,35 watts por quilograma
 
2. Casio EXILIM (Verizon Wireless): 0,53 W / kg
 
3. Pantech Breeze II (AT & T, a AT & T GoPhone): 0,55 W / kg
 
4. Sanyo Katana II (kajeet): 0,55 W / kg
 
5. Samsung Fascinate (Verizon Wireless): 0,57 W / kg
 
6. Samsung Mesmerize (CellularOne, EUA Celular): 0,57 W / kg
 
7. Samsung SGH-a197 (AT & T GoPhone): 0,59 W / kg
 
8. Samsung Contour (MetroPCS): 0,60 W / kg
 
9. Samsung Gravity T (T-Mobile): 0,62 W / kg
 
10. Motorola i890 (Sprint) e Samsung SGH-T249 (T-Mobile): 0,63 W / kg
 
Níveis mais altos de radiação:

1. Motorola Bravo (AT & T): 1,59 W / kg
 
2. Motorola Droid 2 (Verizon Wireless): 1,58 W / kg
 
3. Palm Pixi (Sprint): 1,56 W / kg
 
4. Motorola Boost (Boost Mobile): 1,55 W / kg
 
5. Blackberry Bold (AT & T, T-Mobile): 1,55 W / kg
 
6. Motorola i335 (Sprint): 1,55 W / kg
 
7. HTC Magic (T-Mobile): 1,55 W / kg
 
8. Motorola W385 (Boost Mobile, Verizon Wireless, U.S. Cellular): 1,54 W / kg
 
9. Motorola i290 Boost (Boost Mobile): 1,54 W / kg
 
10. Motorola DEFY (T-Mobile); Motorola Quantico (U.S. Cellular, MetroPCS); Motorola Charm (T-Mobile): 1,53 W / kg
 
O nível de SAR do iPhone 4 da Apple é de 1,17 W / kg (no modelo para a AT & T, o modelo da Verizon não foi listado). Os níveis de radiação das dezenas de modelos de BlackBerry variam muito.
 
Esses números apresentados, porém, são apenas uma estimativa. Sua exposição real vai depender da frequência com que você usa seu celular e as condições específicas da rede. Por exemplo, quando a conexão está fraca, o telefone celular precisa enviar mais radiação para alcançar a torre de comunicação.
 
Além disso, ainda não há provas conclusivas de que um telefone com um maior nível de SAR representa um risco maior para a saúde – ou, na verdade, qualquer risco – em compraração com um modelo que emite menos radiação.
 
Fonte Hypescience

Celulares podem enfraquecer os ossos

Uma pesquisa realizada por cientistas da Suleyman Demireli University, na Turquia, sugere que portar os celulares no quadril pode enfraquecer a área da pelve muito utilizada para a realização de transplantes de tecido ósseo.
 
150 homens que carregavam seus celulares regularmente junto a seus cintos foram analisados usando uma técnica de raio-X utilizada no diagnóstico e monitoramento de pacientes com osteoporose. Eles usavam seus celulares no quadril por em média 15 horas por dia e já utilizavam celulares a cerca de seis anos.
 
Os pesquisadores descobriram que a densidade mineral do osso estava ligeiramente menor no lado da pelve onde os celulares eram carregados do que no lado que não tinha contato com o telefone.
 
A diferença não era estatisticamente significativa e as taxas de redução da densidade dos ossos foram bem distantes das taxas que as pessoas com osteoporose apresentam.
 
Em uma nota à impressa, o pesquisador Tolga Atav e sua equipe afirmaram que seus estudos são preliminares e que a densidade do osso poderia ser afetada pelos campos eletromagnéticos emitidos pelos aparelhos telefônicos. Eles também supõem que, devido aos homens do estudo serem relativamente novos (suas idades médias eram de 32 anos), a perda do osso pode ser mais significativa em pessoas mais idosas e com um risco maior de osteoporose.
 
Segunda opinião
O professor de engenharia elétrica e de computação da Universidade do Colorado, Frank Barnes, afirma que não conhece nenhuma outra pesquisa que examine o impacto da exposição do telefone celular na densidade do osso.
 
Ele foi o presidente do Comitê Nacional do Conselho de Pesquisa solicitado pela Food and Drug Administration (FDA) para avaliar a segurança na avaliação de pesquisas sobre a utilização de telefones celulares.
 
Barnes conta que as ondas eletromagnéticas foram utilizadas, inclusive, em pesquisas para promover o crescimento do osso nos pacientes que tem ossos quebrados sem chances de cura e para pacientes com osteoporose
 
Porém, Atav afirma que esses estudos envolveram freqüências muito baixas da onda eletromagnética (de 15 a 72 hertz), enquanto os celulares têm freqüências de, em média, 900 a 1.800 megahertz.
 
O comitê presidido por Barnes concluiu que serão necessárias mais pesquisas para determinar se o uso de telefones celulares está associado a qualquer problema de saúde a longo prazo.
 
Fonte Hypescience

Hormônios produzidos pelos ossos podem ajudar homens com problemas de fertilidade

Boa notícia para os homens que querem ser pais. O pesquisador da Universidade Columbia, Gerard Karsenty, de Nova York encontrou recentemente uma ligação entre células encontradas nos ossos e o aumento da produção de hormônios masculinos. Ele e seus companheiros de investigação misturaram osteoblastos, responsáveis pela produção dos componentes orgânicos da matriz óssea, na cultura de outras células retiradas dos testículos e dos ovários de ratos.
 
Eles verificaram que, nos ratos machos, a produção de testosterona foi triplicada, enquanto nas fêmeas, não houve mudança na produção de progesterona ou oestradiol. O curioso é que já era sabido que os hormônios masculinos ajudavam na manutenção de ossos fortes, agora, descobriu-se um benefício no caminho contrário. É importante que os homens estejam com os ossos fortes para manter os hormônios em dia e vice-versa.
 
Em outro teste, eles decidiram injetar no testículo dos ratos o hormônio osteocalcina, produzido pelos osteoblastos. O efeito foi o mesmo, quanto mais osteocalcina recebiam, mais testosterona os ratos produziam. Você deve estar se perguntando: tá, mas isso significa apenas que os ratos ficaram ainda mais machos? Não, o estudo foi importante porque esta sobredose de testosterona no corpo do bicho poderia alterar seus níveis de fertilidade. Para testar, os pesquisadores decidiram diminuir a quantidade de osteocalcina de outras cobaias e o resultado foi como esperado: eles produziram uma contagem baixa de esperma. Aqueles que conseguiram cruzar deram origem a uma ninhada com metade do tamanho normal.
 
A pesquisadora da Universidade do Sul da California, Rebecca Sokol, disse que “ficou particularmente surpresa pela ausência de efeitos nas fêmeas”. O responsável pela pesquisa também ficou. “Não me pergunte por que só aconteceu nos machos, porque eu não sei”, disse Karsenty. Contudo, ele acha que o hormônio poderia ajudar os homens com baixas taxas de fertilidade, porque vários hormônios têm o mesmo efeito em ratos e homens. A equipe da Columbia já está trabalhando em utilizar a osteocalcina no tratamento de fertilidade para humanos do sexo masculino.
 
Fonte Hypescience

Suco de romã pode ajudar pacientes com problemas renais

Uma nova pesquisa indica que o suco de romã pode fazer bem para a saúde de pacientes renais em diálise. Pesquisadores israelenses descobriram que os pacientes que beberam alguns copos da bebida por um ano reduziram suas chances de infecções.
 
Os resultados vêm na sequência de uma publicidade supostamente falsa nos EUA, da “POM Wonderful”, marca que reivindica que seus produtos de romã podem ajudar desde doenças cardíacas a câncer de próstata e disfunção erétil.
 
Os pesquisadores, no entanto, não usaram o suco POM, mas uma marca vendida pela NaturaFood. Em testes de laboratório, essa marca foi classificada como a mais rica em antioxidantes polifenóis, os quais podem reduzir o dano a células causado pelos chamados radicais livres.
 
Antioxidantes são encontrados em diferentes níveis em frutas e vegetais, como mirtilo ou brócolis. Nos últimos três anos, foi mostrado que o suco de romã contém os mais altos níveis de polifenóis entre uma variedade de produtos. Muito maior do que o vinho tinto, por exemplo.
 
Assim, os pesquisadores perceberam que uma dieta rica em antioxidantes poderia ajudar pacientes com insuficiência renal, porque o nível de radicais livres no sangue aumenta conforme ele circula através do dispositivo de diálise. Isso, por sua vez, poderia diminuir a inflamação nos tecidos.
 
No estudo, 101 pacientes tomaram suco de romã, ou uma mistura parecida. Após ingerir cerca de metade de um copo, três vezes por semana durante um ano, os que beberam suco de romã tiveram uma redução de moléculas inflamatórias no sangue. Eles também fizeram menos viagens para o hospital.
 
Houve uma redução significativa na hospitalização devido a infecções, com mais de 40% de redução na primeira internação e 80% na segunda. Segundo os resultados, entre os 50 pacientes que beberam suco de romã por um ano, cerca de dois tiveram que ir ao hospital pelo menos duas vezes. Por comparação, esse número seria cerca de 11 em pacientes que não beberam o suco.
 
Os pesquisadores afirmam não saber se os resultados se estendem a outras marcas de suco de romã. Eles sugerem que as pessoas comprem a fruta e façam seus próprios sucos em casa. Nenhum efeito colateral foi encontrado, mas eles alertam que os pacientes renais devem estar cientes do alto teor de potássio no suco, dado o delicado equilíbrio de nutrientes no sangue, e converse com seu médico antes de bebê-lo.
 
Os resultados foram considerados interessantes, pois não há mais nada que teria um efeito tão profundo. Ainda assim, o estudo precisa ser replicado para confirmarem as descobertas.
 
Apesar de que seja improvável que o suco cause danos, é melhor que os resultados sejam validados em outros centros, pois há elementos que ainda não estão claros, por exemplo, quais são os ingredientes ativos da bebida.
 
Além disso, uma especialista em nutrição da Universidade de Nova York disse que os efeitos podem não ser exclusivos do suco de romã. Os efeitos do suco foram comparados com um placebo, sem qualquer outro tipo de suco que poderia ter exatamente o mesmo efeito.
 
Sucos de romã, como a maioria, senão todos os sucos de frutas e vegetais, têm atividade antioxidante. Se as romãs são melhores do que qualquer outra fruta, os pesquisadores têm ainda que provar.
 
Fonte Hypescience

Indústria farmacêutica pode enganar pacientes, vendendo remédios que não funcionam

 
Quando a gente vai ao médico, imaginamos que ele conheça exatamente todos os remédios para cada moléstia que pode acometer um ser humano. Não é verdade. A cada ano, são testados e lançados uma infinidade de novos medicamentos, e nem sempre os doutores estão a par das novidades. Às vezes, eles precisam acreditar na indústria farmacêutica. Mas será que ela é digna de confiança?
 
Já houve quem investigasse o problema no caminho que um remédio faz entre o laboratório e a farmácia. A realidade parece perigosa: em busca de proteger os próprios interesses econômicos, os laboratórios farmacêuticos nem sempre liberam os remédios ao mercado com a garantia de que farão bem aos pacientes.
 
Como um remédio chega à prateleira da farmácia?
O Brasil é um exemplo claro de como esse sistema não é infalível. A entidade que libera remédios para uso comercial no país é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um órgão ligado ao Ministério da Saúde. Além dos medicamentos, no entanto, eles também precisam se preocupar em regular a produção de agrotóxicos, cosméticos, alimentos e vários outros produtos.
 
Existem 23 laboratórios oficiais no Brasil, que são ligados à Anvisa e fornecem medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS). As centenas de laboratórios privados, no entanto, estão sob observação menor: o único controle realmente rigoroso por parte da Vigilância Sanitária acontece no momento de permitir que a empresa abra.
 
Uma vez operantes, os produtores detém o controle sobre os testes. Em outras palavras: quem aprova um remédio para uso da população é a Anvisa, mas são os próprios laboratórios que atestam a qualidade do medicamento que eles mesmos fabricaram. Em geral, eles mesmos fazem os testes e publicam os resultados. Com este aval, o produto já pode ser comercializado.
 
Uma prática perigosa
Na Grã-Bretanha, país onde o sistema de aprovação de remédios é muito parecido com o nosso (com a diferença que a MHRA, entidade responsável, cuida apenas de medicamentos e nada mais), a medicina nem sempre conversa muito bem com a farmácia.
 
Um médico inglês, Benjamin Goldcare, se viu confuso quando surgiu no mercado um novo antidepressivo chamado reboxetina (no Brasil, mais conhecido pelo nome comercial Edronax). Para avaliar se era seguro receitar tal remédio a seus pacientes, ele pesquisou estudos acadêmicos e resultados de testes. Encontrou apenas resultados favoráveis e nem uma só linha falando mal do remédio.
 
Depois de algum tempo, o médico britânico reparou que a reboxetina simplesmente fazia menos efeito do que um placebo nos pacientes que ele tratava. Além de não tratar dos sintomas da depressão, ela apresentava alguns efeitos colaterais graves, tais como aumento do risco de ataque cardíaco, que não foram mencionados em nenhum momento pelos resultados dos farmacêuticos.
 
O dr. Goldcare conta que teve acesso a todos os testes acadêmicos e laboratoriais feitos com a reboxetina. Inclusive com os que não chegaram a ser publicados. Fazendo as comparações, ele descobriu que os testes com resultados negativos, ou pelo menos “alarmantes”, são quase sempre escondidos. Os laboratórios só revelam os testes que lhes interessa.
 
A pior parte da realidade, no entanto, é que os laboratórios não estão agindo na ilegalidade. O sistema de teste e aprovação dos remédios coloca controle excessivo nas mãos dos fabricantes, de forma que eles quase sempre podem definir qual o veredicto sobre qualquer medicamento em fase de experimentos.
 
Esse mecanismo coloca uma série de medicamentos no mínimo ineficazes no mercado. Além de não surtirem o efeito esperado, podem ocasionar novos problemas no organismo. Se a questão se resumisse aos lucros dos laboratórios, não seria tão preocupante. Mas o médico Goldcare teme um futuro trágico para a saúde das pessoas se não houver mudanças neste panorama.
 
Fonte Hypescience

Televisão ligada ao fundo pode fazer mal a crianças

Algumas famílias têm o hábito de deixar a televisão ligada mesmo que ninguém esteja assistindo. Mais do que apenas aumentar a conta de luz no fim do mês, esse curioso hábito pode prejudicar o desenvolvimento de crianças, apontam especialistas.
 
Em estudo recente, uma equipe de pesquisadores liderada pelo professor Matthew Lapierre, da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington (EUA), coletou dados de mais de 1,4 mil famílias dos Estados Unidos. O grupo descobriu que crianças com idades entre 8 meses e 8 anos passam em média 232 minutos por dia ouvindo o som da televisão ao fundo. Se acrescentarmos os 80 minutos que elas passam na frente do aparelho (conforme observado em estudos anteriores), são mais de cinco horas diárias de interação.
 
"Babá eletrônica"
Lapierre e seus colegas pediram aos entrevistados que descrevessem as atividades que seus filhos haviam realizado nas últimas 24 horas, e dissessem em quais momentos havia uma TV ligada ao fundo. Embora os possíveis efeitos da televisão sobre o desenvolvimento mental ainda não sejam claros, o tempo excessivo de exposição preocupou os pesquisadores. “Nós definitivamente precisamos repensar esse tipo de exposição. Você aprendeu a lidar com isso, mas o que pode significar para uma criança?”, questiona Lapierre.
 
“É um estudo alarmante”, ressalta o pediatra Victor Strasburger, que não participou da pesquisa, mas que há anos estuda os efeitos de meios de comunicação em jovens. Ele alerta que a televisão pode atrasar o desenvolvimento da linguagem em crianças mais novas, por exemplo. “É confuso para bebês que estão tentando desenvolver sua linguagem ter vozes estranhas soando ao fundo”, disse.
 
Strasburger diz que crianças conseguem perceber a diferença entre a voz que sai da TV e a voz de alguém que está por perto, mas que conseguem aprender mais com a última. Para ajudar no desenvolvimento da criança, o pediatra recomenda que pais leiam para ela ao invés de largá-la em frente à TV. “Os bebês para os quais se lê ‘conversam’, e aqueles que ficam vendo TV permanecem em silêncio”, afirma. No estudo feito pela equipe de Lapierre, ficou evidente que crianças tendem a interagir menos com seus pais e amigos quando a TV está ligada, o que atrapalha seu desenvolvimento.
 
Fonte Hypescience

Cuidado: beber água em excesso pode matar

Todo mundo sabe que beber água durante exercícios é importante, principalmente durante longos exercícios, como treinos e competições.
 
Entretanto, se muita água for ingerida, podemos sofrer de uma condição conhecida como hiponatremia, que literalmente significa pouco sódio no sangue. A hiponatremia é relativamente comum entre pessoas com certas doenças, e entre atletas, como maratonistas.
 
Mas como a hiponatremia causa a morte? Uma forma comum de morte nestes casos é o edema ou inchaço cerebral. O excesso ou pouca ingestão de água ou sal causa uma série de reações no corpo, mediadas pelo hormônio antidiurético. O resultado é que o organismo passa a eliminar água pela urina, ou então para de eliminá-la.
 
Mas se uma quantidade muito grande de água for ingerida em um período curto, pode-se atingir uma condição chamada de “sobrecarga de ingestão de água”, que pode ser associada a uma diminuição no sangue em circulação, mesmo que a quantidade total de fluidos no corpo seja alta.
 
A diminuição na quantidade de sangue circulante leva a um acúmulo anormal de fluido no corpo, ou edema. A diminuição do volume de sangue causa um aumento no efeito hormonal antidiurético, piorando o problema.
 
O corpo todo começa a apresentar problemas. A diminuição no volume de sangue diminui também a quantidade de oxigênio levado a todo o corpo, inclusive aos músculos e também ao cérebro, tornando o funcionamento do mesmo errático, prejudicando os processos cognitivos (do pensamento) e de tomada de decisões. O resultado é confusão, desorientação, e inconsciência.
 
De qualquer forma, o risco de sofrer de hiponatremia é baixo, e na maioria dos casos, a condição pode ser tratada, assim situações perigosas são facilmente evitadas. Pra profissionais, vale a pena correr o risco baixo de hiponatremia em vista das vantagens obtidas pela melhora na performance atlética pela ingestão da quantia correta de água: geralmente entre 150 ml e 20 0ml a cada 15 a 20 minutos de exercícios.
 
A recomendação mais simples é beber de acordo com a sede. Antes, durante e depois do exercício.
 
Fonte Hypescience

Adoçantes podem confundir organismo e contribuir para ganho de peso

Quer perder peso? Trocar o refrigerante normal por uma versão diet pode não resolver. Pesquisadores agora têm mais provas de que o uso de adoçantes pode, na verdade, piorar o consumo excessivo de alimentos e não contribuir para a diminuição do peso.
 
Psicólogos da Universidade Purdue observaram que modelos animais alimentados com iogurte adoçado com glucose (com calorias equivalentes ao açúcar), ganharam menos peso do que animais alimentados com iogurtes diets (adoçado com sacarina). Além disso, a gordura corporal desses últimos aumentou e foi mais difícil reverter o quadro de aumento de peso posteriormente.
 
Susan Swithers e Terry Davidson, autores do estudo publicado no Journal of Experimental Psichology, apontam que ao quebrar a conexão entre a sensação adocicada e as calorias ingeridas, o uso de sacarina mudaria a habilidade do corpo de regular o apetite. Problemas de autoregulação de consumo de alimentos poderia explicar, em parte, o aumento da obesidade paralelo à popularização do uso de adoçantes.
 
“Os dados também poderiam explicar o consenso científico sobre o fato que o uso de adoçantes artificiais traz resultados inconclusivos, variando de pessoa para pessoa: algumas perdem peso, outras ganham peso e há ainda aquelas que não apresentam nenhuma variação”, diz Swithers.
 
Os pesquisadores fizeram três tipos de experimentos diferentes, todos com resultados similares, onde os animais usados perdiam a habilidade da regulação de consumo alimentar. Os experimentos também mediram a temperatura corporal e aspectos fisiológicos.
 
“Os resultados indicam que o consumo de alimentos adoçados com sacarina, ou seja, sem calorias, poderia levar a um maior aumento do peso e de tecido adiposo do que consumir comidas açucaradas e altamente calóricas”, explicam os autores.
 
Organismo fica confuso e guarda mais energia
Swithers e Davidson dizem que comidas com adoçantes promovem um estímulo sensorial intenso e que prediz que alguém vai consumir uma grande quantidade de caloria. O sistema ingestivo e digestivo fica em estado de alerta mas quando o que é ingerido não tem a quantidade de calorias indicadas inicialmente, o sistema fica confuso. A partir disso as pessoas comem mais, mas o organismo tenta gastar cada vez menos energia, acumulando-a em forma de gordura.
 
Apesar de usarem modelos animais, os pesquisadores indicam que suas descobertas vão ao encontro de outras pesquisas que dizem que pessoas que bebem mais bebidas dietéticas têm maior risco de obesidade e síndrome metabólica, um grupo de problemas de saúde que incluem aumento da gordura abdominal, pressão alta e resistência à insulina, o que coloca essas pessoas em risco de desenvolver problemas cardíacos e diabetes.
 
Fonte O que eu tenho

5 coisas que você deve saber sobre o Transtorno Explosivo Intermitente

1. O que é o Transtorno Explosivo Intermitente?
O Transtorno Explosivo Intermitente – TEI, se percebe naquelas pessoas que são chamadas, popularmente, de “pavio curto”.
 
São pessoas que não conseguem conter seus impulsos agressivos, é importante salientar que a agressividade Não é premeditada.
 
Costumam ter comportamentos agressivos – ataques de fúria e de agressividade, tais como, ameaçar, berrar, xingar, fazer gestos obscenos, avançar sinais de trânsito, até formas mais violentas de explosão, tais como atirar objetos contra parede e/ou nas pessoas, envolver-se em ataques físicos contra familiares, brigas no trabalho, nos bares, destruindo veículos no trânsito, etc.
 
Geralmente têm dificuldade em avaliar as conseqüências de seus atos para si e para os outros.
 
Frequentemente sentem-se responsáveis por seus atos, demonstrando arrependimento, vergonha, culpa e tristeza.
 
2. Por quais razões o Transtorno Explosivo Intermitente se desenvolve?
Não existe uma causa única para o desenvolvimento do TEI -Transtorno Explosivo Intermitente.
 
Existem fatores biológicos (disfunção na transmissão da serotonina), sociais, ambientais e psicológicos.
 
É freqüente encontrarmos membros das famílias dos portadores de TEI, também com o transtorno. Muitas vezes vem de famílias instáveis, nas quais estão presentes: a dependência do álcool e/ou drogas, explosões verbais e abusos físicos e emocionais.
 
O portador do transtorno explosivo intermitente geralmente manifesta baixa tolerância à frustração, desenvolvendo uma incapacidade de gerenciar a raiva e a hostilidade, tornando-se instáveis afetivamente, pela incapacidade de controlar seus sentimentos e emoções. Adota, por isso, comportamentos de risco, com manifestações de violência.
 
3. Como sei identificar se alguém está com esse problema?
O diagnóstico de TEI somente deve ser feito após uma avaliação médica e psicológica.
 
• A freqüência na perda de controle sobre a agressividade (último ano, último mês) – se são superiores a 2 por semana;
 
• Se os ataques de agressividade são desproporcionais ao fato que o gerou;
 
• Se os ataques explosivos não são premeditados
 
• Se após as explosões aparecem sentimentos de vergonha, culpa, arrependimentos, tristeza, choro etc.
 
 
• Se a família possui outros membros com o mesmo comportamento (normalmente existem outros membros com o mesmo comportamento);
 
• Se os episódios de agressividade incluem ataques físicos e destruição de objetos e/ou propriedades;
 
 
• Se os ataques de agressividade são repentinos (esse é o comportamento habitual nos portadores de TEI);
 
• Se o comportamento agressivo é acompanhado por sensações físicas de fadiga, forte tensão, formigamento, tremores, palpitações, aperto no peito, tensão nas costas, pressão na cabeça, pensamentos raivosos que os levam a fortes impulsos de agir agressivamente. (os portadores de TEI revelam: ”necessidade de atacar”, “necessidade de ferir”, “pico de adrenalina”, “sangue nos olhos”, ou “vontade de matar alguém” e alívio da tensão após o ato agressivo).
 
4. O Transtorno Explosivo Intermitente tem tratamento?
Sim. Em virtude dos problemas causados à própria vida dos portadores e dos que com eles convivem, é necessário o tratamento médico e psicológico, como uma forma de reduzir a intensidade e freqüência dos episódios violentos, devolvendo assim, uma vida de melhor qualidade a esses indivíduos.
 
O tratamento médico geralmente inclui o uso de anti-depressivos.
 
Quanto ao tratamento psicológico, as terapias nos modelos cognitivo-comportamental e cognitivo-construtivista, são as que demonstram maior eficácia na redução dos níveis de intensidade e freqüência dos episódios violentos.
 
5. Onde buscar ajuda?
Como o tratamento desse problema é multidisciplinar (psicólogo e psiquiatra), pode-se buscar tratamento com profissionais especializados e também no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas que é pioneiro no tratamento dos transtornos do Impulso – Pro-Amiti.
 
 
Liliana Seger – Doutora em Psicologia. Coordenadora do Grupo de TEI
 
Ana Maria Costa, Deisy R. Emerich Integrantes do setor de pesquisa e tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro-AMITI), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
 
Para atendimento gratuito:
Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
 
Tel: (11) 2661-7805
 
 
Por O que eu tenho

Modificar forma de pensar é fundamental na hora de emagrecer

Mudar os próprios pensamentos sobre como se alimentar é a chave do sucesso para emagrecer e, o mais importante, manter o peso abaixo da faixa de sobrepso e obesidade no longo prazo. É o que defende a Melaine Ogliari, psiquiatra e especialista da área.
 
“Emagrecer não é possível somente com restrição alimentar. Modificar as formas de pensamento sobre a própria alimentação é o mais importante para gerar uma perda de peso que se mantenha ao longo do tempo”, diz Ogliari. “Muitas pessoas acham que quem é magro tem uma ‘boa genética’ ou se esforçam demais para manter o peso. Mas o que acontece é que essas pessoas que não tem problemas com a balança tem um padrão de pensamento muito consciente na hora de escolher o que comer. Conseguir essa consciência alimentar é possivelmente o melhor caminho para um emagrecimento saudável”, completa.
 
Responsável pela revisão técnica do best seller “Pense Magro”, da americana Judith Beck, Ogliari diz que o livro não é apenas uma obra de autoajuda ou um manual de dieta que está na moda. A coleção – já são três livros – traz uma metodologia para que as pessoas fiquem atentas aos modelos e padrões alimentares que adotam e as modifiquem quando perceberem que esses padrões são danosos à própria saúde (afinal estar dentro da faixa de peso ideal é menos uma questão estética e mais uma forma de proteger o próprio organismo de diversas condições de saúde).
 
“Muitas vezes automatizamos nosso pensamento para uma determinada forma de nos alimentarmos. Isso é resultado de nossa história pessoal, de aprendizados positivos e negativos sobre o que é uma boa alimentação. Modificar esses ‘automatismos’ é possível, com maior consciência e treinos para reverter os aspectos negativos do nosso padrão alimentar”, diz Ogliari.
 
Outro fator importante salientado pela especialista é deixar de lado a culpa na hora de comer. “Comer de forma adequada – ou estar de dieta, se preferir – também é diminuir o sentimento de culpa que é associado à alimentação quando se está acima do peso. Consciente de que o processo não é mágico ou acontece repentinamente, e que ao aprender a ‘pensar magro’ os benefícios serão para a vida toda, a culpa na hora de se alimentar diminui também”, completa a psiquiatra.
 
A palavra-chave é planejamento
Para isso o método proposto por Beck – e avalizado por Ogliari – parte de três “pilares”, como se refere a especialista.
 
O primeiro passo da metodologia é uma série de exercícios para revisar o próprio pensamento em relação aos alimentos. “Para descondicionar um hábito é preciso reconhecê-lo primeiramente”, explica.
 
Em segundo lugar é necessário que o indivíduo que quer emagrecer se planeje, faça acompanhamento médico – mesmo não sendo restritiva é importante ter informações sobre a própria situação de saúde em mãos – e trace um plano objetivo (um projeto individual, afinal a metodologia de “Pense Magro” não é uma dieta genérica e abrangente).
 
“Com um planejamento em mãos é possível começar a se treinar para se alimentar de forma mais correta. A vivência dos desafios propostos traz novas descobertas sobre as crenças, pressão familiar e significado das emoções envolvidas com um determinado padrão alimentar. Com isso o nível de consciência alimentar também fica mais sensível”, afirma Ogliari.
 
Somente depois de testar essas novas formas de pensar sobre o alimento e comportamento frente à comida é que o processo proposto por Beck estará encaminhado. “A partir daí vem a fase de manutenção, algo que é falho na maioria das dietas ‘prontas’, que enfatizam um resultado imediado e que na maioria das vezes resulta em novo ganho de peso, o famoso ‘efeito sanfona’”.
 
Isso, aliás, é um grande problema para a maioria das pessoas que já tentou emagrecer com dietas milagrosas e voltou a engordar. A sensação de “rodar em falso” traz grandes frustrações, o que leva a mais sentimentos de culpa associados ao alimento e novos engajamentos em dietas pouco eficientes no longo prazo.
 
“O que nós procuramos é dar uma forma de dar um sentido de projeto de vida ao emagrecimento, e não somente as pessoas a perder uma quantidade de peso em um determinado tempo. Pensar magro, ou seja, pensar conscientemente sobre o próprio peso, é focar menos nos resultados imediatos e mais em uma perspectiva de futuro”, enfatiza Ogliari.
 
E se você se interessou pelo livro, o portal “O que eu tenho?” junto com a Editora Grupo A e o Sistema Orbera promovem até o dia 30 de outubro um concurso cultural que vai sortear exemplares do livro de Judith Beck. A promoção já está no Facebook.
 
Fonte O que eu tenho

Evite café, chá, chocolate e refrigerante se você tem zumbido

Terapia com música vem sendo usada no tratamento, afirma otorrinolaringologista
 
O zumbido na cabeça ou nos ouvidos pode ser desencadeado por mais de 200 fatores, inclusive pela dieta inadequada. O desequilíbrio alimentar favorece o surgimento do sintoma ou intensifica o ruído em pessoas que já sofrem com o problema.
 
— Cafeína, teína (do chá) e gordura também são vilões dos ouvidos. Café, chocolate, refrigerantes, chá preto ou verde e chimarrão são itens que os pacientes com zumbido devem evitar para não piorar o quadro — diz a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba.
 
Se a comida tiver influência no ruído, o ideal é realizar uma reeducação alimentar com as orientações dadas pelo médico.
 
— O zumbido sinaliza que alguma coisa está errada dentro do organismo. É necessário fazer uma série de exames para diagnosticar as principais causas, detectar perda de audição, e descobrir a raiz do barulho que causa incômodos principalmente nos momentos de silêncio — afirma a especialista.
 
No caso da alimentação, o paciente é orientado a fazer alguns testes para verificar se a percepção do zumbido reduz com a eliminação de algum alimento do cardápio. Rita esclarece que o zumbido pode ter mais de uma causa, por isso o diagnóstico é feito em parceira com outros especialistas, e o tratamento pode incluir diferentes estratégias.
 
— Uma alternativa que está sendo bem aceita pelos pacientes, pricipalmente naqueles com maior percepção e incômodo pelo zumbido e que traz resultados extremamente positivos é a terapia sonora, que consiste em retreinar as vias auditivas a partir de estimulação sonora com música para que o cérebro filtre o zumbido e o paciente não perceba mais o ruído — conta Rita.
 
Fonte Zero Hora

Pesquisas confirmam que ter amigos faz bem à saúde

Solidão crônica está associada a problemas de pressão arterial alta, doença cardíaca coronária, diminuição da resposta imunológica, depressão, dificuldades de sono, declínio cognitivo e demência
 
Morremos sozinhos, dizem os filósofos. Mas podemos morrer mais cedo se passarmos a vida sozinhos. Vínculos próximos com amigos e familiares podem afastar problemas de saúde e uma morte prematura, sugerem pesquisas recentes.
 
A solidão é um fator de risco quanto ao declínio funcional e à morte prematura em adultos que têm mais 60 anos, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, publicada em julho. Mais de 43% dos 1.604 participantes do estudo, que durou seis anos, relataram que se sentiam excluídos, isolados e sem companhia com frequência. A maioria das pessoas solitárias (62,5%) era casada ou não morava sozinha — uma indicação de que se sentir solitário e estar sozinho não são a mesma coisa.
 
— Não é a quantidade, mas a qualidade de seus relacionamentos que importa — diz a geriatra Carla Perissinotto, que liderou o estudo.
 
A pesquisa não investigou por que as pessoas diziam se sentir solitárias. A solidão é biológica? Ou ela é socialmente mediada? Quais são os mecanismos em jogo? De quais intervenções práticas poderíamos nos utilizar? Para Carla, esse precisa ser o próximo passo da pesquisa.
 
— Os efeitos da solidão para a saúde não devem ser ignorados. As pessoas solitárias não têm a iniciativa de conversar com um médico ou com os filhos. E se elas não conversarem com ninguém a respeito, ninguém vai tomar conhecimento — alerta.
 
Outras pesquisas descobriram que a solidão crônica está associada a problemas de pressão arterial alta, doença cardíaca coronária, diminuição da resposta imunológica, depressão, dificuldades de sono, declínio cognitivo e demência.
 
— Até o momento, os pesquisadores ainda não compreenderam o modo como a solidão prejudica a saúde e acelera o envelhecimento — diz a psicóloga Louise Hawkley, da Universidade de Chicago.
 
As pessoas cronicamente solitárias, estimadas em 20% da população em geral e até 40% dos adultos com mais de 65 anos, podem ter problemas por causa da maneira como concebem as outras pessoas, conforme Louise.
 
— Em vez de procurar por sinais de aceitação vindos dos outros, as pessoas solitárias ficam em alerta procurando por sinais de rejeição — diz a psicóloga.
 
Segundo ela, a terapia cognitiva comportamental focada na identificação e reformulação de pensamentos sociais negativos pode ajudar as pessoas que têm um senso de isolamento social.
 
É preciso aprender a renovar as amizades
Mudanças de endereço, doenças e a aposentadoria são eventos comuns na vida da população de meia-idade, exigindo um esforço consciente para reconstruir uma rede social, comenta o psiquiatra George Vaillant, professor da Escola de Medicina de Harvard.
 
— Da mesma forma que nos exercitamos, pagamos impostos e mantemos uma alimentação saudável, precisamos começar a substituir os amigos assim que os perdemos, particularmente quando chega a época da aposentadoria — recomenda Vaillant, autor do livro "Triumphs of Experience: The Men of the Harvard Grant Study" ("Triunfos da Experiência: O Homens do Grant Study de Harvard"), baseado em uma das maiores pesquisas sobre o envelhecimento já realizadas no mundo.
 
Iniciada em 1938, a pesquisa monitorou a saúde física e emocional de 268 alunos de Harvard. O estudo mostra que os relacionamentos são o segredo do envelhecimento saudável. Vaillant aconselha a cultivar amizades com pessoas mais jovens por conta de sua energia e do frescor de sua visão de mundo.
 
— É preciso se interessar em alguém diferente de si mesmo. É por isso que o voluntariado é tão importante, é a única maneira de parar de pensar no seu próprio, único e maravilhoso ego é pensar nos outros — ensina.
 
O egocentrismo não foi problema para o bibliotecário Richard Anderson, 67 anos. Ele se tornou voluntário da Associação Well Spouse, um grupo de apoio, depois de muito tempo sendo o principal cuidador de sua esposa, que morreu em 2004, após décadas sofrendo de uma enfermidade debilitante. Cuidando da esposa, Anderson descobriu que as próprias doenças podem provocar isolamento.
 
— À medida que uma doença avança, os amigos passam a ter mais dificuldade de se relacionar conosco. E se não há possibilidade de cura, algumas pessoas não conseguem lidar com isso e se afastam — conta.
 
Depois de entrar no grupo, ele conheceu cuidadores de cônjuges com quem manteve contato.
 
— Mesmo que percamos amigos antigos durante uma doença, ainda é possível fazer novos amigos que vão aceitar a nossa situação pelo que ela é — revela Anderson, que veio a se casar novamente.
Fonte The New York Times
 
Por Zero Hora

Obstetras do Rio Grande do Sul debatem cobrança de sobreaviso

Médicos reivindicam remuneração por ficar à disposição de pacientes
 
A cobrança da disponibilidade médica pelo obstetra – o sobreaviso – será o tema central de fórum que debate o exercício da profissão e tem encontro marcado para a manhã deste sábado no Auditório da Amrigs, em Porto Alegre.

Os médicos alegam que os partos, por não terem hora para acontecer, exigem que fiquem à disposição das pacientes.

Liderada pela Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul (Sogirgs), a discussão parte do pressuposto de que, quando fica disponível para atender um parto, é como se o médico estivesse trabalhando e, por isso, precisa ser remunerado.

— Uma gravidez dura 40 semanas, mas o bebê pode nascer a partir das 37ª semana. Temos que estar disponíveis durante esse tempo todo, por isso queremos ser melhor remunerados — afirma o presidente da entidade, Flávio da Costa Vieira.

A questão, que já foi discutida pelos conselhos regionais de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, chegou ao Conselho Federal de Medicina e aguarda posição oficial. Hoje, a entidade prevê que o sobreaviso é uma atividade regularizada e remunerada, porém não é o caso da disponibilidade para o parto.

Representantes de hospitais participam do fórum neste sábado
O evento conta com palestras do diretor de Defesa Profissional da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Hélcio Bertolozzi Soares, e do presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Marcelo Lopes Cançado.

Reunindo mais de cem profissionais do Estado, sendo a maior parte de Caxias do Sul, Pelotas, Passo Fundo e Alegrete, o fórum terá a presença de representantes dos principais hospitais da Capital e das entidades de classe – Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), Conselho Regional de Medicina (CRM) e Sindicato Médico do Estado (Simers).
 
Fonte Zero Hora

Treinamento funcional conquista cada vez mais adeptos nas academias

Treinamento funcional conquista cada vez mais adeptos nas academias Ricardo Duarte/Agencia RBS
O educador físico Christian Krause explica os principais beneficios
de cinco exercícios praticados no treinamento funcional
Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Promessa é de um corpo saudável para enfrentar os desafios do dia a dia e banir as limitações do envelhecimento
 
Esqueça os pesados aparelhos de musculação ou horas intermináveis de aulas que mais parecem uma tortura. O método do futuro, quando se fala em malhação eficaz e nada monótona, tem um nome e sobrenome: treinamento funcional. Como o termo diz, o objetivo é que o corpo mantenha sua funcionalidade. Em resumo, é preservar a capacidade de executar os movimentos do dia a dia, que vão desde sentar e levantar até alcançar um pote de biscoitos no alto da prateleira. A técnica ganhou imensa notoriedade nos últimos anos por ter sido eleita para esculpir o corpo de celebridades como Juliana Paes, Deborah Secco e Jennifer Lopez, bem como para turbinar o desempenho de atletas de alta performance, como jogadores de futebol e de tênis, nadadores e lutadores de MMA (Artes Marciais Mistas, popularizada por Anderson Silva).
 
— Nada mais é do que tentar reproduzir a ação natural do corpo. Usamos tanto para a reabilitação quanto para o condicionamento físico — afirma Henrique Valente, um dos fisioterapeutas do Grêmio.
 
Assim como Valente — que utiliza os princípios do treinamento funcional no time titular do Grêmio há alguns anos — um dos fisioterapeutas do Inter, Mauren Mansur, explica que a "febre" nas academias nada mais é que uma nova roupagem para a chamada cinesioterapia funcional:
 
— É uma terapia que promove, através dos movimentos naturais do corpo, agilidade, potência,
 
coordenação e estabilidade da parte central do corpo, garantindo maior eficiência neuromuscular.
 
Enquanto os exercícios localizados, como a musculação, estimulam os músculos de forma isolada, no modelo funcional o treino é dinamizado com a ajuda de aparelhos simples, como bolas, elásticos, pesos e pranchas. O educador físico Christian Krause (que aparece na capa deste caderno), da academia Porto do Corpo, na Capital, diz que um dos grandes benefícios é o ganho de consciência corporal:
 
— Os resultados vão de maior força e equilíbrio à propriocepção, que é a percepção do próprio corpo, incluindo a consciência da postura, do movimento, das partes do corpo e das mudanças no equilíbrio.
 
Também é possível gastar energia — e muita energia — em uma das aulas, que duram de 45 a 60 minutos. O valor médio da mensalidade gira em torno de R$ 180, com aulas duas vezes por semana. Dependendo do nível de treinamento e intensidade, são queimadas de 400 a 800 calorias. A advogada Luciana Minuzzi, 34 anos, diz que, desde que começou a fazer as aulas, há um ano, conseguiu "secar" oito quilos, além de se livrar de uma lombalgia (dor na região lombar):
 
— O melhor foi que substituí gordura por músculos. Sinto uma enorme diferença no meu corpo, em todos os sentidos — diz ela.
 
Ávido praticante de esportes, o autônomo Luciano Di Concilio, 37 anos, diz que o treinamento lhe deu maior potência para surfar e nadar, por exemplo.
 
— A musculatura melhora como um todo. Além de ser bem menos monótono — avalia.
 
Uma opção que se encaixa em todos os perfis e idades
A personal trainer Márcia Refinski, da academia MR Fitness, em Porto Alegre, garante que qualquer pessoa, em qualquer idade e perfil, está apta para se beneficiar deste tipo de treinamento:
 
— O programa apenas precisa ser ajustado para cada condição física. E, é claro, é preciso de regularidade: no mínimo duas vezes por semana, fazendo parte da rotina de exercícios. Defendo que ele não substitui a musculação, e sim complementa.
 
Um dos instrutores da academia Cia. Athletica de Porto Alegre, Gabriel Azambuja, afirma que a região central do corpo (chamada de core, composta por 29 músculos que sustentam o complexo quadril-pélvico-lombar) é a mais trabalhada:
 
— Tudo se baseia no fortalecimento desta estrutura, que é o centro de produção de força e da geração de estabilidade, além da manutenção do alinhamento postural — afirma o professor.
 
A fisioterapeuta Cláudia Joffre, do Vitta Exercício e Clínica de Saúde, lembra de outro benefício:
 
— Para a correção de vícios posturais, é excelente. Como exige um trabalho de concentração maior, ativa mais áreas do sistema nervoso central. Além de tudo, é bom para a mente.
 
Conheça os principais movimentos do treinamento funcional



O que é treinamento funcional
O nome treinamento funcional é autoexplicativo: vem traduzido do inglês (Functional Movement System — Sistema de Movimentos Funcionais). É uma proposta criada pelo fisioterapeuta americano Gray Cook e pelo educador físico Lee Burton há mais de uma década. A proposta básica é fazer com que os movimentos feitos pelo corpo sejam corretos por meio de exercícios que usam o desequilíbrio com objetos como a bola medicinal, o bosu (meia bola) e elásticos, para recrutar um número maior de fibras musculares na execução do mesmo exercício, que é feito em um lugar plano. O principal aparelho, porém, é o peso do próprio corpo.
 
Principais benefícios
Os exercícios do treinamento funcional focam em cadeias musculares, são bem variados e envolvem força, equilíbrio, agilidade, consciência corporal, entre outros fatores. Praticantes afirmam que ganham maior massa muscular, melhor performance e disposição nas atividades diárias. O corpo passa a se movimentar melhor e com mais equilíbrio. Além disso, é excelente para prevenir lesões — por isso, caiu no gosto de treinadores de atletas de elite das mais diversas modalidades.
 
Quem pode praticar
Qualquer pessoa, independentemente de idade ou gênero. O que diferencia o treino de uma pessoa para outra são os exercícios e o grau de dificuldade destes para atingir o objetivo. Os exercícios são definidos de acordo com as necessidades e capacidades do aluno.
 
Como obter melhores resultados
O ideal para o condicionamento físico completo, segundo os especialistas, é aliar o treino de musculação com o funcional, mesclando as propostas com exercícios aeróbicos, como natação e corrida. Se o objetivo for emagrecer, é preciso de um treino intenso, o que não é possível nas primeiras aulas. Os ganhos de equilíbrio e coordenação começam a ser notados a partir da quarta aula. Já o ganho de massa muscular e maior definição dos músculos, a partir da oitava aula.
 
Você sabe o que é o core?
O conjunto de 29 músculos que se estendem da porção logo abaixo do peito até a base da cintura é a "região de ouro" do treinamento funcional. Os músculos que se encontram nesta área específica são responsáveis pela estabilização da coluna vertebral e, do ponto de vista fisiológico, é o mais importante do organismo. O core (termo em inglês que significa "centro" ou "miolo") é dividido em dois grupos: do primeiro, fazem parte os músculos mais profundos, cuja função é manter a estabilidade da coluna lombar. O segundo é composto dos músculos globais, que ficam mais na superfície e são responsáveis pela flexibilidade da região — além de darem a aparência de "barriga de tanquinho" tão desejada.
 
O treinamento do core é preconizado por todos os treinadores de atletas de alto rendimento, como os jogadores de futebol, lutadores e maratonistas. Isto porque ele tem tudo a ver com performance: quanto mais forte a região, maior a eficiência dos movimentos e menor a quantidade de lesões.

Fonte Zero Hora

Saúde alerta para importância de manter vacinação de idosos em dia

O ministério ressaltou que cada vacina segue um esquema diferenciado e é necessário que o paciente complete o ciclo determinado para cada uma

Brasília – Na Semana Nacional do Idoso, o Ministério da Saúde alerta para a importância de manter em dia a caderneta de vacinação de pessoas com mais de 60 anos e garantir um envelhecimento ativo.
 
A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa foi criada em 2007. Com o documento em mãos, o paciente pode registrar informações importantes sobre a sua saúde, como controle de peso, glicemia e medicação utilizada.
 
Segundo o ministério, a vacina contra a gripe, por exemplo, protege contra os três principais tipos de vírus que circulam no Hemisfério Sul. Dados indicam que o grupo dos idosos é o que mais apresenta complicações provocadas pela doença.
 
Outras imunizações que constam na caderneta do idoso são contra a hepatite B e a febre amarela e também a pneumocócica 23-valente (para pacientes com indicações nos centros de Referência de Imunobiológicos Especiais). As doses são distribuídas pelas unidades básicas de saúde.
 
O ministério ressaltou que cada vacina segue um esquema diferenciado e é necessário que o paciente complete o ciclo determinado para cada uma. No caso da hepatite B, é preciso tomar três doses – a segunda 30 dias após a primeira e a terceira seis meses depois.
 
“Apenas com o esquema completo, a pessoa vai estar devidamente imunizada, pois o organismo vai criar anticorpos em níveis adequados e a vacina terá uma eficácia em torno de 95% a 100%”, informa a pasta.
 
Fonte Agência Brasil

Médicos de São Paulo deixarão de atender planos de saúde por 11 dias

São Paulo – Os médicos do estado de São Paulo vão paralisar o atendimento a pelo menos 12 planos de saúde a partir da próxima quarta-feira (10). Até o dia 18, apenas as urgências e emergências serão mantidas. De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), do dia 11 ao dia 17, a greve será feita em esquema de rodízio, ou seja, apenas determinadas especialidades deixarão de ser atendidas em cada dia.
 
De acordo com a entidade, o atendimento será suspenso no grupo de operadoras “que não aceitaram negociar com a classe médica ou não enviaram propostas suficientes até o momento”. Os planos inicialmente afetados serão Golden Cross, Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Tempo Assist, Trasmontano e Universal. A lista completa será apresentada no próximo dia 9.
 
Nos dias 10 e 18 todos os médicos credenciados aos planos de saúde alvo da ação farão paralisação. No dia 11 serão afetadas as áreas de ginecologia e obstetrícia, anestesiologia e cardiologia; dia 15, endocrinologia, cirurgia de cabeça e pescoço, e pneumologia; no dia 16, ortopedia e traumatologia, angiologia, cirurgia vascular e medicina do esporte; e no dia 17, endoscopia, dermatologia e alergia, e imunologia.
 
“São Paulo está em consonância com o movimento nacional, que terá ações em diversos estados e regiões. O mês do médico será marcado pelo posicionamento firme da classe em busca da valorização de seu trabalho, sempre em prol do atendimento de qualidade aos pacientes”, destacou o presidente da APM, Florisval Meinão.
 
Em São Paulo, a pauta de reivindicações inclui o aumento do valor da consulta para R$ 80, a atualização dos valores cobrados pelos procedimentos conforme a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, e o reajuste desses valores a cada 12 meses.
 
Fonte Agência Brasil

Instituto faz palestras no Twitter sobre câncer de mama como parte do Outubro Rosa

São Paulo - Em adesão à campanha internacional Outubro Rosa, voltada para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, inicia, na próxima segunda-feira (8), uma série de miniconferências virtuais para esclarecer dúvidas sobre como evitar a doença e a hora de procurar tratamento.
 
Os interessados nas palestras de médicos convidados, que sempre ocorrerão às 16 horas, de segunda a sexta-feira, deverão acessar acessar o perfil @Icesp_ do instituto no Twitter ou clicar no endereço http://twitter.com/Icesp_ ). A transmissão poderá ser localizada também por meio da hashtag #outubrorosaicesp.
 
O Icesp também lançou um selo que pode ser aplicado pelos usuários do Twitter e do Facebook em suas fotos de perfil. Essa ação tem o objetivo de estimular adesões à campanha Outubro Rosa. Neste caso, os interessados têm acesso clicando no endereço www.picbadges.com/badge/2796143/#.
 
O mastologista do Icesp Sérgio Masili alerta que, quanto mais cedo as mulheres forem orientadas sobre o câncer de mama, mais fácil conseguirão, no futuro, identificar possíveis alterações que podem significar o surgimento da doença. “As mais jovens devem ter cuidados com o corpo e aprender a examinar a mama. São pequenas atitudes que, muitas vezes, acabam salvando vidas, porque o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura”, salientou.
 
De acordo com o médico, em qualquer faixa etária existe o risco de se contrair a doença, mas o pico está no período da menopausa, normalmente acima dos 50 anos, em decorrência do envelhecimento natural do processo de formação celular e após anos de exposição ao hormônio estrogênio.
 
Entre as recomendações para prevenir o aparecimento da doença, ele cita a adoção de uma dieta saudável, sem excessos de gordura e bebida alcoólica. As mulheres também devem evitar o hábito de fumar.
 
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimativa para este ano a identificação de 52,6 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, dos quais 15,6 mil no estado de São Paulo. Este é o tipo de câncer mais letal entre as mulheres, com a ocorrência de 10 mil mortes por ano, sempre em razão da descoberta tardia.
 
Apesar desses números elevados, o Inca informou que houve uma evolução favorável na qualidade dos serviços oncológicos e maior acesso de brasileiras aos exames preventivos. De janeiro a junho deste ano, cresceu em 41% os exames de mamografia em mulheres com idades entre 50 e 69 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com um total de 2.139.238 procedimentos.
 
Fonte Ag~encia Brasil

Bahia e Mato Grosso alertam para aumento de casos de dengue no verão

Brasília - Dez municípios da Bahia estão em alerta ou situação de risco para o aumento de casos de dengue no próximo verão, conforme lista da secretaria estadual de Saúde.
 
Os municípios são: Salvador, Itabuna, Feira de Santana, Ilhéus, Senhor do Bonfim, Guanambi, Jacobina, Serrinha, Jequié e Teixeira de Freitas. O grupo concentra 44,8% das notificações da doença no estado.
 
No ano de 2012, até o dia 29 de setembro, foram notificados 66.684 casos de dengue na Bahia, o que corresponde a aumento de 30,81% em relação ao mesmo período de 2011. A Secretaria de Saúde registrou 27 mortes pela doença.
 
Em Mato Grosso, a tendência é piorar a ocorrência da doença, segundo o coordenador estadual de Vigilância Epidemiológica, Sandro Luiz Netto. Para ele, a circulação do vírus tipo 4 deve agravar a situação da dengue no estado entre novembro e abril, o período mais preocupante. O subtipo viral voltou a circular no país depois de mais de 20 anos e, por isso, parte da população não tem imunidade contra o vírus.
 
Até o dia 4 de outubro, foram notificados 37.900 casos de dengue, acréscimo acima de 300% na comparação a igual período de 2011, quando foram registrados 8.638 casos. Foram notificados 126 casos graves e 21 mortes (sendo 15 confirmadas e seis em investigação). No estado, 15 municípios têm passado por monitoramento especial, onde a incidência da doença cresceu nos últimos 12 meses. Entre eles, está a capital Cuiabá, que notificou 10.468 casos de dengue até esta última quarta-feira (4).
 
Fonte Agência Brasil

Pioneira a receber o coquetel antiaids na infância morre aos 24 anos

Luciane estava internada no interior de São Paulo e não resistiu à infecção generalizada resultante da contaminação pelo vírus HIV
 
Luciane Aparecida Conceição morreu nesta sexta-feira (5) em Sorocaba, interior de São Paulo, aos 24 anos. Portadora do vírus HIV desde o nascimento, ela foi uma das primeiras pacientes do Brasil a conseguir autorização para tomar os medicamentos contra a aids, quando ainda era criança.
 
Na época, nos anos 90, não existiam estudos que garantissem a segurança do coquetel antiaids para o público infantil.
 
Por isso, o caso de Luciane precisou ser levado à justiça para ela ter acesso às medicações anti-retrovirais usadas para controlar a doença. Após esta decisão pioneira, o Ministério da Saúde incorporou, no ano 1996, as crianças entre os beneficiados dos medicamentos entregues gratuitamente pelo governo federal.
 
Luciane foi contaminada durante o parto, em uma forma de transmissão chamada vertical – passada de mães soropositivas para os filhos. Segundo publicação da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), ela foi rejeitada pela mãe e adotada por uma família pobre, aos 8 anos. “Luciane tinha tuberculose, pneumonia, peso baixo, dificuldade de andar, queda de cabelo, feridas pelo corpo”, descreveu o material.
 
Na ocasião, a infectologista Rosana Maria Paiva dos Anjos, que tomava conta do caso, disse que a sobrevivência da garota não podia ser garantida naquelas condições. “Ela não respondia ao tratamento, chegou a um estado que a gente chama de final”, declarou a médica à equipe da FioCruz. Em uma decisão emergencial, a infectologista receitou a Luciane o coquetel anti-retroviral (d4T, 3TC e ritonavir), prescrição não aceita pela secretaria de saúde e daí a necessidade de recorrer às instâncias judiciais.
 
Com autorização jurídica, o tratamento foi iniciado e virou protocolo nacional meses depois. Durante 12 anos, a carga viral da paciente pioneira foi controlada, chegando a níveis mínimos, conforme os noticiários. Em 2008, Luciane teve a primeira filha aos 20 anos, após apaixonar-se pela primeira vez pelo vizinho Daniel, descreveu reportagem do jornal O Estado de São Paulo.
 
Apesar da gravidez não ter sido resultado de uma inseminação artificial, a menina – Ana Vitória - nasceu livre da doença, uma amostra dos avanços das políticas públicas de controle da aids. A partir de então, o Ministério da Saúde passou a desenhar a política de maternidade para mulheres soropositivas que desejavam ser mães. Em 2010, “nasceu” o plano nacional que contempla a gravidez de casais que convivem com a aids.
 
Neste ano, Luciane foi internada várias vezes e chegou a pesar 40 quilos, de acordo com informações da TV Globo de Jundiaí. Segundo o iG apurou, a paciente havia parado de tomar os medicamentos.
 
A causa da morte, informou a Secretaria de Estado da Saúde, foi infecção generalizada, resultante da fragilidade do organismo provocada pela aids. A paciente pioneira do tratamento para a aids entrou para os números fatais da doença- todos os dias, o HIV mata 33 brasileiros.
 
Fonte iG

Conheça os oito vilões da potência sexual

Algumas doenças e hábitos, como diabetes e fumo, estão relacionados à disfunção erétil. Saiba como prevenir este problema
 
O urologista Marcelo Salim explica que impotência sexual é a incapacidade de enrijecimento do pênis, o suficiente para possibilitar a penetração vaginal ou anal. Segundo ele, a disfunção erétil afeta 40% dos homens com mais de 50 anos e 67% daqueles com idade superior a 70.
 
“O surgimento da disfunção erétil tem relação direta com o avançar da idade, porém as causas são multifatoriais”, afirma Salim, que é especializado na área.
 
“Frequentemente a impotência é relacionada a um grande número de doenças e hábitos de risco que, quando tratados, melhoram o desempenho sexual.”
 
Os vilões da potência, em geral, comprometem a circulação do sangue. O pênis é um órgão muito vascularizado e, com o comprometimento do funcionamento dos vasos sanguíneos, a ereção acaba prejudicada. Controlar as doenças e evitar os fatores de risco são estratégias eficientes para evitar o problema sexual.
 
Conheça os principais inimigos da ereção:
  • Depressão
  • Diabetes
  • Estresse e ansiedade
  • Hipertensão
  • Insônia e outros distúrbios do sono
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Uso de drogas
 
Fonte iG

Fruta congelada batida é opção saudável de lanche no calor

Fruta congelada batidaReceita simples de fazer ganha fãs, assume formato comercial e vira febre no verão nova-iorquino
 
Você já ouviu falar em frutas congeladas batidas? Esse preparo, que tem a consistência de um frozen iogurte, mas não leva leite, gordura ou conservantes, foi o hit do verão nova-iorquino e está vivendo momentos de glória nos Estados Unidos.
 
Primeiro se tornou o queridinho de diversos blogs de mães, como uma alternativa saudável de ofertar frutas às crianças. De lá para cá já apareceu no programa “Good Morning America”, inspirou uma linha de eletrodomésticos, uma linha de produtos e uma pequena cadeia de lojas, a The Soft Serve Fruit Co., baseada em Nova York.
 
E para ser claro, estamos falando de algo que é exatamente o que parece: fruta congelada batida até atingir a consistência de um creme suave, gelado, que lembra um frozen iogurte. Simples assim.
 
Para Francesca Borgognone, editora de enterenimento do Daily Meal.com, as frutas congeladas batidas são “a resposta aos desejos dos amantes do sorvete”. “Menos calorias, misturadas com todas as delícias contidas no frozen iogurte – pode ser doce, salgado, bem como um snack saudável para qualquer hora do dia”.
 
As frutas congeladas batidas vêm angariando uma legião de fãs na internet, onde abundam receitas para transformar todos os tipos de frutas congeladas em guloseimas. E é muito fácil de fazer. Um pouco de suco ou água, um saco de frutas congeladas, alguns minutos em um processador de alimentos e o resultado é algo que pede uma casquinha de sorvete.
 
Basta digitar "soft serve fruit" no Pinterest e ver a enxurrada multicolorida de opções que aparece. E as empresas que produzem eletrodomésticos estão acompanhando a tendência, anunciando aparelhos específicos para fazer sobremesas de frutas congeladas, como a máquina Yonanas que custa cerca de 50 dólares. Naturalmente, a maioria das pessoas apenas usar seus processadores de alimentos ou liquidificadores.
 
Tanya Steel, editora-chefe da Epicurious.com, já é fã da ideia e mantém bananas bem maduras congeladas no freezer para comer sempre que tem vontade de doce, mas não quer consumir nada supercalórico.
 
“Comecei a fazer quando meus filhos eram pequenos, numa tentativa de não só reduzir a necessidade constante deles por açúcar, mas a minha própria”, contou Steel, co-autora do livro de receitas “Real Food for Healthy Kids”. Ela tem um site e mantém no ar uma série de receitas de sobremesas de frutas congeladas, algo que suscita um “interesse incrível” dos leitores.
 
“Esse tipo de produto faz muito sentido. É uma opção doce praticamente livre de culpa e você realmente se sente bem comendo ou dando aos seus filhos”, disse.
 
Para Chloe Epstein, sócia da Soft Serve Fruit Co., o amor pelas frutas congeladas e batidas começou com as bananas. Grávida pela segunda vez (no final eram gêmeos), ela ansiava por algo doce, mas ela queria que fosse também saudável. Até então, sua carreira tinha transcorrido dentro do Direito, mas ela estava sempre procurando criar alternativas saudáveis para suas vontades por doce. Decidiu então tentar chegar a sua própria solução.
 
“Comecei a testar colocando bananas bem maduras, congeladas, em um liquidificador e aprendi, como muitos que gostam de testar coisas na cozinha, que havia uma maneira de criar algo com a consistência cremosa que desejava, mas sem todas as outras coisas (leite, açúcar, etc.)”, contou ela.
 
Os primeiros esforços a encorajaram a incorporar máquinas no preparo e a aprender os passos necessários para garantir consistência e sabor.
 
O grande desafio foi manter o objetivo inicial de deixaro produto simples – poucos ingredientes – saudáveis e nutricionalmente ricos. Depois de muita tentativa e erro, ela descobriu que frutas, água filtrada e um toque de açúcar orgânico de cana – para evitar que a máquina congelasse demais a mistura, não para adoçar – era o suficiente. Depois de aperfeiçoar a mistura com bananas ela seguiru para manga e maçã, trabalhando com um profissional de alimentos para fazer as coisas direito.
 
Hoje, Epstein e o marido, Jason, junto com o parceiro de negócios Michael Sloan administram a empresa (que em breve será rebatizada como Chloe’s Soft Serve Fruit Co.) juntos. Eles têm duas lojas, uma no Upper East Side e uma na Union Square, bem como uma loja sazonal em Watermill, Long Island, e distribuem para vários cafés da região. Também estão pensando em abrir uma filial “em algum lugar quente”, como Miami, Atlanta e Los Angeles, e tem planos para expandir o negócio de atacado para estabelecimentos como escolas e universidades. Epstein espera que o interesse nas frutas congeladas e batidas cresça com a busca por uma alimentação mais natural e saudável.

Fonte iG