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terça-feira, 20 de setembro de 2011

É grave o estado de jovem que percorreu hospitais em busca de atendimento

Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo
Familiares de Gabriel aguardam notícias do rapaz
em frente ao Hospital Municipal Salgado Filho
Rapaz caiu de uma altura de cinco metros enquanto consertava uma antena em sua casa

É grave o estado de saúde do rapaz de 21 anos que caiu na tarde segunda-feira (19) da laje de sua casa, em Xerém, na Baixada Fluminense. Gabriel Paulino dos Santos de Sales peregrinou por cinco unidades, por aproximadamente sete horas, até conseguir internação no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro.

O rapaz caiu de uma altura de cerca de cinco metros enquanto consertava uma antena de internet. Segundo familiares, ele bateu com a cabeça e foi levado para o posto de saúde de Xerém. De lá, seguiu para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna.

Como não foi atendido, levaram a vítima para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio. A entrada do paciente não teria sido aceita e, de lá, ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro da capital fluminense.

Novamente rejeitado, segundo parentes, Gabriel foi encaminhado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte do Rio. Ele teria feito exames na unidade, mas seguiu para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, onde finalmente foi internado.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o rapaz sofreu politraumatismo. Ele está consciente e deve ser operado nesta terça-feira. Em nota, a secretaria informou que não consta no sistema de regulação qualquer solicitação de internação para o rapaz. “Apesar de não ter sido avisada antes, a Prefeitura do Rio, por meio do Hospital Municipal Salgado Filho, acolheu e está tratando do paciente”, informa o comunicado.

Segundo a nota, um paciente só pode ser transferido sob orientação da central de regulação. Fora destas condições, há o risco de não ter lugar para a vítima. Procurada pela reportagem do iG, a Secretaria Estadual de Saúde não se manifestou sobre o ocorrido.

Fonte IG

Download: Vocabulário Controlado de Formas Farmacêuticas, Vias de Administração e Embalagens de Medicamentos


A Anvisa divulgou, em 7 de abril, o Vocabulário Controlado de Formas Farmacêuticas, Vias de Administração e Embalagens de Medicamentos. A publicação está disponível no portal da Agência, no link “Medicamentos”.

O livreto contém a padronização das nomenclaturas e conceitos relacionados às formas farmacêuticas, vias de administração e embalagens de medicamentos para serem utilizados como referência primária, principalmente no registro e pós-registro de medicamentos.

Outro aspecto importante são as abreviações das características técnicas, muito utilizadas em publicações oficiais. Quando não seguem um padrão, essas abreviações constituem um obstáculo para a comunicação.

Os conceitos e nomenclaturas também devem ser empregados  nas bulas e rótulos, nos sistemas de informações, na certificação de Boas Práticas de Fabricação e em outras atividades que exigem informações padronizadas. A falta de padronização dificulta a classificação correta dos medicamentos e o entendimento comum.

Fonte ANVISA

Download: Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde


A Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no País, sua concepção, o equacionamento da geração, do armazenamento, da coleta até a disposição final, têm sido um constante desafio colocado aos municípios e à sociedade. A existência de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos é fundamental para disciplinar a gestão integrada, contribuindo para mudança dos padrões de produção e consumo no país, melhoria da qualidade ambiental e das condições de vida da população, assim como para a implementação mais eficaz da Política Nacional do Meio Ambiente e da Política Nacional de Recursos Hídricos, com destaque aos seus fortes componentes democráticos, descentralizadores e participativos. A preocupação com a questão ambiental torna o gerenciamento de resíduos um processo de extrema importância na preservação da qualidade da saúde e do meio ambiente.

A gestão integrada de resíduos deve priorizar a não geração, a minimização da geração e o reaproveitamento dos resíduos, a fim de evitar os efeitos negativos sobre o meio ambiente e a saúde pública. A prevenção da geração de resíduos deve ser considerada tanto no âmbito das indústrias como também no âmbito de projetos e processos produtivos, baseada na análise do ciclo de vida dos produtos e na produção limpa para buscar o desenvolvimento sustentável. Além disso, as políticas públicas de desenvolvimento nacional e regional devem incorporar uma visão mais pró-ativa com a adoção da avaliação ambiental estratégica e o desenvolvimento de novos indicadores ambientais que permitam monitorar a evolução da eco-eficiência da sociedade. É importante, ainda, identificar ferramentas ou tecnologias de base socioambiental relacionadas ao desenvolvimento sustentável e responsabilidade total, bem como às tendências de códigos voluntários setoriais e políticas públicas emergentes nos países desenvolvidos, relacionados à visão sistêmica de produção e gestão integrada de resíduos sólidos.

Com relação aos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), é importante salientar que das 149.000 toneladas de resíduos residenciais e comerciais geradas diariamente, apenas uma fração inferior a 2% é composta por RSS e, destes, apenas 10 a 25% necessitam de cuidados especiais. Portanto, a implantação de processos de segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua fonte e no momento de sua geração conduz certamente à minimização de resíduos, em especial àqueles que requerem um tratamento prévio à disposição final. Nos resíduos onde predominam os riscos biológicos, deve-se considerar o conceito de cadeia de transmissibilidade de doenças, que envolve características do agente agressor, tais como capacidade de sobrevivência, virulência, concentração e resistência, da porta de entrada do agente às condições de defesas naturais do receptor.

Considerando esses conceitos, foram publicadas as Resoluções RDC ANVISA no 306/04 e CONAMA no 358/05 que dispõem, respectivamente, sobre o gerenciamento interno e externo dos RSS. Dentre os vários pontos importantes das resoluções destaca-se a importância dada à segregação na fonte, à orientação para os resíduos que necessitam de tratamento e à possibilidade de solução diferenciada para disposição final, desde que aprovada pelos Órgãos de Meio Ambiente, Limpeza Urbana e de Saúde. Embora essas resoluções sejam de responsabilidades dos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, ambos hegemônicos em seus conceitos, refletem a integração e a transversalidade no desenvolvimento de trabalhos complexos e urgentes.

Dentes do siso: o que fazer?

Inclusão Horizontal
Nem sempre é preciso extrair

Dentes do siso são os últimos molares de cada lado dos maxilares. São também os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 16 e 20 anos de idade.

Como os dentes do siso são os últimos dentes permanentes a aparecer, geralmente não há espaço suficiente em sua boca para acomodá-los. Isto pode fazer com que os dentes do siso fiquem inclusos - dentes presos embaixo do tecido gengival por outros dentes ou osso. Se os dentes estão inclusos, pode ocorrer inchaço ou flacidez.

Os dentes do siso que erupcionam apenas parcialmente ou nascem mal posicionados também podem causar apinhamento e outros problemas.

Como os dentes removidos antes dos 20 anos de idade têm raízes em menor estágio de desenvolvimento e causam menos complicações, recomenda-se que as pessoas entre 16 e 19 anos tenham seus dentes do siso examinados para verificar se precisam ser removidos.

Como são extraídos os dentes do siso?
A extração se faz de forma rotineira. Seu dentista pode recomendar anestesia geral ou local. Após a extração do dente (ou dentes), você precisará morder suavemente um pedaço de gaze durante 30 a 45 minutos após deixar o consultório, para estancar qualquer sangramento que possa ocorrer

Você poderá sentir um pouco de dor ou inchaço, mas que passará naturalmente após alguns dias; no entanto, você deverá ligar para seu dentista se houver dor prolongada ou intensa, inchaço, sangramento ou febre.

A extração dos dentes do siso devido ao apinhamento ou fato de estarem inclusos no osso maxilar não afeta a sua mordida ou a sua saúde bucal no futuro.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2010 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

Fonte Minha Vida

Prótese de mama não é solução para flacidez

Outros procedimentos cirúrgicos garantem firmeza dos seios

O Brasil é um dos países que mais realiza cirurgias plásticas no mundo e a Mastoplastia de Aumento, ou Prótese de Mama, é a cirurgia mais comum feita entre as mulheres hoje em dia. Isto porque os padrões de beleza atuais ditam que a mulher, ao contrário de antes, deve ter seios maiores. Então a prótese de mama é a cirurgia mais indicada.

O problema ainda é a falta de informação, pois ter seios perfeitos não se resume somente ao aumento do mesmo com próteses de silicone. Existem outras duas cirurgias plásticas de mama que muitas vezes são fundamentais para a obtenção de uma estética mamária adequada.

Muitas mulheres com seios flácidos acabam achando que a colocação da prótese de silicone acabará com todos os seus problemas. Mero engano. Isso não acontece.

Próteses colocadas em mamas flácidas viram mamas grandes e flácidas depois de alguns meses, pois a função da prótese é preencher um tecido vazio e, se existe flacidez, é necessário que a mulher faça primeiro uma Mastopexia (nome da cirurgia plástica indicada para levantar seios flácidos), cuja função é a retirada da pele excedente para promover o levantamento das mamas. Neste caso, se ela ainda desejar, a prótese pode ser colocada no mesmo ato cirúrgico ou depois, ficando a critério do médico e da paciente.

Outra cirurgia plástica para mamas bem comum é a Mastoplastia Redutora, indicada para a redução das mamas. Geralmente esta cirurgia, quando indicada, além de melhorar o aspecto estético da mama, também previne problemas causados por mamas muito grandes.

Felizmente, as cicatrizes ficam bem disfarçadas nos três tipos de cirurgias e o custo delas gira em torno de R$6.000,00 a R$15.000,00.

Qualquer mulher, mesmo acima do peso, pode fazer a Mastopexia, mas se houver grande perda de peso depois a mama pode cair novamente. No caso de gravidez, para quem fez a Mastoplastia de Aumento, os cuidados são os mesmos e na amamentação ela também não será prejudicada, pois a prótese é colocada por baixo da glândula mamária ou do músculo.

Quanto ao volume, este é discutido e escolhido no consultório. São avaliados altura, largura do tórax e peso da paciente de forma que a nova mama entre em harmonia com o restante do corpo. É muito comum chegarem para a consulta desejando um volume semelhante ao da amiga, que ficou bom, mas nem sempre cairá bem em outro corpo.

Em todas estas cirurgias é utilizada a anestesia local com sedação assistida. O pós operatório geralmente não é dolorido, desde que a paciente obedeça as instruções médicas, principalmente no que tange à movimentação dos braços nos primeiros dias. Eventualmente poderá ocorrer dor, que facilmente cederá com os analgésicos receitados.

Certamente a satisfação física e emocional de um paciente que passa por essas cirurgias vale todo esforço, pois o modo com que o paciente passará a encarar a vida, a confiança e a auto-estima que ele terá depois do procedimento, não tem preço! O importante é procurar uma boa clínica e um cirurgião plástico capacitado e com experiência para que o resultado seja satisfatório.

Fonte Minha Vida

Saiba mais sobre implantes dentários

O que são implantes dentários?
Implantes dentários são suportes ou estruturas de metal posicionadas cirurgicamente no osso maxilar abaixo da gengiva. Uma vez colocados, permitem ao dentista montar dentes substitutos sobre eles.

Como funcionam os implantes dentários?
Por serem integrados ao osso, os implantes oferecem um suporte estável para os dentes artificiais. Dentaduras parciais e próteses montadas sobre implantes não escorregarão nem mudarão de posição na boca, um grande benefício durante a alimentação ou a fala.

Esta segurança ajuda as dentaduras parciais e pontes, assim como coroas individuais colocadas sobre implantes, que proporcionam uma situação mais natural do que pontes ou dentaduras convencionais.

Para algumas pessoas, as próteses e dentaduras comuns são simplesmente desconfortáveis ou até inviáveis, devido a pontos doloridos, ápices alveolares pouco pronunciados ou aparelhos.

Além disso, as pontes comuns devem ser ligadas aos dentes em ambos os lados do espaço deixado pelo dente ausente. Uma vantagem dos implantes é não ser necessário preparar ou desgastar um dente natural para apoiar os novos dentes substitutos no lugar.

Para receber um implante, é preciso que você tenha gengivas saudáveis e ossos adequados para sustentá-lo. Você também deve comprometer-se a manter estas estruturas saudáveis.

Uma higiene bucal meticulosa e visitas regulares ao dentista são essenciais para o sucesso a longo prazo de seus implantes.

Os implantes são, em geral, mais caros que outros métodos de substituição de dentes e a maioria dos convênios não cobre seus custos. A Associação Dentária Americana considera seguros dois tipos de implantes. São eles:

Implantes ósseo integrado: estes são implantados cirurgicamente diretamente no osso maxilar.
Uma vez cicatrizada a região da gengiva que o circunda, uma segunda cirurgia é necessária para conectar um pino ao implante original.

Finalmente, um dente artificial (ou dentes) é conectado ao pino, individualmente, ou agrupado em uma prótese fixa ou dentadura.

Implantes subperiósticos: consistem numa estrutura metálica que é encaixada sobre o maxilar bem abaixo do tecido da gengiva. Assim que a gengiva cicatriza, a armação torna-se fixa ao maxilar.

Pinos, que são ligados à armação, projetam-se através da gengiva. Assim como no implante ósseo integrado, dentes artificiais são, então, encaixados nos pinos.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2010 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

Fonte Minha Vida

Consumir líquidos melhora o rendimento da malhação

Água é a melhor opção por não conter açúcares ou conservantes

Todo mundo deveria beber, em média, dois litros de água por dia para se manter hidratado. A recomendação, que muita gente não segue à risca, deve ser lei para quem pratica exercícios físicos. Isso porque o organismo precisa repor a grande quantidade de líquidos que perde pela transpiração."A água é responsável por 70% do funcionamento do nosso corpo. Se a pessoa não toma líquidos, tem o rendimento prejudicado, principalmente em relação à contração muscular, que necessitamos o tempo todo quando nos exercitamos", explica o preparador físico e treinador do sistema de treinamento Core 360º Rodrigo Assi.

Líquidos devem ser consumidos antes, durante e depois da malhação. Durante o treino, Assi recomenda a ingestão de 500 ml no total. A cada meia hora de exercício, pelo menos, é importante fazer uma pausa para se hidratar um pouco. "Mas é preciso maneirar na quantidade para não ter nenhum tipo de desconforto e continuar no pique", orienta o especialista.

Segundo Assi, os dois litros recomendados por dia devem ser divididos em quatro porções de 500 ml, sendo duas de manhã, uma de tarde e uma de noite. Esse volume não precisa ser necessariamente de água pura. Chás, sucos e isotônicos podem ser consumidos. Refrigerantes devem ficar de fora.

A água é sempre a melhor opção de líquido, já que não possui açúcares, corantes, conservantes ou outros aditivos químicos. Pura, a água auxilia na regulação da temperatura do corpo, elimina toxinas por meio da urina e da transpiração e faz a distribuição correta de nutrientes pelo organismo.

Os chás têm quase o mesmo efeito da água, desde que não sejam adoçados. Os sucos naturais, além de refrescarem e hidratarem, fornecem nutrientes presentes nas frutas, mas contém calorias, o que deve ser levado em consideração se você está em uma dieta de emagrecimento. Os sucos em caixinha normalmente possuem muito açúcar e gordura, ingredientes que podem ser evitados com as versões light.

Bebidas isotônicas: consuma com moderação
Os isotônicos, desenvolvidos especificamente para repor líquidos e sais minerais perdidos com a transpiração durante um exercício com carga intensa, devem ser consumidos com parcimônia. Um estudo da Universidade Estadual da Paraíba descobriu que a ingestão dessas bebidas pode prejudicar o esmalte dos dentes, causando cáries e aumentando a sensibilidade dentária.

O fisiologista do esporte da Universidade Federal de São Paulo Raul Santo diz que, em excesso, os isotônicos também dificultam a perda de peso, sobrecarregam os rins, contribuem para o aumento da pressão sanguínea e podem agravar algumas doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Por outro lado, de acordo com Santo, essas bebidas são ricas em sódio, potássio, cálcio e fósforo, nutrientes que favorecem o funcionamento das células e deixam o indivíduo com mais energia, tirando a sensação de cansaço. Mas é importante ressaltar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda que bebidas isotônicas sejam consumidas apenas por atletas, depois de atividades físicas pesadas, ou indicadas por um especialista.

Fonte Minha Vida

Tubarões podem esconder chave no combate a vírus da febre amarela e da hepatite

Substância produzida pelo fígado do animal controla infecções

Os tubarões são criaturas primitivas, mas seus corpos produzem uma substância sofisticada que demonstra ter características promissoras no combate a um amplo leque de vírus que atacam os seres humanos, da hepatite à febre amarela, informaram cientistas em um estudo divulgado nesta segunda-feira (19).

O composto, denominado esqualamina, foi descoberto em 1993, mas o estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academies of Sciences, é o primeiro a explorar seu potencial uso contra vírus humanos.

Os cientistas testaram a esqualamina, produzida a partir do fígado do cação-espinho ('Squalus acanthias'), em laboratório e em cobaias. Eles descobriram que a substância inibe ou controla infecções virais e em alguns casos pareceu curar os animais dos males que sofriam.

A esqualamina foi sintetizada em laboratório em 1995 e não é mais extraída dos tubarões.

O projeto começou quando o chefe das pesquisas, Michael Zasloff, professor de cirurgia e pediatria do Centro Médido da Universidade de Georgetown, enviou amostras de esqualamina a uma série de laboratórios ao redor dos Estados Unidos para teste.

As culturas de tecido mostraram que a substância é capaz de "inibir a infecção de células humanas de vasos sanguíneos pelo vírus da dengue e de células do fígado de se infectarem com hepapite B e D", destacou o estudo.

Pesquisas feitas em animais demonstraram que o composto controlou a febre amarela, o vírus da encefalite equina oriental e o citomegalovírus murino, um tipo de vírus herpes que afeta roedores.

- É, claramente, uma droga promissora, e diferente em seu mecanismo de ação e estrutura química, de qualquer outra substância atualmente investigada para tratar infecções virais.

- Nós ainda não otimizamos a dose de esqualamina em quaisquer dos modelos animais que estudamos e, assim, ainda não conhecemos os benefícios máximos terapêuticos e protetores que podem ser ativados nestes sistemas.

- Mas estamos suficientemente convencidos da promessa da esqualamina como agente antiviral e por isso pretendemos levar este composto aos humanos.

A esqualamina é segura para uso em humanos e tem sido considerada uma ferramenta em potencial para combater o câncer e doenças oculares. Alguns testes clínicos para este fim estão em andamento.

- Em alguns dos testes iniciais, a esqualamina demonstrou uma atividade significativa e promissora, tanto em algumas formas de câncer quanto na retinopatia diabética.

O cientista descobriu a esqualamina em 1993 e também é conhecido por suas pesquisas sobre as propriedades antibióticas naturais da pele do sapo.

Fonte R7

Instituição recomenda 150 minutos de exercícios por semana

American College of Sports Medicine diz que atividade deve ter intensidade moderada

A ACSM (American College of Sports Medicine) divulgou uma nova recomendação para o meio médico. Segundo o órgão, os adultos devem cumprir uma rotina de 150 minutos de exercícios físicos por semana. Eles devem ter intensidade moderada.

Veja o que a ACSM recomenda em termos de exercício:

Exercício cardiorrespiratório
Cinco dias por semana deve ser feito exercício de intensidade moderada por 30 a 60 minutos ou 20 a 60 minutos de intensidade vigorosa durante três dias na semana.

Exercício de resistência
Cada grupo muscular deve ser treinado duas ou três vezes por semana usando uma variedade de exercícios e equipamentos.

Exercícios de flexibilidade
O alongamento deve ser feito pelo menos duas ou três dias por semana para melhorar a amplitude do movimento.

Exercício neuromotor
Exercícios para desenvolver as habilidades motoras como equilíbrio, agilidade, coordenação e marcha previnem a função física e a prevenção de quedas em idosos.

Fonte R7

Pesquisa mostra que só 2% dos infartados sabem reconhecer os sintomas

Aperto no peito, dor no braço esquerdo e suor em excessos são os principais indícios

Apenas 2% das pessoas que sofreram um infarto afirmam que souberam identificar os sintomas. Os clássicos são aperto no peito espalhando para o braço esquerdo, suor em excesso e perda da consciência.

A conclusão é de uma pesquisa do Datafolha em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cardiologia baseada em 600 entrevistas com pessoas que já sofrem infarto.

Quem possui problemas cardíacos, é diabético, obeso ou leva uma vida sedentária têm sempre mais chances de sofrer um infarto. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Uma pessoa é considerada hipertensa quando a pressão é igual ou superior a 14 por 9.

De acordo com o coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo Abrahão, nem sempre é fácil reconhecer a situação. Para ele, a melhor opção é ligar para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no número 192.

- Os profissionais do Samu chegam ao local, com a ambulância, e conseguem fazer o atendimento e o tratamento precoce também.

As unidades do serviço também estão sendo equipadas com o tele-eletrocardiograma que transmite por celular as informações cardíacas do paciente. Uma parceira com o Hcor (Hospital do Coração) permite a leitura e o envio de diagnóstico em instantes.

A enquete da SBC foi, realizada entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, em seis capitais (de SP, RJ, PR, BA, PA e GO)

Como evitar?
Um quarto da população brasileira tem pressão alta, segundo o Ministério da Saúde. A proporção de hipertensos é maior entre as mulheres. Mas o problema pode ser evitado com a mudança de hábitos alimentares.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Hipertensão do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio, diminuir o consumo de sal é a principal medida a ser tomada.

- A quantidade de sal recomendada é seis gramas por dia, o equivalente a quatro colheres rasas de café.

Outra mudança importante é escolher melhor o que comer. Essa atitude é essencial para evitar problemas de saúde e não pesa no bolso. Basta preferir saladas e legumes e usar outros tipos de tempero como azeite e vinagre para dar sabor aos alimentos. Também evitar guloseimas doces, que também são ricas em sal.

Rosa ressalta ainda que a hipertensão sem tratamento pode levar a pessoa a um acidente vascular cerebral ou infarto.

Fonte R7

Indenização por erro médico.

O prazo para prescrição do pedido de indenização por erro médico se inicia na data em que o paciente toma conhecimento da lesão, e não a data em que o profissional comete o ilícito.

A decisão é da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu a uma vítima de erro médico paulista a possibilidade de pleitear indenização por uma cirurgia realizada em 1979.

A paciente teve ciência da falha profissional 15 anos depois. Ela se submeteu a uma cesariana em janeiro de 1979 e, em 1995, foi informada de que havia uma agulha cirúrgica em seu abdômen. A descoberta foi feita a partir da solicitação de exames radiográficos para avaliar o deslocamento dos rins em decorrência de uma queda sofrida. Até então, ela afirma que nada sentia. Porém, em 2000, em razão de dores no corpo, teve a recomendação de extrair a agulha.

O relator no STJ, ministro João Otávio de Noronha, esclareceu que à situação deve-se aplicar o princípio da "actio nata" - ou seja, prazo prescricional para propor ação de indenização é contado a partir do conhecimento do fato.

Fonte: Valor Econômico

Anvisa lança site que dá dicas de saúde para viajantes de cruzeiros

Diarreia foi a principal doença que acometeu os passageiros, na última temporada, de acordo com levantamento do órgãoEssa notícia é para quem está planejando fazer um cruzeiro. Na última semana, a Anvisa lançou um hotsite com dicas de saúde para quem quer viajar em navios.

— Como a temporada de cruzeiros começa em outubro, é importante que a população consulte o site para conhecer medidas que podem evitar contaminações por doenças durante a viagem — afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.

A diarreia foi a principal doença que acometeu os passageiros, na última temporada, e acordo com levantamento do órgão. Para evitar o problema, a agência indica que as pessoas lavem as mãos com água e sabão, que consumam água tratada e evitem utilizar gelo de procedência desconhecida. Álvares ainda lembra que é preciso evitar o consumo de frutos do mar, leite e derivado e ovos crus, além de frutas e verduras com cascas danificadas enquanto estiver viajando.

No caso de doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos, a dica é utilizar roupas que protejam contra picadas de insetos, como camisas de mangas compridas, calças e sapatos fechados. Além disso, é importante aplicar repelentes nas áreas expostas.

— O viajante também deve dar preferência a locais de hospedagem com ar-condicionado e que utilizem telas de proteção nas janelas ou mosquiteiro sobre a cama — orienta o diretor.

Veja outras dicas parar evitar transtornos de saúde durante a viagem:

:: Se você é portador de alguma doença, consulte seu médico antes de viajar;

:: No caso de precisar de medicamento, tenha a prescrição médica sempre com você;

:: Lembre-se de adquirir medicamentos suficientes para toda viagem;

:: Mantenha as vacinas em dia;

:: Se você ficar doente dentro da embarcação, comunique o fato à equipe de bordo;

:: Evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes;

:: Após a viagem, caso apresente febre ou outros sintomas, procure um serviço de saúde e informe as regiões que visitou.

Fonte Zero Hora

Pesquisa gaúcha confirma que carne vermelha não faz mal à saúde cardíaca

Novas constatações devem mudar posicionamento dos médicos, mas especialistas alertam que é preciso cuidar com o excesso de gordura que o alimento pode ter

Uma pesquisa realizada no Instituto de Cardiologia do Estado traz boas notícias para os gaúchos que comemoram nesta terça-feira o 20 de setembro e não abrem mão de um bom churrasco. Ela comprovou que a carne vermelha não altera os níveis de colesterol e da pressão arterial. O estudo coordenado pelo médico Iran Castro confirma levantamentos já realizados na Ásia, Europa e EUA e foi apresentado neste fim de semana no 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia, na Capital.

Os resultados dos recentes trabalhos científicos coincidem com a posição do médico norte-americano Kevin Croce, professor da Universidade de Harvard, que participou de uma conferência no evento tratando sobre verdades e mitos relacionados à carne vermelha. As novas constatações devem levar a um reposicionamento dos cardiologistas em relação à recomendação sobre o consumo do alimento.

Até então, os especialistas costumavam indicar aos pacientes uma redução drástica da carne e a sua substituição por carnes brancas e peixe. Contudo, apesar das novas constatações, ainda há um alerta: a carne vermelha realmente traz benefícios ao organismo — sendo fonte de proteína, de ômega 3, vitamina B12, niacina, zinco e ferro —, mas é necessário cuidar com o excesso de gordura que o alimento pode conter.

— O que sabemos agora é que a carne magra, isto é, aquela da qual se retira a gordura visível, as tirinhas brancas (como o contrafilé, por exemplo) não aumenta o risco cardíaco — explica Iran Castro.

Segundo o cardiologista, não é preciso limitar o consumo do filé, da picanha ou mesmo do lombo de porco, porém, em compensação, fica praticamente vedado o consumo dos embutidos, salsichas, linguiças e mortadela que, em razão do excesso de sal como conservante, aumentam sensivelmente a hipertensão a qual, a longo prazo, leva ao infarto e ao derrame, o AVC.

Além disso, as carnes mais gordurosas, como cupim e costela, continuam contraindicadas, assim como a carne magra frita.

Boa notícia
A pesquisa apresentada no congresso foi realizada com 70 voluntários divididos em dois grupos. Um deles comeu diariamente 125 gramas de carne vermelha de gado criado em pasto e o outro grupo comeu a mesma quantidade de carne de gado confinado, isto é, engordado mais rapidamente em estábulos fechados e alimentado com ração. Em um segundo momento, houve inversão dos voluntários, os que vinham comendo carne de gado estabulado passaram a ingerir carne de gado criado no pasto e vice-versa.

Os resultados indicam que o colesterol total de nenhum dos grupos se elevou até o nível de 200, considerado aceitável para pessoas sem maior risco cardíaco. O HDL, conhecido como colesterol bom, melhorou um pouco, o LDL (colesterol ruim) não sofreu alteração significativa, como também não mudou de forma estatisticamente importante o nível de triglicérides, nem a pressão arterial, nem o nível de sódio. Além disso, os dois tipos de carne levaram a resultados semelhantes nos voluntários.

Estudos internacionais
De acordo com Castro, desde 2005, as sociedades de Cardiologia dos Estados Unidos recomendam a redução do consumo de carne vermelha em prol do colesterol. No entanto, recentemente um estudo asiático revelou outro quadro.

— O estudo asiático que reviu 54 pesquisas, mostrou que a carne magra, com baixa concentração de gordura saturada, não aumenta o colesterol — diz.

Ainda segundo o médico, a carne brasileira é mais saudável neste sentido porque a gordura fica fora do bife, a seu lado, e pode ser facilmente eliminada, enquanto o gado americano produz uma carne marmorizada, na qual os filetes de gordura permeiam todo o alimento, o que o torna mais rico em gordura saturada.

Fonte Zero Hora

‘Após laudo errado, não confio mais no Sírio

A pedido de seu ginecologista, a bancária Mary Yugue fez uma mamografia porque sentia pontadas na mama esquerda. O laudo apontou uma microcalcificação na mama direita e o médico sugeriu, sem urgência, uma biópsia sem cirurgia. Três meses depois, ao fazer o procedimento, contou ao radiologista que, na verdade, sentia algo errado na mama esquerda. "Ele pediu novos testes e descobriu que eu tinha câncer na mama esquerda."

Era um tumor agressivo. E a bancária ficou revoltada com o laboratório. "Se não fosse esse radiologista, o tumor cresceria de repente e não daria tempo de tratar", diz ela, que preferiu não processar o emissor do laudo errado para se concentrar no tratamento. Foram necessárias quatro cirurgias, além de radioterapia e quimioterapia.

Maria Helena Faria de Camargo, de 51 anos, também foi vítima de um laudo errado. Ela tem osteopenia há 10 anos, que leva à diminuição da massa óssea. Em junho, passou pelo exame de densitometria óssea no Hospital Sírio-Libanês, um dos mais conceituados do País. O laudo comparava os valores de sua densitometria com um exame anterior que ela nunca havia feito no local. "É duro receber um resultado que não é o seu. Disseram que fariam um segundo laudo, mas não acredito mais."

Para o diretor técnico do Sírio-Libanês, Antonio Carlos Onofre de Lira, o que houve foi erro humano. "O exame é cadastrado pelo nome e pelo número de identificação. A checagem foi pelo nome e não pelo número, havendo risco de homônimos". Segundo ele, o laudo fornecido é correto e só a comparação com o exame anterior deve ser desconsiderada.

O advogado Gilberto Bergstein, especializado em saúde, diz que o problema não se limita a exames de imagem. E conta o caso de uma cliente que recebeu resultado positivo em um exame para anemia falciforme e, durante oito anos, foi submetida a um difícil tratamento. Foi quando outro exame revelou que ela não tinha a doença.

SAIBA MAIS
  • Recomenda-se que o paciente verifique se o laboratório tem selos de qualidade, como o fornecido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) ou pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca)


  • Cabe ao paciente informar ao laboratório qual é a queixa que motiva o exame e, quando houver, levar exames anteriores para comparação


  • Em caso de dúvidas quanto ao resultado, recomenda-se a realização de outro exame, que deve ser feito em locais indicados pelo médico que solicitou o procedimento


  • Diante da constatação de erros no laudo, o paciente pode acionar juridicamente o laboratório, o profissional responsável pelo exame ou até o convênio médico


Fonte Estadão

Tristes momentos de um PS em São Paulo

A ilha de excelência chamada São Paulo tem seus locais de tristeza profunda e desolação. Abandonados à própria sorte, jovens médicos plantonistas, meia dúzia de enfermeiros dedicados e dezenas de pacientes em estado de carência absoluta de atendimento e carinho habitam nestes dias o Pronto Socorro do Hospital São Paulo, na Vila Clementino, Zona Sul da Capital.

Espalhados em uma saleta lotada de pronto atendimento num corredor do SUS, passam horas, dias, à mercê de um serviço público capenga, desumano, doente. Que só não é pior por conta de um punhado de abnegados que insistem em medicar e socorrer no peito e na raça.

“E olha que neste final de semana até que está tranquilo”, resumiu, na noite de sábado, um funcionário ao sair da sala de sutura no meio de um corredor atulhado de gente à espera de um curativo, de um diagnóstico ou até de uma cirurgia de urgência.

Macas pelo corredor, ocupadas há dias, já têm números fixados na parede: viraram leito. Na noite de sexta-feira, um homem de idade avançada, deitado sobre uma maca bem na frente da sala de baleados, fraturados e cortados, chamava por ajuda. Com um colete imobilizando seu pescoço, estava com a bexiga cheia e não conseguia levantar-se sozinho para urinar. Era a imagem do desconforto.

No canto do corredor que dá acesso à ala do atendimento particular e convênios – onde a situação é de tranquilidade (uma internação sai por R$ 5 mil, uma cirurgia exige depósito de R$ 10 mil) -, uma mulher parece morar na maca. Atrás dela, contra a parede, uma sacola com roupas e objetos pessoais. Quieta, não reclama. Ao lado dela está o setor de atendimento de saúde mental. Mais macas, pessoas agitadas. Todo mundo no soro.

Nas paredes do PS, cartazes informam: greve no hospital. A estrutura da entidade, ligada ao Ministério da Educação, funciona precariamente na ala do SUS. Os servidores estão parados. Há dias pressionam por melhores condições de vida.

Tristes momentos da república na maior metrópole do País. Estão todos em sofrimento. Servidores irritados, jovens médicos em começo de carreira aos lamentos, e seus desamparados pacientes, que precisam do Estado brasileiro, abandonados. O Estado cobrador de impostos, mais uma vez, os deixa a todos na mão.

Fonte Estadão

Ascensão e queda da gordura na Índia

País que adora estátuas de deusas rechonchudas vê multiplicação de spas

Quando bebê, eu era esquelética; sempre fui magra quando garota e também na juventude. Era possível ver o formato da minha clavícula; meus cotovelos se destacavam e os ossos do pulso saltavam para fora. Durante todos os anos de escola, vivi complexada por causa das minhas longas pernas. Muita gente se perguntava porque eu era tão esquálida, especialmente pessoas estranhas. Minha mãe não me alimentava o suficiente? (Ela era uma cozinheira maravilhosa). Meu pai não ganhava o necessário? (Ele teve educação superior, formado em engenharia, e tinha um excelente emprego). Havia alguma coisa errada comigo? Eu era uma pessoa brilhante, feliz, saudável, mas...


Há muito tempo na Índia gordura é encarada como algo benévolo. Durante séculos, o ideal era que a estrutura óssea de uma criança ou mulher não deveria estar visível. As estátuas de deusas são bem arredondadas. Imagens do deus Krishna bebê o retratam como um boneco de pelúcia. Mesmo nos anos 70, a atriz Sridevi, conhecida carinhosamente como "coxas famosas" costumava dizer que se obrigava a comer exageradamente para "manter a imagem" - da mulher rechonchuda que os fãs conheciam e amavam.

Ser gordo na Índia sempre foi sinal de posse - como ter uma bolsa Birkin, por exemplo. Ser gordo significa que você é suficientemente rico para se permitir comer muito sem ter de se exercitar. Ser gordo significa que você é uma pessoa amada e bem cuidada; e, no final, talvez tudo isso implique em um elo entre gordura e felicidade. Inversamente, ser magro significa ser pobre - social, econômica e esteticamente.

Mas estamos em meio a uma mudança histórica na Índia. Aos poucos, ser gordo já não significa prosperidade e, sim, que você não tem tempo, dinheiro ou recursos para se manter em forma. Esta mudança pode ser uma consequência da globalização - estamos mudando a nossa percepção de beleza para nos ajustarmos a uma imagem mais ocidentalizada. Vogue e Harper"s Bazaar fazem parte de uma lista cada vez maior de revistas internacionais com edições indianas, todas promovendo o ideal de magreza imposto pela moda global.

No setor cinematográfico da Índia, os atores e atrizes deliciosamente roliços dos anos 1970 e 1980 foram substituídos por homens musculosos e mulheres esbeltas. Kareena Kapoor é sempre retratada pela mídia indiana em tons entusiásticos, embora uma crítica persista: a de ser esquelética. Ainda assim, ela é uma das atrizes mais solicitadas de Bollywood.

Nos últimos anos têm proliferado os spas para emagrecimento, repletos de anúncios com "antes e depois" e ofertas especiais. E para aqueles que não querem enfrentar a agonia das dietas e exercícios, as clínicas de lipoaspiração também estão em crescimento.

Talvez o motivo seja que o mundo chegou à conclusão de que obesidade é um problema de saúde. Nos últimos anos, uma série de estudos têm alertado consistentemente para o aumento da obesidade. Embora os pobres da Índia continuem assolados pela desnutrição e anemia, as pessoas da classe média emergente repentinamente conseguiram se permitir um estilo de vida melhor. Não precisam mais ir a pé, de bicicleta, ou usar o transporte público para o trabalho ou o mercado. Podem comer o que quiserem, incluindo "fast food" ocidental.

O problema está concentrado em segmentos da população e por diferentes razões: entre as crianças da escola particular cujos pais, ricos, dão a elas tudo o que o dinheiro pode comprar; entre os jovens profissionais, que não têm tempo para se exercitar; e entre as mulheres de meia idade que hoje podem se permitir descansar e aproveitar os frutos do seu trabalho.

Recentemente, realizou-se na Índia a Semana Nacional da Nutrição, onde o tema da obesidade foi discutido juntamente com o da desnutrição. Nesta semana, a Assembleia-Geral das Nações Unidas reúne-se para discutir a epidemia da obesidade e como ela vem alimentando outras doenças crônicas, como doenças cardíacas, diabete e câncer.

Agora, se conseguirmos mudar totalmente essa noção, rompendo definitivamente o vínculo entre gordura e prosperidade, gordura e beleza, ser gordo e ser amado - daremos os passos necessários na direção de um futuro mais saudável.

Controlando a obesidade, não vamos conseguir somente evitar muitas doenças associadas a ela, mas também redirecionar nossos recursos para outras necessidades, como a erradicação da desnutrição e da anemia. E nesse processo poderemos criar novas oportunidades de negócios, incluindo um vigoroso setor direcionado à boa forma física.

Quando uma amiga me elogiou recentemente por causa da minha aparência - eu usava saia e um top sem manga, ela usou uma frase em hindu equivalente a: "você está ótima, minha amiga. Anda fazendo ginástica?".

Eu sorri e casualmente exibi minha perna magra - quero dizer, bem torneada.

Fonte Estadão

Investimentos da indústria farmacêutica

O foco em inovação e a concorrência global levaram os grandes players do setor de life sciences (composto basicamente pela indústria farmacêutica e biotecnológica) a realizarem, em 2010, investimentos relevantes por meio de fusões e aquisições de empresas do mesmo ramo. E esse movimento tende a continuar.

A indústria farmacêutica vem determinando novas estratégias de investimento em virtude, sobretudo, da busca pelo desenvolvimento de novas substâncias e também da manutenção de participação no mercado com a expiração das patentes dos blockbusters (medicamentos líderes em vendas). Para viabilizar a produção de novas drogas e manter a liderança na venda de certos produtos, os grandes laboratórios vêm dando atenção aos investimentos nos setores de e-health (saúde eletrônica), biotecnologia e aos medicamentos similares e genéricos.

O segmento de e-health é atualmente o nicho mais inovador e desafiador, no qual as empresas buscam, em síntese, o desenvolvimento de aparelhos inteligentes para monitorar pacientes em tempo real. Para a indústria farmacêutica, investir nesse setor representaria a possibilidade de obter uma análise refinada da eficiência dos medicamentos. Essa interação também poderia fornecer registros eletrônicos que serviriam de fonte para o desenvolvimento de novos produtos. Mesmo com os entraves regulatórios e as limitações determinadas pelas políticas internas das empresas - restritivas com relação às informações pessoais de pacientes - a aquisição de participação ou o controle de empresas de e-health poderia ser um instrumento importante para garantir o acesso à produção de novos fármacos.

A biotecnologia também tem atraído o interesse de investidores da indústria farmacêutica. A engenharia genética possibilita o desenvolvimento dos biofármacos, produtos com princípio ativo geralmente produzido por bactérias transgênicas, considerados mais específicos e eficazes que os medicamentos tradicionais. Ao investir nesse ramo, os laboratórios conseguem ingressar em um nicho de mercado que desenvolve produtos complexos, de alto valor agregado e que são destinados ao tratamento de enfermidades graves, como câncer, hemofilia e AIDS. De fato, a busca por novos medicamentos com base biotecnológica já resultou em importantes aquisições, joint ventures, assim como na celebração de contratos para o licenciamento da fabricação de biofármacos ou a negociação de seus direitos de distribuição no mercado.

Uma modalidade de negócio já usual, mas que continua atraindo investimentos é o setor dos similares e genéricos. Os similares contêm o mesmo princípio ativo dos medicamentos de referência, mas não têm as mesmas propriedades farmacêuticas, característica que os diferencia dos genéricos. Estes são, efetivamente, os mecanismos mais utilizados para a manutenção da participação dos grandes laboratórios no mercado em decorrência da expiração das patentes dos seus blockbusters. Outro atrativo é que esse segmento opera geralmente por meio de sociedades de capital nacional, conhecedoras do mercado local e com redes de distribuição já estruturadas. Mesmo sendo um setor visto com certo preconceito por determinadas multinacionais farmacêuticas, os genéricos continuam atraindo investimentos em virtude da sua rentabilidade.

No primeiro semestre, diversas operações concluídas no segmento de life sciences chamaram a atenção do mercado. Destacam-se, dentre outras, as aquisições do laboratório brasileiro Bergamo pela americana Amgen, da empresa biotecnológica americana Genzyme pela francesa Sanofi-Aventis, a compra do laboratório brasileiro Mantecorp pela Hypermarcas e da fabricante de produtos ortopédicos suíça Synthes pela também americana Johnson & Johnson.

É um sinal claro de que as empresas desse setor têm adotado estratégias de negócio arrojadas e que são concluídas, principalmente, por meio de fusões ou aquisições de sociedades do mesmo segmento. Essas operações são permeadas de especificidades em matéria de regulação e geralmente precedidas por reestruturações societárias, que viabilizam a conclusão do investimento com custos administrativos reduzidos e de forma eficiente do ponto de vista tributário.

O momento econômico favorável e as novas opções de negócio tendem a aumentar ainda mais o número de operações societárias envolvendo empresas do setor de life sciences no Brasil. Este é um passo necessário para a consolidação e ampliação da posição competitiva dos grandes players desse segmento no mercado nacional, que vem prosperando no cenário mundial.

ADVOGADO ASSOCIADO DO SOUZA CESCON, BARRIEU & FLESCH ADVOGADOS

Fonte Estadão

Paulistanos criam suas leis sanitárias

Corantes sintéticos suspeitos de provocar alergias não são proibidos nas guloseimas do Brasil, mas na geladeira da blogueira Talita Ribeiro, de 24 anos, eles não entram. Agrotóxicos considerados severamente perigosos por 75 países, como o endossulfam, só vão deixar as plantações de café do País definitivamente em 2013, mas o empresário Nardi Davidsohn, de 45 anos, baniu há tempos de seu prato alimentos cultivados com pesticidas. E Fernanda Medeiros, de 39 anos, expulsou o bisfenol de casa bem antes de o País vetar a presença da substância em mamadeiras de plástico, na semana passada.

À espera de medidas mais rígidas para substâncias usadas em alimentos e cosméticos do País, paulistanos têm criado suas próprias regras sanitárias. A estratégia é uma forma de evitar compostos relacionados a problemas de saúde e vetados há décadas em outros países. “É incrível como aceitamos ser tratados como terceiro mundo, é a síndrome de ‘patinho feio’”, critica o procurador do Ministério Público Jefferson Dias, envolvido no caso do bisfenol.

Apesar do veto às mamadeiras com bisfenol, a substância continua permitida em outros artigos de plástico. Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), especialista em saúde pública e doutora em ciências médicas, Lia Giraldo Augusto acredita que o Brasil tem “um Estado extremamente permissivo, inclusive em relação aos interesses privados”. Mas diz que, muitas vezes, falta também mais organização pública, ou seja, do próprio consumidor. “As pessoas estão desprotegidas e o pior é que na maioria das vezes desconhecem os riscos porque eles são camuflados.”

Em relação ao bisfenol, Fernanda reconhece que pouco sabia sobre ele até se tornar mãe. “Quando colocam um bebê na sua mão tudo muda. Você quer dar o melhor, só pensa na saúde daquele ser”, conta ela, que só usa recipientes de vidro, cerâmica e inox desde que as filhas, de 3 e 6 anos, nasceram. Junto com outras mães, encabeçou uma campanha na web contra a substância que ganhou apoio da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e ajudou a cobrar do País uma resposta: por que o composto, proibido na Europa, na China e em vários Estados norte-americanos, tinha passe livre no País?

É também em blogs que muitas mulheres interessadas em cosméticos se encontram para compartilhar mais que tendências de beleza: há dezenas de fóruns questionando a presença de substâncias limitadas no exterior em alguns esmaltes brasileiros. O dibutilftalato, por exemplo, foi vetado na Europa na década de 1970 e ainda hoje aparece por aqui, para conferir brilho.

Para o empresário Nardi Davidsohn, de 45 anos, a ameaça maior vem dos pesticidas. “Se matam bichinhos, matam a gente também”, diz ele, que só consome orgânicos. Em junho, representantes de 75 países determinaram a restrição ao comércio de três agrotóxicos considerados “severamente perigosos” à saúde – e ainda usados no Brasil.

Coordenadora executiva do Instituto de Defesa do Consumidor, Lisa Gunn tem uma resposta para a flexibilidade brasileira. “Vai além da saúde pública, é uma questão de interesses econômicos, financeiros, políticos, governamentais”, diz. “Alguns países são bem mais atenciosos com o princípio da precaução, além de serem mais ágeis na regulamentação”, completa.

Fonte Estadão

Paciente paga caro por erro de diagnóstico

Minimizar o risco é difícil: só 5% dos mamógrafos do País contam com selo de qualidade profissional

Escolher o laboratório mais perto de casa ou do trabalho para fazer exames de imagem pode até ser mais cômodo. Mas, para minimizar o risco de erros e imprecisões nos diagnósticos, os médicos recomendam buscar unidades que tenham o selo de qualidade fornecido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR). Tarefa que não é fácil: no caso dos mamógrafos, por exemplo, apenas 5% dos 3,2 mil aparelhos do País têm o certificado.

Uma dica como essa poderia ter livrado a bancária Mary Yugue, de 42 anos, da angústia de receber um diagnóstico errado. Um falso negativo para câncer de mama quase a impediu de ser tratada a tempo. Enquanto um tumor agressivo crescia em sua mama esquerda, o laudo da mamografia emitido por um laboratório da cidade apontava apenas uma microcalcificação sem importância na mama direita.

O problema com as mamografias no País passou a chamar a atenção em 2006, após um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) constatar que 60% dos exames que chegavam à instituição, vindos tanto do SUS como de clínicas particulares, tinham problemas que prejudicavam a interpretação da imagem. "Muitos dos produtos usados no procedimento estavam vencidos, o filme era de má qualidade.

Além disso, os radiologistas eram mal treinados", conta a mastologista Rita Dardes, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participou do estudo. Havia ainda outros problemas, como defeitos na radiação e na calibragem da máquina, além de erros no posicionamento das pacientes.

Um novo estudo, feito com 53 serviços do SUS que passaram por um projeto-piloto de qualidade em mamografia entre 2007 e 2008, mostrou novos problemas: 30% deles ficaram abaixo dos padrões satisfatórios - índice três vezes maior que o porcentual de falhas tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Foi essa constatação, diz Rita, que originou o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia.

A médica observa que é um direito da paciente perguntar se o mamógrafo em que será examinada tem o selo de qualidade. E ressalta que é importante a população exigir das instituições essa garantia. Para a médica Linei Urban, coordenadora da Comissão Nacional de Qualidade em Mamografia do CBR, o grande problema da má qualidade desses exames é que a mulher passa a ter uma falsa sensação de segurança. "Se o exame não consegue diagnosticar, o tumor vai ter mais um ou dois anos para crescer e a paciente vai perder tempo, não se tratando na fase inicial."

Ultrassom e ressonâncias
O Programa de Qualidade do CBR também avalia exames de ultrassonografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada. A avaliação leva em conta tanto o equipamento quanto o profissional responsável pelo serviço.

O selo de qualidade tem validade de dois anos. Mas a adesão não é obrigatória e a avaliação não tem caráter punitivo: mesmo que o estabelecimento seja reprovado, poderá continuar funcionando. "A luta para que o certificado torne-se obrigatório, inicialmente no SUS e posteriormente na rede particular, é antiga", diz Linei.

Técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do Inca, Ronaldo Correa confirma que já existe uma proposta em avaliação no Ministério da Saúde a respeito da obrigatoriedade do selo de qualidade nos serviços de mamografia no País.

Especializado em saúde, o advogado Julius Conforti observa que, em casos como o da bancária Mary, a falha pode ser do operador do aparelho, do próprio equipamento, do especialista que emite o laudo ou do médico que solicitou o exame, ao interpretar os resultados. "Toda essa cadeia tem responsabilidade", diz. "Em termos jurídicos, até o convênio pode ser responsabilizado, já que tem o dever de escolher laboratórios idôneos", completa.

Quem cuida das mamas não é o ginecologista

Mesmo os laboratórios mais conceituados estão sujeitos a erros técnicos, de acordo com os especialistas ouvidos pelo Jornal da Tarde. Por isso, dizem eles, é importante que médicos e pacientes estejam atentos para verificar qualquer discrepância no resultado de um exame.

"Como mastologista, primeiro interpreto a mamografia e depois leio o laudo para saber se concordo", explica o médico Paulo Roberto Pirozzi, professor da Faculdade de Medicina do ABC. "Se discordar, peço para repetir em outro lugar ou solicito um exame mais acurado."

Presidente da Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), a médica Maira Caleffi alerta que o médico mais indicado para investigar qualquer questão ligada à mama é o mastologista e não o ginecologista, como muitas mulheres imaginam. "Pouca gente sabe que o mastologista é o médico das mulheres, dos homens e das crianças para tratar assuntos relacionados às mamas. No Brasil, não existe a cultura de procurar o mastologista."

De acordo com Maira, os exames das mamas têm muitas especificidades e só o mastologista é treinado para interpretá-los corretamente. "Algumas formas de câncer são muito difíceis de aparecer na imagem. O paciente sente alguma coisa, faz o exame, não aparece nada e o ginecologista confirma que não tem nada. Enquanto isso, o tumor vai crescendo."

Na opinião dela, o paciente também deve ser ativo na busca de um diagnóstico. "Caso ele sinta algum sintoma e o resultado do exame vier negativo, é importante que ele não se resigne ou aceite um laudo que não foi visto por mais de um especialista". O recomendável, diz a presidente da Femama, é verificar se o laboratório tem certificado de qualidade, como o emitido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) ou pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

FALHAS TAMBÉM TÊM A VER COM FALTA DE ESPECIALISTAS
Outro problema que também pode comprometer a qualidade de um exame feito em laboratório é a falta de patologistas no Brasil - que são os médicos responsáveis pela análise de fragmentos de tecidos com a ajuda de um microscópio.

Cabe ao patologista elaborar o laudo de um exame de papanicolau, por exemplo, ou verificar se determinado tumor é maligno ou não. Presidente da Sociedade Brasileira de Patologia, o médico Carlos Renato Mello diz que tanto nas instituições privadas como nas públicas tem aumentado muito a demanda de exames feitos por patologistas. O número de especialistas nessa área, contudo, não tem crescido na mesma proporção. "Por causa disso, existe o risco de que outros profissionais, com treinamento muito menor, passem a exercer a mesma atividade", critica.

Ninguém melhor do que o próprio médico, dizem os especialistas, para saber quais instituições clínicas trabalham com um corpo adequado de profissionais. Assim, é dever do médico indicar o melhor laboratório a seus pacientes. A afirmação é do mastologista Paulo Roberto Pirozzi, professor da Faculdade de Medicina do ABC. "O profissional não pode largar isso apenas na mão do paciente", observa.

De acordo com o mastologista, ao indicar um laboratório de sua confiança, o médico colabora com a redução da margem de erro nos resultados de exames solicitados por ele mesmo.

Fonte Estadão

Argentina promoverá lei que permite mudança de sexo

Projeto vai permitir que qualquer pessoa maior de idade realize a operação cirúrgica no sistema público de saúde e também renove a carteira de identidade

ARGENTINA - O governo da presidente Cristina Kirchner está promovendo um projeto de lei que permitirá que qualquer pessoa maior de idade na Argentina possa fazer uma operação cirúrgica para a mudança de sexo no sistema público de saúde.
O plano é que a pessoa que faça a mudança possa renovar totalmente a carteira de identidade, de forma a ostentar no documento o novo gênero sexual, além de incluir um nome modificado de acordo com sua opção de gênero.

Segundo a deputada Diana Conti, da kirchnerista Frente pela Vitória, uma sublegenda do partido Justicialista (Peronista), a mudança de sexo "passará a ser um direito".

Caso o projeto seja aprovado, para solicitar a mudança de sexo - com confidencialidade prevista - bastará apresentar declaração autenticada por um cartório. O projeto conta com o respaldo do Instituto Nacional contra a Discriminação (Inadi).

Atualmente, a pessoa que pretende mudar de sexo na Argentina precisa recorrer a um juiz, que permitirá - ou não - a alteração sexual por meios cirúrgicos. Desde a virada do século somente 50 pessoas receberam autorização na Justiça para modificação sexual.

Destas, 39 já foram operadas. Outras 11 esperam a cirurgia enquanto fazem o tratamento hormonal requerido. Além delas, uma centena de pessoas espera que a Justiça se pronuncie sobre seus pedidos para mudança de sexo.

Fonte Estadão