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domingo, 17 de novembro de 2013

Turma Santa Helena - HURSO


Turma Pró-Saúde do Hospital de Urgências da Região Sudoeste - HURSO
Santa Helena de Goiás
Novembro de 2013

Mosaico cerebral

Imagine se você fosse a um médico com um supermicroscópio capaz de analisar o DNA das células do seu cérebro...
 
Imagine se você fosse a um médico com um supermicroscópio capaz de analisar o DNA das células do seu cérebro (sem precisar tirá-las de dentro da sua cabeça, claro), e ele te dissesse que vários dos seus neurônios possuem números aberrantes de cromossomos, além de várias alterações genéticas, chamadas "variações no número de cópias" (CNVs, em inglês). Qual seria sua reação? Você ficaria preocupado?

Seria natural que ficasse. Mas não se preocupe: variações genéticas são comuns no cérebro humano, e podem até ser uma parte essencial do funcionamento dele, segundo um estudo publicado na edição de hoje da revista Science.

Liderado por cientistas do Instituto Salk para Estudos Biológicos, em La Jolla, na Califórnia, o estudo expande e confirma resultados anteriores produzidos por pesquisadores brasileiros (Stevens Rehen e Alysson Muotri) alguns anos atrás, também na Califórnia. Juntos, eles mostram que o cérebro humano abriga um curioso mosaico de neurônios com diferentes composições cromossômicas e genéticas -- e que isso é absolutamente normal!

Nesse estudo mais recente, os pesquisadores analisaram o DNA de neurônios colhidos do cérebro de doadores (post mortem) e gerados in vitro por meio da diferenciação de células-tronco de pluripotência induzida (iPS). Em ambas as amostras, encontraram um alta incidência (entre 13% e 41%) de células com grandes trechos de DNA repetidos ou apagados dentro de seus genomas (as chamadas CNVs), e até 7,5% delas com cromossomos a mais ou a menos do que os tradicionais 46 (característica conhecida como aneuploidia). Ou seja: dois neurônios da mesma pessoa não são geneticamente idênticos, podendo haver diferenças significativas entre eles -- desde variações entre trechos de DNA até ausência ou duplicação de cromossomos inteiros.

Qual o motivo ou a função deste "mosaicismo" neuronal? Ninguém sabe ainda, mas especula-se que essa variabilidade genética esteja diretamente ligada à grande variabilidade de funções executadas pelos neurônios no cérebro. Ou então, podem ser alterações simplesmente inócuas ... difícil saber, pois não há como testar isso na prática, num paciente vivo, com o cérebro funcionando. Com o avanço das pesquisas in vitro com células-tronco iPS, porém, talvez apareçam algumas pistas interessantes nos próximos anos.

O trabalho do Instituto Salk faz parte de uma edição especial de artigos e estudos sobre neurociência publicados hoje pela Science.

Estadão

Orientação para quem aborta ainda é pouco seguida

A recomendação de se orientar mulheres hospitalizadas por
 aborto a adotar, depois da alta, métodos contraceptivos é pouco
 seguida, revela estudo da Universidade de São Paulo
Trabalho da USP mostra que, depois do primeiro mês de alta, só 50% usaram algum método prescrito
 
A recomendação de se orientar mulheres hospitalizadas por aborto a adotar, depois da alta, métodos contraceptivos é pouco seguida, revela estudo da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho apresentado pela professora Ana Luiza Borges no Congresso de Planejamento Familiar, na Etiópia, indica que somente 13% delas saíram do hospital com algum método prescrito.
 
O estudo foi realizado com 180 mulheres, durante maio e dezembro de 2011. O trabalho mostrou ainda que, depois do primeiro mês de alta, só 50% das mulheres tinham usado algum método anticoncepcional. A partir do segundo mês, o porcentual passou para 80%. O grupo, no entanto, passou a usar contraceptivos por decisão própria, sem nenhuma orientação médica.

"As mulheres que sofreram aborto não recebem informação sobre a importância e a necessidade de se evitar a gravidez durante os primeiros seis meses após o aborto", alerta Ana Luiza. O problema, observa, ocorre sobretudo se elas têm intenção de engravidar novamente. "Uma gravidez nos primeiros seis meses traz riscos para o bebê, como o baixo peso e a prematuridade."

Recomendação. O trabalho mostrou também que as mulheres acabam optando por métodos como pílula e camisinha, que não exigem receituário ou médico para administrá-lo. Opções como o DIU e os implantes hormonais, que precisam ser inseridos pelo médico, mas são igualmente eficazes, ficam em segundo plano. Para o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda, o dado é um alerta importante. "Essa recomendação tem de ser feita", disse.
 
Estadão

Uso da pílula do dia seguinte é alto entre jovens

Estudo da USP com 800 mulheres mostra que 60% delas usaram o contraceptivo de emergência; 18,5% recorreram ao remédio mais de uma vez em 1 ano
 
A pílula do dia seguinte chegou a entrar na rotina de Bárbara (nome fictício) durante parte da adolescência. Aos 16 anos, ela começou a namorar sério, abandonou a camisinha e decidiu confiar apenas na tabelinha. "Evitava ter relação quando estava no período fértil, mas teve uma vez que o impulso foi mais forte", conta ela, hoje com 18 anos. Bárbara, moradora da zona norte de São Paulo, faz parte de um universo no qual quase 60% das jovens já usaram o método emergencial contraceptivo uma vez na vida.
 
O porcentual surpreendeu pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que ouviram 800 jovens. "Estudos anteriores em regiões metropolitanas indicavam taxas menores, em torno de 50%", afirma Ana Luiza Borges, professora da Escola de Enfermagem e coordenadora do trabalho apresentado na Conferência Internacional de Planejamento Familiar, na semana passada na Etiópia.

Feito em Arujá em 2011, o trabalho entrevistou alunos entre 15 e 19 anos e seus resultados podem, segundo os pesquisadores, ser estendidos à Região Metropolitana. Do total, 307 jovens disseram ter vida sexual ativa. Entre os alunos de escolas públicas, 57,9% disseram ter usado a pílula e 57% dos estudantes das particulares também já recorreram ao método.

O medo de engravidar e "decepcionar a família" levou Bárbara a ir com uma amiga a uma farmácia em busca do medicamento. "Sempre tinha ouvido que essa pílula causava vários efeitos colaterais, mas não senti nada de diferente quando tomei. Por isso, acho que acabei relaxando. Se na primeira vez usei por desespero, a partir da segunda, virou comodismo", diz ela, que tomou o remédio por quatro meses seguidos.

A maioria fez como Bárbara e comprou o produto nas farmácias: 74,6%. Apenas 6,8% obtiveram os contraceptivos em posto de saúde. A pílula é acessível e custa em torno de R$ 12. Para a professora, o comportamento tem um lado positivo: "Jovens conseguem tomar medidas para evitar gravidez indesejada", diz. Para Ana Luiza, no entanto, a baixa procura por profissionais de saúde representa a perda de oportunidade de se repassar informações aos jovens.

Abuso. Ana Luiza, porém, destaca que não é a maioria dos jovens que seguem o comportamento de Bárbara, que usou a pílula por diversas vezes. "O receio de que a pílula de emergência fosse usada indiscriminadamente não foi confirmado", diz. Do total, 18,5% dos jovens recorreram ao método mais de três vezes em um ano. "Só no quarto mês de uso comecei a ver que aquilo estava me fazendo mal. Meu ciclo menstrual ficou desregulado", diz Bárbara.

A professora observa que a maior parte dos jovens (31,6%) recorre à contracepção de emergência por insegurança. "É o medo de não ter usado de forma adequada o contraceptivo", diz Ana Luiza. Foi esse sentimento, por exemplo, que levou a universitária Camila (nome fictício), de 18 anos, ao uso da pílula do dia seguinte. Ela usou quando ainda era virgem. "Tinha 16 anos e meu maior medo era engravidar. Minha irmã tinha engravidado e eu sabia como era difícil. Só que teve um dia que eu e meu namorado começamos a nos beijar, foi dando aquela vontade e quase aconteceu. Como teve contato direto do meu corpo com o dele, fiquei desesperada", conta a jovem moradora de Diadema, no ABC paulista.

"O aconselhamento é importante para todos os grupos", diz a pesquisadora, mas um dado é preocupante: 19,8% não quiseram usar nenhum contraceptivo. Remédio de emergência, a pílula do dia seguinte deve ser usada no máximo até 72 horas depois da relação sexual. O acesso ao medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi facilitado em abril deste ano.
 
Estadão

É caso de pronto-socorro?

Antes de ir ao hospital, mãe deve ligar para o pediatra para pedir orientação. Isso evita a exposição desnecessária

Levar ou não ao pronto-socorro? Essa pergunta costuma assombrar até as mães mais experientes.  Algumas doenças precisam ser tratadas imediatamente para que o quadro não piore. Mas levar o bebê sem necessidade ao hospital também pode trazer sérias complicações.
 
O que fazer nessas horas? “Esse é o grande dilema. A gente tem uma emergência pediátrica que atende de 10% a 15% de urgências. O resto poderia ser feito no consultório do pediatra”, revela Martha Fabíola, gerente médica do Pronto Baby, no Rio de Janeiro.
 
Segundo Martha, isso acontece porque muitas mães trabalham e acabam não tendo tempo de marcar consultas com o médico. Apesar de parecer prático, essa atitude não é uma boa alternativa.
 
Perigos da emergência
Ao entrar no hospital para tratar de uma doença, você pode acabar se expondo a novas ameaças. Se isso é complicado até para os adultos, imagine para um bebê que ainda não tem o sistema imunológico maduro. “Na emergência, às vezes há crianças com doenças infectocontagiosas”, alerta a médica. “Pode ter uma criança com meningite, com catapora.”
 
Alguns lugares separam a fila de espera seguindo uma classificação de risco. Ou seja, uma criança com sintomas de doença contagiosa não aguarda em contato com outros pacientes. Isso minimiza os problemas, mas não é uma garantia. Não são todos os locais que contam com o procedimento, ou então, o quadro não é identificado com facilidade.
 
Quando levar ao pronto-socorro
Isso não significa que você nunca deve levar seu filho ao hospital. Pelo contrário. Em alguns casos, o socorro imediato é fundamental. Segundo Martha, quadros como os de traumas, principalmente com lesões na cabeça, feridas causadas por objeto cortante, febre alta intensa, faltas de ar causadas por laringite ou crises de asma, devem ser analisados o mais rápido possível.
 
Apesar da pressa, o recomendado é consultar antes o pediatra por telefone. Ele pode orientar alguns procedimentos e avaliar se é necessário ou não levar ao pronto-socorro. “O profissional que está na emergência trata, mas não conhece o caso completo da criança”, explica Martha. O ideal, segundo ela, é que o médico do pronto-socorro entre em contato com o pediatra da criança para passar as informações e aí, sim, traçar a conduta junto com ele.
 
Manter a calma nessas horas é fundamental para acertar nas decisões. Ficar nervosa só vai assustar seu filho e tornar a situação ainda mais complicada.

Meu Bebê

Vida de gestante: o que não posso fazer?

Alimentos crus, musculação intensa e bebida alcoólica nos primeiros meses são contraindicados
 
A alimentação correta é uma das prioridades de toda gestante. É importante fazer o pré-natal para saber se você pode comer alimentos crus.
 
© Stephanie Fields
 
“Não são todas as gestantes que podem comer salada fora de casa, carne malpassada e gema de ovo crua”, exemplifica Adriana Lippi, obstetra da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A restrição se dá pelo risco de toxoplasmose.
 
© Stephanie Fields
 
Se você gosta de malhar na academia, prepare-se para diminuir o ritmo. Não é preciso parar a atividade, mas procure mudar o treinamento. “Diminua a carga e aumente a repetição”, indica a médica. Em uma gestação saudável, a atividade física não é contraindicada. Mas é preciso que haja um cuidado especial, principalmente no primeiro trimestre. Boas opções para manter o corpo em movimento são hidroginástica e ioga.
 
© Stephanie Fields
 
O cinto de segurança e a proximidade com o volante dificultam a vida das grávidas motoristas. Se você não tem nenhum problema de saúde, o indicado é dirigir no máximo até a 36ª semana. “Às vezes, elas acham que o airbag protege, mas ele pode abrir em cima da barriga”, avisa Adriana.
 
© Stephanie Fields
 
Nem todos os médicos permitem a ingestão de álcool durante a gravidez. Mesmo os que permitem, pedem para que o consumo não seja feito durante os três primeiros meses. “Essa é a fase de formação do bebê”, conta Adriana. “Depois disso, pode-se tomar com muita cautela uma dose de vinho na semana, por exemplo.” Mas verifique antes a opinião do seu médico.
 
© Stephanie Fields
 
Não há um consenso se a gestante pode ou não viajar de avião. “Na verdade, são as empresas aéreas que proíbem depois de 34 semanas”, explica a médica. “Se tiver algum problema no voo, a responsabilidade legal é da companhia.” Não vale a pena correr o risco de ter algo dentro do avião - nem para a mãe, nem para a empresa.
 
© Stephanie Fields
 
A exposição solar pode provocar manchas na pele da grávida. Não é preciso evitar ir à praia, mas procure uma sombra confortável e lembre-se do filtro solar. “Não se pode ficar muito tempo no sol”, conta Adriana. O excesso de sol está relacionado à questão estética da mãe, mas não traz nenhum mal para o feto.
 
© Stephanie Fields
 
Meu Bebê

Beber refrigerante aumenta risco de câncer de próstata

Uma única latinha por dia já é prejudicial, aponta estudo sueco
 
Refrigerantes já saíram do cardápio de inúmeras mulheres preocupadas com o peso e até o aumento da celulite. Agora, o consumo da bebida também deve cair entre os homens: um estudo descobriu que beber refrigerante pode favorecer o surgimento de tipos agressivos de câncer de próstata. A pesquisa será publicada na próxima edição do American Journal of Clinical Nutrition, mas já foi divulgada online,
 
Especialistas da Lund University, na Suécia, acompanharam oito mil homens com idades entre 45 e 73 anos por um período de 15 anos. Todos foram submetidos a uma bateria de exames regularmente e tiveram seus hábitos alimentares avaliados.
 
Os resultados mostraram um aumento de 40% no risco de desenvolver formas graves de câncer de próstata entre homens que bebiam 330 mililitros de refrigerante diariamente, o que equivale a quase uma latinha por dia. Outra conclusão foi de que consumir uma dieta rica em carboidratos, como arroz e massas, aumentava o risco de desenvolver tipos menos agressivos de câncer de próstata em 31%. Por fim, açúcar e cereais matinais foram associados a uma probabilidade 38% maior de desenvolver tipos menos agressivos desse câncer.
 
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre o público masculino, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Para se prevenir da doença, especialistas dão uma lista de recomendações, além, é claro, da redução do consumo de refrigerante.
 
Confira quais são eles:
 
1. Beba leite
Fonte de vitamina D e cálcio, o leite ajuda no processo de autodestruição de células cancerígenas. Recomenda-se a ingestão de 500 ml da bebida por dia. Mais do que isso pode ser prejudicial.
 
2. Tempere com alho e cebola
Alho e cebola podem diminuir em até 30% o risco de desenvolver o câncer de próstata. Isso acontece graças a compostos sulfurosos e nutrientes antioxidantes neles presentes. Meia cebola ou dois dentes de alho por dia já são o suficiente.
 
3. Coma tomate
Rico em licopeno, o tomate é um famoso aliado de quem deseja se prevenir do câncer de próstata. A substância com alto poder antioxidante diminui em até 33% o risco de ter a doença.
 
4. Soja
A genisteína, um tipo de isoflavona, foi apontada em diversos estudos como um elemento capaz de favorecer a autodestruição de células cancerígenas. Invista em bebidas à base de soja ou mesmo em carnes de soja.
 
Minha Vida

Use a dieta para prevenir câncer de próstata

Tomate- Foto Getty Images
Talvez o mais famoso amigo da próstata, o tomate é rico em
licopeno, substância de alto poder antioxidante
Sete alimentos que não podem faltar à mesa do homem saudável
 
A preocupação aumenta com a chegada da idade. Até os homens que reclamam de ir ao médico acabam cedendo e aceitam o exame de toque retal, usado para fazer o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Mesmo assim, a doença ainda é uma grande ameaça à saúde masculina, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer ? só perde para o câncer de pulmão no número de mortes provocadas anualmente.

Mas a prevenção pode começar bem antes dos 45 anos, idade em que o homem deve começar a fazer consultas anuais com o urologista. "Há alimentos que previnem o câncer de próstata e outros que podem influenciar o aparecimento da doença, em pacientes com pré-disposição a ela", afirma o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz.

Fazer uma dieta seletiva, portanto, é fundamental para a saúde do aparelho reprodutor. A melhor parte dessa história? "Existem opções muito saborosas, disponíveis no dia a dia, indicadas para prevenir o câncer na próstata, não são alimentos difíceis de encontrar", diz o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Médica Brasileira de Nutrologia. Os dois especialistas mostram a seguir quais são os itens indispensáveis na mesa do homem saudável. 
 
Leite e derivados - Foto Getty ImagesLeite
O leite é uma ótima fonte de vitamina D e cálcio, substâncias que ajudam no processo de apoptose (autodestruição de células que não estão funcionando bem, característica das células cancerígenas). Além disso, essas sustâncias melhoram o funcionamento do sistema imunológico, ajudando a combater doenças. "Consumir até 500 ml de leite por dia realmente ajuda a afastar o câncer de próstata", diz o nutrólogo Roberto Navarro.

Mas, se consumidos em excesso, o leite e seus derivados podem ter o efeito contrário, aumentando as chances desse tipo de câncer. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Harvard, consumir mais do que meio litro de leite por dia pode aumentar em até 20% as chances de câncer de mama e de próstata. "O cálcio em excesso diminui a absorção de vitamina D no organismo, essencial no processo de proteção contra câncer de próstata", alerta o especialista.          
         
Alho e cebola - Foto Getty ImagesAlho e cebola
O consumo de alho e cebola pode diminuir em até 30% as chances de câncer de próstata, de acordo com estudo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI). Compostos sulfurosos, nutrientes antioxidantes que impedem a ação dos radicais livres, assinam a boa notícia. "Meia cebola ou dois dentes de alho por dia já diminuem as chances desse tipo de câncer", diz o nutrólogo.
 
Tomate- Foto Getty ImagesTomate
Talvez o mais famoso amigo da próstata, o tomate é rico em licopeno, substância de alto poder antioxidante. Essa proteção pode diminuir em até 33% as chances de desenvolvimento de tumores na próstata, segundo estudo feito pela Universidade de Harvard. Mas atenção: o organismo só consegue absorver o licopeno de alimentos cozidos - o estudo americano mostrou que homens com mais de 50 anos, habituados a consumir molho de tomate ou catchup mais de 10 vezes por semana, podem diminuir em até 50% as chances da doença.
 
Soja - Foto Getty ImagesSoja
Conhecida por ser um alimento bastante versátil, a soja também desempenha um papel importante na hora de prevenir câncer de próstata. "A revisão de vários estudos indica que a genisteína, um tipo de isoflavona, aumenta a capacidade de autodestruição (apoptose) das células cancerígenas", diz o nutrólogo Roberto Navarro. 
 
 
Oleaginosas - Foto Getty imagesOleaginosas
As oleaginosas, como nozes, amêndoas, avelã e amendoim, são ricas em selênio, mineral com ação antioxidante e que ajuda na renovação das células. "Duas nozes por dia, por exemplo, já suprem as quantidades diárias recomentadas de selênio", diz Roberto Navarro.Além disso, as oleaginosas contêm vitamina E, nutriente que melhora o funcionamento do sistema imunológico.
 
Brócolis - Foto Getty ImagesVegetais verde-escuros
Vegetais como brócolis couve flor e espinafre diminuem os casos de câncer de próstata. Isso acontece porque esses alimentos são ricos em ácido fólico, nutriente que combate o efeito dos radicais livres nas células. O estudo, publicado na revista especializada Cancer Prevention Research, dos Estados Unidos, recomenda o consumo de pelo menos um vegetal verde por dia para garantir o efeito preventivo.
 
Chá verde - Foto Getty ImagesChá-verde
Beber cinco xícaras de chá verde diariamente pode ajudar a diminuir em 50% o risco de desenvolvimento do câncer de próstata, segundo estudo do Centro Nacional Epidemiológico de Prevenção contra o Câncer, no Japão. O estudo avaliou cerca de 50 mil pessoas, com idades entre 40 e 69 anos para descobrir que a catequina, substância encontrada em abundância na bebida, além de inibir o crescimento das células cancerígenas, também pode reduzir a quantidade de testosterona presente no corpo ? hormônio relacionado ao desenvolvimento do tumor. 
 
Minha Vida

17 de Novembro: Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata

Dois chás por dia reduzem o risco de câncer de próstata, diz estudo

Hortelã - Foto: Getty ImagesUso regular da bebida diminui em 37% probabilidade de desenvolver um tumor
 
Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda, descobriu que homens que bebem pelo menos duas xícaras de qualquer tipo de chá por dia apresentam menor risco de desenvolver câncer de próstata. Os resultados foram publicados em março no jornal Cancer Causes & Control.

A equipe comparou 892 homens diagnosticados com câncer de próstata com um grupo controle de cerca de 800 homens que estavam em boa saúde. Os pesquisadores estudaram a dieta e os hábitos de consumo dos dois grupos e notaram que aqueles que ingeriam duas ou mais xícaras de chá por dia apresentavam um risco 37% menor de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que não consumiam a bebida. Além disso, os autores notaram que a maioria dos participantes consumia café, e que essa bebida não causava impacto significativo na redução do risco de câncer.

O estudo não examinou como o chá pode ajudar a prevenir tumores de próstata. No entanto, investigações anteriores já demonstraram que a bebida contém substâncias chamadas polifenois, que podem proteger os tecidos e órgãos vitais contra uma invasão de células cancerosas.

Compare os benefícios de 14 tipos de chá
Chás quentinhos são muito bem-vindos, ainda mais quando os termômetros despencam. Para aproveitar as vantagens terapêuticas que eles fornecem, no entanto, é preciso saber a forma correta de preparo. "Desligue o fogo assim que a água começar a ferver, acrescente duas colheres de sopa para um litro ou duas colheres de chá para cada 250 ml, abafe por três a cinco minutos e coe", explica a nutricionista Flávia Cyfer, do Rio de Janeiro. Ela ainda aconselha a armazenar sempre na geladeira ou na garrafa térmica e jamais reaquecer a bebida, porque parte de suas propriedades serão perdidas.
 
Confira abaixo os benefícios de 14 chás diferentes e escolha o seu preferido! 
 
Capim cidreira - Foto: Getty ImagesCapim cidreira
Essa erva é aliada do sistema digestivo e ainda ajuda a aliviar gases. "É um chá ótimo para ser tomado depois das refeições por pessoas que tem problemas de digestão", conta a nutricionista Flávia Cyfer. A nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde, também lembra que esse chá serve de calmante, como se fosse um sedativo natural.
Camomila - Foto: Getty ImagesCamomila
Também de ação calmante, a camomila é boa para combater ansiedade e insônia e tem sido muito usada para aliviar a enxaqueca. "Essa opção é muito indicada no período da TPM, já que ajuda a amenizar cólicas, além da ação calmante", conta a nutricionista Bruna Murta. A nutricionista Flávia Cyfer dá outra dica: "A pessoa que quiser dormir melhor à noite pode misturar uma colher de camomila e outra de erva cidreira, para um efeito sedativo melhor".  
Hortelã - Foto: Getty ImagesHortelã
Essa folhinha de aroma revigorante serve como antiparasita e antifúngica, ou seja, ajuda a matar bactérias ruins, principalmente do intestino, e auxilia pessoas que estão com complicações de gases. A nutricionista Bruna Murta acrescenta que ela é ótima para melhorar a digestão, combatendo azias.  
Alecrim - Foto: Getty ImagesAlecrim
"É um digestivo excelente, melhor ainda do que a hortelã", conta a nutricionista Bruna Murta. O alecrim também é muito usado para ajudar pessoas que querem controlar o peso, pois aumenta a sensação de saciedade.

De acordo com a nutricionista Flávia Cyfer, esse chá ainda tem ações antipasmódica e anti-inflamatória - boas para cólica renal e menstrual -, ação antifúngica - ótima para ajudar a mandar embora o fungo cândida do organismo - e ação desintoxicante. "É um verdadeiro tônico para o fígado", comenta a profissional.
 
Erva doce - Foto: Getty ImagesErva doce
O aroma dessa erva é muito usado como forma de relaxante.
 
 O chá, além de propiciar esse benefício, também ajuda no combate a cólicas e gases, além de melhorar a digestão. 
Chá mate - Foto: Getty ImagesChá mate
Preferido de muitos, o chá mate tem ação termogênica e antioxidante, bom para acelerar o metabolismo e evitar o envelhecimento precoce. É preciso um cuidado, apenas, com o seu poder estimulante, por conter cafeína. "Pessoas com hipertensão precisam evitar exageros, porque o chá mate aumenta a circulação e ainda pode irritar ainda mais a parede do estômago de quem tem gastrite", lembra a nutricionista Bruna Murta. 
Chá de canela - Foto: Getty ImagesChá de canela
A canela pode ser uma ótima aliada no controle de diabetes. A nutricionista Bruna Murta explica que ela ajuda na redução da glicemia, regulando o açúcar no sangue. Além disso, a nutricionista Flávia Cyfer lembra que ela ajuda a diminuir a vontade de comer doces e melhora a circulação.

Um estudo, realizado pelo Kansas State University, nos Estados Unidos, constatou que consumir meia colher de sopa por dia de canela ajuda a regular o colesterol. Os pesquisadores acreditam que tal redução é resultado da ação dos antioxidantes, que ajudariam a eliminar parte da gordura ruim que ingerimos com maior rapidez.
 
Chá verde - Foto: Getty ImagesChá verde
Esse é mais um chá campeão. "É desintoxicante, ajuda a fortalecer o sistema imunológico, previne problemas cardiovasculares por controlar o colesterol e ainda tem vários princípios ativos que ajudam na prevenção do câncer", afirma a nutricionista Bruna Murta.

Flávia Cyfer complementa as vantagens dessa bebida: ajuda a combater cáries - basta fazer bochechos com ela - e serve de protetor solar interno, ajudando a proteger a pele contra raios ultravioletas. Tomar o chá, no entanto, não dispensa o uso do protetor solar externo.

O chá verde também é muito famoso pela ação termogênica, ou seja, acelera o metabolismo na queima de gorduras e pode contribuir para quem quer perder os quilos extras. Mas vale lembrar que a bebida não é milagrosa e nem ajuda a emagrecer sozinha - sempre é preciso aliar uma dieta equilibrada com exercícios físicos.
 
Hibisco - Foto: Getty ImagesChá de hibisco
Segundo a nutricionista Flávia Cyfer, o hibisco ajuda no controle do colesterol e é muito diurético, capaz de fazer uma varredura de toxinas no organismo. "Ele ajuda a eliminar gordura e pode ser uma boa opção para hipertensos, porque tem menos cafeína que o chá verde, mas benefícios semelhantes", conta a profissional.

A nutricionista Bruna Murta explica que o fator que torna o chá de hibisco aliado do combate ao excesso de peso é a ação anti-inflamatória. "A bebida ajuda a diminuir a inflamação da obesidade, que é considerada um estado inflamatório do corpo", afirma.
 
Chás - Foto: Getty ImagesChá de gengibre
"O gengibre é um dos melhores anti-inflamatório que temos na natureza", diz a nutricionista Flávia Cyfer. Ele também atua no sistema digestivo contra cólicas e gases e ajuda no combate à celulite, tão indesejada pelas mulheres. A nutricionista ainda indica esse chá para combater enjoos e náuseas, principalmente em gestantes, que não podem usar muitos remédios durante a fase da gestação.
 
Limão - Foto: Getty ImagesChá de limão
Além de a fruta ser rica em vitamina C, a nutricionista Flávia Cyfer conta que ela tem ação alcalinizante, ou seja, ajuda a deixar o pH do sangue dentro do nível alcalino, que é como ele deve ficar. "Com esse nível estabilizado, não há perda desnecessária de nutrientes e todos os sistemas do corpo atuam da forma correta, garantindo saúde plena", diz a profissional.

O conselho de Flávia é fazer o chá junto com a casca, porque ela tem uma ação muito forte de desintoxicação do organismo.
 
Maracujá - Foto Getty ImagesMaracujá
O maracujá já é famoso por ajudar a acalmar os nervos.
 
As nutricionistas indicam esse chá para combater ansiedade, estresse, insônia, irritação e agitação.  
 
Maçã - Foto: Getty ImagesMaçã
A fruta também tem ação calmante, além de ótima para ajudar na digestão.
 
A nutricionista Flávia Cyfer também indica que ela é diurética, com efeito laxante.  
 
Alfazema - Foto: Getty ImagesChá de alfazema
Mais um chá que ajuda a aliviar cólicas.
 
De propriedade calmante e bactericida, a alfazema também é muito usada para amenizar dores de cabeça.  
 
 
Minha Vida

Tire dúvidas sobre a cirurgia de retirada da próstata e quando é indicada

próstata - Foto: Getty ImagesEjaculação é afetada após prostatectomia, mas libido se mantém
 
O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata é comemorado oficialmente no dia 17 de novembro, mas as ações de prevenção se estendem por todo mês como parte da campanha de conscientização da doença, o Novembro Azul. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que 60 mil homens serão diagnosticados com este tipo de câncer a cada ano no Brasil.
 
Parte natural do desenvolvimento do homem, a hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata) pode acometer até 80% dos homens com 50 anos ou mais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia. Em alguns casos, esse crescimento é exagerado, e pode causar complicações durante a micção, uma vez que a próstata aumentada pode pressionar a uretra, canal responsável por excretar a urina.
 
Essa condição benigna pode evoluir para um câncer de próstata - o segundo câncer mais incidente entre os brasileiros do sexo masculino. O tratamento padrão para o câncer de próstata é a prostatectomia radical, que consiste na retirada da próstata e, consequentemente, do tumor que ali se instala. Por envolver questões relacionadas à sexualidade, muitos homens preferem tratar o assunto como um tabu e não buscam mais informações a respeito da cirurgia ou mesmo da doença.
 
Se você tem algum fator de risco para o câncer de próstata ou já sofre com a doença e quer saber mais sobre o procedimento usado para tratá-lo, tire suas dúvidas:
 
próstata - Foto: Getty ImagesA prostatectomia é indicada apenas para o câncer de próstata?
Sim, a prostatectomia é, por excelência, a cirurgia para retirada da próstata. "O procedimento cirúrgico é indicado para pacientes que podem se beneficiar do tratamento", explica o urologista Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia regional Rio de janeiro. A cirurgia é realizada nos casos de câncer de próstata pois seu objetivo é retirar todo o tumor maligno - e essa é a única maneira de obter êxito. Entretanto, em alguns casos, ela pode ser indicada para a hiperplasia prostática, doença definida pelo crescimento anormal da próstata. A hiperplasia, embora possa se transformar em um câncer, é uma condição ainda benigna.
 
homem no médico - Foto: Getty ImagesA próstata é sempre retirada completamente?
Nem sempre. "No tratamento do câncer de próstata, sim, é necessário retirar todo o órgão para extirpação total da doença, visando cura e diminuindo a possibilidade de recidiva ou necessidade de tratamento complementar", afirma o urologista e cirurgião geral Rodrigo Frota, diretor da Sociedade de Urologia do Rio de Janeiro. Nesse caso a cirurgia é chamada de prostatectomia radical, e são retiradas a próstata e as vesículas seminais. "Mas também pode ser feita a prostatectomia retropúbica, para tratamento da hiperplasia de próstata, onde se retira parcialmente o órgão."
 
homem no banheiro - Foto: Getty ImagesVoltarei a urinar normalmente?
É muito comum a hiperplasia prostática causar urgência para urinar ou gotejamento de urina, e a expectativa do paciente é que esse problema seja extinguido com a cirurgia. Entretanto, a prostatectomia envolve a retirada de uma parte da musculatura que controla a abertura e o fechamento da uretra - e o resultado disso é a incontinência urinária. "Parte da uretra passa pela próstata, e com a sua retirada, é necessário ligar a bexiga com parte da uretra, o que ocasiona incontinência pós-operatória", afirma o urologista Rodrigo. Essa complicação no geral é transitória, e, de acordo com Alfredo Canalini, o tratamento fisioterápico específico é uma opção para aumentar as chances de recuperação no pós-operatório.

Além disso, a técnica robótica usada hoje em dia para a realização desse tipo de cirurgia possibilita uma maior liberdade de movimentos dos instrumentos e melhor visualização do local. "Dessa forma, evoluímos com uma melhora importante na recuperação da continência urinária, além de garantir que ela permaneça por um tempo mais curto", diz Rodrigo.
 
homem cobrindo o pênis com as mãos - Foto: Getty ImagesA cirurgia pode causar impotência?
Sim, o problema pode acontecer em menor ou maior grau. Mas atualmente há mais cuidado e técnicas avançadas para que a cirurgia afete o mínimo possível a função sexual masculina. "A dificuldade de ereção após esta cirurgia ocorre porque os nervos que inervam o pênis, comandando a ereção, passam ao lado da próstata, e por vezes podem ser lesados em casos que, devido ao tamanho e extensão do câncer, uma dissecção mais ampla em torno da próstata seja necessária", conta o urologista Alfredo. Segundo Rodrigo Ueta, a técnica robótica também pode ajudar nesse sentido, uma vez que proporciona melhor visualização dos nervos, portanto, menos danos e menor possibilidade de impotência no pós-operatório. "Nos casos em que a neoplasia permite a preservação dos feixes nervosos, há possibilidade de manutenção e recuperação precoce da função erétil", afirma Ravendra Ryan Moniz, coordenador do Departamento de Urologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. Ele afirma que, atualmente, tanto a disfunção erétil quanto a incontinência urinária podem ser revertidas com o tempo médio de seis meses a um ano.
 
teste de gravidez - Foto: Getty ImagesNão vou mais ejacular?
A próstata é uma importante glândula, acessória do aparelho reprodutor masculino. "Com a retirada total da próstata e vesículas seminais não ocorrerá mais a ejaculação, uma vez que são esses os órgãos responsáveis pela formação do sêmen", afirma o urologista Rodrigo. Por isso que, para pacientes que pretendem ter filhos após a cirurgia, é recomendada a criopreservação do esperma, que é o congelamento do espermatozoide para ser usado em futuras técnicas de fertilização. "É importante ressaltar que não há mais ejaculação, porém, o orgasmo continua normal."
 
casal - Foto: Getty ImagesA libido pode ser prejudicada?
Não, a cirurgia não é responsável por possíveis alterações na libido. "A alteração da libido está relacionada com fatores hormonais, que não são afetados com esta cirurgia", explica o urologista Alfredo. Dessa forma, a prostatectomia não irá interferir organicamente do desejo sexual do homem. Entretanto, o homem poderá se sentir psicologicamente afetado pela cirurgia e, com isso, ter sua libido prejudicada. Caso isso aconteça, é importante o acompanhamento com um profissional.
 
camisinhas - Foto: Getty ImagesA prostatectomia interfere no tamanho do pênis?
De forma alguma. A prostatectomia é a retirada da próstata e glândulas seminais, não tendo qualquer relação com o pênis. A cirurgia não interfere no tamanho do pênis ou qualquer outro tipo de deformação, uma vez que não envolve qualquer procedimento com esse órgão.
 
homem no médico - Foto: Getty ImagesQuais sintomas indicam que houve uma complicação importante na cirurgia?
Segundo o urologista Rodrigo, é importante ficar atento a sintomas como incontinência urinária (com o uso de mais de três fraldas por dia), trombose vascular, lesões no intestino e hemorragias. No geral, os pacientes devem ser acompanhados e qualquer mudança perceptível após a cirurgia deve ser informada ao médico. "Pacientes mais jovens e que tem por hábito, já no pré-operatório, a prática de atividade física e mantém o peso ideal costumam ter uma recuperação mais breve", afirma o urologista Ravendra.
 
Minha Vida

DPOC: oito cuidados que o paciente deve ter ao se exercitar

DPOC: oito cuidados ao fazer exercíciosExercícios com orientação podem melhorar o fôlego e a força muscular no portador
 
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, mais conhecida pela sigla DPOC, é um distúrbio do sistema respiratório com duas causas diferentes: a primeira é a bronquite crônica, marcada pela tosse prolongada com muco, e a segunda está relacionada ao enfisema, doença que envolve a deterioração dos pulmões ao longo do tempo, causada pelo tabagismo. O que une essas duas alterações sob uma única nomenclatura é o fato de se tratarem de problemas crônicos, portanto sem cura, porém com tratamento eficaz, e que causam as mesmas dificuldades de respiração. Além disso, elas costumam aparecer associadas.

O pneumologista Oliver Nascimento, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia, explica que a DPOC não é uma doença apenas pulmonar. "Ela causa uma inflamação que atinge a corrente sanguínea, que, por sua vez, libera mediadores inflamatórios que enfraquecem a musculatura". Essa perda de força muscular leva a pessoa que tem a doença a se tornar sedentária e ficar mais em casa, perdendo cada vez mais musculatura de pernas e braços. A falta de ar causada pelo distúrbio pulmonar é outro fator limitante.

"A prática de exercícios físicos vai atuar nessas duas frentes: os exercícios aeróbicos ajudarão a recuperar e manter o condicionamento cardiorrespiratório e os exercícios de resistência, feitos com pesinhos ou halteres, ajudarão a fortalecer a massa muscular", explica o pneumologista Oliver Nascimento. "Portanto, a atividade física é uma boa maneira de tornar a DPOC mais fácil de conviver". Mas antes de calçar o tênis e sair por aí se exercitando, existem alguns cuidados que você deve tomar. Eles impedem que você pratique mais exercícios do que o recomendado ou ignore sinais de que seu corpo está cansado, por exemplo.
 
Confira quais são eles a seguir e recupere - ou mantenha - a sua qualidade de vida:
 
Consulta médica - foto: Getty ImagesExames médicos
 Antes de começar a fazer exercício físico, é fundamental que o portador de DPOC vá ao médico e faça exames para ver se ele está apto a fazer a atividade e ainda quais são os limites que devem ser respeitados durante o treino. "Além da avaliação clínica que inclui o estado geral do paciente, verificação do uso das medicações e exames mais simples, como o de sangue, o portador de DPOC passará por um teste de esforço feito na esteira, em que será observado, principalmente, se há queda da oxigenação do sangue", explica Oliver Nascimento. Caso o paciente esteja bem, mas apresente queda da oxigenação, haverá a necessidade de usar oxigênio extra através de uma cateter nasal durante o exercício. Caso o paciente esteja bem e não tenha queda da oxigenação, poderá se exercitar sem uso de oxigênio extra, apenas prestando atenção aos sinais do corpo, como cansaço e falta de ar.
 
Cateter de oxigênio - foto: Getty ImagesUso de suplementação de oxigênio
Como foi dito acima, o uso de suplementação de oxigênio não é um impeditivo para a realização de exercícios físicos. O pneumologista Oliver Nascimento explica que existem três formas de ofertar oxigênio: através de grandes cilindros, de concentradores de oxigênio - que são ligados na tomada e separam o oxigênio de todos os outros componentes do ar - e do oxigênio líquido, que se transforma em gás para respiração. Tanto os concentradores de oxigênio quanto o oxigênio líquido podem ser portáteis: o primeiro pode funcionar à bateria, com duração média de seis horas, e ser transportado numa maleta, enquanto o oxigênio líquido pode ser levado numa garrafa. O oxigênio chegará ao paciente através de um cateter plástico que sai do recipiente é encaixado no nariz. Ele pode ser retirado quando não for mais necessária a oferta de oxigênio.
 
Falta de ar - foto: Getty ImagesAtenção aos sinais e sintomas
"Dentre todos os sinais que podem aparecer durante a atividade física o que sempre aparece primeiro é falta de ar", explica Oliver Nascimento. "Depois podem surgir cansaço extremo, chiado no peito, tontura e sensação de coração acelerado". Caso isso aconteça com você, o recomendado é parar o exercício e respirar tranquilamente até que se sinta bem novamente. Caso esteja difícil de respirar, a dica é, em vez de soltar o ar pela boca de uma vez só, expirar fazendo bico, como se estivesse soprando. Essa manobra ajuda a fazer com que o ar chegue a todo o pulmão.
 
Respiração - foto: Getty ImagesRespiração
Quem tem DPOC deve sempre ficar atento à respiração na hora de fazer exercícios físicos, no entanto não é preciso forçá-la a seguir algum padrão, basta fazê-la naturalmente, de maneira confortável e que não falte ar. Mas vale lembrar que a respiração pelo nariz é sempre melhor, pois aquece, umidifica e filtra o ar, mas se você sentir necessidade de respirar pela boca, faça isso, pois pode ser um sinal de que o seu corpo precisa de mais oxigênio. O pneumologista Oliver explica que pacientes que usam cateter nasal com suplementação de oxigenação devem, em toda respiração, puxar o ar pelo nariz, caso contrário não conseguirão todo o oxigênio de que precisam. Caso você sinta falta de ar, além de parar o exercício, solte o ar fazendo bico, como se estivesse soprando, permitindo que o oxigênio chegue a todo o pulmão.
 
Exercício físico - foto: Getty ImagesCuidado com a intensidade
O fisiologista do exercício Raul Santo, da Unifesp, explica que os portadores de DPOC têm uma restrição funcional que deve ser respeitada na hora de começar a praticar exercícios físicos. ?Os sistemas respiratório e cardiovascular terão mais dificuldade em fazer que o oxigênio chegue até os músculos, portanto o desempenho sempre será menor em comparação com um indivíduo saudável no mesmo nível de treinamento - a fadiga do músculo acontecerá em menos tempo?. Por isso, as únicas regras quanto à intensidade do exercício é começar sempre de maneira leve e elevar de maneira sutil.

"Caminhadas leves de 30 minutos feitas de três a quatro vezes por semana são uma boa forma de iniciar", recomenda Oliver Nascimento. "Mas o ideal é sempre obedecer as recomendações do seu médico sobre a intensidade a ser seguida". A evolução da atividade física dependerá de muitos fatores, como idade, condicionamento físico e estágio da doença, por isso, o recomendado é conversar com o médico ou com o profissional que acompanha os exercícios quando o paciente se sentir apto a progredir a intensidade. Mas a regra geral é jamais fazer essa alteração por conta própria.
 
Pausa durante o exercícios - foto: Getty ImagesFaça pausas
Caso o paciente de DPOC sinta cansaço frequente durante o exercício, pode fazer pausas ou diminuir o ritmo sem maiores problemas. "O objetivo do exercício nesse caso é promover qualidade de vida, não gerar qualquer tipo de competitividade", explica o fisiologista do exercício Raul Santo. As pausas são uma boa estratégia para que a oxigenação do sangue mantenha-se estável durante a atividade física. Elas devem ser feitas de acordo com a falta de ar, caso ela apareça, o ideal é descansar por um ou dois minutos. Se ela passar, é possível continuar num ritmo mais baixo. Mas se ela persistir ou for muito forte, é importante parar a atividade.
 
Anotação - foto: Getty ImagesFaça um relatório da atividade
"Uma ideia para manter o exercício físico numa intensidade adequada é fazer um relatório sobre a atividade realizada e como o paciente se sentiu durante ela", recomenda Raul Santo. "O ideal é compartilhar esse material com o pneumologista para que ele diga se o paciente está no caminho certo ou se o treino precisa de adaptações". Outra dica é anotar o tempo, a intensidade e o tipo de atividade física, além de pausas e da sua sensação.
 
Exercício com peso - foto: Getty ImagesNão fique só no exercício aeróbico
Oliver Nascimento explica que a doença pulmonar obstrutiva crônica causa a liberação de mediadores inflamatórios na corrente sanguínea que chegam aos músculos e causam seu enfraquecimento. Para brecar esse efeito danoso, o ideal é fazer exercícios físicos de resistência, como a musculação, por exemplo. Ela ajuda a reverter a perda de massa muscular e de quebra pode melhorar a restrição pulmonar, já que o músculo treinado capta o oxigênio do sangue com mais facilidade. Mas antes de começar esse treino, o paciente deve conversar com o médico e sempre iniciar com exercícios leves.
 
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