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sábado, 3 de agosto de 2013

Pesquisa comprova que acupuntura reduz o estresse

Testes foram realizados em ratos e pesquisadores esperam obter os mesmos resultados em humanos e ampliar a aceitação da terapia chinesa
 
Criada há mais de dois milênios na China, a acupuntura é um dos tratamentos médicos mais antigos do mundo. A técnica de estimulação de pontos específicos do corpo por meio da aplicação de agulhas rompeu as fronteiras da Ásia, cruzou oceanos e hoje é largamente utilizada em todo o mundo para reduzir dores, promover o equilíbrio do organismo e combater o estresse crônico. No entanto, se os benefícios são evidentes, o mecanismo de ação da prática ainda não foi totalmente compreendido.
 
Na busca por decifrar as bases moleculares por trás das espetadas, pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, realizaram testes em animais e concluíram que a acupuntura pode reduzir significativamente a liberação, no sangue, de substâncias ligadas ao estresse. Os resultados foram publicados no periódico Journal of Endocrinology.

Ladan Eshekevari, principal autora do estudo, conta que seu interesse pelo tema surgiu da experiência clínica. “Notei que muitos dos meus pacientes nos quais aplicava acupuntura para tratar dores relatavam sinais de alívio do estresse, como hábitos de sono melhor e maior capacidade de lidar com o sofrimento físico, entre outros. Então, pensei que, talvez, eu estivesse afetando as vias de estresse em vez das de dor”, revela Eshekevari, que é fisiologista, enfermeira anestesista e acupunturista certificada. Ela resolveu, então, projetar uma série de estudos em camundongos para testar o efeito da acupuntura elétrica nos níveis de proteínas e hormônios secretados como resposta ao estresse. “Usei eletroacupuntura, porque ela me garante que cada animal recebeu a mesma dose de tratamento”, explica a pesquisadora.

Wu Tu Hsing, professor de medicina tradicional chinesa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica que o estimulador elétrico é utilizado quando se deseja potencializar o efeito da agulha. “Assim, você consegue explorar o máximo de efeito em determinado ponto. É como se você aumentasse a dose.” O professor esclarece que o estimulador elétrico é raramente utilizado, entrando em cena quando há pouca resposta ao estímulo manual, como nos casos de artroses.

Pontos
Nos experimentos, Eshekevari utilizou quatro conjuntos de ratos. O grupo de controle não foi submetido a situações estressantes nem recebeu tratamento. O segundo era formado por camundongos submetidos ao estresse induzido por temperaturas rigorosamente baixas, mas que não foram tratados. Já o terceiro, também estressado, recebeu acupuntura em um ponto falso, chamado Sham. Por fim, o quatro conjunto de indivíduos recebeu agulhas no ponto Zusanli, uma região em que o efeito da acupuntura costuma ser observado.

De acordo com a pesquisadora, esse ponto foi escolhido porque, além de ser muito forte na medicina tradicional chinesa, é de fácil acesso, mesmo quando o rato está acordado. Wu Tu Hsing, da USP, explica que, em humanos, o ponto é bastante utilizado para alívio da dor e tratamento de problemas no sistema digestório. Ele se localiza na perna, abaixo do joelho, entre a fíbula e a tíbia, sendo conhecido também como E36, ou ST36.

Durante 10 dias, a equipe de Eshekevari mediu no sangue os níveis de hormônios secretados pelo eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), que inclui o hipotálamo, a hipófise e a glândula adrenal. As interações entre esses órgãos são responsáveis por controlar as reações ao estresse e regular a digestão, o armazenamento do sistema imunológico, o humor, as emoções, a sexualidade e a energia. Segundo o estudo, a resposta clássica ao estresse crônico consiste de uma interação entre duas importantes vias: o sistema nervoso simpático (SNS) e o HPA. A ativação crônica dessas vias pode levar à má adaptação das condições homeostáticas, causando sintomas ou doenças como a ansiedade, depressão e obesidade, que podem ainda ter um impacto direto sobre as doenças cardiovasculares e a hipertensão.

Além dos hormônios secretados pelo HPA, os pesquisadores também mediram os níveis de NPY, um peptídeo liberado pelo sistema nervoso simpático em roedores e seres humanos. Esse sistema está envolvido na resposta de fuga ou de luta ao estresse agudo, resultando na constrição do fluxo de sangue para todas as partes do corpo, exceto para o coração, os pulmões e o cérebro (órgãos mais necessários para se reagir aos perigos). O estresse crônico, no entanto, pode causar aumento da pressão arterial e doença cardíaca. “Descobrimos que a acupuntura eletrônica bloqueia o estresse crônico induzido por elevações dos hormônios do eixo HPA e na via de NPY”, revela Eshekevari. Ela acrescenta que os ratos que receberam a acupuntura elétrica no ponto falso tiveram uma elevação dos hormônios análoga à dos animais de estressados.

De acordo com Ângela Tabosa, vice-chefe do Setor de Medicina Chinesa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o modelo de estresse por frio em ratos é referendado pela ciência experimental como uma boa aproximação do estresse crônico em humanos. “Existe o estresse agudo e o crônico. O agudo está muito relacionado à luta ou à fuga. O indivíduo é exposto a uma situação de perigo, o organismo produz uma série de substâncias que o preparam para lutar ou fugir. Há vários modelos animais de estresse agudo, e as substâncias são um pouco diferentes de quando ele é submetido ao estresse crônico”, detalha Tabosa. Segundo ela, o crônico é aquele que não é tão impactante, mas, apesar de ser menor, é repetitivo. “Parece-se mais com o que acontece no dia a dia, devido ao trânsito ou a um chefe muito exigente. Para simular o estresse crônico, existem alguns modelos, como o frio. Você não pode repetir exatamente o que seria para o ser humano, mas você cria condições desagradáveis para as quais o rato já fica preparado”, explica.

Confirmação
A acupuntura funciona por meio do estímulo de terminações nervosas em diversas partes do corpo. Esses estímulos são levados ao sistema nervoso central, onde são interpretados pelo cérebro, que responde com a liberação de substâncias que caem na circulação sanguínea. De acordo com Hsing, as substâncias mais estudadas nessa resposta são a endorfina, a cortisona e a serotonina. “Algumas delas dão um pouco de sono, o que explica o efeito calmante e de alívio da dor.” O professor explica que 80% das pessoas que buscam a acupuntura normalmente querem tratar alguma dor, como as de cabeça ou musculares. A ansiedade e o estresse também aparecem com frequência.

Ladan Eshekevari espera obter os mesmos resultados do estudo em humanos e ampliar a aceitação da terapia chinesa. “Para quem trabalha com acupuntura, o resultado é mais uma comprovação. Os mecanismos da ação da acupuntura já têm sido bem estudados desde o fim da década de 1980”, diz Tabosa. Para ela, a questão principal do artigo é conseguir comprovar a eficiência da acupuntura real em comparação com falsos pontos. Além disso, o trabalho reforça que o efeito da técnica é cumulativo, ou seja, a diferença na redução dos hormônios estressores ficou maior ao longo dos dias. “Existem técnicas que são utilizadas em pronto atendimento, mas, para o tratamento de uma doença, você precisa de uma série de aplicações”, ressalta Tabosa.

Experimento
Trinta e quatro ratos adultos foram divididos em quatro grupos distintos:

Grupo 1 (de controle)
não foi estressado e não recebeu nenhum tratamento

Grupo 2
foi submetido a temperaturas rigorosamente baixas durante uma hora pelo período de 10 dias, mas não recebeu acupuntura

Grupo 3 (experimental)
os ratos sem estresse receberam estímulos em um ponto Sham*, próximo ao rabo, bilateralmente. As agulhas foram aplicadas nos 10 dias imediatamente anteriores à exposição ao estresse pelo frio

Grupo 4 (experimental),
durante os quatro dias anteriores ao estresse pelo frio, os ratos foram pré-tratados com o estímulo no tradicional ponto ST 36, ou zusanli. Eles continuaram a receber acupuntura no mesmo ponto durante mais 10 dias após o estresse. O ST 36 localiza-se na perna, perto da rótula e da tíbia


 * Ponto Sham é também conhecido por falsa acupuntura. As agulhas são colocadas em regiões que não são pontos reais da técnica. Normalmente, esse artifício é utilizado como base de comparação, para saber se os resultados positivos foram realmente oriundos dos estímulos nos pontos de acupuntura, ou pela simples picada

Fonte sitesuai.com.br

Cirurgia plástica no rosto nem sempre deixa pessoa mais bonita, jovem e atraente

Um novo estudo realizado nos EUA descobriu que a cirurgia plástica facial pode te deixar apenas tRês anos mais novo (foto: Goodluz/shutterstock.com) (Goodluz/shutterstock.com)Um estudo norte-americano constatou que a média de redução de idade é de três anos, mas as cirurgias não ajudaram os pacientes a se tornarem muito mais atraentes para outras pessoas
 
Quão mais jovem uma cirurgia estética como lifting facial, preenchimento da testa ou uma pequena correção na região dos olhos pode fazer você parecer? Segundo um novo estudo, apenas três anos.

No trabalho, publicado no JAMA Facial Plastic Surgery, os pesquisadores descobriram que os pacientes pareciam apenas três anos mais jovens, como avaliado por indivíduos que olharam fotos de cada paciente antes e depois da cirurgia. Além disso, enquanto os procedimentos tiravam alguns anos da pessoa, eles não fizeram muito para aumentar a atratividade e a beleza, mostraram os resultados.

O principal autor do estudo e cirurgião plástico facial do Hospita Lenox Hill l, em Nova York, disse ao New York Times: "Eu não quero que as pessoas pensem: 'Ah, se eu fizer um lifting facial, vou parecer só três anos mais jovem.' Este estudo inclui pessoas que só tiveram um levantamento dos olhos ou preenchimento da testa."

Uma pesquisa de 2012 da Universidade de Toronto descobriu que um lifting facial e de pescoço poderiam tirar nove anos de sua idade. A diferença neste estudo, disseram os pesquisadores, é que a pesquisa incluiu procedimentos menos extensivos, como apenas a cirurgia de pálpebras. No entanto, os pacientes que recebiam injeções anti-rugas, como Botox, não foram incluídos.
 
Nesse estudo, 50 indivíduos avaliaram fotos de 49 pacientes com idades entre 42 e 73 que foram submetidos a cirurgia estética facial. Os participantes foram convidados a adivinhar a idade da pessoa na foto, bem como a sua taxa de atratividade em uma escala de 1 a 10. Os participantes não viram fotos do antes e do depois dos pacientes.

A maioria dos pacientes recebeu notas de atratividade entre quatro e seis, sem diferença entre as pontuações de atratividade antes e após a cirurgia. Os que participaram da pesquisa classificaram as idades dos pacientes para uma cerca de 2,1 anos a menos, em média, do que a idade real deles antes da cirurgia. E disseram que cada paciente era 5,2 anos mais jovens após a cirurgia, com uma diferença geral de 3,1 anos.

Fonte sitesuai.com.br

Aplicativo gratuito permite que diabéticos controlem açúcares via smartphone

O aplicativo Gluci-Chek facilita a avaliação de valores nutricionais dos alimentos (Roche Diabetes Care)
O aplicativo Gluci-Chek facilita a avaliação
 de valores nutricionais dos alimentos
Dispositivo oferece também registro dos eventos ligados ao cotidiano dos pacientes, como hipoglicemia e atividade física
 
A empresa Roche Diabetes Care lançou o Gluci-Chek, aplicativo que visa facilitar o cotidiano dos pacientes com diabetes.

Esse aplicativo permite fazer contas, em instantes, da quantidade de glucídios (açúcares, carboidratos e sacarídeos) de centenas de alimentos e misturas.

Disponível gratuitamente para download na AppStore e no Google Play, Gluci-Chek dá a possibilidade de acessar duas funcionalidades principais: o cálculo de taxas de glucídios e o registro dos eventos ligados ao cotidiano dos pacientes, como hipoglicemia, episódio de stress ou atividade física.

As tabelas nutricionais podem ser consultadas muito rapidamente através de uma simples barra de pesquisa.
 
O usuário tem a possibilidade de escrever a porção consumida para realizar o cálculo, e pode ainda combinar pratos de acordo com seus valores nutritivos.
 
Fonte sites.uai.com.br

Menina indiana que sofre de hidrocefalia deixa o hospital

AFP
Fotos da menina provocaram uma onda de solidariedade em
 todo o mundo
Circunferência da cabeça da menina passou de 94 cm para 58 cm após várias operações 
 
A menina indiana que sofre de hidrocefalia, uma doença que duplica o volume da cabeça e cujo caso provocou uma onda de solidariedade depois que uma foto da AFP mostrou a sua situação e a pobreza de sua família, saiu do hospital nesta sexta-feira (2) depois de ter se submetido a várias cirurgias. De acordo com o neurocirurgião Sandeep Vaishya, o estado de saúde de Roona melhorou significativamente.
 
— Nós a autorizamos a sair do hospital esta semana. Ela está pronta para viajar.
 
Roona Begum, de 17 meses, nasceu com uma grave anomalia neurológica que provoca o aumento de volume das cavidades que contêm o líquido cefalorraquidiano e aumenta a pressão no cérebro.
 
Como consequência da doença, a circunferência de sua cabeça havia alcançado os 94 centímetros, quase duas vezes mais que a medida normal para uma menina de sua idade, e a impedia de ficar de pé e inclusive de engatinhar.
 
A circunferência da cabeça da menina passou a 58 cm após várias operações realizadas entre abril e junho na clínica particular do grupo Fortis Healthcare na capital indiana.
 
— Quando chegou aqui quase não podia se mover. Agora pode mover sua cabeça de um lado para o outro com facilidade, isso significa que os músculos de seu pescoço estão se fortalecendo.
 
A publicação das fotos da menina, tiradas por um fotógrafo da AFP em abril no estado de Tripura, uma região muito isolada no nordeste da Índia, provocou uma onda de solidariedade de pessoas de todo o mundo.

Fonte AFP/R7

Hábitos que podem prejudicar o sono

habitos-que-podem-prejudicar-o-sonoDormir bem é fundamental na vida de qualquer pessoa
 
Cientistas já fizeram diversas pesquisas relacionando uma boa noite de sono a prevenção de diversos problemas de saúde, inclusive relacionados ao coração.
 
Mas nem sempre as pessoas conseguem ter uma boa noite de sono, e grande parte da culpa pode estar em alguns hábitos que se tornam corriqueiros na nossa vida, mas que muitas vezes nem prestamos atenção.
 
Confira alguns hábitos e comportamentos que podem prejudicar e atrapalhar nossa noite de sono:
 
TV Ligada                          
Por mais que pessoas insistam em dizer que conseguem dormir apenas com a televisão ligada, o grande problema do aparelho ligado é a iluminação que acaba incidindo em todo o quarto. Cientistas já provaram  que a luz branca destes equipamentos inibem a produção de melatonina, que é o hormônio responsável pelo sono.
 
Não desacelerar
Ir para a cama depois da prática de exercícios físicos ou de qualquer atividade que deixe a pessoa ligada pode ser frustrante. Por mais que a pessoa esteja cansada, é necessário parar e acalmar o cérebro antes de partir para a cama. Por isso que o banho é tão recomendado antes de dormir, porque é uma tarefa que acaba realmente acalmando o cérebro.
 
Cafeína
A bebida é um velho conhecido das pessoas que querem se livrar do sono, por isso não deve ser ingerida de noite. E vale lembrar que não é só o café que possui cafeína, existem outras bebidas, como refrigerantes e alguns chás.
 
Fonte clickgratis

Homens com testículos grandes tendem a beber mais, ser mais gordos e ter pressão alta

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Homens com testículos grandes tendem a ser mais gordos
Estudo italiano sugere que o tamanho do testículo pode ser sinal de má saúde
 
Pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, descobriram que homens com testículos grandes tendem a ser mais gordos, beber mais e ter pressão alta, fatores de risco para o desenvolvimento de problemas cardíacos. As informações são do jornal The Telegraph.
 
A pesquisa, que contou com a participação de 2.809 homens com disfunções sexuais, acompanhou os pacientes durante sete anos. Giulia Rasterelli, líder do estudo, explica que o tamanho da glândula pode ser uma nova forma de avaliar o risco de doença cardíaca.
 
— Embora o tamanho dos testículos esteja associado à saúde reprodutiva, os resultados indicam que este parâmetro pode ser usado para sinalizar riscos cardiovasculares.
 
A pesquisa também mostrou que esses homens tendem a ter níveis mais elevados do hormônio luteinizante, que controla a produção de testosterona e afeta o tamanho dos testículos.
 
No entanto, o estudo não pode ser aplicado para a população em geral, já que foi feito apenas com homens com disfunção sexual, alerta Giulia.
 
— Mais estudos serão necessários para esclarecer esta relação.
 
Estudos anteriores mostraram que os homens com testículos maiores tendem a ser mais fértil, o que indicaria boa saúde.
 
Fonte R7

Faltam bancos de leite no País, aponta especialista

Reprodução/ Mundo das Tribos
Amamentar previne contra o câncer de mama, diz médico
Mulheres que têm excesso de produção de leite devem contribuir com os bancos de leite
 
Na Semana Mundial de Aleitamento Materno, o chefe de um dos principais bancos de leite do país, o Instituto Fernandes Figueira do Rio de Janeiro, Franz Reis Novak, disse nesta sexta-feira (2) que há no Brasil 211 serviços do tipo em funcionamento para atender 1,5 milhão mulheres com problemas relacionados ao aleitamento materno. Segundo ele, o número é muito pequeno.  
 
A presidenta do Comitê de Aleitamento Materno da Sociedade Paulista de Pediatria, vinculado à Sociedade Brasileira de Pediatria, Marisa da Mata Aprile, ressaltou que a criança amamentada no peito é beneficiada pela proteção afetiva e física.  
 
— Além do contato com a mãe, que desenvolve o emocional desde criança, há a proteção contra doenças na infância. Os riscos são menores por conta dos anticorpos que a mãe passa para o filho. Leite materno tem um sistema de imunização para a criança porque tem células vivas que protegem. São vários fatores que diminuem o número de infecções.
 
O pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro Seu Bebê em Perguntas e Respostas, informa que ao amamentar a mulher previne contra o câncer de mama.  
 
— Estatisticamente a mãe que amamenta está se protegendo do câncer. A amamentação é uma forma de prevenção, isso é comprovado e visível. A mãe que amamenta previne o câncer de mama.  
 
O chefe do Instituto Fernandes Figueira do Rio, Franz Novak, lembrou que as mulheres que têm excesso de produção de leite devem contribuir com os bancos de leite.
 
— Antigamente as mães jogavam o leite fora, porque o leite precisa ser drenado, para terapia da mama da mulher. Agora, com os bancos de leite, nós pedimos às mulheres que façam a doação. O leite doado é transportado ao banco para pasteurização e controle de qualidade, para alimentar crianças prematuras.   
 
Sylvio Renan alerta que o leite industrial tem sua contribuição, mas está longe de ser o substituto para o leite materno. As mães que não podem amamentar, quando o bebê for ainda muito pequeno, devem procurar um banco de leite para alimentar a criança. 

Fonte R7

Estudo mostra interação complexa entre mosquito e vírus da dengue

Por enquanto, não existe nem tratamento específico, nem vacina no mercado para a doença
 
Uma equipe de cientistas do Instituto Pasteur de Paris, do CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas) francês e do Afrims (Centro de Pesquisa Militar Tailandês-americano) se dedicou ao estudo dos fatores genéticos que determinam a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito 'Aedes aegypti'.
 
Atualmente, existem quatro grandes tipos (sorotipos) do vírus causador desta doença, que provoca, entre outros sintomas, febre, dores de cabeça, nos músculos e articulações, assim como erupções cutâneas.
 
Em forte progressão no mundo, a dengue se tornou endêmica em mais de 100 países e emergente em novas regiões, com os primeiros casos autóctones registrados na Europa continental na França e na Croácia.
 
Várias equipes de cientistas no mundo trabalham atualmente sobre as interações entre o vírus da dengue e o mosquito vetor, o 'Aedes egypti', que também é o principal transmissor da febre amarela.
A esperança é poder um dia selecionar os mosquitos resistentes a este vírus ou os menos capazes de transmiti-lo ao homem, a fim de romper o ciclo da doença.
 
A equipe franco-tailandesa-americana trabalhou com mosquitos selvagens capturados na Tailândia para efetuar um levantamento dos fatores genéticos do inseto que condicionam a transmissão do vírus ao homem.
 
Os cientistas descobriram que uma "série de fatores genéticos" produziriam mosquitos mais ou menos aptos a transmitir o vírus da dengue e que estes fatores estariam presentes na população natural dos insetos, explicaram em comunicado conjunto o CNRS e o Instituto Pasteur.
 
Interação complexa
A análise destes fatores genéticos se complicou com a presença dos vários tipos do vírus da dengue. Os cientistas observaram, assim, que em um mesmo mosquito "um fator de resistência contra um tipo de vírus pode se modificar em face da sensibilidade perante um outro tipo".
 
— A eficácia da transmissão do vírus da dengue pelo 'Aedes aegypti' é dependente das combinações específicas entre os mosquitos e os tipos de vírus.

Explicaram os pesquisadores em um artigo publicado na edição desta quinta-feira da revista científica americana Plos Genetics.
 
— A transmissibilidade do vírus da dengue é fruto de uma interação complexa entre fatores genéticos dos mosquitos e do vírus. 
 
Conhecer melhor estas relações de combinação permitiria estabelecer "estratégias" para impedir que o vírus se desenvolva nos mosquitos transmissores.
 
Por enquanto, não existe nem tratamento específico, nem vacina no mercado para a dengue. Mas testes estão em andamento.
 
A companhia farmacêutica francesa Sanofi Pasteur espera obter em 2014 os resultados de uma ampla campanha de testes clínicos (fase 3) para sua candidata a vacina, depois que a publicação dos resultados dos ensaios intermediários (fase 2), em setembro de 2012, apresentaram uma boa cobertura para três dos quatro tipos do vírus da dengue.

Fonte AFP/R7

Câncer de pele: sete sinais que justificam uma consulta com o dermatologista

mulher com várias pintas no ombro - Foto Getty ImagesAnálise de pintas e manchas na pele pode antecipar o diagnóstico da doença
 
O câncer de pele do tipo não melanoma é o mais incidente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
 
A maneira mais simples de prevenir o câncer de pele ou identificá-lo em um estágio inicial é visitando o dermatologista.
 
Pequenos sinais ou condições da nossa pele podem denunciar o momento de visitar o profissional.
 
A seguir, listamos essas pistas para que você cuide da pele e afasta de vez o câncer: 
 
mulher com a pele muito clara - Foto Getty ImagesPele muito clara
Para se bronzear, a pele precisa de células chamadas melanócitos, que são as responsáveis por produzir o pigmento melanina - que por sua vez dá cor à pele. Pessoas de pele clara têm menos melanócitos, e consequentemente irão produzir menos pigmento quando expostas ao sol. "A melanina é o nosso protetor solar natural, e quanto mais o indivíduo a possui, maior a proteção ao se expor ao sol e menos dano ele terá", diz a dermatologista Ranaia Papsukawa, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Dessa forma, aqueles de pele muita clara sofrerão os danos da exposição solar mais facilmente, tendo portanto um risco aumentado tanto para o câncer de pele quando para o aparecimento de manchas e envelhecimento cutâneo. Por isso é importante que pessoas com a pele mais clara e que dificilmente se bronzeia visitem o dermatologista regularmente, ainda que não haja qualquer pinta ou sinal suspeito. 
 
mulher com sardas no rosto - Foto Getty ImagesSardas no rosto
"As sardas (ou efélides) são características de pessoas de peles muito claras, muitas vezes ruivas e de olhos claros, e devido a isto devem ficar mais atentas", diz a dermatologista Samantha Kelmann, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Isso não quer dizer que as sardas se tornarão um câncer - as causas da formação de um e de outro são diferentes. No entanto, pessoas com sardas normalmente são mais sensíveis à luz solar, sofrendo um maior risco de desenvolver de lesões solares. 
 
braço com pintas - Foto Getty ImagesPintas espalhadas pelo corpo
Quem tem muitas pintas ao longo do corpo deve ficar atento. "Pode ser algum tipo de síndrome genética que envolve outros órgãos e os sinais cutâneos, às vezes, são as primeiras manifestações que chamam a atenção para um problema maior", alerta a dermatologista Ranaia. Segundo a dermatologista Samantha, pode ser que as pintas sejam apenas marcas genéticas sem comprometimento clínico, mas de qualquer forma devem ser avaliadas por um profissional. "Isso porque uma das muitas pintas pode passar a sofrer modificações que indiquem um câncer, e a pessoa pode não ficar atenta às mudanças."
 
mulher com várias pintas no ombro - Foto Getty ImagesPintas que se concentram em uma área
Pessoas que têm uma alta concentração de pintas de determinadas partes do corpo, principalmente áreas de maior exposição solar, como os ombros, devem considerar avaliação médica. ?O acompanhamento se faz necessário devido a maior possibilidade de transformação maligna?, explica a dermatologista Raiana.  
 
homem verificando uma pinta no dermatologista - Foto Getty ImagesAlterações nas pintas
 Os nevos podem ser benignos ou malignos, por isso, precisamos observá-los e monitorá-los. De acordo com a dermatologista Samantha são seguidos os critérios "ABCD" para avaliação de uma pinta:

A: assimetria - lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares
B: bordas - pintas com bordas irregulares merecem mais atenção
C: coloração - se o nevo tiver duas ou mais cores deverá ser observado
D: dimensão da lesão - se houver mais de 6 mm, entram na classificação de lesão a ser monitorada.

"No entanto, não necessariamente uma pinta em relevo e com diversas cores ou contorno irregular será maligna, mas ainda sim deverá ser avaliado por um médico dermatologista", explica Samantha. É importante ficar atento para algumas alterações: se a pinta começar a coçar, crescer, sangrar ou mudar de aparência (ficar mais áspera, mais escura ou clara), pode ser um sinal de malignidade e um motivo forte para procurar seu médico. 
 
mulher se olhando no espelho - Foto Getty ImagesPele com diferentes tonalidades
Algumas pessoas podem apresentar cores variadas na pele devido à exposição solar. Essa concentração de melanina em determinadas partes do corpo pede atenção e deve ser analisada por um dermatologista. "No entanto, essa diferença de tonalidade pode ser genética e não indicar malignidade", explica a dermatologista Samantha. De um modo geral, é importante que toda a pele seja examinada, seja no consultório médico ou no autoexame em casa. 
 
mulher com a pele vermelha por causa do sol - Foto Getty ImagesHistórico de queimaduras solares
Os danos em nossa pele causados pelo sol no geral são decorrentes da exposição feita na infância, nos primeiros seis anos de vida - por isso, mesmo que você use protetor solar agora, deve considerar visitar um dermatologista se no passado tomava sol de maneira desprotegida. Histórico de intensa exposição solar e queimaduras com formação de bolhas de água na pele na infância e adolescência merecem atenção redobrada.  
 
Fonte Minha Vida

Aprenda a usar o pedômetro, perca quilos e mande embora o sedentarismo

O aparelho é fácil de usar e coloca mais movimento no seu dia a dia
 
Já ouviu falar no pedômetro? Ele é um aparelho pequeno e portátil que conta os seus passos o dia todo, basta prendê-lo em algum lugar da sua roupa, como no cós da calça. O objetivo é te incentivar a sair da cadeira e dar uns passinhos por aí. Parece pouco, mas com o tempo esta se torna uma ótima estratégia para vencer o sedentarismo e até ajuda a perder peso.

Isso é o que diz um estudo realizado na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Em sua pesquisa, eles detectaram que, depois de 12 semanas de uso do pedômetro, os participantes estavam muito mais ativos fisicamente e mais magros. Isso mesmo: cada um deles perdeu em média 1,5 kg.

"A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, para sair da linha de sedentarismo, é preciso dar ao menos 10.000 passos por dia", conta o educador físico Givanildo Matias.

Além disso, o aparelho é relativamente barato: os preços começam na casa dos 10 reais*. E então, convencido a usar esse aliado na busca por uma vida mais ativa, com mais saúde e qualidade de vida? Nós te ensinamos a seguir a usar o aparelho. E sem mais desculpas!

*Preços pesquisados em junho de 2013, sujeito a alterações.
 
Pedômetro  - Getty ImagesO pedômetro será útil para você?
Muita gente se beneficia do uso do pedômetro, não apenas quem está começando a guerra contra o sedentarismo. Isso porque ele tem outras utilidades. "Além de contar o número de passadas durante o dia, uma prova de corrida ou outras atividades físicas, o pedômetro também já é utilizado para estimar o grau de atividade física de uma pessoa", explica o educador físico Givanildo Matias, personal trainer e diretor da Rede Test Trainer. Também dá para estimar a quantidade de calorias gasta durante uma atividade física, já que alguns pedômetros fazem essa medição. Você se encaixou em alguma dessas necessidades? Então mãos à obra!
 
Pedômetro  - Getty ImagesComo prender o pedômetro
Givanildo Matias explica que os pedômetros possuem um sensor interno que faz a contagem dos passos a partir do balanço corporal decorrente dos passos. Por isso é bom mantê-lo preso ao quadril, onde os movimentos das pernas serão detectados mais facilmente. O educador físico Raul Santo, doutor em fisiologia do exercício, conta que esses aparelhos possuem uma presilha que se encaixa ao cós de calças ou saias. Basta pendurar e sair andando.
 
Caminhada - foto: Getty ImagesAvalie a eficiência do pedômetro
O teste é muito simples, mas indispensável: prenda o pedômetro da maneira recomendado e dê alguns passos, carca de 100 passos é uma boa quantidade.
 
Lembre-se de não mexer no pedômetro enquanto caminha. Conte os passos e, ao final, veja se o resultado do pedômetro é o mesmo da sua contagem.
 
Caminhada - foto: Getty ImagesPeríodos do dia em que ele deve ser usado
Se seu objetivo é usar o pedômetro para combater o sedentarismo, ele deve ser colocado logo ao acordar e retirado apenas para o banho e ao dormir, mesmo que você fique sentado por um tempo, mantenha-o preso ao seu corpo. Mantenha o aparelho por pelo menos um mês para detectar seu nível de atividade física. "Nesse caso a informação mais válida é a média de todos os dias e não apenas a de um único dia", conta Givanildo Matias.

Se o objetivo for melhorar o desempenho na corrida, é interessante usar o aparelho somente durante a prova. "Essa informação é muito útil para tentar melhorar a eficiência do treino, pois permite que o praticante compare o número de passadas de diferentes provas", explica Givanildo. "Caso esse número diminua, significa que o corredor teve uma melhora da biomecânica do movimento e economia de energia".
 
Pedômetro  - Getty ImagesAvaliando seu nível de atividade física com o pedômetro
"A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, para sair da linha de sedentarismo, é preciso dar ao menos 10.000 passos por dia", conta o educador físico Givanildo. Entre 5.000 e 10.000 passos, a pessoa é considerada sedentária de risco médio e abaixo de 5.000 passos por dia é considerada sedentária de alto risco. Para jovens e crianças, o número ideal sobe para 12.500, e para idosos, e número cai para 8.500 passos por dia. Para se ter uma ideia, essa faixa de 10.000 passos representa algo em torno de sete e nove quilômetros por dia. Mas para atingir essa marca vale tudo: desde realizar os exercícios convencionais, como uma caminhada no parque ou na esteira ou ser consciente nos próprios movimentos do dia a dia, como trocar o elevador pelas escadas e realizar mais atividades a pé em vez de usar o carro ou o transporte público. Só não se esqueça que quanto mais você ficar parado, o seu pedômetro também ficará.
 
Pedômetro - foto: Getty ImagesProgredindo o exercício
A progressão do número de passos deve ser gradual. O fisiologista do exercício Raul Santo recomenda um aumento de 10% do número de passadas por semana. Ele lembra que a intensificação da quantidade de passos deve obedecer a características individuais. Fique atento aos sinais do seu corpo, como frequência cardíaca, cansaço e dores corporais.
 
Corrida na esteira - foto: Getty ImagesHora de evoluir
À medida que você usar o pedômetro, maior será a vontade de se exercitar. Não se limite às caminhadas encaixadas na rotina, como ir à padaria a pé. O objetivo é progredir e reservar um tempo do seu dia para caminhar ou correr. Daí em diante o céu é o limite. Descubra as atividades que você sente prazer em realizar e torne-as parte do seu dia a dia. E lembre-se: como a caminhada e a corrida são atividades aeróbicas, é importante logo inserir algum exercício para fortalecer a musculatura, como a própria musculação ou o pilates, e também exercícios de alongamento, na agenda de atividades. 
 
Calculadora - foto: Getty ImagesCalculando a distância percorrida
Faça as contas:

1º. Meça o seu passo - coloque uma fita métrica no chão e dê um passo normal. A medida vai do calcanhar do pé (traseiro) ao dedão do pé (dianteiro);

2º. Multiplique a medida da sua passada pela quantidade de passos marcada pelo pedômetro. Lembre-se de transformar a medida em quilômetros. Um exemplo: Se você percorreu 10.000 passos no dia e sua passada tem 70 centímetros (0,7m), significa que percorreu sete quilômetros no dia!

Pronto! Você vai achar quantos quilômetros anda por dia. Faça outra conta no final do mês para obter a média mensal.
 
Fonte Minha Vida

Aprenda a lidar com sete comportamentos estressantes do seu chefe no trabalho

Chefe que não escuta - Foto: Getty ImagesSeu superior pode ser responsável por seu estresse, mas você é quem deve saber lidar com essas situações
 
Tem gente que diz que chefe é como nuvem: melhor mesmo é quando não aparece! Brincadeiras a parte, ele pode ser responsável não só pela liderança do seu trabalho, mas pelo seu bem-estar também. "Podemos dizer que em uma área tão delicada como a da realização profissional a opinião do chefe tende a pesar bastante no nosso humor e disposição do dia a dia. Mas como isso mexe conosco, depende da forma como fomos criados e aprendemos a nos relacionar com alguém de nível hierárquico superior ao nosso", define o psiquiatra Roberto Shinyashiki, doutor em Administração de Empresas.

Tal tese é, inclusive, confirmada por um estudo divulgado em junho de 2013, feito pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom) mostrou que 38% acreditam que o mau humor do chefe e dos colegas é o principal responsável pelo seu estresse no trabalho. Para chegar a esse resultado, foram entrevistadas 1,5 mil pessoas entre maio de 2012 e maio de 2013. Não é de se admirar que muita gente literalmente sofre quando a relação com o superior não vai bem. O impacto chega a ser físico: "À longo prazo algumas pessoas podem manifestar dores de estômago e de cabeça, músculos tensionados, sono prejudicado e sensação de ansiedade e angústia", enumera a psicóloga Ana Paula Bellati, especializada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos e diretora de projetos da UM%, empresa especializada em coaching profissional.

O problema é que a figura de autoridade normalmente nos remete a outro personagem. "Pense na imagem que uma criança tem de seu pai. Para o liderado, inconscientemente, o líder acaba tendo uma representação parecida na maioria das vezes: a de um semideus praticamente, que diz que você é isso ou aquilo e também diz o que pode fazer ou não fazer. Isso influencia também no processo de construção de crenças de identidade do indivíduo, ao definir quem ele é e do que ele é capaz", compara a Ana Paula.

Mas será que a culpa é sempre do chefe? Muitas vezes o funcionário pode também estar se fazendo de vítima em alguma situação. "Existem dois pontos importantes a observar: o primeiro é que se o chefe é um vilão ele não o é só com você e sim com todo mundo da equipe, e isso vai ficar fácil de identificar. O segundo ponto é que a postura de vítima de uma pessoa não vai se manifestar somente na área profissional, como em todos os setores da sua vida", explica Shinyashiki.

Se você está na dúvida, descubra qual a sua situação atual com seu chefe e o que você pode fazer para sair dessa! 
 
Chefe que não escuta - Foto: Getty ImagesNão aceita opiniões e sugestões
O primeiro passo é reconhecer: o seu chefe não aceita ideias de ninguém, ou só as suas? Se for a última opção, talvez caiba a você observar que tipo de opiniões você vem dando, vale conversar com ele e pedir um feedback, verificando o que está faltando para que a sua sugestão seja realizada. O especialista em coaching Fabio Di Giacomo, diretor presidente da UM%, acredita que é preciso muita conversa para que os ruídos sejam tratados antes de se tornarem um problema de comunicação. "Os colaboradores precisam saber o motivo de suas ideias não serem aceitas, suas sugestões precisam ser no mínimo ouvidas e precisam receber um retorno delas", acredita Di Giacomo, que é especialista em desenvolvimento estratégico de pessoas, com foco em liderança e formação de times.

Mas se a reclamação for geral, o problema está mesmo no chefe, e as consequências são graves, principalmente em que tem a autoestima mais baixa. "Isso pode gerar medo, raiva, culpa, desânimo e preguiça dentre as emoções e estados de espírito mais básicos. Eles depois podem desencadear uma porção de outros problemas mais graves como: depressão, agressividade, transtorno de ansiedade, entre outros males", lista Ana Paula Bellati, psicóloga especializada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos. A solução aqui também é conversar e cobrar do líder um feedback de sua participação. 
 
Chefe centralizadora - Foto: Getty ImagesNão delega funções, mas depois cobra pró-atividade
Não vamos vilanizar o chefe que faz isso, afinal de conta nossos especialistas são unânimes ao acreditar que esse tipo de comportamento normalmente é feito sem querer. "Às vezes os líderes têm certeza de que delegam e não percebem que na verdade estão sendo extremamente centralizadores", avalia Fábio Di Giacomo. O problema é que o funcionário acaba sendo colocado no limite nesse tipo de situação, tendo como consequência um possível desestímulo do funcionário, além de insegurança, impotência na sua função e frustração, como lista Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra e doutor em Administração de Empresas.

Aqui a solução também começa com uma conversa com o seu líder, expondo esse problema e explicando como você se sente. "Se a conversa não surtir efeito, outras alternativas são: ter uma conversa com o superior do chefe, pedir transferência para outro setor, ou até mesmo procurar outra empresa pra trabalhar, quando você sentir que não pode mudar isso e que esse fato está prejudicando a sua carreira", considera Shinyashiki. Cabe também conversar com seus colegas e ver se eles têm esse tipo de sensação também. 
 
Apresentando ideias da equipe - Foto: Getty ImagesToma o crédito por ideias da sua equipe
As três palavrinhas chave para perceber quando o problema é do funcionário ou do chefe são: frequência, recorrência e contexto. "Um colaborador maduro, sem mania de perseguição e com controle emocional, pode perceber em quais situações isso acontece e colocar outras pessoas de sua confiança e maturidade para checarem junto com ele", considera o especialista em coaching Fábio Di Giacomo.

Quando isso de fato ocorre, são diversas as motivações. "Pode ser que o líder tenha medo de perder seu posto e tenha problemas com sua própria autoestima. Também é possível que em outras ocasiões também roubavam as ideias dele e ele ache isso normal", enumera Ana Paula Bellati. Algumas vezes também, ele tem um perfil mais oportunista. Nesses casos, muitas vezes cabe conversar com o superior de seu chefe, expondo a situação ou até avaliar o quanto se consegue suportar essa situação ou se não vale a pena mudar de emprego. 
 
Chefe gritando - Foto: Getty ImagesLevanta a voz e humilha o funcionário
Nada mina mais a autoestima de alguém do que levar uma chamada de atenção. Quando isso ocorre em voz alta, é pior ainda! "Levantar a voz traz prejuízos para qualquer relacionamento. Em especial quando se faz isso na presença de outras pessoas. Sem dúvida que no ambiente de trabalho isso é péssimo e pode realmente afetar a autoestima do funcionário", considera Roberto Shinyashiki.

Mas cabe verificar se ocorreu apenas uma vez ou já se tornou algo recorrente. É no segundo caso que a saúde emocional do funcionário começa a ficar em risco. Em ambos, conversar com o chefe é a principal solução, mostrando que você não gosta desse tipo de atitude e isso não resolve. Mas espere até os ânimos esfriarem, antes de colocar as cartas na mesa. Esse tempo é importante porque ajuda a acalmar e organizar melhor as ideias, quando for expor o descontentamento. 
 
Chefe com mudanças de humor - Foto: Getty ImagesQuando o humor oscila
A variação de estados de espírito é ruim em toda relação. "O colaborador só vai se sentir inseguro com as variações de humor de seu líder, uma vez que ele não entende de fato como o seu líder funciona", considera Fábio Di Giacomo. É importante observar com que frequência isso ocorre. É normal do ser humano não estar sempre feliz ou triste o tempo todo, e a situação só está fora de controle quando as variações de humor são realmente extremas.

A forma como isso afeta os funcionários é realmente individual. "Alguns poderão se sentir inseguros, outros ficarão mal humorados, outros não vão estar nem aí para o chefe", explica Shinyashiki. Como abordar isso? Para o especialista, depende de como cada funcionário está se sentindo nessa situação. "Mas quando o chefe tem variações de humor prejudiciais à equipe, é o caso dos superiores dele tomarem providências quanto à sua liderança", finaliza o especialista. 
 
Chefe com medo de arriscar - Foto: Getty ImagesTem medo de se arriscar em ideias novas
Para Shinyashiki, é muito raro que a equipe de um chefe que não se arrisca progrida dentro de uma empresa. "Se alguém na equipe tem boas ideias e gosta de arriscar mais, vai se frustrar com as limitações do chefe e poderá realmente ficar estressado e muito frustrado com suas ideias sendo podadas o tempo todo", afirma o especialista. A tendência é que com o passar do tempo, pessoas nesse perfil acabem saindo por conta própria desse tipo de situação.

Muitas vezes, porém, o que pode acontecer é o funcionário se tornar acomodado e isso prejudicar o desenvolvimento profissional dele. "Com o tempo, uma equipe com um chefe que não arrisca passa a ter somente funcionários medíocres e acomodados", acredita o psiquiatra. E por isso mesmo, se apenas conversar com o chefe não resolver, a melhor solução é procurar outros tipos de oportunidade. 
 
Alguns chefes causam desorganização - Foto: Getty ImagesNão se organiza, mas cobra organização
Organização é algo muito importante para um líder: "Um chefe desorganizado costuma, no mínimo, reduzir os resultados da equipe, além de aumentar o trabalho dos seus liderados. Em alguns casos, a sua desorganização induz também a desorganização de seus funcionários e o efeito catastrófico se multiplica. Em outros, alguém da equipe vai assumir a organização necessária no grupo, mas vai acabar tirando seu foco da sua atividade principal, o que vai prejudicar os seus resultados pessoais", contabiliza Shinyashiki.

Normalmente isso pode gerar insegurança nos seus funcionários, que podem não se sentir capazes de dar conta do seu próprio trabalho, além da sensação de falta de comunicação na equipe. A forma de resolver a questão é ter uma conversa sincera com o chefe e passar esse feedback.  
 
Fonte Minha Vida

Inclua no cardápio sete nutrientes para amenizar os sintomas da asma

Sete nutrientes que ajudam a amenizar a asmaMagnésio e vitamina D estão na lista de recomendações dos especialistas
 
Um simples vento gelado já pode ser suficiente para a crise de asma atacar.
 
De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 16 milhões de brasileiros sofrem com essa inflamação crônica, que dificulta a passagem do ar pelas vias respiratórias e provoca tosse, chiado no peito e sensação de falta de ar.
 
Segundo o alergista Marcelo Aun, do Hospital Samaritano, em São Paulo, nenhum alimento pode isoladamente prevenir ou piorar as crises, mas existem nutrientes que ajudam nosso sistema respiratório a funcionar melhor e podem ajudar na prevenção.
 
Inclua as sete opções abaixo no seu cardápio - sugeridas por especialistas - e aumente a sua imunidade!
 
Bife de fígado - Foto: Getty ImagesVitamina D
"A falta dessa vitamina no organismo pode contribuir para o aumento da massa muscular nos brônquios, fazendo com que eles se contraiam mais, tornando a respiração mais difícil", explica a nutricionista Hellen Fernandes, consultora da farmácia de manipulação Galgani, em Belo Horizonte. Também é comum a pessoa com asma ser deficiente em vitamina D porque o uso de corticoides para o tratamento da asma pode diminuir os níveis desse nutriente, sendo necessária a suplementação. "Até o momento, a vitamina D só deve ser suplementada em asmáticos com deficiência confirmada por exame de laboratório e a dose ideal de reposição será receitada pelo médico", diz o alergista Marcelo. Boas fontes de vitamina D são gema de ovo, fígado, manteiga e alguns tipos de peixes, como cavala, salmão e arenque.  
 
couve refogada - Foto: Getty ImagesMagnésio
A nutricionista Hellen explica que o magnésio promove o relaxamento muscular em períodos de crise de asma. "A ingestão por meio da dieta vai facilitar a broncodilatação, melhorando o quadro respiratório e as funções pulmonares", afirma. Oleaginosas, leguminosas, cereais integrais, frutos do mar, vegetais e folhas verde escuras são boas fontes desse nutriente.

O mineral também pode ser usado no tratamento de crises graves de asma - em versão intravenosa ou inalatória - porque ajuda a aliviar o broncoespasmo, mas sempre com supervisão médica. "O magnésio é usado sempre para complementar o tratamento padrão com broncodilatadores e corticoides", explica o alergista Marcelo.  
 
salada com ovos cozidos - Foto: Getty ImagesVitamina A
Além de fortalecer o sistema imunológico, a vitamina A regula o crescimento e a regeneração de vários tipos de tecidos e células do trato respiratório. "Esse nutriente regula a função pulmonar, ajudando na produção de muco para expelir partículas, deixando nosso pulmão menos vulnerável a infecções", explica a nutricionista Hellen. As principais fontes de vitamina A são fígado, ovo, manteiga, talos de verduras e legumes amarelos e vermelhos, como a cenoura. 
 
laranjas e kiwis - Foto: Getty ImagesVitamina C
Segundo um estudo publicado no periódico Clinical and Translational Allergy e desenvolvido pela Universidade de Tanta, no Egito, e a Universidade de Helsinki, na Finlândia, descobriu que a vitamina C pode melhorar a respiração de crianças com sintomas moderados de asma. Os efeitos benéficos da ingestão diária de vitamina C foram mais significativos em crianças com idades entre sete e oito anos. "A ingestão de vitamina C ameniza a inflamação e estabiliza a liberação de histamina - substância vasodilatadora responsável pelas crises de asma", afirma a nutricionista Hellen.

A especialista também conta que é comum portadores de asma apresentarem uma deficiência na vitamina, mas a ingestão é recomendada somente por meio da dieta. "Não há evidências que incentivem o uso de suplementação de vitamina C nos portadores de asma", afirma o alergista Marcelo. Boas fontes de vitaminas C são acerola, laranja, limão e kiwi. 
 
oleaginosas - Foto: Getty ImagesSelênio
Poderoso antioxidante, o selênio ajuda a eliminar os radicais livres que foram produzidos pelo processo inflamatório da crise de asma, evitando quedas bruscas na imunidade do portador da doença.
 
O selênio pode ser encontrado em oleaginosas e cereais integrais. 
 
Óleos vegetais - Foto: Getty ImagesVitamina E
Assim como o selênio, a vitamina E é um antioxidante que ajuda nos processos inflamatórios desencadeados pela crise de asma. "Alguns estudos mostraram que gestantes com deficiência nessa vitamina apresentaram mais riscos de ter filhos com asma", explica o alergista Marcelo. Gérmen de trigo, óleos vegetais, gema de ovo e vegetais folhosos são fontes de vitamina E. 
 
salmão grelhado - Foto: Getty ImagesÔmega 3
"A ingestão de ômega 3 irá inibir a produção de prostaglandinas, uma substância broncoconstritora associada a alergias respiratórias", diz a nutricionista Hellen. Por conta disso, esse nutriente combate as inflamações e melhora a função respiratória. Peixes de água fria, canola, linhaça e gérmen de trigo são boas fontes de ômega 3. 
 
Fonte Minha Vida

Proteja seus lábios do inverno

No inverno, a recomendação é redobrar o hidratante labial
 para evitar ressecamento e rachaduras
Ressecamento pode ser a porta de entrada de bactérias, saiba como prevenir
 
Carnudos ou finos, os lábios, no inverno, precisam de proteção redobrada – as baixas temperaturas provocam rachaduras e ressecamento.
 
Meire Brasil Parada, dermatologista e professora da Universidade Federal de Medicina de São Paulo (Unifesp), alerta que pequenas fissuras na boca, se não tratadas, atraem bactérias e podem provocar infecções.
 
Para manter o problema distante a receita é mais simples do que se imagina: basta hidratar constantemente os lábios. Segundo a médica, qualquer tipo de proteção, seja ela feita com gloss, batom ou produtos específicos para hidratação, funciona como tratamento. A manteiga de cacau e a vaselina são mais recomendadas porque oferecem uma hidratação natural e evitam que os lábios percam água para o ambiente.
 
“Há uma diferença no tipo de hidratação, a vaselina e a manteiga são ótimos protetores, mas o importante é não deixar de cuidar.”
 
A hidratação precisa formar um filme que evite a perda de água. Engana-se quem pensa que a saliva é uma boa aliada para proteger os lábios. Flávia Addor, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo, explica que a saliva contém pequenas enzimas digestivas que podem provocar até dermatite irritativa. "É uma atitude inconsciente umedecer a boca no frio, mas isso gera mais irritação. Protetores labiais são fundamentais, eles recobrem a pele."
 
A receita quase caseira, muitas vezes ensinada pelas avós, de passar um pouquinho de pomada contra assaduras nos lábios antes de dormir, também ajuda a renovar a pele e prevenir rachaduras. A dermatologista comenta que o hábito é recomendado para pacientes que tomam medicações que provocam secura na boca.
 
“A pomada protege, ajuda a cicatrizar. Durante a noite, muitas pessoas costumam dormir de boca aberta, têm dificuldade de respirar pelo nariz. Isso provoca ressecamento e aumenta as chances de rachaduras nos lábios.”
 
Flavia Addor, entretanto, prega cautela quanto ao uso das pomadas. Na avaliação da médica, embora o produto tenha um efeito cicatrizante eficaz, o uso é indicado para a pele e não para as mucosas. "A finalidade é outra e isso pode provocar reações adversas. É preciso tomar cuidado para não engolir o produto."
 
Hidratar os lábios não tem contraindicação e deve ser repetido quantas vezes for necessário. Meire explica que o lábio sinaliza quando precisa de proteção. “Sempre que sentir a boca seca, é importante usar um batom, manteiga ou hidratante.”
 
Além de carregar um creme na bolsa, é fundamental beber bastante água durante o dia – ela é a principal fonte de hidratação do organismo, endossa a médica. O contato dos lábios com frutas cítricas não é recomendado quando já existe algum machucado. A acidez do alimento prejudica a região já sensibilizada. Banhos muito quentes também pioram a qualidade da pele dos lábios, deixando-a mais ressecada. Por mais difícil que seja encarar a água gelada no inverno, a dermatologista orienta seus pacientes a lavar o rosto com a água morna ou fria.
 
“Ao menos o rosto deve ser lavado com água fria, no mínimo morna. Ácidos e produtos fortes também não devem ser usados no frio.”
 
Fonte iG

Alongamento combate dor nas costas durante o frio

Exercícios ajudam a evitar sintomas de doenças degenerativas
 
Quem sofre de algum problema nas costas deve ficar mais atento no frio e tomar alguns cuidados especiais. Isso porque as dores tendem a ser mais frequentes nesta época do ano, devido a uma série de fatores.
 
“O problema está na falta de atividade física”, aponta Sérgio de Souza Pinto, professor de fisioterapia da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo). A baixa temperatura faz com que muitas pessoas evitem exercícios, o que pode agravar o efeito de processos degenerativos como bico de papagaio, hérnia de disco e artrose.
 
Roseli Cordeiro Morais, diretora do curso de fisioterapia da UnG (Universidade de Guarulhos), cita os problemas de postura. “A pessoa tende a ficar mais encolhida no frio, com os músculos retraídos”, afirma.
 
 
A musculatura se contrai e passa mais tempo parada por efeito do frio, de acordo com a fisioterapeuta. “O frio gera constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo a irrigação muscular. Resultado: o músculo leva mais tempo para exercer suas funções.”
 
A circulação também pode privilegiar órgãos mais importantes do organismo, como pulmões e coração, prejudicando a irrigação muscular. Isso acontece, explica Roseli, em condições extremas. Mas também pode ocorrer, com menos intensidade, durante o frio.
 
Outro fator fisiológico está no líquido encontrado nas articulações do corpo, o líquido sinovial. “Ele fica mais espesso com o frio e pode limitar os movimentos”, afirma a fisioterapeuta.
 
No inverno, a umidade relativa do ar costuma ser mais alta e isso pode afetar os tecidos moles, tendões e ligamentos. “É por isso que as pessoas com cicatrizes costumam dizer que ela está doendo", comenta.
 
Motivos para se cuidar no frio não faltam. As dicas são simples: mantenha-se aquecido e não deixe de fazer alguma atividade física. Mas se você não pode ir à academia, existem alternativas de alongamento que podem ser feitas em casa. E elas ajudam bastante.
 
O ideal é fazer os alongamentos diariamente, mas eles também podem ser realizados a cada dois dias.

Nas imagens, uma estudante da Unicid mostra os principais movimentos para evitar dor nas costas:
 
Deite com os joelhos dobrados. Traga um dos joelhos para perto do peito e mantenha a posição por 30 segundos. Refaça o movimento com a outra perna. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
 
Com um lençol em volta do pé, estique a perna até formar um ângulo reto com o quadril. Mantenha a posição por 30 segundos e relaxe. Repita o exercício com a outra perna. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Deite com os joelhos dobrados. Use as mãos para levá-los contra o peito e mantenha a posição por 30 segundos. Relaxe e volte à posição inicial. Foto: Edu César/ Fotoarena
 
Fonte iG

Sete alimentos que ajudam a proteger a saúde dos olhos

Especialista elenca as substâncias saudáveis que contribuem para a saúde ocular e protegem da síndrome do olho seco e da degeneração macular
 
A alimentação é tida por especialistas de diversas áreas como chave para deixar a saúde em dia. Segundo a oftalmologista Lara Murad Bichara, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, vários estudos já comprovaram que a escolha de nutrientes pode prevenir o aparecimento de doenças oculares , como a degeneração macular e olho seco, por exemplo.
           
Veja a lista de produtos elencados pela médica que contribuem para a preservar a saúde dos olhos:
 
1 - Ovo é indicado por ser fonte de luteína e zeaxantina, auxiliares na prevenção da evolução da degeneração macular.
 
2 - Laranja é rica em carotenoides, nutrientes aliados da saúde ocular, que previnem um tipo de cegueira noturna.
 
3 - Peixes, como salmão, sardinha e atum, são excelentes fontes de antioxidantes (como ômega 3) que ajudam a combater a formação de radicais livres prejudiciais aos olhos.
 
4 - Cenoura é rica em carotenoides, nutrientes aliados da saúde ocular, que previnem um tipo de cegueira noturna.
 
5 - Linhaça é fonte de vitamina E e de ômega 3, 6 e 9, todos de extrema importância para tratamento do olho seco, uma alteração comum e desconfortável.
 
6 - Mamão é rico em carotenoides, nutrientes aliados da saúde ocular, que previnem um tipo de cegueira noturna.
 
7 - Azeite de oliva: outra fonte de ômega 3, vitamina E e polifenóis, também é um alimento indicado para prevenir degeneração macular.
 
Fonte iG

Salmão sempre tem ômega 3, não importa a procedência

Salmão de cativeiro é, teoricamente, mais gordo do que o
selvagem, e pode também concentrar mais ômega 3
Mito que peixe de cativeiro não teria nutriente não procede, segundo especialistas; ele é adicionado à ração dos animais
 
O salmão criado em cativeiro pode ser ainda mais rico em ômega 3 que o peixe selvagem. O ácido graxo poli-insaturado, essencial para a manutenção da saúde neurológica de humanos, é adquirido a partir da alimentação, seja nos plânctons das águas geladas dos mares do norte, ou na ração dada aos peixes criados em tanques.
 
“Os animais não produzem gordura vegetal e o ômega 3 faz parte desse tipo de gordura. O peixe precisa pegar essa gordura no meio ambiente e o salmão selvagem encontra nos plânctons que existem nos mares do norte”, diz Roberto Carlos Burini, biomédico e coordenador do Centro de Metabolismo e Nutrição da Faculdade de Medicina de Botucatu.
 
“Os peixes menores se alimentam desse plâncton e o salmão se alimenta desses peixes, consumindo indiretamente o ômega 3”, explica. “Qualquer peixe que for alimentado com ômega 3, depois de um tempo passará a ter esse ácido graxo em sua carne”, explica o biomédico.
 
No caso do salmão criado em cativeiro, que é o mais consumido no Brasil, ele é alimentado com ração que contém ômega 3. É mito, porém, acreditar que o salmão de cativeiro não tenha – ou tenha pouco – ômega 3 em relação ao peixe selvagem.
 
“Os produtores de salmão de cativeiro perdem em produção se não alimentarem o peixe com ômega 3, já que ele é essencial para o bom crescimento do animal”, explica o nutrólogo Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).
 
Ele ressalta que o salmão de cativeiro pode, inclusive, até ter mais ômega 3 do que o selvagem. “O peixe de cativeiro se movimenta menos, podendo armazenar mais gordura. Pode ser então, que ele tenha mais ômega 3”, explica.
                          
Ração balanceada para o peixe crescer
Especialistas afirmam que a alimentação do salmão de cativeiro é balanceada. “Basicamente as rações são à base de proteínas, gorduras – para que o salmão tenha ômega 3 e 6 – vitaminas, minerais, antibióticos, fungicidas, farinhas de peixes e carnes, porque eles são naturalmente carnívoros e, na natureza, comeriam pequenos peixes e crustáceos coloridos”, explica a zootecnista, dizendo que eles também recebem um corante artificial na ração, para que adquiram a coloração típica – senão a carne do salmão de cativeiro seria totalmente branca.
 
O corante astaxantina, o carotenoide adicionado às rações, é um poderoso antioxidante, afirma o nutrólogo Roberto Navarro.
 
“Ele diminui a incidência de câncer e protege os olhos contra a degeneração macular [perda de visão]. O que se fala na internet é que, supostamente, os produtores de salmão adicionariam um corante derivado do petróleo, que é cancerígeno. Essa afirmação só pode ser tomada como verdade se for comprovada pela Vigilância Sanitária, responsável por fiscalizar os alimentos”, explica.
           
Além da possível diferença na quantidade de ômega 3, a nutróloga Ana Luisa Vilela, da clínica Slim Form, ressalta que, por mais que o corante astaxantina seja benéfico, algumas pessoas podem ter alergias. “Na natureza, a pigmentação é natural, já em cativeiro, é forçada. É como se fosse um produto orgânico e não orgânico”, explica.
 
Outro ponto que a nutróloga Ana Luisa ressalta é o meio ambiente do salmão. “Como ele está em cativeiro e o produtor quer um peixe de melhor qualidade, sem contaminação, eles tratam as bactérias do cativeiro com antibióticos – o que pode causar alergias em algumas pessoas”, explica. “Mas não é preciso alarde. Cerca de 90% do salmão brasileiro vem de cativeiro e ninguém está morrendo ou sofrendo surtos alérgicos”, tranquiliza.
 
Entenda a produção de salmão em cativeiro
A maior parte do salmão que se consome no Brasil vem do Chile. A zootecnista e mestre em produção animal Andressa Cristina Gomes Carolino explica que o salmão precisa de água limpa e gelada para se reproduzir. “A produção começa em meados de maio e vai até o começo de agosto. O salmão precisa de águas de 10ºC para se reproduzir” explica a zootecnista.
 
Os salmões são criados em tanques, e, no caso das fêmeas, é necessário fazer uma seleção diária dos animais.
 
“Tem que pegar uma a uma e observar pela dilatação do abdome quais estão aptas a liberar ovos. É só apertar a barriguinha delas para ver se soltam ovos. Se soltarem, elas são levadas para um tanque com anestésico, para liberarem os ovos sem se debaterem. Uma massagem abdominal é feita até que elas liberem os ovos”, detalha Andressa Carolino, explicando que elas liberam em torno de dois mil ovos em cada coleta.
 
Os ovos, depois de serem fecundados, são levados para uma incubadora por cerca de 30 dias, até eclodirem e nascerem os alevinos (filhotes). “Como todo peixe, eles se mantém da absorção do saco vitelínico, se alimentando do próprio alimento. Quando acaba essa reserva, aí entra o fornecimento da ração, até que ele atinja mais ou menos 60 centímetros, o que leva em média dois anos”, explica Andressa Carolino.
 
Cativeiro não interfere na cadeia alimentar
Caso a procura pelo salmão selvagem aumente, poderá haver um desequilíbrio em toda a cadeia alimentar, como explica a zootecnista Andressa Carolino.
 
“O salmão se alimenta do camarão, que se alimenta das algas que, por sua vez produz oxigênio para a água, contribuindo para a manutenção de toda a vida aquática. Se todos resolverem pescar o salmão selvagem, um elo desta cadeia irá se quebrar e, a médio prazo, vai haver um desequilíbrio geral”, explica a especialista. “Vários outros animais marinhos se alimentam do salmão, então a interferência do homem é sempre maléfica”.
 
Fonte iG