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domingo, 28 de dezembro de 2014

Vinho com atividade física ajuda coração

Estudo revela que a combinação pode melhorar o colesterol
 
O consumo moderado de vinho traz benefícios ao coração se associado a exercícios físicos, revela um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês) realizado em Barcelona entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro.

Quem associa o consumo de vinho com atividade física apresenta uma melhora nos níveis de colesterol, revelou a pesquisa. O estudo foi realizado com 146 pessoas com risco cardiovascular de leve a moderado, dessas, metade tomaram por um ano uma taça de vinho branco cinco vezes por semana, já a outra metade tomou vinho tinto nas mesmas proporções e respondia um questionário periódico sobre exercício físico.

No final da pesquisa, nenhum grupo registrou um aumento do colesterol bom, mas nos dois grupos caiu levemente o ruim. Só no grupo dos que consumiram vinho tinto houve uma diminuição do colesterol total.

O principal indicador do efeito protetor do vinho é o aumento do colesterol HDL, aquele considerado bom. Assim, pode-se concluir que nem o vinho branco, nem o tinto têm influência. O único resultado positivo neste sentido ocorreu com o grupo de pacientes que fazia mais exercício físico pelo menos duas vezes por semana. 
 
Viva Bem

Falta de legislação sobre doação de embriões congelados causa dilemas

Reprodução
Sobram questionamentos em torno do que um filho gerado dessa forma pode saber sobre seus pais genéticos
 
Chega um momento em que casais que mantêm embriões congelados precisam decidir o que fazer com eles: o descarte, a doação para a pesquisa científica ou para outras pessoas que desejam ter filhos.
 
A mulher que quer ser mãe e não tem óvulos viáveis também enfrenta um conflito: desistir do sonho, adotar uma criança ou receber o embrião de anônimos?
 
Os dois processos não dependem só das vontades das partes envolvidas, mas de uma série de questões jurídicas e regulatórias que, no caso da doação do material fecundado, formam um imbróglio legal.
 
A principal regulamentação para o tema surgiu com a Resolução Técnica do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2013, de 9 de maio de 2013, sem força de lei. Segundo o ginecologista e obstetra Adelino Amaral Silva, especializado em reprodução humana e membro da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM, essa resolução introduziu o descarte de embriões, até então não permitido pela regulamentação médica.
 
As indefinições geraram, por exemplo, dezenas de milhares de embriões abandonados em clínicas de reprodução assistida de todo o país. “Os pais desapareceram, o casal se separou e os embriões estão lá, sem destino. Não podemos descartá-los sem autorização por escrito”, explica.

Somente na clínica do especialista, ele contabiliza 135 casais com pelo menos três ou quatro embriões cada um. “São quase quinhentos abandonados. É algo sério ainda não regulamentado. O que fazer se o casal não volta e pede os embriões?, questiona o médico.
 
Segundo Natan Monsores, professor do Núcleo de Bioética da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), ajustes melhoraram a resolução brasileira. Se antigamente eram produzidos 20 ou 30 embriões, hoje esse número foi reduzido para algo em torno de três. “Todos aqueles sobressalentes e vulneráveis deixaram de existir.
 
Mas, e aqueles que foram gerados antes? Temos um depósito enorme, um acúmulo muito grande no Brasil”, confirma. O aprimoramento das técnicas e do manejo em laboratório também ajudou a limitar o número entre três e cinco, dependendo das condições de saúde da paciente.

Nos países em que as técnicas de reprodução assistida surgiram há mais tempo, alguns parâmetros legais foram traçados. Na Espanha, por exemplo, somente é permitido o congelamento de embriões durante cinco anos. Depois disso, a destruição dos embriões é obrigatória.
 
Na Dinamarca, aqueles que sobram são destruídos logo depois da fertilização, pois não há previsão da criopreservação. Portanto, os dinamarqueses nem consideram a adoção de embriões. Outros países definem que eles devem ser direcionados para fins de pesquisa, como a Bélgica e alguns estados dos Estados Unidos. A legislação alemã não permite que sejam gerados mais embriões do que aqueles que serão implantados.

“Então, não existe no mundo nada muito definido, mas há uma legislação ou um conjunto de sentenças judiciais que, na realidade, se dizem a favor da manutenção ou até da adoção. Porém, sempre vai depender do Judiciário de cada país”, afirma a advogada e especialista em direito de família e herança Ivone Zeger, autora do livro Família —perguntas e respostas.
 
Ela acredita que, no decorrer de toda a polêmica, a ciência se desenvolveu, mas o amparo legal ficou ausente. Não porque a questão deixou de ser tratada, mas por existirem uma série de lacunas e uma carência no sistema jurídico, que tem um andamento um pouco mais lento em relação a avanços científicos. Esse hiato legal é justamente o que preocupa outra advogada.
 
Dados biológicos
Flávia Cordeiro de Melo, 43 anos, adotou o embrião que gerou Pedro, hoje com 2 anos, sob esse clima de insegurança jurídica que ainda a faz questionar algumas situações que poderá viver.
 
“Tentei guardar as células embrionárias do cordão, mas não foi possível. Fico com receio de precisar de um doador para o meu filho se alguma coisa acontecer e não poder ter essa saída”, desabafa. Nesses casos — e somente neles — é possível encontrar instrumentos jurídicos para a obtenção de material genético do doador.
 
“Se houver a suspeita de algum tipo de doença ou alguma coisa que possa vir a prejudicar a vida desse indivíduo, por via judicial, obviamente, esse menor ou já maior de idade poderá solicitar daquele banco de esperma ou de gametas o dado necessário”, garante Zeger.

Porém, a advogada pondera que, muito pouco provavelmente, nos dias de hoje, a pessoa conseguirá informações de quem é a mãe ou o pai genético dele.
 
“O que é informado e está acontecendo é o fornecimento de dados biológicos do material fornecido. Nunca o nome das pessoas que doaram”, explica.
 
Se o filho quiser fazer uma busca sobre o seu passado genético, dificilmente terá os dados. Zeger conta que, no caso da adoção tradicional, é possível que a pessoa obtenha legalmente como veio ao mundo e quem são seus pais biológicos. Se existe essa possibilidade, ela é garantida pela lei. No caso de fertilização in vitro, porém, a questão tende a se complicar.

“Normalmente será alguém de um banco de gametas que não quer ter a identidade revelada. Existe uma doação e, por isso, um banco. Da mesma forma, o doador não pode rastrear o destino do material fornecido. Uma vez doado, doado está”, diz.
 
“A clínica que recebeu pode dar as informações sobre o que aconteceu, mas nada além disso. Deve haver, por parte desses locais, um contrato para que sejam resguardadas todas as partes envolvidas.”

Escolhas polêmicas
Ao ir a uma clínica de reprodução assistida buscar um sêmen, a mulher tem acesso a uma lista extensa de características dos doadores. O mesmo acontece com uma doação de óvulo, mas os detalhes tendem a ser muito menos explícitos quando a opção é pela implantação de um material já fecundado.
 
Uma das questões mais polêmicas em torno desse procedimento está justamente nas possibilidades de escolha. No Brasil é proibido fazer a opção pelo sexo do bebê, mas não há nada que fale a respeito das outras características genéticas.

"Entre os embriões doados, por exemplo, pode haver um com síndrome de Down, uma anomalia cromossômica muito incidente. O casal toparia adotar esse embrião? Do ponto de vista genético, categorizar um embrião como saudável é complicado", debate o professor de bioética da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília Natan Monsores.
 
Ele explica que algumas doenças genéticas só vão aparecer na primeira infância ou mais tardiamente e, apesar de haver ferramentas modernas para a seleção de embriões, elas ainda são incompletas e pouco acessíveis. “Entramos em um campo muito nebuloso ao falar de escolha genética, de sexo, de tentar evitar doenças nesses embriões.”

Monsores afirma que a própria descristalização — uma das etapas da implantação dos embriões no útero — já pode gerar alterações agressivas. Ele considera que o critério de viabilidade do embrião também é muito controverso e envolto em uma longa discussão técnica na literatura para a sua definição ideal. “Alguns pesquisadores tendem para um lado, outros médicos para outro e não há consenso muito preciso.”
 
Saúde Plena

Pesquisa mostra que contato materno é um poderoso remédio para os filhos

Em experimento com ratos, cientistas dos EUA constatam que a presença da genitora bloqueia a sensação de dor nos filhotes
 
O contato materno é mesmo um santo remédio. Capaz até de evitar a dor física. É o que dizem cientistas de uma instituição norte-americana.

Ao analisar as reações de filhotes de rato na presença e na ausência da genitora, eles perceberam que um grupo de genes responsáveis pela dor era menos ativo quando os bichinhos estavam acompanhados.
 
Os estudiosos acreditam que o mesmo comportamento ocorra em seres humano e que a influência da presença da mãe na atividade dessas células possa agir também no desenvolvimento do cérebro.

“Gerenciar a dor durante procedimentos médicos é um assunto de extrema importância na medicina hoje. Nosso trabalho foi projetado para entender melhor um método de redução desse problema em jovens”, explica ao Correio Regina Marie Sullivan, psiquiatra do Centro de Estudos da Criança no NYU Langone Medical Center e uma das autoras do estudo, divulgado na reunião deste ano da Sociedade de Neurociência, em Washington.
 
Os cientistas concentraram-se em reações genéticas no tecido da amígdala, estrutura cerebral responsável pelo processamento de reações como o medo e o prazer. Descobriram que pelo menos 100 genes responsáveis pela sensação de dor eram menos ativos em filhotes quando estavam perto da mãe.
 
“O que esse experimento nos mostrou é que a presença materna serve como um amortecedor do cérebro em uma resposta à dor. Pelo nosso estudo, entendemos que, quando a mãe reconforta seu bebê que tem esse desconforto, não provoca apenas uma resposta comportamental. Isso também reflete em mudanças no circuito neural geradas pela inativação de genes”, explica Sullivan.

Gustavo Guida, geneticista do Laboratório Exame, observa que o conjunto de genes analisados e que sofrem mudanças de ativação é provocado por fatores externos, como o simples olhar da mãe.
 
“Isso é diferente de reações químicas, por exemplo, e pôde ser provado pela observação em ratos”, diz. O especialista destaca ainda que a sensação de conforto independe de fatores biológicos.
 
“Vemos em humanos que a melhora das crianças acontece mesmo com a presença da mãe adotiva. Não é uma ligação biológica, mas sim emocional.”

Correio Braziliense

Sexo conta como exercício físico?

Illustration by MattDorfman
Apesar do farto material científico sobre os benefícios que o sexo pode trazer à saúde, ainda há um aspecto pouco explorado: será que o ato sexual equivale a um exercício físico propriamente dito (como, digamos, uma partida de tênis)? Quanta energia é gasta, em média? Qual o efeito sobre a frequência cardíaca?
 
Essas e outras perguntas nortearam uma equipe de pesquisadores do Canadá, que recrutou 21 casais (todos heterossexuais e “jovens”) para comparar os efeitos do ato sexual com os de exercícios físicos.
 
Primeiramente, os voluntários correram por 30 minutos em esteiras, enquanto eram monitorados. Em seguida, foi pedido que eles usassem um sensor de monitoramento em um dos braços e tivessem relações com seus parceiros pelo menos uma vez por semana ao longo de um mês, além de responder a um pequeno questionário sobre cada uma das “sessões”.
 
Considerando as diversas variáveis, o sexo foi classificado como “exercício moderado”, equivalente a jogar uma partida de tênis em dupla ou fazer uma caminhada morro acima.
 
Em termos de gasto de energia, ele atingiu o nível 6 para homens e 5,6 para mulheres, em média – sendo que a corrida na esteira é de 8,5 e 8,4, respectivamente. Os homens gastaram cerca de 4 quilocalorias por minuto, e as mulheres gastaram 2, em “sessões” que duraram entre 10 e 57 minutos (!) – incluindo as preliminares.

NY Times

Como o exercício físico muda seu DNA

Todo mundo sabe que exercício físico faz bem para saúde. Mas de que maneira?Aparentemente, afetando nosso DNA. Novamente: mas como?
 
É isso que pesquisadores suecos tentaram descobrir.
 
O genoma humano é incrivelmente complexo e dinâmico, com genes constantemente “se ligando” ou “desligando”, dependendo dos sinais bioquímicos que recebem do corpo. Quando os genes são ativados, eles expressam proteínas que causam respostas fisiológicas imediatas em outras partes do corpo.
 
Os cientistas sabem que certos genes tornam-se mais ativos ou inativos como resultado do exercício físico, mas não tinham certeza como isso acontecia.
 
Sendo assim, resolveram estudar o efeito da epigenética, um processo pelo qual o funcionamento de genes do nosso DNA é alterado. (Calma, o DNA em si não é alterado).
 
Alterações epigenéticas ocorrem no exterior do gene, principalmente através de um processo chamado de metilação. Na metilação, aglomerados de átomos, chamados grupos metila, se fixam no exterior de um gene e o deixam mais ou menos capaz de receber e responder a sinais bioquímicos do corpo.
 
A questão que ficava era: padrões de metilação mudam em resposta ao estilo de vida? Podem afetar nossa saúde e risco para doenças?
A resposta parece ser sim.
 
O estudo
Cientistas do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia), recrutaram 23 homens e mulheres jovens e saudáveis para que fizessem uma série de exercícios em laboratório. Eles também passaram por exames médicos, incluindo uma biópsia muscular.
 
No passado, um dos obstáculos para estudar precisamente mudanças epigenéticas foi isolar os efeitos do exercício dos de dieta ou outros comportamentos humanos.
 
Os cientistas derrubaram esse obstáculo pedindo que os voluntários usassem apenas uma perna para se exercitar em uma bicicleta, deixando a outra sem ser exercitada. Assim, cada pessoa tornou-se o seu próprio grupo de controle.
 
Os participantes pedalaram uma de suas pernas a um ritmo moderado por 45 minutos, quatro vezes por semana, durante três meses. Em seguida, os cientistas repetiram as biópsias musculares e outros testes com cada voluntário.
 
Não surpreendentemente, a perna exercitada dos voluntários era mais poderosa do que a outra, mostrando que o exercício resultou em melhorias físicas.
 
Mas as mudanças dentro do DNA das células musculares eram ainda mais intrigantes. Usando análise genômica sofisticada, os pesquisadores determinaram que mais de 5.000 locais no genoma das células musculares da perna exercitada tinham agora novos padrões de metilação. Alguns mostraram mais grupos metila; outros menos.
 
Todas as mudanças foram significativas e não encontradas na perna sem exercício.
 
Curiosamente, muitas das alterações estavam em porções do genoma conhecidas como intensificadoras, ou seja, que podem amplificar a expressão de proteínas de genes. A expressão de genes de fato estava visivelmente aumentada ou mudada em milhares de células musculares que os pesquisadores estudaram.
 
A maioria dos genes em questão são conhecidos por desempenhar um papel no metabolismo de energia, resposta à insulina e inflamação no interior músculos. Em outras palavras, eles afetam quão saudáveis e aptos nossos músculos – e corpos – são.
 
Futuro
Ficou claro que o exercício físico provoca uma mudança positiva na saúde em um nível celular.
 
Muitos mistérios ainda permanecem, no entanto. Não se sabe, por exemplo, se as mudanças genéticas observadas duram se alguém para de se exercitar, ou como diferentes quantidades ou tipos diferentes de exercício podem afetar padrões de metilação e expressão gênica. Essas questões devem ser respondidas em próximos estudos.

NYTimes

Dieta mediterrânea protege os cromossomos, aponta pesquisa

Benefício aumenta a expectativa de vida
 
A dieta mediterrânea — rica em vegetais, frutas, grãos integrais e azeite de oliva, e pobre em derivados de leite e carne — é conhecida há muito tempo por melhorar a saúde. Mas, agora, os cientistas têm novas pistas das razões por trás disso.
 
Eles revelaram que a dieta é associada a telômeros mais longos, o que ajuda a proteger os cromossomos de forma mais eficaz. Telômeros mais curtos estão relacionados a doenças crônicas ligadas à idade e baixa expectativa de vida.
 
Os pesquisadores utilizaram dados de 4.676 mulheres saudáveis, participantes de um estudo de saúde mais amplo, cujas dietas eram organizadas em uma escala de um a nove em relação à similaridade com a dieta mediterrânea. Os pesquisadores mediram o comprimento dos telômeros por meio de exames de sangue e acompanharam as pacientes por mais de 20 anos com exames periódicos.
 
O estudo, publicado na revista BMJ, levou em conta o índice de massa corporal (IMC), o fumo, a atividade física, o histórico reprodutivo e outros fatores, revelando que quanto mais as envolvidas aderiam à dieta, mais longos eram seus telômeros. Os pesquisadores estimam que a diferença no comprimento dos telômeros para cada ponto na escala de adesão à dieta seja equivalente a uma média de um ano e meio a mais na expectativa de vida.
 
— Com base em nossos dados, uma mudança de três pontos na escala de adesão equivale a 4,5 anos, uma diferença comparável à que existe entre fumantes e não fumantes — afirmou a principal autora, Marta Crous-Bou, da Faculdade de Medicina de Harvard.

The New York Times / Zero Hora

Saúde destina R$ 30 milhões para reestruturação de hospitais universitários

O Ministério da Saúde estabeleceu em R$ 29,6 milhões o valor que será repassado a 16 hospitais universitários por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). Instituído em 2010, o programa prevê o financiamento compartilhado desses hospitais entre as áreas de educação e saúde
 
Conforme portaria assinada pelo ministro Arthur Chioro, publicada na sexta-feira (26) no Diário Oficial da União, os recursos serão distribuídos da seguinte forma: R$ 3,3 milhões para o Hospital da Universidade Federal do Maranhão; R$ 3 milhões para o Hospital de Clínicas, ligado à Universidade Federal de Uberlândia; R$ 2,68 milhões para o Hospital-Escola da Universidade Federal do Triângulo Mineiro; R$ 2,59 milhões para o Hospital de Clínicas ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, e R$ 2,59 milhões para o Hospital da Universidade Federal de Santa Maria.
 
Serão destinados ainda R$ 2,2 milhões para o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, da Universidade Federal de Alagoas, R$ 2,2 milhões para o Hospital Universitário Walter Cantídio, ligado à Universidade Federal do Ceará; R$ 1,7 milhão ao Hospital Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia, R$ 1,7 milhão para o Hospital da Universidade Federal de Sergipe, R$ 1,3 milhão para o Hospital Universitário Getúlio Vargas, ligado à Universidade Federal do Amazonas.
 
Também receberão recursos do Ministério da Saúde os hospitais universitários Cassiano Antônio de Moraes (ES), Júlio Müller (MT), Doutor Miguel Riet Correa Júnior (RS), Hospital das Clínicas de Goiânia (GO), Hospital-Escola (RS), e Hospital das Clínicas (PR).
 
O Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais visa a criar condições materiais e institucionais para que os hospitais universitários federais possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão e à dimensão da assistência à saúde.

Agência Brasil

Idec lança campanha sobre a importância de conhecer a origem dos alimentos

Antonio Cruz/Agência Brasil: A prática de rastrear e informar
 ao consumidor dados sobre a origem do produto já existe
 em diversos países, sobretudo na Europa
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) lança campanha para mostrar a importância de se conhecer a origem dos alimentos
 
Segundo o Idec, no Brasil, os compradores têm muito pouco acesso a questões como: região onde o alimento foi produzido, em que condições isso foi feito e quais substâncias foram usadas durante a cadeia produtiva, até chegar ao supermercado.
 
"Saber de onde vêm os alimentos significa saber informações sobre como o alimento foi plantado, se foi ou não usado agrotóxico e se a quantidade usada está dentro do limite estabelecido por lei, saber a distância entre onde o alimento foi produzido e onde está sendo vendido, pois quanto mais próximo, mais fresco e menos poluentes são emitidos no transporte", explica a nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto.
 
A campanha De onde vem? visa a promover a rastreabilidade dos alimentos, uma questão que ainda não foi regulada no Brasil. Algumas redes de supermercados e produtores têm iniciativas próprias para fornecer essas informações. Segundo Ana Paula, a prática já existe em diversos países, sobretudo na Europa, que divulga, inclusive, o nome do produtor dos alimentos. De acordo com a nutricionista, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute ainda internamente uma regulação para o país.
 
O objetivo da campanha do Idec é conscientizar o consumidor: "o consumidor pode buscar informação no próprio supermercado, pois ele tem que controlar a origem do alimento para, no caso de haver alguma contaminação, identificar facilmente onde está o problema e tirar o produto de circulação. O consumidor pode também cobrar mais informações do supermercado. Além disso, quando vier a público a discussão sobre a regulamentação pela Anvisa, o consumidor poderá apoiar a iniciativa", acrescenta Ana Paula.
 
O ideal, segundo o Idec, é que as gôndolas dos supermercado indiquem o produto, a variedade, o produtor e o centro de distribuição - quando houver, CPF/CNPJ, endereço, data de produção, lote e se houve uso ou não de agrotóxicos.
 
O instituto realizou pesquisa que mostra que o principal problema está nos alimentos a granel, apenas 0,06% dos alimentos apresentam alguma informação ao consumidor. Entre os alimentos embalados, são 42,6%. Os alimentos orgânicos estão em vantagem e somam 56,5% contra 28,7% dos convencionais.
 
Em vídeo no Youtube, a jornalista Francine Lima, criadora do canal Do Campo à Mesa, que debate a composição nutricional dos alimentos industrializados apresenta outra forma de rastrear a origem dos alimentos usando smartphones com acesso à internet, que pode se somar aos cartazes.
 
Alguns produtores já usam a tecnologia e colocam nas embalagens uma etiqueta com links ou códigos que permitem acessar informações sobre os alimentos. "Os sistemas de rastreamento servem para contar a história de vida do alimento. No caso da carne rastreada, o sistema pode contar em qual fazenda o boi viveu, o que ele comeu, em qual abatedouro e quando ele morreu, quando ele foi entregue no supermercado. Todas essas informações sobre a vida do boi ficam registradas no sistema de computador que pode ser acessado via internet", explica a jornalista. O mesmo se aplica a frutas e verduras e outros alimentos.
 
Agência Brasil