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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Depressão está ligada a risco de morrer por doença no fígado

 Foto: iStockSegundo pesquisadores, fatores como o estilo de vida, obesidade e álcool também podem influenciar no processo
 
Estresse e preocupação podem levar à morte precoce, segundo um estudo um estudo publicado no jornal Gastroenterology. Pesquisadores constataram que ansiedade e depressão estão associadas ao aumento do risco de morte de uma variedade de doenças do fígado.
 
Esta é a primeira vez que a conexão é identificada, apesar da razão ainda não ser muito clara.
 
Segundo os cientistas, fatores como o estilo de vida, obesidade e álcool também podem influenciar no processo.
 
Pesquisas anteriores sugeriram que o sofrimento mental pode elevar o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral. As causas da doença cardiovascular - como obesidade e pressão arterial elevada - têm sido associados a uma forma comum de doença hepática, conhecida como doença hepática gordurosa não-alcoólica.
 
Trata-se de acumulação de gordura dentro das células do fígado que leva à inflamação e a formação de cicatrizes, fazendo o fígado parar de funcionar corretamente.
 
De maneira similar, sofrer de ansiedade e depressão pode estar diretamente ligada a uma elevação de risco de morte por doença hepática, disseram os pesquisadores.
 
Como parte do estudo, o Dr. Tom Russ, da Universidade de Edimburgo, e sua equipe investigaram as respostas a um questionário sobre estresse psicológico com mais de 165 mil pessoas.
 
Eles rastrearam o progresso dos indivíduos ao longo de um período de dez anos, examinando os que morreram e suas causas. A pesquisa levou em conta fatores como o consumo de álcool, obesidade, diabetes e nível socioeconômico.
 
As pessoas que obtiveram um bom resultado para os sintomas de distúrbios psicológicos estão vulneráveis a morrer de forma mais tardia de doença do fígado em comparação aos que tiveram pontuações mais baixas.
 
De acordo com dr. Russ, a ligação entre o sofrimento mental e doença hepática permaneceu mesmo após eles terem sido responsáveis por diferentes fatores. “Este tipo de estudo não pode demonstrar causa e efeito”, disse ao site MailOnline. "Portanto, é possível que eles possam ter tido doença hepática sem diagnóstico, e esses sintomas causaram o transtorno psíquico”.
 
Terra

Tomar café pode ser ‘Viagra’ natural, segundo pesquisa

A cafeína provoca uma série de efeitos que ajudam a relaxar as artérias do pênis, aumentando o fluxo sanguíneo
 
O café pode ser um “Viagra” natural, segundo pesquisa da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Homens que bebem uma ou duas canecas da iguaria por dia são menos propensos a sofrer de disfunção erétil. Os dados são do jornal Daily Mail.
 
Os cientistas analisaram dados de cerca de 4 mil voluntários, incluindo o que consumiram ao longo de 24 horas. Constatou-se que os que ingeriam entre 85 mg e 170 mg de cafeína por dia tinham 42% menos probabilidade de relatar impotência em comparação com os que não apostaram na iguaria. Ao beber entre 171 mg e 303 mg de cafeína, a redução do risco foi de 39%.
 
“Mesmo vendo uma redução na prevalência de disfunção erétil em homens obesos, com sobrepeso e hipertensos, isso não se aplicou a homens com diabetes. O diabetes é um dos maiores fatores de risco para a disfunção erétil, por isso não foi surpreendente”, comentou o autor principal do estudo, David Lopez.
 
Os cientistas sugeriram que a cafeína provoca uma série de efeitos que ajudam a relaxar as artérias do pênis, aumentando o fluxo sanguíneo. Vale acrescentar que uma caneca de café instantâneo contém cerca de 100 mg de cafeína; uma caneca de café de filtro, 140 mg; uma xícara de chá, 75 mg; e uma lata de refrigerante tipo cola, 40 mg.
 
Terra

Doação de leite humano: um ato que salva vidas

Foto: Rodrigo Nunes
Foto: Rodrigo Nunes
Doar leite ajuda a salvar vidas de bebês que não puderam ser amamentados pelas mães
 
Logo depois do nascimento da filha, a doula Elisa Lorena, de 27 anos, embarcou na jornada da doação. “Pouco tempo depois que a minha filha nasceu, liguei no banco de leite do mesmo hospital em que eu fiz meu pré-natal, o Hospital Universitário de Brasília. O hospital mandou uma enfermeira na minha casa, coletou meu sangue, para saber se eu estava apta, me explicou sobre as normas de higiene para se extrair e armazenar leite”, conta.
 
Mesmo enfrentando dificuldades no início, com disciplina e muita vontade a moradora de Brasília chegou a doar mais de um litro por semana. “Não acho que tinha "muito leite", tinha, na verdade, muita vontade de doar. Era uma forma de retribuir a generosidade de conseguir amamentar.”, relembra. Elisa doou leite por 8 meses e teve a oportunidade de conhecer a mãe de um dos bebês beneficiados. A experiência tocou a jovem. “Eu me sentia grata, feliz e orgulhosa daquele tanto de leite que conseguia doar. Eu doava porque me sentia bem, não havia pensado de fato qual o real valor para quem recebe. É muito especial saber que foi o amor de outra mãe que amparou o aquele pequeno recém-nascido, o amor da sua vida”, reflete a doula.
 
A amamentação é fundamental para os bebês. O leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos. Ele contém componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças. Como o leite não pode ser produzido artificialmente, a doação é importantíssima. Ela ajuda a nutrir crianças impossibilitadas de consumir o alimento da própria mãe. O leite doado é oferecido a bebês hospitalizados, geralmente aqueles que nasceram prematuros e com baixo peso. Cada litro pode atender até 10 recém-nascidos. Segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBBLH) qualquer mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamente que interfira na amamentação.
 
O Ministério da Saúde recomenda que, até os seis meses de vida, o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno para ter um crescimento forte e um desenvolvimento saudável.
 
Para doar o leite, as lactantes precisam seguir alguns passos:

Preparo do frasco para guardar o leite:
Lave um frasco de vidro com tampa de plástico (do tipo maionese ou café solúvel), retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa. Coloque o frasco e a tampa em uma panela, cobrindo-os com água. Ferva-os por 15 minutos, contando o tempo a partir do início da fervura. Escorra-os sobre um pano limpo até secar. Feche o frasco sem tocar com a mão na parte interna da tampa. O ideal é deixar vários frascos preparados.

Higiene pessoal antes de iniciar a coleta:
Use uma touca ou um lenço para cobrir os cabelos. Coloque uma fralda de pano ou uma máscara sobre o nariz e a boca. Lave as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão.Lave as mamas apenas com água. Seque mãos e as mamas com toalha limpa.

Local adequado para retirar o leite:
Escolha um lugar confortável, limpo e tranquilo. Forre uma mesa com pano limpo para colocar o frasco e a tampa. Evite conversar durante a retirada do leite.

Saiba como retirar o leite das mamas:
Massageie as mamas com a ponta dos dedos, fazendo movimentos circulares no sentido da parte escura (aréola) para o corpo. Coloque o polegar acima da linha onde acaba a aréola. Coloque os dedos indicador e médio abaixo da aréola. Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo. Aperte o polegar contra os outros dedos até sair o leite. Despreze os primeiros jatos ou gotas. Em seguida, abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa, forrada com um pano limpo, com a abertura para cima. Colha o leite no frasco, colocando-o debaixo da aréola. Após terminar a coleta, feche bem o frasco.

Como guardar o leite coletado?
Anote na tampa do frasco a data e a hora em que realizou a primeira coleta do leite e guarde o frasco fechado imediatamente no freezer ou no congelador. Se o frasco não ficou cheio, você pode completá-lo em outro momento. Para completar o volume de leite no frasco sob congelamento, utilize um copo de vidro previamente fervido por 15 minutos, e escorra-o sobre um pano limpo até secar. Coloque o leite recém-ordenhado sobre o que já estava congelado até faltarem dois dedos para encher o frasco. Guarde imediatamente o frasco no freezer ou no congelador. Após a ordenha em que o frasco de vidro esteja completo, a mãe deve ligar para o banco de leite humano. O frasco com o leite congelado deverá ser transportado adequadamente para o banco de leite humano, em até 10 dias da data da primeira coleta.
 
Como conservar o leite coletado?
O leite humano ordenhado pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias, quando deverá ser transportado ao banco de leite humano.
 
Estas instruções também podem ser usadas para mães que armazenam leite para os próprios filhos, em caso de ausência. Para doar procure o banco de leite mais próximo de sua casa e informe-se como funciona a coleta em sua região.
 

Brasil é o quinto país no mundo em mortes por acidentes no trânsito

A cada ano, cerca de 45 mil pessoas perdem suas vidas em acidentes de trânsito no Brasil. A violência envolvendo particularmente motociclistas está se tornando uma epidemia no país
 
Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que, em 2013, os acidentes com motos resultaram em 12.040 mortes, o que corresponde a 28% dos mortos no transporte terrestre. Nos últimos seis anos, as internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) envolvendo motociclistas tiveram um crescimento de 115% e o custo com o atendimento a esses pacientes de 170,8%.
 
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde está propondo uma série de ações intersetoriais, que deverão envolver outras esferas do Governo Federal, governos estaduais e municipais, para promoção de uma política específica de prevenção aos acidentes com motos. Nesta semana, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou algumas das iniciativas em discussão durante a 68ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. “Não dá mais para não agir na dimensão preventiva dos acidentes com motos. É preciso propor novas medidas e elevar essa discussão a um problema de saúde pública.
 
Algumas propostas em estudo são a obrigatoriedade de apresentação da habilitação no momento da compra da moto, por exemplo, e a possibilidade de financiamento do capacete como um EPI [Equipamento de Proteção Individual], possibilitando a venda do item de segurança junto do veículo”, exemplificou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 
Em novembro, o Brasil sediará o 2º Road Safety, Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, com o objetivo de repactuar metas e traçar novas estratégias do governo e da sociedade para garantir a segurança da população e salvar milhões de vidas. “Uma constatação que observamos no Brasil, e que já vimos em outros lugares do mundo, é a redução do número de atropelamentos e acidentes de carro e o aumento de acidentes de motos. A moto está substituindo a bicicleta e o cavalo e também vem sendo utilizada como um instrumento de trabalho”, observou o ministro.
 
Números
Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.292 mortes de motociclistas em 2003, número 280% menor do que o registrado 10 anos depois (12.040). Parte do aumento de acidentes envolvendo motos se deve ao crescimento vertiginoso da frota no país. Entre 2003 e 2013, o número de motocicletas aumentou 247,1%, enquanto a população teve um crescimento de 11%.
 
De 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Considerando apenas os acidentes envolvendo motociclistas, o índice chega a 115%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas. Desse total, 88.682 foram decorrentes de motos, o que gerou um custo ao SUS de R$ 114 milhões – crescimento de 170,8% em relação a 2008. Esse valor não inclui custos com reabilitação, medicação e o impacto em outras áreas da saúde.
 
Perfil das vítimas
Segundo Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA 2011), que traça o perfil das vítimas de violências e acidentes atendidas em serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde em capitais brasileiras, 78,76% das vítimas de acidente de transporte terrestre envolvendo motociclista são homens, na faixa etária de 20 a 39 anos. Entre os motociclistas ouvidos, 19,6% informaram o uso de bebida alcoólica antes do acidente e 19,7% estavam sem capacete.
 
“Os acidentes pegam uma faixa etária delicada da população. Para um país que está envelhecendo, essas pessoas impactam muito, já que estão em sua idade produtiva. Esses acidentes interferem no sistema de saúde, na previdência, no trabalho e, principalmente, na vida pessoal do indivíduo”, lembrou o ministro.
 
Em 2010, o Ministério da Saúde implantou o Projeto Vida no Trânsito com o objetivo de reduzir os casos de mortes e feridos em decorrência de acidentes no trânsito. Entre as ações do projeto está a realização de campanhas educativas e a qualificação dos sistemas de informação sobre acidentes, feridos e vítimas fatais.
 
Com o banco de dados atualizado, os gestores de saúde podem identificar os fatores de risco e as vítimas mais vulneráveis nos respectivos municípios, assim como os locais onde o risco de acidente é maior. Desde a implantação do projeto, já foram liberados cerca de R$ 41,3 milhões para as atividades. Em 2012, o Ministério autorizou o repasse de R$ 12,8 milhões e, em 2013, foram repassados R$ 13,5 milhões para as capitais dos 26 estados e o Distrito Federal.

Fonte: Patrícia de Paula/Agência Saúde

Aumenta em 161% o consumo de medicamentos controlados no País

O registro nacional de fornecimento de medicamentos controlados aos usuários saltou de pouco mais de 113 mil caixas, em 2009, para quase 295 mil no ano passado
 
O aumento foi de 161%. O estado de São Paulo responde pelo maior volume, mas Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo lideram o ranking quando se compara a quantidade de produtos fornecidos ao tamanho da população de cada uma dessas unidades federativas.
 
Os dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foram divulgados durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) nesta quarta-feira (20). Com inicio de operação em 2009, o sistema integra por rede on line toda a rede de farmácias do país, inclusive as dos hospitais públicos e privados.
 
Para a superintendente de Medicamentos e Produtos Biológicos do órgão, Meiruze Sousa Freitas, o aumento reflete o avanço da própria implantação do SNGPC, que substituiu o antigo controle da entrega dos produtos por meio de livros. De todo modo, ela diz que os dados ainda precisam ser mais bem avaliados, para uma compreensão segura sobre o consumo de medicamentos controlados, submetidos a prescrição médica e retenção da receita pelas farmácias.
 
- O perfil do consumo precisa de melhor estudo e precisamos levar também em consideração o tipo de droga que está sendo dispensada ao usuário – afirmou a expositora.
 
Esteroides anabolizantes
A audiência teve por finalidade a coleta de informações sobre o registro, controle e fiscalização da venda de esteroides anabólicos ou peptídeos anabolizantes. Com aplicações diversas e também sob uso controlado, esse grupo de medicamentos é também indevidamente utilizado por pessoas que buscam ganhar massa muscular em curto tempo. São frequentes notícias de uso desses medicamentos por atletas e frequentadores de academias, expondo a saúde a graves riscos.
 
O pedido de audiência foi do senador Telmário Mota (PDT-RR), que coordenou o debate, após o presidente da CE, Romário (PSB-RJ), abrir os trabalhos. Telmário é o relator de projeto (PLS 120/2015) do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) que obriga estabelecimentos esportivos, academias de ginástica e clubes a afixarem em suas dependências, em locais visíveis, advertências quanto aos malefícios do uso indiscriminado dos esteroides ou peptídeos anabolizantes, suas consequências e penalidades legais.
 
- É importante saber se a Anvisa já dispõe de regulamentação, como trata o uso desses medicamentos e como a população está sendo informada sobre os riscos – comentou Telmário.
 
A representante da Anvisa esclareceu que são registrados no órgão 76 diferentes tipo de esteroides, mas que apenas 25 deles (32%) estão sendo comercializados no mercado nacional. Segundo Meiruze, muitos desses produtos são antigos e muito baratos e essa é a possível razão do desinteresse dos laboratórios na sua fabricação.
 
Click Saudável
Sobre ações para a divulgação dos malefícios por uso indevido dos esteroides anabolizantes, ela destacou o projeto Click Saudável, um portal eletrônico criado com o objetivo de auxiliar a população a tomar decisões seguras e conscientes sobre o uso de produtos de saúde. Desenvolvido em parceria com a empresa Mercado Livre, que atua no comércio eletrônico, o site destaca este mês justamente mensagens sobre os anabolizantes. O usuário pode acessar até uma lista de produtos falsificados já identificados no mercado.
 
- Se falsificados, os riscos são ainda maiores para os usuários. Aí é uma seara que não se conhece, sem garantia sobre as características e a pureza dos produtos – alertou.
 
No campo da fiscalização, a expositora esclareceu que as ações resultam de busca ativa em sites ou a partir de denúncias recebidas. Podem resultar em suspensão de comercialização, além de suspensão da veiculação de propagandas. Juntamente com a Polícia Federal, há também ações em locais de venda irregular. No ano passado, informou, foram apreendidos 61 lotes de produtos.
 
Riscos
Os esteroides ou anabolizantes são indicados para tratamento de doenças crônicas e patologias graves, inclusive para déficit de testosterona, segundo dados apresentados pela representante da Anvisa. Porém, devidos aos efeitos indesejados, a prescrição depende de avaliação médica.
 
O consumo impróprio e sem acompanhamento médico pode causar alteração das taxas de colesterol, distúrbios na coagulação do sangue, hipertensão, tumores no fígado e no pâncreas, ataque cardíaco e até morte. Nas mulheres, os efeitos incluem o engrossamento da voz, surgimento de pelos no corpo e no rosto, a perda de cabelo, crescimento anormal do clitóris e até o câncer de ovário.
 
Os homens podem apresentar redução da libido, da produção de esperma, além de impotência sexual, infertilidade, dificuldade ou dor ao urinar, calvície e insônia.
 
Agência Senado

Medicamento Berotec está temporariamente indisponível

Farmacêutica responsável por desenvolver o produto informou que desabastecimento acontece devido à escassez do bromidrato de fenoterol
 
Muitas pessoas estão questionando, e até divulgando em redes sociais, a falta do medicamento Berotec Solução Gotas nas farmácias, o remédio que é indicado para tratamento de crises agudas de asma, tratamento de bronquites e de outras enfermidades relativas à bloqueio das vias aéreas de crianças e adultos, está temporariamente indisponível devido a escassez da matéria-prima utilizada para produção do mesmo.
 
Por meio de nota, a Boehringer Ingelheim do Brasil, farmacêutica desenvolvedora do medicamento, informou sobre o desabastecimento temporário do produto, que acontece devido à escassez da sua matéria-prima, o bromidrato de fenoterol, que é importado. Ainda segundo a empresa, a expectativa é que a matéria-prima esteja disponível na Alemanha ainda no primeiro semestre deste ano, e para produção no Brasil, no segundo semestre.
 
Durante esse período, a farmacêutica recomendou que os pacientes em uso do medicamento entrem em contato com seus médicos, em caso de necessidade, para que eles possam avaliar a melhor alternativa terapêutica.
 
A empresa salientou também, que está empenhando esforços para normalizar o abastecimento do medicamento no menor tempo possível, e se coloca à disposição para demais esclarecimentos por meio de seu Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no número 0800 701-6633.
 
O Fluminense

Cientistas criam morfina "caseira" a partir da fabricação de cerveja

Novidade é vista de forma promissora pelos médicos
 
Cientistas descobriram uma forma de produzir morfina usando o método aplicado na produção de cerveja artesanal. Eles modificaram geneticamente leveduras para que estes fungos realizem um processo químico complexo capaz de transformar açúcar no narcótico.
 
O estudo foi publicado no periódico científico Nature Chemical Biology e é visto de forma promissora por médicos. Mas também gerou preocupações sobre a possibilidade de serem criadas drogas "artesanais".
 
Solução
Para produzir cerveja em casa, é necessário usar leveduras microscópicas que transformam açúcar em álcool. Mas, ao usar DNA de plantas, pesquisadores conseguiram criar leveduras capazes de ter a morfina como resultado final deste processo químico.
 
Um estágio desta produção — que resulta em um composto químico intermediário conhecido como reticulina — era um obstáculo para este objetivo. Isso foi solucionado por uma equipe da Universidade da Califórnia, em Berkley.
 
— O que queremos fazer é alimentar a levedura com glucose, uma forma barata de açúcar, para que ela seja capaz de transformá-lo em uma droga terapêutica Em nosso estudo, descrevemos todos os passos necessários para isso. Agora, é uma questão de conectá-los e criar um processo capaz de produzir em escala. Não é algo simples, mas é possível — afirma o bioengenheiro John Duebe.
 
Papel vital
A morfina tem um papel vital no alívio de dores em pacientes em hospitais, mas requer a colheita de papoula para ser produzida. A morfina caseira poderia ser mais fácil de ser feita e permitiria a cientistas alterar as etapas de sua confecção para desenvolver novos tipos de analgésicos.
 
O conceito de usar organismos microscópicos para produzir narcóticos não é algo novo na medicina. A insulina usada por pacientes com diabetes tem sido produzida a partir de bactérias geneticamente modificadas há décadas. Mas existe uma preocupação de que os mais recentes avanços nestas técnicas possam abrir caminho para a produção de drogas em casa.
 
"Habilidades básicas"
"A princípio, qualquer um com acesso a este tipo de levedura e as habilidades básicas de fermentação poderiam produzir morfina usando um kit utilizado para fazer cerveja", explica um comentário sobre o estudo também publicado no periódico científico, que recomenda um maior controle destes microorganismos transgênicos.
 
Paul Freemont, um dos diretores do Centro de Biologia Sintética e Inovação do Imperial College, em Londres, no Reino Unido, acredita que o assunto deve ser tratado com seriedade, já que permite produzir narcóticos que podem vir a ser usados ilegalmente.
 
— Hoje, não é fácil produzir este tipo de levedura do ponto de vista técnico, mas e no futuro? Por isso, é importante pensar em como devemos regular estas novas variedades — questiona Freemont.
 
Zero Hora

Planos de saúde terão que cumprir novas exigências de atendimento

ANS dá prazo de até dez dias para resposta sobre procedimentos de alta complexidade
 
Rio - Os planos de saúde vão ter que manter obrigatoriamente funcionários para atendimento presencial de seus clientes em todos os estados em que as operadoras atuam. Além disso, as empresas serão obrigadas a cumprir prazo de até cinco dias úteis para responder sobre negativa de prestação de serviços solicitados por clientes. Em casos de procedimento de alta complexidade ou regime de internação eletiva, os períodos são de até dez dias úteis. Será preciso detalhar os motivos e os dispositivos legais que justifiquem o não atendimento.
 
A implantação de novas exigências passará por análise em audiência pública a partir da próxima quarta-feira promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As propostas da resolução normativa da agência visam a melhoria do atendimento dos convênios médicos.
 
Segundo a resolução, empresas com mais de 100 mil segurados também terão que oferecer atendimento por telefone durante 24 horas em todos os dias da semana. Será obrigatório que informem número de protocolo de atendimento logo no começo do serviço. A iniciativa determina ainda que o protocolo seja enviado ao cliente em, no máximo, 24 horas, por meio de torpedo, e-mail ou ligação gravada.
 
Outra novidade, é que o consumidor poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer reanálise da solicitação. Os dados serão avaliados pelas ouvidorias. Se a empresa dificultar o encaminhamento pode ser punida por negativa de cobertura. Para caso de descumprimento, a ANS estabeleceu multa de R$ 80 mil.
 
A consulta receberá sugestões em formulário eletrônico no www.ans.gov.br durante 40 dias. A resolução entra em vigor no começo do segundo semestre.
 
O Dia

Nova técnica de rastreio do câncer de ovário facilita diagnóstico

Um estudo feito no Reino Unido mostrou que quase 90% dos casos de câncer de ovário podem ser diagnosticados precocemente com a ajuda apenas de um exame de sangue
 
A pesquisa feita pela University College London durou 14 anos e foi publicada na revista especializada Journal of Clinical Oncology. Os primeiros resultados comprovam que os tumores ovarianos liberam no sangue altos níveis de uma substância química chamada CA125.
 
Foram feitos exames anuais de rastreio em cerca 46 mil mulheres com 50 anos ou mais de idade para detectar o nível do CA125. Em torno de 86% dos cânceres detectados nessas mulheres foram descobertos no início. A porcentagem é quase duas vezes maior do que a registrada em outros métodos de rastreio de câncer de ovário, segundo a pesquisa.
 
O patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho ressaltou que o estudo mostrou que os marcadores sorológicos conseguiram diagnosticar precocemente o câncer de ovário em casos que normalmente não eram detectados. “Alguns tipos de tumores mais agressivos, quando são detectados, já estão em estágio mais avançado, e a mortalidade é muito alta."
 
Com o diagnóstico precoce, as chances de sobrevida aumentam muito”, destacou. “Com esse câncer detectado no início, a paciente tem mais de 90% de cura, mas quando é detectado em estágio mais avançado, a mortalidade aumenta consideravelmente”, alertou.
 
O médico destacou que a técnica não deve ser utilizada em todas as mulheres. “Há recomendação para os casos mais suspeitos, quando a paciente tem na família alguém que já teve esse tipo de câncer, quando há a descoberta de alguma estrutura suspeita. Aí, pode-se usar o marcador para se determinar se é um tumor ou se é maligno.”
 
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Quando descobertos, aproximadamente três quartos já estão em estágio avançado. Em 2014, foram mais de 5,6 mil novos casos, com mais de 3 mil mortes, de acordo com o levantamento do Ministério da Saúde.
 
Agência Brasil

Cientistas estudam superbactérias antárticas para novos antibióticos

Foram identificadas mais de 200 bactérias com aplicação na medicina. Uso excessivo de antibióticos fez surgir bactérias muito resistentes
 
Cientistas chilenos estudam "superbactérias" extraídas da Antártica que, por sua resistência a condições extremas, seriam chave para derrubar a crescente resistência aos antibióticos, segundo pesquisa apresentada nesta quarta-feira (20) em Santiago.
 
Após analisar 80 amostras de solo antártico, extraídas em duas viagens, em 2014 e 2015, foram identificadas mais de 200 bactérias de espécies como Pseudomonas e Staphylococcus, que têm "um amplo potencial de aplicação em medicina", explicou Maria Soledad Pavlov, doutorando em biotecnologia da Universidade Católica de Valparaíso e integrante da equipe de pesquisas.
 
Os organismos microbianos que "geram estratégias para competir e sobreviver" ao clima extremo do continente branco seriam a chave para a criação de "antibióticos que tenham capacidades antimicrobianas diferentes das atuais", o que permitiria quebrar a atual resistência de algumas bactérias.
 
"Estamos tentando gerar um produto biotecnológico interessante a partir destas bactérias antárticas, que possam suprir esta falta severa de antibióticos", disse Pavlov.
 
Resistência a medicamentos
Segundo o estudo, o uso excessivo de antibióticos provocou o aparecimento de bactérias resistentes, muito difíceis de controlar com os atuais medicamentos ou antibióticos convencionais.
 
A pesquisa chilena, desenvolvida com o apoio do Instituto Antártico Chileno (INACH), coletou amostras no arquipélago das Shetland do Sul e em setores continentais da Antártica, próximos às bases chilenas.
 
Na etapa inicial da pesquisa, Pavlov advertiu que seriam necessários 10 a 15 anos mais de estudos para poder usar o composto antimicrobiano gerado em medicina humana, enquanto que, para utilizá-lo em agricultura, o tempo diminui e seriam suficientes mais cinco anos de laboratório.

G1

Lista da OMS aponta atualidade de registro de oncológicos no Brasil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez, nesta semana, uma atualização da sua lista de medicamentos considerados como referência para o tratamento do câncer
 
O dado aponta que o registro deste tipo de medicamento no Brasil está em sintonia com o restante do mundo. Da lista de 16 medicamentos oncológicos de referência publicada pela OMS, 15 já tem registro na Anvisa. A exceção é a bendamustina, mas que já encontra-se em análise na Agência.
 
A relação publicada pela OMS é uma referência para governos de todo o mundo já que traz medicamentos que, além de eficazes e seguros, possuem uma avaliação positiva de custo quando comparada com outras alternativas disponíveis.
 
A lista favorece a ampliação do acesso ao tratamento oncológico e incluiu não só novas substâncias, mas também novas indicações, ampliando assim a possibilidade de sobrevida e de qualidade de vida dos pacientes com câncer.
 
A existência dos registros no Brasil é resultado das prioridades adotadas pela Anvisa para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
 
As listas da OMS podem ser acessadas no link.
 
ANVISA