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quinta-feira, 18 de junho de 2015

PEP: como a TI pode ajudar na segurança do paciente?

Na rotina médica, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) proporciona mais que organização. Além de reduzir o retrabalho dos profissionais de saúde e agilizar uma série de processos antes feitos manualmente, o sistema permite um melhor engajamento entre médicos, enfermeiros e pacientes
 
Na assistência à saúde ele colabora, sobretudo, para oferecer ampla disponibilidade. Mas, levando em conta que a área médica manuseia muitas informações, em sua maioria de acesso privado, como garantir a confidencialidade e a integridade dos dados do paciente?
 
Em primeiro lugar a legibilidade das informações fica garantida. Informações médicas de um paciente demandam o máximo de precisão por parte dos profissionais de saúde e, com o PEP, nenhum dado corre o risco de ser mal interpretado.
 
Um registro claro e preciso do ato clínico mantém a identificação do profissional e isso possibilita a rastreabilidade da informação. A personalização do estilo de documentação facilita inclusive o acesso às informações necessárias para todos os tipos e categorias profissionais.
 
Ser legível, no entanto, não significa ser autêntico. Um bom PEP deve adotar mecanismos de segurança capazes de garantir autenticidade, confidencialidade e integridade das informações de saúde. Neste caso, a certificação digital é a tecnologia que melhor provê estes mecanismos.
 
Além da precisão no diagnóstico, a questão da segurança é primordial para um bom funcionamento do sistema. Combinando técnicas de engenharia de proteção e análise de riscos, a TI pode proteger o sistema através do uso de tecnologias como certificados digitais, criptografia, e-CPF, e-CNPJ.
 
Um calendário constante de treinamento também é necessário. As pessoas ainda são o elo mais fraco da cadeia de um sistema no quesito segurança, e por isso é preciso manter os usuários com acesso sempre cientes dos riscos.
 
Saúde Web

Judicialização: uma reflexão em prol da saúde

Foto: Reprodução
Por Agência Paulista de Comunicação - Almeri Bolonhezi
 
Frequentemente, somos assediados por textos que aparentemente defendem o cidadão, a sociedade e, em última análise, o consumidor. Criticam as instituições, as autoridades, os serviços prestados, os profissionais, as empresas etc., principalmente no Setor Saúde. Induzem o leitor a sempre ir à justiça buscar “seus direitos” como, por exemplo, matéria publicada nos últimos dias que chega a afirmar que “uma liminar é a melhor opção, a forma mais fácil, para garantir direitos em convênios”.
 
Divulgado originalmente por um jornal de São Paulo e reproduzido por outros veículos, o texto cita as quatro situações em que os pacientes mais conseguem decisões provisórias – entre elas o atendimento domiciliar – e dá orientações ao leitor do que fazer, estimulando-o com a afirmação de que “os juízes chegam a dar decisões liminares em menos de 24 horas, principalmente para idosos”.
 
Esse tema, Saúde, é uma área fértil para cativar, cooptar e influenciar o leigo e, muitas vezes, até os profissionais da área, levando-os a agir em direção aos interesses do autor do texto, interesses esses que visam menos esclarecer ou melhorar a situação do leitor, inexperiente com relação a esses assuntos, e mais ampliar a demanda por serviços de interesse do autor ou de um setor específico.
 
Ao ler esse tipo de artigo, é preciso refletir, pesquisar, esclarecer dúvidas, conhecer o perfil de quem escreve, avaliar quais os possíveis interesses desse autor, entender a questão para, depois, formar juízo de valor a respeito do tema.
 
A Atenção Domiciliar (atendimento domiciliar, assistência domiciliar, home health care, home care etc.) é um desses temas cuja imaginação pode influenciar positiva ou negativamente qualquer texto desenvolvido sobre o assunto, que é amplo, complexo e ao mesmo tempo antigo. Dependendo do grau de intimidade que a pessoa tenha com o tema, variam os modelos mentais referentes a ele. Isso é decisivo, pois essa variedade de entendimentos impacta diretamente na expectativa e percepção dos serviços prestados e, muitas vezes, são modelos muito distantes da realidade plausível.
 
A Saúde é um tema que contém forte viés emocional e, como tal, terreno fértil para canalizar sentimentos reprimidos, frustrações e a impotência frente à natureza, semeando facilmente o conflito e o inconformismo. Infelizmente, os profissionais da área não são preparados academicamente para esse ambiente em que se desenvolve sua profissão, enfrentando frequentemente dificuldades de comunicação e relacionamento, nem sempre por falta de experiência ou preparo, mas sim por falta de tempo e paciência.
 
Num setor em que a forma artesanal de prestar serviços é fundamental, o acesso e a dinâmica da assistência se impõem, o tempo se torna escasso e o profissional, por sua vez, economiza tempo naquilo que acha menos impactante para a atenção ao doente: comunicação e relacionamento. Entretanto, o sucesso da prestação de serviços na saúde é moldado na relação médico-paciente, conceito esse que pode e deve ser generalizado para relacionamento família-profissional de saúde. Notem que o que separa as duas palavras é um hífen, simbolizando “e” ou “+”, e não um “x”, simbolizando “contra” ou “versus”, pois são personagens importantíssimos para qualquer procedimento envolvido na atenção à saúde.
 
Dessa forma, no âmbito da saúde assistencial, os tratamentos, soluções, conflitos, orientações, expectativas e evolução clínica envolvem relações humanas, conversa, orientação, dúvidas e atos. A melhor forma de equacionar tal situação é expor cada ponto de vista, dúvidas, necessidades, percepções, de forma franca e objetiva entre as partes envolvidas, porque as ações necessárias comumente são dinâmicas, exigindo agilidade para sua resolução.
 
De maneira geral, a interposição de terceiros ou do sistema judiciário, de forma rotineira, cria mais obstáculos do que soluções benéficas ao paciente. Quebra totalmente um vínculo baseado na confiança, transformando-o num jogo de desconfiança, chantagem e burocracia, tornando uma situação por si só estressante num conjunto de sentimentos como raiva, angústia, ansiedade, desrespeito e beligerância. Esse ambiente não traz proveito nem para o paciente, nem para a família, nem para os profissionais, nem para as instituições. Só ganha o terceiro interessado que, muitas vezes, é alguém intitulado como advogado especializado em saúde quando, na verdade, sua expertise é a obtenção de liminares.
 
Como avaliado pelo Secretário Estadual de Saúde de São Paulo, David Uip, recentemente, a judicialização não pode inviabilizar a Saúde. São necessários investimentos, parcerias e, principalmente, bom senso, racionalidade, reflexão.
 
O enunciado da Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990), em seu Art. 3o, apresenta o seguinte texto: “Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais” e, no parágrafo único, complementa: “Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social”.
 
Importante reiterar, entretanto, o que traz o segundo parágrafo do artigo imediatamente anterior: “O dever do Estado não exclui o dever das pessoas, da família, das empresas e da sociedade”, conteúdo esse expresso também na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069) e no Estatuto do Idoso (Lei 10.741), tamanha sua relevância.
 
É preciso mesmo muito bom senso e compartilhar das responsabilidades em prol da saúde brasileira!

Diretoria SINESAD
 
Saúde Web

Ministério da Saúde lança protocolos clínicos para 12 doenças raras

Até o final deste ano, pacientes de 12 doenças raras contarão com Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) organizados pelo Ministério da Saúde
 
O objetivo é reduzir a mortalidade e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes de doenças raras, com a incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta é a primeira fase da ação que tem como objetivo lançar 47 PCDT para doenças raras até 2018.
 
Para a elaboração dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que orientam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais de saúde a como realizar o diagnóstico, tratamento e reabilitação dos pacientes foram consultados cerca de 60 especialistas brasileiros. O documento, colocado em consulta pública, recebeu 834 contribuições, sendo 760 de pacientes, familiares, amigos ou associações de pacientes, o equivalente a 91%.
 
“Estas publicações auxiliarão o Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), na tomada de decisões para a inclusão de novos medicamentos e procedimentos seguros e eficazes para as pessoas com doenças raras”, esclareceu o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Jarbas Barbosa.
 
Todos os protocolos estão organizados dentro da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, lançada em 2014. As publicações têm como base os conceitos das Redes de Atenção à Saúde que contam com sistemas logísticos e de apoio necessários para garantir a oferta de ações de promoção, detecção precoce, diagnóstico, tratamentos e cuidados paliativos e integral no SUS.
 
“Todos os processos incluídos nestes protocolos estão baseados em evidências científicas, levando em consideração aspectos importantes como eficácia, efetividade e segurança, que são fundamentais para oferecer uma linha de cuidado cada vez melhor e que ofereça mais qualidade de vida ao paciente e também aos seus familiares”, destacou o coordenador geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin Passos.
 
Doenças raras
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Para a implementação da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, foram incorporados, inicialmente, 15 exames de biologia molecular e citogenética, além do aconselhamento genético na tabela de procedimentos do SUS.
 
O número exato de doenças raras ainda é desconhecido, mas atualmente são descritas de sete a oito mil doenças na literatura médica, sendo que 80% delas decorrem de fatores genéticos e os outros 20% estão distribuídos em causas ambientais, infecciosas e imunológicas.
 
A previsão do investimento para a política é de aproximadamente R$ 130 milhões. O custeio dos procedimentos para diagnósticos de doenças raras é efetuado por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) e repassado aos Estados, Distrito Federal e Municípios.
 
Para as doenças que ainda não contam com protocolos próprios, a assistência e o cuidado às pessoas com doenças raras continuarão a seguir as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras no SUS.
 
EIXO I – Anomalias Congênitas ou de Manifestação Tardia
  • Polineuropatia amiloidótica familiar
  • Anomalias da determinação e diferenciação do sexo
  • Imunodeficiências primárias
  • Anomalias Cromossômicas e complexos malformativos (Incluindo: Cranioestenoses / Disostoses Crâniofaciais; Osteocondrodisplasias; Síndrome de Marfan e afins; Doenças de Reparo do DNA / Instabilidade cromossômica; Síndrome de Noonan e afins, e Facomatoses)
 
EIXO I – Deficiência Intelectual
  • Deficiência intelectual associada a Síndromes e complexos malformativos
  • Deficiência Intelectual associada à alteração cromossômica
  • Síndrome Rett e afins
  • Síndrome do X-Frágil
  • Deficiência intelectual ligada ao cromossomo X
  • Deficiência Intelectual de causa teratogênica
  • Deficiência Intelectual não sindrômica idiopática
  • Deficiência intelectual autossômica não sindrômica
 
EIXO I – Erros inatos do metabolismo
  • Aminoacidopatias (Incluindo os neurotransmissores diagnosticados em conjunto com as hiperfenilalaninemias)
  • Erros inatos do metabolismo com manifestação aguda (Incluindo: Intolerâncias a açúcares; Defeitos de ß-oxidação dos ácidos graxos; Distúrbios do ciclo da Uréia; Glicogenoses; Acidurias Orgânicas)
  • Adrenoleucodistrofia ligada ao Cromossomo X e Doenças Peroxissomais
  • Distúrbio do metabolismo dos metais e Porfirias
 
EIXO II – Infecciosas
  • Infecção por micobacteria atípica e BCGite
 
EIXO II – Inflamatórias
  • Doença de Still do Adulto
 
EIXO II – Autoimunes
  • Vasculites Sistêmicas Primárias
 
Agência Saúde / Saúde Web

Japoneses desenvolvem máquina para detectar doenças através da respiração

Japoneses desenvolvem máquina para detectar doenças através da respiraçãoUma empresa de Tóquio, no Japão, desenvolveu um protótipo de uma máquina para detectar doenças através da respiração, um dispositivo que poderia permitir a realização de diagnósticos de forma mais rápida e simples no futuro
 
Uma empresa de Tóquio, no Japão, desenvolveu um protótipo de uma máquina para detectar doenças através da respiração, um dispositivo que poderia permitir a realização de diagnósticos de forma mais rápida e simples no futuro.
 
O protótipo, concebido pela empresa de produtos de quartzo Nihon Dempa Kogyo (NDK) em parceria com a Universidade de Kitakyushu, já consegue identificar com sucesso a cirrose hepática ao detectar o amoníaco presente no ar espirado por pessoas que sofrem dessa doença, publicou nesta segunda-feira o jornal “Nikkei”.
 
O sistema utiliza osciladores eletrônicos de quartzo cujos eletrodos são recobertos com membranas especiais.
 
Ao serem expostos aos gases presentes no ar espirado por uma pessoa e, mais tarde, a uma amostra de ar, os osciladores reagem apontando se uma substância determinada está presente ou não na respiração do indivíduo.
 
Segundo a NDK, a vantagem deste sistema de cristal de quartzo é que sua sensibilidade é muito maior que a de outros métodos baseados em semicondutores e sistemas micro-eletromecânicos para detectar gases a partir do odor.
 
O processo do protótipo atual leva cerca de 20 minutos para colher o ar espirado através de uma máscara e reduzir a umidade da amostra, por isso a NDK quer se associar com algum fabricante de equipamentos médicos para melhorar esse sistema, especialmente as membranas.
 
O objetivo é que o paciente possa soprar quase que diretamente sobre os osciladores, o que permitiria um diagnóstico praticamente instantâneo, segundo a empresa. Além disso, a companhia ressaltou que a produção do equipamento teria baixo custo, já que o mesmo baseia sua tecnologia nos osciladores de quartzo, um produto bastante comum.

EFE Saúde

Cientistas identificam composto que pode ser usado em remédios contra malária

Cientistas estão próximos de composto que pode se
transformar em remédio para prevenir a malária
Parasita desenvolveu múltiplas resistências aos medicamentos ao longo dos anos
 
Uma equipe internacional de cientistas identificou um novo e potente composto contra a malária, com um mecanismo de ação inovadora e testado com sucesso em ratos, que poderia se transformar em um remédio para prevenir a doença por meio de uma só dose e com um custo menor que R$ 4. Em artigo publicado na última edição da revista "Nature", os pesquisadores chamaram o composto de DDD107498, afirmando que ele é capaz de atuar em distintas fases da vida do "Plasmodium falciparum", o parasita da malária.
 
A pesquisa é liderada por Ian Gilbert, da Universidade de Dundee, no Reino Unido, com participação de cientistas da Austrália, Espanha, Estados Unidos, Suíça e Holanda. O parasita da malária desenvolveu múltiplas resistências aos medicamentos ao longo dos anos e também começa a resistir ao tratamento atualmente recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
 
Por isso, segundo os autores desse estudo, a doença exige alternativas urgentes, afirma Francisco Javier Gamo, um dos pesquisadores envolvidos no estudo e diretor da Unidade de Malária da companhia GlaxoSmithKline (GSK).
 
— Ele é um antimalárico muito potente e sua principal característica é ser capaz de atuar em distintas fases da vida do parasita, incluindo a de transmissão da doença.
 
A infecção no ser humano não ocorre diretamente no sangue. Quando o mosquito portador do parasita (Anopheles) pica uma pessoa, partes do protozoário se dirigem ao fígado e lá se desenvolvem. No local, um único parasita pode gerar até 10 mil novos protozoários, iniciando assim os sintomas da doença.
 
— Se essa divisão não for controlada pode estourar os vasos sanguíneos, a irrigação e, inclusive, levar a pessoa a morte.
 
Além disso, o composto evita a transmissão do parasita através do mosquito, diminuindo assim novos casos da doença. Os pesquisadores comprovaram a eficácia do composto em ratos, sua potência, solubilidade e estabilidade. Para isso, usaram glóbulos vermelhos de humanos nos animais, reproduziram a doença e administraram o composto até constatar que "os parasitas vão desaparecendo até serem eliminados", revelou Gamo.
 
O próximo passo, já em andamento, é seu desenvolvimento pré-clínico, fase na qual será testada a toxicidade em humanos e sua segurança. Os autores do estudo estimam que o futuro medicamento custará menos de 1 euro, "o que é importante porque a maior parte das pessoas com malária vivem na pobreza".
 
EFE  / R7

Médico que rasurou prontuário após cometer erro é condenado pela Justiça

Médico terá de pagar multa e indenização pelo seu ato ilícito
Após ser operada do septo, mulher esperou por 17 anos pela Justiça
 
Demorou 17 anos para Sandra Elena Pasquareli ver o médico que realizou uma cirurgia em seu septo nasal (que divide as estruturas do nariz) ser considerado culpado. O STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília, em 19 de maio, julgou que o profissional cometeu erro e agiu de má-fé ao rasurar o prontuário para esconder uma falha durante a cirurgia.
 
O processo teve início em 1998 e passou por várias instâncias até chegar ao STJ. A cirurgia de correção de septo foi realizada em Londrina, no Paraná, e a ação foi considerada improcedente até chegar ao tribunal superior, que tomou a decisão à luz do Código Civil e do Código de Processo Civil.
 
Somente nesta etapa houve o reconhecimento do recurso, cujo relator foi o ministro Paulo de Tarso Sanseverino. A advogada da reclamante, Gislene Almeida Barrozo Soares, que assumiu o caso em 2008, afirmou que ficou satisfeita com a decisão, apesar de não terem sido atendidas todas as suas solicitações.
 
— Não tenho autorização para falar do caso específico da minha cliente. Mas do ponto de vista jurídico fiquei satisfeita com a decisão porque obtivemos êxito na principal questão, que era a ocorrência de má-fé, algo que ainda não havia sido considerado até então.
 
O médico terá de pagar multa de 1% e indenização de 10% sobre o valor atualizado da multa. A decisão, porém, apontou apenas a questão da má-fé. O órgão não considerou que houve dano estético à paciente e tampouco alterou o valor da indenização.
 
Gislene afirma que, nas instâncias anteriores, foram inclusive apresentados atestados médicos apontando o prejuízo estético, situação que, se aceita, faria aumentar o valor da indenização.
 
— A própria cirurgia tinha este objetivo, já que era de correção de septo, mas reparadora e embelezadora.
 
Os julgadores consideraram que os atestados apresentados em instâncias inferiores não poderiam ser reexaminados pelo STJ. A decisão ainda não foi transitada em julgado (se tornou definitiva), havendo uma mínima possibilidade de recurso, caso a defesa do médico tenha entrado dentro do prazo. Neste caso o processo iria para o Supremo Tribunal Federal.
 
— Se a defesa conseguir achar que houve alguma violação à Constituição poderá entrar com o recurso. Mas não vislumbro essa possibilidade.
 
Na sentença, ficou definida que haverá a remessa dos autos à Superintendência da Polícia Federal, com a decisão do STJ, para instauração de inquérito policial e apuração de eventual responsabilidade criminal do médico.

R7

Tirar cera de ouvido aumenta risco de infecções no órgão

mulher tirando cera do ouvido com cotonete - Foto Getty Images
Tentativas de remover a cera de forma excessiva
causam um trauma na pele do ouvido, levando à dor
Ela é uma proteção natural contra os micro-organismos

Dra. Samanta Dall´Agnese Otorrinolaringologista - CRM 137576/SP

Primeiro vamos falar sobre a importância da cera. A cera (ou cerume) é produzida por glândulas da pele da porção mais externa do canal auditivo. A cera é formada pela secreção das glândulas, que é rica em gordura e descamação de pele, possuindo várias funções. Por ser oleosa, ela impede o ressecamento da pele do conduto auditivo e funciona como uma barreira de proteção, que filtra impurezas e corpos estranhos. Também possui ação antibacteriana e antifúngica. 

Quando a cera é produzida, ela segue um trajeto no canal auditivo até sua saída. Quando mastigamos e falamos, a mandíbula se move e carrega a cera para fora do canal auditivo. É somente esta parte que podemos limpar, e não dentro do canal auditivo, pois nosso organismo já se encarrega de eliminar o excesso de cera produzido.
 
Por que não podemos retirar a cera?
Retirar a cera reduz a proteção natural contra microorganismos, aumentando o risco de infecções. As infecções do canal auditivo costumam ser muito dolorosas e precisam de tratamento com antibióticos locais.
 
Além disso, a pele fica extremamente seca, o que gera sensação de coceira, que por sua vez faz a pessoa manipular ainda mais o canal auditivo. Isso se torna um círculo vicioso, com muita irritação no local e eventualmente infecção (otite).
 
Tentativas de remover a cera de forma excessiva causam um trauma na pele do ouvido, levando à dor. Além disso, o ato pode empurrar a cera para dentro do ouvido, obstruindo o canal e dando a sensação de surdez. Neste caso, em geral é necessária a retirada pelo médico, por meio de lavagem ou aspiração. Se o cotonete for introduzido até o fundo do canal do ouvido, pode chegar à membrana timpânica, podendo até perfurá-la e levar a uma perda auditiva.                           
 
Aposente o cotonete
Recomenda-se usar apenas toalha para secar após o banho. O uso de cotonete não é recomendado, pois a haste acaba sendo introduzida dentro do canal auditivo com frequência.
 
O intervalo de tempo em que essa limpeza precisa ser feita depende de cada pessoa, não existe uma regra. Na verdade, pelo fato de nosso ouvido ser "auto-limpante", quanto menos limpeza, melhor. Se já for um hábito, devemos tomar o cuidado de só limpar externamente.
 
Minha Vida

Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia faz campanha para evitar quedas

Sessenta e cinco por cento dos pacientes internados no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) têm fraturas provenientes de quedas
 
A constatação veio de uma pesquisa do próprio instituto, que decidiu mobilizar o público em geral sobre esse perigo e lançou ontem (17) a campanha ‘Quedas: Todo o Cuidado é Pouco’.
 
Serão distribuídos folders sobre prevenção dentro do edifício e divulgados vídeos sobre o tema. Também haverá uma equipe orientando os públicos interno e externo sobre estratégias para evitar quedas. A campanha vai durar todo o mês de junho e prevê mobilizações pelo menos até o fim do ano.
 
Do total de 1.034 pacientes pesquisados entre janeiro e setembro de 2013, 672 chegaram ao Into porque tinham caído. Destes, 55,5% tinham sofrido queda em casa. Entre todos os que caíram em casa, 53,5% tinham 60 anos ou mais e 63,5% eram mulheres. Circulam diariamente pelo instituto cerca de 10 mil pessoas por dia, entre pacientes, acompanhantes, visitantes e funcionários, no Rio de Janeiro.
 
Para o diretor do Into João Matheus Guimarães, esse é um problema de saúde pública no mundo todo e atinge, especialmente, as pessoas com mais de 60 anos. “O idoso, seja por alteração do equilíbrio ou osteoporose, ao sofrer uma queda pequena, pode acarretar uma fratura com proporções que levar à necessidade de cirurgia”, disse ele. “Nossa campanha visa à conscientização, não apenas na rua, mas também no domicílio, onde essas quedas são muito comuns.”
 
Entre as orientações da campanha para evitar a queda em casa estão: preferência por tapetes emborrachados, que não escorreguem, cuidado especial com os tropeços em animais domésticos, sentar em sofás e cadeiras altas e firmes e em poltronas com braço, usar calçados de salto baixo e com solado que não escorregue e evitar armários muito altos nos quais seja preciso usar bancos ou escadas para alcançar objetos.
 
Mais de 420 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo devido a quedas, revela a Organização Mundial da Saúde (OMS) e 80% delas vivem em países de baixa e média renda. De 30% a 60% da população com mais de 65 anos caem anualmente e, dessas quedas, de 40% a 60% levam a algum tipo de lesão.
 
O Into aplica desde 2009 protocolo que identifica, na entrada do paciente de internação, o risco de queda, e ele ganha uma pulseira laranja. “Assim, o profissional já fica mais atento ao risco desse paciente e toma medidas profiláticas para evitar a queda”, completou o diretor do instituto.
 
Agência Brasil

Touca fria evita queda de cabelo por causa da quimioterapia

Usar uma touca fria antes, durante e depois da infusão da quimioterapia evita queda de cabelo em alguns tipos de câncer
 
A queda de cabelo por causa da quimioterapia é um transtorno, principalmente para as mulheres. Pensando nisso, o Instituto Europeu de Oncologia (Ieo), fundado por Umberto Veronesi, está experimentando uma touca especial que, usada durante a infusão da quimioterapia, permite que os cabelos se mantenham na cabeça, fazendo-se valer do efeito protetor da touca fria.
 
A novidade foi apresentada em Milão durante o encontro "Instituto Europeu de Oncologia Para as Mulheres", idealizado para celebrar as mulheres que combatem diariamente o câncer.
 
No Ieo, dizem os responsáveis, a touca "foi utilizada em 30 pacientes com tumores de mama, com resultados encorajantes: em alguns casos a cabeleira permaneceu intacta. A ideia de reduzir a queda resfriando o couro cabeludo já vem dos anos 60, mas os resultados até hoje não eram promissores".
 
No instituto, diz Paolo Veronesi, diretor de Cirurgia Mastológica, "estamos avaliando, como primeiros e únicos da Itália, um sistema avançado de resfriamento que, por meio de uma touca para usar antes, durante e depois da infusão de quimioterapia, protege as células dos bulbos capilares do couro cabelo dos danos dos fármacos. O frio diminui a perfusão do sangue e do metabolismo, freando localmente a atividade destrutiva dos quimioterápicos".
 
O especialista esclarece, no entanto, "que nem todos os pacientes têm indicação para o tratamento com a touca porque o sucesso é ligado ao tipo de quimioterapia a ser seguida, à dose, ao tempo de infusão e, como para todas as terapias, às características individuais da pessoa. Depois do primeiro grupo piloto, continuaremos a estudar esse instrumento para aperfeiçoar e estender para a utilização máxima", completou.
 
iG

Estudo traça primeiro retrato da insuficiência cardíaca no Brasil

Resultados mostram que 50 mil pessoas morrem a cada ano no Brasil por complicações cardíacas
 
Um estudo publicado na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostra que 50 mil pessoas morrem todo ano no Brasil por complicações cardíacas. A estimativa é que 100 mil novos casos são diagnosticados a cada ano no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 23 milhões de pessoas sofrem com a doença em todo o mundo. O 1º Registro Brasileiro de Insuficiência Cardíaca (Breathe, do inglês Brazilian Registry of Acute Heart Failure) traça um panorama inédito da síndrome nas diversas regiões do país.
 
O estudo aponta as doenças do coração como um problema de saúde pública importante e faz duas constatações: a elevada taxa de mortalidade intra-hospitalar por insuficiência cardíaca e uma grande taxa de reinternações, disse à Agência Brasil o professor de cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FMC-Uerj), Denilson Albuquerque, coordenador do Breathe.
 
“A insuficiência cardíaca é a via final de uma cardiopatia, qualquer que ela seja: um infarto mal tratado, uma hipertensão que não foi tratada, um problema na válvula do coração que não teve o tratamento adequado. Tudo isso resulta em uma falência do coração e, em consequência, em uma insuficiência cardíaca”.
 
O Breathe, de acordo com o professor, indica a necessidade de se fazer um alerta à população para o problema. A insuficiência cardíaca, segundo o estudo, acomete mais pessoas idosas e tem alta taxa de mortalidade. Em um ano, 40% dos cerca de 1.270 pacientes pesquisados, internados em 51 hospitais públicos e privados em 21 cidades brasileiras, morreram. “É uma alta taxa de mortalidade e necessita um tratamento eficaz e rigoroso para que se consiga melhorar as condições físicas dos pacientes”, disse Albuquerque.
 
O levantamento mostra que a média de idade dos pacientes é em torno de 64 anos. Entretanto, segundo o médico, isso não significa que não haja pessoas de 30 anos ou menos com problemas cardíacos. Para o especialista, a prevenção pode ser uma arma importante a fim de combater as doenças cardiovasculares. “Uma vez instalada, você tem que tratá-la adequadamente, para que ela não resulte em uma insuficiência cardíaca”. A prevenção engloba parar de fumar, fazer atividade física, tratar a hipertensão, destacou.
 
O problema, analisou Albuquerque, é que a síndrome acomete mais a terceira idade. “E se você pensar que o Brasil já é a quinta população de idosos do mundo, a gente está vivendo uma verdadeira pandemia de insuficiência cardíaca. Essa é a nossa preocupação. Não tem cardiologista para tratar todo mundo, precisa treinar os clínicos gerais para que reconheçam a doença também e fazer um alerta para os pacientes entenderem o que é a síndrome para o seu próprio cuidado. Porque eu, sabendo melhor, vou me precaver mais”.
 
Do total de pacientes analisados com a doença, 73,1% estavam acima de 75 anos e 60% eram mulheres. O estudo mostrou ainda que 32% dos pacientes reinternam porque não tomam a medicação adequadamente. “Ou seja, não tomando conhecimento da gravidade da situação, a pessoa acaba negligenciando a doença”.
 
O Estudo Breathe aponta que a insuficiência cardíaca, no Brasil, apresenta características específicas em algumas regiões. No Nordeste, ela prevalece em pessoas que têm pressão alta, cujo tratamento não é tão enfático como na Região Sudeste, citou o especialista. Na Região Sul, a síndrome é mais prevalente em pessoas que têm doenças nas coronárias, como infarto. “Muito sal, churrasco, gordura”.
 
O estudo, segundo Albuquerque, será ampliado este ano abrangendo um universo de 3 mil pacientes, para poder, por meio das informações epidemiológicas, tratar melhor os pacientes e interagir com os cardiologistas de todo o país. O trabalho será iniciado em agosto.
 
Os novos tratamentos, tecnologias e fármacos para a insuficiência cardíaca serão discutidos a partir de amanhã (18), no Rio de Janeiro, durante o 14º Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca, considerado o mais importante encontro da especialidade médica no Brasil.
 
iG