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domingo, 23 de agosto de 2015

Realizado na França primeiro transplante renal por via vaginal com robô

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Dois cirurgiões do Hospital Universitário de Toulouse, no sul da França, realizaram o primeiro transplante de rim por via vaginal com a ajuda de um robô cirúrgico assistido, uma técnica que é pioneira no mundo, afirmou o centro

A intervenção aconteceu em 9 de julho, e os médicos extraíram o órgão da doadora viva Valérie Pérez, de 44 anos, e o introduziram no corpo da receptora, sua irmã Beatrice, de 43, recoberto em gel para que deslizasse facilmente pela vagina.

A doadora pôde voltar a casa depois de apenas dois dias, e a receptora recebeu alta quatro dias depois da cirurgia.

Os cirurgiões urologistas responsáveis, Nicolas Doumerc e Federico Sallusto, destacaram hoje em comunicado que o robô permite reduzir o tamanho da cicatriz e diminuir a dor e o tratamento pós-operatório.

Na Índia, segundo um estudo com oito pacientes publicado em março e lembrado hoje pelo Hospital, foi realizado o mesmo procedimento com a tradicional laparoscopia, mas esta é a primeira vez que se recorre a um robô cirúrgico.

Sallusto revelou à imprensa que, no caso dos homens, a intervenção pode ser realizada com apenas uma pequena incisão no púbis.
 
EFE Saúde

IBGE: mais da metade dos brasileiros está acima do peso

Sobrepeso
Thinkstock/VEJA
Pesquisa do IBGE mostra que quase 60% da população está com sobrepeso ou obesidade. O levantamento também traz informações sobre a saúde das crianças, das mulheres e dos idosos
 
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, mostrou que quase 60% dos brasileiros estão acima do peso. De acordo com o levantamento,conduzido em 2013, o número de homens com sobrepeso passou de 42,4% para 57,3%, e de 42,1% para 59,8%, no caso das mulheres. Também houve um aumento significativo na obesidade: 17,5% dos homens estavam obesos em 2013, contra 9,3% em 2002. Para as mulheres o índice passou de 14% em 2002 para 25,2%.
 
Na avaliação do tamanho da cintura, 37,7% dos brasileiros estão com a circunferência aumentada, o que aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e diabetes. A pressão alta, outro fator de risco para a saúde, foi constatada em 22,3% dos entrevistados.
 
Crianças
Os dados, divulgados nesta sexta-feira, também mostram que 60% das crianças com menos de dois anos já comeram biscoito, bolacha ou bolo e 32% já beberam refrigerante ou suco industrializado. O grande problema é que esses alimentos só devem ser consumidos justamente a partir de 2 anos de idade, segundo orientam nutricionistas e pediatras.
 
No que diz respeito ao aleitamento materno, apenas 49,4% dos bebês ainda eram amamentados entre nove e doze meses. O leite da mãe protege contra síndromes metabólicas, além de trazer outros benefícios para as crianças. A recomendação do Ministério da Saúde é que a amamentação vá, pelo menos, até os dois anos de idade.
 
Em relação a procedimentos de saúde de rotina, o IBGE levantou que 24,1% dos bebês com um ano de vida não haviam tomado as doses da vacina tetravalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche e meningite. Os exames neonatais também trazem dados preocupantes: 29,2% dos recém-nascidos não fizeram o teste do pezinho (que identifica precocemente doenças metabólicas, genéticas ou infecciosas), 44% não fizeram o da orelhinha (para detecção de surdez congênita) e 48,9% não fizeram o do olhinho (para constatação de alterações oculares) no primeiro mês de vida.
 
Mulheres
De acordo com a pesquisa, 40% das brasileiras entre 50 e 69 anos de idade não se submeteram ao exame de mamografia nos dois anos anteriores à pesquisa. O procedimento é essencial para detecção do câncer de mama. No que diz respeito ao papanicolau, que detecta o câncer de colo do útero, 16,9% das mulheres entre 25 e 64 anos nunca fizeram o exame.
 
Já em relação à saúde reprodutiva, 61,1% das mulheres sexualmente ativas relataram que usam métodos contraceptivos e quase 70% das brasileiras entre 18 e 49 anos relataram já terem ficado grávidas alguma vez na vida.
 
Cerca de 45% das grávidas em 2013 fizeram parto normal. Das brasileiras que fizeram cesariana, 53,5% marcaram a data do parto com antecedência. Quanto ao aborto, apenas 2% das mulheres relataram ter provocado um aborto e 15% disseram ter sofrido abordo espontâneo.
 
Idosos
No que diz respeito à saúde dos idosos, o levantamento mostrou que 6,8% das pessoas com 60 anos ou mais tinham algum tipo de limitação funcional, como comer, tomar banho, vestir-se ou ir ao banheiro.
 
A pesquisa também verificou que 84% desse grupo não conseguiam realizar tarefas sozinhos, mas 10,9% não tinham nenhuma ajuda. Entre os idosos que recebiam algum tipo de ajuda, 18% precisavam pagar pelos cuidados e quase 79% podiam contar com familiares.
 
O estudo também analisou limitações para exercer atividades instrumentais, como fazer compras, cuidar do próprio dinheiro, tomar medicamentos e utilizar meios de transporte. Foi constatado que 17,3% dos idosos tinham alguma limitação para exercer essas atividades, sendo a maioria de mulheres.
 
Segundo a pesquisa, quanto maior o nível de instrução menor é a proporção de pessoas com algum tipo de limitação. Quase 28% dos idosos sem instrução tinham limitação funcional para atividades instrumentais. No grupo com ensino fundamental completo ou mais anos de estudo esse número caiu para 7,9%.
 
Pessoas com deficiência
Segundo a pesquisa, 6,2% dos brasileiros têm pelo menos uma deficiência, seja intelectual, física, auditiva ou visual. A deficiência mais comum é a visual, que atinge 3,6% das pessoas, seguida pela física (1,3%), auditiva (1,1%) e intelectual (0,8%).
 
Para o levantamento, os pesquisadores percorreram 62.658 domicílios de todo o país em 2013 e aplicaram questionários sobre deficiências, saúde dos idosos, das mulheres e das crianças com até dois anos de idade. Para os dados referentes ao peso, a publicação fez uma comparação com as Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) realizadas pelo instituto nos períodos 2002/2003 e 2008/2009.
 
Com Estadão Conteúdo
 
Veja

Insulina injetada pelo nariz pode melhorar Alzheimer e demência senil

Medicamento não entra na corrente sanguínea, afastando os riscos de queda na taxa de açúcar do sangue
 
A insulina administrada por meio da cavidade nasal chega até a região do cérebro atingida por Alzheimer e demência senil com resultados duradores que melhoram a memória. Pesquisadores identificaram também que essa insulina não entra na corrente sanguínea.
 
Quem demonstrou a eficácia no uso da insulina para o tratamento dos problemas cognitivos ligados ao envelhecimento foi o novo estudo conduzido por pesquisadores da University of Washington School of Medicine, da Veteran Administration Puget Sound e da Saint Louis University, nos Estados Unidos.
 
Até agora, era notável o efeito da insulina sobre a memória, mas "havia poucas provas de como ela entrava no cérebro e como agia", diz William Banks, um dos autores do estudo.
 
Os pesquisadores desse estudo, publicado no periódico Journal of Alzheimer, utilizaram um modelo de ratos que, conforme o avanço da idade, desenvolveram problemas de aprendizado e memória.
 
No teste de reconhecimento de objetos, depois de uma única dose de insulina intranasal, os ratos conseguiam relembrar os objetos vistos primeiro, diferentemente daqueles que não tinham recebido a substância.
 
Os pesquisadores também viram que a insulina não entra na corrente sanguínea, eliminando, assim, uma das principais preocupações da comunidade médica: a baixa dos níveis de açúcar. Além disso, doses repetidas aumentam a eficácia para a memória.
 
A doença de Alzheimer e outras formas similares atingem mais de 44 milhões de pessoas e é possível que esse número dobre até 2030.
 
iG

Governo e entidades médicas entram em acordo sobre Cadastro de Especialistas

Depois de polêmica sobre o decreto 8.497 que cria o Cadastro Nacional de Especialistas, os representantes dos ministérios da Saúde e da Educação e as entidades médicas entraram em acordo e definiram um novo texto para o documento esta semana. A nova redação passará pela apreciação dos dois ministros na próxima semana
 
O consenso foi alcançado em um grupo de trabalho, criado no dia 12 em conversa entre o ministro da Saúde, Arthur Chioro, líderes do governo e membros do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB), na Câmara dos Deputados, onde está tramitando um decreto legislativo para derrubar o decreto presidencial.
 
O documento que gerou controvérsias foi publicado em julho como complemento à lei do Mais Médicos (Lei 12.871). Segundo o Ministério da Saúde, a intenção do Cadastro Nacional de Especialistas sempre foi englobar as informações do Ministério da Educação, do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) que divergem entre si, trazendo números diferentes de profissionais de uma mesma categoria. Com isso, o governo quer reunir as informações sobre número de profissionais e locais de atuação para auxiliar na construção de políticas públicas direcionadas para as necessidades de cada local.
 
Para as entidades médicas, o documento original abria brechas para que o governo alterasse a concessão de certificados de especialidades o que resultaria na queda da qualidade da formação de especialistas. Os médicos diziam ainda que o documento considerava a possibilidade de criar equivalência entre residência médica, curso essencialmente prático, e mestrado e doutorado, cursos de caráter teórico.
 
De acordo com o ministério da Saúde, o novo texto do decreto vai reforçar que o modelo atual de concessão e registro do título de especialista continuará sendo prerrogativa da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), do CFM, da AMB e sociedades de especialidades a ela vinculadas. “Essa atribuição em nenhum momento foi alterada, seja na redação anterior ou na atual proposta”, disse em nota o ministério.
 
O acordo foi feito em reunião na última quinta-feira (20), da qual participaram os ministérios da Saúde e Educação, deputados federais, CFM, AMB e Fenam. A próxima reunião para concluir a redação do novo texto do cadastro está prevista para terça-feira (25), na Câmara dos Deputados. Após aprovação do Grupo de Trabalho, o decreto será encaminhado para a publicação.
 
Agência Brasil

Consumo de refrigerante por crianças menores de 2 anos é preocupante, diz Chioro

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, considerou preocupante que cerca de um terço (32,3%) das crianças com menos de 2 anos de idade consumam refrigerante ou sucos artificiais
 
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada sexta-feira (21) pelo ministério e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram ainda que passa de 60% o total de crianças nessa faixa etária que consomem bolos, bolachas ou biscoitos.
 
"Está havendo uma substituição importante do padrão de alimentação das crianças, que já se reflete na população adulta e que precisa ser revertida", disse o ministro.
 
Chioro afirmou que vê com preocupação os dados sobre obesidade e sobrepeso da população, mas considerou especialmente preocupantes as informações sobre os hábitos alimentares de crianças. "Isso projeta, se não tivermos efetividade nas políticas de prevenção e promoção, um cenário de enfrentamento de sobrepeso e obesidade que trarão uma carga de doenças extremamente importantes e significará que nossa população envelhecerá sem qualidade de vida."
 
Para o ministro, o combate a esse problema deve passar por uma ressignificação "do momento da refeição" e também pelo incentivo à prática diária de atividade física, incluindo não apenas esportes, mas caminhada, dança e o hábito de subir escadas, por exemplo.
 
"Por isso é que nós valorizamos demais a agricultura familiar, local, regional e a utilização das frutas de estação, porque podem substituir esses alimentos ultraprocessados, extremamente industrializados e que não fazem bem à saúde, por alimentos saudáveis e disponíveis a baixo custo", disse Chioro. "Isso significa retomar hábitos alimentares que a população brasileira sempre teve e que devem ser valorizados."
 
Chioro avaliou que, diferentemente do que acontecia no passado, o problema não é falta de oferta de serviços no sistema de saúde e sim a necessidade de construir e incorporar hábitos mais saudáveis.
 
"Se não fizermos rapidamente uma inversão, assumiremos um padrão de obesidade e de uma carga de doenças que alguns países como Estados Unidos e México já apresentam, com deletérios impactos sobre a saúde, os sistemas de saúde e a qualidade de vida da população", afirmou.
 
Agência Brasil