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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Anvisa suspende lote de sal de cozinha

A Anvisa proibiu a distribuição e comercialização do lote 286 do Sal Marinho Refinado Iodado da marca Zizo
 
O produto é fabricado pela empresa Refisa Indústria e Comércio Ltda e tem prazo de validade até 30/10/2016.
 
O Laudo de Análise Fiscal emitido pela Central de Saúde Pública do Estado de Santa Catarina (Lacen-SC) registrou resultado insatisfatório no teor de iodo do lote.
 
O documento revelou percentual inferior ao estabelecido pela Resolução RDC nº 23/2013. Essa norma dispõe sobre o teor de iodo no sal destinado ao consumo humano.
 
A medida está na Resolução nº 1699/2015, publicada nesta sexta-feira (12/6) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA 

Além de não fazer bem ao corpo, pesquisa mostra que comida 'fast food' tira o prazer da vida e gera ansiedade

Dados da Universidade de Toronto confirmam que essa alimentação faz mal à mente
 
Que hambúrguer, batata frita, cachorro-quente, coxinha, frango frito e tudo mais do cardápio “comida rápida” fazem mal à saúde todos já sabem. Os médicos não se cansam de alertar e, infelizmente, muitos insistem em comer ou fazer desse menu uma rotina perigosa. O que a maioria ainda não sabe é que o fast food rouba o prazer da vida, a alegria do dia a dia. E, não satisfeita em colocar em risco seu checape e contribuir com quilos e quilos a mais na sua silhueta, ela também prejudica sua mente e gera ansiedade.
 
Três estudos baseados em psicologia social e ciência da personalidade feita por psicólogos da Universidade de Toronto, no Canadá, constataram que quanto maior for o papel que os alimentos fast-food representam em sua vida, menos você desfruta dela. Os pesquisadores acreditam em consequências psicológicas: “a cultura de velocidade e eficiência pode significar que nos tornamos tão apressados e impacientes que já não somos capazes de desfrutar de nossas vidas, porque já não tomamos tempo para fazê-lo”.
 
Para o médico Fábio Cardoso, especialista em medicina preventiva, longevidade e antienvelhecimento, e mestre em medicina do esporte, a comida fast-food se encaixa em uma cultura que coloca um valor alto na eficiência. “Queremos fazer mais em menos tempo. E isso ocorre com tudo. As refeições não são mais um ritual. Em vez disso, podemos pegar o carro e ir ao drive-thru de alguma rede fast food”.
 
Fábio enfatiza que o estudo canadense destaca o alto grau de ansiedade que as pessoas estão incorporando no dia a dia. E não dá para ser feliz sendo ansioso. Pela pressa, as pessoas são levadas a tomar decisões rápidas em tudo, pessoais e alimentares, para acelerar a vida. Mas isso não vai gerar bem-estar e felicidade. “O que nos faz pensar: estamos indo cada vez mais rápido, mas para onde? E vale a pena?”
 
Fábio Cardoso, especialista em medicina preventiva, longevidade e antienvelhecimento, chama a atenção para o alto grau de ansiedade que as pessoas estão incorporando ao dia a dia.
 
Acelerado
O fast food é um símbolo desta sociedade acelerada, com informação científica envolvida. “O comer acelerado piorou a qualidade de vida, porque gera ansiedade. E não estou falando dos alimentos de pouca qualidade, caloria vazia e que traz doenças... Quem consome o fast food são pessoas ansiosas e não se encaixam nos critérios de felicidade traduzidos pelo estudo. Não relaxam, não são tranquilas e, consequentemente, são presas fáceis para a tristeza e a infelicidade”, enfatiza o médico destacando que, hoje, há dados em que o jovem do mundo passa 3 bilhões/horas por semana no videogame. Um garoto dos 8 aos 21 anos, nesse ritmo, já terá jogado 10 mil horas, o que, num treino sério, é o que se gasta para formar um atleta olímpico, diz ele. E tudo só piora, já que Fábio conta que, nos anos 1990, os jovens gastavam 12 segundos para perder o foco em algo. Hoje, estudos com faixa etária entre 16 e 18 anos comprovam que gastam de quatro a seis segundos.

Fábio Cardoso diz que o primeiro passo para fugir desse ciclo é a conscientização. É preciso tirar o pé. Fazer pelo menos três refeições por dia assentado à mesa, sem estar hipnotizado pela TV ligada, atento ao celular ou tablet e longe do computador. A ordem é relaxar, buscar a qualidade de 40, 50 minutos para se alimentar corretamente, sentindo o sabor e não em pé no balcão ou mesmo andando pelas ruas. “As pessoas estão perdendo o prazer porque têm dificuldade em relaxar. Meditação teria de ser matéria curricular, aprender a respirar, saber parar por alguns minutos e retomar o controle do bem-estar, a começar pelo café da manhã, almoço e jantar, no mínimo.”

O resultado

Embasado nos resultados dos três estudos, os pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, chegaram às seguintes conclusões:

Estudo 1 – questionário sobre nível de felicidade

Os pesquisadores testaram essa teoria de várias maneiras. Em uma delas, a meta era conseguir quase 300 pessoas para preencher o questionário de emoção, regulamentado e revisto pela Sociedade Canadense de Psicologia, de perfil emocional e níveis de felicidade. Esse questionário mede se a pessoa gosta de coisas agradáveis e qual o nível de felicidade. Os pesquisadores canadenses descobriram que os participantes pontuaram pior nos restaurantes de fast-food e nas suas imediações.

Estudo 2 – redução do gosto pela natureza

As pessoas se sentem melhor e mais felizes se são rodeadas pela natureza. Mesmo o simples fato de olhar fotos de árvores ou paisagens naturais aumenta os sentimentos de felicidade. Os canadenses foram capazes de confirmar esse efeito em um experimento, no qual 275 pessoas foram colocadas para olhar fotos da natureza. O efeito foi menor quando as pessoas tinham primeiro olhado fotos de hambúrgueres e batatas fritas.

Estudo 3 – efeito sobre a música

Os pesquisadores repetiram o Estudo 2 de outra forma. Em vez de mostrar fotos da natureza, colocaram as pessoas para ouvirem a ópera Flower Duet, de Lakme Leo Delibes. O grupo de pessoas para quem foram mostradas fotos de fast food antes de ouvir a música, gostou menos do que aquele que apenas ouviu a música. As pessoas que viram primeiro a fotos de fast food ficaram mais impacientes enquanto escutavam a música e sentiram que ela durou mais tempo do que as do segundo grupo. A peça durou apenas 86 segundos.

Conclusão
“Dada a prevalência dos símbolos de fast-food em nosso ambiente cotidiano, é fundamental entender melhor a sua influência. Como um símbolo onipresente de uma cultura impaciente, o fast food não só tem impacto sobre a saúde das pessoas físicas mas também pode moldar a sua experiência de felicidade de forma inesperada.”
 
Estado de Minas

Cremerj abre sindicância para apurar irregularidades em instituto de cardiologia

Foto/Reprodução
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu ontem (11) uma sindicância para apurar irregularidades no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac)
 
Desde o ano passado, o conselho acompanha a situação precária da unidade, que sofre com falta de insumos, medicamentos, recursos humanos e materiais para cirurgias cardíacas e vasculares. Além disso, recentemente houve a suspensão do pagamento das empresas responsáveis pela limpeza.
 
De acordo com o presidente do Cremerj, Pablo Vazquez, o conselho se reuniu em dezembro com então secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, e no mês passado com o atual responsável pela pasta, Felipe Peixoto, para cobrar soluções para os problemas do instituto.
 
“Nos reunimos com o secretário de Saúde e ele informou que o problema é de restrição financeira. Então, o governador deve estar priorizando outras áreas. Por causa disso, estamos abrindo uma sindicância, de modo a apurar especificamente a situaação do Iecac. Também estamos propondo uma ação judicial criminal contra o governador.”
 
Vazquez explicou que, na sindicância, serão cobrados esclarecimentos ao diretor do Iecac, "para verificar se o problema está na direção do hospital, na Secretaria de Saúde ou no governo". Ao mesmo tempo, o Cremerj recorrerá à justiça para responsabilizar o governador Luiz Fernando Pezão pela situação dos hospitais estaduais.
 
“Será uma ação criminal, porque ele está economizando dinheiro matando a população do Rio de Janeiro. Dei ordem ao Departamento Jurídico para que propusesse hoje mesmo a ação", explicou o presidente do Cremerj.
 
Pablo Vazquez afirmou que o problema atinge toda a rede estadual de saúde. Segundo ele, os contratos com as equipes de limpeza não estão sendo honrados, como o próprio governador admitiu ontem (10).
 
"Há desabastecimento de insumos e de manutenção de material. Também foi estabelecida uma linha de atendimento de infarto agudo do miocárdio, uma das principais causas de mortalidade da população mundial, brasileira e do Rio de Janeiro, e que não está sendo executada por problemas financeiros”. O Cremerj também recebeu denúncias de elevadores parados e cirurgias desmarcadas.
 
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a direção do Iecac informou que dois elevadores estão em funcionamento e foi solicitado à empresa responsável pela manutenção “o diagnóstico para reforma completa dos equipamentos”. Sobre as cirurgias, o instituto esclareceu que elas estão sendo remarcadas e que quatro procedimentos foram realizados hoje.
 
A SES informou ainda que a empresa responsável pela limpeza recebeu ontem um repasse e que o pagamento está sendo regularizado. Acrescentou que funcionários de outras unidades foram deslocados hoje para realizar o serviço de limpeza no Iecac. A secretaria garantiu que todos os pacientes estão sendo acompanhados pela equipe médica e negou falta de medicamentos ou insumos no instituto.
 
Agência Brasil

Nozes protegem contra morte prematura, diz estudo

Nozes protegem contra morte prematura, diz estudo Stock Photos/DivulgadosConsumo da oleaginosa representou redução de 23% no risco de morte
 
Se você tem o hábito de comer metade de um punhado de nozes a cada dia, pode estar reduzindo de modo significativo o risco de morrer prematuramente, segundo um estudo feito na Holanda.
 
Pesquisas anteriores já tinham estabelecido uma relação do consumo de nozes com a boa saúde cardiovascular, mas esta é a primeira vez que foram estudadas nozes específicas e seus efeitos no desenvolvimento de determinadas doenças.
 
Após dez anos de pesquisa, os cientistas da universidade de Maastricht concluíram que as pessoas que consumiram diariamente pelo menos 10 gramas de nozes ou amendoim tiveram um risco de morte 23% menor.
 
Entretanto, o estudo concluiu também que o consumo de pasta de amendoim (peanut butter) não traz nenhum benefício em termos de redução do risco de morte por conter níveis elevados de sal e de gordura trans.
 
O que tem de bom em uma noz?
— Ácidos graxos monoinsaturados e polinsaturados
 
— Vitaminas de diversos tipos
 
— Fibras
 
— Antioxidantes
 
— Outros compostos bioativos
 
O estudo analisou dados sobre a dieta alimentar e o estilo de vida fornecidos por 120 mil homens e mulheres holandeses de idades que variavam de 55 a 69 anos. Dez anos depois, os cientistas analisaram o índice de mortalidade do grupo. O risco de morte prematura causada por câncer, diabetes, doenças respiratórias e neurodegenerativas era menor entre o grupo que consumia nozes regularmente.
 
Os pesquisadores encontraram um risco 23% menor de mortalidade no período de 10 anos causada por todo o tipo de doenças, com uma redução de:
 
— 45% por doenças neurodegenerativas
 
— 39% por doenças respiratórias
 
— 30% por diabetes
 
Piet van den Brandt, líder do estudo publicado no International Journal of Epidemiology, disse que foi "impressionante notar uma redução significativa da mortalidade mesmo entre os que consumiam diariamente uma média de 15 gramas de nozes e amendoim."
 
Os pesquisadores acrescentam que o estudo levou em conta o fato de que normalmente os consumidores de nozes são também consumidores de frutas, verduras e legumes, e que as mulheres que têm hábito de comer nozes são geralmente mais magras. Segundo van den Brandt, os resultados foram ajustados de modo a refletir essa realidade.
 
BBC Brasil / Zero Hora

Internautas criticam campanha de remédio para aliviar cólicas menstruais

Mulheres questionam expressão “mimimi” para definir dores; agência diz que não teve intenção de minimizar ou ofender
 
Com o título #SemMimimi, a campanha da marca de analgésicos Novalfem, da empresa farmacêutica Sanofi, gerou polêmica nas redes sociais ao usar a expressão que pode ser definida como “frescura” ou “reclamação sem sentido” para ilustrar o que é sofrer de cólicas menstruais.
 
De acordo com o site Propmark, o laboratório quis criar uma campanha para mostrar que as mulheres não precisam abrir mão de nada por causa das dores. A ideia surgiu de uma pesquisa com dados do Conectaí, do Ibope Inteligência, que apontou que 75% das mulheres deixam de cumprir obrigações e 58% abrem mão de algo que gostam devido a cólicas menstruais, dores de cabeça e enxaquecas.
 
Protagonizado pela cantora Preta Gil, o vídeo foi tido como “desrespeitoso”, “equivocado” e “ofensivo” por usuárias das redes sociais, que alegaram que a dor não pode ser diminuída.
 
Nos comentários do vídeo oficial no YouTube, o Grupo de apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (Gapendi) escreveu que “o assunto não pode ser tratado como piada, com ironia”, uma vez que “mais e 7 milhões de brasileiras sofrendo com fortes cólicas menstrual, com declínio na qualidade de vida, com destruições de sonhos, adiamento de planos e tarefas”.
 
Na sua conta oficial do Facebook, a agência responsável pela campanha, Publicis, publicou uma nota de esclarecimento afirmando que o objetivo era “ajudar as mulheres que sentem dores leves e moderadas a conseguir manter a rotina e aliviar o desconforto, usando um tom leve para falar de um assunto sério”. Além disso, afirmaram que “em nenhum momento” tiveram “a intenção de minimizar as dores das mulheres ou de ofender quem sofre com doenças e problemas mais graves, para os quais a consulta a um médico é sempre aconselhada”.
 
Já a Sanofi afirmou que decidiu reavaliar a campanha após a polêmica. Mas não chegou a afirmar se ela será cancelada. Por meio de nota, a empresa disse que vai acatar as opiniões publicadas e que não pretendia subestimar o impacto das dores ou desrespeitar quem as sente. Além disso, explicou que a proposta da campanha foi abordar “de maneira mais leve, alguns desconfortos que as mulheres vivem”.
 
O Globo

Mercosul quer baixar preços e aumentar acesso da população a medicamentos

Países vão criar grupo de trabalho para reduzir valores e aumentar acesso a remédios
 
O acesso a medicamentos foi um dos temas de maior destaque na 37ª Reunião de Ministros do Mercosul, finalizada nesta quinta feira (11), em Brasília. Os países assinaram acordo prevendo a criação de um grupo de trabalho para estudar formas de reduzir valores e aumentar o acesso a remédios; principalmente os de alto custo. A conclusão do trabalho deve ser apresentada na próxima reunião do grupo, em setembro.
 
Nas reuniões políticas, os ministros da Saúde e seus representantes adiantaram algumas formas de baratear os remédios, como fazer compras em blocos de países, afirmou Arthur Chioro.
 
— Tomamos uma decisão política de criar uma plataforma comum de avaliação dos preços, qualificando um banco regional de preços, no âmbito do Mercosul; de estabelecer uma estratégia de aquisição de medicamentos de alto custo para doenças raras [de uso] comum [dos países], de tal maneira que possamos usar o poder de compra publica, o poder de escala com as empresas que produzem esse medicamentos, da maneira mais vantajosa para garantir o acesso aos usuários.
 
Em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira, Chioro disse que o acesso a remédios mais caros é um problema comum aos oito países que participaram da reunião, uma vez que a concorrência é baixa e muitas vezes a compra é pequena, o que pode tornar o valor mais alto ainda para países com pequena população. O ministro da Saúde da Argentina, Daniel Gollan, exemplificou que o valor de um remédio para hepatite B custa em seu país o dobro do que custa no Brasil, e cinco vezes mais do que custa no Peru.
 
O acordo também poderá possibilitar que um país compre medicamentos seguindo licitação feita por outro do grupo, o que pode precisar de alteração nas legislações dos signatários. Além disso, deve ser criada uma lista de poucos medicamentos prioritários para todos os países, de modo a que a compra possa ser feita pelo fundo estratégico da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). Este fundo é usado para a compra de medicamentos em larga escala, pela Opas, para os países da região. A previsão de orçamento para medicamentos no Brasil, em 2015, ultrapassa R$ 14 bilhões.
 
— Temos capacidade de, todos juntos, ganharmos no preço. O Brasil pode comprar mais barato do que compra, de os países ganharem muito na aquisição, e com isso garantir o acesso da nossa pupulação [a medicamentos] e evitar as estratégias que hoje se apresentam em todos os países, [caso] da judicialização como [artifício para] introduzir, de maneira critica, desorganizada muitas vezes, como estratégia comercial de novos medicamentos que sequer têm registros de segurança.
 
Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela, Bolívia, Chile, Uruguai e Peru também firmaram acordos políticos que mostram disposição em dar atenção às áreas de prevenção de mortes no trânsito, diminuição do sódio na alimentação, transplantes e diminuição de cesarianas – problemas comuns a todos.
 
R7