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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Gestão é o remédio que a saúde precisa

Natalia Cuminale Criado em 1988, o Sistema Único de Saúde tinha um objetivo claro: universalizar o atendimento aos brasileiros, que, em troca, pagam altos impostos. Como é de conhecimento público, não foi isso o que aconteceu. Passados 22 anos, usuários enfrentam filas e esperam meses e até anos para conseguir realizar uma cirurgia eletiva - os procedimentos não emergenciais. Seria ainda pior se parte da população - 26,3% - não tivesse abandonado o SUS, pagando um valor extra por planos privados de saúde. Especialistas são unânimes quanto ao remédio que poderia curar o SUS: mais dinheiro. Nas contas de Ligia Giovanella, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ligada à Fundação Oswaldo Cruz,o Brasil precisaria ao menos dobrar os recursos destinados ao setor. Mas não é fácil, uma vez que boa parte do Orçamento federal é comprometida com outras despesas. E não é tudo. Além de mais dinheiro, o SUS precisa de mais gestão. "É necessário um reordenamento do destino dos atuais gastos, priorizando o investimento em setores que dinamizem o setor", diz Lígia Bahia, professora de Saúde Pública da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O desejado choque de gestão deveria começar pela própria administração do sistema, defendem especialistas. "Os gestores do SUS são, em sua maioria, indicados por motivos políticos, mas a saúde é uma área que requer conhecimento técnico amplo em todas as etapas: planejamento, execução e avaliação dos resultados", diz Newton Lemos, consultor em Serviços de Saúde da Organização Mundial da Saúde. "Não é uma coisa que qualquer profissional – que não de carreira – pode fazer". Outro alvo de mudanças seria o programa Saúde da Família, que fornece atendimento básico à população previamente inscrita. Atualmente, apenas 50% das famílias brasileiras fazem parte do programa - o ideal seriam 80%. Atender mais gente demandaria mais médicos, estrutura e, portanto, recursos? Óbvio. Contudo, nas contas dos especialistas, o investimento seria compensado pela economia advinda dos frutos do atendimento preventivo. Por exemplo: ao invés de um cidadão procurar um hospital quando já se encontra doente, o que demanda um tratamento caro, ele receberia cuidados permanentes e prévios. "Estender o acesso ao médico da família é uma estratégia importante", afirma Gastão Wagner de Souza, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. "Cidadãos inscritos nesse programa recebem atendimento clínico, o que diminui a busca desnecessária por especialistas e a realização de exames. Você gasta menos, com resultados melhores". Por fim, nunca é demais lembrar: em matéria de dinheiro público, é preciso endurecer a fiscalização dos gastos. "Precisamos fortalecer os conselhos de saúde, que exercem tal controle", completa Maria Fátima de Souza, coordenadora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade de Brasília (UnB). Curar o SUS deverá ser uma tarefa cada vez mais importante nos próximos anos. Isso porque é provável que parte da classe média, que atualmente, conta com planos privados, migre para o sistema público. Segundo projeção realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Procon, se mantidos os atuais níveis de reajustes de mensalidades nos próximos 30 anos, as tarifas deverão subir mais de 120% acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É verdade que a maior parte dos planos são custeados parcialmente pelas empresas. Contudo, é provável que aumentos como os estimados pelo Idec/Procon não sejam assimiláveis nem mesmo pelas companhias. Há algumas altenativas ao sistema, menos uma: a criação de mais impostos para alimentar a saúde - a exemplo do que ocorreu no passado com a CPMF. "No curto prazo, os políticos que só pensam em seu mandato encontram resultados com a medida. Mas, no médio e longo prazos, é preciso lembrar que novos tributos diminuem o crescimento econômico", explica Marcos Bosi Ferraz, diretor do Centro Paulista de Economia da Saúde, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). http://veja.abril.com.br/noticia/saude/gestao-e-o-remedio-que-a-saude-precisa

Antidepressivo Prozac acelera recuperação após derrame

Medicamento é eficiaz na recuperação motora e da independência de pacientes Tomar um comprimido de Prozac - antidepressivo à base de fluoxetina - pode ajudar na recuperação logo após um acidente vascular isquêmico (falta de circulação numa área do cérebro). De acordo com uma pesquisa publicada no periódico The Lancet Neurology, o medicamento é eficiente na melhora da capacidade motora e da independência dos pacientes. Segundo a BBC britânica, esse foi o maior estudo entre a relação de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs, sigla em inglês) e a recuperação pós-derrame feito até hoje. Para chegar aos resultados, a equipe de pesquisadores avaliou 118 pacientes - dos quais metade tomava apenas placebo - na França, 90 dias após terem tomado comprimidos de Prozac. Entre aqueles que receberam a fluoxetina durante os testes, foram vistos índices significativos na recuperação das funções motoras tanto dos membros superiores, quanto dos inferiores, quando comparados àqueles que ingeriram apenas placebo. “Os efeitos positivos da droga na função motora e na recuperação dos pacientes sugerem que essa classe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina pode ser um novo caminho no tratamento de pacientes que tiveram um derrame cerebral”, disse François Chollet, coordenador do estudo. Entre os resultados, um outro dado foi animador: os efeitos colaterais apresentados foram, em geral, baixos e raros – náusea e diarreia não foram avaliadas. http://veja.abril.com.br/noticia/saude/antidepressivo-prozac-acelera-recuperacao-apos-derrame

Brasil adquire novo teste para identificar superbactéria

Com exame francês, será possível confirmar em 2 horas a presença de KPC Um novo teste de DNA que chegou ao Brasil pode agilizar a identificação dos casos de infecção por bactérias com o gene KPC, que as torna resistentes à maioria dos antibióticos. Embora as chamadas superbactérias venham sendo detectadas no país desde 2008, passaram a se tornar um problema de saúde pública em outubro do ano passado, quando os surtos começaram a se disseminar por pelo menos dez estados. Testes convencionais levam cerca de três dias para ficar prontos e não determinam com precisão qual é o mecanismo que torna a bactéria resistente aos antibióticos. Já o EasyQ KPC, um exame de DNA fabricado pela empresa francesa bioMérieux e lançado em outros 40 países, possibilita confirmar em cerca de duas horas a presença do gene KPC, responsável pela produção da enzima carbapenemase, que degrada diversos antibióticos. "Quanto antes se detecta a presença do KPC, mais rápido se toma medidas para evitar a disseminação das bactérias e o aparecimento de novos surtos, com o isolamento dos pacientes", explica o farmacêutico Marcelo Pilonetto, diretor-geral do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR). A entidade é a primeira do país a adotar o novo teste. http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasil-adquire-novo-teste-para-identificar-superbacteria

Aprovada obrigatoriedade de farmacêutico na rede SUS

Postos de saúde e hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde deverão ter pelo menos um farmacêutico habilitado durante o horário de funcionamento. É o que definiu substitutiva da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que altera a Lei 5.991/73, aprovada pela Comissão de Finanças e Tributação, no último dia 5 de novembro. A partir de agora, o profissional deverá atuar no comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos do SUS. A Lei em ‘vigência já obrigava que farmácias e drogarias particulares contassem com um farmacêutico em suas dependências, mas não a rede do serviço público de saúde. De acordo com a Lei 8.080/90, que regulamenta o SUS, a farmácia já era uma das áreas de atuação, mas a maioria das unidades não tem um farmacêutico responsável durante todo o período de funcionamento. http://www.cff.org.br/#[ajax]noticia&id=561

Em SP, maioria faz o 1º teste de HIV depois dos 30 anos

CLÁUDIA COLLUCCI DE SÃO PAULO Aos 23 anos, o universitário Lucas perdeu a conta de quantas parceiras sexuais já teve. "Acho que foram umas 30 ou mais", gaba-se. Em "quatro ou cinco" relações sexuais, ele diz não ter usado preservativo. "Estava bêbado demais". Ele ainda não fez nenhum teste de HIV. Lucas não é um caso isolado. Levantamento com base em questionários aplicados a 36 mil pessoas que fizeram testes rápidos de HIV revela que 56,8% fizeram o primeiro exame que detecta o vírus da Aids após os 30 anos. Os testes foram feitos durante a campanha "Fique Sabendo", que ocorreu em 309 municípios paulistas, em novembro de 2010. Segundo especialistas, o quadro preocupa porque os jovens começam a fazer sexo cada vez mais cedo, muitas vezes sem proteção, e costumam adiar para o futuro o primeiro teste de HIV. "O diagnóstico tardio prejudica o tratamento. Hoje, temos muito sucesso com as terapias, as pessoas vivem mais e melhor, mas a Aids é ainda uma doença grave, não pode ser banalizada," afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde. Ao menos nove pessoas morrem a cada dia no Estado de São Paulo vítimas das complicações da Aids. No Brasil, 630 mil pessoas estão infectadas com o vírus HIV. Desse total, cerca de 230 mil ainda não sabem que são soropositivos. A maioria ainda tem diagnóstico tardio. CAMPANHA Durante a campanha paulista, foram diagnosticados 403 casos positivos de Aids. Entre os homens, 270. As mulheres responderam por outros 107. Em 26 casos positivos não havia informação sobre o sexo da pessoa testada. A faixa entre 25 e 39 anos foi responsável pela maior parte dos casos confirmados em homens (53%) e em mulheres (46%). Houve dois registros de meninas com 13 anos infectadas. Para Mario Scheffer, doutor em ciências pela USP e presidente do Grupo Pela Vidda de São Paulo, é necessário reforçar as medidas de prevenção. Pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que 97% dos jovens de 15 a 24 anos reconhecem o preservativo como uma forma eficaz de evitar o HIV. Mas o uso da camisinha na primeira relação sexual avançou relativamente pouco, de 52,8%, em 1998, para 60,9% em 2008. Mas, na opinião de Scheffer, embora seja importante a campanha de checagem na população em geral, é preciso ampliá-la nos grupos mais vulneráveis ao contágio do vírus, como os gays, os profissionais do sexo e os presidiários, entre outros. "A Aids não atinge de forma igual todo mundo. Nas populações mais vulneráveis, o índice de soropositividade é muito maior", diz ele. Segundo o ministério, entre os gays, por exemplo, a taxa de soropositividade é de 10% a 11%. Na população em geral é de 0,6%. Gianna, do programa DST-Aids, afirma que a campanha conseguiu "em parte" incluir populações vulneráveis na testagem. "Os municípios desenvolveram várias estratégias. Mas é importante que essas populações procurem os serviços de saúde." Os exames de HIV são gratuitos no SUS. Para saber os locais que realizam o teste, ligue para o Disque-DST/Aids: 0800-16-25-50 http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/857387-em-sp-maioria-faz-o-1-teste-de-hiv-depois-dos-30-anos.shtml

Estudo encontra uso excessivo de antipsicóticos nos EUA

Mais da metade dos antipsicóticos novos receitados em 2008 nos EUA podem ter sidos prescritos sem necessidade, dizem pesquisadores da Universidade de Chicago. A equipe analisou dados de uma pesquisa feita pela IMS Health sobre os medicamentos mais receitados pelos médicos. Em dez anos, o número de prescrições dessas drogas, chamadas de antipsicóticos atípicos, quase triplicou - passou de 6,2 milhões em 1998 para 16,7 milhões em 2008. Antipsicóticos atípicos são as drogas mais recentes usadas no tratamento de esquizofrenia, psicoses, transtorno bipolar, delírio, depressão, transtornos de personalidade, demência e até autismo. "Essas drogas não são inofensivas", disse Caleb Alexander, pesquisador da Universidade de Chicago. Segundo ele, elas podem levar a ganho de peso, diabetes e doenças cardíacas. Os antipsicóticos foram responsáveis por uma receita de mais de US$ 10 bilhões no setor farmacêutico americano em 2008 - aproximadamente 5% do total de drogas prescritas. Entre os antipsicóticos atípicos mais comuns está o Risperdal, do laboratório Johnson & Johnson, o Zyprexa, do laboratório Eli Lilly e o Abilify, do laboratório Bristol-Myers Squibb. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/857207-estudo-encontra-uso-excessivo-de-antipsicoticos-nos-eua.shtml

Usuários dizem que Champix induz ao suicídio e processam Pfizer nos EUA

A Pfizer enfrenta nos Estados Unidos centenas de ações na justiça de usuários do Champix, que afirmam que o remédio para deixar de fumar provoca depressão e tendência suicida, informaram advogados na quinta-feira (6). A vareniclina, autorizada em quase 90 países e usada por cerca de sete milhões de americanos, é alvo de ações na justiça desde o início do ano por fumantes que tentam abandonar o vício. Um juiz federal do estado de Alabama analisa o grande número de ações contra a Pfizer apresentadas por familiares ou antigos usuários do Champix. O promotor Ernest Cory acusou a Pfizer de negligência por introduzir o Champix no mercado americano em 2006, baseado em queixas de usuários sobre "problemas neuropsicológicos", incluindo "suicídios, tentativas de suicídio, desmaios e crises de depressão". Segundo Cory, mais de cem usuários do Champix cometeram suicídio e a Pfizer corre o risco de enfrentar cerca de mil ações na justiça, a maior parte ligada a suicídio ou tentativa. Victoria Davis, porta-voz da Pfizer, rejeitou as acusações e garantiu que o laboratório "age com responsabilidade (...). Champix é um tratamento eficiente para numerosos fumantes que querem parar e vamos defender este medicamento útil". "Não existem provas científicas de que o Champix tenha provocado os acidentes neurológicos informados" nas ações judiciais. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/856335-usuarios-dizem-que-champix-induz-ao-suicidio-e-processam-pfizer-nos-eua.shtml

Conferência Cega

Hoje vou falar sobre um assunto relativamente novo para os hospitais que é a conferência cega. Uma das causas das divergências encontradas nos estoques entre a quantidade real (estoque físico) X quantidade virtual (estoque no sistema) é a conferência errada de produtos. Esta conferência errada pode ter origem em algumas causas: 1. Falta de protocolos no setor de recebimentos; 2. Nº de colaboradores insuficientes no recebimento*; 3. Colaboradores sem treinamento; 4. Colaboradores desmotivados fazendo “vista grossa” aos erros; 5. Conferência errada (proposital); 6. Quantidade de itens que vem dentro da embalagem estar diferente da relatada pelo fabricante (por motivo de quebras, extravios ou faltas devido a falhas do maquinário). *muitas vezes um fluxo bem definido associado a um protocolo bem elaborado elimina a contratação de novos colaboradores. Mas afinal de contas o que é essa conferência cega? A conferência cega pode ser realizada tanto nas operações de recebimento e expedição e visam o aumento da segurança da operação. Neste método o responsável pela conferência tem somente a informação do produto a ser conferido (sem saber as quantidades que estão sendo recebidas ou expedidas). Quem recebe a Nota Fiscal digita no sistema o nº da ordem de compra e irá emitir uma folha com o nome da empresa, nº da NF e os itens constantes com dois campos, sendo um para registrar a quantidade recebida e outro para o registro do lote/validade (para quem tem sistema de rastreabilidade). Esta folha é entregue para o conferente. Como a quantidade está sem valores (ocultada) dá-se o nome de conferência cega. O conferente terá que abrir e conferir todas as embalagens e registrar as informações das quantidades recebidas ou expedidas e o outro colaborador compara com as informações da NF. Deste cruzamento de informações é obtida a crítica da contagem com o recebido. Com este processo podemos detectar os erros imediatamente no momento do recebimento e fazer a reclamação ao fornecedor em tempo hábil, e não apenas quando houver necessidade de dispensar o item onde verificarmos que a embalagem está incompleta (o que pode durar até meses dependendo do produto). Com a conferência cega conseguimos reduzir em muito os erros de estoque. Outras causas de estoques divergentes também podem ter origem em: 1. Processos errados; 2. Furtos ou desvios; 3. Perdas por quebras ou validade não registradas; 4. Registros errados de entrada e saída de produtos; 5. Nota Fiscal digitada com valores incorretos; 6. Inventários errados. Mauro Munhoz - mauromunhoz@ig.com.br