Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 8 de outubro de 2011

Esofagite de Refluxo

DOENÇA DO REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO - DRGE

Sinônimos e nomes populares:

Esofagite de refluxo, hérnia de hiato, azia, regurgitação e refluxo.

O que é?
É um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal, naturalmente ácido, para o esôfago.

Como se desenvolve ou como se adquire?
O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm, que liga a boca ao estômago. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa, parecida com o revestimento da boca. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta, desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato, poucos centímetros antes de se abrir no estômago. O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma; é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. O esôfago tem ligamentos para prendê-lo junto ao hiato diafragmático e que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.

Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm., traciona o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax. Decorre dessa alteração anatômica a Hérnia Hiatal que, por sua vez, prejudica a válvula anti-refluxo. Quando o conteúdo do estômago, em geral muito ácido, atinge a mucosa esofágica, este tecido reage - inflama - originando a Esofagite de Refluxo.

O que se sente?
A azia é a principal queixa e raramente não ocorre. Seu nome técnico é pirose. Pode piorar, por exemplo, quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estômago cheio. É referida como ardência ou queimação, em algum ponto entre a "boca do estômago" e o queixo, correndo por trás do esterno, o "osso do peito". A azia pode ser tão intensa como uma dor no peito, causando impressão de infarto cardíaco. Pode ocorrer também um aumento da salivação, a sialorréia, que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação, como se fosse um antiácido natural.

A regurgitação é a percepção da volta do conteúdo estomacal no sentido da boca, sem enjôo ou vômito, freqüentemente, com azedume ou amargor. Não raro determina tosse, pigarro e alterações da voz. O engasgo - tosse forte e súbita, atrapalhando a respiração - pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. A ocorrência de falta de ar com chiado no peito, como a asma, pode ser desencadeada pelo refluxo.

Sensações, desde bola na garganta e desconforto ao engolir até fortes dores em aperto - espasmos - no meio do peito, representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levarem ao estômago aquilo que ingerimos. Esses sintomas são considerados complicações do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofágica.

Na criança, ainda no primeiro ano de vida, pode ocorrer um refluxo gastro-esofágico excessivo, levando à devolução da mamada, a engasgos, a choro excessivo, a sono interrompido e quando repetitivo, predispõe a infecções e distúrbios respiratórios.

Como o médico faz o diagnóstico?
O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnóstico, sem necessidade de exames num primeiro evento.

A radiografia da transição esofagogástrica, enquanto se deglute um contraste rádio-opaco, pode demonstrar tanto a hérnia, quanto o refluxo.

A Endoscopia Digestiva Superior é um exame para visualizar o esôfago, estômago e duodeno, passando um fino feixe de fibras óticas através da boca. A evolução da qualidade dos equipamentos, da eficiência da anestesia local da garganta, a eficácia e a segurança da sedação do paciente, tornaram a endoscopia um exame simplificado, do qual se acorda “sem ressaca”. Além disto, pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e, mais recentemente, para procedimentos terapêuticos especiais. Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das áreas sob inspeção direta, permitindo também fotos e filmes para reexaminar os achados. Pode mostrar a incompetência da válvula de retenção gastro-esofágica e a hérnia. O mais importante é que permite ver manchas vermelhas, placas branquicentas e úlceras, principalmente na mucosa do esôfago inferior, sugestivas de graus variados da Esofagite de Refluxo. A endoscopia facilita a coleta de material destas lesões para exame microscópico, no qual se pode definir a inflamação, avaliar um potencial cancerígeno e até diagnosticar o câncer.

A Cintilografia do trânsito esôfago-gástrico é um método que tem sido usado mais na criança. Administra-se uma mamadeira normal, contendo uma quantidade inofensiva de substância radioativa. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estômago ou do estômago refluindo para o esôfago. É uma metodologia não invasiva, indolor e ambulatorial. Entretanto, nem sempre capta o refluxo, pois este não é permanente.

O estudo da pressão interna ao longo do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) detectam variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. São métodos que chegaram à rotina clínica há relativamente poucos anos. Precisam ser usados quando os demais tem resultados insatisfatórios e para estudar parâmetros antes e depois do eventual tratamento cirúrgico da doença do refluxo.

Como se trata?
Em geral, o tratamento é clínico, com medidas educativas associadas aos medicamentos. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico, aplicado a casos selecionados, com resultados muito bons.

Além de combater a obesidade, é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira, em 20 a 25 cm. Outras, não se adaptam à posição: incham os pés, doem as costas, etc. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos, particularmente, cítricos, doces e gordurosos. Ajudam no controle dos sintomas, algumas medidas, como: evitar a bebida alcoólica, não deglutir líquidos muito quentes, ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições, evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio.

Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago ("antiácidos sistêmicos"). Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal para o intestino, minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago.

Uma queixa importante dos pacientes é a recidiva dos sintomas, particularmente da azia, poucos dias após o término dos medicamentos. Nesse momento, surge a questão do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirúrgico.

Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas, mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico, propriamente dito.

Como se previne?
Na prática clínica há a prevenção da recidiva dos sintomas, que se resume no seguimento das medidas ditas educativas instituídas quando do primeiro tratamento.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Para que serve o tratamento?
Devo tomar os remédios mesmo quando estiver bem? E se estiver bem há muito tempo?

Se eu parar de tomar os remédios, os sintomas vão voltar?

O que faço quando acabar a receita?

A doença tem cura?


Vou precisar repetir exames? De quanto em quanto tempo?

O que faço se os sintomas piorarem durante o tratamento?

Posso precisar de cirurgia? Se operar vou ficar curado? A doença pode voltar?

Sou portador de “stent” arterial e recebo clopidogrel, posso usar omeprazol ao mesmo tempo?

Fonte ABC da Saúde

Gonorréia

"Gonorréia, também conhecida como blenorragia ou esquentamento, é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum. A doença pode afetar todas as partes do corpo embora apareça primeiramente nas áreas genitais."

Como acontece?
A gonorréia é causada por bactéria e é altamente contagiosa. A bactéria pode entrar no corpo através de qualquer abertura corporal (vagina, boca, reto).

Ela é na maioria das vezes transmitida através da relação sexual. Nos homens, a infecção normalmente começa na uretra (o canal por onde passa a urina). Nas mulheres, a bactéria normalmente infecta primeiramente o colo do útero. A bactéria pode infectar a garganta e o reto após sexo oral e anal.

Um bebê, cuja mãe tenha gonorréia, pode ter seus olhos infectados durante o nascimento ao passar pelo canal vaginal.

Quais são os sintomas?
Você pode ter gonorréia sem ter nenhum sintoma evidente. Quando os sintomas existem, normalmente aparecem entre 2 e 10 dias após a infecção. Eles podem incluir:

- Sensação de queimação ou dor ao urinar
- Vontade freqüente de urinar
- Corrimento turvo e denso do pênis
- Corrimento vaginal turvo, amarelo com odor desagradável
- Dor de estômago (nas mulheres)
- Sangramento menstrual anormal
- Ânus ou reto inflamados (após relação sexual anal)
- Inflamação de garganta (após relação sexual oral)
- Dor no escroto ou testículos.

Se um bebê pegar gonorréia durante o nascimento, um ou ambos os seus olhos ficarão fortemente inflamados.

Como é diagnosticada?
Muitas disfunções e doenças sexualmente transmissíveis podem causar sintomas similares aos da gonorréia. Para confirmar se tem gonorréia, seu médico examinará uma amostra do corrimento da uretra do pênis ou do colo do útero. A urina também pode ser testada com um novo exame chamado LCR.

Como é tratada?
A gonorréia é tratada através de antibióticos, ministrados tanto por via oral quanto por injeções. Devido ao fato de muitas pessoas com gonorréia terem chlamidya (outra doença sexualmente transmissível), talvez deva usar mais de um remédio para curar ambas as doenças. Diga ao médico se é alérgico a penicilina.

Quanto tempo apresenta sintomas?
Os sintomas dependem de há quanto tempo tem a doença, há quanto tempo a infecção foi transmitida e se já teve a doença anteriormente.

Nos homens, se somente a uretra foi infectada, a gonorréia desaparecerá cerca de dois dias após o início do tratamento. No entanto, ainda que os efeitos tenham cessado, a medicação oral deverá ser tomada durante todo o tempo prescrito. Sem tratamento, a uretra pode apresentar cicatrizes acarretando em incapacidade de urinar normalmente ou esterilidade (incapacidade de conceber filhos).

Nas mulheres, se somente o colo do útero for infectado, a gonorréia desaparecerá cerca de dois dias após iniciado o tratamento. No entanto, ainda que os sintomas tenham cessado, a medicação oral deverá ser tomada durante todo o tempo prescrito. Sem tratamento, a bactéria pode se espalhar pelo útero, ovários e trompas de falópio, causando possivelmente esterilidade e doenças pélvicas inflamatórias (infecção nas trompas) e risco de gravidez tubária. Se a bactéria entrar na corrente sangüínea, multiplicar-se e espalhar-se, a gonorréia também pode causar artrite, febre, meningite e morte.

Que cuidados devem ser tomados?
Faça retorno médico em 1 ou 2 semanas, para ter certeza de que a bactéria causadora da gonorréia desapareceu. Alguns cuidados imprescindíveis:

- Tome a medicação durante todo o tempo prescrito, ainda que os sintomas tenham cessado antes de ter acabado a medicação.
- Pare de ter relações sexuais até que seu médico diga que não há mais evidências da doença.

Como prevenir a Gonorréia e as suas complicações
É importante dizer ao(s) seu(s) parceiro(s) sexual que ele(s) está(ão) exposto(s) à gonorréia. Outros cuidados:

- Diminuir o risco de infecção, usando sempre preservativos durante relação sexual.
- Não compartilhar toalhas ou objetos pessoais íntimos que podem conter bactéria

Ainda que você não tenha sintomas, mas tenha tido alguma relação sexual sem proteção (sem preservativo), procure seu médico ou clínica para checar gonorréia ou outras DSTs.

Traduzido por: Cristiane Gallo Marques
Original de: Phyllis G. Cooper, R.N., M.N. e "Clinical Reference Systems"

Proctalgia Fugaz

Resumo
A Proctalgia Fugaz é um distúrbio anorretal comum sem etiologia definida. Apesar do caráter benigno, pode ser bastante incômoda. No presente artigo, são discutidos aspectos relacionados ao diagnóstico e princípios terapêuticos desta síndrome.

Proctalgia fugax is a common anorectal disturbance without a clear etiology. Despite its benign nature, it can be quite annoying. In the present paper, the author discusses issues related to diagnosis and therapeutic approaches of this unusual syndrome.

Key-words: proctalgia fugax, anorectal pain

As síndromes dolorosas anorretais representam um grupo específico e comum8 de distúrbios que afetam a qualidade de vida e que não são amplamente reconhecidos por muitos médicos18. A Proctalgia Fugaz (PF), caracterizada por paroxismos inesperados de dor anorretal sem lesões anorretais identificáveis5,9, encaixa-se neste grupo de síndromes, acometendo cerca de 14% da população geral15.

A dor retal da PF apresenta-se em ataques que podem durar alguns minutos8, durante o dia ou à noite e em intervalos regulares. O distúrbio parece ser mais comum em mulheres, ainda que sem prevalência por faixa etária12. Por ser infreqüente, benigna e transitória, a PF muitas vezes não é relatada ao médico 9,16.

Acredita-se que a dor resulte de miopatia do esfíncter anal interno1,4 ou de hipercinesia anal paroxística11. Em repouso, os pacientes com PF não possuem alterações no funcionamento e na morfologia anorretal, mas podem apresentar anormalidades no músculo liso anal durante os ataques agudos 2.

A avaliação científica deste distúrbio é difícil devido à sua natureza funcional e etiologia multifatorial2,13,19. Até o momento, os exatos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na gênese das crises dolorosas permanecem desconhecidos.

Independentemente de sua etiologia, a PF possui um quadro clínico característico e uniforme1, excluindo a necessidade de exames de alto custo como tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética. O diagnóstico baseia-se na história típica associada a um exame físico normal 8.

Apesar da natureza benigna da dor da maioria dos casos, deve-se manter um alto grau de suspeita para câncer colorretal em todos os pacientes e especialmente naqueles acima dos 50 anos de idade10. Além disso, tumores da cauda eqüina podem causar proctalgia fugaz ou neuralgia retal 6.

Uma boa anamnese auxiliada por um exame físico criterioso podem determinar a origem da dor anal nos casos de hemorróidas, fissuras e abscessos10,17.

O tratamento é difícil e não existem esquemas comprovadamente eficazes9,19,20. A aplicação tópica de gel à base de nitroglicerina a 0,3% oferece uma alternativa7, porém mais estudos são necessários para determinar sua verdadeira eficácia.

Clonidina (150 microgramas duas vezes ao dia)14, bloqueadores de canal de cálcio1 e exercícios de relaxamento12 podem ser benéficos. O salbutamol inalável reduz os ataques dolorosos nos pacientes com PF, mas os mecanismos deste efeito permanecem inexplicados3.

Felizmente, apesar do caráter incurável dos ataques, eles são inofensivos e tendem a diminuir de freqüência com a idade15.

1. Babb RR. Proctalgia fugax: would you recognize it? Postgrad Med 1996 Apr;99(4):263-4.
2. Eckardt VF, Dodt O, Kanzler G, Bernhard G. Anorectal function and morphology in patients with sporadic proctalgia fugax. Dis Colon Rectum 1996 Jul;39(7):755-62.
3. Eckardt VF, Dodt O, Kanzler G, Bernhard G. Treatment of proctalgia fugax with salbutamol inhalation. Am J Gastroenterol 1996 Apr;91(4):686-9.
4. Guy RJ, Kamm MA, Martin JE. Internal anal sphincter myopathy causing proctalgia fugax and constipation: further clinical and radiological characterization in a patient. Eur J Gastroenterol Hepatol 1997 Feb;9(2):221-4.
5. Harvey RF. Colonic motility in proctalgia fugax. Lancet 1979 Oct 6;2(8145):713-4
6. Kornel EE, Vlahakos D. Intraspinal schwannoma presenting solely with rectal pain. Neurosurgery 1988 Feb;22(2):417-9.
7. Lowenstein B, Cataldo PA. Treatment of proctalgia fugax with topical nitroglycerin: report of a case. Dis Colon Rectum 1998 May;41(5):667-8.
8. Nidorf DM, Jamison ER. Proctalgia fugax. Am Fam Physician 1995 Dec;52(8):2238-40
9. Peery WH. Proctalgia fugax: a clinical enigma. South Med J 1988 May;81(5):621-3.
10. Pfenninger JL, Zainea GG. Common anorectal conditions: Part I. Symptoms and complaints. Am Fam Physician 2001 Jun 15;63(12):2391-8.
11. Rao SS, Hatfield RA. Paroxysmal anal hyperkinesis: a characteristic feature of proctalgia fugax. Gut 1996 Oct;39(4):609-12.
12. Sinaki M, Merritt JL, Stillwell GK. Tension myalgia of the pelvic floor. Mayo Clin Proc 1977 Nov;52(11):717-22.
13. Staude G. Proctalgia fugax. Differential diagnosis and therapy of fleeting anal cramp. Fortschr Med 1992 May 30;110(15):278-80.
14. Swain R. Oral clonidine for proctalgia fugax. Gut 1987 Aug;28(8):1039-40.
15. Thompson WG. Proctalgia fugax. Dig Dis Sci 1981 Dec;26(12):1121-4
16. Thompson WG. Proctalgia fugax in patients with the irritable bowel, peptic ulcer, or inflammatory bowel disease. Am J Gastroenterol 1984 Jun;79(6):450-2.
17. Vincent C. Anorectal pain and irritation: anal fissure, levator syndrome, proctalgia fugax, and pruritus ani. Prim Care 1999 Mar;26(1):53-68.
18. Wald A. Functional anorectal and pelvic pain. Gastroenterol Clin North Am 2001 Mar;30(1):243-51, viii-ix.
19. Whitehead WE. Functional anorectal disorders. Semin Gastrointest Dis 1996 Oct;7(4):230-6.
20. Whitehead WE, Wald A, Diamant NE, Enck P, Pemberton JH, Rao SS. Functional disorders of the anus and rectum. Gut 1999 Sep;45 Suppl 2:II55-9.


Copyright © 2009 Bibliomed, Inc. 15 de setembro de 2009

Orquites e Orquiepididimites

O que é?
Orquite é um processo inflamatório ou infeccioso envolvendo o testículo.

Epididimite é a inflamação ou infecção do epidídimo (órgão tubular localizado sobre cada testículo).

Geralmente, os dois órgãos são envolvidos, daí o nome de orquiepididimite (OE). Como se adquire?

As OE podem ser causadas por numerosas bactérias ou vírus.
A causa mais comum de orquite viral é a caxumba (parotidite). Dos homens que desenvolvem caxumba após a puberdade, 15 a 25% poderão ter orquite durante a evolução da doença.
As OE poderão ser decorrentes de infecções prostáticas transmitidas sexualmente, como a gonorréia e a clamídia.
Agentes bacterianos causadores de infecção urinária como Escherichia coli também são comumente encontrados nas OE.
Tuberculose envolvendo esses órgãos pode ser uma das causas.

Traumatismo escrotal (por exemplo "uma bolada nos testículos") também pode gerar uma OE inflamatória.

Existe uma afecção chamada de orquialgia crônica caracterizada por dor no testículo ou em ambos os testículos com duração maior do que tres meses, interferindo nas atividades do indivíduo.Geralmente não se encontra uma causa definida sendo uma situação pouco compreendida. Devem ser afastadas as causas mais comuns de dor testicular: infecção, varicocele, hérnia inguinal, hidrocele,espermatocele, dor referida,trauma, torção do testículo e tumor.

O que se sente?
Existe uma OE com forma de apresentação aguda e outra de forma crônica.
Na aguda, há dor forte de começo insidioso, gradativa, unilateral e acompanhada de aumento de volume do saco escrotal. O paciente relata uma sensação de peso no testículo. A dor se irradia para a região inguinal (virilha) do mesmo lado. Febre e mau estado geral acompanham o quadro clínico.
Na forma crônica, os sintomas podem estar ausentes. O paciente pode manifestar desconforto local ao manusear o testículo ou o epidídimo.

Como o médico faz o diagnóstico?
As queixas acima e os achados de exame físico - aumento do volume do escroto com hiperemia local (vermelhidão da pele do saco), dor à mobilização do testículo, inclusive perturbando a deambulação do paciente - possibilitam o diagnóstico. Além disso:
Exame comum de urina,
urocultura,
testes para gonorréia e clamídia,
leucograma,
ecografia escrotal com doppler colorido (ecografia com som e cor),

Esses exame complementares ajudam a fazer diagnóstico diferencial entre as patologias citadas acima. OE.

Observar que, na forma crônica, o testículo ou o epidídimo podem estar atrofiados devido à fibrose pós-inflamatória com comprometimento da fertilidade do paciente.

Como se trata?
O tratamento inclui sempre repouso geral, repouso sexual, suspensório escrotal e alívio da dor com analgésicos e antinflamatórios.

Quando a origem for bacteriana o uso de antibióticos está indicado.

Se a OE for decorrente de uma doença sexualmente transmitida, a parceira deverá ser tratada concomitantemente.

Nas OE virais, não há indicação de antibióticos. São utilizadas as medidas gerais já descritas. O interferon alfa-2 pode ser considerado.

Complicações
A infertilidade e a atrofia (diminuição do volume) dos testículos são freqüentes.A OE pode evoluir com a formação de abscesso. Neste caso a drenagem cirúrgica está indicada. Em casos extremos,a orquiectomia (retirada do testículo)é necessária.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Quanto tempo vai levar para desaparecer a dor?

Posso ter filhos depois disso?

Fazer repouso é importante?

Essa doença é transmissível?

Fonte ABC da Saúde

Venda de emagrecedores é abusiva e crescente no país, diz Anvisa

Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), criticou a pressão feita pelos médicos para que a agência desse seu aval ao uso de emagrecedores no Brasil.

Na última terça, a Anvisa decidiu retirar do mercado emagrecedores do grupo das anfetaminas (femproporex, anfepramona e mazindol). A agência manteve o emagrecedor sibutramina como opção para pacientes e médicos brasileiros, mas impôs várias restrições para que ela pudesse ser receitada.

O Conselho Federal de Medicina decidiu ir à Justiça para que os anfetamínicos continuassem sendo receitados, alegando que os médicos deveriam ter autonomia para indicar o uso dos remédios.

Em entrevista exclusiva à Folha, Barbano afirmou: "Espero que, além dessa preocupação com a questão da autonomia dos médicos, eles também estejam preocupados em verificar como vão cumprir o papel deles".

Para ele, a venda dos emagrecedores, mesmo com receita, "é abusiva, é muito alta, é só crescente ao longo dos anos". Confira a conversa.

FOLHA - Uma câmara técnica da Anvisa foi contra a sibutramina. Não era melhor discutir mais até ter amplo apoio?
Dirceu Barbano - Não, porque a divergência apontada não vai se resolver agora. Nenhuma posição é incorreta. Você pode adotar uma ou outra posição com os dados colocados. A responsabilidade era de a diretoria colegiada tomar uma decisão.

Durante a discussão verificamos que havia dúvidas sobre a possibilidade real de extrapolar os dados do estudo Scout para os outros pacientes [o estudo identificou riscos do remédio apenas para quem tem problemas cardiovasculares; se pudessem ser estendidos ao total de usuários, os riscos inviabilizariam o uso da sibutramina].

Poderíamos perder o tratamento com um produto registrado na Anvisa que, para certos grupos de pacientes, pode ser eficiente.

Nada aqui na Anvisa pode ser colocado como "águas passadas", todos os medicamentos registrados estão sob monitoramento todo dia.

Pode ser que o monitoramento que será feito com a sibutramina [previsto por um ano] forneça algum dado adicional que faça com que, antes de qualquer prazo, ela acabe sendo proibida.

A indústria vai apostar em iniciativas como o balão gástrico, recentemente liberado para pessoas com IMC menor?
Não, não automaticamente. O que foi produzido até hoje --a oferta das cirurgias, as técnicas, as dietas- foi inventado com esses produtos já no mercado.

Se EUA, Europa e outros baniram a sibutramina, por que o Brasil está certo em liberar?
Não é uma questão de estar certo ou errado, é questão de ter oportunidade de fazer ou não. Temos um sistema de notificação, uma história de tratar a sibutramina sob controle especial. Talvez as autoridades regulatórias dos países não tenham se sentido seguras em relação ao sistema de vigilância que eles têm.

Se não fosse seguro, nós não teríamos feito. Perguntamos ao FDA [agência americana que regula remédios e alimentos]: por que vocês optaram por tirar a sibutramina? Eles disseram: no nosso país, planos de minimização de risco não têm sido eficazes. Mas se não é eficaz lá, não é aqui? Temos um outro sistema, temos vigilância sanitária em todos os municípios, nos EUA não é assim.

Esse plano de reduzir riscos é o que inclui a notificação das reações adversas?
Exato, desenhamos um plano para transitarmos por um período monitorando a sibutramina. Claro que não é um papel só nosso, nem só da vigilância sanitária. É papel dos médicos também. Espero que, além dessa preocupação com a questão da autonomia dos médicos, eles também estejam preocupados em verificar como eles vão cumprir o papel deles em relação a isso, porque a Anvisa nunca prescreveu nem anfetamínicos nem sibutramina.

O que nós temos aqui registrado no nosso sistema é a venda com receita. E é abusiva, é muito alta, é só crescente ao longo dos anos.

Outra polêmica atual é a regulamentação dos aditivos do cigarro, que voltou ao debate no Congresso. A Anvisa pode não regrar os aditivos?
A questão da retirada dos sabores acho que tem consenso entre os diretores. Para mim, sabor em cigarro é criminoso. Sobre a questão do açúcar, que integra o método de produção, vamos pensar em como fazer, gerou preocupação por parte dos produtores. Estamos discutindo a forma, não é se vai fazer.

Se a lei vier resolver coisas que estamos propondo nessa regulamentação, é melhor. Já fica na lei, ninguém vai ficar discutindo se a Anvisa tinha ou não o poder de fazer.

Fonte Folhaonline

Britânica cura apneia noturna após perder 80 kg em um ano

Mulher antes e depois de emagrecer (BBC)Uma britânica que parou de respirar durante uma internação hospitalar conseguiu curar sua apneia noturna após perder mais de 80 kg.

Diane McLean pesava quase 180 kg quando recebeu o diagnóstico.

"Eu acordei com um monte de coisas acontecendo ao meu redor, em uma unidade de tratamento intensivo", disse ela. "Foi bem sério. Recebi alta, mas fui para casa com uma máquina de oxigênio que eu usava quando ia dormir."

O choque da experiência no hospital fez com que McLean decidisse perder peso. Em um ano, ela emagreceu mais de 80 kg.

"Minha apneia do sono ficou completamente curada e eu não ronco mais...ou se ronco, não é muito alto nem por muito tempo", diz ela.

APNEIA E OBESIDADE
Médicos na Escócia dizem que o número de pessoas com distúrbios de sono aumentou 25% nos últimos três anos e 80% dos pacientes estão acima do peso.

O problema também estaria acontecendo em outras partes do Reino Unido.

Um estudo realizado pela Universidade de Wisconsin, em 2002, concluiu que a obesidade é o principal fator de risco para a apneia noturna e que 4% dos homens de meia idade e 2% das mulheres apresentam os sintomas.

A apneia noturna é uma condição ligada ao formato da garganta, que faz com que a pessoa pare de respirar durante o sono e acorde diversas vezes ao longo da noite.

O excesso de gordura em torno do pescoço pode causar o problema ou tornar seus sintomas mais graves.

Em alguns casos, motoristas sofrendo de apneia do sono causaram acidentes fatais após dormir ao volante.

"Estamos chegando ao limite de nossa capacidade para lidar com o problema e há uma ligação inegável com o peso dos pacientes", diz o especialista em distúrbios do sono Tom Mackay.

"Para um homem, se você tem um tamanho de colarinho acima de 44 centímetros, isso indica que há gordura demais em torno de seu pescoço."

Segundo o médico, já há mais novos casos de apneia noturna sendo diagnosticados do que de câncer de pulmão e enfisema combinados.

Fonte Folhaonline

IPad pode ajudar crianças com deficiência visual, diz pesquisa

O iPad pode ajudar a melhorar os resultados dos tratamentos de crianças com deficiência visual cortical (DVC), um transtorno neurológico grave causado por um dano cerebral que as impede interpretar a informação visual que recebem, segundo um trabalho de campo publicado na quinta-feira (6).

A intervenção antecipada na vida das crianças que padecem desta incapacidade é fundamental, afirmam os pesquisadores da Universidade do Kansas, já que, com as técnicas adequadas, a visão pode melhorar com o passar do tempo --e o iPad poderia ter um papel "crucial" neste processo.

Esta deficiência pode se manifestar desde o nascimento e sua gravidade depende do tipo de lesão do paciente, mas sempre requer cuidados específicos e uma educação especial.

Muriel Saunders do Life Span Istitute da Universidade do Kansas, especializado em pacientes com incapacidades, utilizou os tablets da Apple em seu trabalho terapêutico com um grupo de 15 crianças. "Ficamos totalmente surpresos", comentou.

"As crianças que normalmente não veem as pessoas, não respondem a objetos ou respondem de uma maneira muito repetitiva, ficaram fascinadas com o iPad", destacou a médica, que ajuda a desenvolver as habilidades da linguagem nos pequenos pacientes.

Tradicionalmente os terapeutas que tratam estas crianças usam uma caixa de luz, similar a que os médicos empregam para ver uma radiografia, já que é mais fácil ver as luzes e os objetos em alto contraste.

"Uma pessoa com DVC grave passa muito tempo olhando para as luzes. Embora não distingam com clareza, pode ser que vejam algo, mas não veem os rostos ou os objetos. Portanto, é como se fossem cegos", explicou Muriel.

A médica seguiu a sugestão de um de seus colaboradores de usar o iPad como réplica da caixa de luz e descobriram que as possibilidades de interagir com sons e cores são muito mais atrativas para as crianças.

Por enquanto estão sendo utilizados alguns aplicativos simples para que, tocando a tela, apareçam sons, imagens e silhuetas de cores sobre um fundo branco.

Muriel frisou que esta é apenas uma pequena amostra e ainda falta uma pesquisa formal para documentar o poder do iPad para ajudar estas crianças.

"Usando o iPad, os meninos não só podem interagir com a tela, mas podem aprender por meio de uma série de passos a controlar as coisas nessa tela", considerou a médica, que agora procura financiamento para realizar uma pesquisa mais profunda.

Durante os testes iniciais, Muriel contou com a colaboração de especialistas do Junior

Fonte Folhaonline

Sírio-Libanês cria centro para usar DNA contra o câncer

Nos próximos cinco anos, uma parceria entre o Hospital Sírio-Libanês e o Instituto Ludwig deve investir R$ 30 milhões para tentar um feito que ainda escapa a cientistas e médicos: usar os dados do genoma humano como arma contra o câncer. O Ludwig é um instituto de pesquisas oncológicas com braços em sete países.

A parceria está montando o que chama de um centro de oncologia molecular no IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) do Sírio-Libanês.

Ao todo, cerca de 15 pesquisadores, sem contar alunos de pós-graduação, vão ocupar as instalações do centro, que devem estar concluídas no começo do ano que vem.

"A sociedade está coberta de razão quando cobra mais aplicabilidade para os dados vindos do genoma", afirma o bioquímico Luiz Fernando Lima Reis, diretor de pesquisa do Sírio-Libanês.

"Vamos colocar esforço no que a gente enxerga aplicabilidade. Nas universidades, a distância entre o pesquisador e o paciente é muito grande", diz.

Editoria de arte/folhapress

Reis e seus colegas unirão forças com os médicos do hospital que cuidam diretamente de pacientes com câncer, em especial de tumores como os de próstata, cabeça e pescoço, mama e intestino.

Amostras dos tumores serão analisadas no nível do DNA, em busca de mutações específicas que possam indicar qual será a progressão da doença ou a resposta do câncer a medicamentos.

Ao mesmo tempo, remédios inovadores poderão ser testados com mais agilidade, afirma Reis.

A equipe de uma das especialistas do Ludwig, a bióloga Anamaria Camargo, deverá se transferir para o hospital paulistano.

O desenvolvimento de drogas personalizadas também está na mira do projeto. "A gente está partindo de um modelo em que uma droga trata muita gente para outro, em que muitas drogas diferentes vão tratar pouca gente, com 40 drogas diferentes para câncer de pulmão."

Cada uma delas seguiria o perfil genético do paciente, com menos efeitos colaterais.

Fonte Folhaonline

Pesquisa mostram leve queda na taxa de obesidade nos EUA

Mais de três pessoas em cinco (61,6%) sofrem de sobrepeso ou obesidade nos Estados Unidos, mas pela primeira vez em três anos o número de indivíduos com um peso normal (36,6%) supera o daqueles que têm sobrepeso (35,8%), indicou nesta sexta-feira uma pesquisa do Gallup.

Segundo o Gallup e o índice Healthways Well-Being, que estudam desde janeiro de 2008 o peso dos americanos, o percentual de pessoas com sobrepeso (35,8%) e o de obesos (25,8%) caiu ligeiramente durante um trimestre, enquanto o de pessoas com peso normal subiu (36,6%).

"Embora a maioria dos americanos continue acima de seu peso ideal ou obesa, é um sinal animador que os índices de obesidade apresentem uma tendência de queda nos Estados Unidos e nos subgrupos demográficos", expressaram fontes da Gallup.

A pesquisa classifica como obesas as pessoas cujo IMC (Índice de Massa Corporal) é maior que 30; com sobrepeso quando seu IMC está entre 25 e 29,9; e de peso normal aqueles cujo cálculo está entre 18,5 e 24,9. As pessoas que estão abaixo de seu peso ideal são as que têm 18,4 ou menos.

Os negros, as pessoas de meia idade e as que têm um nível de renda baixo (menos de US$ 36 mil por ano) são os mais propensas a serem obesas, ressalta o estudo. No entanto, também nestes grupos, a pesquisa da Gallup indica que a tendência é se manter estável ou cair.

A sondagem foi realizada de 1º de julho a 30 de setembro com 90.070 adultos de mais de 18 anos em todo o país.

Fonte Folhaonline

Designer portugês cria código para ajudar daltônicos a identificar cores

Um projeto de inclusão que promete facilitar a vida dos daltônicos foi divulgado em São Paulo nesta semana. O designer português Miguel Neiva criou um sistema de símbolos que permite que pessoas com a deficiência visual identifiquem as cores.

Chamado de ColorADD, o código foi desenvolvido durante oito anos de pesquisa, de 2000 a 2008.

Divulgação
O código de identificação de cores para daltônicos ColorADD
O código de identificação de cores para daltônicos ColorADD
A ideia surgiu quando Neiva procurava um tema para seu mestrado e se deu conta de que não existia nada que ajudasse os daltônicos a entender as cores.

"Eu queria fazer algo que aumentasse a autoestima e a segurança dos daltônicos."

Cerca de 10% da população masculina é daltônica. O problema é herdado da mãe, pelo cromossomo X. Apenas 2% dos casos ocorrem em mulheres.

Existem três tipos de daltônicos. A deuteranopia é o tipo mais comum e responde por metade dos casos. Os portadores desse problema confundem verde com vermelho.

Durante o desenvolvimento do projeto, o designer conduziu um estudo com 146 daltônicos de diversos países.

Ele descobriu que 90,2% dos portadores pedem ajuda para comprar roupa e 41,5% sentem dificuldade de integração social.

"Queria criar um conceito de design que se transformasse em uma ferramenta para melhorar a vida. A cor e a forma são os principais elementos da comunicação universal", afirmou.

O código consiste em pequenos símbolos que identificam as cores primárias -azul, amarelo e vermelho. A união de dois símbolos identifica as cores secundárias -como o verde, que é o amarelo combinado com o azul.

O preto e o branco são identificados por pequenos quadrados. O que simboliza o preto é cheio, enquanto o branco é vazio. Eles podem vir combinados aos símbolos das outras cores para identificar se são claras ou escuras.

Segundo Neiva, o sistema já é usado em algumas cidades portuguesas, como no Porto, onde é aplicado no metrô e em hospitais. Já existem produtos à venda naquele país com o código, como lápis de cor e tintas.

Neiva conta que se reuniu com autoridades de transporte em Londres, para propor o uso do código no metrô local.

O projeto do designer é sustentado com a venda de licenças de uso por cinco anos.

Divulgação
Lápis de cor com código de identificação para daltônicos
Lápis de cor com código de identificação para daltônicos

Fonte Folhaonline

Médicos pedem fim de exame de sangue para câncer de próstata

Um dos métodos mais usados para a detecção do câncer de próstata, o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), não deve mais ser usado em homens saudáveis.

A recomendação é do US Preventive Services Task Force, grupo cientistas e pesquisadores influentes ligado ao governo americano, e foi baseada em cinco testes clínicos bem controlados.

"O teste não consegue mostrar a diferença entre tumores que irão ou não afetar um homem durante sua vida. Nós precisamos encontrar um que o faça", disse Virginia Moyer, da Baylor College e líder do grupo.

O PSA detecta a elevação de uma proteína produzida pela próstata e é um indicativo de câncer. O método, porém, é criticado por dar falsos-positivos.

Uma dosagem alta de PSA, no entanto, também pode ser sinal de uma infecção ou crescimento benigno exagerado da próstata.

Com a sua popularização, as consequências devastadoras das biópsias e dos tratamentos que geralmente lhe são subsequentes começaram a aparecer.

De 1986 a 2005, 1 milhão de homens foram tratados com cirurgia, radioterapia (ou ambos), o que não aconteceria sem o PSA.

Entre eles, dizem os pesquisadores, pelo menos 5.000 morreram logo após a cirurgia e entre 10 mil e 70 mil outros sofreram complicações sérias.

Pelo menos a metade apresentou frequentemente sangue no sêmen, além de muitos terem incontinência urinária ou impotência.

"Nós estamos desapontados. A questão é que esse melhor teste que nós temos, e a resposta não pode ser simplesmente 'não faça o exame'", diz Thomas Kirk, líder do Us Too, um dos maiores grupos de apoio à doença.

Para os pesquisadores, não saber o que está acontecendo na próstata pode ser o melhor caminho.
Estudos em autópsias indicaram que um terço dos homens entre 40 e 60 anos têm a doença. Uma proporção que sobe para três quartos na faixa acima de 85.

A recomendação é válida apenas para homens saudáveis e sem sintomas. Os pesquisadores se pronunciaram se o teste é apropriado para homens que têm sintomas suspeitos da doença ou que já foram tratados contra ela.

Arte

Fonte Folhaonline

Gerdau diz que até final do ano rede pública de saúde terá indicador para medir eficiência

O coordenador da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, Jorge Gerdau, estimou ontem (7) que estará em funcionamento, até o final deste ano, um indicador para medir a eficiência do sistema público de saúde.

O indicador, que abrangerá inicialmente 20% da rede, vai avaliar parâmetros como a satisfação dos pacientes atendidos.

O município que tiver um bom índice de avaliação e for atingindo as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde terá aumento no repasse das verbas do governo federal. A ideia é que o ministério trabalhe com auditores e visitas aos postos de saúde auxiliando a avaliação. “A intenção é levar ao sistema, gradativamente, um grau de eficiência cada vez maior. É uma tarefa enorme porque se trabalha com as responsabilidades descentralizadas entre governo, estados e municípios”, disse Gerdau.

Ao tomar posse no Ministério da Saúde, em janeiro deste ano, o ministro Alexandre Padilha falou sobre a intenção de criar um indicador para apontar a qualidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, Padilha explicou que o objetivo era melhorar a gestão do atendimento, a pactuação entre os entes federativos e estabelecer metas de crescimento.

O assunto foi discutido hoje, na reunião da Câmara de Gestão Desempenho e Competitividade, que teve a participação de Padilha e das ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Planejamento, Miriam Belchior.

Fonte Agência Brasil

Pepsico é autuada por vender bebida contaminada e pode ser multada em R$ 175 mil

A Vigilância Sanitária de São Paulo autuou ontem (7) a fábrica da Pepsico de Guarulhos (SP) por comercializar produtos sem qualidade e segurança.

Caso haja multa, a empresa que fabrica a bebida achocolatada Toddynho deverá pagar R$ 175 mil, o que equivale a 10 mil unidades fiscais do produto. Até o momento, a Pepsico informa não ter sido notificada da multa. A empresa ainda pode recorrer.

Após ser constatada a contaminação do lote L4 32 do Toddynho por detergente, a empresa foi multada por fabricar, embalar, armazenar, expedir, transportar e colocar à venda produtos sem qualidade e segurança, expondo à risco a saúde dos consumidores, segundo a Vigilância Sanitária.

Depois da inspeção da fábrica, a Vigilância Sanitária relatou que a falha foi pontual e ocorreu em um equipamento de esterilização da fábrica. Em relatório, o órgão informou que a empresa demonstrou, por meio de documentos, que possui sistema de rastreabilidade satisfatório, detectando que o produto foi distribuído equivocadamente.

Segundo a Pepsico Ltda, o lote L4 32, fabricado no dia 23 de agosto e com validade até 19 de fevereiro de 2012, foi distribuído no Rio Grande do Sul. Acredita-se que tenham ido para o mercado 80 unidades do produto. A empresa também informou que vai efetuar a troca do produto por um similar ou devolver o dinheiro de quem tiver comprado o Toddynho do lote contaminado.

Pelo menos 32 pessoas passaram mal após ingerir o produto em 12 cidades do Rio Grande do Sul. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, só na capital, Porto Alegre, foram confirmados 13 casos de intoxicação por ingestão da bebida de leite com chocolate.

Fonte Agência Brasil

Cirurgiões cardiovasculares do Rio suspendem atendimento a clientes de convênios

Clientes de cinco planos de saúde do Rio de Janeiro que precisam se submeter a procedimentos cardiovasculares estão tendo que pagar aos médicos pelo atendimento, desde o início de agosto, mesmo estando com as mensalidades de seus convênios em dia.

A informação é da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Rio Janeiro (Cardiocoop-RJ), entidade que representa os especialistas no estado.

Alegando que os honorários médicos pagos aos profissionais não são reajustados há oito anos e sem conseguir negociar com as cinco operadoras alvo do boicote, a cooperativa garante ter convencido os 100 cirurgiões cardiovasculares que atendem em hospitais privados e filantrópicos do estado a suspenderem o atendimento desde 8 de agosto, à medida em que os contratos com as operadoras fossem chegando ao fim.

De acordo com o presidente da cooperativa, Ronald Souza Peixoto, a decisão da categoria atinge os clientes do Bradesco Saúde e os usuários dos planos de autogestão do Banco Central (Bacen), da Caixa de Assistência dos Servidores da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (CAC- Cedae), de Furnas e da GeapSaúde. “Os atendimentos a estas cinco operadoras estão interrompidos e estamos atendendo aos seus clientes apenas em caráter particular”, disse Peixoto à Agência Brasil, defendendo que o paciente que se sentir prejudicado deve cobrar o ressarcimento das despesas da gestora de seu convênio.

Segundo Peixoto, os cirurgiões exigem que os valores pagos às equipes médicas sejam reajustados de acordo com a tabela da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (Sbcc). Ele alega que, atualmente, as operadoras pagam cerca de R$ 1,5 mil à equipe de, em média, sete profissionais necessários à realização de uma cirurgia. O valor, segundo ele, é menor que o pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A cooperativa garante ter comunicado que suspenderia o atendimento ainda em junho deste ano, não só às operadoras, mas também aos órgãos regionais e federais de saúde. “Com 60 dias de antecedência nós informamos às empresas e às autoridades que suspenderíamos o atendimento caso os honorários não fossem reajustados a contento e os contratos renovados”, explicou Peixoto.

As reivindicações dos profissionais fluminenses são semelhantes às dos cardiologistas paraenses, que esta semana suspenderam as cirurgias eletivas marcadas por usuários do Plano de Assistência dos Servidores Estaduais (PAS), o segundo convênio em número de usuários no estado. A falta de reajuste nos honorários tem motivado a reação de cirurgiões cardiovasculares de outros 14 estados, além de médicos de outras especialidades de todo o país.

Procurados pela ABr, os planos Bacen, CAC-Cedae e Furnas negaram que os médicos tenham deixado de atender a seus clientes e garantiram não ter recebido qualquer reclamação. O CAC-Cedae ainda garantiu ter negociado novos contratos diretamente com alguns profissionais e que mantém o atendimento normal.

Peixoto rebateu a informação da CAC-Cedae. Segundo ele, o estatuto da cooperativa prevê punições aos profissionais que assinarem acordos pessoais, sem a anuência da entidade. Além do mais, os cooperados reafirmaram essa posição durante uma assembleia da cooperativa realizada no início de outubro.

A ABr tentou entrar em contato com os responsáveis pela GeapSaúde, mas não conseguiu contactá-los. O Bradesco Saúde remeteu às questões à Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). Em nota, a entidade, que representa os 15 maiores grupos privados de saúde do país, adiantou que vai adotar um novo parâmetro de remuneração dos médicos credenciados a suas afiliadas já a partir deste ano.

Fonte Agência Brasil

Secretaria de Saúde do DF considera atípicas mortes causadas por bactéria comum

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF) investiga as causas da morte de três pessoas em decorrência da bactéria Streptococcus pyogenes, considerada comum. Estima-se que entre 5% e 15% da população tenham a bactéria nas vias respiratórias, como a garganta, e na pele. No entanto, elas não provocam doenças e situações grave são raras. As autoridades descartam um surto da bactéria, mas querem saber por que ela foi tão agressiva nesses casos.

Entre agosto e o início deste mês, duas crianças de 10 anos – uma delas aluna do Colégio Marista de Brasília – e uma mulher de 38 anos morreram em consequência da bactéria. Os casos são considerados atípicos porque os pacientes apresentaram quadro grave em menos de 12 horas e morreram em até 24 horas após a internação. Além disso, eles eram saudáveis.

Amostras de tecidos e órgãos das vítimas serão analisados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para saber os motivos da bactéria ter se manifestado de forma tão agressiva. “É uma bactéria banal. Não sabemos como foram contaminados. Não sabemos qual foi a porta de entrada”, disse o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa.

A diretora de Vigilância Epidemiológica do DF, Sônia Geraldis, descarta um surto da bactéria. As três vítimas, assinalou, moravam em bairros diferentes do Distrito Federal e não tiveram contato entre si. Segundo ela, a população não deve ficar em pânico. “Não é um alerta para a população, mas para quem atende na ponta [profissional de saúde] ter um olhar diferente.”

O diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, disse ser pouco provável que as mortes tenham sido causadas por uma mutação da Streptococcus. Segundo ele, casos como os registrados no DF são raros, porém não são inusitados. “Isso acontece em hospitais no mundo inteiro e não configura uma situação diferente, ou seja, uma bactéria nova que mereça medidas de saúde diferentes.”

De acordo com a Secretaria de Saúde, a orientação é que somente a família e colegas mais próximos da aluna do Colégio Marista, que morreu na última terça-feira (4), sejam medicados com penicilina, medida (profilaxia) para barrar novos casos.

A direção da escola orientou os pais a procurar serviço médico se os filhos apresentarem sintomas como febre, falta de ar, lesões na pele, diarreia, vômito ou dores de cabeça e musculares.

A Streptococcus pyogenes provoca doenças no sistema respiratório e inflamações na pele, como faringite e amidalite. É tratada com antibióticos. Uma das medidas de prevenção é lavar as mãos com água e sabão com frequência.

A Secretaria de Saúde do DF vai avaliar duas mortes causadas por outro tipo de Streptococcus para identificar se há semelhança com os casos recentes.

Fonte Agência Brasil

Óleo de cravo pode aliviar a dor de dente

O uso de medicina complementar e alternativa está em elevação nos Estados Unidos. Cerca de 38% dos adultos e 12% das crianças agora estão usando alguma forma de medicina complementar e alternativa, segundo o Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa e o Centro Nacional de Estatística em Saúde (parte dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças). Diz-se agora que o óleo de cravo, um óleo essencial do craveiro, pode potencialmente aliviar a dor de dente.


Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2011 Colgate-Palmolive.
Todos os direitos reservados

Como Usar o Fio Dental

Qual a maneira correta de usar o fio dental?
Quando usado corretamente, o fio dental remove a placa bacteriana e os resíduos de alimentos das áreas onde a escova dental não tem acesso fácil, como, por exemplo, a linha da gengiva e as áreas entre os dentes. O uso diário do fio dental é altamente recomendável uma vez que a placa bacteriana pode levar ao aparecimento de cáries e doenças gengivais.

Para usar o fio dental de maneira correta faça o seguinte:
- Enrole aproximadamente 40 centímetros do fio ao redor de cada dedo médio, deixando uns dez centímetros entre os dedos.

- Segurando o fio dental entre o polegar e indicador das duas mãos, deslize-o levemente para cima e para baixo entre os dentes.

- Passe cuidadosamente o fio ao redor da base de cada dente, ultrapassando a linha de junção do dente com a gengiva. Nunca force o fio contra a gengiva, pois ele pode cortar ou machucar o frágil tecido gengival.

- Utilize uma parte nova do pedaço de fio dental para cada dente a ser limpo.

- Para remover o fio, use movimentos de trás para frente, retirando-o do meio dos dentes.

Que tipo de fio dental devo usar?
Há dois tipos de fio dental:
- Fio de nylon (ou multifilamento)
- Fio PTFE (monofilamento)

Existem no mercado fios dentais de nylon, encerados ou não, com uma grande variedade de sabores. Como esse tipo de fio é composto de muitas fibras de nylon, ele pode, às vezes, rasgar-se ou desfiar, especialmente se os dentes estiverem muito juntos. Embora mais caro, o fio de filamento único (PTFE) desliza facilmente entre os dentes, mesmo com pouco espaço, e não se rompe. Usados de maneira adequada os dois tipos de fio removem a placa bacteriana e os resíduos de alimentos.



Foto: Colgate
Pequenos detalhes na hora de passar o fio dental podem fazer muita diferença na limpeza de seus dentes

Fonte IG

Terapia ajuda a emagrecer mudando gatilhos da obesidade

Identificar e mudar pensamentos e comportamentos que levam a comer é o objetivo desta abordagem psicológica

O tratamento da obesidade tornou menos inglória a luta contra os quilos em excesso unindo novos procedimentos e medicamentos à atenção de diversos profissionais da área da saúde – médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas. Esse trabalho em conjunto, no entanto, está deixando a desejar quando o assunto é tratar a cabeça do obeso.

“Não adianta emagrecer o corpo sem mudar a cabeça. É possível modificar qualquer comportamento, mas a questão alimentar é mais complexa porque são vários os motivos que levam a pessoa a comer demais. É preciso identificar os gatilhos”, aponta a psicóloga Marilice Rubbo de Carvalho, especialista em terapia comportamental pela USP e em transtornos alimentares pela UNIFESP.

Para a nutricionista Liliam Teixeira, quem não se prepara psicologicamente para mudar os próprios hábitos, lutará eternamente contra a balança. Segundo ela, a reeducação alimentar é uma forma de resgatar o verdadeiro sentido da alimentação: nutrir o corpo da maneira mais correta possível.

“Neste processo, fatores psicológicos também são importantes para perder peso e para mantê-lo estável”.

Essa é justamente a proposta da terapia cognitivo-comportamental, uma abordagem terapêutica que se propõe, entre outras coisas, a identificar, trabalhar e modificar comportamentos disfuncionais – como fumar ou comer demais. Marilice explica que apenas 30% dos obesos são compulsivos. O restante tem o que ela chama de comportamento comedor.

“São pessoas que comem porque sentem tristeza, ansiedade e pensamentos disfuncionais como ‘eu jamais vou ser magro’ ou ‘nunca ninguém vai gostar de mim’. São pensamentos totalmente sem lógica, mas que geram raiva, mágoa, ansiedade, tristeza.”

Se, para mudar esses pensamentos o primeiro passo é identificá-los, um recurso bem útil é começar um diário alimentar, apontando os sentimentos que foram experimentados ao longo das refeições: como estava o humor? Com quem comeu? O que sentiu durante a refeição ou antes de comer?

“Observar isso é uma forma de identificar os gatilhos que estão gerando o comportamento comedor” diz a psicóloga.

A abordagem congnitivo-comportamental também aposta na administração do tempo – como a pessoa faz dieta e como espalha a rotina alimentar ao longo do dia –, planeja metas e reforça as prioridades buscando alternativas tão prazerosas como o comer. O trabalho do psicólogo é, com a ajuda do próprio paciente, modelar o comportamento para evitar a volta à conduta anterior, comilona.

“Damos dicas, demonstramos, sugerimos, e quando ele vai aceitando, vamos reforçando os resultados positivos. O cérebro é um folgado, ele funciona na base do copy-paste. Novos comportamentos só serão frequentes e presentes na vida da pessoa se forem reforçadores e prazerosos para ela. Não adianta tirar a comida. Vai colocar o quê?”, questiona.

Fonte IG

O fim dos joanetes, sem traumas

Pela técnica de Chevron, pacientes ganham cortes pequenos e caminham com a ajuda de calçado especial logo após a cirurgia

Tormento para muitas mulheres – e até alguns homens – o joanete só pode ser curado por meio de cirurgias. Conhecida cientificamente como hallux valgus, a deformidade ocorre na articulação entre o dedão e o restante do pé (falange-metatarso), aumenta o volume e provoca muita dor na região. A sensação é que o osso lateral salta do pé.

Apesar de ser um problema estético para muitas mulheres, a intervenção cirúrgica, única possibilidade de cura, só é indicada para quem sente dores no local. O uso de sapatos mais largos e protetores especiais apenas alivia a pressão, mas não cura.

Justamente a cura para o problema traumatizou inúmeros pacientes. Anos atrás, os métodos utilizados para correção da deformidade exigiam meses de recuperação (com gesso e pé levantado boa parte do tempo), paciência para encarar muitas dores e a convivência com riscos de infecções pré-operatórias. As histórias de quem passou pela cirurgia ainda contavam, muitas vezes, com a reincidência do joanete, o que desestimulava os que precisavam encarar a operação.

A boa notícia é que, cada vez mais, novas técnicas surgem para minimizar os efeitos pós-operatórios. Cada caso pode receber uma indicação de cirurgia diferente, mas já é possível operar sem traumas. “É preciso tomar cuidado com o alarde de técnicas minimamente invasivas, que são recentes e ainda não apresentam resultados eficientes”, ressalta Ricardo Cardenuto Ferreira, chefe do Grupo de Cirurgia do Pé e Tornozelo da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. “As escolhas têm de ser feitas com base na gravidade do caso.”

O método de Chevron é apontado pelos especialistas como uma boa solução para lesões leves ou graves. A recuperação nesse tipo de cirurgia não leva mais do que dois meses para se completar. Luciano Storch Keiserman, ortopedista especialista em tornozelo e pé, conta que a incisão feita no local é pequena (5 cm) e o procedimento de correção não dura mais do que 40 minutos em cada pé.

“É importante lembrar que o osso que precisa ser corrigido nesse caso não cresce. Ele apenas se desloca. O que fazemos é alinhá-lo”, explica. Para segurá-lo no lugar, são colocados dois mini parafusos metálicos ou absorvíveis, de 2 mm de diâmetro cada. Keiserman acredita que os metálicos dão mais firmeza ao processo e por isso prefere utilizá-los. “O paciente não sente nenhuma reação com eles”, garante.

O pós-operatório
Pela técnica de Chevron, o paciente só recebe uma anestesia local e fica internado apenas 24 horas. No segundo dia após a operação, já é possível pisar no chão, utilizando um calçado especial, a sandália de Barouk. Semelhante a uma botinha, ela não permite que o recém-operado toque o solo com a parte operada ou dobre os dedos. O apoio é feito apenas com o calcanhar.

O paciente deverá passar seis semanas com o calçado e, em casos mais graves, o tempo de uso recomendado é de dez semanas. “A estabilidade é bem grande e a recuperação, rápida”, garante Keiserman.

As causas
Os sapatos de saltos altos e de bicos finos são considerados os verdadeiros vilões das mulheres que possuem joanetes. De acordo com Ferreira, o uso de calçados inadequados é responsável por 90% dos casos do problema. A predisposição genética também contribui, mas pouco, segundo o especialista.

“Os saltos altos, de bicos finos, estreitam os dedos e provocam efeitos cumulativos. Por isso, o grande segredo é se prevenir. Uma vez que o joanete se desenvolve não existe tratamento eficaz para corrigi-lo que não seja a cirurgia. Os dispositivos servem para acomodar melhor os dedos e evitar a dor”, ressalta Ricardo Ferreira.

Fonte IG

Bolhas nos pés: pode estourar?

Meia justa e calçado apropriado reduzem o atrito nos pés e evitam as bolhas


Ter bolhas nos pés pode parecer um problema simples, mas isso não faz dele menos incômodo. Basta o sapato novo não ter o formato ideal ou alguma mudança na rotina nos forçar a uma caminhada mais longa. No caso de esportistas, profissionais ou amadores, as bolhas podem representar um problema sério, com implicações no desempenho.
A orientação do dermatologista Agnaldo Mirandez, diretor da clínica Perffeta e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é “manter a área afetada em repouso e evitar novos traumas”. Mas isso pode ser um luxo que nem todos têm o prazer – ou alívio – de desfrutar. Por isso, o médico preparou algumas dicas para cuidar das bolhas e reduzir o incômodo que elas provocam.
- É importante manter a região sempre limpa para evitar infecção;

- O ideal é manter a área afetada em repouso até sarar;

- Se o repouso não for possível, esvazie o conteúdo com uma agulha esterilizada. Serve agulha de injeção, comprada em farmácia;

- Nunca remova a pele da bolha. Mesmo se retirar o líquido interno, tente preservar o máximo de pele possível, pois ela age como proteção natural;

- Se você for maratonista ou corredor, provavelmente tem bolhas com frequência. Use um óleo ou vaselina para diminuir os atritos no local. Isso diminui a dor, mas não garante o mesmo desempenho;

- Toda bolha corre o risco de infeccionar e de formar pus. Se isso acontecer, o tratamento deve ser feito com antibiótico oral ou de uso local, mas sempre sob orientação médica;

- Para evitar bolhas, use calçados adequados a atividade física que pratica;

- Evite meias ásperas e dê preferência àquelas mais justas, pois a chances delas dobrarem e causarem uma bolha é menor;

- A maneira de correr também pesa muito na formação de bolhas. Procure um médico para verificar a sua pisada e, se houver uma incorreção grande, pode ser preciso adotar palmilha ortopédica.

Fonte IG

Cigarro e pílula podem minar saúde ginecológica e levar ao câncer

Dupla contribui para aparecimento do câncer de colo de útero

São inúmeros os fatores que aumentam as chances de uma mulher desenvolver câncer de colo de útero, muitos deles evitáveis. Entre esses, estão o cigarro e o uso constante da pílula.

O cigarro é o fator ambiental mais significante para o aparecimento da doença, quem fuma tem duas vezes mais chance de desenvolver este tipo de câncer do que aqueles que não o fazem.

A malignidade aumenta significativamente de acordo com o número de maços consumidos por dia e também com o tempo de uso do cigarro (meses, anos ou décadas).

O fumo inibe a ação da proteína P53, que garante o bom funcionamento do sistema imunológico do corpo. Com a imunidade deficiente, o combate à doença fica prejudicado e uma infecção de HPV pode evoluir para um câncer de colo de útero mais facilmente.

“Já fizemos vários trabalhas onde comprovamos o que diz a literatura médica: o cigarro piora o prognóstico da evolução do HPV, bem como retarda o tempo de eliminação do mesmo”, afirma Nelo Manfredini Neto, ginecologista do Hospital Samaritano, de São Paulo.

“O cigarro tem uma característica interessante: ele acumula principalmente na região cervical, mais particularmente no muco cervical. Essas moléculas fazem com que o vírus possa ficar na região por mais tempo, ou seja, persistir mais”, explica Luisa Villa, coordenadora do Instituto do HPV.

Uma revisão de 28 estudos descobriu que mulheres que fazem uso de contraceptivos orais têm mais chances de ter câncer do que aquelas que nunca tomaram o remédio. O vírus responde mais por causa dos derivados de estrógeno contidos na pílula, esclarece Villa.

Outra explicação seria a redução no uso de preservativo, já que a contracepção está sendo feita com a pílula.

Câncer de colo de útero
A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção causada pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e relacionados a tumores malignos, alerta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Segundo a entidade, são 18.430 novos casos todo ano e 4.800 vítimas fatais. No ranking, é o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. É a quarta causa de morte na população feminina no País. Além disso, 44% descobrem câncer de colo de útero em estágio avançado.

A boa notícia, no entanto, é que existem formas de preveni-lo. A vacina contra o HPV, por exemplo, é uma das tecnologias mais recentes no combate à doença. Ela chegou pela primeira vez ao Brasil em 2007 e está sendo indicada para mulheres sexualmente ativas até os 26 anos. Em outros países, no entanto, já está sendo aplicada também em outras faixas etárias.

A realização anual do exame papanicolaou também tem se mostrado bastante eficaz. Por meio desse exame é possível identificar lesões pré-cancerosas. Quando tratadas precocemente, podem impedir que a doença se torne um câncer.

Fonte IG

Exames: Colonoscopia


Foto: Divulgação Ampliar
Sequência de imagens de uma colonoscopia


O que é
A colonoscopia é um exame endoscópico, que permite a visualização do interior de todo o intestino grosso e da parte final do intestino delgado (íleo).

Para que serve
A colonoscopia detecta e ajuda no acompanhamento de diversas doenças do intestino como câncer de cólon, doença inflamatória intestinal, sangramento digestivo baixo (o intestino grosso) e diverticulite, entre outras.

Em muitos casos, serve também um método terapêutico, possibilitando ao médico retirar pólipos que crescem nas paredes do intestino e controlar sangramentos na mucosa intestinal.

Como é feito
Com o paciente sedado (já dormindo) o médico introduz o aparelho – um tubo flexível com cerca de um pouco mais de um metro de comprimento e um centímetro de diâmetro – no orifício anal. Na extremidade final dele, uma minicâmera transmite as imagens do interior do intestino para um monitor colorido. As imagens são fotografadas ou gravadas em DVD. Caso encontre algum pólipo ou sangramento na mucosa do intestino, o médico pode usar o aparelho para retirar o pólipo ou para conter o sangramento.

Preparo
Durante o procedimento o intestino grosso precisa estar completamente limpo, ou seja, sem a presença de fezes ou restos de alimentos. Na véspera do exame, o paciente deverá alimentar-se apenas com dieta líquida e fazer uso de laxantes.

Esse preparo inicial será complementado no local do exame, com quatro a cinco copos de um medicamento chamado Manitol diluído em suco de laranja. De duas a três horas após a ingestão do Manitol, ele vai sendo eliminado pelo intestino, deixando limpo e em condições de iniciar o exame.
Os medicamentos usados no exame diminuem os reflexos de atenção por algumas horas. Desta maneira, é recomendável sair acompanhado do local do exame e não se deve dirigir veículos ou operar máquinas.


Valores de referência
No final do exame o médico relata no laudo o que visualizou ao longo do exame e que procedimento diagnóstico (biópsia) ou terapêutico (retirada de um pólipo, coagulação de um sangramento) foi feito. Se foi retirada alguma amostra (tecido ou pólipo) para análise, o paciente deverá aguardar o resultado desta análise, que é feita por um patologista.

Fonte IG