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domingo, 7 de dezembro de 2014

Cerca de 15 milhões de brasileiros são alérgicos a medicamentos, mas muitos não sabem disso

Congresso internacional no Rio apresentará avanços nesta e em outras áreas da alergia
 
Rio - Vida de alérgico precisa ser cheia de cuidados, porque, não raro, a pessoa tem hipersensibilidade não apenas a um, mas a vários agentes do ambiente. Pior é quando a alergia é desconhecida. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) que será apresentado durante o congresso internacional que começa hoje no Rio estima que 14 e 16 milhões de brasileiros têm alergia a algum tipo de medicamento. O número representa entre 6% a 7% da população, que é alérgica principalmente a antibióticos e anti-inflamatórios. O dado preocupa, já que muitos desconhecem o problema.
 
— Muitos não sabem da alergia — alerta Luís Felipe Ensina, pesquisador do ambulatório de alergia da Unifesp e palestrante da Conferência Científica Internacional da Organização Mundial de Alergia (WISC 2014), o maior do mundo no tema, com 1,5 mil participantes. — As alergias a medicamentos são mais difíceis de lidar porque a reação pode ocorrer no mesmo minuto ou aparecer dias ou semanas depois, e nas duas possibilidades há formas leves e graves de comprometimento.
 
Mortes crescem nos EUA
No Brasil, não há estatísticas. Mas nos Estados Unidos um recente estudo revelou que os medicamentos são a principal causa de morte súbita relacionada a alergias. A pesquisa publicada em setembro no “Journal of Allergy and Clinical Immunology” analisou atestados de óbito entre 1999 e 2010 no país e mostrou ainda que o número de mortes aumentou: de 0,27 por milhão entre 1999 e 2001 para 0,51 por milhão entre 2008 e 2010. Contribuíram para o aumento o diagnóstico mais preciso sobre a causa das mortes e o maior uso desses remédios.
 
— A anafilaxia, termo usado para a reação alérgica grave e que ameaça a vida, foi apelidada de “a mais recente epidemia de alergia”— afirmou Elina Jerschow, coordenadora do estudo e professora da Faculdade Albert Einstein, nos EUA. — Esperamos que estes resultados aumentem o alerta para compreender melhor essas mortes.
 
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A anafilaxia pode ocorrer de segundos a minutos depois da exposição ao alérgeno. A morte pela anafilaxia representa 58,8% do total de casos do estudo, enquanto que por alergia a alimentos, apenas 6,7%. Mais da metade foi causada por antibióticos, seguidos por contrastes (usados em exames de raio-X) e quimioterápicos.
 
Mas, na maioria dos casos, a reação alérgica apresenta apenas vermelhidão, coceiras e inchaços. E, nessas situações, o uso de um antialérgico pode ser suficiente. Foi o que aconteceu com a jornalista Fabíola Gerbase. Por votla dos 10 anos, ela descobriu ser alérgica ao antibiótico penicilina durante uma broncopneumonia.
 
— Precisei usar um antibiótico injetável, mas logo em seguida fiquei cheia de bolinhas vermelhas e me senti mal — lembra-se. — A sorte foi que minha mãe percebeu rápido e ligou para o médico, que me indicou um anti-histamínico. Esta alergia acaba me restringindo muito nas opções de remédios, e toda vez tenho que avisar aos médicos sobre ela.
 
Para a estudante Marcella Leite, a experiência foi bem singular quando, internada, recebeu cloridrato de metoclopramida (o Plasil) intravenoso.
 
— Tive alucinações. Entrei em pânico, tentava levantar e não conseguia, ficava me debatendo na cama, era uma angústia muito grande — conta Marcella, explicando que a mãe, médica, logo percebeu a reação e interrompeu o soro. — Depois, médicos me explicaram que é uma reação relativamente comum e, apesar de estranha, é considerada alergia num grupo de pessoas.
 
De fato, a alergia é apenas um dos tipos de reações adversas — neste caso, causada por uma reação imunológica, geralmente caracterizada pelas alterações na pele. Muitos que acreditam ter alergia, na verdade, não têm. Além disso, é incurável e nem sempre ocorre na primeira ocasião do uso do medicamento. Em alguns casos, é possível fazer testes para comprovar a reação à substância, mas ainda há poucas e nem sempre conclusivas opções. O mais importante, portanto, é o diagnóstico clínico. Há poucas e novas opções de tratamento.
 
Vacinas: boas, mas malditas
Não é o caso das demais alergias. Muitos já se beneficiam hoje do tratamento com vacinas, ou imunoterapia, outro tema de destaque do congresso. Mas ela também não é para todos.
 
— A eficácia da imunoterapia é comprovada, mas não serve para tudo, apenas para doenças alérgicas mediadas pelo anticorpo IgE, o que na prática geralmente se refere a asma, rinite, picadas de insetos...
 
Não funciona para medicamentos ou alimentos, por exemplo — ressalta o alergista e imunologista José Carlos Perini, vice-presidente da Asbai e palestrante do WISC 2014. — A eficácia dela hoje é de 70% para alergias respiratórias e quase 100% para insetos. As novas tecnologias de diagnóstico aumentarão estes índices.
 
Um dos anúncios do congresso será um estudo que poderá levar a uma nova vacina para a alergia a pólen, que afeta principalmente a população do Sul. O avanços das tecnologias na área são uma das grandes apostas da indústria farmacêutica, já que o número de alergias vem aumentando no mundo desde a década de 1980. Poluição, urbanização, alimentação industrializada e menos contato com o ambiente natural são alguns dos possíveis fatores relacionados, acreditam especialistas.
 
Além de alérgica ao antibiótico amoxicilina, a fisioterapeuta Clara Daguer sofre de asma. Locais empoeirados e pouco ventilados, além da chegada da primavera ou inverno, sempre foram um tormento.
 
— Vivia fungando, assoando o nariz, com tosse, ficava muito incomodada. Na primavera, o pólen era outro problema. E lugares muito frios, a mesma coisa. Uma vez tive uma forte crise no Sul — conta Clara, que há sete anos segue religiosamente o protocolo de vacinas e pode, finalmente, ter alta em janeiro. — É preciso ter paciência, porque é longo e requer disciplina; além disso, um técnico precisa aplicar a vacina. Muitos desistem antes disso e não veem resultado. Não estou curada, preciso tomar cuidados, mas melhorou bastante.
 
Prick Test (teste de contato de leitura imediata)
Serviço
Medicamentos que mais causam alergia
Analgésicos (como aspirina), antibióticos (entre eles, a penicilina), anti-inflamatórios, anestésicos (local e geral), anticonvulsivantes, sedativo-hipnóticos.
 
Principais sinais
Os sintomas mais comuns são reações na pele ou uma reação sistêmica, envolvendo outros órgãos. Fechamento de vias aéreas e febre podem ocorrer.
 
A maioria das alergias se desenvolve uma semana após uso, raramente no primeiro contato. O diagnóstico geralmente é clínico, mas existem exames que podem ajudar, como o teste de níveis de triptase total, ainda caro e nem sempre conclusivo; e de níveis de IgE específica, disponível para poucos tipos de drogas.
 
Tratamento
Cortar imediatamente o uso do remédio; no caso de reações leves, uso de anti-histamínico; em reações anafiláticas (graves), proteção de vias aéreas e uso de drogas como epinefrina (adrenalina)
 
Tratamento específico (dessensibilização)
Processo que permite ao indivíduo usar remédio ao qual é alérgico, em casos de extrema necessidade. O protocolo prevê a aplicação em doses gradativas.
 
Fonte: Organização Mundial de Alergia / Terra

Operação fim de ano: tire 14 dúvidas sobre dieta detox

Já está pensando nos exageros das festas de fim de ano e quer saber mais sobre as dietas detox? Veja tudo a seguir
 
Depois de um fim de semana de pecados gastronômicos, vai começar a dieta detox? Ou já programou uma para depois da comilança das festas de fim de ano? Mas diga a verdade, você realmente sabe como ela funciona, o que deve ou não comer e quanto tempo pode durar? Será que pode trazer prejuízos?
 
Os famosos sucos detox ajudam mesmo? Para tirar essas e outras dúvidas sobre o assunto, reunimos informações da nutricionista Caroline de Salve, da Salutem - Nutrição e Bem Estar; do endocrinologista Pedro Assed, pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares da PUC-Rio-IEDE; e do endocrinologista Alfredo Cury, do Spa Posse do Corpo.
 
Confira:
 
1 – O que é dieta detox?
É uma dieta desintoxicante. “O organismo forma uma barreira e age como um filtro, fazendo com que as toxinas se tornem hidrossolúveis, para que sejam eliminadas por meio da urina, bile, suor e lágrimas”, disse a nutricionista Caroline. É baseada em alimentos que não deixam no organismo resíduos digestivos (como leite, farinhas, glúten e gorduras), sendo considerada uma dieta limpa, com ingredientes orgânicos, sem conservantes, corantes ou comidas congeladas, acrescentou o endocrinologista Assed. “Na maior parte das vezes, é composta por líquidos, sucos e caldos preparados no mesmo dia do consumo, que têm potencial de fazer uma desintoxicação do organismo. São alimentos ricos em antioxidantes naturais e com poder diurético e antinflamatório”, finalizou Assed.
 
2 – Quais são os benefícios da dieta detox?
Reduz a quantidade de radicais livres (que envelhecem as células), inchaço e excesso de oleosidade da pele, além de facilitar o processo de digestão e melhorar sintomas da tensão pré-menstrual, como listou o endocrinologista Assed. “Com a predominância de alimentos diuréticos em sua composição, em especial nos primeiros dias, mantém o corpo hidratado e favorece a eliminação de líquidos, o que pode promover uma redução no peso corporal total. Além disso, as preparações são ricas em frutas, legumes e verduras, fontes de fibras, que promovem a sensação de saciedade”, disse a nutricionista Caroline. A profissional ainda acrescenta à lista mais energia e bem-estar após se levantar e no fim do dia, diminuição de celulites e acne, sono melhor, redução de enxaquecas devido a hipersensibilidades e diminuição de dores de cabeça diárias.
 
3 – A dieta detox tem pontos negativos?
Sim. “Se for feita por muito tempo, trará uma deficiência de nutrientes para o organismo”, afirmou o endocrinologista Cury. “Dependendo de como a dieta é elaborada, pode ser totalmente líquida, e não ser nutricionalmente completa. Pode ser hipocalórica e levar a pessoa a se sentir fraca durante a dieta”, acrescentou Assed. Outra desvantagem da dieta é a ausência do estímulo para a mastigação e, com isso, a sensação de saciedade não é estimulada, segundo a nutricionista Caroline.
 
4 – Dieta detox emagrece?
Sim, com a predominância de alimentos diuréticos e ricos em fibras em sua composição, em especial nos primeiros dias, a dieta favorece a eliminação de líquidos, o que pode promover uma redução no peso corporal total, como informou a nutricionista Caroline.
 
5 – Quanto tempo deve durar a dieta detox?
A dieta detox é de curta duração, mas cada profissional entrevistado indica um período. “Pode variar de um a dois dias, período em que somente líquidos são permitidos, ou até mesmo se estender por uma semana até 10 dias. Tudo dependerá de como seu metabolismo e seu organismo reagirá”, disse a nutricionista Caroline. “Geralmente, deve variar de um a 30 dias, esse é o tempo mais apropriado para que a pessoa sinta os benefícios da limpeza no organismo. Acima de 30 dias, os benefícios já são menores”, comentou Assed. “No máximo, uma semana, tempo necessário para promover um reequilíbrio do organismo”, opinou Cury. Se quiser apostar nela, procure ajuda de um profissional para ver o que é mais adequado para você.
 
6 - Se prolongar muito a dieta detox ou a fizer com frequência, o que pode acontecer?
Segundo a nutricionista Caroline, a pessoa pode apresentar mal-estar, fraqueza, tonturas, dores de cabeça, indisposição e até mesmo desmaio. “Outros problemas são hipoglicemia, anemia, baixa absorção de vitaminas lipossolúveis, formação de hormônios prejudicada, perda excessiva de líquido e sensação de saciedade é prejudicada. Isso pode acontecer devido à baixa densidade calórica ofertada, muito abaixo da recomendada para um adulto”, completou. “Acima de sete dias de duração, já pode começar a haver ação catabólica no organismo, levando à perda de massa magra (água e músculos)”, comentou o endocrinologista Assed.
 
7 - Em que consiste a dieta detox?
Segundo a nutricionista Caroline, a dieta detox prioriza (por, no máximo, dois dias) o consumo exclusivo de líquidos, como sopas, sucos e chás, que possuem efeito diurético e, consequentemente, favorecem a eliminação de toxinas por meio da urina. Ao seguir a dieta por três dias ou mais, recomenda-se a inclusão de alimentos sólidos, como iogurte desnatado, filé de frango, peixe, frutas, legumes e verduras. “O consumo de água e água de coco também é estimulado durante a dieta, pois são responsáveis por manter o corpo hidratado e favorecer o equilíbrio de eletrólitos”, acrescentou a nutricionista.
 
8 – Quando fazer dieta detox?
“Quando a pessoa sentir que exagerou em um período, comeu muitas besteiras ou quer se preparar para algum evento especial”, disse o endocrinologista Cury. “A dieta detox é indicada para pessoas que sofrem com retenção de líquidos, que constantemente se alimentam na rua ou consomem comida congelada com frequência, mulheres que têm sintomas de TPM muito intensa, além de portadores de enxaqueca, dermatites e de doenças inflamatórias crônicas, como bronquite asmática, e atopia (alergias dermatológicas)”, completou Assed.
 
9 - É melhor fazer dieta detox antes ou depois das festas de fim de ano?
O ideal seria antes e depois, como informou o endocrinologista Cury. “Antes você já prepararia o organismo e poderia comer um pouco a mais nas festas. Depois, seria para recuperar a boa forma”, explicou.
 
10 – Sucos detox realmente funcionam?
Sim, segundo os profissionais consultados. “Os sucos são grandes aliados na hora de desintoxicar o organismo, principalmente os diuréticos, que, além de purificar o organismo, agem no estimulo da saciedade por mais tempo”, explicou o endocrinologista Cury. O endocrinologista Assed indica os com chá-verde, água de coco, couve, acerola, pepino, maracujá, limão, hortelã, e aipo.
 
11 – Quais são os alimentos fundamentais da dieta detox?
O principal item para limpar o organismo é a água, como ressaltou a nutricionista Caroline. “Beba bastante água para esta dieta surtir efeito. Além disso, você pode consumir chá-verde, água de coco, limão, chá e maçã. Frutas, legumes e verduras 100% orgânicos, grãos integrais, castanhas, sementes, leguminosas, ovos caipiras, azeite, óleos extravirgens também são indicados.”
 
12 – Quais alimentos devem ser evitados durante a dieta detox?
Os que possuem um grande teor calórico e são pobre de nutrientes, como doces, frituras, massas, de acordo com o endocrinologista Cury. Veja a lista apresentada pela nutricionista Caroline: farinha branca, açúcar, sal, café, carnes vermelhas, defumados, laticínios, embutidos, massas, bebidas alcoólicas, alimentos que contêm glúten, alimentos industrializados, excesso de sal, açucares e carboidratos refinados. “Também é recomendável não utilizar papel-filme nem papel-alumínio para envolver os alimentos, descartar medicamentos que não sejam estritamente necessários, evitar o uso do micro-ondas e de produtos de limpeza e cosméticos muito fortes”, acrescentou a nutricionista.
 
13 – Quais são os principais erros cometidos por quem quer investir em dieta detox?
“Investir numa dieta detox por um ou dois dias e, no dia seguinte, comer o dobro, ou ficar muito tempo em jejum, achando que perderá peso mais rápido”, respondeu o endocrinologista Cury. O endocrinologista Assed lembrou do erro de fazer dieta detox seguindo a receita de outra pessoa: “Cada um tem a sua individualidade nutricional e, às vezes, o que é bom para uma pessoa pode não ser bom para outra”. A nutricionista Caroline acrescenta à lista de equívocos o fato de ser extremamente radical, restringindo muitos grupos alimentares, e montar o cardápio por conta própria, sem consultar um profissional.
 
14 - Quando não se está na dieta detox, é possível apostar em alguns de seus itens diariamente para ajudar?
Sim, os sucos, os caldos, os chás e as sopas podem ser incorporados à dieta normal do dia a dia, disse o endocrinologista Assed. “É um jeito de eliminar um pouco das toxinas do corpo absorvidas durante o dia. Podemos consumir um suco ou um chá detox nas refeições menores, chamada lanches intermediários, ou consumir uma sopa detox em uma das refeições principais, como almoço ou jantar”, disse a nutricionista Caroline. “Se você quer comer um pouco a mais no almoço, é bom ingerir um suco verde em jejum. Antes do treino, aposte mais em frutas ou vitaminas”, completou o endocrinologista Cury.
 
Terra

Brics estudam oferecer tratamento gratuito contra tuberculose

O Brasil, juntamente com os outros países membros do fórum Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) se comprometeu nesta sexta-feira a negociar uma estratégia que os permita oferecer, gratuitamente, remédios para o tratamento da tuberculose em países de baixa renda
 
O compromisso foi incluído no documento final da 4ª Reunião de Ministros da Saúde dos cinco países, que aconteceu em Brasília entre os dias 2 e 5 de dezembro.
 
De acordo com um comunicado emitido pelo Ministério da Saúde brasileiro, os ministros decidiram adotar uma estratégia conjunta para ampliar a oferta de remédios e garantir o acesso universal aos portadores da doença.
 
"O documento reflete a preocupação dos cinco países com a saúde global. A possibilidade de garantirmos o fornecimento gratuito de medicamentos de primeira linha contra a tuberculose é um marco e demonstra nosso compromisso, o estímulo ao desenvolvimento tecnológico e o respaldo às iniciativas multilaterais de saúde", disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em entrevista coletiva.
 
Segundo Chioro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 22 países, a maioria de poucos recursos, sejam responsáveis por 80% dos casos de tuberculose, doença que registra cerca de seis milhões de casos e um milhão de mortes por ano.
 
Os Brics se destacam entre os países mais vulneráveis, sendo responsáveis por 50% dos casos registrados. A estratégia conjunta a ser negociada propõe que 90% dos casos da doença possam ser diagnosticados e tratados, segundo Chioro.
 
Os ministros dos países do grupo consideram que, com o acesso universal aos remédios, será possível a eliminação da tuberculose como problema de saúde pública e que este objetivo pode ser alcançado em breve.
 
A estratégia dos cinco países será traçada em reunião prevista para março do próximo ano.
 
O governo brasileiro já distribui os remédios para o tratamento da tuberculose gratuitamente para a população.
 
Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de incidência de tuberculose no Brasil caiu de 44,4 casos a cada 100 mil habitantes em 2003 para 35 em 2013. A taxa de mortalidade caiu de 3 óbitos a cada 100 mil habitantes em 2012 para 2,3 em 2013.
 
Entre os compromissos assumidos pelos ministros dos cinco países estão o combate à má nutrição e a troca de informações em relação às campanhas de prevenção de doenças como o HIV e o ebola.
 
Os Brics reiteraram a intenção de cumprir as metas estabelecidas pela OMS em parceria com Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids), conhecida como 90-90-90. Os objetivos são que, até 2020, 90% da população seja examinada, 90% dos diagnosticados iniciem o tratamento contra a doença e 90% dos pacientes reduzam suas cargas virais a níveis indetectáveis.
 
Os cinco países também aprovaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um plano conjunto de combate ao ebola.
 
EFE / Terra

6 coisas que você provavelmente não sabia sobre estudos clínicos

Todo medicamento ou dispositivo médico passa por um ensaio clínico antes de chegar ao mercado
 
Porém, é difícil para o público entender este processo por muitas razões, incluindo alegações de propriedade sobre a informação, jargões científicos complicados, burocracia, e a boa e velha corrupção.
 
E é aí que surgem as dúvidas sobre a efetividade de uma pílula anticoncepcional ou a precisão de um exame, por exemplo. Por isso, a médica e consultora de tecnologia para medicina Molly Maloof vai nos ajudar a descobrir algumas verdades ocultas e entender alguns equívocos comuns sobre os estudos clínicos:
 
1. Muitos ensaios clínicos realizados não relatam seus resultados
Você pode olhar a situação e as conclusões de estudos clínicos online. Há indicações sobre onde procurar diferentes estudos e interpretar seus resultados. Mas isto não é tão útil como se poderia pensar, pela simples razão de que muitas das instituições que realizam estudos não relatam seus resultados.
 
A falta deste tipo de informação foi um problema no passado. Se uma droga ou dispositivo não forneceu os resultados desejados em um estudo, este será destruído e um outro estudo será iniciado.
 
Jogue para cima dez moedas cem mil vezes e por pura coincidência você vai acabar tirando dez caras ou dez coroas. Da mesma forma, se você testar uma droga muitas vezes, por acaso um estudo vai indicar que a droga é efetiva ou que tem um efeito forte em vez de fraco. Para combater o problema das empresas que publicam apenas estudos cuidadosamente selecionados, foram instituídas normas de notificação obrigatória. Ainda assim, como muitos estudos são realizados, rastrear todos os resultados é algo complicado e as empresas podem conseguir escapar da fiscalização.
 
Há certos assuntos que são mais comuns de escaparem da publicação obrigatória. Estudos de drogas nas fases finais de testes são mais propensos a apresentar resultados, provavelmente porque se uma droga chega à Fase IV de um ensaio clínico, é quase certo que tenha algum efeito positivo. Ao contrário do que se poderia esperar, não são as grandes empresas farmacêuticas que estão tranquilamente enterrando resultados. Estudos financiados pela indústria são mais propensos a publicar relatos que estudos financiados por outras fontes.
 
2. As pessoas em que os medicamentos são testados podem não ser aquelas que vão usá-lo
Há boas razões para usar apenas algumas pessoas para testes de medicamentos. Tal como acontece com qualquer outro tipo de teste, manter variáveis ​​em um mínimo simplifica o processo, especialmente nas fases iniciais. Se alguém tem um problema de saúde depois de tomar a droga, é melhor ter uma boa indicação de que era mesmo aquela droga que causou o problema, não algo que aparece devido à idade ou alguma doença não relacionada.
 
Ocasionalmente, porém, limitar o grupo testado para obter os melhores resultados nega o propósito destes mesmos testes. As mulheres são muitas vezes deixadas de fora dos ensaios por causa de preocupações sobre as variações hormonais que interagem com o funcionamento da droga. Pessoas com doenças menores não relacionadas àquele medicamento também são deixadas de fora, mas ainda estão entre aqueles que tomam o medicamento quando o mesmo passa a fase de testes clínicos.
 
Ainda, há estudos clínicos que são terceirizados para outros países. Pode ser mais barato testar drogas no exterior e pessoas de outros países podem estar mais dispostas a tomar drogas – especialmente aquelas para uma doença que já é tratável com medicamentos existentes no país de origem do fabricante. Não há nada de necessariamente errado com isso, mas significa que as drogas podem ser testadas utilizando apenas grupos étnicos específicos, bem como em condições sociais e físicas específicas que podem não estar presentes no grupo à qual tal produto se destinará primariamente.
 
Além do mais, os ensaios nem sempre relatam o fato de que fazem testes usando apenas um subconjunto de pessoas. Assim, uma mulher idosa sedentária com algum problema de saúde menor alheio àquele para qual ela está tomando os medicamentos não tem ideia de que ela está tomando um medicamento que foi testado apenas em homens ativos e saudáveis de 25 anos de idade. Isto não invalida o teste clínico, porém representa um problema comprometedor. Minimizar variáveis ​​é uma boa estratégia para a compreensão do funcionamento de uma droga, contudo pode levar a resultados desanimadores quando é usada em uma população mais ampla, onde a variação é a regra.
 
3. Algumas tecnologias médicas não são realmente testadas
Com a explosão da tecnologia médica e dos aplicativos, estamos vendo um grande número de recursos destinados a monitorar a saúde das pessoas. Algumas destas tecnologias não se qualificam como médicas. Algo que não é muito mais complexo do que um podômetro combinado com um meio eletrônico de rastreamento de ingestão de alimentos não pode realmente ser chamado de tecnologia médica. E também há o material que cruza essa linha. Por exemplo, há o Beddit, um dispositivo e aplicativo que monitora o seu sono e diz-lhe como “dormir melhor”. Ele pode monitorar a sua frequência cardíaca e seus padrões de ronco, mas pode realmente dizer o quão bem você dorme?
 
Se tal app pode ou não fazer isso, ele não passou por um teste realmente rigoroso. Polissonografia clínica – a medição de quão bem você está dormindo – envolve um eletroencefalograma, um estudo de saturação de oxigênio no sangue e o rastreamento do movimentos dos olhos. Não queremos dizer que o Beddit é inútil. Ele só existe, junto com um monte de tecnologia médica, na área nebulosa entre brinquedos úteis e aparelhos científicos reais.
 
Embora esta tecnologia possa ser testada, não é o mesmo tipo de teste aos quais os instrumentos médicos reais ou drogas são submetidos. Além disso, como não estão vendendo a tecnologia médica oficial, as empresas neste espaço não estão sujeitas às mesmas leis de privacidade que as instituições médicas oficiais são. Enquanto não há nada intencionalmente nefasto acontecendo, é importante perceber que há toda uma indústria semi-médica que existe fora das diretrizes da medicina atual.
 
4. Ensaios clínicos estão sendo terceirizados
Durante muito tempo, havia um modo padrão de testes para ensaios clínicos. Era mais ou menos assim: “A droga X pretende fazer Y. Vamos testar X para ver se ela faz Y”. Geralmente, os testes eram feitos pelos pesquisadores, ou pelo menos as instituições que desenvolveram tal droga. Agora, o processo está sendo simplificado e passando para as mãos de organizações de pesquisa terceirizadas.
 
Qual o problema? Isso está afetando a forma como os testes são feitos. Em vez de uma prova unificada (pode X fazer Y?), há uma espécie de ramificação das possibilidades de teste (pode X fazer Y? Se não, X pode fazer Z ou Q?). É o chamado projeto de adaptação, que está lentamente se fortalecendo. Dependendo de como o medicamento se sai em diferentes pontos, o teste é ajustado. O mais simples dos ajustes é um fim precoce para o estudo. Obviamente, qualquer estudo iria parar se a droga fosse vista como ativamente prejudicial, mas o projeto de adaptação permite uma parada se, em fases posteriores, a droga não estiver obtendo os resultados desejados.
 
Se o medicamento não está funcionando tão bem quanto o esperado, há também a opção de ajustar a dose ou o grupo de pessoas que estão tomando o medicamento. Se um medicamento de alívio da dor não está funcionando para as pessoas que estão com muita dor, talvez ele irá funcionar em pessoas que estão apenas com dores leves ou que estão sentido dor devido a uma causa particular. Talvez ele vá funcionar triplicando a dose ou mudando o horário de ingestão das doses. Ao invés de confirmar ou desacreditar um uso para as drogas, os estudos estão se tornando uma espécie de exploração guiada do que elas podem fazer. Há prós e contras para esta ideia. Embora o projeto de adaptação possa conseguir sustentar drogas fracas, também pode agilizar um processo desnecessariamente volumoso e permitir que os pesquisadores se concentrem em usos específicos de novas drogas, em vez de adivinhar suas melhores aplicações.
 
5. A indústria privada financia a grande maioria dos ensaios clínicos e isso afeta a ética
Desde os anos 1980, houve uma grande mudança no financiamento de estudos clínicos. Enquanto o poder público norte-americano cortou gastos, a indústria os aumentou. Atualmente, entre 80 e 90% dos estudos são financiados pela indústria privada. Mesmo as melhores empresas existem para lucrar e a melhor maneira de fazer isso acontecer é fazer com que a sua droga chegue ao mercado o mais rápido possível. As questões éticas surgem quando o negócio do desenvolvimento de drogas em conflito com a distribuição dos medicamentos pelos prestadores de cuidados de saúde, que não têm informações suficientes sobre os riscos da droga.
 
Um bom exemplo disso é o OxyContin. O cloridrato de oxicodona, nome genérico do medicamento, é uma maneira fantástica de lidar com a dor crônica. Ao contrário de muitos outros medicamentos para a dor, ele não tem um limite além do qual deixa de ser eficaz. Um punhado de aspirina não vai tirar mais dor do que uma dose regular de aspirina, mas cloridrato de oxicodona alivia cada vez mais a dor com o aumento da dose. É também um medicamento de liberação por tempo eficaz, o que significa que as pessoas que a utilizam não sentem dor alguma por cerca de doze horas. Qualquer um que esteja em constante dor tem a sua vida imensamente melhorada por ele.
 
Porém, como seu mecanismo de liberação por tempo pode ser ignorado, e porque seus efeitos aumentam à medida que a dose é aumentada, ele pode ser extremamente viciante. O abuso da droga disparou à medida que os pacientes e usuários de drogas recreativas ficaram viciados. Este foi um caso não de uma companhia de droga malvada tentando vender estricnina como remédio para resfriado, nem de médicos incompetentes distribuindo pílulas inúteis ou prejudiciais. O problema foi que a droga era eficaz, mas inerentemente viciante, e os médicos precisavam ser treinados a lidar com isso.
 
Infelizmente, nem os médicos dentro ou fora das companhias farmacêuticas tinham o poder de fazer isso acontecer. O problema é que exigir que os médicos sejam treinados em reconhecer os sinais de vício antes de prescrever o medicamento significaria jogar recursos adicionais em uma droga que já funciona exatamente como ela foi concebida para funcionar. Um novo tipo de droga não apenas trata um problema médico, ela muda o ambiente médico, e não é “trabalho” de ninguém lidar com isso (pelo menos da perspectiva da indústria).
 
6. A maioria dos médicos não entende completamente os ensaios clínicos
Cerca de 10% dos médicos dos EUA inscrevem pacientes para 80% dos ensaios clínicos. Há uma enorme lacuna entre estes 10% e o resto. Muitos médicos não sabem como fazer para que seus pacientes participem deles e, mais importante, não sabem como interpretar os resultados de um ensaio clínico. Há uma divisão entre a comunidade de médicos que trabalham regularmente com os estudos e aqueles que trabalham regularmente com os pacientes, não porque qualquer um deles seja incompetente, mas porque a pesquisa é uma área legitimada de especialização.
 
Maloof, que foi a consultora para este artigo, trabalha com tecnologia médica. Uma grande parte de seu trabalho é a tradução entre os pesquisadores que se especializam em tecnologia médica e os médicos que trabalham com pacientes.
 
A pesquisa da tecnologia médica se torna mais complicada a cada dia, como as pesquisas sobre o câncer, que passaram de bisturis à radiação, às drogas e à genética. Se o tumor tem um marcador genético, um determinado medicamento pode ser receitado. Se ele tem um outro marcador genético, uma droga diferente é prescrita. Além disso, os diferentes regimes de tratamento são constantemente atualizados. Mesmo se todas as pesquisas de ponta fossem cobertas pelas escolas de medicina, seria substituída por outra pesquisa em alguns anos na carreira daquele novo médico.
 
Então, enquanto provavelmente sempre vai haver espaço para melhorias em como os ensaios são realizados e relatados, uma área mais urgente de reforma pode estar em como os produtos desses estudos passam do mundo da pesquisa para o mundo da medicina. Quem tem a responsabilidade de educar os médicos sobre todos os efeitos, incluindo os sociais, de uma nova droga? Quem é responsável por estudos de acompanhamento quando um modo inteiramente novo de tratamento torna-se parte da sociedade? Quem preenche as lacunas entre o mundo da pesquisa e o mundo prático da medicina? As companhias que fazem os medicamentos? Os hospitais? Regulamentação governamental? Estas são perguntas que precisam ser respondidas, e logo.
 
io9 /  Hypescience

Obeso? Veja quantos anos você vai morrer antes da hora

Epidemiologistas examinaram a relação entre o peso corporal e a expectativa de vida e estão afirmando que indivíduos com sobrepeso e obesidade têm o potencial de diminuir a expectativa de vida em até 8 anos
 
Se a diabetes ou doenças cardiovasculares se desenvolverem, a expectativa de vida pode diminuir cada vez mais, de acordo com a análise dos dados do National Health and Nutrition Examination Survey (Exame Nacional de Saúde e Nutrição, em tradução livre), feito entre os anos de 2003 e 2010, nos EUA, utilizado para estimar o risco anual de diabetes e doença cardiovascular em adultos com diferentes pesos corporais.
 
Os dados de quase 4 mil indivíduos também foram utilizados para analisar a contribuição do excesso de peso corporal aos anos de vida perdidos e anos de vida saudáveis perdidos. O estudo demonstra ainda que, quando se considera que essas pessoas também podem desenvolver diabetes ou doença cardiovascular mais cedo na vida, este excesso de peso pode roubar-lhes quase duas décadas de vida saudável.
 
As descobertas estimam que indivíduos muito obesos poderiam perder até 8 anos de vida, indivíduos obesos podem perder até 6 anos, e aqueles que estão acima do peso podem perder até três anos. Além disso, os anos de vida saudáveis perdidos são de duas a quatro vezes maiores para os indivíduos com sobrepeso e obesos em comparação com aqueles que têm um peso saudável, entre 18,5 e 25 no índice de massa corporal (IMC). A idade em que o excesso de peso é acumulado também é um fator importante e os piores resultados foram de quem ganhou o seu peso em idades mais precoces.
 
“O padrão é claro – quanto mais um indivíduo pesa e quanto mais jovem é, maior o efeito sobre a sua saúde”, diz o autor Dr. Steven Grover, epidemiologista do Instituto de Pesquisa do Centro para a Saúde da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá e professor de medcina na mesma universidade. “Em termos de expectativa de vida, a obesidade é tão ruim quanto fumar cigarro”, alerta.
 
Os próximos passos são personalizar essas informações, a fim de torná-las mais interessante e relevantes para os pacientes. “O que pode ser interessante para os pacientes são os ‘e se?’ E se eles perdem de 10 a 15 quilos? Ou, e se eles forem mais ativos? Como isso vai mudar os números?” diz Grover.
 
David Katz, diretor do Centro de Pesquisa de Prevenção da Universidade de Yale, nos EUA, afirma que a obesidade é conhecida por aumentar o risco de todas as principais doenças crônicas, principalmente as doenças cardíacas, diabetes, acidente vascular cerebral e câncer.
 
“Reverter e prever a obesidade iria traduzir diretamente na melhora da qualidade de vida e no aumento dos anos de vida”, aponta.
 
Science 2.0, Web MD / Hypescience

Artrite ou artrose: saiba por que esses problemas são tão comuns na terceira idade

Dor nas articulações é uma das principais queixas durante o envelhecimento
 
Aquela dorzinha nas articulações quando o tempo esfria, aquele inchaço nas mãos quando esquenta, aquele incômodo na cicatriz da cirurgia quando vai chover. Tudo isso faz muito sentido. Frio, umidade e calor causam desconfortos até em quem está muito bem de saúde. Mas, com o passar dos anos, nossos músculos e nossas articulações podem sofrer com artrite ou artrose, doenças que acometem principalmente as mãos, os joelhos, os quadris e a coluna.
 
– A artrose é uma doença degenerativa bastante prevalente. Geralmente, acontece com pessoas que têm predisposição genética. Em mulheres, geralmente, a dor mais acentuada é nas mãos. Já os homens reclamam mais dos quadris – explica o reumatologista Henrique Staub, do Hospital São Lucas.
 
A doença é conhecida pelo aumento do volume em função do inchaço que causa. Pela manhã, a dor é mais intensa e, se não for tratada, pode se intensificar durante o dia também. Rigidez e dificuldade para estender mãos e perdas também são sintomas conhecidos.
 
Já a artrite é um fenômeno diferente. A membrana que fica dentro das articulações inflama e a pessoa pode ter dor intensa.
 
– A artrite é mais agressiva, causa deformidades e acontece mais em mulheres, atingindo suas mãos, seus punhos, os cotovelos e os joelhos – comenta o médico.
 
Frio e calor causam sensações estranhas nas articulações de quem pode ter um desses problemas. A umidade causa microesquemias intensificando a dor nas articulações. Já o calor faz com que essas regiões do corpo sofram vasodilatação. O inchaço é o principal sintoma quando o tempo esquenta, causando grande desconforto. As cirurgias causam um fenômeno de inflamação, que é a cicatrização.
 
O clima também traz grande desconforto porque coloca essas áreas em estresse.
 
– A exposição à água morna pode dar a sensação de bem-estar e analgesia. No entanto, não é recomendada para longos períodos porque causa queda de pressão.
 
Alimentação saudável e exercícios sempre podem trazer benefícios para as articulações nesse processo de envelhecimento. Mas se a dor já chegou, é hora de procurar um médico.

Zero Hora

Conheça os mitos e verdades sobre a próstata que todo homem precisa saber

Um em cada seis homens com mais de 45 anos pode sofrer de câncer nessa glândula
 
O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum entre os homens e o segundo que mais leva ao óbito. Hoje, um em cada seis homens é atingido pela doença no Brasil. O rastreamento desse tipo de tumor deve ser feito aos 45 anos, mas quem tem casos na família deve consultar com um médico antes disso, aos 40.
 
O que poucos sabem é que por volta dos 40, a próstata aumenta de tamanho sem necessariamente se tornar um tumor maligno. Esse é um fenômeno chamado de hiperplasia benigna da próstata e não está relacionado ao câncer. Há muitas questões sobre a próstata que nem todos os homens sabem, mas deveriam. Eles são conhecidos por cuidar pouco da própria saúde e, assim, serem acometidos por doenças que poderiam ser facilmente tratadas se descobertas no início.
 
Conheça alguns mitos e verdades sobre a próstata que podem tirar dúvidas sobre os cuidados que todo homem deve ter:
 
1. Quem está em estágio inicial do câncer de próstata não percebe os sintomas.
Verdade.
Segundo o urologista Carlos Teodósio Da Ros, do Centro de Andrologia e Urologia, é pelo exame de rastreamento que se faz o diagnóstico precoce. Nessa fase inicial, o tumor é passível de tratamento curativo que pode ser a cirurgia ou a radioterapia. Já os tumores avançados podem ser controlados com hormonioterapia e quimioterapia.
 
Já a hiperplasia benigna da próstata tem sintomas como jato urinário fraco, gotejamento terminal e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Os sintomas podem ser tratados tanto com medicamentos quanto com cirurgia. O câncer até pode surgir dentro do quadro de hiperplasia, mas não é a consequência dela. 
 
2. O câncer acontece sempre que a próstata aumenta de tamanho.
Mito.
A partir dos 40, acontece o crescimento benigno da próstata, chamada de Hiperplasia Benigna da Próstata. A ciência ainda não sabe explicar, mas esse problema pode vir acompanhado de problemas de ereção, explica Da Ros.
 
– Epidemiologicamente falando, existe uma relação entre a impotência sexual e a hiperplasia. Tanto que quando se trata uma situação, há também melhora na outra.
 
3. O exame de toque é obrigatório para detectar o câncer de próstata.
Verdade.
O rastreamento do câncer de próstata deve ser realizado sempre por um urologista, pois inclui um toque retal e um exame de sangue, chamado de PSA. O exame de sangue sozinho não é suficiente, pois um quarto dos pacientes com diagnóstico de câncer de próstata têm resultado normal no PSA. Por isso, o exame de toque continua sendo essencial para o diagnóstico preciso.
 
Karlo Dornelles Biolo, chefe do Serviço de Urologia do Hospital Universitário Mãe de Deus, explica que o exame de toque é extremamente simples, indolor e dura cerca de dez segundos.
 
–  Além do preconceito que ainda existe, os homens sentem-se, em geral, mais invulneráveis que as mulheres e tendem a procurar menos o médico do que elas. Cerca de 2/3 dos homens são levados ao consultório do urologista para exame de rotina por iniciativa das mulheres – revelou.
 
4. O diagnóstico de câncer implica sempre na retirada da próstata.
Mito.
Da Ros explica que há várias formas de tratar o câncer de próstata.
 
– A remoção cirúrgica da próstata é indicada para os casos de tumores localizados na glândula, ou em algumas situações especiais, como tumores localmente avançados. Se há presença de metástases, a cirurgia radical nem sempre é indicada.
 
Biolo diz que  a braquiterpia também é uma forma de tratar a doença e é um método pouco invasivo.
 
5. Toda cirurgia vai implicar em perda da ereção.
Mito.
As principais complicações da prostatectomia radical são as mesmas da radioterapia. incontinência urinária e disfunção erétil.
 
– Mais da metade dos pacientes submetidos à cirurgia terão algum prejuízo nas ereções, o que pode ser corrigido com medicações orais (como o Viagra, Cialis, Levitra, por exemplo) ou, ainda, injeções penianas ou com o implante de próteses – conta Da Ros.
 
A impotência sexual e a incontinência urinária, que tanto assombram os homens, são complicações que não são frequentes.
 
– Hoje, são muito raros os casos em que pacientes necessitam uso de fraldas para conter escape de urina após o tratamento – indica Biolo.
 
6. A recuperação da cirurgia pode levar até dois anos.
Verdade.
A causa da disfunção erétil depois da retirada da glândula está relacionada a muitos fatores que envolvem lesões vasculares e nervosas. Tanto a cirurgia quanto a radioterapia têm uma taxa de sucesso superior a 80%. Quem passa por esses tratamentos recebe acompanhamento por dez anos.
 
7. Quem passa pela cirurgia nunca mais terá um orgasmo.
Mito.
Até 70% dos homens que fazem a cirurgia podem ter ausência de ejaculação.  Acontece que o líquido ejaculado cai no interior da bexiga e depois é eliminado na micção. Como o orgasmo tem origem no cérebro, não existe a possibilidade do procedimento cirúrgico na próstata causar qualquer alteração.
 
No entanto, a retirada da próstata implica em infertilidade, ou seja, de modo natural o homem não pode mais ter filhos. A glândula tem como função a produção de líquido prostático. 30% do que forma o esperma vem da próstata. Esse líquido permite que os espermatozóides se movimentem  em direção ao óvulo feminino e realizem a fecundação.
 
– A próstata não produz hormônios que sejam importantes para a masculinidade ou a potência sexual do homem – esclarece Gustavo Carvalhal, presidente da seccional gaúcha da Sociedade Brasileira de Urologia.

8. Urologia e andrologia são as mesma coisa.
Mito
. A urologia é a especialidade médica que cuida dos rins, ureteres, bexiga, uretra, testículos, vesículas seminais e próstata. Os urologistas são quem tratam de tumores, cálculos (as famosas pedras), infecções, impotência, infertilidade e andropausa. A andrologia é uma especialidade da urologia que trata especificamente da infertilidade, impotência e do envelhecimento dos hormônios, como a diminuição da produção de testosterona.
 
9. Ter hábitos saudáveis previne o câncer.
Mito.
Tanto o câncer quanto a hiperplasia benigna estão relacionadas ao envelhecimento do organismo e não têm meios de prevenção.
 
– Infelizmente não existe uma forma eficaz de prevenir o câncer. O licopeno, a vitamina E e D e o selênio tem apresentado resultados conflitantes na literatura quanto ao seu benefício na prevenção do câncer. Existe, entretanto, uma indubitável influência ambiental já que populações como as asiáticas - que tem menores índices de câncer de próstata - quando migram para locais de maior incidência, acabam por atingir os mesmos níveis de detecção – aponta Karlo.
 
10. Mexer no câncer faz ele espalhar por outros órgãos
Mito.
Tanto a biópsia quanto outros tratamentos para o câncer de próstata são muito seguros e não influenciam no aparecimento do tumor em outras partes do organismo.
 
Zero Hora

Governo usará redes sociais para prevenir a Aids

Objetivo é impedir o avanço da doença na faixa etária entre 15 e 24 anos, segmento em que a síndrome mais cresceu
 
A intensificação das campanhas de prevenção da Aids nas redes sociais e em aplicativos de encontros para celulares será a estratégia do Ministério da Saúde para reverter a tendência de aumento dos casos da doença entre jovens do sexo masculino.

A informação foi confirmada neste sábado (6) pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, que participou, no Rio de Janeiro, juntamente com o ministro Arthur Chioro, do Dia D de mobilização contra a dengue e a febre chikungunya.
 
“Temos que agir de forma contundente, principalmente junto à população de jovens de 15 a 24 anos, do sexo masculino, particularmente os jovens gays, porque entre eles a velocidade de transmissão do HIV [vírus da imunodeficiência humana] é muito maior do que entre a população em geral”, disse o secretário. “São muitas as explicações para esse aumento, mas independente das causas, a realidade é que tivemos um aumento de 68% nos casos entre meninos de 15 a 24 anos, enquanto que entre as meninas a redução foi de 12%, no período de uma década”, destacou Jarbas Barbosa.
 
De acordo com dados divulgados pelo ministério, por ocasião do Dia Mundial de Combate à Aids (1º de dezembro), entre os jovens dessa faixa de idade a incidência tem aumentado, passando de 9,6 casos por 100 mil habitantes, em 2004, para 12,7 casos por 100 mil habitantes em 2013. Ao todo, 4.414 novos jovens foram detectados com o vírus em 2013, enquanto em 2004 eram 3.453.
 
Prevenção e tratamento
Para o secretário, além de alertar os jovens gays para a prática do sexo seguro, com o uso do preservativo, é fundamental ressaltar a importância do teste do HIV, para que o portador assintomático comece a tomar a medicação gratuita, fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
“O tratamento precoce também serve como prevenção, fazendo com que a gente tenha cada vez menos [casos] de pessoas que não sabem que são portadoras do vírus da aids, e que, por isso, estão transmitindo para outras pessoas”, disse.
 
Segundo Jarbas Barbosa, atualmente 60 organizações não governamentais, parceiras do ministério, fazem mais de mil testes rápidos de HIV por mês nas populações mais vulneráveis, na porta de bares e boates gays e nas calçadas onde atuam os profissionais do sexo, sejam travestis, homens ou mulheres. Ao longo do ano, tanto os testes como a campanha nas redes sociais serão intensificados por ocasião de festas populares, como o carnaval.
 
Agência Brasil

10 dicas para sobreviver ao seu emprego chato

Thinkstock: Sofrer não é o seu destino
Especialistas contam como tornar o trabalho que você não gosta em algo um pouco mais agradável
 
Quem nunca acordou em uma segunda-feira querendo desaparecer ao invés de trabalhar? E depois passou o resto da semana contando quantas horas faltavam para o final do expediente na sexta-feira? Esta situação é comum a muitas pessoas e até normal, se for ocasional. No entanto, para quem trabalha com algo que não gosta e com atividades repetitivas, este sentimento desmotivacional passa a ser parte da rotina e começa a prejudicar não somente a vida profissional, mas também a pessoal.
 
Poucos sabem, mas a palavra trabalho vem do latim tripalium, uma máquina de tortura usada no Império Romano. E é assim que muitas pessoas encaram o seu emprego. Porém, por mais que você ache o seu trabalho chato, algumas atitudes podem tornar a sua situação um pouco mais agradável até que consiga uma nova oportunidade.
 
Para ajuda-lo a passar por esta fase sem muitos danos, ouvimos especialistas e criou uma lista com 10 dicas.
 
Veja abaixo os passos para sobreviver a um emprego chato:
 
1- Enxergue seu sofrimento como temporário
Aceitar a sua infelicidade no emprego atual como irreversível é um engano. Desta maneira, você está se fechando para mudanças importantes em sua carreira e, provavelmente, carregará as mesmas frustrações para um próximo emprego ou para um próximo cargo que lhe for oferecido.
 
Por mais que a sua situação atual impeça que você abandone o seu trabalho chato, seja por contas a pagar, falta de condições para se qualificar ou pressão familiar, é preciso criar uma perspectiva de mudança e começar a enxergar sua situação como temporária. “Isso já lhe dá uma força, porque você começa a se empenhar não só para aquela coisa desprazerosa que é o seu dia a dia. Ele começa a ficar mais suportável, porque você já está olhando para frente, para o futuro”, comenta a psicóloga Luci Balthazar, da ProMover, empresa especializada em psicologia do trabalho.
 
2 – Seja criativo e fuja do tédio
O tédio é um grande inimigo no trabalho. Atividades repetitivas e rotineiras acabam desmotivando e fazendo com que você perca o interesse no que faz, pois lhe passam a sensação de que você está sendo mal aproveitado. Sabendo que você é capaz de fazer coisas mais complexas, o ideal é que você pense em novas maneiras de executar as mesmas atividades de forma mais eficaz. “Isso ajuda não só a criar uma situação mais agradável e a enriquecer aos poucos a própria atividade, como também pode ser uma oportunidade de [o profissional] ser visado para uma posição maior, porque ele vai demonstrar no dia a dia que pode aprimorar seu trabalho”, conta a psicóloga.
 
3 - Busque aprender com seus líderes e colegas
Se você já domina a sua atividade atual a ponto de não conseguir encontrar nada de desafiador no que faz, talvez seja o momento de aprender novas funções. Observe seus colegas de outras áreas ou mesmo os seus líderes e escolha quais atividades deles mais lhe interessam. A partir daí, peça para que eles lhe ensinem aquela função e reserve um tempo do seu dia para praticá-la. Além de lhe trazer uma maior motivação, também pode abrir oportunidades para mudar de área dentro da companhia.
 
4 – Aprenda a lidar com seu chefe difícil
Um mau relacionamento com o seu líder dificulta o convívio e a criação de um bom ambiente de trabalho. Quando o seu chefe tem uma atitude abusiva, e até agressiva, a sua autoestima pode ser afetada. “Quanto mais submisso você for, mais o outro cresce. E se você bater de frente, você está na ponta mais fraca da corda e vai levar a pior”, observa Luci.
 
O recomendável nestes casos é aprender a lidar com o seu líder de maneira mais assertiva. Comece a dar sua opinião e impor a sua visão sobre algumas situações corriqueiras, mas com educação. “Não precisa gritar e nem fazer nada agressivo, mas você se torna mais forte quando começa a se impor e passa a ser respeitado. Seja por esse chefe ou por colegas”, avalia a psicóloga.
 
5 – Ocupe seu tempo livre com atividades produtivas
Por mais desanimador que tenha sido o seu dia no escritório, chegar em casa e assistir 5 horas seguidas de televisão não é a melhor solução. Tente se qualificar fazendo cursos e outras atividades que possam melhorar o seu currículo profissional. Desta maneira, você está criando uma boa perspectiva de mudança na carreira. 
 
Além disso, o consultor Sérgio Gomes, da Havik, empresa de recrutamento e desenvolvimento de profissionais, recomenda que a pessoa descubra uma atividade que goste de fazer, saiba fazer bem, possa ser praticada fora do horário de trabalho e ainda possa render um dinheiro extra. Por exemplo, um contador que goste de cozinhar pode começar o seu próprio negócio e vender refeições para fora, fazendo isso depois do seu expediente.
 
6 – Pratique esportes ou descubra um novo hobby
O lazer é essencial para manter a nossa mente desligada dos problemas. Aproveite o seu final de semana ou seu tempo livre para praticar esportes ou outras atividades relaxantes. Desta maneira, além de se distrair, você terá outras coisas para focar que não sejam as infelicidades do trabalho. 
 
7 - Aprenda mais sobre o negócio da empresa
Ao trabalhar em grandes companhias, é normal não conseguir enxergar a sua influência no produto ou serviço final, principalmente se ocupa um cargo mais operacional. Neste caso, procure saber mais sobre como a sua atividade atinge os resultados da empresa e também quais são os planos da companhia no mercado. "Isso abre o horizonte. A pessoa pode se sentir orgulhosa do local onde trabalha. Ela vai se sentir engajada quando se sentir importante naquela empresa", observa Liana Westin, coach da Questão de Coaching.

8 – Fuja dos colegas negativos
A sua situação atual já não é a mais animadora, então o que você menos precisa é conviver com pessoas que vão lhe lembrar disto a todo o momento. Colegas que reclamam o tempo todo podem contaminar o ambiente com negatividade. Quando esses assuntos surgirem, tente mudar o foco da conversa ou não dê abertura para que o assunto continue. 
 
9 – Faça novas amizades
Se você pelo menos se der bem com os seus colegas de trabalho, o ambiente será mais agradável e, provavelmente, será menos sofrido acordar em uma segunda-feira para trabalhar com algo que não gosta, pois você reencontrará seus amigos e poderá compartilhar bons momentos com eles. Caso a sua atividade não permita que você tenha muito contato com outros funcionários durante o expediente, combine um happy hour semanal ou participe de reuniões sociais com seus colegas. No entanto, evite falar de trabalho durante estes encontros e busque conversar sobre amenidades.
 
10 – Peça demissão
Se mesmo com todas estas dicas você ainda encarar o seu emprego como uma tortura, comece a planejar a sua saída. O ideal, principalmente se quiser mudar de área de atuação, é que você tenha uma boa folga financeira antes de pedir demissão. É recomendável que você poupe o suficiente para ficar pelo menos seis meses sem nenhum tipo de rendimento até encontrar uma nova oportunidade que lhe agrade mais.
 
No entanto, lembre-se de não levar as frustrações do seu antigo emprego para a nova empresa e esteja aberto às mudanças. "Faz mais quem quer do que quem pode. A motivação é intrínseca. Se a pessoa não estiver aberta para fazer esse movimento, ela não vai sair do lugar", conclui Liana.
 
iG