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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Quando a tecnologia se torna uma arma contra crianças e adolescentes

meleficio tecnologiaSociedade Brasileira de Pediatria alerta para os perigos do uso precoce e excessivo da tecnologia por crianças e adolescentes

Você já viu alguma criança portando celular, tablet ou notebook e até passando horas usando estes equipamentos? Se tratando dos adolescentes, então, é bem difícil encontrar algum que não desfrute da tecnologia. Claro, ela facilita a comunicação, inclusive com os pais, e ajuda nas pesquisas escolares, trazendo conteúdos acadêmicos e atualizados. Mas também existe muito perigo por trás desses dispositivos: prejuízos à saúde mental, física e à segurança destes usuários mirins.

A consultora de imagem Clarissa Ludovico tem um enteado e três filhos com idades de 18, 13 e 4 anos e a caçula de nove meses. Assim, ela tem vivido o impacto da tecnologia ao longo dos anos na criação dos filhos. “A preocupação é acessar o que não deve. Mas eu sou adepta e faço o uso. O de 13 e de 18 não têm nenhum controle. É com base no que a gente orienta. A de quatro anos assiste o que eu coloco, mas ela está fazendo o caminho inverso, estou lendo mais livros para ela e proibindo o uso durante viagens”, conta.

No Brasil, 80% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos usam a internet. Desses, 66% acessam a rede mundial de computadores mais de uma vez por dia, principalmente por meio de smartphones. Preste atenção nestas informações: 21% dos adolescentes já deixaram de comer ou dormir por causa da internet, 17% procuraram formas de emagrecer, 10% para machucar a si mesmo, 8% relataram formas de experimentar ou usar drogas e 7% formas de cometer suicídio. Todos estes dados são da pesquisa TIC KIDS ONLINE-Brasil 2015, feita pelo Comitê Gestor da internet e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação.

O que dizem os pediatras
Foi a partir destes dados que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um documento com recomendações para os profissionais de saúde, para pais e responsáveis e para as próprias crianças e adolescentes sobre o uso das tecnologias. Um dos principais alertas é o seguinte: a internet deixa as crianças e adolescentes “expostas numa rede totalmente incontrolável”.

O documento da SBP enumera os seguintes sintomas do uso precoce e excessivo das tecnologias:
  • Cyberbullying, transtornos de sono e alimentação, sedentarismo, problemas auditivos por uso de headphones, problemas visuais, problemas posturais e lesões de esforço repetitivo;
  • Problemas que envolvem a sexualidade, como maior vulnerabilidade à pornografia, acesso facilitado às redes de pedofilia e exploração sexual online;
  • Compra e uso de drogas;
  • Pensamentos ou gestos de autoagressão e suicídio;
  • “Brincadeiras” ou “desafios” online que podem ocasionar consequências graves, inclusive a morte.
Evelyn Eisenstein, pediatra e membro do Departamento Científico de Adolescência da SBP, chama a atenção para a ausência de controle por parte dos adultos. “Se nós somarmos os pais que nada sabem sobre o que os filhos estão fazendo ou que sabem mais ou menos do que os filhos estão fazendo nas redes sociais, nós temos quase que 52% do total. Mais do que a metade dos pais pouco sabem do que seus filhos estão acessando”, adverte.

Atenção, pais!
Para a SBP, esta é uma questão de saúde pública, pelos inúmeros sintomas apresentados, de educação, por causa da queda do rendimento escolar e de segurança. “Ao todo, 41% das crianças e adolescentes já sofreram discriminação, que são casos de violência online. Outros 42% já se encontraram com desconhecidos. Imagina o perigo! Internet e redes sociais não são uma brincadeirinha, não é uma distração”, reforça a médica e estudiosa sobre o assunto, Eisenstein.

O apelo da Sociedade Brasileira de Pediatria é para que os pais exerçam o papel de mediadores. Estas são algumas recomendações da SBP:
  • Supervisione o que os filhos acessam
  • Limite o tempo dedicado aos aparelhos
  • Impeça o uso em local isolado
  • Oriente sobre os perigos da web
  • Impeça o uso por crianças menores de dois anos.
Nas escolas, professores podem contribuir com esta tarefa. “Temos principalmente que evitar o abandono afetivo, para se beneficiar do lado positivo da tecnologia”, explica a pediatra.

Clarissa Ludovico já tinha alguma noção dos males do uso exagerado da tecnologia, mas quando soube de alguns dos sintomas apontados pela Sociedade Brasileira de Pediatria, disse que vai ficar ainda mais atenta com os filhos. “Pensando bem, é um acesso muito fácil a coisas perigosas. Agora eu vou controlar bem mais. Eu entendo que é muito sério e que tudo tem que ser controlado”.

Acesse aqui o Manual de Orientação “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Receituário digital quer acabar com erro causado por letra feia de médico

Foto: Reprodução
A letra feia do seu médico pode colocar sua saúde em risco. Isso porque o farmacêutico pode não entender o “garrancho” e entregar o medicamento errado. Ou ainda, mesmo que o remédio esteja certo, você pode tomar uma superdosagem por não entender a recomendação

No Brasil, não há dados nacionais que mostrem os problemas que os erros de prescrição podem causar. Uma lei nacional de 1973 exige que a receita seja escrita de maneira legível. O Código de Ética Médica também veda ao médico receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível. Além disso, alguns estados brasileiros, como o Mato Grosso do Sul, obrigam os médicos a digitar e imprimir as receitas.

Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), Pedro Eduardo Menegasso, a maior vítima dos problemas com as receitas médicas são os pacientes. “Muitas vezes a farmácia não consegue decifrar. Isso causa erros e prejuízos para a saúde dos pacientes. O farmacêutico que não entende a receita precisa tirar a dúvida com o médico. Mas vários não deixam contato nas receitas. Eles se recusam a, por exemplo, deixar o telefone”, afirmou. “Esse problema tem de ser resolvido no Brasil. É preciso uma regulamentação sobre esse assunto”, completou.

Uma das maneiras de resolver esse problema é a implantação do receituário digital. Uma das ferramentas disponíveis no Brasil é o Nexodata, criado pelo médico paulista Antonio Endrigo. O Nexodata trabalha em conjunto com diversos aplicativos de gestão de clínica e possibilita ao médico imprimir a receita ou enviá-la diretamente ao sistema da farmácia. Desta maneira, o paciente nem precisa de papel. Ele pode optar por receber a relação de medicamentos por SMS e solicitar os remédios no balcão da farmácia.

Ao digitar o nome do médico, o farmacêutico ou balconista já tem acesso aos medicamentos solicitados e às doses corretas, com segurança. O aplicativo existe desde janeiro deste ano e, segundo Endrigo, já é utilizado por cerca de 15 mil médicos em todo o país.

“Os erros de prescrição são difíceis de serem computados. O paciente toma remédio porque está doente. Se a doença se agrava, dificilmente vai se considerar que a culpa é do remédio. É uma questão muito séria”, disse. Para ele, as novas tecnologias ajudam a minimizar esse problema ao máximo.

O oftalmologista Rubens Belfort Neto, professor afiliado da Escola Paulista de Medicina, já utiliza o sistema. Para ele, a prescrição eletrônica acaba com o risco de fraudes. “Com a receita em papel, qualquer um pode ir em uma papelaria e mandar fazer o bloco e o carimbo. Agora, com o receituário eletrônico, existe a assinatura digital do médico, certificada pelo Conselho Regional de Medicina. Isso dá uma segurança muito maior ao paciente”, disse.

Uol

Estudo revela que milhões de pessoas sofrem por falta de acesso à morfina

Cerca de 25 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo com fortes dores que poderiam ser aliviadas, afirmam pesquisadores. Maioria dos casos ocorre nos países mais pobres

Cerca de 25 milhões de pessoas, entre eles 2,5 milhões de crianças, morrem anualmente no mundo com fortes dores que poderiam ser aliviadas com morfina, revelou um estudo publicado nesta sexta-feira (13/10) na revista médica The Lancet. O alívio da dor é negado a cerca de metade do número total de pessoas que morrem por ano.

De acordo com os pesquisadores, a grande maioria destes casos ocorre em países de baixa e média renda, que recebem menos de 4% das 299 toneladas de morfina oral distribuída no mundo. Por outro lado, a pesquisa revelou que, em nações mais ricas, é comum o abuso de analgésicos à base de ópio, principalmente nos Estados Unidos. “A desigualdade da dor é uma faca de dois gumes com muito pouco acesso a opiáceos baratos para nações pobres e abuso nas ricas”, afirmou o coautor do estudo Julio Frenk, da Universidade de Miami.

Já, em 2015, 35 milhões de doentes no mundo poderiam ter suas dores crônicas aliviadas se tivessem acesso à morfina, acrescentou o estudo. A morfina não é somente difícil de ser encontrada em países mais carentes, mas também é mais cara do que nos países desenvolvidos. Segundo o estudo, enquanto nas regiões mais pobres o valor para 10 miligramas deste tipo de substância é de cerca de 16 centavos de dólar, nas mais ricas esse preço cai para 3 centavos de dólar.

“Se todos os países tivessem acesso ao preço pago nos desenvolvidos, estimamos que o custo para enfrentar o déficit global de morfina seria de cerca de 145 milhões de dólares por ano”, afirmou o estudo. Mas o custo não é o maior impasse para o acesso a esse tipo de analgésico. Os pesquisadores constaram que o maior problema é o sistema de saúde deficitário de vários países que não oferece cuidados paliativos suficientes.

Segundo os pesquisadores, um pacote essencial de cuidados paliativos inclui medicamentos para aliviar problemas respiratórios, espasmos musculares, insuficiência hepática, complicações cardíacas, depressão e sofrimento psicológico. O estudo foi realizado por uma comissão internacional que passou três anos observando as disparidades no alívio da dor.

Terra

Mortes por trombose aumentam no Paraná, anticoncepcional é uma das causas

Entre 2014 e 2016, o número de mortes no estado por trombose aumentou 11,6%. De causas multifatoriais, a trombose exige atenção

De 2014 a 2016, o estado do Paraná registrou um aumento de 11,6% no número de mortes causadas pela trombose venosa profunda. Foram, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, 241 óbitos registrados nos últimos três anos e as causas para esse número vão do sedentarismo ao uso do anticoncepcional associado a maus hábitos.

Quando a mulher, uma das principais vítimas, associa o anticoncepcional ao cigarro, o risco para que a trombose ocorra aumenta. Sozinho, o medicamento não causa o mesmo efeito deletério, visto que boa parte dos anticoncepcionais vendidos atualmente é de baixa dosagem hormonal.

“Outro fator que aumenta o risco da trombose é o sobrepeso. Em pacientes jovens com sobrepeso, que não fazem qualquer exercício físico e nem têm hábitos de vida saudáveis, esses estão mais propensos a ter a condição, mas também a desenvolver varizes, hipertensão, diabetes, entre outras doenças crônicas”, explica José Fernando Macedo, médico especialista em angiologia, cirurgia vascular e endovascular do Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular de Curitiba.

Sem cuidados médicos, a trombose, dependendo da extensão, pode levar a uma embolia pulmonar – e, então, à morte. “Esse é o maior risco. Por isso é importante procurar o quanto antes o médico, especialmente entre quem sente dor nas pernas ou tem edemas nos membros inferiores”, reforça Macedo. Mesmo meninas que, ainda jovens, descobrem varizes nas pernas ou têm esses sintomas, é essencial que se procure o especialista. A partir da consulta, é comum que se faça uma série de exames de imagem, como ecografia e ressonâncias a fim de identificar o risco.

Gazeta do Povo