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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Mais forte, nova superbactéria que causa gonorreia assusta os médicos

Gonorreia é uma doença antiga; foi descoberta em 1879Dor, ardência ao urinar e corrimento são alguns dos sinais da doença

Uma nova forma poderosa de gonorreia foi um dos fatos que alarmou a área de saúde em 2017. Em agosto, a comunidade médica divulgou a internação de um paciente na Austrália, por causa da DST (Doença Sexualmente Transmissível) com a variação da bactéria, que tem maior resistência aos medicamentos para a doença.

A descoberta resultou em um alerta de saúde no país e nas nações vizinhas. Clínicas de saúde sexual ficaram em alerta máximo, e o caso assustou cientistas e médicos em todo o mundo.

Na ocasião, o presidente da Sociedade de Saúde da Austrália, Edward Coughlan, disse que a maioria dos antibióticos desenvolvidos nos últimos 70 anos havia sido inútil no tratamento da infecção e não haveria formas novas opções de tratamento em um futuro próximo.

Resistência aos medicamentos
A gonorreia é uma doença antiga. Foi descoberta em 1879 e, agora, está criando resistência aos antibióticos. O que significa que ela está se fortalecendo. Foram detectados até então pelo menos três casos intratáveis por causa da resistência da bactéria aos medicamentos: um no Japão, um França e outro na Espanha.

De acordo com infectologista e diretor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Marcos Antônio Cirillo, apesar de a bactéria ainda ser tratada com antibióticos antigos, se não houver uma mudança tanto dos medicamentos quanto da consciência da população, ela vai se tornar uma doença intratável.

— Existem novos medicamentos que estão sendo estudados, mas como antigamente a gonorreia não era uma doença como o HIV ou a hepatite C, que tiveram milhões de reais investidos em pesquisa, os estudos de novos tratamentos não avançaram com tanta rapidez ou eficiência. Ainda hoje, a bactéria pode ser tratada com antibióticos antigos, mas se não houver uma ação para combater a gonorreia, a possibilidade é que ela se torne uma doença intratável, como aquelas bactérias de hospital.

Sintomas e forma de transmissão
Dor, ardência ao urinar e corrimento são alguns dos sinais da gonorreia, que infecta a cada ano infecta 78 milhões de pessoas, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Apesar de curável, se não for tratada, a DST pode causar infecção nas articulações, nos gânglios e em vários órgãos do corpo — nas mulheres, por exemplo, pode atacar o útero, levando à infertilidade.

O infectologista explica que a gonorreia é uma infecção provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que atinge o órgão sexual tanto de homens como das mulheres. "A doença é transmitida pelo contato com a secreção por relação vaginal, anal e oral".

De acordo com o médico, caso a pessoa contraia a doença, os sintomas aparecem em até dez dias. Porém, na maioria dos casos, a bactéria já se manifesta no corpo em 24 horas. E são diferentes para cada sexo, diz o especialista.

— O homem acorda com o que nós chamamos de gota matinal: tem dor para urinar e corrimento. Já a mulher sente dor para urinar, tem corrimento amarelado que, muitas vezes, acham que é normal. A mulher pensa que vai menstruar, e não percebe que já pode estar com a infectada com a gonorreia.


Prevenção
De acordo com a OMS, a única maneira segura de prevenir a gonorreia é com sexo seguro, ou seja, com preservativo.

R7

Chocolates ‘personalizados’ com bactérias previnem doenças

Chocolates ‘personalizados’ com bactérias previnem doenças

Comer chocolate com um coquetel de bactérias que mantém o equilíbrio da flora intestinal e previne diversas doenças é a novidade científica chilena para tornar mais agradável o consumo de probióticos.

Para fabricar o chocolate adequado, antes é preciso conhecer as necessidades intestinais de cada pessoa, e para tal o paciente deve tomar uma pílula eletrônica que informa sobre seus níveis bacterianos e permite identificar desequilíbrios na flora intestinal, explicou na última terça-feira (19) Santiago María Apud, cientista chilena do Imperial College of London, encarregada do projeto “Mela”.

Com a informação obtida, é possível elaborar chocolates personalizados com os probióticos necessários para que cada pessoa evite doenças intestinais que afetem seu sistema imunológico. O paciente deve ingerir a pílula eletrônica, ou “gutbot”, uma vez por mês e consumir diariamente o chocolate com bactérias.

"Mela’ conjuga saúde com a rotina diária de se ingerir algo delicioso após as refeições, de tal maneira que não seja um problema ingerir o probiótico, e sim um prazer”, destacou Apud.

“Nossa microbiota intestinal é muito relevante para a nossa saúde, mas é algo que muitos ignoram hoje em dia”, explicou a especialista.

iG

Música em procedimentos urológicos reduz em até 90% dor e ansiedade, diz estudo

Pesquisa apontou que a musicoterapia pode ser ampliada para além da urologia, e usada em qualquer procedimento médico; a satisfação dos pacientes aumenta em 53% quando há a presença sonora em exames

Já é comprovado que o uso da música como terapia traz inúmeros benefícios para a saúde, principalmente para a reabilitação física e mental. A técnica da musicoterapia já é utilizada como uma alternativa no tratamento de doenças neurodegenerativas , por exemplo. Além disso, de acordo com um novo estudo liderado por um cirurgião-chefe da área de urologia, ouvir música durante os procedimentos urológicos também pode ser positivo e reduzir a dor e a ansiedade dos pacientes em até 90% dos casos nessas ocasiões.

Foi o que Bhaskar Somani, consultor de cirurgia urológica do Hospital Universitário Southampton NHS Foundation Trust, no Reino Unido, percebeu em uma pesquisa em que ele é o autor. Segundo o especialista, esse tipo de intervenção é “prática, barata e inofensiva”. Com os resultados da pesquisa, foi possível constatar que a presença sonora aumentava a satisfação dos pacientes em 53% dos casos e a vontade de voltar a serem tratados no futuro também ficou 40% maior.

“Na era moderna, o volume de procedimentos urológicos feitos em regime ambulatorial aumentou e muitos deles são realizados com anestesia local”, explicou ele. “No entanto, do ponto de vista do paciente, a experiência de passar por tais procedimentos – não apenas em urologia , mas em qualquer outra especialidade médica e cirúrgica – enquanto acordado pode causar dor e ansiedade”, defende o cirurgião, que amplia o uso da música para qualquer atendimento médico que pode deixar o paciente desconfortável.

Pesquisa
Somani e seus colegas analisaram dados em 1.900 pacientes de 15 estudos internacionais que participaram de consultas de urologia ambulatorial para uma série de procedimentos e avaliações. A análise, publicada no Journal of Urology, também apontou evidências de pacientes que ouviram musica tolerando níveis mais altos de ondas de choque, um procedimento usado na urologia. Para Somani, “a música parece diminuir a ansiedade e a dor e servir como uma ferramenta útil para aumentar a satisfação processual e a vontade de passar por isso novamente”.

Ele disse que os benefícios comprovados – baixo custo e simplicidade da musicoterapia – apresentaram um “motivo forte” para uma maior implementação em outras especialidades. “Um dos pontos fortes da música é o baixo custo, a natureza não-invasiva e a praticidade”, acrescentou Somani. “São motivos muito fortes para que a opção de música como terapia adicional seja oferecida a todos os pacientes quando se submetem a procedimentos ambulatoriais”.

iG