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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Padilha: política de atração de médicos estrangeiros não pode ser vista como tabu

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem (15) que a proposta do governo de atrair médicos estrangeiros para atuar no Brasil não pode ser vista como tabu, uma vez que a prática é comum em países como Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, onde o índice de profissionais com formação no exterior chega a 37%, 25% e 22%, respectivamente. No Brasil, a taxa é de 1,7%.
 
Após participar de reunião da Frente Nacional de Prefeitos, Padilha destacou que a pasta está estudando estratégias adotadas por esses países para atrair profissionais de saúde vindos do exterior. No Canadá, segundo ele, os médicos passam por um exame de validação do diploma antes de começarem a atuar. Outras localidades têm programas que prevêem autorização especial para que o profissional estrangeiro atue em áreas de maior carência.
 
Entre as hipóteses descartadas pelo ministério até o momento, de acordo com o ministro, estão a validação automática de diploma e a atração de médicos provenientes de países que têm menos profissionais por mil habitantes que o Brasil, como a Bolívia e o Paraguai.
 
Fonte Agência Brasil

Padilha: 'Não há consenso sobre eficácia da mastectomia'

O ministro da Saúde comentou caso da atriz Angelina Jolie e recomendou: toda mulher com histórico de câncer na família deve procurar o médico e fazer acompanhamento
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ser questionável a retirada dos seios como estratégia para prevenir o câncer de mama, a exemplo do que foi feito pela atriz Angelina Jolie .
 
"Como política pública, a recomendação é de que toda mulher com histórico na família de câncer deve procurar o médico e fazer um acompanhamento, a partir dos 35 anos", afirmou. "Esse é o consenso."
           
Padilha observou que medidas mais radicais, como a mastectomia, apresentam uma série de riscos, como complicações da cirurgia e infecções, além do impacto psicológico.
 
"Não há consenso no mundo sobre a eficácia de tal medida. Há relatos de pessoas que se submeteram à mastectomia e num segundo momento foi demonstrado que elas não tinham risco elevado de desenvolver o câncer", completou.
 
O ministro fez a declaração ao comentar o caso da atriz Angelina Jolie. Ela anunciou nesta terça-feira, 14, por meio de um artigo publicado no jornal New York Times, que passou por uma mastectomia dupla preventiva, após ficar sabendo que tinha um gene que a tornava extremamente propensa ao câncer de mama.
 
"Minha mãe lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56 anos", escreveu a atriz.
 
Jolie afirmou que após um exame genético ficou sabendo que tem o gene "defeituoso" BRCA1 e tinha 87% de chances de adquirir a doença.
 
Fonte iG

66% das brasileiras não relacionam HPV ao câncer de colo do útero

Especialistas se mobilizam para reverter essa realidade. Doença mata 1 mulher a cada duas horas no País
 
O câncer de colo do útero é o segundo câncer que mais afeta mulheres no Brasil, ficando atrás somente do câncer de mama. Mas, por muitas razões, ainda é pequeno o número de mulheres que se previne contra a doença, que pode ser prevenida.
 
Muitas negligenciam a gravidade da doença, tanto por falta de conhecimento como por preconceito e medo na hora de se submeter aos exames de prevenção. E o pior: 66% delas não sabem que o vírus HPV é o causador do câncer de colo do útero.
 
Mudar essa realidade é o intuito da campanha Mulheres Semeiam Vida , promovida pela Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), lançada nesta terça (14). A meta é despertar o maior número de mulheres para a prevenção e o tratamento precoce que podem salvar vidas.
           
No mundo, o câncer do colo do útero mata 1 mulher a cada 2 minutos. No Brasil, a cada 2 horas uma mulher morre por conta das complicações dele. O câncer, em seus estágios iniciais, é assintomático, ou seja, silencioso. E a falta de sintomas faz com que a mulher negligencie a prevenção, diz José Focchi, professor adjunto do departamento de ginecologia da Unifesp.
 
"É preciso que o exame periódico se torne um hábito para mulheres a partir dos 25 anos", orienta o médico.
 
O grande vilão do câncer de colo do útero é o vírus HPV e as mais de 130 variações deste vírus, algumas extremamente agressivas. Os tipos 16 e 18 são os mais comuns causadores do câncer, mas é importante esclarecer que ter HPV não significa necessariamente desenvolver a doença. Na grande maioria dos casos, o próprio sistema imunológico já elimina o vírus, assim como expurga uma gripe comum sem maiores complicações.
 
Estimativas apontam que cerca de 80% da população mundial terá contato com o HPV ao longo da vida, porém 90% desse percentual eliminará o vírus naturalmente. A parcela restante desenvolverá o câncer, pois ele depende também de outros fatores externos, como fumo, uso de anticoncepcionais e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis.
 
Prevenção
De acordo com a pesquisa feita pelo Ibope com 700 mulheres de seis capitais brasileiras e apresentada no lançamento da campanha, apenas 24% das que sabiam da existência do HPV associaram a vacina como forma de prevenção. Hoje, ela é considerada uma das formas de prevenção mais eficazes contra a doença. A imunização, no entanto, ainda não está amplamente disponível na rede pública, o que demanda um investimento financeiro relativamente alto para quem deseja se prevenir.
           
Outra forma muito eficaz de proteção é o uso do preservativo. Embora a camisinha não ofereça 100% de proteção contra o HPV, pois o contato do vírus com a pele levemente lesionada já é uma porta aberta, ela é uma ótima opção. Um sistema imunológico saudável também ajuda a aumentar as chances de evitar a doença, pois os anticorpos eliminam o vírus assim que ele entra em contato com o corpo.
 
A pesquisa revelou ainda que em 50% dos novos casos de câncer de colo do útero, a mulher nunca havia feito o exame de papanicolaou e 10% não haviam feito nenhum exame nos últimos 5 anos.
 
Um levantamento feito pelo presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), Garibalde Mortoza Junior, mostra que, mesmo na saúde privada, apenas 53% das usuárias se submetem ao papanicolaou.
 
Fonte iG