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terça-feira, 12 de julho de 2016

Estudo diz que marcas populares de filtro solar não atendem a exigências

Levantamento foi feito com produtos vendidos nos Estados Unidos. Menos de dois terços atendem Academia Americana de Dermatologia

Protetor solar (Foto: Divulgação)
Vários protetores solares populares não atendem exigências de sociedade médica  (Foto: Divulgação)

Quase 10% de todas as vendas de protetores solares nos Estados Unidos ocorrem no site Amazon.com, mas vários dos produtos mais populares lá disponíveis não atendem aos padrões estabelecidos por profissionais da área médica, aponta um novo relatório.

De acordo com a Academia Americana de Dermatologia, protetores solares deveriam proporcionar proteção de amplo espectro contra os raios UVB e UVA, ser resistentes à água e ter um fator de proteção solar de pelo menos 30. Mas menos de dois terços dos protetores solares mais populares da Amazon atendem a esse padrão, segundo pesquisadores.

"Uma das coisas que os pacientes mais me perguntam é qual filtro solar devem usar", diz o principal autor do estudo, Steve Xu, da Universidade Northwestern, em Chicago. Os dermatologistas fazem recomendações e dão diretrizes, mas não sabem o que os pacientes fazem quando deixam o consultório médico, diz Xu.

Para ter uma ideia melhor do que as pessoas procuram quando compram protetor solar, os pesquisadores foram à Amazon.com. Em um artigo publicado na revista "JAMA Dermatology" na semana passada, eles dizem que quase três quartos das pessoas dos Estados Unidos reportaram comprar produtos de beleza e cuidados pessoais na Amazon, e eles estimam que 9% de todas as compras de protetor solar ocorram no site.

Usando o sistema de notas dadas por consumidores da Amazon, os pesquisadores analisaram os protetores solares mais bem avaliados: 40% deles não atendeu aos padrões estabelecidos pela Academia Americana de Dermatologia.

Quase 90% dos produtos alegaram terem fator de proteção solar maior do que 30, mas apenas 62% afirmaram serem resistentes à água.

Os consumidores citaram fatores como cor, perfume e sensação como as qualidades principais para avaliar o produto. Os pesquisadores sugerem que os dermatologistas eduquem seus pacientes sobre os protetores solares e sobre como equilibrar fatores cosméticos com o grau de proteção que o produto oferece. 

G1

Listas de substâncias controladas são atualizadas

A Anvisa aprovou a atualização das “Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial”, constantes do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/98

Com a nova atualização, passam a constar das listas as seguintes substâncias: fenazepam, rufinamida, acetilfentanil, MT-45, 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA.

O fenazepam foi incorporado à Lista B1 (Substâncias Psicotrópicas sujeitas à Notificação de Receita B) e a rufinamida à Lista C1 (Outras substâncias sujeitas a controle especial).

O fenazepam é um benzodiazepínico, utilizado para diminuir a ansiedade, convulsões e distúrbios do sono. É mais potente do que o diazepam e tem efeitos adversos mais severos e mais duradouros, com potencial de causar dependência. Casos fatais têm sido descritos pela ingestão de fenazepam, principalmente em combinação com outras drogas depressoras do SNC. Até o momento, não há nenhum medicamento registrado no Brasil à base dessa substância.

A rufinamida é o princípio ativo de medicamento anticonvulsivante que se encontra em processo de registro na Anvisa. Trata-se de nova molécula, com ação psicoativa, indicada como terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut (LGS), em doentes com 4 anos de idade ou mais. Medicamentos à base dessa substância estão aprovados para uso na União Europeia e Estados Unidos.

O acetilfentanil e MT-45 foram adicionados à Lista F1 (Entorpecentes de uso proscrito) e 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA à Lista F2 (Psicotrópicas de uso proscrito). Isso significa que passam a ser proibidas no Brasil, permitidas excepcionalmente em pesquisas e trabalhos científicos.

O acetilfentanilé vendido pela Internet e tem sido associado a, pelo menos, 52 mortes nos Estados Unidos. Os efeitos relatados por usuários são parecidos com os observados na utilização de fentanila e heroína, podendo ser misturado a estas drogas a fim de aumentar a potência. Os efeitos incluem: euforia, depressão respiratória, náuseas, confusão, constipação, sedação, inconsciência, coma, tolerância e dependência.

O MT-45 é um opióide sintético que foi investigado como um analgésico na década de 1970. Apresenta potência analgésica semelhante ou superior à morfina, com potencial de dependência em seres humanos.

O estimulante 4,4'-DMAR tem sido encontrado em comprimidos e pós vendidos no mercado de rua de outros países (comumente associado a outras drogas) e o uso foi associado a 31 óbitos. Não há aplicação medicinal estabelecida ou reconhecida dessa substância, que pode apresentar os seguintes efeitos: agitação, hipertermia, convulsões, problemas respiratórios e parada cardíaca.

A Alfa-PVP é uma catinona sintética com ação estimulante e potencial de causar dependência em humanos. Apresenta-se sobre a forma de pó ou tabletes, usualmente originários da China. Em 2015, mais de 280 kg foram apreendidos em países da União Europeia. 140 eventos adversos graves foram reportados, incluindo intoxicações agudas e óbitos.

A PMMA (para-metoximetanfetamina) é uma droga sintética estruturalmente relacionada com a metanfetamina. Os sintomas em usuários incluem: taquicardia, hipertermia, convulsões, problemas de respiração e parada cardíaca.

A inclusão dessas substâncias nas listas de controle da Portaria SVS/MS 344/98 foi realizada em atendimento aos requisitos internacionais constantes das Convenções da ONU sobre Entorpecentes (1961) e sobre Substâncias Psicotrópicas (1971), das quais o Brasil é signatário. Estes compostos foram incluídos nas Listas de Controle Internacional constantes desses tratados após a 59ª Reunião da Comissão de Drogas Narcóticas (CND) do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), da qual a Anvisa participou.

Tais substâncias são conhecidas com Novas Substâncias Psicoativas (NSP), que são moléculas desenhadas, em sua maioria, para fins ilícitos e com o objetivo de evadir as medidas de controle aplicadas às substâncias já controladas, das quais derivam ou mimetizam os efeitos.

A inclusão dessas substâncias na Portaria SVS/MS 344/1998 está alinhada às principais estratégias internacionais de combate ao aparecimento destas drogas.

Em 2016, foram incluídas 11 substâncias nas Listas do Anexo I da Portaria 344/1998, além da classe estrutural dos canabinoides sintéticos. Destas, 8 e aquelas que se enquadrarem nas classes estruturais dos canabinoides sintéticos se classificam como NSP. Segue a relação de substâncias incluídas em 2016:

As atualizações da Portaria 344/98 estão disponíveis na página: http://portal.anvisa.gov.br/lista-de-substancias-sujeitas-a-controle-especial

ANVISA

Exame para detecção de H1N1 chega às unidades do laboratório Lâmina no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução
Com o surto da gripe influenza A H1N1, muitas pessoas com sintomas têm procurado hospitais em todo o país em busca do diagnóstico para a doença

No mercado, existem alguns exames que identificam se o paciente é portador da nova gripe. Entre eles, está a técnica preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o RT-PCR (sigla em inglês para o termo técnico reação em cadeia da polimerase), que agora está disponível para os cariocas nas unidades do laboratório carioca Lâmina Medicina Diagnóstica.

O teste analisa o material genético do vírus por meio da coleta de secreção nasal do paciente. As amostras de secreções respiratórias devem ser coletadas, preferencialmente, no terceiro dia após o início dos sintomas e, no máximo, até o sétimo dia, como explica o infectologista Alberto Chebabo, integrante do corpo clínico do Lâmina.

"O PCR é a forma mais utilizada no mundo para detectar a contaminação por H1N1 e é altamente preciso, chegando a 99% de acurácia, não existindo taxas de falsos positivos", afirma o médico, que complementa dizendo que a sensibilidade e especificidade do método também dependem da quantidade e qualidade do material enviado para a análise: "Por isso, sua coleta e transporte são essenciais para o diagnóstico adequado."

Segundo o infectologista, a grande vantagem do PCR é utilizar o que há de mais moderno em biologia molecular, pois o teste sequencia o material genético para identificar se é influenza H1N1 ou não, diferentemente do que acontece com os testes rápidos, que ficam prontos em até 15 minutos, mas são considerados de baixa sensibilidade para diagnóstico da nova gripe, pois não são baseados em técnica molecular, mas em exame imunocromatográfico. O teste rápido dá uma resposta positiva apenas para gripe, não diferenciando qual o tipo de vírus influenza é o responsável pelo quadro, servindo principalmente para pacientes ambulatoriais. Porém, pela sua baixa sensibilidade, um resultado negativo não afasta a possibilidade de gripe", explica Alberto Chebabo.

O exame está disponível, para os cariocas, nas unidades do laboratório Lâmina de Botafogo (Rua 19 de Fevereiro); Mega Barra, Barra Shopping e Niterói (Icaraí).

Saiba mais sobre a influenza A H1N1
A influenza A H1N1 é um subtipo de gripe (influenza) que causa sintomas mais graves, com maior invasão e pneumonia viral do que as outras variações da doença, como o H3N2 (também classificado como influenza A) e os vírus influenza B. A patologia causa mais danos aos pulmões e pode levar à morte. Dessa forma, o diagnóstico rápido e preciso é fundamental para o início imediato do tratamento com antivirais e também para evitar o uso desnecessário desses medicamentos em pessoas infectadas pela gripe comum.

De acordo com Alberto Chebabo, com a chegada das estações mais frias, ocorre aumento de casos de gripe e doenças respiratórias, porém, a sazonalidade não se cumpriu este ano. A doença ganhou status de surto no fim de março no estado de São Paulo. "Não era esperado, nesta época do ano, um número grande de casos de influenza. Normalmente, os quadros de influenza se iniciam em maio e junho, estendendo-se até setembro, na maior parte dos estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Além disso, a gravidade dos casos de 2016 lembra o período pandêmico de 2009. Diferente dos anos anteriores, cujo vírus predominante foi o H3N2, que causa doença menos grave que o H1N1", alertou o médico.

Chebabo pede a atenção da população aos sintomas da doença, que são febre alta e repentina, tosse, dor de garganta, dores musculares, cansaço e quadro debilitante. "Ficar muito acamado, sem possibilidade de continuar com as atividades rotineiras, aliado aos outros sintomas, é um indício de contaminação por H1N1, pois a doença é mais grave, por isso debilita mais o paciente."

Ele reforça ainda que idosos, crianças com até 5 anos, portadores de doenças crônicas e pulmonares fazem parte do grupo de risco e devem ter mais cuidado com a prevenção. Vacinar-se, lavar as mãos constantemente e evitar locais com aglomeração são as formas mais eficazes de se prevenir.

O infectologista explica que, no Brasil, existem duas vacinas, a trivalente, aplicada na rede pública, e a tetravalente, aplicada na rede privada. A diferença entre elas é a presença de um segundo vírus, influenza B, na vacina tetravalente, mas ambas protegem contra o H1N1, que vem causando os casos graves atualmente.

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br