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segunda-feira, 3 de março de 2014

Exames: Sigmoidoscopia

Sigmoidoscopia analise o sigmoide, parte final do intestino grosso
Exame analisa parte final do cólon e pode detectar pólipos ou tumores
 
Uma sigmoidoscopia é um exame usado para avaliar a parte inferior do intestino grosso (cólon). Durante o exame a sigmoidoscopia, um tubo fino e flexível (sigmoidoscópio) é inserido pelo reto.
 
Uma câmara de vídeo pequena na ponta do tubo permite que o médico veja dentro do reto e a parte do cólon correspondente ao sigmoide - últimos 61 centímetros do intestino grosso. Se necessário, amostras de tecido (biópsias) podem ser durante o exame. A sigmoidoscopia não permite ao médico ver todo o cólon. Como um resultado, nem todos os cancros ou pólipos no cólon podem ser detectados com esse teste, sendo necessário encaminhar para uma colonoscopia.
 
Outros nomes
Endosigmoidoscopia, sigmoidoscopia digital
 
Qual médico faz o exame?
A sigmoidoscopia é feita por um proctologista ou endoscopista.
 
Quando o exame é pedido:
 
A sigmoidoscopia pode ser pedida para:
 - Procurar um câncer colorretal ou pólipos
 
- Procurar a causa de sangue nas fezes ou hemorragia retal
 
- Analisar a causa de fezes escuras ou pretas
 
- Encontrar a causa de uma diarreia crônica
 
- Encontrar uma possível causa para anemia por deficiência de ferro
 
- Analisar a causa de uma perda de peso inexplicável
 
- Analisar o cólon após resultados anormais de um exame de fezes
 
- Acompanhar ou tratar doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Chron
 
- Acompanhar o surgimento de pólipos ou câncer colorretal na parte final do intestino
 
- Procurar a causa de dor de barriga crônica.
 
Contraindicações:
 
A sigmoidoscopia é contraindicada para pacientes com:
- Abdômen agudo perfurativo
 
- Diverticulite aguda
 
- Megacólon tóxico.
 
Algumas condições fazem com que o exame de sigmoidoscopia seja adiado:
 - Infarto recente do miocárdio
 
- Embolia pulmonar recente
 
- Neutropenia importante
 
- Gravidez
 
- Aneurisma de aorta ou de ilíaca
 
- Esplenomegalia.
 
Preparo para a sigmoidoscopia
 
Antes de fazer o seu exame de sigmoidoscopia, o médico pedirá para você:
 
- Interromper alguns medicamentos durante dois ou três dias, principalmente suplementos de fibras e medicamentos que contenham ferro
 
- O uso de medicamentos contínuos, como anti-inflamatórios, anticoagulantes e insulina devem ser discutidos com o médico
 
- Converse com seu médico sobre quaisquer dúvidas que você tem o exame de sigmoidoscopia.
 
Nos dias que antecedem a sigmoidoscopia, você precisará seguir alguns cuidados para limpar seu cólon. Você vai parar de comer alimentos sólidos um ou dois dias antes da sigmoidoscopia e não ingerir nada vermelho ou roxo, como suco de uva. O consumo de bebida alcoólica está proibido no dia do exame e no dia anterior em função dos sedativos, pois seus efeitos podem se intensificar.
 
O médico irá receitar um medicamento laxante, que deverá ser ministrado conforme suas instruções.
Isso porque o intestino grosso, onde ficam depositadas as fezes, deverá estar limpo para que o médico possa fazer a análise do órgão. Nos dias anteriores ao exame você irá ao banheiro diversas vezes, por conta da medicação laxativa. Você irá ao banheiro até que a evacuação seja apenas uma água transparente. Essa é a indicação de que o cólon está limpo, preparado para fazer o exame, pois só assim é possível enxergar a mucosa e encontrar lesões.
 
É importante beber muito líquido enquanto puder para não ficar desidratado. Descanse na noite anterior à sigmoidoscopia e pare de comer e beber qualquer coisa no mínimo oito horas antes do exame. Pode ser também que você tome outra solução no dia da sigmoidoscopia, para que em três horas você consiga evacuar tudo o que está no intestino.
 
Para fazer a sigmoidoscopia, é importante que você esteja acompanhado, pois o exame é feito com uma sedação e seus efeitos podem durar horas, impedindo você de praticar atividades como dirigir ou trabalhar.
 
Como é feita a sigmoidoscopia
A sigmoidoscopia deverá ser feita em um consultório médico, clínica ou um hospital. Você vai precisar tirar a maioria de suas roupas e será dada uma vestimenta própria para o exame. Após o intestino estar totalmente limpo, é aplicada a sedação e você ficará deitado de lado, com os joelhos dobrados e encostados na sua barriga.
 
Quando a sedação fizer efeito e você dormir completamente, o médico irá colocar o dedo gentilmente em seu ânus para verificar se há obstrução. Se estiver tudo bem, ele irá inserir um tubo em seu ânus, chamado sigmoidoscópio. O sigmoidoscópio é uma haste flexível da espessura de um centímetro - aproximadamente um dedo indicador. Ele tem uma câmera na sua extremidade, que capta a imagem e transmite para um monitor de televisão, assim como uma fonte de luz para iluminar tudo. O médico irá inserir o sigmoidoscópio até o fim do sigmoide.
 
O médico também pode utilizar pequenas ferramentas, como fórceps ou cotonetes, para recolher amostras de tecido (biópsia) ou retirar pólipos durante a sigmoidoscopia. Normalmente, as pessoas não sentem nada. Ao final da sigmoidoscopia, o tubo é lentamente puxado para fora de seu ânus e a sua área anal será limpa.
 
Duração do exame
A sigmoidoscopia geralmente dura de 30 a 45 minutos, mas pode demorar mais, dependendo do que for encontrado e que é feito durante o teste. Após a sigmoidoscopia, você ficará sob observação durante uma ou duas horas. Quando estiver acordado e capaz de andar, você poderá ir para casa.
 
Usos terapêuticos da sigmoidoscopia
A sigmoidoscopia também pode ser usada como procedimento terapêutico, uma vez que não requer incisões.
 
A sigmoidoscopia pode ser usada para:
- Retirada de pólipos (polipectomias): com ajuda de uma alça na ponta do sigmoidoscópio, o médico laça a base do pólipo e emite uma pequena corrente elétrica pela alça, em toda a volta do pólipo
 
- Colocação de próteses no intestino
 
- Remoção de corpos estranhos (moedas engolidas por crianças, por exemplo)
 
- Tratamento de lesões sangrantes.
 
Possíveis efeitos colaterais
Caso a sedação não seja geral, você poderá sentir cólicas ou dores agudas, consequentes da movimentação do tubo durante a sigmoidoscopia. Você também poderá sentir vontade de evacuar.
 
Após o exame de sigmoidoscopia, você poderá sentir algum inchaço e cólicas nas primeiras horas após o exame. Você terá gases e sentirá vontade de evacuar com frequência. Se foi feita biópsia ou retirado um pólipo, você pode ter traços de sangue nas fezes. Após o período de evacuação mais frequente, pode ser que você passe vários dias sem evacuar.
 
Recomendações pós-exame
Se pólipos foram retirados, o médico pode aconselhá-lo a não tomar aspirina e anti-inflamatórios durante uma ou duas semanas. Ao chegar em casa no dia do exame, você pode começar a se alimentar com líquidos à vontade e um lanche pequeno. É importante tomar bastante líquido para evitar uma desidratação. Nas primeiras seis horas deve ser feita uma dieta mais leve, com alimentos de fácil digestão. Após esse período, se você estiver se sentindo bem, pode fazer uma dieta normal.
 
Possíveis complicações da sigmoidoscopia
A chance de acontecer qualquer problema em uma sigmoidoscopia é muito pequena. No entanto, pode ser que as ferramentas utilizadas durante o exame perfurem o revestimento do sigmoide, causando sangramentos. No geral, o médico percebe esse sangramento durante o próprio exame, já fechando a ferida no mesmo procedimento. O âmbito de aplicação ou uma pequena ferramenta pode rasgar o revestimento do cólon ou causa sangramento.
 
Também pode ocorrer uma perfuração tardia, no geral em decorrência de uma ressecção de pólipo, que pode gerar uma necrose mais profunda, causando sangramento. Nesse caso o paciente é encaminhado ao médico para tratar a ferida de forma adequada.
 
Ligue para o seu médico se você:
- Tiver um sangramento persistente nas fezes
 
- Tiver uma dor de barriga grave
 
- Desenvolver uma febre
 
- Ficar muito tonto
 
- Vomitar
 
- Ficar com a barriga inchada e firme
 
Periodicidade do exame
Pessoas com câncer colorretal ou pólipos na área final do intestino pode ter a sigmoidoscopia usada para tratamento ou acompanhamento da doença. No entanto, a colonoscopia é o exame mais indicada para o diagnóstico e tratamento de doenças do cólon, uma vez que ele analise todo o intestino grosso, e não apenas seu conteúdo final. Dessa forma, o exame que é recomendado para o rastreamento de câncer colorretal é a colonoscopia, sendo a sigmoidoscopia reservada para casos específicos, determinados pelo médico.

O que significa o resultado do exame?
Por ser um procedimento no qual o resultado é mostrado ao vivo, o médico será capaz de dizer os resultados imediatamente após o procedimento. Qualquer alteração na cor ou textura da mucosa do intestino, ou mesmo presença de sangramentos, indicam um problema. As amostras de tecido retiradas na sigmoidoscopia são enviadas para um laboratório, onde serão avaliadas. Outros resultados do teste são preparados em dois a quatro dias, ou então semanas, dependendo da avaliação.
 
Resultados normais:
O revestimento do cólon parece suave e cor de rosa, com um monte de dobras normais. Não pode haver crescimentos, bolsas, sangramento ou inflamações.
 
O que significam resultados anormais
A sigmoidoscopia pode indicar hemorroidas, pólipos, tumores, uma ou mais feridas (úlceras), bolsas na parede do cólon (diverticulose), inflamações, colite e câncer colorretal.
 
Gestantes podem fazer?
Em geral, as mulheres grávidas não são indicadas para fazer a sigmoidoscopia. Primeiramente porque a sedação usada no exame não pode ser ministrada no primeiro trimestre de gestação, que quando se forma o tubo neural do bebê, e depois disso porque o excesso de evacuação pode causar desidratações e deficiências vitamínicas, além de ser um procedimento que pode causar desconfortos.
 
Fontes consultadas
Dalton Marques Chaves, médico endoscopista do Fleury Medicina e Saúde - Sociedade Brasileira de Coloproctologia
 
Minha Vida

Exames: Sangue oculto nas fezes

Coleta das fezes é colocada em recipiente esterilizado e
entregue ao laboratório
Teste investiga doenças do cólon e reto, como câncer e pólipos
 
O que é?
O exame de sangue oculto nas fezes, como o próprio nome diz, analisa a presença de sangue nas fezes que não podem ser vistos a olho nu. Um resultado positivo para esse exame indica que o paciente está sofrendo algum sangramento no intestino grosso, que pode ser consequência de uma inflamação, trauma ou câncer colorretal. O paciente faz a coleta das fezes frescas em casa ou no hospital e leva a amostra para ser analisada em laboratório.
 
Sinônimos/outros nomes
Sangue oculto nas fezes, pesquisa de sangue oculto nas fezes
 
Quando o exame é pedido
A pesquisa de sangue oculto nas fezes deve ser realizada por homens e mulheres a partir dos 40 anos ou que possuem histórico familiar de câncer colorretal. Ele também pode ajudar a identificar pólipos no cólon e reto ou doenças inflamatórias intestinais, como doença de Chron ou colite.
 
O exame também pode ser usado no controle de doenças inflamatórias intestinais, na possibilidade de alergia à proteína do leite de vaca ou outras causas de inflamação no intestino grosso. Ele não é usado para diagnóstico de doenças que acometem a parte alta do intestino ou estômago.
 
Contraindicações
Não há contraindicações para a pesquisa de sangue oculto nas fezes, uma vez que basta a pessoa evacuar e levar sua amostra para o laboratório. Entretanto, o exame não dever ser colhido durante e após três dias do período menstrual ou se o paciente estiver apresentando sangramento hemorroidário ou presença de sangue na urina.
 
Preparo para o exame de sangue oculto nas fezes
- Não usar medicamentos irritantes da mucosa gástrica (ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, corticoides, etc). Se utilizar, informar ao laboratório no momento da entrega do material
 
- Evitar sangramento gengival (com escova de dentes, palito, etc). Se ocorrer, informar ao laboratório no momento da entrega do material.
 
Alguns médicos ou laboratórios podem pedir uma dieta específica de três dias e no dia da coleta do material.
 
A dieta deve ser com exclusão de:
 
- Carne (vermelha e branca)
 
- Vegetais (rabanete, nabo, couve-flor, brócolis e beterraba)
 
- Leguminosas (soja, feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e milho)
 
- Azeitona, amendoim, nozes, avelã e castanha.
 
No geral, a dieta é solicitada por conta do método usado para identificação do sangue oculto nas fezes. Dependendo do laboratório, o método usado não consegue fazer distinção entre sangue humano e sangue de outros animais, sendo contraindicada a ingestão de carnes. Outras restrições podem acontecer para não correr o risco desses alimentos presentes nas fezes reagirem com os componentes químicos usados para análise da coleta.
 
Como é feito
O laboratório irá fornecer os frascos próprios para você fazer a coleta. A evacuação deve ser feita diretamente no frasco ou então em vaso limpo e seco, para não correr o risco de a amostra ser contaminada com outros micro-organismos. O ideal é que sejam feitas coletas de todas as evacuações do dia, para que você tenha ali o material que passou por todo o intestino.
 
O frasco deve ser bem fechado e identificado (contendo nome do paciente, idade e data da coleta), para então ser encaminhado ao laboratório - o ideal que a entrega seja feita no mesmo dia da coleta.
 
Se não há possibilidade de encaminhar a amostra fresca ao laboratório, esta deve ser mantida a baixas temperaturas (5º a 10º C) e encaminhada ao laboratório assim que possível, mantendo refrigerado por no máximo 14 horas.
 
A análise das fezes pode ser feita com base nesses princípios:
 
Reação de Benzidina
Consiste em espalhar uma pequena quantidade de fezes sobre um papel de filtro, gotejando duas a três gotas de água oxigenada sobre o material. Em seguida, deve-se adicionar igual volume de solução de benzidina, observando o desenvolvimento de cor. Caso o resultado dê positivo, as fezes ganham uma coloração esverdeada ou azul.
 
Reação de Meyer-Johannesen
Nesse caso, as fezes são colocadas em uma lâmina de laboratório junto de um líquido, e depois transferir 5 ml dessa mistura para um tubo de ensaio e adicionar 1 ml de reativo de Meyer-Johannesen (uma mistura de fenolftaleína, hidróxido de potássio anidro, agua destilada e zinco em pó). Depois são acrescentadas de três a quatro gotas de água oxigenada. A positividade da reação é considerada quando uma coloração vermelha é desenvolvida.
 
Reativo de Guáiaco
As fezes são esfregadas em um papel de filtro, e são gotejadas de duas a três gotas de ácido acético glacial e duas a três gotas de uma solução de álcool etílico saturado com goma guáiaco em pó. Depois é adicionada igual quantidade de peróxido de hidrogênio a 3%. Tudo é misturado com um bastão de vidro e a mudança de coloração é observada nos cinco minutos seguintes. A positividade da reação é considerada quando uma coloração azulada é desenvolvida. Uma coloração esverdeada é indicativa de reação negativa.
 
Imunocromatografia
O teste de imunocromatografia utiliza a combinação de anticorpos monoclonais conjugados e anticorpos policlonais anti-hemoglobina humana de fase sólida, com elevada especificidade e sensibilidade. Em virtude da utilização de anticorpos específicos para a hemoglobina, não há necessidade de realização de dietas, já que os anticorpos reconhecem somente a molécula de hemoglobina (sangue).
 
Caso haja sangue nas fezes, a hemoglobina se liga ao anticorpo monoclonal, surgindo uma coloração rosa-clara. Na ausência da hemoglobina, não haverá o desenvolvimento de coloração, indicando resultado negativo.
 
Tempo de duração do exame
O exame dura o tempo que for necessário para você fazer a evacuação. Já os resultados levam no geral um dia útil para ficarem prontos.
 
Periodicidade do exame
A pesquisa de sangue oculto nas fezes deve ser realizada por homens e mulheres a partir dos 40 anos ou que possuem histórico familiar de câncer colorretal. Caso a pessoa opte pela colonoscopia, pode ser que o médico não ache necessário fazer também o de sangue oculto.
 
Não há uma periodicidade definida para a pesquisa de sangue oculto nas fezes se ela for feita para o acompanhamento de uma doença inflamatória intestinal. Tudo dependerá do paciente e recomendação médica.
 
Recomendações pós-exame
Não há nenhuma recomendação especial após o exame. A pessoa pode seguir com suas atividades normalmente.
 
Grávida pode fazer?
Sim. Não há nenhuma contraindicação ou recomendação especial para pesquisa de sangue oculto nas fezes durante a gravidez.
 
O que significa o resultado do exame?
O resultado do exame de sangue oculto nas fezes é positivo ou negativo. É emitido um laudo dizendo se você tem ou não sangue oculto nas fezes. Em alguns casos, no lauda também consta qual a metodologia usada para fazer o exame.
 
A pesquisa de sangue oculto nas fezes não é um exame diagnóstico. Isso quer que dizer que ele, sozinho, não é capaz de dizer se você tem ou não alguma doença. Dessa forma, o exame de sangue oculto é considerado um teste de triagem - ele pode determinar se você irá ou não fazer outros exames para avaliar a saúde do intestino, como a colonoscopia.
 
O que significam resultados anormais
Se o exame der positivo você tem sangue oculto nas fezes. Isso quer dizer que você está com um sangramento em algum local do intestino, e deve fazer uma colonoscopia para descobrir qual o local e o motivo desse sangramento.
 
Referências
Márcia Wehba Esteves Cavichio, assessora médica em Gastroenterologia do Fleury Medicina e Saúde
 
Minha Vida

10 coisas a saber sobre protetor solar

Dica: aplique o protetor 30 minutos antes de ir para a praia
e espere secar para vestir o biquíni.
Especialistas tiram dúvidas sobre fatores de proteção, quantidade e eficácia
 
Que protetor solar é um aliado da sua saúde você já sabe. Em contrapartida, muitas dúvidas ainda restam com relação à forma adequada de usá-lo. Atendendo ao convite do Delas, os dermatologistas Emir Martins Junior e Solange Pistori Teixeira respondem questões sobre o tema.

1 - Qual é a quantidade de protetor solar que devo usar?
Recente estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a aplicação de quantidades insuficientes do produto reduz o fator de proteção solar (FPS). O correto é aplicar 2 miligramas (uma colher de chá) de filtro solar por centímetro quadrado de corpo. Calcula-se que, para uma pessoa de porte médio, são necessárias nove porções de filtro distribuídas pelo corpo.
 
Aplique uma porção em cada uma das seguintes regiões: face e pescoço, barriga e peito, braço e ombro direto, braço e ombro esquerdo e costas. Duas porções para perna e pé esquerdo, e a mesma quantidade para perna e pé direito.
 
2 - É realmente necessário reaplicar o protetor solar?
Sim. A maioria dos filtros perde o efeito após quatro horas e, portanto, deve ser reaplicado no decorrer do dia. Em caso de exposição mais intensa ao sol, o ideal é reaplicar o produto a cada duas ou três horas. Dica: aplique o protetor 30 minutos antes de ir para a praia e espere secar para vestir o biquíni.
 
3 - Qual o FPS mínimo para proteger a pele?
O tipo de pele, ou fototipo, é determinado pela quantidade de melanina, ou seja, pela cor do indivíduo. A Classificação Fitzpatrick, utilizada pelos médicos, reconhece seis categorias. Para todas elas o fator de proteção mínimo é 15.
 
4 - Existe diferença entre os protetores “resiste à água” e “à prova d’água”?
O produto “resistente à água” é capaz de resistir a 40 minutos de imersão em água, enquanto os à prova d’água resistem a 80 minutos de imersão em água. Isso significa que o FPS do produto se mantém inalterado por esses períodos de imersão em água ou atividade física moderada.
 
5 - Qual a diferença entre os raios UVB e UVA?
Os raios UVB penetram superficialmente e causam as queimaduras solares, trata-se da radiação visível. Sua incidência aumenta muito durante o verão, especialmente nos horários entre 10h e 16h. Ele é responsável pelas alterações celulares que predispõem ao câncer da pele. Já os raios UVA não são abrandados pela atmosfera e estão presentes em todos os momentos do dia, atingindo a pele praticamente da mesma forma durante o inverno ou o verão. Penetra profundamente na pele, sendo a principal responsável pelo envelhecimento precoce e também predispõe a pele ao surgimento do câncer.
 
6 - Como identificar um bom protetor solar?
Fique de olho na embalagem, pois os bons protetores levam o selo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Prefira um produto resistente à água e confira se ele protege também contra os raios UVA. O fator de proteção UVA deve ser um terço da proteção UVB (aquele que vem gravado na embalagem), por exemplo: um protetor solar 30 deve ter fator de proteção 10, pelo menos. Por isso, leia o rótulo com atenção.
 
7 - Por que é preciso usar um protetor solar específico para o rosto?
É importante usar um produto com FPS maior no rosto já que a pele dessa região é mais fina e sensível. Outra preocupação é com a cosmética: o rosto exige produtos menos oleosos, mais leves, enquanto o corpo pede loções que espalhem com facilidade.
 
8 - O protetor em spray é eficaz?
Sim. Desde que seja de boa qualidade, o spray funciona muito bem e é indicado para áreas com pelos, onde pode ser difícil espalhar a loção.
 
9 - A porcentagem de proteção cresce proporcionalmente ao FPS?
A porcentagem de proteção cresce proporcionalmente até o FPS 15. Desse valor em diante, o mesmo não ocorre. Por exemplo: um produto FPS 30 não tem o dobro de proteção do FPS 15. Traduzindo em números, o FPS 15 filtra 94% das radiações UVB, enquanto o FPS 30 filtra 96,7%.

10 - Os FPS altíssimos (50, 80 ou 100) são indicados para qual tipo de pele?
O FPS alto (maior do que 50) é indicado para pessoas com dermatoses desencadeadas pelo sol e para pessoas que se submeteram a algum procedimento mais agressivo, como peeling, laser ou uso de ácidos na pele. Crianças também precisam de um alto nível de proteção, para isso, utilize protetor solar a partir de FPS 40 e complemente com outros recursos, como bonés e camisetas.
 
Delas

Escape das queimaduras de verão

Não erre na hora de escolher nem de aplicar o protetor solar
 
O uso incorreto de protetor solar pode causar vários transtornos. Há quem esqueça de passar o filtro nos pés e depois não consiga calçar os sapatos, outros queimam a ponta da orelha e são obrigados a dormir sem virar a cabeça, e sempre tem alguém que acaba vermelho por inteiro.

Existe uma maneira correta para passar protetor solar. E ela inclui diversos detalhes que podem até parecer pequenos, mas são a diferença entre uma temporada feliz ou não sob o sol do verão.
 
O primeiro passo é escolher o protetor mais adequado. Existem diversas opções, com diferentes fatores de proteção e veículos de aplicação (creme, gel e spray). “O creme é mais eficaz, porém um pouco mais oleoso”, afirma o dermatologista Sérgio Schalka, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Para evitar a oleosidade excessiva, especialmente no rosto, a melhor opção é usar filtro em gel. “Mas é preciso de mais cuidado ao aplicar”, diz. Diferente do creme, o gel deve ser aplicado de forma delicada, apenas em uma direção, para não perder efeito.

O spray traz a vantagem ser mais prático em regiões com pêlos, porém é mais difícil mensurar a quantidade correta a ser aplicada. A dica é usar o jato contínuo para cobrir o corpo todo, sem espalhar com as mãos.

Cremes e géis devem ser aplicados na mesma quantidade, cerca de seis colheres de chá para o corpo todo. “Uma para o tronco, uma para as costas, uma para cada perna, ½ colher para cada braço e ½ colher para o rosto”, detalha o médico.

Fator de proteção
Diferente do que algumas pessoas imaginam, há pouca diferença no potencial de proteção contra raios ultravioletas entre os diversos fatores de proteção solar (FPS) existentes.

Um filtro com FPS 15 barra 93,3% dos raios UV-B, enquanto um fator 30 protege contra 96,7%. A diferença está no tempo de proteção. Quanto mais alto o FPS, por mais tempo ele irá proteger a pele.

No entanto, essa variação não é fixa, ela muda de acordo com o tipo de pele da pessoa. Existem testes de laboratório capazes de identificar o tempo preciso para repassar cada protetor, mas os dermatologistas recomendam uma regra mais simples, que pode ser seguida por qualquer pessoa: reaplicar a cada duas horas.

A escolha do fator de proteção também é simples. Quanto mais clara a pele, mais alto deve ser o FPS. E as pessoas com pele escura não devem usar fator menor que 15 para evitar outros efeitos danosos, como o envelhecimento acelerado provocado pelos raios ultravioleta do sol.

“Os raios UV-B provocam vermelhidão, a queimadura de sol, mas existem também os raios UV-A. Eles não queimam, mas também fazem mal à pele”, aponta o cosmetologista Maurício Pupo, consultor em desenvolvimento cosmético e coordenador da pós-graduação em cosmetologia da Unicastelo.

A proteção contra raios UV-A é menor que a proteção contra UV-B nos filtros solares, algo próximo da metade. Mas alguns protetores têm ação reforçada contra UV-A. “Por isso vale ficar atento aos rótulos”, recomenda.

Cuidados especiais
Ao passar filtro solar em creme ou gel, os médicos recomendam usar a palma da mão para obter uma aplicação mais homogênea. Além de repassar a cada duas horas, é preciso ficar atento para suor em excesso. “Se a pessoa transpirar muito ou entrar na água, também é bom repassar”, recomenda Schalka.

Mesmo os filtros resistentes à água perdem efeito de proteção no mar ou na piscina, dependendo do tempo de exposição. “Após 40 minutos, os filtros resistentes perdem 50% da proteção. O mesmo acontece após 80 minutos com os protetores muito resistentes”, afirma o dermatologista, lembrando que se secar com a toalha, deitar na canga ou até vestir e tirar uma camiseta pode contribuir para que um pouco de filtro seja removido da pele, o que diminui a proteção.

iG

Excesso de pesadelos na infância pode indicar tendência a psicoses, diz pesquisa

BBC
Rotina regular na hora de ir para a cama e a qualidade do sono
são elementos chave para reduzir o número de pesadelos
O estudo revelou que a maioria das crianças tinha pesadelos em algum ponto da infância. No entanto, 37% delas apresentavam ‘sonhos aflitivos’ com frequência acima da média
 
O excesso de pesadelos na infância pode ser um sinal precoce do surgimento de transtornos psicóticos na vida adulta, sugere uma pesquisa britânica.
 
O estudo foi publicado na revista científica Sleep e analisou dados de 6,8 mil crianças do Reino Unido até os 12 anos de idade.
 
Conduzida a pedido da ONG YoungMinds, a pesquisa também mostrou que pesadelos acompanhados de gritos e movimentos involuntários durante a noite também poderiam elevar o risco do aparecimento de doenças mentais.
 
Como parte da pesquisa, os pais tiveram de responder a perguntas sobre problemas de sono de seus filhos.
 
Ao fim do levantamento, as crianças foram avaliadas quanto à frequência de experiências psicóticas, como alucinações e delírios.
 
Estudo
O estudo revelou que a maioria das crianças tinha pesadelos em algum ponto da infância. No entanto, 37% delas apresentavam ‘sonhos aflitivos’ com frequência acima da média.
 
Uma em cada dez crianças tinha pesadelos, geralmente entre três e sete anos de idade.
 
A equipe de cientistas da Universidade de Warwick, na Inglaterra, concluiu que o excesso de pesadelos estaria ligado a um maior risco de aparecimento de problemas de saúde.
 
Cerca de 47 em cada 1 mil crianças sofriam alguma forma de experiência psicótica.
 
No entanto, aqueles que apresentavam sonhos aflitivos aos 12 anos tinham 3,5 vezes mais chances de desenvolver psicoses.
 
O risco dobrava se a criança sofresse um distúrbio do sono conhecido como "pânico noturno", uma espécie de pesadelo potencializado, caracterizado por gritos durante a noite.
 
Um dos pesquisadores, Dieter Wolke, afirmou à BBC que os "pesadelos são relativamente comuns, assim como os "pânicos noturnos", mas a frequência com que isso acontece pode indicar um problema mais sério".
 
A relação entre os distúrbios do sono e as psicoses ainda não está clara.
 
Uma teoria é de que o bullying ou outros eventos traumáticos no início da vida podem causar ambos os sintomas.
 
Outra hipótese diz respeito às ligações dos cérebros das crianças, uma vez que as fronteiras entre o que é real e fantasioso são menos claras.
 
Segundo Wolke, uma rotina regular na hora de ir para a cama e a qualidade do sono são elementos chave para reduzir o número de pesadelos.
 
"A qualidade do sono é muito importante. As crianças têm de ir para cama com maior regularidade, evitar filmes que estimulem a ansiedade antes de dormir e não usar o computador durante a noite".
 
Já os "pânicos noturnos" podem ser solucionados acordando brevemente as crianças durante a noite.
 
Para Lucie Russell, diretora de campanhas da YoungMinds, “o estudo é importante porque tudo o que pudermos fazer para possibilitar uma identificação precoce de sinais de doenças mentais é vital para ajudar milhares de crianças".
 
"Quando mais cedo o problema foi avaliado, maior é a chance de a criança se livrar da psicose na idade adulta", concluiu ela.

BBC Brasil / iG

Beber sem ressaca? Veja o que consumir antes de partir para o primeiro gole

Foto: Reprodução da internet
Da colher de azeite ao docinho, alguns alimentos para comer antes da folia e poder curtir a folia sem medo da ressaca
 
Verdade seja dita: a única forma garantida de não ter ressaca é nem sentir o cheiro de álcool. Mas, como já diz o samba: "Tem gente que não bebe e está morrendo. Eu bebo sim, e estou vivendo."

Mas, se a ideia é ficar vivo e disposto durante os quatro dias de folia, vale apostar em alguns truques de alimentação que amenizam o efeito do álcool. Isso, claro, se o folião não beber descontroladamente. Daí não tem samba que resolva.

A lista abaixo traz dicas dos melhores alimentos para comer antes da folia e poder sambar sem cair de bêbado. Confira:
 
1. Amêndoas: comer uma porção antes de beber ajuda a evitar a ressaca
 
2. Azeite de oliva: uma colher antes de começar a beber evita a absorção do álcool no estômago
 
3. Carne: o álcool 'suga' as vitaminas do complexo B do organismo. A carne é um alimento rico nessas vitaminas
 
4. Leite: ele vai forrar o estômago, impedindo um pouco a absorção do álcool
 
5. Morango: estudos mostraram que o morango protege o estômago dos danos do álcool
 
6. Ovos: eles contém um aminoácido que ajuda a eliminar as toxinas do álcool
 
7. Pão: não beba de estômago vazio. Pães e massas são ótimos para forrar o estômago e regular a glicose
 
8. Pepino: comer fatias de pepino antes de dormir é bom porque contêm açúcar, além de vitaminas A e B, que repõe alguns nutrientes que foram embora com a bebida
 
iG

Pesquisadores buscam causas e tratamentos contra coceira crônica

Jeremy M. Lange / The New York T
Diagnóstico. Joshua Riegel, 18, chegou a ser medicado com
antidepressivos até descobrirem a causa real da coceira
Médicos avaliam questão como um sério debilitante que deve ser estudado
 
Nova York, EUA - Em um experimento, voluntários foram levados a ter uma vontade louca de coçar o braço, mas não podiam coçar. Depois foram levados a um aparelho de ressonância magnética para ver quais partes dos cérebros estavam acesas enquanto tinham coceira, quando os pesquisadores os coçavam e finalmente quando puderam se coçar. A questão científica era: por que é tão bom coçar?
 
“É muito intrigante ver quantos centros cerebrais são ativados”, disse o doutor Gil Yosipovitch, chefe de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Temple e diretor do Centro Temple para Coceira, nos Estados Unidos.
 
A comichão e o coçar acionam áreas cerebrais envolvidas não somente com a sensação, mas também em processos mentais que ajudam a explicar por que nós adoramos coçar: motivação e recompensa, prazer, desejo e até mesmo vício. Quando surge uma coceira, uma coçada a interrompe – e coçar a si mesmo é melhor.
 
A coceira sempre foi obscurecida pela dor tanto na pesquisa quanto no tratamento, e ela era até mesmo considerada uma forma branda de dor. Porém, milhões de pessoas sofrem de comichão. A pesquisa descobriu nervos, moléculas e receptores celulares específicos para a coceira e os separou da dor, e a profissão médica começou a levá-la a sério como um problema debilitante que merece ser estudado e tratado.
 
“A coceira está agora onde a dor provavelmente estava 20 anos atrás”, disse a dermatologista Lynn Cornelius, da Faculdade de Medicina da Universidade Washington. “Ela costumava ficar embolada junto com a dor”.
 
Agora existe mais interesse na comichão e em classificar seus diferentes tipos, e mais dinheiro de pesquisa sendo gasto com o tema. Nas pessoas, existem tipos de diferentes de coceira. O mais familiar, causado por picadas de mosquito ou urticária, ocorre quando células na pele liberam histamina, levando os nervos da pele a enviar sinais à medula espinhal e ao cérebro. Comprimidos ou cremes anti-histamínicos costumam propiciar alívio.
 
Todavia, os anti-histamínicos nem sempre auxiliam pessoas com coceira crônica, que pode ser causada por doenças de pele, como eczema ou psoríase, insuficiência renal ou hepática, pele seca, hipertireoidismo, certos tipos de câncer e nervos comprimidos ou machucados. E a coceira da psoríase quase certamente tem um mecanismo diferente daquela causada por um nervo comprimido.
 
“É uma área muito em alta. É um problema clínico enorme e um mercado enorme não atendido”, disse Lynn.
 
O Tempo

Brasileiro aprova liberação da maconha, mas com ressalva

Uarlen Valerio / O Tempo
Perfil. Quase metade dos entrevistados informou conhecer
parentes ou amigos que fumam maconha
Dos 1.259 participantes, 38% defendem a legalização para fins terapêuticos e outros 19%, para lazer
 
Tramita no Congresso Nacional projeto de regulamentação do uso da maconha nos moldes do cigarro e de bebidas alcoólicas. Relator do projeto, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) levou o debate para o seu perfil no Facebook, declarando que se sentiu “desafiado” e, por isso, decidiu promover assembleias para discutir a questão. Uma pesquisa feita recentemente no país sobre o assunto reflete o que pensa parte da população: a maioria é favorável à legalização, mas com ressalva.  
 
Levantamento feito pela empresa Expertise em janeiro deste ano com 1.259 brasileiros constatou que 38% defendem a liberação apenas para uso medicinal e outros 19%, para fins recreativos. Quase metade dos entrevistados admitiu ter parentes ou amigos próximos que fumam. Já aqueles que discordam do comércio formal da droga representam 37%. O público participante foi de ambos os sexos, de todas as classes sociais e com idades de 18 a 59 anos (veja resultado no quadro ao lado).
 
Para Daniele Aguiar, professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Brasil levará pelo menos uma década para comprovar os reais efeitos medicinais da erva. Estudiosa das substâncias da droga com o intuito de contornar problemas provocados pelo THC (componente químico da maconha), Daniela se declara contrária à legalização.
 
“Acredito que a utilização da planta para fins terapêuticos vai ser difícil no país. Há muitos trabalhos na literatura revelando que o uso da maconha por adolescentes precipita vários transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia”, afirma a pesquisadora, ponderando que o tema deve ser amplamente debatido antes de partir para a legalização.
 
O que mais chamou a atenção de Christian Reed, da Expertise, foi a diferença das respostas entre quem já fumou uma vez na vida (26%) e quem nunca teve curiosidade em experimentar (69%). “Fica claro que as opiniões são muito divergentes e que o assunto ainda é polêmico. Não há um consenso entre a população, o que só comprova que está mais do que na hora de se iniciar um amplo debate sobre o tema”, diz.
 
Proposta
Conforme a assessoria do senador Cristovam Buarque, o projeto é uma sugestão de iniciativa popular apresentada por meio do Portal e-Cidadania do Senado. Foram colhidas 20 mil assinaturas na ação. A expectativa é concluir um relatório com as manifestações colhidas nos debates até novembro deste ano.
 
Cenário
 
A conta-gotas
A maconha foi legalizada para fins medicinais em Turim (Itália), na França, em Nova York, em Washington e em 18 Estados norte-americanos. O Uruguai liberou o comércio.
 
Médicos indicariam mais se uso não fosse ilegal
Em uma das mais abrangentes pesquisas realizadas entre cancerologistas pela Universidade de Harvard (EUA), em 1991, 60% declararam não recomendar o uso ilegal da maconha para fins terapêuticos enquanto 40% aconselhavam. No entanto, a posição mudou levando em conta outro cenário. Se o uso da droga fosse legalizado, 70% dos médicos recomendariam o uso. Especialistas defendem que os efeitos medicinais da maconha beneficiam sobremaneira pacientes portadores do vírus HIV, assim como de glaucoma, câncer e esclerose múltipla. Nesses casos, os medicamentos à base da droga podem ser ministrados na forma de supositório ou de goma de mascar.
 
O Tempo