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quarta-feira, 2 de março de 2011

Antidepressivos

Embora esta classe de medicamentos seja denominada “Antidepressivos”, os mesmos são utilizados em outras situações, além da Depressão Maior, e Distimia. São medicações utilizadas também nos seguintes quadros clínicos: Alguns outros usos dos antidepressivos além da Depressão e Distimia são: narcolepsia, Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade (TDAH) , úlcera, dor, sonambulismo, episódio depressivo do Transtorno de Humor Bipolar, agressividade no autismo, enurese, Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) , anorexia, bulimia, ansiedade de separação, terror noturno, Transtorno de Stress Pós-traumático (TEPT) , transtorno do movimento e compulsivo no autismo, Ejaculação Precoce e Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TPM). Existe mais de uma classe de antidepressivos, abordaremos a seguir: Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) Foram os primeiros antidepressivos a serem descobertos, sua história começa em 1951, quando a isoniazida e a iproniazida foram desenvolvidos como turberculostáticos, foi observado que a iproniazida melhorava o humor dos pacientes tratados para a tuberculose com esta medicação. Zeller e colaboradores descobriram em 1952 que o mecanismo de ação da iproniazida era através na inibição da enzima Monoaminoxidase. A iproniazida começou a ser utilizada em Psiquiatria em 1957, mas apresentava hepatotoxicidade e, no final da década de 50 foi desenvolvida a tranilcipromina, primeiramente como um estimulante e descongestionante nasal que acabou mostrando-se um bom antidepressivo que foi utilizado comumente até 1962, quando foi relacionado seu uso com a morte por crise hipertensiva de um paciente que havia ingerido queijo Stilton. A Monoaminoxidase é uma enzima que está presente em vários órgãos e tecidos do nosso corpo, exceto o plasma, músculos esqueléticos e hemácias. A ação desta enzima é metabolizar algumas monoaminas (por exemplo a serotonina) e catecolaminas (por exemplo, adrenalina, dopamina e noradrenalina). A monoaminoxidase pode ser do tipo A ou B. Embora eles sejam muito eficazes exigem alguns cuidados com a alimentação e quando usados em conjunto com outras medicações, não sendo considerados como fármacos de primeira linha. Quando a pessoa está utilizando um IMAO e for trocado para outro antidepressivo, o médico vai aguardar um período de aproximadamente 14 dias de intervalo, o que é conhecido como wash out. Estes fármacos aumentam os níveis dos neurotransmissores por bloquearem sua degradação, o que torna seu mecanismo de ação distinto daquele dos antidepressivos tricíclicos e dos inibidores de recaptação da serotonina (ISRS), que atuam bloqueando os transportadores dos neurotransmissores. Fármacos: Tranilcipromina (Parnate® e Stellapar®); Moclobemida (Aurorix®), Selegina (Eldepryl®) este último utilizado no tratamento da Doença de Parkinson. Conforme foi mencionado, pessoas fazendo uso de antidepressivos IMAO devem ter cuidado com a sua alimentação, pois uma substância que está presente em vários alimentos pode causar um aumento da pressão arterial quando é ingerida por alguém tomando um fármaco deste grupo. Com a moclobemida os cuidados necessários são bem menores. Antidepressivos Heterocíclicos Os antidepressivos heterocíclicos são subdivididos em antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos, conforme o núcleo de anéis benzênicos que possuem. O mecanismo de ação deste grupo de fármacos envolve os neurotransmissores sertralina, noradrenalina e dopamina. Em relação aos efeitos colaterais, estes são mediados pela ação dos fármacos nos seguintes receptores: Muscarínicos (responsáveis pela xerostomia (boca seca), xeroftlamia (olho seco), retenção urinária, aumento da pressão intra-ocular (glaucoma), ganho de peso, dificuldades sexuais. Anti-histaminérgicos (H1): ganho de peso, sonolência, hipotensão, fadiga, sedação e tontura. Anti-adrenérgicos (alfa-1): hipotensão ortostática, tontura, tremores, taquicardia. outros efeitos adversos podem ser atribuídos ao bloqueio dos canais de sódio no coração e cérebro, ocasionando convulsões e arritmias cardíaca, quando utilizado em superdosagem. Antidepressivos Tricíclicos Estes fármacos têm sua ação reconhecida desde 1957, em um estudo que abordava o efeito terapêutico da imipramina. Em 1958, Kunh pesquisando medicamentos para serem utilizados na Esquizofrenia, descobriu que a imipramina não era efetiva como antipsicótico, mas melhorava o quadro depressivo dos pacientes, a partir da imipramina, vários outros fármacos deste grupo foram desenvolvidos. Seu mecanismo de ação é o bloqueio da recaptação da serotonina e norepinefrina e, em menor grau da dopamina. Eles atuam também em outros receptores (colinérgicos, muscarínicos, histamínicos e a-adrenérgicos), em maior ou menor grau, conforme o fármaco. Os antidepressivos subdividem-se em 1) Aminas secundárias: nortriptilina e desipramina e 2) Aminas terciárias:imipramina, amitriptilina e clomipramina. Este grupo de antidepressivos apresenta uma boa ação terapêutica, no entanto algumas pessoas não toleram os seus efeitos adversos, o que os tornou uma segunda opção, após o surgimento dos Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (ISRS). Exemplos destes fármacos são a imipramina (Toranil®), amitriptilina (Tryptanol®, Amytril®), nortriptilina (Pamelor®), clomipramina (Anafranil®), Doxepina , trimipramina , desipramina (indisponível no Brasil) e protriptilina (indisponível no Brasil). Antidepressivos tetracíclicos A mianserina (Tolvon®), Maprotilina (Ludiomil®) e Mirtazapina (Remeron®). Inibidores seletivos de recaptação da serotonina – ISRS O surgimento deste tipo de antidepressivo na Psiquiatria possibilitou o uso de antidepressivos com uma resposta terapêutica tão boa quanto a obtida com os antidepressivos mais antigos, os tricíclicos, porém com bem menos efeitos adversos. Estes medicamentos agem seletivamente sobre a serotonina, aumentando sua disponibilidade na sinapse. Entre estes medicamentos encontram-se os abaixo relacionados; ao informarmos a data da aprovação pela Food and Drug Admininstration - FDA estamos fazendo referência ao uso para depressão em adultos. Fluoxetina (Prozac®, Daforin®, Psiquial®, Verotina®, Fluxene®, Fluoxa®): foi o primeio fármaco desta classe, provada pela Food and Drug Admininstration - FDA em 1987. No Brasil existe uma apresentação em comprimidos de liberação imediata e uma de liberação controlada, para ser usada semanalmente, além da forumulação líquida. Sertralina (Zoloft®, Dieloft®, Assert®, Tolrest®, Serenata®); aprovada em 1991. Citalopram (Cipramil®, Procimax®, Cittá®, Denyl®): aprovado pelo FDA em 1998. Escitalopram (Lexapro®): aprovado pelo FDA em 2002. Fluvoxamina (Luvox®): aprovada para depressão pela FDA em 1994. Foi o primeiro ISRS aprovado para uso no Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC) em crianças, em 1997. Em maio de 2008 a FDA aprovou uma forma de liberação controlada de fluvoxamina, ainda não disponível no Brasil. Paroxetina (Aropax®, Benepax®, Pondera®, Cebrilin®, Paxil®, Paxtrat®);aprovada pela FDA em 1992. Existe uma forma de liberação imediata e uma de liberação controlada Antagonista serotoninérgico / inibidores de recaptação da serotonina ASIR Nefazodona (Serzone®): retirado do mercado europeu em 2003 e dos EUA em 2004 por causar problemas hepáticos Trazodona (Donaren®): foi o primeiro desta classe a ser lançado Antidepressivo noradradrenérgico e serotoninérgico específico - ANASE Mirtazapina (Remeron®). Segundo alguns autores, este fármaco é classificado como antidepressivo tetracíclico. Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina Aumentam a disponibilidade destes dois neurotransmissores na fenda sináptica. Milnaciprano (Ixel®):em uso na europa Venlafaxina (Efexor®, Alenthus®, Venlaxin® Venlift®): aprovada pelo FDA em 1993 Desvenlafaxina (Pristiq®): aprovado FDA em maio de 2008; em breve será lançada no Brasil Duloxetina (Cymbalta®): foi aprovado para o tratamento da depressão em 2004 Inibidor da recaptação de dopamina e mais fracamente da noradrenalina: Bupropiona (Wellbutrin®, Zyban®, Zetron®, Bup®) Este fármaco também é utilizado no tratamento do tabagismo. Inibidor seletivo da recaptação da noradrenalina: Reboxetina (Prolift®) Algumas considerações devem ser feitas, quando iniciamos o uso de antidepressivos, pois sabemos que estes medicamentos podem não fazer o efeito desejado imediatamente, isto é, podem ser necessárias algumas semanas até você começar a sentir o efeito terapêutico destes fármacos. Por outro lado, estas medicações, como quaisquer outras, podem apresentar efeitos indesejados, tais como: alterações no sono (tanto sonolência quanto insônia) e no apetite (geralmente diminuição), náusea, diarréia, dor de cabeça, disfunções sexuais (diminuição do interesse por sexo, retardo de ejaculação), tremores, boca seca, visão borrada, constipação intestinal e tonturas. Discuta com seu médico a ocorrência destes efeitos, pois muitas vezes com um simples ajuste da dose, ou combinações com outras medicações é possível controlar estas reações indesejáveis. Receita: Para que você possa adquirir estes medicamentos, seu médico fornecerá uma Receita de Controle Especial, branca e em duas vias, a 1a fica com você e a 2a é retida na farmácia http://redeecce.wordpress.com/resenhas/antidepressivos/

São Paulo anuncia 203 vagas a mais na residência médica

Novo texto na MP que trata do tema libera instituições de oferecer moradia para os residentes Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo O governador Geraldo Alckmin anunciou ontem o aumento no número de vagas de residência médica no Estado de São Paulo - eram 4.848 bolsas e agora serão 5.051. Segundo Alckmin, as vagas criadas são para as especialidades médicas com maior demanda, como anestesiologia. "O critério de distribuição das bolsas seguiu a necessidade de cada especialidade dentro do Estado", disse o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri. Alckmin também oficializou o reajuste de 22% no valor da bolsa-auxílio. Esse aumento foi anunciado no dia 31 de dezembro pelo governo federal, por meio de uma medida provisória, depois de uma greve que durou quase 30 dias. Com o reajuste, o salário salta de R$ 1.916 para R$ 2.338. "Houve um aumento indiscriminado de escolas de Medicina no Brasil e não tivemos aumento nas vagas de residência médica. E a residência tem uma importância fundamental, não só para quem faz, mas para a saúde da população", disse o governador. Sem moradia. Apesar de o reajuste ter sido negociado com a Associação Nacional dos Residentes Médicos (ANRM), a medida provisória publicada pelo então presidente Lula extinguiu o artigo em que dizia que as instituições de saúde teriam de oferecer aos residentes "alimentação e alojamento no decorrer do período da residência". Pelo novo texto, a instituição de saúde que oferece a residência médica deverá fornecer "alimentação e condições adequadas para repouso e higiene pessoal durante os plantões". Para os médicos residentes, essa situação abre caminho para que as instituições deixem de oferecer moradia ou o auxílio-moradia para os residentes. Além disso, a associação teme que isso prejudique a ida de residentes para o interior. "Em nenhum momento o governo falou que retiraria a moradia da lei. Fomos pegos de surpresa com essa decisão unilateral. A nossa preocupação é que esses residentes podem ser desalojados a qualquer momento, já que as instituições vão se sentir desobrigadas de oferecer a moradia", disse Victor Fernando Soares Lima, presidente da ANRM. A Unesp informou que não possui moradia, mas oferece um auxílio de R$ 397 para os 326 médicos residentes matriculados. A Unicamp também paga uma bolsa-moradia de R$ 392 para 468 residentes matriculados. O Hospital das Clínicas da USP tem 1.184 residentes, mas não informou o número de beneficiados pela moradia. O Hospital A.C.Camargo tem 45 vagas e paga hotel para 40 residentes. O Ministério da Educação informou, por meio de assessoria, que o oferecimento de moradia não é mais obrigatório desde que a residência médica deixou de ser em dedicação exclusiva, ainda na década de 1990. Diz que a mudança do texto da lei é para deixar essa questão mais clara. O MEC estuda criar um regulamento específico para a concessão do benefício aos residentes que demonstrem real necessidade, mediante avaliação das condições socioeconômicas. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110302/not_imp686411,0.php

Sorvete de leite materno tem venda suspensa em Londres

Testes vão indicar se produto é adequado para consumo Autoridades sanitárias do Reino Unido suspenderam a venda de um polêmico sorvete feito com leite materno até que sejam concluídos testes para determinar a adequação do alimento ao consumo humano. A novidade, criada pela sorveteria Icecreamists, em Covent Garden, região no centro de Londres, vinha dividindo as opiniões entre os consumidores desde seu lançamento, em fevereiro. O Baby Gaga, como foi batizado, é produzido a partir de leite materno pasteurizado, que depois é batido com baunilha e casca de limão. Consumidores que provaram a iguaria a pedido da reportagem da BBC disseram gostar da combinação. Mas a subprefeitura da região de Westminster, onde se localiza Covent Garden, disse que recebeu duas queixas do público e foi alertada pelas autoridades de saúde sanitária e alimentar, preocupadas com a adequação do sorvete para consumo humano. Um dos conselheiros (vereadores) de Westminster, Brian Connell, do Partido Conservador, diz que, "se não for feita de maneira controlada, a venda de alimentos produzidos com os fluidos corporais de outra pessoa pode levar à transmissão de vírus e, nesse caso, hepatite". - No papel de autoridade local, apoiamos as pequenas empresas e aplaudimos ideias inovadoras sempre que possível, mas precisamos proteger a saúde dos consumidores. Sensação Desde que foi lançado, o Baby Gaga se tornou uma espécie de "sensação do mês" no campo gastronômico. Apesar do preço salgado (uma bola custava 14 libras, ou cerca de R$ 40), o doce esgotou em poucas horas. A primeira leva utilizou o leite de 15 mulheres. O proprietário da Icecreamists, Matt O'Connor, disse que a sorveteria foi contatada por cerca de 200 outras oferecendo leite materno para doação. O'Connor disse que o produto é seguro não somente porque o leite é pasteurizado, mas também porque é testado em laboratório antes de ser usado como ingrediente. – Seguimos exatamente o mesmo procedimento de quando alguém doa seu leite materno ou seu sangue para bancos de sangue ou de leite. Ao dizer que esse sorvete não é seguro, as autoridades estão dizendo também que leite materno não é seguro. Se a subprefeitura proibir [o sorvete], vou começar um protesto com as mães que já expressaram seu apoio. Você pode comprar álcool e tabaco em Westminster, mas não leite materno. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. http://noticias.r7.com/saude/noticias/sorvete-de-leite-materno-tem-venda-suspensa-em-londres-20110302.html

30% dos idosos se arriscam e tomam remédio por conta própria

Principal medicamento consumido por eles é o anti-inflamatório Estudo feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto com mil idosos revelou que 30,9% deles tomam remédios por conta própria sem a orientação de um profissional de saúde. Ao fazer isso, os idosos correm mais risco de sofrer efeitos colaterais, problemas de saúde e prejudicar a ação dos outros medicamentos. O tipo de remédio que o idoso mais consome por conta própria é o anti-inflamatório, segundo o farmacêutico André de Oliveira Baldoni, autor da pesquisa. - Eles se medicam mais por causa de dores, principalmente nos ossos ou nos músculos. Por isso, tomam muitos anti-inflamatórios e analgésicos. O maior perigo dos anti-inflamatórios, segundo Baldoni, são as interações medicamentosas. - Esses remédios aumentam a pressão arterial e podem causar úlcera gastrointestinal e problemas renais. Isso aumenta as chances de o paciente se internar. De acordo com a médica Silvia Pereira, presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), o anti-inflamatório é a droga mais perigosa para os idosos e pode levar a outro problema: a chamada “cascata da prescrição”. - Ele toma um remédio pra dor e então sente náusea. Aí ele toma um pra náusea, mas sente o fígado. Daí ele tomo outro remédio. E por aí vai. Para diminuir essa quantidade de remédios, Silvia afirma que os idosos precisam procurar alternativas. Para dor, por exemplo, uma compressa de água quente pode ser melhor que um anti-inflamatório. Se a pessoa tem pressão alta, é melhor evitar sal, o álcool e perder peso se quiser ficar longe dos remédios. Para a insônia, em vez de tomar um ansiolítico que ajude a dormir, a solução seria criar condições adequadas para o sono, que vão desde exercícios físicos até um ambiente silencioso e escuro. - Ao invés de tomar remédio, procure algumas alternativas. Mas há casos em que não é possível ficar sem remédio. Por isso, o melhor sempre é procurar um médico especialista. Segundo o médico geriatra Clineu Almada Filho, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), os remédios sempre podem ser questionados. Mas existem dois pilares de sucesso que não mudam: estar dentro de peso adequado e manter atividade física regular. - Os exercícios melhoram o rendimento cardíaco, a oxigenação dos tecidos, a capacidade pulmonar, libera endorfina (que causa bem-estar), diminui tecido gorduroso e melhora a massa muscular. http://noticias.r7.com/saude/noticias/30-dos-idosos-se-arriscam-e-tomam-remedio-por-conta-propria-20110205.html

Mais de 80% da população mundial não tem acesso a remédios para dor

10% da população mundial tem acesso a 90% dos remédios no planeta Mais de 80% da população mundial precisa de remédios para aliviar a dor. No entanto, por não ter acesso a eles, essas pessoas sofrem com dores desnecessariamente. A informação é do relatório anual da JIFE (Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes) 2010, publicado nesta quarta-feira (2). O documento mostra ainda que 90% das substâncias lícitas são consumidas por 10% da população mundial, que se concentra em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e algumas nações da Europa, diz Hamid Ghodse, presidente da JIFE. Em muitos países da África, Ásia e algumas partes da América, o acesso a entorpecentes e a substâncias psicotrópicas para fins terapêuticos é escasso ou nulo. De acordo com a junta, existe matéria-prima suficiente para atender às necessidades de toda a população mundial por analgésicos. No entanto, existem vários fatores que impedem o acesso a esses medicamentos. Apesar de o preço ser considerado um dos principais obstáculos para o acesso a esses medicamentos, existem fórmulas de baixo custo que têm sido distribuídas em vários países de modo eficaz, como no Brasil, o que, segundo a junta, mostra que as barreiras econômicas podem ser superadas. Medidas para conter abuso no uso de analgésicos No relatório, o órgão chama a atenção de todos os governos também para o problema do uso indevido de analgésicos, que em alguns países têm ultrapassado os níveis de abuso de drogas ilícitas. Para diminuir os índices, a junta recomenda certas políticas que tendem a afetar a disponibilidade de substâncias para fins médicos e científicos, dando, como exemplo, a compilação de dados estatísticos sobre as necessidades de drogas lícitas, legislação, educação e capacitação, sistemas de fiscalização nacional e prevenção do desvio e do abuso de substâncias. Certos fatores, no entanto, são verdadeiros obstáculos para oferta de medicamentos, entre eles, a formação deficiente de profissionais de saúde, a falta de regulamentação, as dificuldades de distribuição e a ausência de uma política de saúde integral e inclusiva que abarque o tratamento da dor, problemas apontados pelo relatório. Uma saída para melhorar esse quadro seria avançar os sistemas de fiscalização de drogas que podem ajudar a assegurar o abastecimento suficiente de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas para fins médicos e científicos e, ao mesmo tempo, evitar o seu uso inapropriado e abusos. http://noticias.r7.com/saude/noticias/mais-de-80-da-populacao-mundial-nao-tem-acesso-a-remedios-para-dor-20110302.html

Cinco hospitais são avaliados pela Accreditation Canada

por Saúde Business Web 02/03/2011 Nos próximos dias, Casa de Saúde, Barra D'Or, Quinta D'Or, Vita Curitiba e Santa Catarina serão visitados por auditores internacionais Profissionais de saúde da Accreditation Canada estarão nos próximos dias avaliando cinco hospitais Brasileiros com o intuito de validar as boas práticas assistenciais, a qualidade do atendimento e a segurança do paciente. Este processo voluntário é utilizado pelas entidades para implementação de melhorias contínuas e internacionalização de seus conceitos. A Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, passa pela primeira vez por esta auditoria. Já os Hospitais Barra D"Or e Quinta D"Or, do Rio de Janeiro, Vita Curitiba, do Paraná e Hospital Santa Catarina, em São Paulo, estão tentando recertificação pela Accreditation Canada. Esta avaliação internacional é periódica e com validade de três anos. A Accreditation Canada é uma organização sem fins lucrativos de reconhecimento internacional, que foca a segurança do paciente como sua metodologia central de avaliação. No Brasil, definiu uma Joint Venture com o IQG - Health Services Accreditation, que prepara as Instituições para a avaliação. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76330

Ministério amplia rede do SAMU/192 com 24 ambulâncias

por Saúde Business Web 01/03/2011 Total do repasse que o governo federal vai destinar para a manutenção dos veículos será de R$ 3,6 milhões por ano O Ministério da Saúde habilitou 24 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU/192), ampliando a assistência em urgência e emergência em seis estados do país: Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A estratégia é reforçar a rede de atendimento pré-hospitalar para desafogar a demanda nas portas dos hospitais. Os 24 municípios beneficiados com as unidades do SAMU/192 passam a receber o incentivo de R$ 12,5 mil por mês, para a manutenção de cada um dos veículos doados pelo Ministério, conforme portaria publicada no Diário oficial da União nesta segunda-feira (28). O total do repasse que o governo federal vai destinar para a manutenção dessas ambulâncias será de R$ 3,6 milhões por ano. O investimento na compra dos veículos, que já são entregues equipados, foi de R$ 2,94 milhões. Segundo comunicado do Ministério, a transferência dos valores se dá diretamente do Fundo Nacional de Saúde para os respectivos fundos municipais de saúde. Todas as unidades são de Suporte Básico, sendo que 11 serão destinadas para o Rio Grande do Sul, seis para Santa Catarina, três para Goiás, duas para Alagoas, uma para Pernambuco e outra para Mato Grosso. As Unidades de Suporte Básico (USB) são equipadas com oxímetro portátil, desfibrilador externo automático e aspirador. Confira a lista dos municípios beneficiados: Dom Pedrito/RS Fraiburgo/SC Gravataí/RS São Carlos/SC Piratini/RS Meleiro/SC São Gabriel/RS Águas Mornas/SC Serafina Corrêa/RS Itapoá/SC Taquari/RS Catalão/GO Rodeio Bonito/RS Doverlândia/GO São Francisco de Paula/RS Piranhas/GO São José do Ouro/ RS Joaquim Gomes/AL São Sepé/RS Coruripe/AL Trindade do Sul/RS Ibirajuba/PE Santa Cecília/SC Campo Verde/MT http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76328

Estudo avalia doenças crônicas em usuários de planos de saúde

por Agência Fiocruz Renata Moehlecke 01/03/2011 Segundo pesquisadores, resultados visam estabelecer medidas de promoção e prevenção e subsídios para elaboração de programas de saúde As informações sobre usuários de planos de saúde no Brasil ainda são dispersas e não sistemáticas no Brasil, o que faz com que dados sobre fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) sejam difíceis de serem compilados. Com base no fato de que essas enfermidades são responsáveis por mais de 60% das mortes no país e no mundo, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade de São Paulo (USP) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) analisaram informações coletadas por inquérito telefônico com mais de 54 mil moradores de 27 capitais de estados brasileiros, que visava descrever o acesso a exames de diagnóstico e prevenção de DCNT entre beneficiários de planos de saúde. Os resultados apontaram que os homens cobertos por planos tem maior probabilidade de diagnóstico de dislipidemia (elevação das taxas de lipídeos no sangue) e as mulheres de realização de mamografia e de citologia oncótica (mais conhecido como Papanicolau). A cobertura por planos de saúde também tende a ser maior com a idade (chega a 51,2% em maiores de 60 anos) e cresce em quase três vezes com o aumento da escolaridade, passando de 27,1% entre aqueles que estudaram até oito anos para 80,7% naqueles com 12 ou mais anos de estudos "Esta pesquisa vem agregar dados sobre usuários de planos de saúde, população pouco estudada, dada a dificuldade de obtenção de informações", comentam os pesquisadores em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz. "Os resultados são essenciais para estabelecer medidas de promoção e prevenção e subsídios para elaboração de programas de saúde". Segundo os estudiosos, 41,8% dos consultados possuem plano de saúde, sendo as capitais do Sudeste e do Sul as que apresentam mais beneficiários e as do Norte e Nordeste menos. A cobertura também tende a ser maior com a idade (chega a 51,2% em maiores de 60 anos) e cresce em quase três vezes com o aumento da escolaridade, passando de 27,1% entre aqueles que estudaram até oito anos para 80,7% naqueles com 12 ou mais anos de estudos. "Na avaliação de realização de exames preventivos em mulheres cobertas por planos de saúde, a cobertura de mamografia, pelo menos uma vez nos últimos dois anos, entre aquelas com 50 a 69 anos de idade, foi de 83,6%, e de citologia oncológica, pelo menos uma vez nos últimos três anos entre aquelas com 25 a 59 anos de idade, atingiu 88,7%", afirmam os pesquisadores. "Quanto ao diagnóstico médico prévio autoreferido de hipertensão arterial, dislipidemia, osteoporose e asma, as mulheres apresentam maior frequência do que os homens. No que se refere à avaliação do estado de saúde como ruim, as mulheres também apresentam maior frequência". No que se refere a comparações com mulheres que não possuem planos de saúde, as coberturas de mamografia e de citologia oncótica foram maiores entre as que possuem e, quanto à autoreferência de diagnóstico médico de doenças, apenas o de dislipidemia foi relatado entre as beneficiárias de planos. "As demais doenças apresentaram frequências semelhantes, assim como a referência a saúde ruim", dizem os estudiosos. Além disso, eles acrescentam que, no caso dos homens, beneficiários de planos de saúde apresentam maior probabilidade de diagnóstico de dislipidemia, não havendo diferenças para as demais variáveis". "O rastreamento de exames preventivos é um indicador da qualidade de oferta dos cuidados de saúde oferecidos tanto pelo setor público como por planos de saúde, tornando-se importante monitorá-los como forma de avaliação de desempenho dos serviços", destacam os pesquisadores. "O presente estudo pode subestimar as prevalências de diagnósticos autoreferidos (hipertensão, diabetes, osteoporose, dislipidemia, asma e outros), pois a pesquisa reflete diagnósticos médicos prévios e, portanto, a oferta de serviços".

Ministério reformula o Cartão Nacional de Saúde

por Agência Fiocruz Raquel Júnia 01/03/2011 Pesquisadores comentam sobre as possibilidades do cadastro e se perguntam: qual deve ser a função dessa política? Quando se pensa em Cartão SUS, várias possibilidades de funções podem ser identificadas: criar um cadastro para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), um número de identificação nacional, uma base de dados unificada sobre a população, facilitar a entrada no sistema de saúde, entre outras. O Cartão Nacional de Saúde, popularmente conhecido como Cartão SUS, foi instituído em 1996 e colocado em prática por meio de um projeto piloto em 1999. Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), a política está sendo reformulada, de modo a possibilitar a integração e a comunicação dos sistemas públicos de saúde (União, estados e municípios). Há, no entanto, de acordo com especialistas, várias questões a serem consideradas. Segundo o Ministério da Saúde, existem hoje 144 milhões de cadastros no Cartão SUS. E a estimativa é de que 80% dos brasileiros, portanto 150 milhões de pessoas, sejam usuários do SUS. Entretanto, a proposta é que o cartão seja expedido para a totalidade da população brasileira, já que o sistema de saúde do país é universal. Apesar de já haver muitos cadastros de usuários desde que o sistema começou a ser implementado, inicialmente em 44 municípios, o MS explicou, no entanto, via assessoria de imprensa, que este número de 144 milhões precisa ser "limpado", já que possivelmente há cadastrados que já faleceram e usuários que podem ter sido identificados mais de uma vez. "O Ministério da Saúde está trabalhando para a consolidação efetiva do Cartão Nacional de Saúde. Em uma primeira etapa, o projeto prevê que o Ministério da Saúde desenvolva um sistema que possa receber informações das redes existentes em outros estados e municípios. Isso permitirá consolidar as informações nacionais sobre pacientes e atendimentos realizados no país. A próxima etapa seria a implementação de recursos de gestão e prontuário eletrônico, que permitem o acompanhamento do estado de saúde do cidadão e, por exemplo, avaliação das equipes e unidades de saúde em atuação", informou o Ministério, por meio de uma nota à imprensa. Vários sistemas Acompanhar o estado de saúde do cidadão, como pretende o Cartão SUS, é de fato uma lacuna na história do registro sobre a vida dos brasileiros. É esta a análise da professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Arlinda Moreno. Ela explica que historicamente, no país, foi criada uma série de base de dados dos mais diferentes indicadores - por exemplo, dos fatores de mortalidade da população ou das internações hospitalares -, mas que não há um acompanhamento da trajetória de saúde de cada indivíduo. "Como o aparato de tecnologia da informação não era muito forte, nós fomos construindo no Brasil uma série de diferentes bases de dados de acordo com o que se queria rastrear. Isso fez com que não tivéssemos um acompanhamento do cidadão no seu ciclo de vida. É possível fazer perfis de determinados seguimentos, como internação, atendimento na atenção básica, por exemplo, mas não sabemos a trajetória dos sujeitos", afirma. Para resolver esse problema, segundo Arlinda, é preciso integrar as diversas bases de dados. E para isso, a pesquisadora ressalta que a dificuldade é justamente ter o chamado identificador unívoco, que pode fazer com que essas várias bases de dados se confluam e forneçam em um único local informações sobre os usuários. A necessidade de ser "unívoco" refere-se justamente ao fato de que o identificador não pode gerar ambiguidades nem ser o mesmo para mais de uma pessoa. Além disso, uma pessoa não pode ter mais de um identificador que reúna o conjunto das informações sobre ela. O coordenador do Observatório de Tecnologias em Informação e Comunicação em Sistemas e Serviços de Saúde (Otics) e professor do bacharelado em saúde coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alcindo Ferla, salienta que a tradição brasileira de vários sistemas diferentes, apesar de ter ajudado muito o país a conhecer vários dados, acaba se tornando um problema nos processos de trabalho. "Em um atendimento ambulatorial corriqueiro, temos diversos sistemas de saúde que usam informações desses atendimentos. Se os trabalhadores daquele serviço se ocupassem de responder a todos os sistemas, nós teríamos uma sobrecarga maior no registro da informação do que exatamente no atendimento ao usuário", reforça. Outro problema, de acordo com Ferla, é a falta de padrões que esses sistemas usam tanto de tecnologia como de representação da informação, que sobrecarrega o trabalho e dificulta a integração das bases de dados. Ele usa como exemplo o quesito ‘idade do usuário": "alguns sistemas de informação registram a data de nascimento do usuário, outros registram a idade em anos. Mas se o paciente estiver sendo atendido na véspera do aniversário, no dia seguinte a informação estará desatualizada. Isso parece um detalhe bobo, mas pode colocar o usuário numa outra faixa etária e isso é significativo para o planejamento das políticas de saúde", exemplifica. A 12ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 2003, reforçou a necessidade de que fossem colocadas em prática pelos gestores políticas de informação. A plenária final da Conferência aprovou, entre outras propostas, a urgência de "garantir, nas três esferas de governo, com definição de prazos, a compatibilização, interface e modernização dos sistemas de informação do SUS e o aperfeiçoamento da integração e articulação com os sistemas e bases de dados de interesse para a saúde". A partir da 12ª Conferencia, o MS deu prosseguimento à construção da Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS), que também inclui o cartão SUS entre as iniciativas a serem potencializadas. Arlinda ressalta, no entanto, que a política não foi totalmente efetivada. "Essa política teve entraves, não foi muito bem cuidada e nem decolou da maneira como deveria. Mas há uma série de questões atreladas a ela, como, por exemplo, a qualificação de pessoal para trabalhar com tecnologias de informação e com as possibilidades de criação e geração de novos sistemas abertos, de software livre. Isso raramente é contemplado", comenta. Para Ferla, o Cartão SUS pode cumprir o papel de unificar os sistemas de informação, desde que seja entendido como um cadastro. O professor explica que quando foi criado, o cartão tinha um enfoque muito mais tecnológico do que cadastral. "O que acontecia é que ele era colocado como mais um sistema de informação, então, no projeto piloto, começou-se a reescrever todos os sistemas de informação. Ao invés de integrar as bases existentes, o cartão criava outra base de dados. Por isso, é central que ele seja um cadastro, um conjunto de atributos que identificam inequivocamente o indivíduo. Com isso é possível simplificar muito os processos de trabalho", diz. Para ele, é preciso fugir da "armadilha" que o projeto piloto criou com a escolha de modelos de tecnologia e equipamentos pré-determinados, inclusive atrelados a empresas fornecedoras. Ferla considera que deve ser dada ao município a autonomia para escolher o modelo no qual desenvolverá a proposta, desde que o gestor garanta que o mesmo padrão de representação da informação e de tecnologia para compor a base de informação sejam seguidos. O professor critica também a importância dada na época à política não como um cadastro, mas ao formato do próprio cartão como objeto - se teria ou não chip, por exemplo. "Não interessa muito qual o formato, pode ser papel com código de barras, tarja magnética, ou mesmo chip, porque na verdade o que precisa conter nesse documento é um código numérico que identifique esse indivíduo", ressalta. A EPSJV buscou mais informações sobre a reformulação do Cartão SUS junto ao MS, entretanto, a assessoria respondeu que no momento não há mais detalhes sobre o assunto porque a política está sendo reformulada. A nota enviada pela assessoria diz apenas que "a ideia é instituir um cartão com um número nacional de identificação do usuário e que contenha outras informações básicas. Para tanto, é preciso aperfeiçoar a plataforma tecnológica, possibilitando a integração e a comunicação dos sistemas públicos de saúde (União, estados e municípios). Esta política de integração é fundamental para a prestação de um atendimento de qualidade dentro de um sistema universal como o SUS". Ressarcimento a estados e municípios Em visita a Piauí, no início de fevereiro, o ministro da Saúde afirmou que o estado poderia ser o primeiro a ter uma política de potencialização do cadastro de usuários, com o Cartão SUS. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria de saúde do estado, o Piauí seria muito beneficiado com o cartão já que, dessa forma, seria possível identificar quais os usuários da rede pública de saúde do Piauí são provenientes de outros estados. Isso faria com que o estado recebesse recursos a mais por estar atendendo pessoas de outras regiões, como do Maranhão, Ceará e Bahia, de onde provêm muitos usuários do SUS de Piauí. Para Ferla, o cadastro pode cumprir também esta função e se configura como uma boa forma de avaliar se determinado município está de fato cumprindo a sua função na saúde. "Os municípios que têm atenção básica ruim - e a atenção básica é a obrigação de todos os municípios - geram uma demanda para os atendimentos de urgência e emergência muito maior e para casos que são contornáveis na atenção básica. E o município que tem atendimento melhor acaba tendo uma demanda maior de usuários. Dessa forma, é possível também avaliar como está o serviço no município", detalha. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76316

OMS alerta sobre o perigo das superbactérias

por Saúde Business Web 01/03/2011 Combate à resistência antimicrobiana será tema do Dia Mundial da Saúde deste ano A resistência ocorre quando os microorganismos - bactérias, vírus, fungos e parasitas - se tornam resistentes à maior parte dos remédios usados nos tratamentos -chamados de superbactérias. De acordo com a OMS, os microorganismos resistentes não são um problema novo, porém estão se tornando perigoso e ameaçam vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos. As infecções causadas por esses microorganismos deixam as pessoas doentes por mais tempo e elevam o risco de morte. Dados da OMS indicam o surgimento de 440 mil casos de tuberculose resistentes no mundo a cada ano e cerca de 150 mil pessoas morrem. "Esta é uma grande preocupação porque uma infecção resistente pode matar, pode se espalhar para os outros e impõe custos enormes para a sociedade". Dasa oferece diagnóstico definitivo para superbactéria A organização alerta que o aumento de casos está relacionado ao uso indiscriminado de medicamentos - principalmente antibióticos, abandono de tratamentos, prescrições erradas, remédios de baixa qualidade e também falta de controle e empenho por parte dos governos. No Dia Mundial da Saúde, a OMS lançará uma política com seis pontos para o controle da resistência antimicrobiana e apelará aos países e autoridades de saúde para que a adotem. Para conter os microorganismos resistentes, a Anvisa determinou a venda de antibióticos nas farmácias e drogarias de todo o país somente com a apresentação de duas vias da receita médica, com o objetivo de restringir a automedicação. Uma via é retida pelo estabelecimento e a outra é devolvida ao paciente. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76305

Farmacoeconomia - Quimioterapia oral: expectativa e dilema

Em levantamento recente, a ser apresentado em evento de Farmacoeconomia neste ano, identificamos 71 demandas judiciais envolvendo fornecimento de quimioterapia oral. De uma lado a operadora segue as determinações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que desobriga a cobertura de remédios para uso no domicílio e do outro lado o paciente entende que contratou um plano de saúde que cobre quimioterapia independente da via de acesso. Em um tempo em que estes remédios custam 5 dígitos por mês, a briga após indeferimento é inevitável. Aí entra o judiciário. Das 71 demandas judiciais sobre o tema, todas favoreceram o reclamante, com as mais diversas teses. Com perdão do trocadilho: quimioterapia oral está descendo goela a baixo. Na contra-mão da maioria dos debatedores da área da saúde, eu não acredito que a interferência do judiciário seja totalmente maléfica. A postura de muitos juízes em privilegiar a justiça social em detrimento ao contatos firmados legitimamente pode ser vista com indignação pelo prejudicado mas não deixa de ser uma forma de provocar busca de soluções práticas e aperfeiçoamento do método. Os dados são do IPEA: 78% de chance do juiz optar por uma solução socialmente adequada ao invés de seguir somente contratos. Este número aumenta se o juiz tiver menos de 40 anos. Defendo a idéia de que as mudanças gerenciais devem seguir o ritmo intenso que a medicina experimenta. Devemos ser criativos, ágeis e geniais. É uma forma de crescimento. O que não dá para aceitar é que as instituições de saúde insistam em adotar as mesmas técnicas que não funcionam. Negar cobertura e ter todas as solicitações contestadas é “trocar de bolso, mas não trocar de calça”. Entendo claramente que temos que ter uma contrato como parâmetro para nossos cálculos atuariais e manter o preço de um plano de saúde acessível. Mas não tem dado certo neste item específico. Vamos usar este modelo para testar novas fórmulas de negócio e relação paciente, prestador, fornecedor e pagador (vou insistindo com o termo investidores da saúde suplementar)? Pode ser uma boa oportunidade. Vamos criar regras para definir prioridade? Uma lista de custo-efetividade comparativa pode ser interessante para listarmos o que deve ser incorporado antes. Se estima que R$ 0,35 a R$ 0,50 per capita por mês pode suprir as necessidades de incorporação de quimioterapia oral (já considerando que alguns medicamentos parenterais deixam de ser usados pela substituição). Resta saber o que acontece com este número após entrada no mercado de novos remédios e se as instituições tem caixa e estão dispostas a alocar recursos para esta área. A adoção de programas de acesso a quimioterapia oral é uma forma de controlarmos este ambiente, dentro de rigor científico, cálculos atuarias pertinentes e regulação sofisticada. É uma tarefa e projeto no qual os auditores, prestadores, fornecedores e operadoras devem trabalhar em conjunto. postado por Stephen Stefani http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=215

Como proceder frente à alegação de erro médico?

Erros acontecem, mas não se prevenir... No dia a dia do exercício da medicina, existem inúmeras situações que podem levar um tratamento para terrenos não desejados – fatores ambientais, orgânicos do paciente ou mesmo do próprio médico, envolvendo aí o conhecimento e influência de questões técnicas e humanas, como o cansaço e o estresse. É claro que errar é humano. Mas quando o erro do médico viola direito e causa dano ao paciente, este deve ser indenizado por aquele. O médico deve evitar ações judiciais, muitas vezes quase intermináveis, arrastadas por anos a fio. E, se não for possível evitá-las, deve ao menos ter condições de provar o escorreito exercício da medicina. Vamos às definições: Ocorre o erro médico quando este profissional no exercício da sua profissão e de modo voluntário causa dano ao paciente, por intermédio de conduta numa das três modalidades: negligência, imprudência e imperícia. Em breves palavras a negligência é a omissão, a imprudência é a inexistência de cautela, a atitude precipitada e, por fim, a imperícia é a falta de conhecimento técnico. A relação médico-paciente é uma relação de consumo disciplinada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Portanto, o médico, além de observar o Código de Ética e normatização do CFM, também tem que conhecer o CDC e a Constituição Federal. Infelizmente, diante da correria cotidiana, muitos médicos não têm tempo para uma análise mais detida da normatização da sua profissão, nem mesmo o que é mais relevante. Mas esta situação não é causa excludente de responsabilidade. E isso, por vezes, traz enorme prejuízo à sua defesa frente à alegação de erro médico perante o judiciário, com consequência cível e/ou criminal ou, ainda, eticamente junto ao CRM. O médico não tem a obrigação de curar, mas sim de agir com zelo, prudência, diligência, atenção, boa técnica, entre outros, na relação com o paciente. Daí ser considerada, juridicamente, uma obrigação de meio. Há exceção, como por exemplo, no caso de cirurgia plástica embelezadora, em que a obrigação do médico é considerada de resultado, vez que ele assume o compromisso do resultado eficaz. Não basta o profissional ter a convicção de que agiu corretamente, vale dizer, de acordo com o que preceitua a ciência médica e com os meios disponíveis, é fundamental ter provas da retidão desta conduta. Até porque o CDC permite ao juiz, observados os requisitos legais, a inversão do ônus probatório em favor do consumidor. Em bom português: não é o paciente que tem que provar que o médico errou, mas sim o médico que deve provar que não houve erro. E esta prova é feita de várias formas, a exemplo da documental, pericial e testemunhal. Cabe destaque para o prontuário do paciente, que é um documento legal e obrigatório. Nele, o médico apresentará subsídios ao julgador para a sua absolvição ou condenação. Daí a fundamental importância quanto ao seu preenchimento, iniciando com uma completa anamnese, a letra legível, anotação dos exames solicitados e o resultado deles. Enfim, tudo até a alta do paciente, nos exatos termos da Resolução CFM 1.638/02. Outro documento igualmente importante é o Termo de Consentimento Informado, cuja ausência não caracterizará erro médico no sentido estrito, mas poderá levar a uma sanção administrativa e condenação criminal e civil. Ele deverá integrar o prontuário do paciente. Será verificado no decorrer do processo se existe ou não o elo entre o alegado ato ilícito praticado pelo médico e o dano que o paciente diz ter sofrido, vale dizer, a chamada relação de causa e efeito (nexo causal). E os documentos acima mencionados serão base para perícia avaliar a correção ou não dos atos médicos, ao lado de outros elementos de prova. Aqui fica o alerta: não basta ser um bom profissional, isso não o livrará de uma acusação ou mesmo condenação oriunda de erro médico. Tem que fazer a sua parte nesta relação jurídica de modo a atender a legislação e, em especial, documentar os atos praticados para que se consiga provar em juízo ou perante o CRM que não houve erro médico. Uma frase? Atender a legislação é a melhor forma de se prevenir. postado por Verônica Cordeiro da Rocha http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=242