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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sete problemas causados pelo uso de roupas apertadas

mulher em cima da cama tentando vestir uma calça jeans - Foto Getty Images
Solte seu corpo e previna-se de varizes, dores nas costas e até má digestão

Você vira de costas e olha o bumbum no espelho: perfeito, sem nenhuma sobra de tecido. Nas pernas, a mesma coisa, coxas e penas desenhadas dentro da sua calça jeans. Com ou sem strecht, o modelo ideal deve se ajustar perfeitamente ao corpo, como tivesse sido costurado nele. A vaidade, no entanto, pode custar mais caro do que você imagina.

Varizes, dificuldades de digestão, cansaço fora do normal e problemas ligados aos órgãos sexuais são alguns dos riscos que você corre ao privilegiar as peças justas no guarda-roupa. Atente-se às dicas do dermatologista Gilvan Alves, de Brasília, da nutricionista do Minha Vida Karina Gallerani, do ginecologista Odair Albano, do Hospital Maternidade de Campinas, e do angiologista Augustus César de Araújo, de Brasília..

Circulação sob risco
As roupas apertadas podem dificultar o retorno do sangue venoso, que passa muito tempo nos membros inferiores. Essas roupas geram compressões, ao longo da perna e na região abdominal, sem uma graduação adequada.

mulher passando as mãos nas pernas - Foto Getty ImagesVarizes
Elas prejudicam principalmente as mulheres. Isso porque a progesterona, um dos hormônios femininos, causa a dilatação das veias além do calibre normal. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que 17% da população sofre com problemas vasculares, as varizes entre eles. Quando você usa roupas apertadas, prejudica sua circulação, aumentando as estatísticas. Principalmente se há casos de varizes na sua família ou se você toma algum tipo de contracepção hormonal, prefira peças mais larguinhas.

Celulites
Não é que as roupas apertadas causem celulites. Mas elas retardam o tratamento ou favorecem o surgimento dos furinhos. Quando há formação dos nódulos de gordura, causadores de celulite, a circulação sanguínea fica prejudicada nestas regiões. Se você usa roupas apertadas, prejudica ainda mais a passagem do sangue, agravando o quadro. Ou seja, a celulite de grau 1 evolui para grau 2 e assim por diante.

Respiração
Roupas muito apertadas ou um cinto ajustado demais prejudicam a passagem de ar pelo seu corpo. Resultado: você pratica a chama respiração curta na maior parte do dia, ou seja, a inspiração só chega até a parte alta do tórax. Com isso, as trocas gasosas não acontecem de maneira eficiente e seu corpo acumula mais gás carbônico, que é tóxico e acelera a oxidação das células, provocando o envelhecimento. A respiração curta deixa o cérebro mal oxigenado, dificultando a concentração e trazendo ansiedade: portanto, livre-se das roupas apertadas quando precisar de calma.

homem com dor nas costas - Foto Getty ImagesDores nas costas
Acha que não tem nada a ver? Então compare, marcando suas sensações por dois dias seguidos. Num, use uma combinação bem justa e, no outro, escolha um modelo que deixe seu corpo bem à vontade. A diferença é notável: vestindo peças que restringem seus movimentos, você é obrigado a sobrecarregar os músculos e as vértebras para realizar atividades que, normalmente, nem exigiriam tanto esforço. Com o quadril comprimido, sua coluna sofre para dar suporte aos movimentos. O mesmo vale para as camisas que impedem os braços de se mexerem-se: por causa disso, os ombros encerram o dia com uma sensação de peso e, às vezes, até ardência e formigamento.

Digestão
O problema, neste caso, deve-se principalmente às calças e cintos que apertam demais sua barriga. Após as refeições, seu estômago dilata-se (é nele onde ocorre parte da digestão, graças à ação dos ácidos presentes ali). No entanto, a pressão das roupas pode fazer com que os ácidos do estômago refluam para o esôfago, causando azia e refluxo.

Saúde sexual
Entre as mulheres, o uso de roupas apertadas pode favorecer o corrimento. Com a umidade e a temperatura alta, a região genital torna-se propícia ao desenvolvimento de fungos e bactérias que podem causar doenças como a candidíase. Nos homens, o risco em vestir calças e cuecas apertadas demais está em afetar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides produzidos, além de causar dor nos testículos.

Fonte Minha Vida

SUS oferece novas próteses mamárias para mulheres que tiveram problema com implantes de silicone

Serviço pode ser usado mesmo por quem fez a colocação do implante em clínica privada

O SUS (Sistema Único de Saúde) financia cirurgias plásticas e novas próteses mamárias para as brasileiras que implantaram silicone e precisam passar por reparação.

O serviço já existe na rede pública de saúde e vale inclusive para pacientes que têm as próteses da marca francesa Poly Implant Prothèse (PIP).
A paciente que for fazer a substituição deve passar por exames no SUS e ter prescrição feita por um médico conveniado ao Sistema Único de Saúde.

A troca pode ser feita mesmo por mulheres que receberam a prótese de silicone em clínicas particulares e agora não têm condições financeiras para fazer uma nova cirurgia.

Entenda o caso das próteses PIP
O fabricante francês Poly Implant Prothèse (PIP) foi processado por elaborar próteses mamárias com silicone industrial, o que acarreta riscos à saúde.

O Brasil importou 34.631 unidades da marca PIP, das quais 24.534 foram comercializadas. As outras 10.097 próteses serão recolhidas e descartadas.

A forma como o descarte deverá ser feito será discutida em detalhes durante reunião com representantes da única empresa distribuidora do produto no Brasil, a EMI.

No próximo dia 11, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), representantes de sociedades médicas e do Ministério da Saúde deverão definir a estratégia que será adotada para acompanhar as mulheres que receberam a prótese.

A agência tem em mãos um mapa com informações os serviços que receberam os implantes e quantas foram usadas. A maior parte foi usada em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados do Sul.

Fonte R7

Homens lamentam "barriga de cerveja" e desejam mais músculos, diz pesquisa

Estudo mostra que eles se preocupam cada vez mais com a aparência física

Quatro entre cinco homens participantes de uma pesquisa online no Reino Unido se dizem insatisfeitos com seu corpo, em especial com a "barriga de cerveja" e a falta de músculos. Muitos deles trocam percepções sobre seu corpo com outras pessoas - comportamento tradicionalmente atribuído a mulheres.

O Centro de Pesquisas sobre Aparência, da Universidade West of England, entrevistou 384 homens com uma média de 40 anos e descobriu que 35% deles trocariam um ano de sua vida para obter uma forma física e peso ideais.

As conversas masculinas são ainda mais focadas no tema do que as femininas: 80,7% homens participantes do estudo disseram que falam sobre a aparência uns dos outros de modo a chamar a atenção para itens como peso, falta de cabelo ou forma física. No caso das mulheres, essa porcentagem foi de 75%.

Phillipa Diedrichs, autora do estudo, comentou a pesquisa.

- Essas conversas sobre o corpo reforçam ideais de beleza não realísticos de magreza e musculatura. Isso é tradicionalmente visto como um tema [que afeta] mulheres, mas a pesquisa mostra que também os homens estão se sentindo pressionados a se encaixar [em padrões].

Para Rosi Prescott, executiva-chefe da organização Central YMCA (que participou do estudo), "historicamente, conversas sobre a forma física são percebidas como algo feito por mulheres. Mas esta pesquisa deixa claro que os homens também comentam sobre os corpos uns dos outros e, em muitos casos, isso está tendo um efeito danoso, [demonstrando] uma crescente obsessão com a aparência.

Proteína
Músculos são o principal tema de preocupação entre os homens pesquisados: 60% dizem que seus braços, peitorais e estômagos não são suficientemente musculosos. Talvez por isso, um em cada cinco entrevistados afirmou fazer dietas ricas em proteínas, e cerca de 30% relataram usar suplementos proteicos.

Também um terço admitiu já ter "se exercitado de maneira compulsiva" em busca de um objetivo (ainda que essas respostas possam ter sido influenciadas pelo fato de que 52% dos entrevistados eram frequentadores de academias de ginástica, porcentagem bem acima da média geral britãnica).

Para Karine Berthou, fundadora de uma ONG de combate a distúrbios alimentares (que também participou do estudo), "a imagem corporal negativa é uma questão séria em nossa sociedade, e um fator-chave no desenvolvimento desses distúrbios".

Fonte R7

Anvisa pode responder por silicone francês

Brasileiras lesadas pela marca francesa de silicone Poly Implant Prothèse (PIP) que não consigam acionar na Justiça o fabricante ou a importadora dos implantes podem pedir o ressarcimento dos custos de novas próteses e da cirurgia, além de possíveis danos morais, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo juristas ouvidos pelo Jornal da Tarde.

Isso porque coube ao órgão dar a autorização de comercialização do produto no país. Outra opção é tentar um acordo com o governo francês.

Cerca de 25 mil próteses PIP foram comercializadas no Brasil.

"Mesmo no caso de uma empresa francesa e falida, a paciente pode acionar a Justiça brasileira para ser ressarcida", ressalta a advogada Joung Won Kim, professora da Escola Superior de Advocacia (ESA), da OAB-SP.

"Os primeiros responsáveis que devem ser cobrados são o fabricante (a PIP) e o importador do produto", explica a advogada Maria Stella Gregori, professora de Direito do Consumidor da PUC-SP e ex-diretora da Agência Nacional de Saúde (ANS) e do Procon-SP.

Maria questiona os critérios usados pela Anvisa para aprovar o registro da PIP no país.

"Caso os agentes principais não possam ser notificados pela Justiça, a Anvisa deve ser responsabilizada, afirma. "Eles liberaram um produto no mercado nacional. Assim, são responsáveis por eventuais problemas provocados pelas próteses", completa.

Ela lembra que, em ações desse tipo, geralmente a paciente é beneficiada.

Procurada pela reportagem, a Anvisa preferiu não se pronunciar sobre as alternativas jurídicas indicadas pelas profissionais.

Fonte R7

Vacina para macacos traz esperança no combate à Aids

Exemplares de macacos rhesus, a espécie utilizada no estudo: vacina conseguiu evitar a transmissão do SIV e frear sua replicação no organismo (Oregon Health & Science/AP)
Exemplares de macacos rhesus, a espécie utilizada no estudo:
vacina conseguiu evitar a transmissão do SIV e frear sua replicação no organismo

Pesquisadores conseguem desenvolver forma de imunização eficaz contra o SIV, vírus semelhante ao HIV que afeta os símios

Controlar o HIV, vírus que causa a Aids e atinge hoje 34 milhões de pessoas em todo o mundo, não é uma tarefa fácil. Desde 1981, a doença causou 30 milhões de mortes, e uma cura ainda parece distante. Por isso, cada passo dado na luta contra o mal é comemorado pela comunidade científica. Um novo avanço está publicado na edição de hoje da revista científica Nature. Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, produziram uma vacina com o poder de diminuir em até 80% a chance de os macacos rhesus — espécie biologicamente próxima dos seres humanos — adquirirem o vírus da imunodeficiencia símia (SIV), espécie de versão do HIV dos macacos.

A combinação de doses de MVA, Ad26 e Ad35, três tipos de vacina que isoladamente ainda não conseguem um índice de eficácia suficiente para o uso massivo, resultou em uma forma mais eficaz de ataque ao vírus. Além de evitar a transmissão para animais saudáveis em uma grande quantidade de casos, a imunização conseguiu diminuir o nível de infecção, ou seja, controlar a quantidade de SIV circulando no sangue.

Segundo os autores do estudo, o sucesso da combinação das três vacinas se deve ao fato de ela atingir a superfície proteica do vírus, justamente um dos maiores entraves para as pesquisas com vacinas voltadas para combater o HIV nos seres humanos. As drogas testadas até agora não conseguiram penetrar essa capa e chegar ao interior do vírus da Aids. Já no estudo com os símios, a proteína foi quebrada e os animais tiveram um alto índice de controle e imunização da doença. “Esse novo estudo imunológico cria requisitos a serem cumpridos para bloquear o estabelecimento da infecção”, explicou ao Correio Dan Barouch, líder do estudo. “Trata-se de uma nova estratégia em relação ao tradicional controle da replicação viral após a infecção”, completou.

Essa nova estratégia incluirá uma série de medidas para conseguir bloquear o desenvolvimento do HIV. “Os resultados mostram que os anticorpos para ENV, a proteína envelope que compõe o revestimento exterior do HIV, e a proteção contra a aquisição do vírus apresentam respostas diretamente relacionadas”, disse Michael Nelson, diretor do Programa de Pesquisa Militar em HIV, dos EUA. “Assim, esses distintos processos imunológicos estão ligados ao controle dos vírus em um processo diferente do bloqueio da replicação do vírus”, acrescentou.

Na prática, os pesquisadores encontraram uma nova maneira de atacar o vírus. Enquanto a maioria das iniciativas tenta bloquear sua reprodução quando o paciente é infectado, os estudos liderados por Barouch tentam encontrar uma forma de matar o micro-organismo quando ele está na corrente sanguínea. A estratégia auxilia tanto no bloqueio da infecção quanto na diminuição de seu desenvolvimento. “Esse estudo nos permitiu avaliar a eficácia protetora de várias combinações da vacina, e esses dados vão ajudar a orientar o avanço dos candidatos mais promissores em ensaios clínicos”, conta o especialista de Harvard.

Semelhança
O SIV é bastante parecido com o HIV, tanto que, para os cientistas, o primeiro originou o segundo, ao ser transmitido para os homens. A rota mais provável de transmissão do HIV-1 para os seres humanos envolve contato com o sangue de chimpanzés, frequentemente caçados na África. Assim, na tentativa de entender o vírus da Aids humana, um caminho importante foi estudar os seus vírus originários.

Ao contrário do que ocorre com as pessoas que contraem o HIV, a maioria das infecções por SIV não são prejudiciais aos símios. Estudos com mangabeis, uma espécie de mandril que habita as florestas do Congo, mostrou que o patógeno não causa mal aos bichos. A hipótese mais provável é que, ao longo de milhares de anos, os pequenos macacos tenham desenvolvido resistência à Aids símia. Uma das exceções são os rhesus, que desenvolvem a doença.

Para Carl Dieffenbach, diretor da Divisão de Aids do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, a pesquisa abre um novo universo de estudos sobre a Aids e o HIV. “Esse estudo é importante porque possibilitou ao sistema imunológico proteger contra o vírus e controlar sua replicação”, disse ao Correio. “Isso certamente terá implicações importantes para a próxima rodada de testes clínicos de vacinas contra HIV”, acrescentou o norte-americano.

Infecção antiga
Também conhecido como vírus do Macaco Verde Africano, o SIV é um retrovírus capaz de infectar pelo menos 33 espécies de primatas. Com base na análise de cepas encontradas em quatro espécies de macacos da ilha de Bioko, concluiu-se que a SIV está presente em macacos há pelo menos 32 mil anos.

Fonte Correio Braziliense

Descoberta pode ajudar nos distúrbios neurológicos provocados por traumas

Quando uma pessoa se estressa, o organismo libera o hormônio adrenalina, que a prepara para reagir ao perigo de três maneiras: lutar, fugir ou ficar paralisada. Se a situação incômoda perdura, outro hormônio, o cortisol, é emitido por meio de um comando do cérebro para todo o corpo.

O cortisol funciona para inibir a dor e para que a pessoa armazene energia, de modo a ajudá-la a enfrentar dificuldades por longos períodos. Pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, descobriram o mecanismo neurológico que controla a liberação da corticotropina — responsável por emitir e secretar o cortisol — e como bloqueá-lo, tornando-o um possível alvo para impedir a resposta fisiológica ao estresse. A pesquisa, feita pela equipe da professora de neurociência da Escola de Medicina da Universidade Jamie Maguire, foi publicada recentemente na revista especializada Journal of Neuroscience.

Em entrevista ao Correio, Jamie explica que a ação excitatória do neurotransmissor Gaba sobre o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) (veja infografia) é necessária para elaborar a resposta fisiológica ao estresse. A novidade, nesse caso, é que o Gaba sempre foi conhecido por agir, ao contrário do apresentado na pesquisa, como inibidor do HPA. “Essa parte, para mim, foi a mais interessante do estudo. Afinal, foi a primeira vez que alguém demonstrou que esse neurotransmissor age de maneira excitatória sob determinadas condições psicológicas”, comemora.

“Desvendamos, ainda, que as ações do neuroesteroide tetrahidrodeoxicorticosterona (THDOC) nos receptores do Gaba também têm seu papel na resposta aos estímulos estressores”, relata. Ao compreender o funcionamento desses mecanismos, os pesquisadores fizeram testes em ratos e conseguiram bloquear a síntese do THDOC, prevenindo os comportamentos de estresse e ansiedade nos animais.

Segundo a neurocientista, os resultados do estudo podem abrir caminho para novas abordagens no gerenciamento de uma ampla variedade de distúrbios neurológicos relacionados ao estresse. Entre esses distúrbios estão a depressão, a depressão pós-parto, a obesidade, a tensão pré-menstrual e a síndrome de Cushing.

O neurologista William Luciano de Carvalho, do Hospital Geral de Goiânia, descreve que já é de conhecimento geral que os esteroides estão implicados na resposta do cérebro ao estresse. “Mas, anteriormente, imaginava-se que toda pessoa submetida ao estresse tinha o nível de cortisol aumentado. Estudos recentes mostram que isso só acontece na reação imediata ao estímulo estressor, pois, a longo prazo, essas taxas do hormônio são reduzidas. A redução seria mediada pelo Gaba”, diz. A grande novidade do trabalho feito na Universidade de Tufts, segundo o também membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), é o Gaba ser o neurotransmissor que estimula a produção do hormônio presente no estresse crônico.

O lado positivo
A psicóloga Dirce Perissinotti, do Centro de Dor do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, salienta que o estresse não é algo ruim para o corpo humano, já que o mecanismo existe para que o indivíduo consiga reagir diante do perigo. “O que acontece é que, em certas pessoas, a partir de um determinado momento, o organismo deixa de funcionar eficientemente diante das situações que provocam os estímulos nervosos. A pessoa pode ter uma percepção exagerada ou muito atenuada do caso, o que pode gerar consequências negativas, como o estresse pós-traumático”, ensina. Ela acrescenta que as reações químicas e elétricas ao estímulo estressor que ocorrem no cérebro dependem da aprendizagem e das memórias do indivíduo, mas que há estudos que revelam que parte desse aprendizado é repassado geneticamente.

Dirce, que também é doutora em neurologia, destaca que as pessoas têm um limite de tolerância ao estresse. “Se ultrapassar essa ‘fronteira’, os elementos que o indivíduo desenvolveu genética e psicologicamente não têm estrutura suficiente para responder de maneira moderada ao estímulo”, diz. Ela considera que a pesquisa pode trazer benefícios para o ser humano, mas pondera que o uso futuro de medicamentos para bloquear a produção do THDOC deve ser feito com cautela.

“Em um organismo normal, isso não deve ser necessário, pois todos os humanos precisam aprender a desenvolver mecanismo adaptativos”, explica. “Por sua vez, pacientes que têm estresse pós-traumático, por exemplo, reagem ao agente estressor de maneira magnificada, mesmo quando não há perigo real. Nessa situação de associar o risco a uma situação comum, se mais testes forem feitos, a medida pode ser interessante”, acredita.

Temor
Carvalho tem receio das tentativas de regular o estresse no organismo por meio de medicamentos. “Para que esse projeto chegue aos consultórios médicos, são necessárias novas pesquisas, porque os testes de inibição da resposta ao estresse foram feitos em modelo animal, em vez de humano”, esclarece. “Além disso, os hormônios emitidos em situações de perigo são produzidos no hipotálamo, mas há hormônios que são fabricados em outras regiões do corpo. Essas substâncias químicas podem interferir na produção de cortisol, o que requer novas investigações”, completa o integrante da ABN.

Aumento de peso
Esse problema de saúde é causado pela presença de altos níveis de cortisol no sangue, fazendo com que a pessoa aumente de peso e a gordura adquirida se localize principalmente no tronco e no pescoço. A síndrome pode ser causada por alguma doença ligada à glândula suprarrenal ou à hipófise — que produzem esse hormônio — ou pelo uso excessivo de cortisona, presente em remédios para problemas respiratórios e na pele. Além do ganho de peso, outros sintomas da síndrome são a fraqueza muscular, o aumento da fragilidade da pele, do cansaço e do nervosismo. O tratamento é feito com a redução gradativa do uso do medicamento, ou, no caso de doença devido a tumores na suprarrenal ou na hipófise, a pessoa precisa ser submetida a cirurgia.
Fonte Correio braziliense

Cirurgia é o único tratamento para tratar o câncer de tireoide

Operação como a realizada nesta quarta-feira, na presidente da Argentina, Cristina Kirchner, significa a cura em 90% dos casos

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, surpreendeu a todos ao anunciar ter sido diagnosticada com um câncer papilar na região da tireoide. Feitos os exames, a chefe de Estado foi submetida ontem à cirurgia, único tratamento para a doença — e procedimento que, em 90% dos casos, significa a cura. A operação, embora rápida (realizada em cerca de uma hora), deve ser feita com precisão, pelo fato de o tumor estar em uma área cheia de peculiaridades. Se detalhes como a manipulação cuidadosa dos nervos da laringe ou a verificação incansável de possíveis pontos de sangramento não forem checados, o paciente pode sair da mesa de cirurgia com problemas como rouquidão ou até mesmo sem vida. Especialistas explicam a técnica e os cuidados necessários para se obter o melhor prognóstico.

O oncologista do Instituto Oncoguia Rafael Kaliks conta que o câncer na tireoide ocorre com mais frequência em mulheres entre 40 e 50 anos. As causas podem variar de radioterapia realizada na região da cabeça e do pescoço a fatores genéticos. Segundo ele, o tumor geralmente é descoberto cedo porque o ultrassom no pescoço é um exame rotineiramente recomendado por médicos. “Dessa forma, por ser diagnosticado ainda pequeno, o tratamento é ainda mais eficaz”, explica.

Há dois tipos de cânceres na tireoide, que são classificados como diferenciados (papilar e folicular) e indiferenciados (medular e linfoma da tireoide) — os primeiros são mais comuns. Segundo Luiz Adelmo, oncologista clínico da Oncomed, o tratamento é realizado basicamente com cirurgia e iodoterapia. O cirurgião de cabeça e pescoço André Póvoa, médico do Hospital de Base, explica que a cirurgia está no rol dos procedimentos minimamente invasivos. Ele descreve que, sob efeito da anestesia geral, uma incisão transversal é feita nas dobras do pescoço do paciente, de onde se resseca e retira a tireoide. A boa cicatrização é variável, tanto por razões genéticas (pré-disposição para queloides) quanto pelos cuidados da pessoa. “Eu prescrevo cremes e faço uma sutura com pontos internos, tudo para minimizar o surgimento de cicatrizes”, afirma.

Pós-operatório
A glândula tireoide, que tem formato de escudo, fica em frente aos nervos laríngeos recorrentes, responsáveis por abrir e fechar as cordas vocais. Como toda essa estrutura é interligada e o espaço entre os órgãos é pequeno, o cuidado para não lesionar a área deve ser redobrado. “Se a área for lesionada, o paciente pode apresentar rouquidão transitória ou permanente”, salienta Póvoa. A estatística é que de 1% a 2% dos pacientes sofram do primeiro problema. A retirada do tubo de oxigênio pode também irritar a região.

Segundo Póvoa, a rouquidão transitória faz parte do pós-operatório, uma vez que, só de serem manipulados, os nervos ficam inchados. Uma lesão em outro nervo ligado à voz, o laríngeo superior, poderá afetar o timbre da voz. “Essa é uma das preocupações mais constantes dos pacientes que se submetem a essa cirurgia. Com muito cuidado, porém, diminuímos a chance de as alterações serem permanentes”, relata.

Outro problema ainda muito comum é a hipocalcemia. Rafael Kaliks descreve que, grudadas à tireoide, estão as glândulas paratireoides, responsáveis pela regulação dos níveis de cálcio no sangue. Quando retiradas, os pacientes podem desenvolver problemas ocasionados pela queda de cálcio no organismo, acarretando o chamado hipoparatireoidismo, que provoca sintomas como formigamento nas extremidades e na boca, que podem evoluir para cãibras. “No ato da cirurgia, a glândula é descolada da tireoide e recolocada no pescoço, sem dano algum para o paciente”, ressalta.

Póvoa conta que, no ato cirúrgico, o especialista deve ter sempre em mente a identificação e a preservação da paratireoide. Ele explica que, normalmente, cada pessoa tem quatro dessas glândulas, que medem cerca de 6mm. O cirurgião acostumado com o procedimento, no entanto, consegue vê-las rapidamente e autoimplantá-las sem riscos de surgimento de novos pontos de câncer. “Raramente, o tumor maligno atinge a paratireoide”, confirma.

Feita a cirurgia, o paciente ainda corre o risco de passar uma complicação que, se não sanada a tempo, pode levar à morte: o hematoma. Ele é provocado por sangramentos que, em alguns casos, não são detectados pelo cirurgião. Póvoa relata que esse hematoma pode ocorrer devido à ruptura de algum vaso sanguíneo e, como no momento da operação a pressão do paciente está baixa, ao voltar ao normal o sangramento vem à tona. “O acúmulo de sangue no pescoço pode comprimir a traqueia e a jugular e, assim, impedir que a pessoa respire, mas esse também é um cenário raro”, afirma. Os sintomas do hematoma são dor e dificuldade de respirar.

Radioativo
Após a operação, o paciente é submetido à tireoglobulina, um exame de sangue que avalia a quantidade de células da tireoide ainda presentes no organismo. O médico nuclear do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e da Clínica Nuclear Dalton Alexandre dos Anjos explica que, por mais habilidoso que seja o cirurgião, ele não conseguirá remover toda a tireoide do organismo pelo fato de a glândula estar situada em uma região muito delicada.

Se detectado que ainda existem células da glândula, o especialista explica que o paciente é submetido a iodoterapia. Cerca de 30 dias depois do procedimento cirúrgico, ele toma por via intravenosa ou oral uma aplicação de iodo 131-radioativo. A dosagem pode ser pequena, média ou alta, de acordo com a quantidade de células e o tipo de câncer. A pessoa passa por uma dieta restritiva de iodo (sem sal iodado ou frutos do mar), deixando as células restantes com “fome” da substância. A partir daí, quando os resquícios de tireoide consomem o iodo ingerido, a substância radioativa queima as células restantes. “A tireoide é o único órgão que consome o iodo do organismo”, explica Dalton dos Anjos..

Para evitar que outras pessoas sejam expostas às radiações, o paciente que irá passar pelo processo fica isolado em sala especial. “Essa é uma exigência da legislação brasileira”, conta. Anjos diz que, após todo esse processo, o paciente pode se considerar curado. “Não há necessidade de quimioterapia — que, aliás, nunca é utilizada por não ser tão eficiente nesse caso”, esclarece.

Fonte Correio Braziliense

Cirurgia é o único tratamento para tratar o câncer de tireoide

Operação como a realizada nesta quarta-feira, na presidente da Argentina, Cristina Kirchner, significa a cura em 90% dos casos

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, surpreendeu a todos ao anunciar ter sido diagnosticada com um câncer papilar na região da tireoide. Feitos os exames, a chefe de Estado foi submetida ontem à cirurgia, único tratamento para a doença — e procedimento que, em 90% dos casos, significa a cura. A operação, embora rápida (realizada em cerca de uma hora), deve ser feita com precisão, pelo fato de o tumor estar em uma área cheia de peculiaridades. Se detalhes como a manipulação cuidadosa dos nervos da laringe ou a verificação incansável de possíveis pontos de sangramento não forem checados, o paciente pode sair da mesa de cirurgia com problemas como rouquidão ou até mesmo sem vida. Especialistas explicam a técnica e os cuidados necessários para se obter o melhor prognóstico.

O oncologista do Instituto Oncoguia Rafael Kaliks conta que o câncer na tireoide ocorre com mais frequência em mulheres entre 40 e 50 anos. As causas podem variar de radioterapia realizada na região da cabeça e do pescoço a fatores genéticos. Segundo ele, o tumor geralmente é descoberto cedo porque o ultrassom no pescoço é um exame rotineiramente recomendado por médicos. “Dessa forma, por ser diagnosticado ainda pequeno, o tratamento é ainda mais eficaz”, explica.

Há dois tipos de cânceres na tireoide, que são classificados como diferenciados (papilar e folicular) e indiferenciados (medular e linfoma da tireoide) — os primeiros são mais comuns. Segundo Luiz Adelmo, oncologista clínico da Oncomed, o tratamento é realizado basicamente com cirurgia e iodoterapia. O cirurgião de cabeça e pescoço André Póvoa, médico do Hospital de Base, explica que a cirurgia está no rol dos procedimentos minimamente invasivos. Ele descreve que, sob efeito da anestesia geral, uma incisão transversal é feita nas dobras do pescoço do paciente, de onde se resseca e retira a tireoide. A boa cicatrização é variável, tanto por razões genéticas (pré-disposição para queloides) quanto pelos cuidados da pessoa. “Eu prescrevo cremes e faço uma sutura com pontos internos, tudo para minimizar o surgimento de cicatrizes”, afirma.

Pós-operatório
A glândula tireoide, que tem formato de escudo, fica em frente aos nervos laríngeos recorrentes, responsáveis por abrir e fechar as cordas vocais. Como toda essa estrutura é interligada e o espaço entre os órgãos é pequeno, o cuidado para não lesionar a área deve ser redobrado. “Se a área for lesionada, o paciente pode apresentar rouquidão transitória ou permanente”, salienta Póvoa. A estatística é que de 1% a 2% dos pacientes sofram do primeiro problema. A retirada do tubo de oxigênio pode também irritar a região.

Segundo Póvoa, a rouquidão transitória faz parte do pós-operatório, uma vez que, só de serem manipulados, os nervos ficam inchados. Uma lesão em outro nervo ligado à voz, o laríngeo superior, poderá afetar o timbre da voz. “Essa é uma das preocupações mais constantes dos pacientes que se submetem a essa cirurgia. Com muito cuidado, porém, diminuímos a chance de as alterações serem permanentes”, relata.

Outro problema ainda muito comum é a hipocalcemia. Rafael Kaliks descreve que, grudadas à tireoide, estão as glândulas paratireoides, responsáveis pela regulação dos níveis de cálcio no sangue. Quando retiradas, os pacientes podem desenvolver problemas ocasionados pela queda de cálcio no organismo, acarretando o chamado hipoparatireoidismo, que provoca sintomas como formigamento nas extremidades e na boca, que podem evoluir para cãibras. “No ato da cirurgia, a glândula é descolada da tireoide e recolocada no pescoço, sem dano algum para o paciente”, ressalta.

Póvoa conta que, no ato cirúrgico, o especialista deve ter sempre em mente a identificação e a preservação da paratireoide. Ele explica que, normalmente, cada pessoa tem quatro dessas glândulas, que medem cerca de 6mm. O cirurgião acostumado com o procedimento, no entanto, consegue vê-las rapidamente e autoimplantá-las sem riscos de surgimento de novos pontos de câncer. “Raramente, o tumor maligno atinge a paratireoide”, confirma.

Feita a cirurgia, o paciente ainda corre o risco de passar uma complicação que, se não sanada a tempo, pode levar à morte: o hematoma. Ele é provocado por sangramentos que, em alguns casos, não são detectados pelo cirurgião. Póvoa relata que esse hematoma pode ocorrer devido à ruptura de algum vaso sanguíneo e, como no momento da operação a pressão do paciente está baixa, ao voltar ao normal o sangramento vem à tona. “O acúmulo de sangue no pescoço pode comprimir a traqueia e a jugular e, assim, impedir que a pessoa respire, mas esse também é um cenário raro”, afirma. Os sintomas do hematoma são dor e dificuldade de respirar.

Radioativo
Após a operação, o paciente é submetido à tireoglobulina, um exame de sangue que avalia a quantidade de células da tireoide ainda presentes no organismo. O médico nuclear do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e da Clínica Nuclear Dalton Alexandre dos Anjos explica que, por mais habilidoso que seja o cirurgião, ele não conseguirá remover toda a tireoide do organismo pelo fato de a glândula estar situada em uma região muito delicada.

Se detectado que ainda existem células da glândula, o especialista explica que o paciente é submetido a iodoterapia. Cerca de 30 dias depois do procedimento cirúrgico, ele toma por via intravenosa ou oral uma aplicação de iodo 131-radioativo. A dosagem pode ser pequena, média ou alta, de acordo com a quantidade de células e o tipo de câncer. A pessoa passa por uma dieta restritiva de iodo (sem sal iodado ou frutos do mar), deixando as células restantes com “fome” da substância. A partir daí, quando os resquícios de tireoide consomem o iodo ingerido, a substância radioativa queima as células restantes. “A tireoide é o único órgão que consome o iodo do organismo”, explica Dalton dos Anjos..

Para evitar que outras pessoas sejam expostas às radiações, o paciente que irá passar pelo processo fica isolado em sala especial. “Essa é uma exigência da legislação brasileira”, conta. Anjos diz que, após todo esse processo, o paciente pode se considerar curado. “Não há necessidade de quimioterapia — que, aliás, nunca é utilizada por não ser tão eficiente nesse caso”, esclarece.

Fonte Correio Braziliense

Substância psicoativa presente em cogumelos age na personalidade humana

West Lafayette (EUA) – Os padrões de pensar, sentir e agir de uma pessoa formam a sua personalidade, ou seja, o conjunto de características marcantes que compõem sua singularidade. É amplamente aceito que os traços pessoais, depois dos 30 anos, tornam-se bastante estáveis. Uma das teorias — há outras — defende que a personalidade pode ser dividida em cinco fatores: extroversão, amabilidade, meticulosidade, neuroticismo e abertura para novas experiências.

Segundo estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, publicado no Journal of Psychopharmacology, é possível imprimir alterações positivas na personalidade das pessoas com uma única dose de substância psicodélica, em ambiente controlado, sob supervisão terapêutica. Eles fizeram a experiência usando a psilocibina, ingrediente psicoativo de alguns cogumelos, e verificaram que ela pode provocar mudanças duradouras — notavelmente no domínio chamado “abertura para novas experiências”, que engloba o gosto estético, a sensibilidade, a imaginação, a fantasia, o pensamento abstrato, a criatividade, a tolerância e os valores.

As mudanças, medidas por um inventário de personalidade validado cientificamente, foram mais significativas do que as transformações comumente observadas em adultos saudáveis durante décadas de experiências de vida. “Normalmente, a abertura para novas experiências tende a diminuir à medida que as pessoas envelhecem”, lembra o pesquisador Roland Griffiths, que liderou o estudo.

Resistência
Não é fácil realizar pesquisas com drogas psicodélicas. Depois de banidas no fim da década de 1960, em decorrência da política pública de combate às substâncias psicotrópicas, elas só puderam voltar a ser estudadas devido ao prestígio, ao talento e à persistência de cientistas como Griffiths, professor do Departamento de Psiquiatria e Neurociências da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, onde trabalha há mais de 40 anos.

Aos poucos, um grupo seleto de especialistas tem conseguido reconquistar a confiança de organizações governamentais como a FDA, agência federal reguladora de remédios e alimentos dos Estados Unidos. Verbas para essa pesquisa vieram do Instituto Nacional de Saúde (NIH), e também houve ajuda significativa do setor privado e de organizações científicas como o Instituto de Pesquisa Heffter, que se esforça para oferecer apoio e devolver legitimidade a esse campo de investigação. Nas décadas de 1950 e 1960, os estudos clínicos com alucinógenos indicaram que eles poderiam ser grandes ferramentas psicoterapêuticas para a psiquiatria e a psicologia clínica.

De Baltimore, nos Estados Unidos, Roland Griffiths explica à reportagem que passou a maior parte de sua carreira pesquisando as drogas de abuso e a natureza do vício, por meio da investigação da farmacologia do comportamento de animais e seres humanos. Há 17 anos, começou a praticar meditação, que o alçou a uma nova perspectiva e o fez se interessar pela natureza da experiência mística e da transformação espiritual. Ele começou a investigar a bibliografia existente e verificou que na década de 1960 foram realizados experimentos com alucinógenos clássicos, tendo sido notado que esses podiam desencadear experiências místicas. Isso chamou sua atenção, e ele montou um estudo destinado a examinar o efeito da psilocibina em participantes selecionados entre voluntários que nunca haviam feito uso de drogas psicodélicas.

Vivências místicas
O primeiro estudo, realizado em 2008, provou que a psilocibina era altamente capaz de provocar experiências místicas, medidas de acordo com a psicologia da religião, utilizando como parâmetro relatos de vivências místicas espontâneas. “Os resultados me surpreenderam”, diz Griffiths. “Eu duvidava que esse tipo de experiência pudesse ser induzido por substância psicodélica. Mas os resultados foram claros e impressionantes. Por todos os instrumentos de mensuração disponíveis, as experiências místicas provocadas pela psilocibina eram semelhantes às ocorridas espontaneamente. Elas tinham significado pessoal e espiritual persistente. Até 14 meses depois da sessão experimental, as pessoas ainda classificavam o que tinham vivido como um dos eventos mais significativos de suas vidas”, relata.

A surpresa resultou em novos projetos de pesquisa, para que se pudesse compreender as inúmeras implicações dessa descoberta. O último resultado desse caminho que se descortinou foi publicado há pouco no Journal of Psychopharmacology: uma única dose de psilocibina pode provocar mudanças na personalidade. É importante ressaltar que a montagem do experimento exigia pelo menos oito horas de preparação dos participantes e um longo procedimento de avaliação de suas personalidades. E um monitor acompanhava o voluntário durante todo o tempo de duração da sessão experimental.
Fonte Correio Braziliense

Pesquisadores gaúchos comprovam comunicação entre sistemas nervoso e imunológico

Misha Chisens / Stock.Xchng/DivulgaçãoNeuropeptídeo pode ser liberado em situações de estresse psicológico, dando origem a doenças crônicas


Uma pesquisa desenvolvida pelo grupo de Cristina Bonorino — coordenadora do Laboratório de Imunologia Celular e Molecular do Instituto de Pesquisas Biomédicas (IPB) e do Laboratório de Imunologia do Estresse da Faculdade de Biociências da PUCRS — revelou que o neuropeptídeo Peptídeo Liberador de Gastrina (GRP), uma das substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios, influencia na migração de células responsáveis pela inflamação, os neutrófilos.

A descoberta do envolvimento do GRP e de seu receptor (GRPR) no desencadeamento de um processo inflamatório evidencia a interação entre o sistema nervoso e o sistema imunológico. Em situações de estresse psicológico, o neuropeptídeo pode ser liberado pelos neurônios e dar origem a doenças crônicas, como artrite e asma.

Sabe-se que o líquido sinovial (lubrificante das articulações) tem altos níveis de neutrófilos em pacientes com artrite reumatoide, o que pode estar relacionado à agudização da doença. Neste estudo, foi revelado que no líquido sinovial dos pacientes de artrite também há uma superprodução de GRP, o que poderia explicar essa infiltração de células inflamatórias e portanto acirrar o quadro da doença. Isso pode ocorrer em outras doenças, como asma, pois há altos níveis de GRP também no pulmão de asmáticos, e a infiltração por neutrófilos também acirra os sintomas. Finalmente, como tumores também expressam esse receptor GRPR, pode ser que ele seja importante para o tumor migrar para outros locais do corpo, processo conhecido como metástase.

Foram realizados testes com camundongos, neutrófilos de sangue humano de doadores saudáveis e líquido sinovial de pacientes do ambulatório de Reumatologia do Hospital São Lucas.

Financiada por edital do CNPq de 2008, a pesquisa foi premiada no 36º Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) como o melhor trabalho de mestrado, além de ter sido publicada na renomada revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS).

Intitulada GRPR is a Chemotactic Receptor for Neutrophils, a pesquisa foi realizada entre os anos de 2009 e 2011 e é de autoria de Rafael Sanguinetti Czepielewski e de Bárbara Nery Porto, estudantes da PUCRS. Colaboraram os médicos Gilberto Schwartzmann, Rafael Roesler e Fernando Cunha.

Fonte Zero Hora

Musculação reduz pressão arterial em hipertensos

Redução da pressão arterial está no mesmo patamar obtido com a medicação


Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força — musculação — conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela pesquisa com a participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP). O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.

A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de doutorado em Biofísica de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. Segundo Bacurau, na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão, mas o benefício da musculação era pouco conhecido.

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados. Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes. Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos.

Apesar de o treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa. Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetos (diastólica). De acordo com o professor, a redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação.

Redução
Conforme Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. No entanto, esse indice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força.

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas. Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios.

— Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida — destaca o pesquisador.

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade.

— Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares — conclui.

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física.

Fonte Zero Hora

Após os panetones...

Os feriados de Natal e Ano Novo no domingo tornaram os recessos e emendas ainda maiores no final de 2011. Sem dúvida, trata-se de uma das maiores pausas no trabalho e na produção em todo o mundo. Apesar dos panetones, excessos etílico-alimentares e juras de amizade sabemos das dificuldades para a promoção da saúde no ambiente corporativo neste ano que se inicia.

Conforme sabiamente escreveu Contardo Calligaris em sua crônica na Folha de São Paulo de 5 de janeiro, “ baixou, em todos nós, a capacidade de pagar o preço exigido por nossos próprios desejos. É o espírito da época: queremos emagrecer comendo trufas de chocolate e tonificar nosso corpo sem esforço, graças a pílulas que agiriam no sono. Ora, em regra, o que queremos não sai de graça. Num momento de propósitos como o começo do ano, é bom lembrar o seguinte: há várias razões de não conseguirmos realizar nossos desejos; talvez a principal delas seja que, freqüentemente, não estamos dispostos a pagar o preço que esses desejos exigem de nós”.

Manter os profissionais saudáveis e produtivos é um grande desafio para os gestores de saúde. Questões como o estilo de vida inadequado, clima organizacional ruim (campo fértil para o assédio moral), elevação dos problemas emocionais (incluindo stress excessivo, depressão e ansiedade) e aumento das doenças crônicas exigem que adotemos estratégias e programas realmente efetivos, incluindo todos os stakeholders, com mudanças na cultura e no ambiente de trabalho. Conforme nos lembra Contardo Calligaris, para isso há um preço a ser pago.

Acredito que os profissionais deverão buscar se capacitar para conhecer as melhores ferramentas de gestão e as ações cientificamente comprovadas além do trabalho em rede e a utilização das abordagens em marketing social para a mudança de comportamento e melhor utilização dos recursos em saúde disponíveis.

O editorial da revista American Journal of Health Promotion revela que o governo americano vai destinar mais de 1 bilhão de dólares para ações em prevenção e promoção de saúde, inclusive para pequenas empresas, desde que sigam os protocolos e diretrizes de organismos nacionais. O editorialista conclui ressaltando a importância dos profissionais da saúde estarem envolvidos com a política, pois provavelmente a melhoria do estado de saúde da população, principalmente pela mudança de estilo de vida, seria a única maneira de manter a força de trabalho produtiva, criar novos empregos e evitar a falência do sistema público de saúde. Sem dúvida, isso também se aplica a nosso país. Não basta buscar somente mais recursos no Orçamento da União para a Saúde. Temos que buscar influenciar este processo para que se adotem ações mais efetivas, se incluam incentivos fiscais para as empresas que invistam em promoção da saúde e que sejam criadas ações em rede, incluindo as iniciativas pública e privada.

Por Alberto Ogata

Fonte SaudeWeb

Ebserh gera controvérsias entre reitores dos hospitais

As dúvidas de reitores e representantes sindicais é sobre como ficará a autonomia das instituições, que terão liberdade de para escolher se irão entregar a administração dos hospitais à empresa ou não

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) decidiu não emitir opinião oficial sobre o novo modelo de gestão dos hospitais universitários proposto pelo governo. A administração das unidades que servem de base para o ensino, a pesquisa e a extensão dos estudantes da área de saúde será unificada por uma empresa pública, a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). O estatuto da instituição, que prevê que os recursos para os hospitais venham do Sistema Único de Saúde (SUS), publicado em dezembro, ainda gera dúvidas sobre autonomia e não há consenso sobre ganhos para instituições. O capital social da Ebserh será de R$ 5 milhões. As informações são do portal IG.

De acordo com a publicação, as dúvidas de reitores e representantes sindicais é sobre como ficará a autonomia das instituições, que terão liberdade de para escolher se irão entregar a administração dos hospitais à empresa ou não.

Segundo o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, a instituições não podem perder o controle das atividades acadêmicas, de pesquisa e de extensão com a contratação da Ebserh. Para Madureira, há dúvidas sobre como os contratos serão celebrados. E não há uma rejeição ou aceitação de forma passiva da proposta. “Precisávamos de uma solução para os hospitais, mas não vamos abrir mão do princípio da autonomia universitária”, afirma.

Enquanto não chegam a um consenso, a exigência dos reitores é que o governo encontre soluções para a falta de recursos financeiros e de pessoal qualificado nos quadros permanentes das unidades. Desde o ano passado, a quantidade de recursos destinados aos hospitais aumentou, gerando aprovação dos reitores.

Uma das metas prioritárias da Ebserh é solucionar o déficit de profissionais de saúde nos 46 hospitais universitários do Brasil, que chega a 26 mil servidores. Sem a realização de concursos públicos para reposição, as fundações de apoio das universidades foram usadas para contratar esses profissionais, de forma ilegal segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).

Os novos servidores serão contratados por regime trabalhista de empresa privada. A proposta pretende agilizar a troca de funcionários e, quando necessário, oferecer salários mais competitivos e estabelecer metas de qualidade de serviço aos profissionais. Inicialmente, os funcionários terceirizados poderão ser aproveitados. Serão realizados processos de seleção simplificados, com base na análise de currículos.

O retiro da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado Filho, defende a proposta. E diz que o texto final garante que não haverá interferência da empresa na área acadêmica, mesmo com a Ebserh ficando responsável pela gestão dos recursos. “Os hospitais vão ter os quadros completos de pessoal e vão reativar 1,5 mil leitos necessários à sociedade”, afirma.

Fonte SaudeWeb

Maior renda média deve fortalecer setor de saúde

Fatores como a consolidação de fusões e aquisições em 2011 e o crescimento da participação de Pequenas e Médias Empresas (PME) em planos corporativos são alguns motivos apontados por players de saúde que estimularão o desenvolvimento do setor em 2012

Circunstâncias como o aumento da renda média do brasileiro, a consolidação de fusões e aquisições em 2011 e o crescimento da participação de Pequenas e Médias Empresas (PME) em planos corporativos são alguns motivos apontados por players de saúde que estimularão o desenvolvimento do setor em 2012. A área, que conta com uma demanda alta e constante, pode atrair mais investidores neste ano. As informações são do Infomoney.

De acordo com o analista da Bradesco Corretora, Rafael Frade, o consistente aumento do salário real no Brasil tem um impacto direto nos planos privados de saúde pública. Ele também aponta que o melhor desempenho do mercado de trabalho formal deverá sustentar a expansão do setor, beneficiando tanto as empresas que oferecem planos de saúde, como a Amil e Odontoprev, quanto às prestadoras de serviços como a Dasa e o Grupo Fleury.

Outro motivo para o crescimento do setor de saúde apontado por Frade diz respeito ao envelhecimento da população. Segundo ele, o Brasil tem uma média de idade de 28 anos, contra uma média de 36 anos em países desenvolvidos. Esse envelhecimento deverá colaborar para o setor de saúde, graças à maior necessidade por serviços médicos, informa. Esta circunstância, em longo prazo, também influenciará no crescimento do mercado de medicamentos. Estima-se que nos próximos 20 anos o setor farmacêutico cresça 2% ao ano e que em 2030, a população com mais de 60 anos salte de 10% para 19%.

A consolidação de fusões e aquisições iniciadas em 2011 deverá ter reflexos neste ano. Na lista de negociações relevantes nos últimos meses estão companhias como o Fleury, Cremer, Dasa e a Odontoprev. A operadora do setor odontológico é apontada pela equipe de análise do HSBC, Luciano Campos e Caio Moscardini, como principal aposta do setor em 2012. “O setor de seguro odontológico privado é consideravelmente mais subpenetrado e, portanto cresce de forma muito mais rápida”, afirmam.

Fonte SaudeWeb

Oportunidade: Cresce a procura por gestores para contratos temporários

Esse tipo de negócio custa menos às empresas e a economia se traduz em honorários agressivos, que podem chegar a até R$ 100 mil mensais

Cresce cada vez mais o número de empresas brasileiras que optam por contratação de executivos a tempo determinado. A explicação para isso é a escassez de talentos nos níveis mais altos de gestão. Os novos contratos, no geral, estão relacionados à estruturação de uma subsidiária de uma multinacional no país, à construção de uma planta industrial ou ao início de um projeto de profissionalização. Esse tipo de negócio custa menos às empresas e a economia se traduz em honorários agressivos, que podem chegar a até R$ 100 mil mensais, como afirma Adriana Prates, sócia da consultoria Dasein. As informações são do Valor Econômico.

Segundo Adriana, os executivos são contratados como diretores estatutários, que não têm os mesmos encargos da CLT e por essa razão acabam custando menos para a empresa. Ela ressalta que o caráter transitório de muitos dos contratos ainda é motivo de preocupação para alguns executivos, mas o mercado brasileiro deve se acostumar ao modelo. Para a executiva, o sistema é muito popular nos Estados Unidos e na Europa, onde o temporário de alto escalão é chamado de “interim manager” (algo como gestor interino, na tradução para o português). E completa ao dizer que nessa estrutura, as pessoas têm horários menos rígidos para trabalhar, o que atende às demandas de qualidade de vida bastante valorizadas pelos executivos mais experientes.

Apesar da preocupação, nos últimos dois anos cresceu o número de consultas de profissionais interessados em entender o novo modelo, como explica a advogada trabalhista Adriana Calvo. Segundo ela, o diretor estatutário é um prestador de serviços com um tipo de contrato diferente da CLT. Além disso, ele é eleito por um conselho ou por uma assembleia geral.

Fonte SaudeWeb

Hospital Santa Marcelina inicia readequação do pronto-socorro

Serão destinados R$ 3 milhões para as reformas e compra de equipamentos. A estratégia prevê ainda recursos para os novos leitos e R$ 300 mil mensais de custeio

O Hospital Santa Marcelina começa a receber neste mês as verbas do Ministério da Saúde para a readequação do pronto-socorro (PS). O convênio para compra de equipamentos jê foi assinado no final de dezembro e o que prevê a reforma das instalações está em análise no Ministério da Saúde. Ambos fazem parte das ações do S.O.S Emergências, estratégia lançada para qualificar a gestão e melhorar o atendimento prestado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nessa área.

Com as reformas, os prontos-socorros cirúrgico, clínico e pediátrico ganharão uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 14 leitos, além de uma UTI especializada – com sete leitos coronarianos e sete para casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) -, salas de estabilização e de isolamento, e duas enfermarias com um total de 23 leitos para abrigar os pacientes já tratados pelo pronto-socorro, mas que ainda requerem cuidados hospitalares.

Serão destinados R$ 3 milhões para as reformas e compra de equipamentos. A estratégia prevê ainda recursos para os novos leitos e R$ 300 mil mensais de custeio.

“Essas adequações vão melhorar as condições de trabalho, garantindo atendimento mais eficiente e humano aos pacientes”, frisou a irmã Monique Bourget, diretora técnica do hospital.

O S.O.S Emergências aposta ainda em melhorar a gestão do PS com a implantação da classificação de risco, protocolos clínicos e controle do fluxo de pacientes. Esses instrumentos vão garantir o atendimento prioritário aos casos mais graves e possibilitam a padronização de procedimentos a serem adotados por cada profissional, de acordo com o diagnóstico ou o conjunto de sintomas apresentados ao dar entrada na unidade.

Estratégia
O S.O.S Emergências, ação executada em parceria com estados e municípios, criou em cada um dos hospitais um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), com objetivo de diagnosticar os problemas e implantar soluções.
Em até um ano, o núcleo pretende viabilizar – numa parceria entre Ministério da Saúde, Estado e/ou Município – a criação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima ao Hospital Santa Marcelina, para atender aos casos de menor complexidade.
Mudanças

Com previsão de concluir seu plano de ação neste mês janeiro, o núcleo do Hospital Santa Marcelina já levantou a quantidade de leitos necessários para atender pacientes do pronto-socorro. Com o S.O.S Emergências, esses leitos receberão diárias bem maiores que as atuais. Ao todo, serão qualificados 148 leitos já existentes e instalados 35 leitos novos com recursos federais. Para UTI, serão qualificados 22 leitos e criados outros 28.

O hospital também criará um núcleo interno de regulação para controlar o fluxo de pacientes desde a entrada no PS até sua transferência para outros setores ou até a inclusão deste paciente no programa Melhor em Casa. A regulação permitirá controlar indicadores e aprimorar cada etapa do atendimento.

Fonte SaudeWeb

Canadenses apresentam técnica de limpeza hospitalar

Limpeza usa um vapor que mistura ozônio e peróxido de hidrogênio e imita o que o corpo humano faz para eliminar as bactérias. O ataque do anticorpo em germe gera os dois elementos químicos, que combinados são letais para bactérias, vírus e fungos

Cientistas canadenses desenvolveram uma nova técnica de limpeza que poderá ajudar hospitais e outros locais com grande fluxo de pessoas. Um vapor especial, fácil de fabricar e de baixo custo aplicado por cerca de uma hora no local a ser esterilizado elimina todos os patógenos e bactérias do ambiente.

Segundo o cientista da Universidade de Queens, Dick Zoutman, esse é o futuro, porque muitas mortes em hospitais podem ser evitadas com melhores técnicas de limpeza e desinfecção. Ele ressalta que esta não é a primeira tecnologia que utiliza desinfecção por meio do bombeamento de gás no interior do ambiente, porém, de acordo com os especialistas, o nível de esterilização do método canadense é equivalente ao realizado por instrumentos cirúrgicos.

A limpeza usa um vapor que mistura ozônio e peróxido de hidrogênio e imita o que o corpo humano faz para eliminar as bactérias. O ataque do anticorpo em germe gera os dois elementos químicos, que combinados são letais para bactérias, vírus e fungos.

De acordo com os usuários, o vapor também deixa um odor agradável ao ambiente e não danifica os equipamentos médicos. A tecnologia ainda poderá ser usada em cozinhas, restaurantes, fábrica e em navios de cruzeiros que sofrem infecção por bactérias e norovírus.

Fonte SaudeWeb