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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Conheça os alimentos que retardam o envelhecimento

Substâncias encontradas em várias frutas e verduras fazem bem à pele

Ter uma alimentação saudável é fundamental para retardar o envelhecimento. Saber combiná-los é fundamental para ter peles e cabelos bonitos.

Segue uma relação de alguns elementos fundamentais para ajudar manter o corpo saudável.

Vitamina E
Encontrada em vegetal verde escuro, sementes oleaginosas, óleos vegetais, gérmen de trigo, gema do ovo e fígado é um potente antioxidante.

Silício
Aveia, cevada, abóbora, cebola, alcachofras, alho-poró, aspargos, mel, morango, nabo, pepino, pinhão, tâmara. O silício encontrado nelas atua na matriz extracelular e no colágeno.

Selênio
Castanha-do-pará, nozes, lentilhas, gérmen de trigo, neutralizam o excesso de radicais livres e ativa uma enzima antioxidante, a glutationa peroxidase.

Magnésio
Sementes, leguminosas, frutos secos e farelo de trigo, hidratam e dão maciez à pele.

Cobre e manganês
Cereais integrais, folhas verde escuras, castanhas, ostras, mariscos, miúdos e chocolate com 70% de cacau, atuam na síntese do colágeno da pele.

Flavonoides
Açaí, amoras, uvas vermelhas, casca de berinjela, acerola, cereja e framboesas sintetizam o colágeno.

Bioflavonoides
Frutas e verduras. O antioxidantes encontrados nelas auxiliam a absorção de vitamina C, que é essencial para o colágeno e a elasticidade da pele.

Fonte R7

Saiba como se livrar do chulé

Você tem chulé - ou conhece alguém que tenha? Então agora é uma ótima oportunidade para você aprender, facilmente, a tratar o problema.

O excesso de suor nos pés pode causar odores e ser algo bem desegradável...

A doutora Suzy Rabello, dermatologista, e Tainã, que sofre com o problema, participaram do programa Hoje em Dia para falar sobre o assunto.

Veja aqui o vídeo e aprenda o que fazer:

Fonte R7

Filipinas: Ilha "dos mortos-vivos" deixa para trás estigma da hanseníase

Local já abrigou mais de 7.000 doentes durante a década de 1930

A ilha filipina de Culión, que abrigou a maior colônia de portadores de hanseníase do mundo, luta hoje para apagar de sua história o estigma de "Ilha dos Mortos-Vivos", mais de uma década depois de sua população ter sido curada. A ilha, de 389 quilômetros quadrados e situada ao norte da paradisíaca ilha de Palawan, já abrigou mais de sete mil doentes durante os anos 1930, mas hoje todos os aldeões que sofreram a doença estão curados.

"As pessoas acham que todo mundo que vive aqui é deformado, só mencionar o nome da ilha os faz lembrar da hanseníase, mas agora somos uma ilha como outra qualquer", afirmou à Agência Efe Arturo Cunanan, diretor do asilo de Culión e considerado um especialista nesta doença infecciosa.

"Hoje não há mais ninguém infectado. Em 12 anos não tivemos um só caso e as pessoas que são vistas com sintomas já estão curadas. Os tratamentos modernos permitem uma recuperação muito rápida", comentou Cunanan. Esse médico, nascido em Culión e neto de portadores de hanseníase, lembrou que "há 20 ou 30 anos, a infecção era visível em oito de cada dez pessoas que andavam pelas ruas da ilha".

O estigma era tamanho que, quando a ilha foi declarada município em 1992 (antes era considerada um sanatório, sob administração do Ministério da Saúde), muitos habitantes queriam trocar o nome do lugar para que a colônia de infectados caísse no esquecimento. Hilarion Guia, o primeiro prefeito do município e curado da hanseníase há mais de 20 anos, ressaltou que muitos jovens de Culión que queriam estudar nas universidades do país tinham que ocultar sua procedência para evitar serem discriminados pelos alunos e em outros círculos sociais.

"Eles ficavam com vergonha de suas origens. Isso foi minha inspiração para lutar e mudar nossa reputação", disse Hilarion, que foi afastado de sua família ao ser internado em Culión em 1950, com apenas oito anos. "Marcou-me a primeira vez que cheguei à ilha. Com exceção dos médicos e outros funcionários do sanatório, todo mundo estava infectado com a doença, seus corpos estavam deformados. A primeira coisa que pensei foi que algum dia seria como eles", lembra.

Hilarion, que sofreu deformações nas mãos e nos pés, contou que não teve outra alternativa a não ser aceitar ser internado na "ilha dos mortos-vivos", onde durante anos viveu com um tio também infectado. "Graças a isso pude estudar e me tornar professor. Em minha província, minha avó não quis me mandar para a escola por medo que as outras crianças rissem de mim", lembrou. Uma seção do hospital financiada pela organização espanhola Anesvad continua acolhendo meia dúzia de doentes que, sofridos e cansados da discriminação em suas províncias, buscaram ali ajuda médica para se curar o mais rápido possível.

"Quando meus vizinhos na ilha de Negros descobriram que eu tinha esta doença fizeram da minha vida um inferno. Construíram uma cerca ao redor da minha casa para não me deixar sair. Aqui as pessoas não têm medo", afirmou Verônica, uma paciente de 47 anos que mesmo curada ainda apresenta alguns sintomas. A colônia de Culión, uma fortaleza localizada na área mais alta da ilha, foi criada em 1906 pelas autoridades coloniais americanas inspirada no bem-sucedido modelo testado anos antes na ilha havaiana de Molokai.

A segregação dos contaminados foi total: os habitantes originais foram expulsos, se cunhou uma moeda própria para evitar a mistura com a de circulação nacional, e foram estabelecidas duas zonas, uma de doentes e outra de pessoas saudáveis, separadas por postos de controle que continuam de pé como um monumento ao passado trágico. A marginalização continuava inclusive depois de mortos, pois as pessoas que tinham sofrido a doença eram enterradas em um cemitério e as saudáveis em outro.

Após a independência das Filipinas, muitas pessoas deixaram a ilha, mas Culión continuou sendo um sanatório onde chegavam pacientes vindos de todas as regiões, fugindo do desprezo de seus vizinhos e inclusive de suas famílias. "Minha mulher me abandonou e não vi meus filhos durante 20 anos por causa da doença. Aqui me sinto bem, não quero ir embora de Culión", disse Larry, um antigo paciente de 61 anos casado pela segunda vez com uma mulher de 39 anos que também sofreu a doença.

A hanseníase é uma enfermidade causada por uma bactéria que destrói os nervos, causa insensibilidade nos membros afetados, ferimentos e deformações. Nas Filipinas são registrados a cada ano de mil a dois mil novos casos, segundo dados das autoridades de saúde.

Fonte R7

70% dos brasileiros jogam remédio fora de forma errada; aprenda o que fazer

Veja a reportagem do São Paulo no Ar e confira o método correto

Uma pesquisa sobre o descarte de remédios vencidos revela um dado preocupante: 70% dos consumidores não se livram do medicamento de forma correta.

Caixas de remédio, ampolas e seringas não podem ser misturados com o lixo comum.

Quem fez a pesquisa foi a Fundação Oswaldo Cruz.

A Anvisa disse que são descartadas de 10 a 28 mil toneladas de remédios por ano.

Saiba o que fazer com os remédios vencidos, vendo a reportagem:

Fonte R7

Carecas fazem tatuagem de cabelo para esconder a calvície

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Reprodução/Daily Mail
Você consegue perceber que estes três homens estão com tatuagens na cabeça?

Solução mais barata que o implante está começando a ser utilizada pelos homens

A maioria dos homens sofre muito quando começa a ficar careca. Para aqueles que querem dar um jeito - mas não podem gastar muito dinheiro com implantes e tratamentos - surgiu uma alternativa peculiar: fazer uma tatuagem em formato de cabelo na cabeça.

A saída, conhecida como MHT (Micro Hair Technique) está ficando tão popular na Inglaterra que o número de adeptos aumento 20% no último ano, segundo o jornal britânico Daily Mail.

Lá, um transplante sai por cerca de R$ 68 mil (25 mil libras). Já a tatuagem fica em R$ 5.400 (2.000 libras) - bem mais barato.

A técnica foi desenvolvida por Ian Watson, em um caso curioso: depois da morte trágica de seu irmão Paul aos 32 anos por conta de um câncer, ele pediu para a viúva e ex-cunhada para pegar a menor caneta que tivesse e desenhasse cabelo na careca do falecido - que perdeu o cabelo por conta da quimioterapia.

Depois de muita pesquisa, Ian começou a levar a ideia para frente, com especialistas em queda de cabelo e também com especialistas em maquiagem semi permanente. Deu certo. Agora ele vai abrir clínicas na Europa e nos Estados Unidos.

Fonte R7

Argentina: Bebê nasce com 6,5 kg e quase não entra na incubadora

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Reprodução/La Voz
Santiago Olivares pesa 6,5 kg e mede 57 centímetros

Santiago Olivares nasceu em Córdoba, na Argentina, com peso de menino de seis meses

Um bebê de 6,5 quilos nasceu na noite desta quinta-feira (9) em um hospital da cidade argentina de Córdoba e por causa de seu peso e tamanho (57 centímetros) quase não pode entrar na incubadora, informaram fontes médicas.

O bebê Santiago Olivares se encontra bem, mas está com alguma dificuldade respiratória por causa de seu peso, que corresponde a um menino de cinco ou seis meses, informou Fernando Ulloque, diretor do Hospital Misericórdia de Córdoba, localizado ao norte de Buenos Aires.

Sua mãe, Anahí, que deu à luz por cesariana, se encontra bem, embora surpresa com o tamanho do filho.

Há menos de duas semanas, outro "superbebê" de 6,1 kg também nasceu em Córdoba, a segunda cidade do país.

Fonte R7

Pacientes com Alzheimer recuperam funções cerebrais com tratamento inovador

Áreas do cérebro responsáveis pela memória e aprendizagem são estimuladas

Um sistema de estimulação eletromagnética, chamado NeuroAD, está ajudando os pacientes que sofrem de Alzheimer a recuperar as habilidades cognitivas enfraquecidas.

Desenvolvido pela Nueorix em Yokneam, Israel, o dispositivo recebeu aprovação para tratar casos de leve a moderado e usa a tecnologia de patente pendente chamada de NICE (Aprimoramento Cortical Não-Invasivo), que estimula as áreas do cérebro responsáveis pela memória e pelo aprendizado.

Os resultados têm mostrado melhoras após algumas semans de tratamento, superiores às alcançadas pelas drogas disponíveis. Mesmo depois de um ano, as pessoas que passaram pelos testes continuaram com uma melhora na cognição e nas atividades cotidianas.

Fonte R7

Conheça a estudante de 17 anos que pode ter descoberto a cura para o câncer

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Angela Zhang, que está no Ensino Médio, disse se sentir uma "Cinderela nerd"                           Reprodução CBS

A estudante Angela Zhang, de apenas 17 anos, ficou famosa por ter achado o que pode ser a cura para o câncer. Só que não foi "do nada" - ela, que sempre foi brilhante, disse que se sente uma "Cinderella nerd".

Ela, que é filha de chineses e nasceu na Califórnia, Estados Unidos, ganhou em janeiro uma bolsa de estudos no valor de mais de R$ 170 mil pelas descobertas.

Angela parece uma adolescente normal, aprendendo a dirigir agora. Só que, na verdade, ela sempre foi brilhante: no primeiro ano do Ensino Médio fez estudos sobre bioengenharia de nível suficiente para doutorado, e no ano seguinte entrou no laboratório da Universidade de Stanford, por exemplo.

Kavita Gupta, que dá aulas de química para a garota, comentou o caso:

- Cura para o câncer. Uma garota do Ensino Médio. É tão surpreendente. Eu não consigo nem começar a compreender como ela sequer pensou nisso ou fez isso.

Sabe o que Angela disse? Isso aqui: "Esse é um momento de Cinderela para uma cientista nerd como eu".

O estudo
A ideia de Angela foi misturar remédios contra o câncer em um polímero (ou uma grande molécula) que se juntaria a partículas menores - que se juntariam às células cancerígenas e mostrariam aos médicos exatamente onde os tumores estariam.

Uma luz infravermelha mirada na direção dos tumores derreteria o polímero e libertaria o remédio, matando as células cancerígenas e deixando as células saudáveis intactas.

Quando testado em ratos, os tumores quase desapareceram completamente. Apesar de demorarem anos até esses testes chegarem a seres humanos, os resultados parecem promissores.

Fonte R7

Remédios funcionam no tratamento de várias doenças

Drogas desenvolvidas para combater um problema acabam mostrando eficácia contra outros

Na história da pesquisa farmacêutica não faltam exemplos de drogas desenvolvidas inicialmente para tratar um problema que se revelaram eficazes no combate a outro mal.

No caso do câncer, estudos sugerem que a finasterida, droga consagrada no tratamento da calvície masculina, poderia prevenir câncer de próstata. O raloxifeno, por sua vez, remédio usado no tratamento e prevenção da osteoporose em mulheres consegue reduzir o risco de câncer de mama.

O antidepressivo amitriptilina se mostrou um poderoso antídoto contra crises de enxaqueca e é muito receitado no tratamento das dores de cabeça.

Outros casos ainda são polêmicos. Recentemente, médicos começaram a receitar a liraglutida, medicamento usado no tratamento do diabetes tipo 2, para tratar obesidade. Uma ampla revisão de estudos publicada no British Medical Journal incluindo mais de seis mil pacientes mostra o benefício. No entanto, a droga ainda não foi aprovada para esse fim.

Fonte Estadão

Guia com 12 passos ajuda médico a dar más notícias para familiares


Protocolo foi criado para orientar profissionais da saúde na abordagem a possíveis doadores

RIO - Na última década, o Brasil dobrou o número de transplantes - alcançou 23.397 cirurgias em 2011. A abordagem das famílias de possíveis doadores, porém, ainda é tabu para os médicos. Para facilitar essa tarefa, a psicóloga Kátia Magalhães, coordenadora familiar do Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro, criou uma espécie de guia das más notícias - 12 passos que o profissional deve seguir para se comunicar melhor com o paciente e os familiares.

A ideia do protocolo surgiu em 2011, depois que Kátia participou do curso Comunicação de Notícias Difíceis, oferecido a profissionais de saúde pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Ali, ela tomou contato com o protocolo Spikes, método criado por médicos americanos, há dez anos, para nortear a comunicação de más notícias a pacientes com câncer.

Kátia, então, adaptou o guia americano de seis etapas para a realidade do transplante. E dobrou o número de “passos”. “Muitos médicos se sentem incomodados em falar com os familiares de possíveis doadores. Eles entendem que já é um momento tão triste para a família que se sentem constrangidos de falar em doação. Mas as pesquisas depois do transplante revelam que para a família é como um conforto. Doar alivia o luto”, afirma a psicóloga.

Cada família reage de uma forma diferente ao luto - algumas entram em um processo de negação, outras reagem violentamente; há ainda as que entram em apatia.

Quanto mais capacitação tiver o profissional de saúde, mais ferramenta ele terá para lidar com o imponderável da situação. Não existe fórmula fechada para lidar com a comunicação da morte. A ideia dos 12 passos é ter um norte para seguir. Eles servirão de base para o profissional lidar com essa situação tão difícil.”

As dicas parecem simples. Entre elas, usar linguajar acessível, evitar termos técnicos, certificar-se de que a família (ou o paciente) está entendendo o que ocorreu, observar as emoções da pessoa que está recebendo a notícia. O trabalho foi apresentado no Congresso Brasileiro de Transplantes, em outubro, e no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), nesta semana.

Para o chefe da Área de Desenvolvimento de Políticas de Humanização do Into, Sérgio Catão, o protocolo adaptado por Kátia não se aplica apenas à hora de abordar a família de um doador, mas em outros momentos difíceis.

“As más notícias são diversas, de acordo com a característica da unidade. Aqui no Into temos outras más notícias: a amputação, o tratamento que não deu certo, a infecção que prolonga a internação. A má notícia às vezes é mal veiculada, sobretudo pelo médico. Queremos encontrar um caminho para facilitar essa comunicação”, afirmou.

Algumas dicas:

Histórico
Conheça o histórico do caso.

Aviso
Certifique-se de que a família foi avisada da abertura do protocolo de morte encefálica.

Presença
Avise os profissionais de que a família tem o direito de estar presente nos exames.

Protocolo fechado
Certifique-se de que o protocolo está legalmente finalizado.

Preparar o ambiente
Busque um ambiente tranquilo para a entrevista. Convide o médico responsável.

Avaliar a percepção
Certifique-se de que o familiar entende o que está acontecendo.

Informação
Não use termos técnicos nem dureza excessiva. Observe as emoções dos envolvidos.

Tempo
Ofereça à família a oportunidade de se despedir do paciente. Avise-a do término da cirurgia para a retirada dos órgãos. Certifique-se de que o corpo está digno para o sepultamento.

Fonte Estadão

Pesquisa aponta mudanças no perfil da Aids em São Paulo

Queda drástica da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes colaboram para que o atendimento seja diferente, baseado no diagnóstico de vulnerabilidade

A disponibilização do acesso universal e gratuito ao diagnóstico e tratamento da Aids em São Paulo a partir de 1996 resultou em uma queda de, em média, 30% da mortalidade e em um aumento de 50% na prevalência (número de pessoas vivendo com a doença) no estado nos últimos anos.

Essa queda drástica da mortalidade e aumento da sobrevida de pacientes com Aids está mudando o perfil da doença e provocando mudanças nas estratégias de atendimento dos pacientes em São Paulo, que tende a se tornar muito diferente da que o sistema de saúde conhecia e estava acostumado a lidar.

As constatações são de um projeto realizado por pesquisadores de quatro instituições no Estado de São Paulo, incluindo as Faculdades de Medicina e Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Saúde e a Coordenação Estadual de DST/Aids da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Financiado pela FAPESP por meio do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas, o objetivo do estudo foi criar uma sistemática de diagnóstico de vulnerabilidade à Aids em São Paulo por meio da seleção de indicadores sociais, individuais e programáticos, com a finalidade de identificar comunidades e segmentos populacionais em áreas geográficas no estado que devem merecer políticas públicas e intervenções específicas.

Para isso, os pesquisadores avaliaram o impacto da introdução dos antirretrovirais altamente potentes no estado a partir de 1996, analisando três indicadores epidemiológicos: taxa de mortalidade, prevalência e incidência (número de casos novos).

Alguns dos principais apontamentos do estudo foram que, em função da introdução do programa, houve uma queda da mortalidade por Aids em todo o Estado de São Paulo e a incidência também passou a cair a partir de 1998.

“Entre 1998 e 2005, que foi o último ano que analisamos, a queda da taxa de mortalidade foi de, em média, 30% e, dado que o tratamento não cura, verificou-se um aumento da prevalência de cerca de 50%. Também houve uma melhora da qualidade de vida dos pacientes”, disse Eliseu Alves Waldman, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, de modo geral, o programa estadual de prevenção e controle de DST/Aids tem sido bem-sucedido em 93% dos municípios paulistas que apresentam casos de Aids. Entretanto, o desempenho do programa não é igual em aglomerados urbanos pequenos, médios e grandes.

O programa apresenta desempenho melhor nos centros urbanos médios e grandes, que dispõem de melhores serviços de assistência básica à saúde, maior número de serviços especializados e onde os níveis de escolaridade da população são mais elevados, o que aumenta a probabilidade de diagnóstico precoce e introdução do tratamento.

Já nos municípios muito pequenos, que correspondem a, aproximadamente, 5% das regiões analisadas no estudo, os resultados do estudo apontam a necessidade de estratégias específicas de intervenção.

“São municípios tão pequenos que, muitas vezes, não dispõem de serviços próprios de atendimento especializado e o diagnóstico e tratamento dos casos acabam sendo tardios”, explicou Waldman. “Para isso, há tentativas de se trabalhar com consórcios, em que um ambulatório especializado atenderia um conjunto de pequenos municípios.”

Na Grande São Paulo, por exemplo, que foi uma das áreas homogêneas estudadas na pesquisa, a taxa de mortalidade e incidência de Aids nos últimos anos caiu, aproximadamente, 60%, e houve um aumento mais acentuado da prevalência.

“Esses resultados são equivalentes aos dos programas de prevenção e controle de Aids/DST desenvolvidos nos principais centros urbanos norte-americanos e europeus”, destacou Waldman.

Mudança de perfil
Segundo Waldman, entre alguns dos resultados mais bem-sucedidos do programa paulista estão a expressiva diminuição da transmissão vertical (de mãe para filho) no Estado de São Paulo e um aumento da sobrevida de pacientes que já nasceram infectados.

Em todas as regiões do estado, incluindo os pequenos municípios e com maior predominância nos grandes centros, os pesquisadores verificaram que, em consequencia da ampliação da sobrevida, houve aumento no número de adolescentes e adultos jovens vivendo com Aids, que representam um tipo de paciente muito diferente dos que os serviços de assistência à saúde conheciam e estavam acostumados a lidar.

Isso, segundo Waldman, implicará a necessidade de políticas públicas que promovam o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de atendimento adequado a esse tipo de paciente no sistema público de saúde paulista.

“Será preciso acompanhar não só os efeitos colaterais dos antirretrovirais nesses pacientes, mas, à medida que se tem mais pessoas sendo tratadas por longos períodos, precisaremos ter laboratórios que acompanhem, por exemplo, o surgimento de resistência às drogas, que é algo que tem que ser monitorado porque isso implica, muitas vezes, mudanças nos esquemas terapêuticos”, disse.

Outra constatação do estudo foi que a queda da mortalidade por Aids entre pessoas acima de 50 anos não ocorreu de forma tão intensa como a observada entre jovens, indicando que esse grupo também necessita de cuidados especiais de profissionais e serviços ambulatoriais e demandará estratégias específicas do programa de controle e prevenção de Aids paulista, como as que já vêm sendo implementadas em outros países.

“A pior resposta aos antiretrovirais apresentada por esse grupo etário necessita ser mais estudada. Em parte, ela pode ser atribuída à diminuição natural da resposta imune entre os idosos e também à maior prevalência de co-morbidades, muitas vezes tratadas com medicamentos que deprimem o sistema imunitário", apontou Waldman.

Segundo o pesquisador, algumas das possíveis implicações em políticas públicas dessas mudanças no perfil da Aids no Estado de São Paulo poderão ser a necessidade de recursos para pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que possibilitem condições para a criação de novas estratégias para o tratamento e acompanhamento desses pacientes afetados pela doença, de evolução crônica, e que são vulneráveis, por exemplo, aos efeitos colaterais decorrentes do uso prolongado de medicamentos.

Um dos resultados do projeto foi um conjunto de indicadores sociais, demográficos e programáticos para o monitoramento da epidemia de Aids no estado de São Paulo, que foram disponibilizados na forma de um aplicativo no site do CRT DST/Aids para os gestores municipais, que são responsáveis pela execução do programa no estado.

Fonte Estadão

Mulheres são em média 4 quilos mais gordas do que divulgam ser, diz estudo

Quando perguntadas sobre o peso, dois terços das mulheres apelam para mentiras

A maioria das mulheres sempre quer perder um quilinho ou dois. Mas desta vez um estudo afirmou que boa parte delas acaba mentindo sobre seu peso. Dois terços das entrevistas reveleram que costumam dizer que pesam 4 quilos a menos quando perguntadas sobre o número que a balança indica.

O levantamento foi feito com 2 mil mulheres, coordenado pela marca de massas Eat Water. A pesquisa indicou ainda que boa parte das entrevistadas mente também sobre sua numeração de sutiã e até mesmo do tamanho do sapato.

Fonte Zero Hora

Nova ministra diz que não abre mão das convicções que tem sobre aborto

Brasília – A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse que vai dar continuidade ao programa de governo da presidenta Dilma Rousseff, mas não abrirá mão de convicções pessoais, em especial, das que tem sobre o aborto.

“Convicção é uma coisa pessoal e hoje assumo uma posição de titularidade de uma pasta importante. Terei muita serenidade em levar à frente as políticas do governo no que diz respeito a esse aspecto [aborto] e aos projetos que existem. O debate é da sociedade civil”, disse a nova ministra, ao ser perguntada sobre as críticas que recebeu de grupos evangélicos por defender o aborto como questão de saúde pública.

A socióloga respondeu que vai tratar o tema com serenidade e está disposta a dialogar com todos, mas argumentou que o aborto é a quarta causa de morte materna no país. “Uma mulher que chega ao 67 anos com a trajetória de vida que tive, se não tivesse convicções, não estaria aqui”, acrescentou, após cerimônia de transmissão de cargo, quando assumiu o comando da pasta no lugar de Iriny Lopes, que deixou o governo para concorrer à prefeitura de Vitória, nas eleições de outubro.

A socióloga relembrou o período em que ficou presa com a presidenta Dilma Rousseff, durante a ditadura militar. “Tenho orgulho de ser amiga da presidenta Dilma e de ter sido presa com ela”.

A nova ministra comemorou a decisão de  do Supremo Tribunal Federal (STF), de permitir que denúncias de violência doméstica sejam levadas adiante na Justiça mesmo que a vítima retire a queixa contra o agressor. Na prática, a decisão confirma a constitucionalidade da Lei Maria da Penha. “Acaba, definitivamente, com o segredo de que, quem bate em mulher, não deve ser punido”, disse.

Menicucci deixou a pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para assumir o cargo de ministra. Doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutora pela Universidade de Milão, Eleonora Menicucci dirigia o Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Saúde da Mulher e Relações de Gênero da Unifesp.

Fonte Agência Brasil