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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Esclarecimentos sobre a redução na oferta de Digoxina

A Anvisa vem recebendo denúncias sobre a indisponibilidade de medicamentos à base de digoxina no mercado. Diante disso, faz-se necessário esclarecer o seguinte:
 
O Laboratório Aspen foi o único a solicitar a descontinuação temporária de fabricação do medicamento Digoxina 0,25mg. Isso ocorreu em 17 de outubro de 2014, por motivos relacionados a uma alteração no processo de fabricação do produto. Para que qualquer alteração relacionada ao processo de fabricação do medicamento possa ser implementada, as mudanças solicitadas pela empresa devem ser analisadas e aprovadas pela Anvisa. Essas ações são necessárias para garantir que segurança, qualidade e eficácia do medicamento se mantenham mesmo após a implementação das alterações realizadas. Importante esclarecer que o pedido está sendo analisado de forma prioritária pela Anvisa;
 
Existem, atualmente, quatro laboratórios que comercializam a Digoxina 0,25mg. Pela análise de mercado realizada, os fabricantes deveriam suprir a demanda pelo medicamento até que a situação da empresa Aspen fosse regularizada. Diante das reiteradas denúncias e reclamações, os laboratórios Teuto (fabricante do Cardcor e Digoxina - genérico) Pharlab, Vitapan (fabricantes dos medicamentos genéricos Digoxina 0,25 MG) e Neoquímica (fabricante do Neodigoxin) foram notificados pela Anvisa para fornecerem dados a respeito da fabricação e estoque de seus produtos;
 
Os laboratórios Pharlab, Vitapan e Teuto não descontinuaram a fabricação. O laboratório Neo Química, fabricante do medicamento Neo-Digoxin, informou que devido ao processo de regularização do medicamento genérico da Aspen, teve um aumento muito significativo na demanda por seu produto e, que por essa razão, seu estoque não foi suficiente para abastecer o mercado. No entanto, solicitou a importação de matéria-prima extra para fabricação de mais lotes, o que já foi aprovada pela Anvisa.
 
A Agência tem atuado para que o mercado se regularize. A expectativa é de que, em breve, a situação esteja normalizada.
 
Ainda assim, a Agência sugere aos usuários de Digoxina 0,25mg que entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) dos laboratórios citados para saber mais sobre a distribuição dos medicamentos e onde adquiri-los na sua região.
 
No caso de suspeitas de desabastecimento irregular de medicamentos do mercado, a Anvisa recomenda a formalização da denúncia por meio da Ouvidoria da Agência. A Anvisa avaliará a denúncia dentro dos prazos regulamentares e responderá à demanda de maneira oportuna, sempre com o objetivo de minimizar os efeitos da redução da oferta de medicamentos.
 
Para consultar a Lista dos medicamentos para os quais os laboratórios notificaram a descontinuação ou reativação de fabricação ou importação, e saber mais sobre Descontinuação de Medicamentos, acesse o link “Descontinuação de Medicamentos", disponível na página inicial da Anvisa.
 
Regulamento
Muitas podem ser as causas da falta de um determinado medicamento no mercado farmacêutico. A descontinuação de fabricação ou importação de medicamentos, mesmo que temporária, pode, em alguns casos, provocar o desabastecimento do mercado a ponto de comprometer a política de assistência farmacêutica e trazer consequências negativas à saúde da população.
 
Seja por motivos técnicos ou comerciais, a Anvisa entende que a gestão efetiva desse problema envolve o compartilhamento de responsabilidades para o adequado planejamento, monitoramento contínuo, comunicação eficiente e articulação entre fabricantes ou importadores e agentes públicos, profissionais de saúde e usuários. Com isso, é possível evitar ou minimizar os possíveis impactos de desabastecimento.
 
A Anvisa não possui instrumento legal que impeça os laboratórios farmacêuticos de retirarem seus medicamentos do mercado. No entanto, dada a importância desse tema para a saúde pública, a Agência aprovou, em 04 de abril de 2014, a RDC nº 18. A norma regulamenta a forma de comunicação de descontinuação de produção e importação de medicamentos.
 
Segundo o regulamento, as empresas devem comunicar a descontinuação definitiva ou temporária de fabricação ou importação de medicamentos, com pelo menos 180 dias de antecedência, devendo assegurar o fornecimento normal do produto durante esse período. O desrespeito à norma sujeita os infratores às penalidades previstas na Lei nº 6.437/77.

ANVISA

Auto-serviço mostra-se como tendência na Saúde

O cenário está mais do que debatido e conhecido pelos gestores de saúde
 
 
De um lado, a população clama pelo acesso à saúde de qualidade como as já tão divulgadas pesquisas de opinião do último ano eleitoral. Do outro, um verdadeiro “cabo de guerra” entre os agentes do setor expõe um sistema ineficaz e à beira da falência. “Esse ciclo acabou. A rota de colisão entre prestadores e consumidores e desejos da população está em crise”, analisa o presidente do conselho da Aliança para a Saúde Populacional (Asap), Paulo Marcos Souza.
 
O executivo prevê uma verdadeira transformação para os próximos anos. “Entraremos em um novo ciclo, desregulamentado, no qual as cartas não serão dadas por hospitais ou operadoras e sim pela inovação”, vislumbra. Esta “nova era” para o sistema de saúde já tem data para acontecer. Quem afirma é o físico e especialista em gestão empresarial, Clemente Nóbrega. Ele acredita que por volta de 2021 ou 2022, ou seja, em menos de uma década, o sistema de saúde brasileiro terá absorvido as inovações que já se anunciam e terá se descentralizado em decorrência, sobretudo, da tecnologia da informação.
 
Nóbrega acredita que, ao invés de esperar uma inovação “cair do céu”, é mais fácil estudar soluções padrão já identificadas e aplicadas em outros mercados e áreas de conhecimento, assim como ensinou o engenheiro russo Geinrich Altshuller, no século passado.
 
Na década de 40, Altshuller decidiu estudar inúmeras patentes para descobrir como surgem as ideias e como os inventores chegam à invenção. Com a insistência em entender como os “outros” solucionaram os problemas, ele desenvolveu uma teoria que ficou conhecida como TRIZ (Teoria de Solução Inventiva do Problema, traduzida do russo), e descobriu que a inovação pode ser sistemática, pois existia certo padrão entre o que foi pesquisado.
 
Em outras palavras, explica Nóbrega, “alguém, em algum momento, já resolveu o problema parecido com o que temos hoje”. E basta observar os problemas ao longo da história. Henri Ford, conta o executivo, observou abatedouros de animais para conceber o modelo de linhas de montagem, pois o trabalho ficava mais produtivo quando as carcaças se moviam e os profissionais ficavam parados. “E o indiano observou a linha de montagem de Ford, para criar a clínica de oftalmologia Aravind [conhecida pelo atendimento em escala], na Índia. Não é parecido, é igual”, analisa o consultor.
 
Ao observar a tecnologia em outros mercados, segundo o especialista, é possível observar os padrões de Altshuller se repetindo. Um exemplo é o computador mainframe, que com os anos, se tornou um computador pessoal e depois passou a ter dos dados guardados em nuvem. Outro exemplo é a fotografia, antes restrita a experts, hoje é difundida no mundo no formato de selfie via smartphone.
 
“A tecnologia e a evolução das ferramentas vão descentralizar a prestação de saúde como aconteceu com a fotografia, com o mainframe e outras coisas. O que era centralizado, as forças da tecnologia fazem descentralizar”, analisa.
 
Essa migração já acontece às margens do sistema, com algumas iniciativas. Uma delas é a Minute Clinic ou Clínicas de Varejo, nos Estados Unidos. Localizadas em shopping, supermercados e farmácias, as clínicas funcionam sem agendamento e com consultas de 15 minutos. Não há médicos, apenas enfermeiras aptas a resolverem problemas simples de saúde como dor de garganta ou dor de ouvido. Há protocolos para que, no caso de identificação de uma complicação ou doença não atendida pela clínica, se encaminhe o paciente ao médico. Mas 99% dos casos são resolvidos ali.
 
Nóbrega acredita que empreendedores já observam o movimento e começam a pensar em alternativas para atender o consumidor de forma inovadora e com baixo valor. E não é apenas na inspiração das clínicas de varejo, pois celular é a ferramenta da vez. “A relação médico-paciente é necessária em algumas situações, e em outras, até o smartphone pode resolver”, diz Nóbrega. Essa é outra tendência identificada por Altshuller, o auto-serviço. Obviamente ele não teve uma grande ideia com o celular, pois morreu em 1998, mas percebeu que em algumas situações a solução virá quando o usuário conseguir resolver a situação sozinha. “A tecnologia migra para o usuário. Ao invés dele ir até a solução, a solução vai até ele”.
 
É preciso mudar

Na visão de Souza, da Asap, é preciso mudar, porque….
– Não adianta mais investimento. Basta comparar a saúde do americano que investe mais em saúde (18% do PIB) e vive menos e com menos qualidade que as pessoas em Cuba, que mesmo sendo economicamente problemática, se dedicou à qualidade da saúde da população

– A importação de médicos ou do investimento de capital estrangeiro não é o fator transformador.

– O futuro caminha para um modelo desregulamentado

– O caminho é reduzir a demanda, as consultas, exames, internações e reinternações, ou seja, investir em saúde.
 
Como será?

Na visão de Nóbrega, da Innovatrix, a mudança é irreversível, pois….
– A tecnologia vai descentralizar o sistema de saúde, assim como fez em outros setores e com outros serviços. “A inovação acontece quando a expertise migra para o não especialista”

 – O smartphone é cada vez mais uma poderosa ferramenta. Hospitais e médicos não desaparecerão, mas a tecnologia móvel ajudará a resolver problemas simples.

– Empreendedores estão trazendo inovações não regulamentadas. O conceito de clínica minuto, no qual é realizado uma consulta de 15 minutos, sem agendamento prévio já é uma realidade difundida nos Estados Unidos.
 
Saúde Business

Tomar AAS quando estiver infartando e tossir a cada dois segundos é eficaz?

Estudos mostram que o AAS é capaz de reduzir a mortalidade em até 25% em casos de infartoGrande parte das recomendações populares se mostram falsas, mas será esse o caso de tomar AAS e tossir bastante quando se percebe um infarto? Especialistas esclarecem dúvidas
 
De tempos em tempos, alguma recomendação popular intriga e a pergunta fica no ar: será que funciona? Grande parte delas é falsa e chega até a oferecer risco à saúde. Seria esse o caso da crença de muita gente de que, quando alguém perceber que está infartando, deve tomar comprimidos de ácido acetilsalicílico (AAS), começar a tossir a cada dois segundos e correr para o hospital?
 
Quando se fala do AAS, essa informação procede, sim. Os especialistas explicam que o AAS é um excelente prolongador de vida. O cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) Alexandre Soeiro conta que o medicamento é fundamental no tratamento do infarto e que diminui as taxas de mortalidade quando administrado nas doses de 200 a 300 mg (o equivalente de dois a três comprimidos de AAS infantil). “No entanto, a avaliação médica é fundamental para saber se é um infarto ou se há outro diagnóstico envolvido”, conta.
 
O cardiologista do Hospital do Coração (HCor) César Jardim explica que estudos mostraram que o AAS é capaz de reduzir a mortalidade em até 25%. “É de fato comprovado que o medicamento traz benefícios, e há clássicos estudos na literatura cardiológica que demonstram que, quando se tinha o uso do AAS na fase inicial do infarto, isso fez uma diferença de 25% na mortalidade. Foi o pontapé inicial do que está consolidado”, recomenda ele.
 
César Jardim conta que, quando um paciente chega ao pronto-socorro tendo um infarto, a primeira coisa que o médico vai fazer é realmente ministrar o AAS para essa pessoa. “É uma conduta aceita e estabelecida em qualquer hospital, em qualquer lugar do mundo. Por outro lado, precisamos ter um pouco de cuidado para o paciente usar em casa, porque ele pode achar que está tendo um infarto e não está”, conta ele, se referindo aos sinais difusos desse evento cardiovascular. “No entanto, se ele tomar AAS, não vai atrapalhar”, reflete.
 
Dosagem baixa
Nas doses de 200 a 300 mg o AAS não tem efeitos antitérmicos em adultos. “Nessa dose baixa não funciona como analgésico e antitérmico [como no caso do AAS adulto, que é de 500 mg]. É um antiagregante plaquetário. Ele muda e deixa o sangue menos viscoso”, diz Jardim.
 
Soeiro, no entanto, lembra que o AAS não deve ser consumido indiscriminadamente, já que, como qualquer medicamento, pode haver efeitos colaterais.
 
Heron Rached, cardiologista do Hospital Bandeirantes, diz que é importante que a população faça check-ups regulares para avaliar o risco de infarto. “Paciente que já infartou uma vez, tem possibilidade de ter outro infarto, então ele já faz uso da medicação [AAS]”, diz ele. “O ideal é fazer avaliação do risco, se tem diabetes, é fumante, entre outros”, recomenda.
 
Tossir e deitar
Já quando se fala da recomendação de tossir a cada dois segundos para interromper um infarto, a avaliação dos profissionais é outra: ela não procede, segundo os cardiologistas.
 
Entretanto, segundo César Jardim, em alguns casos muito específicos, forçar uma tosse poderia ajudar. “São situações específicas que só o médico percebe, como quando há alguma alteração do ritmo, em que vai ter um reflexo vagal. É uma questão muito técnica”, diz ele, ressaltando que a pessoa que está infartando não conseguirá perceber isso.
 
“O infarto pode acontecer de muitas maneiras, evoluir de formas diferentes. Alguns têm muita dor, alteração de pressão, arritmias cardíacas, uma série de situações. E, só em algumas situações específicas de alguns distúrbios do ritmo, a tosse poderia trazer algum benefício”, completa.
 
O cardiologista do Incor explica que tossir, ao menos, não fará nenhum mal a quem está infartando.
 
Se tossir não traz riscos, o mesmo não se pode falar de deitar e dormir. Os profissionais também categóricos: é proibido deitar, dormir e deixar de ir ao hospital quando se está infartando.
 
“Na verdade, o paciente não deve deitar para dormir, justamente porque deve ir ao hospital mais próximo”, brinca Alexandre Soeiro. “Quanto ao movimento de deitar em uma cama dentro do hospital, por exemplo, não existe nada relacionado a isso”, tranquiliza.

iG

Medicamento para artrite se mostra eficaz para tratar vitiligo

Paciente da Escola de Medicina de Yale tem manchas brancas bastante reduzidas em cinco meses de tratamento
 
Rio - Um medicamento originalmente desenvolvido para tratar artrite reumatoide, doença inflamatória que afeta as articulações das mãos e dos pés, é a mais recente esperança para quem sofre de vitiligo. Isso mesmo: o remédio foi capaz de restaurar a cor de uma paciente de 53 anos que tinha manchas brancas cobrindo principalmente o rosto e as mãos. O experimento foi realizado na Escola de Medicina de Yale, nos Estados Unidos, e publicado nesta quarta-feira, dia 24, na revista científica “Jama Dermatology”.
 
Conhecido como a doença que assolou o rei do pop, Michael Jackson, o vitiligo é responsável por tirar a pigmentação da pele. Os tratamentos atuais, com cremes e terapias com luz, não garantem a reversão da doença.
 
Depois de descobrir, no ano passado, que a substância chamada tofacitinib é eficaz no tratamento de perda de cabelo, o professor Brett King começou a investigar se o mesmo citrato era capaz de restaurar os efeitos do vitiligo. Para testar a hipótese, King e Brittany Craiglow, coautora da pesquisa, ministraram a substância por dois meses em uma paciente. Depois desse período, ela obteve uma repigmentação parcial no rosto, nos braços e nas mãos — as áreas em que mais tinha manchas brancas. Cinco meses depois, as partes esbranquiçadas do rosto e das mãos eram quase inexistentes, com apenas algumas manchas restantes em outras áreas do corpo. Outro bom resultado foi que o tofacitinib não causou efeitos colaterais.

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Os pesquisadores acreditam que a experiência pode representar um avanço no tratamento do vitiligo.
 
— Este pode ser um enorme passo para os pacientes nesta condição. Embora seja apenas um caso, nós antecipamos o sucesso do tratamento dessa paciente com base em nossa compreensão atual da doença e de como essa droga funciona — disse Brett King.
 
O professor de Yale afirmou que mais pesquisas serão necessárias para confirmar a segurança e a eficácia do medicamento.
 
O Globo

Inverno pode trazer riscos à saúde visual das pessoas

A queda da umidade relativa do ar costuma piorar os sintomas de quem tem a síndrome do olho seco
 
O inverno começou no último domingo (21/05) em todo o país, com a ocorrência de dias mais frios e a utilização de agasalhos por boa parte da população. A estação pode trazer risco de complicações para a saúde visual das pessoas, alertou o presidente da Comissão de Projetos Especiais da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), Marcus Safady.

Enquanto o verão é caracterizado por conjuntivites bacterianas e a primavera por conjuntivites alérgicas, no inverno a queda da umidade relativa do ar costuma piorar os sintomas de quem tem a síndrome do olho seco, ou olho ressecado, que inclui sensações de queimação, areia, embaçamento, entre outros. “Porque é uma época de umidade mais baixa, na qual as pessoas que já têm um ressecamento ocular tendem a sofrer um pouquinho mais”.

Durante a fase do inverno, Safady destacou que se a pessoa tiver que permanecer em ambientes mais agressivos, com ar condicionado muito forte, ou sujeito a vento ou poeira, é preciso tomar cuidados adicionais. O colírio, por exemplo, “que é, normalmente, uma lágrima artificial que o paciente utiliza, deve ser usado mais vezes”. Marcus Safady lembrou que em viagens de avião que duram mais de oito horas, o passageiro deve, além de beber muito líquido e lavar o rosto, pingar colírio, ou lubrificante ocular, de meia em meia hora. “São maneiras de minorar as complicações que o meio ambiente traz para o paciente com olho ressecado”.

Essa síndrome do olho seco difere de região para região do Brasil, “porque varia com a umidade do ar. Quanto menor a umidade, mais sintomas vai ter esse paciente e mais cuidados e mais frequência de uso desses colírios”, explicou. Ele acrescentou que é muito comum um paciente que tem a síndrome do olho seco equilibrada no Rio de Janeiro e se muda para Brasília ter uma piora no quadro de ressecamento ocular, além da parte respiratória, em certas épocas do ano em que a umidade cai ainda mais. “A regionalidade do problema é proporcional à umidade do ar”, enfatizou.

Safady observou que o computador também desencadeia sintomas de ressecamento ocular para uma pessoa que normalmente não tem essa síndrome. Isso é agravado se o ambiente tem ar condicionado muito frio. “Só o uso do computador, por si só, e vários estudos mostraram isso, diminui o índice de piscar, que faz a lágrima renovar e proteger o olho de maneira eficaz”.

De acordo com o oftalmologista, a gente pisca, em média, uma vez a cada seis ou dez segundos. Estudos indicam que quando a pessoa está no computador, ela chega, às vezes, a ficar 30 segundos sem piscar, com repercussões na lubrificação ocular e nos sintomas de ressecamento. A recomendação do especialista é que a pessoa procure piscar mais vezes diante do computador. A média ideal é piscar a cada dez segundos. “Ao mesmo tempo, piscar mais e instilar mais o colírio protetor. A orientação básica é essa: piscar e lubrificar”.

Safady admitiu que o uso de umidificadores em casa ou no trabalho pode ser útil durante o inverno, aumentando a umidade do ar e melhorando os sintomas da síndrome. Em relação ao uso de óculos escuros durante o inverno, disse que não há contraindicação. Os óculos protegem mais mecanicamente contra vento ou poeira, mas não proporcionam nenhuma vantagem terapêutica. A pessoa pode usar óculos escuros se a incidência de luz incomodar.

Saúde Plena

Travesseiros são importantes aliados da saúde da sua coluna

A dica principal é a de que o pescoço deve ficar paralelo à cama
 
O travesseiro não só proporciona uma boa noite de sono, como também é responsável por parte da saúde do corpo, evitando problemas na coluna.

Segundo o fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRColuna) e proprietário do ITC Vertebral, o travesseiro não deve ser muito alto nem muito baixo. “O pescoço deve ficar paralelo à cama.
 
Ao dormir de barriga pra cima, o travesseiro deve ser bem fino para preencher e ocupar a curvatura da coluna cervical. Os que dormem de lado precisam usar um modelo para apoio da cabeça, em uma altura média que se encaixe perfeitamente entre ela e o colchão, formando um ângulo de 90 graus no pescoço. Nessa posição, os joelhos deverão estar preferencialmente semiflexionados, com um travesseiro entre eles”, ensina.

Quando utilizados muito cedo, os travesseiros também podem ocasionar problemas na coluna das crianças. Por isso, o fisioterapeuta indica que seja inserido somente a partir dos 2 anos. “Até essa idade a criança está em desenvolvimento e há formação das curvaturas da coluna e não há necessidade de tanto apoio”, explica. Martins garante que independentemente do tipo de travesseiro, seja de espuma compacta ou poliuretano, espuma viscoelástica, látex, fresh, molas, plumas e penas de ganso ou de altura regulável, o mais importante é a pessoa se sentir bem.

“É fundamental preencher o espaço entre a cabeça e o colchão. O travesseiro varia de acordo com as diferenças antropométricas, como o peso corporal, altura e a circunferência abdominal de cada um. Cada pessoa prefere um tipo diferente de material, porém acredito que os de poliuretano, espuma viscoelástica e os de pena são os mais confortáveis.
 
O importante também é ficar atento ao prazo de validade, higienização e limpeza para evitar fungos”, ressalta. Entre as dicas para a compra de um bom travesseiro, Giuliano orienta optar pelo produto que oferecer maior conforto. “Peça sempre para alguém analisar sua postura quando estiver deitado de lado para perceber se o pescoço e a cabeça estão paralelos à cama. A cabeça não pode estar curvada, nem muito elevada”, conclui.
 
Saúde Plena

Síndrome do Choque Tóxico: saiba mais sobre a doença causada por uso de absorvente interno

Foto Ilustrativa/Reprodução
A modelo Lauren Wasser, de 26 anos, perdeu metade da perna direita e está processando fabricante da marca de absorvente que usava
 
Lauren Wasser é uma modelo de 26 anos que ganhou as páginas virtuais, além de revistas e jornais, não pelo reconhecimento na carreira que começou aos 2 meses quando, junto com a mãe, estampou a capa da Vogue Itália, mas sim por ter perdido metade da perna direita após contrair a Síndrome do Choque Tóxico (TSS, na sigla em inglês). O motivo seria o uso de um absorvente interno. Ela é filha de um casal de modelos e a aparência sempre foi um tema que extrapolou a vida profissional. No entanto, tudo mudou em 2012 quando ela foi internada às pressas com uma febre de 40 graus. A jovem quase morreu.
 
Quando deu entrada no hospital em 3 de outubro daquele ano, Wasser já estava com os órgãos à beira da falência e ninguém sabia dizer o que acometia a modelo até que um especialista perguntou se ela estava usando aborvente interno. Com a resposta positiva, o material foi enviado ao laboratório e exames atestaram a ocorrência da TSS. A modelo está processando o fabricante da marca de aborventes Kotex Natural Balance. A história veio à tona na semana passada após a revista Vice publicá-la.
 
Ginecologista e presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Agnaldo Lopes da Silva Filho afirma que a notícia não é motivo de alarde, mas serve como alerta. Segundo ele, a Síndrome do Choque Tóxico, descrita pela primeira vez em 1978, mas difundida na década de 80, é uma emergência médica associada à utilização de absorventes internos, mas não só, pode ter relação também com o uso de diafragma. Ambos são considerados corpo estranho e quando utilizados por muito tempo, podem propiciar a proliferação de bactérias que no caso do TSS é causada pela Staphylococcus aureus. “Essa bactéria já existe no organismo da mulher. Entretanto, quando há a proliferação de forma intensa, as toxinas são produzidas em excesso, causando a TSS. A doença é grave e pode levar a morte”.
 
O especialista salienta que antigamente os absorventes internos eram feitos de tecido sintético que, associados a produtos químicos para aumentar a absorção do fluxo menstrual, favoreciam a proliferação de bactérias e liberação de toxinas. No entanto, o médico diz que a partir da década de 80 ocorreram mudanças no padrão dos absorventes internos que atualmente são à base de algodão e sem produtos químicos. “Com a mudança, a incidência da Síndrome do Choque Tóxico diminuiu consideravelmente e hoje a relação é de um para 100 mil pessoas”, observa.
 
Para ele, o que é importante saber sobre a TSS é que, apesar de rara, ela é potencialmente grave, com repercussões muito sérias. “A taxa de mortalidade varia entre 10 a 70%”, diz.

Agnaldo Lopes da Silva Filho diz que a história de Lauren Wasser serve para chamar atenção sobre os sintomas e repetir a informação de que a troca de absorventes deve ocorrer no intervalo de quatro horas. Em entrevista à Vice, a modelo declarou que no dia anterior à internação havia trocado o absorvente três vezes, pela manhã, à tarde e à noite.

O ginecologista Agnaldo Lopes da Silva Filho afirma que os sintomas da Síndrome do Choque Tóxico são febre alta, tonteira, confusão mental, diminuição da consciência e piora repentina do estado geral.
 
Saúde Plena

Inseticida lindano causa câncer, diz OMS

Faleh Kheiber / Reuters/Arquivo
Trabalhadores carregam sacos de pesticida -
Painel de especialistas encontrou provas suficientes que conectam o produto químico à doença
 
Rio - O inseticida lindano causa câncer em humanos, afirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS) após a realização de uma avaliação. Um painel de especialistas encontrou provas suficientes que conecta o produto químico, que já foi proibido na União Europeia e nos Estados Unidos, a um câncer chamado de linfoma não-Hodgkin, conforme aponta o texto publicado na “Lancet Oncology”.
 
Lindano ainda é usado em alguns países em desenvolvimento, e compõe alguns tratamentos para piolhos e sarna utilizados em alguns países, incluindo a China, a Índia, os EUA eo Canadá.
 
O painel da Agência Internacional de Investigação do Cancro (Iarc) concluiu que outro inseticida, chamado DDT, era “provavelmente cancerígeno para os seres humanos”. A agência classificou ainda um terceiro inseticida chamado 2,4-D como possivelmente cancerígeno para os seres humanos.
 
A maioria do uso do DDT foi banido desde a década de 1970, mas a Iarc diz a exposição ao DDT ainda ocorre, principalmente através da dieta. Isso é porque o DDT e os seus produtos de degradação são altamente persistentes e podem ser encontradas no ambiente e nos animais.
 
Desde a sua introdução em 1945, 2,4-D tem sido amplamente usado para o controle de ervas daninhas na agricultura, silvicultura e configurações urbanas e residenciais. A população em geral pode ser exposta a 2,4-D através de alimentos, água, poeira, ou durante a pulverização, afirmou o Iarc.
 
No Brasil
Em junho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) particiou da reunião da Iarc para discutir o risco carcinogênico de alguns inseticidas organoclorados e herbicidas clorofenoxi para humanos. Entre os produtos, estavam o DDT, o Lindano e o agrotóxico 2,4-D.
 
Os inseticidas DDT e Lindano não possuem mais autorização de uso no Brasil. O DDT teve sua autorização cancelada para uso agrícolano Brasil em1985. O uso foi proibido em campanhas de saúde pública em 1998. Já o Lindano já foi reavaliado pela agência e teve todos os seus usos proibidos no Brasil em 2006.
 
O herbicida 2,4-D está autorizado em todo do mundo e foi o segundo ingrediente ativo de agrotóxico mais vendido no Brasil em 2013, de acordo com dados do Ibama. O produto está em processo de reavaliação pela Anvisa.
 
O Globo

Hospital do Paraná desenvolve novo medicamento para artrite

medicamento artrite 24066Novo fármaco pode ser usado por via oral

Um estudo sobre a artrite reumatóide foi realizado com a participação de pesquisador do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), além de outros três centros de estudos do Brasil.
 
O chefe da especialidade de reumatologia do CHC e professor da UFPR, Sebastião Cezar Radominski, vêm pesquisando um novo medicamento para a artrite reumatoide no Centro de Estudos em Reumatologia desde 2005.
 
“A pesquisa desenvolveu um medicamento inovador, de uma nova classe terapêutica (anti-JAK3), o tofacitinibe, que age bloqueando a sinalização para a inflamação agora dentro do núcleo das células, reduzindo a progressão da doença e impedindo a destruição articular”, diz Radominski.
 
Com perfil de segurança e eficácia semelhantes aos imunobiológicos, que são administrados de forma injetável em instituições de saúde, esse novo fármaco pode ser usado por via oral, tornando o procedimento economicamente muito mais viável.
 
Após estudos de fase 3, o medicamento foi aprovado, em 2012, pelo Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e, no fim de 2014, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto, está disponível para uso no Brasil, desde maio último, por intermédio de planos de saúde e vendas em farmácia, sob prescrição médica.
 
No momento, aguarda incorporação na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em toda a rede pública. A partir das pesquisas de Radominski, o Ministério da Saúde incorporou os medicamentos abatacepte, golimumabe, tocilizumabe e rituximabe contra a artrite reumatoide na tabela do SUS, em 2013.
 
Portal MEC / Guia da Pharmacia

Diretoria da Anvisa aprova regulamento sobre rotulagem de alergênicos

A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (24/6), a Resolução que trata dos requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias
 
Segundo o regulamento – que abrange alimentos e bebidas – os rótulos deverão informar a existência de 17 (dezessete)alimentos:trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas); crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas, além de látex natural.
 
Com isso, os derivados desses produtos devem trazer a informação: “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”, “Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”.
 
Já nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada dos alimentos (que é a presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, como no caso de produção ou manipulação), o rótulo deve constara declaração “Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.
 
Essas advertências, segundo a norma, devem estar agrupadas imediatamente após ou logo abaixo da lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo.
 
Os fabricantes terão 12 (doze) meses para adequar as embalagens. Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade.
 
Confira o áudio com esclarecimentos do Diretor-Relator da matéria, Renato Porto, sobre o tema.
 
ANVISA

Hospital cobra 2.400% a mais por material em SP

 Foto: Gustavo José Moretti / vc repórter
Foto: Gustavo José Moretti
Leitor comprou os equipamentos em uma loja por R$ 4,60
Filho de paciente atendida em São Carlos afirma que pagou R$ 109 por dois materiais que custariam R$ 4,60 em lojas
 
O filho de uma paciente atendida na Casa de Saúde Hospital e Maternidade São Carlos, no interior de São Paulo, acusou o local de cobrar preços abusivos por equipamentos utilizados no pronto-socorro da unidade. O leitor Gustavo José Moretti afirmou que pagou R$ 109 por dois materiais que custariam R$ 4,60 em lojas, no total.
 
Gustavo levou a mãe ao hospital na última quinta-feira (11). Após o atendimento, ele recebeu um relatório detalhado de todas as despesas médicas e se surpreendeu ao encontrar na lista os itens “equipo macrogotas slip” e “Abocath” por R$ 50 e R$ 59, respectivamente. “O equipo nada mais é do que uma mangueira de borracha que conecta o frasco de soro até o abocath, o cateter utilizado para puncionar a veia. Como é possível cobrar R$ 109 por estes dois itens, que são descartáveis e utilizados no dia-a-dia do hospital?”, questionou.
 
Sem receber “nenhuma resposta satisfatória” da unidade, Gustavo disse ter feito uma pesquisa na internet, onde constatou que os materiais custavam R$ 1,60 e R$ 3. Inconformado, o leitor foi a uma loja especializada e comprou os dois itens por R$ 4,60.
 
“É uma diferença de, aproximadamente, 2.400%. A Casa de Saúde de São Carlos cobrou 2.400% acima do preço de mercado! A diferença de preço é absurda, é um abuso feito por este hospital.
 
Aproveitam-se de uma situação de fragilidade dos pacientes e seus parentes para cobrarem o preço que quiserem”, criticou Gustavo, que prometeu acionar judicialmente a unidade, para solicitar a devolução dos valores pagos.
 
Procurada pelo Terra , a Casa de Saúde Hospital e Maternidade São Carlos confirmou que os valores relatados por Gustavo estão corretos. A unidade explicou que utiliza a tabela Simpro, de referência nacional, para definir o valor de materiais durante o processo de cobrança dos serviços prestados em âmbito hospitalar e reforçou que o uso dela é informado aos pacientes por meio de cartazes fixados nas recepções.
 
De acordo com o hospital, “a precificação da tabela corresponde ao preço médio de aquisição, multiplicado por um fator que corresponde à remuneração pelos serviços de seleção, programação, armazenamento, distribuição, manipulação, dispensação, controle e aquisição” dos equipamentos. A Casa de Saúde explicou que a tabela “simplifica as rotinas de precificação dos hospitais e elimina eventuais erros de cálculo”.
 
A unidade se colocou à disposição de Gustavo para explicar as tabelas utilizadas para precificar o atendimento e mostrar como funciona o processo.
 
Terra

Álcool e volante: saiba que funções do corpo são afetadas

 Foto: BBC Mundo / Getty Images
Foto BBC Mundo/Getty Images
O álcool pode afetar a capacidade de direção
No Brasil, uma lei que vigora desde janeiro de 2013 acabou com a tolerância de álcool permitida a motoristas
 
Estrela da seleção chilena de futebol, Arturo Vidal foi preso na noite da última terça-feira (16) depois de bater sua Ferrari perto da capital Santiago. Segundo as autoridades, o jogador de 28 anos estava dirigindo seu carro com um nível de álcool no sangue superior ao permitido.
 
No Brasil, uma lei que vigora desde janeiro de 2013 acabou com a tolerância de álcool permitida a motoristas. Além disso, se o condutor fizer o teste do bafômetro e a concentração de álcool em seu sangue for maior do que 0,34 mg/L, pode ser preso por seis meses a três anos, além de pagar multa, e ter o direito de dirigir suspenso.
 
O álcool pode afetar a capacidade de direção e a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) dos EUA informa como diferentes quantidades no sangue interferem neste sentido.

Confira:
 
Porcentagem de concentração de álcool no sangue
0,02%
Funções visuais diminuem
Diminuição da capacidade de fazer duas coisas ao mesmo tempo
 
0,05%
Funções visuais diminuem
Diminuição da capacidade de fazer duas coisas ao mesmo tempo
 
0,08%
Diminuição da concentração
Perda de memória de curto prazo
Perda do controle da velocidade
Redução da capacidade de processar informações (capacidade de ver placas ou sinalizações)
Diminuição da percepção
 
0,10%
Redução da capacidade de ficar na mesma pista da estrada e parar corretamente
 
0,15%
Incapacidade substancial para controlar o veículo, prestar atenção às funções de direção e processar informação visual e auditiva
 
BBC Brasil / Tearra