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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Conheça os mitos e verdades sobre o mau hálito

Dentista esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

Problema que acomete milhões de brasileiros, o mau hálito, também conhecido como halitose, pode prejudicar a vida pessoal e até profissional de quem sofre com o distúrbio. Na grande maioria dos casos, a origem é na própria boca, mas pode ser originado também nas vias aéreas superiores e por doenças metabólicas ou sistêmicas. Segundo Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto, manter uma higiene bucal, com a escovação e uso do fio dental, é o caminho para combater o mau hálito. Porém, apesar de ser algo comum, ainda existem muitas dúvidas em relação à questão. Pensando nisso, a especialista listou quatro mitos e quatro verdades sobre o mau hálito. Confira

Ficar muito tempo em jejum pode acentuar o mau hálito
Verdade. Quando o indivíduo fica muito tempo sem ingerir nenhum tipo de alimento o organismo começa a liberar ácidos graxos. “Tais substâncias automaticamente geram o mau hálito. Portanto, minha orientação é que a pessoa coma de três em três horas”, afirma Rosane.

Quem tem halitose geralmente percebe
Mito. A dentista informa que, na verdade, o indivíduo que possui mau hálito acaba não se dando conta. “Isso acontece porque o sistema do corpo que identifica odores se adapta ao cheiro e o portador nem percebe que seu hálito incomoda”, explica.

O consumo excessivo de proteínas de origem animal é inimigo do hálito fresco
Verdade. O consumo excessivo de proteínas pode potencializar o aparecimento do odor indesejado, pois as mesmas contribuem para a mudança do pH alcalino, o que propicia o desenvolvimento de bactérias. “As proteínas de origem animal ainda favorecem a formação de muco, fator que causa o acúmulo de biofilme lingual, conhecido como saburra, que é um dos principais vilões do bom hálito”.  
Quem usa prótese dentária tem mais facilidade em ter mau hálito
Mito. O problema não é a utilização da prótese, mas sim a má higienização da mesma. “Caso a limpeza não seja feita de maneira adequada, é muito provável que bactérias se acumulem, o que pode resultar no mau hálito”, alerta.

Ingerir mais vegetais e frutas auxilia no combate ao mau hálito
Verdade. Alimentos como maçã, cenoura e pepino, quando comidos crus e com casca, realizam uma espécie de raspagem dos dentes que complementa a ação de limpeza do fio dental. “Assim, ocorre o impedimento do acúmulo de bactérias que causam cheiros incômodos”, explica.

Mascar chiclete sem açúcar acaba com o mau hálito
Mito. Os chicletes, principalmente os isentos de açúcar, estimulam a salivação, o que pode mascarar o mau hálito. “No entanto, é um efeito passageiro que, certamente, não acabará com o problema”, pondera Rosane.

O uso do aparelho ortodôntico pode contribuir com a halitose
Verdade. Em pesquisa feita pela ABHA (Associação Brasileira de Halitose) com 254 jovens de 12 a 19 anos, 37% dos adolescentes apresentavam ou já tiveram problemas de halitose. Dentre eles, 21% contaram que o mau hálito começou logo após o início do uso do aparelho ortodôntico.

“O uso de aparelhos ortodônticos, principalmente o fixo, dificulta a higienização, uma vez que aumenta a retenção dos alimentos. Nesse caso, a orientação é ter ainda mais cuidado com a escovação, além de utilizar uma escova interdental, já que limpa entre os dentes e por dentro dos brackets”.

O mau hálito é um problema sem cura
Mito. O distúrbio tem cura em aproximadamente 100% dos casos. "Para tanto, é imprescindível que o paciente visite seu dentista para que o profissional identifique a real causa do problema e passe o tratamento mais adequado para o caso”, conclui a dentista.

Saúde Plena

Amamentação ajuda a prevenir o câncer de mama

Amamentar Câncer de MamaA amamentação gera inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. A prevenção do câncer de mama é um deles

O risco de contrair a doença diminui 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação, estima um estudo com mulheres de 30 diferentes nacionalidades, publicado em 2002. Essa proteção independe de idade, etnia, paridade e situação hormonal (pré ou pós- menopausa).

Neste ano, a revisão do Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer (World Cancer Research Fund - WCRF) sobre lactação e câncer de mama aponta que a amamentação provavelmente diminui o risco de câncer de mama em mulheres até a pós-menopausa.

Segundo o editor científico da Revista Brasileira de Cancerologia, Ronaldo Corrêa, vários estudos realizados nos últimos 30 anos mostram a associação entre a amamentação e a prevenção do câncer de mama. “Existe uma correlação linear entre o tempo da amamentação e o grau de proteção. Ou seja, quanto mais a mulher amamenta e por mais tempo – se ela teve dois, três partos, e nesses partos ela amamentou durante muito tempo – menor o risco, em comparação com mulheres que não tiveram tantos partos e não amamentaram por tanto tempo”, afirma.

O mecanismo responsável para tal proteção ainda não foi completamente esclarecido, mas existem várias hipóteses para isso. “Tem uma hipótese que afirma que enquanto a mulher amamenta, ela bloqueia os ciclos ovulatórios, diminuindo a sobrecarga hormonal. Ou seja, ela deixa de produzir um quantitativo maior de hormônios femininos nessa fase. Então, isso poderia ser uma explicação plausível, uma vez que grande parte dos casos de câncer de mama sofrem influência dos hormônios femininos”, explica Corrêa.

Outra hipótese seria o fato da maior exfoliação das células dos ductos mamários durante a amamentação e a grande morte programada das células mamárias após a amamentação promoverem a remoção de células com alguma alteração genética.

Em resumo, amamentar provavelmente diminui o risco de câncer de mama em mulheres na pré e pós menopausa, além de estar associado a outros benefícios de saúde para a mulher e para a criança. Manter o peso ideal para a idade, praticar atividades físicas regularmente, não consumir álcool, consumir diariamente uma dieta rica em frutas, verduras e legumes também contribuem para diminuir o risco de câncer de mama.

Câncer de mama
O câncer de mama é o câncer mais frequente no mundo e entre as mulheres, depois do de pele não melanoma, com uma estimativa de mais de dois milhões de casos novos e cerca de 530 mil mortes em 2015 no mundo. Entre 2005 e 2015, no mundo, estima-se que houve um incremento de 43% dos casos de câncer de mama, sendo 2/3 deste crescimento devido ao crescimento e envelhecimento da população. No Brasil, estimam-se 57,9 mil casos novos em 2016/2017.

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde - assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países - é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.

Para tratar o câncer de mama, o SUS oferece cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia e quimioterapia. Em 2016, foram um total de 18.488 cirurgias de mastectomias e cirurgias conservadoras, 2,8 milhões de procedimentos de campos de radioterapia e 1.184.622 sessões de quimioterapia, além de 3.348 cirurgias de reconstrução mamária. Cabe destacar que o SUS garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres em todas as faixas etárias, desde que exista recomendação médica.

Blog da Saúde

Homens que colocam celular no bolso podem desenvolver este grave problema de saúde

A Dra. Devra Davis, autora do livro “The Secret History of the War on Cancer” (A História Secreta da Guerra contra o Câncer), tem investigado os perigos das radiações emitidas pelos telefones celulares já faz um bom tempo. Como muitas pessoas, a dra. Davis simplesmente não acreditava na possibilidade de que os telefones celulares fossem perigosos – até que resolveu estudar o caso

E agora, com as evidências científicas que têm, está tentando fazer com que as pessoas entendam que os celulares não só são perigosos, mas também podem ser mortais.​ Um caso interessante que pode servir como exemplo do potencial destruidor dos telefones celulares é de um jovem mulher que não tinha fatores de predisposição ao câncer. Ela se cuidava, fazia exercícios, tinha uma vida tranquila. Mas mesmo assim um câncer de mama a atingiu. O caso está documentado na revista americana Environmental Health Trust.

Os médicos então descobriram que a jovem mulher tinha o “curioso” hábito de colocar o aparelho celular junto aos seios, no seu sutiã. O interessante é que o câncer se desenvolveu exatamente no lugar onde a mulher costumava por o telefone. Dois especialistas em câncer, os doutores Robert Nagourney e John West, concluíram que é muito forte a tese de que o celular foi a causa do câncer nessa mulher. Mesmo sem poder garantir 100%, eles entendem que o caso deve servir de alerta não só para as mulheres que colocam o celular no sutiã, como para todas as pessoas que colocam o aparelho em outros locais, como bolsos de calças ou camisas.

Talvez não existam provas “concretas” de que o celular cause câncer. Mas existem sim muitos estudos correlacionando o celular a sérios problemas de saúde. Por exemplo, segundo pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, deixar o celular no bolso da calça pode contribuir para a infertilidade masculina. Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram dez pesquisas, que incluíam 1.492 amostras de esperma cedidas por clínicas de fertilização e centros de pesquisa.

As amostras que tinham sido expostas à radiação do celular apresentaram redução de 8% na motilidade e de 9% na viabilidade dos espermatozoides. Ou seja, houve uma redução da atividade e do percentual de espermatozoides vivos. Além de exporem o esperma à radiação, celulares no bolso também podem elevar a temperatura da região do testículo, o que poderia comprometer a qualidade dos espermatozoides.

Outro estudo, realizado na Suécia, mostrou que o uso prolongado desse tipo de aparelho aumenta em 240% o risco de desenvolvimento de tumores no cérebro. O estudo analisou 2.200 pacientes com câncer e 2.200 usuários saudáveis, em busca de alguma conexão entre o uso de aparelhos celulares e o desenvolvimento de tumores cerebrais. Segundo Kjell Mild, líder do estudo, o uso dos celulares aumentou em 240% o risco de câncer no lado da cabeça onde o celular é mais usado. Verdade que o estudo fala de uso prolongado, mesmo assim é preocupante, pois muita gente fica horas ao celular e alguns dormem até com o aparelho ao lado da cabeça. Há muitos outros estudos conectando o celular a doenças, poderíamos escrever páginas e mais páginas sobre eles.

R7