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sábado, 1 de outubro de 2011

Grávidas e bipolares

Elas enfrentaram os altos e baixos do transtorno psiquiátrico para iniciar uma família e estão indo muito bem

Quem já foi mãe costuma dizer que a gravidez é um período estranho, cheio de transformações, dúvidas, felicidades, anseios e uma pequena esperança crescendo na barriga. Os nove meses repletos de incertezas podem ser ainda mais críticos quando a futura mãe sofre de transtorno bipolar: além de administrar a ansiedade natural da espera, é preciso controlar a doença.

“Procurei uma psiquiatra e disse que queria ter um filho. A condição era que eu estivesse estável”, relata Adriana Di Matiello, 28 anos, diagnosticada com bipolaridade há sete. A meta era ambiciosa: um ano sem crises de depressão ou euforia, características da doença. Para chegar a esse estágio, foram necessários quatro anos terapia e mais de 90 caixas de remédio.

Superada a fase que Adriana acreditava que seria a mais difícil, ela passou a acalentar ainda mais a ideia um bebê. Chegou a engravidar, mas sofreu um aborto com apenas seis semanas de gestação. A notícia, já difícil para qualquer mulher, ganhou contornos ainda mais intensos sob a influência da bipolaridade.

“Para ver se melhorava, fui visitar minha irmã na Espanha e tive um surto muito forte de euforia. Cheguei lá e em18 dias gastei R$3.500. Antes de voltar ao Brasil, discuti com ela e entrei em depressão. Comecei a questionar a minha vida, achando que não merecia ter uma família, nem um marido tão bom”, relata.

Para não deixar o problema evoluir, Adriana voltou a tomar alguns medicamentos, considerados leves, e passou a sofrer com um dos efeitos colaterais mais desagradáveis: a insônia. Sem dormir o suficiente e cada vez mais cansada, ela exagerou nos comprimidos para dormir.

“Tomei oito em uma hora. Não tentei me matar, só queria descansar, mas perdi a noção do perigo, só queria dormir”, relata. O episódio fez com que ela voltasse a tomar remédios mais fortes, mas em doses mais baixas, que seriam suspensos caso ela engravidasse.

Foram mais dois anos de tentativas frustradas, até que Adriana descobriu que Beca estava por vir. “Durante uma semana, sonhei que estava grávida. Mas depois de tanto tempo, havia desistido de ter filhos e achei que estava sonhando porque deixava algo que queria muito.” O exame de sangue, no entanto, confirmou a previsão.

Tomar ou não os remédios
Após a confirmação da gravidez a gestante com transtorno bipolar precisa avaliar com seu médico qual será a estratégia para que os nove meses transcorram sem maiores problemas. Nem todas poderão abrir mão da medicação em função da saúde do filho, é preciso analisar com calma a relação custo-benefício.

“O uso ou não de medicamentos depende do profissional e do paciente. Tenho vários casos em que retirei a medicação, principalmente o lítio, porque ele aumenta as chances de malformação congênita (principalmente com relação ao coração)”, explica Helena Kalil, do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em geral, os medicamentos são suspensos nos primeiros três meses, quando o risco é maior para o feto. Depois desse período, dependendo da situação, eles podem ser restituídos, mas com muita cautela porque isso implicará na exposição do bebê aos efeitos dos medicamentos.

“Há certo risco para a criança, mas isso pode ser contornado. No entanto, se houver necessidade do remédio, a mulher deverá ser acompanhada bem de perto por um profissional, principalmente perto da data do parto”, recomenda Helena.

Além da medicação existem outras opções de tratamento. “A psicoterapia é uma grande aliada da mulher nessa fase”, aconselha. No caso de Adriana, o ‘repouso psicológico’ foi a solução ideal. “É como um isolamento dos momentos de estresse. Parei de trabalhar e evito me expor a situações que possam me deixar nervosa. Fico em casa, no meu cantinho”, relata.

Para Juliana Cavani, 27 anos, grávida de quatro meses e autora do blog Grávida e Bipolar, ter uma rotina é fundamental. “Sei dos meus limites e, por isso, tenho minhas estratégias. Ter horário me ajuda muito, planejo minha semana inteira. Desta forma, tenho mais concentração e controle.”

E se o caso for muito grave, o profissional pode indicar a eletroconvulsoterapia, que representa um risco menor para o bebê do que a medicação, afirmam os especialistas. Apesar das imagens negativas que rondam o imaginário coletivo com relação ao tratamento com eletrochoque, a psicobióloga explica que, nos dias de hoje, essa terapia foi revista e está mais branda. “Atualmente isso só é feito com anestesia e a pessoa não tem mais convulsão no momento do tratamento, o que diminui consideravelmente as possíveis complicações”, avalia.

Coisa de mãe ou de bipolar?
Além das ansiedades comuns a todas as mães, as bipolares têm uma dúvida em comum e que as acompanha durante boa parte da gestação: como distinguir quais os sentimentos normais e típicos dessa nova condição e quais os indícios de uma crise? “Tive uma fase de intolerância logo no início, mas não sabia dizer se estava me sentindo assim porque sou bipolar ou se era normal da gestação”, lembra Juliana.

A resposta pode ser desvendada pelos familiares. “Costumo pedir para o companheiro ficar atento, porque em geral é ele quem nota primeiro. Qualquer alteração relacionada a depressão ou euforia, o médico deve ser consultado o mais rapidamente possível”, diz Helena. Por isso, durante essa fase, uma boa conversa com o profissional de confiança é essencial.

“Muitas das preocupações são mais referentes a expectativa da chegada desse bebê do que sinal de um surto”, avalia.

Depressão pós-parto
Para mulheres bipolares a fase logo após o nascimento do bebê é um período perigoso. A chance de desenvolver depressão pós-parto é sete vezes maior do que em mulheres sem a doença. Surtos de psicose atingem 30% das pacientes. É comum que a mulher tenha de retornar aos remédios e não possa amamentar a criança. Mas nem todas as medicações são prejudiciais nessa fase, somente o lítio é fortemente contraindicado pela Associação Pediátrica Americana (APA). Carbamazepina e valproato, por exemplo, são classificados como compatíveis com a amamentação.

Outro ponto de atenção que pode levar à depressão nesse período é a falta de sono, comum nos primeiros meses do bebê, quando ele deve ser amamentado periodicamente. Adriana conhece bem essa situação. Nos três primeiros meses de vida de Beca, ela e o marido revezavam as horas de sono, uma imposição dela.

“Eu tinha medo de não acordar quando ela precisasse de mim e por isso não queria tomar os remédios e dormia pouco. Mas quando ia dormir, obrigava meu marido a ficar acordado”, recorda. O medo terminou no dia que Adriana, esgotada, colocou a bebê para dormir e adormeceu junto.

“Acordei no primeiro resmungo que ela deu. A partir daí, relaxei, voltei ao tratamento e a dormir junto com o meu marido”.

O peso da herança genética
Cerca de 50% dos bipolares têm algum familiar afetado pela doença, segundo dados da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB). “Os filhos têm 25% de chance de ter o transtorno se um dos pais o tiver e 50% a 75% se mãe e pai o tiverem”, afirma Ricardo Moreno, psiquiatra e coordenador do Grupo de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do HC-SP.

Juliana não tem receios de que o futuro filho tenha o mesmo problema. “Se nascer bipolar, vai estar numa boa casa, já que eu sei bastante sobre o assunto e vou poder ajudá-lo precocemente”, diz ela. Adriana engrossa o coro: “Sei o quanto é sofrido, mas acho que não seria tão ruim para ela como foi pra mim porque sei o que é a doença e vou estar ao lado dela, criando um ambiente de paz”, diz. Segundo os especialistas, estrutura
familiar e ambiente saudável podem proteger a criança e até impedir a manifestação da doença.

Fonte IG

Gestação de risco após transplante renal

Medo de complicações na gravidez é superado pelo desejo de ser mãe

Onoelma Cardoso do Nascimento, de 32 anos, vai ter o primeiro bebê no início de agosto, quando encerra uma gravidez de risco. Ela sofre de hipertensão arterial. Tem de 15% a 20% de chance de desenvolver pré-eclampsia e pode comprometer novamente o funcionamento de seus rins.

Para ela, nada disso assusta. Onoelma enfrentou um transplante renal em novembro de 2006, dois anos depois de perder um bebê por eclampsia (convulsão). Todo esse processo quase acabou com o sonho de ser mãe.

Foram necessários dois anos de recuperação até o médico permitir que ela tentasse engravidar, e mais um ano tentando ficar grávida. “Sabia que seria difícil, mas queria muito ter um filho”, afirma.

A história de Onoelma se confunde com a de outras mulheres atendidas no ambulatório de obstetrícia da Unifesp. São cerca de 20 gestantes que recebem acompanhamento todo ano, depois de se recuperarem de um transplante de rins.

Gravidez de risco, gestante feliz
“Apesar do risco, essas gestantes estão sempre alegres. Elas venceram desafios e estão realizando um sonho”, observa Nelson Sass, professor de obstetrícia da Unifesp e médico do ambulatório.

Muitas mulheres perdem a capacidade de engravidar quando estão tratando alguma doença grave do rim, que exija diálise.

“Sempre sobram resíduos no sangue da paciente e isso pode afetar a fertilidade, interrompendo a ovulação”, explica Sass.

O transplante, apesar de todo o risco envolvido no processo, é a esperança que elas têm de recuperar a capacidade renal e, com isso, engravidar.

A gravidez de uma paciente transplantada sempre será mais arriscada e perigosa. Isso porque 50% delas passam a ter hipertensão leve, fator de risco para pré-eclampsia. A própria pré-eclampsia também tem risco aumentado; enquanto a incidência é de 5% em gestantes, o índice salta para de 15% a 20% no grupo das transplantadas.

Além disso, as mulheres transplantadas têm risco aumentando de hemorragia e de infecção urinária. O transplante torna o organismo delas mais vulnerável e exposto aos riscos da gestação.

“A gestação sobrecarrega os rins, por isso é importante estar sempre atento”, recomenda Sass. A verificação do funcionamento dos órgãos é feita por um exame de creatinina na urina, que aponta se os rins estão filtrando corretamente o sangue.

História de luta
A maioria das pacientes do ambulatório de obstetrícia da Unifesp tem de 25 a 35 anos. Antes de chegar à sonhada gestação, elas já enfrentaram uma bela jornada em hospitais e centros de diálise.

A nefropatia costuma ser gerada por diabetes e lúpus (doença do sistema imunológico), entre outros problemas. No caso de Onoelma foram repetidas infecções que prejudicaram os rins. Mas ela só descobriu isso depois de ter a primeira gestação interrompida por eclampsia.

“Tenho pressão alta desde a adolescência, mas não sabia que estava com problema nos rins”, comenta.

Depois do diagnóstico, ela entrou na fila do transplante e esperou por cerca de um ano para tratar sua insuficiência renal. O rim é o segundo órgão mais transplantado do país, com 34.640 procedimentos realizados em 2009. Ele perde apenas para córnea, que registrou 40.110 transplantes no mesmo período, de acordo com o Ministério da Saúde.

São Paulo lidera o ranking de transplantes de rim, com 10.283 procedimentos realizados no ano passado. O estado é seguido pelo Rio de Janeiro, com 3.672 cirurgias e pela Bahia, com 3.089.

Casos sem solução
O transplante é a melhor solução para tratar a doença renal crônica, mas só é recomendado para 30% dos pacientes. Isso acontece porque, na maioria dos casos, a doença já deixou o organismo debilitado demais para enfrentar uma cirurgia.

“As principais causas da doença renal crônica são diabetes e hipertensão arterial. Muitos pacientes chegam ao tratamento já com vasos sanguíneos muito alterados, alto risco de doença coronariana e idade avançada. Não dá para submeter ao transplante”, explica o nefrologista Paulo Luconi, presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Diálise e Transplante.

Para essas mulheres, quase não há esperança de engravidar. “Elas têm alterações hormonais importantes que interferem na ovulação”, diz o nefrologista.

“É raríssimo engravidar quando se faz diálise, mas isso pode acontecer”, afirma. A chance é de 1 para 200. Se a mulher engravidar, há um risco muito elevado do bebê não nascer. “É uma situação muito complicada.”

Mas a chance de engravidar melhora bastante após o transplante renal, chegando a 1 para 50. O verdadeiro desafio está em preservar a saúde da mãe e do feto durante os nove meses de gestação.

Estudos realizados na Unifesp mostram que apenas 54% das transplantadas conseguem chegar ao nono mês de gestação, sem a necessidade de um parto prematuro. Apesar das dificuldades e dos números desfavoráveis, a Unifesp continua recebendo mulheres que não desistem do sonho de ser mãe. "Não foi fácil, mas está valendo a pena", conta Onoelma, faltando poucos dias para ter seu primeiro filho.

Fonte IG

Dieta ocidental pode elevar risco de problemas renais

Embutidos: dieta rica em carnes, gorduras e açúcares
 aumenta o risco de problemas nos rins
Alimentação rica em carne vermelha, gorduras e açúcar pode acelerar declínio das funções dos rins

Um novo estudo revela que a dieta ocidental – rica em carnes vermelhas e processadas, gordura saturada e açúcar– está associada a um risco maior de declínio das funções renais.

Pesquisadores americanos examinaram os efeitos de três padrões alimentares diferentes sobre as funções renais de 3.121 mulheres por um período de 11 anos. As mulheres eram participantes da pesquisa americana Nurses’ Health Study.

Os padrões dietéticos analisados foram o ocidental, o "prudente" (composto principalmente de verduras, frutas, grãos integrais e carnes brancas) e a dieta DASH – guia alimentar elaborado por autoridades de saúde norte-americanas para abaixar a pressão arterial enfatizando frutas, verduras e laticínios semidesnatados e com baixo teor de gordura saturada, gordura total e colesterol.

As funções renais foram avaliadas usando dois métodos diferentes: a taxa de filtragem glomerular (eGFR) – que calcula o percentual de filtragem do sangue pelos rins – e o teste de microalbuminúria, proteína urinária que sinaliza a presença de doenças cardíacas e inflamações.

No geral, as participantes do estudo apresentaram bom funcionamento renal. Mas, os pesquisadores constataram que a dieta ocidental estava associada a níveis mais altos de albuminúria e risco maior de declínio rápido de eGFR. O mesmo não ocorreu com as outras dietas.

O estudo foi publicado nas edições online e impressa de fevereiro do American Journal of Kidney Disease.

“Os rins são órgãos altamente vasculares, por isso não ficamos surpresos ao observar que a dieta ocidental, que já foi relacionada a um risco maior de doenças cardiovasculares, está também associada ao declínio das funções renais com o passar do tempo”, disse a Dra. Julie Lin, médica da divisão renal do Brigham and Women’s Hospital de Boston e principal autora do estudo.

“É interessante que esta descoberta, juntamente com outras pesquisas, aumenta as evidências de que a albuminúria, amplamente considerada um reflexo inicial de doenças vasculares, pode ser influenciada pela dieta”, ela complementou.

Fonte IG

Dieta rica em fibras pode prolongar a vida

Alimentação rica em fibras pode reduzir em 22% o risco de morte por doenças cardíacas e respiratórias

A constatação é de pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Segundo a equipe de pesquisa, as fibras também já foram relacionadas à redução do risco de desenvolver doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, diabetes e obesidade. Além disso, as fibras ajudam nos movimentos peristálticos e a baixar os níveis de colesterol, glicemia e pressão arterial. Os pesquisadores ressaltaram que elas também promovem a perda de peso e reduzem as inflamações.

“O mais recente Dietary Guidelines for Americans (guia alimentar lançado anualmente pelas autoridades de saúde norte-americanas) recomenda o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais ricos em fibras”, disse Yikyung Park, cientista do instituto e chefe da equipe de pesquisas que conduziu o estudo.

“As recomendações são de 15 gramas de fibras para cada 1.000 calorias alimentares ao dia. Nosso estudo está em conformidade com estas diretrizes, além de também sugerir que o consumo de fibras nutricionais está associado a índices mais baixos de mortalidade”, disse ele.

O relatório foi publicado na edição de 14 de fevereiro do Archives of Internal Medicine.

Para o estudo, a equipe de Park colheu dados de 388.122 homens e mulheres participantes do Estudo de Alimentação e Saúde do Instituto Nacional de Saúde – AARP, dos Estados Unidos. Como parte da pesquisa, os participantes preencheram questionários sobre seus hábitos alimentares.

A quantidade de fibras ingeridas diariamente pelos participantes do estudo variou de 13 a 29 gramas para os homens e de 11 a 26 gramas para as mulheres.

Durante os nove anos de acompanhamento, um total de 20.126 homens e 11.330 mulheres faleceu.
Os pesquisadores constataram que, durante os nove anos do estudo, os homens e as mulheres que consumiram mais fibras apresentaram probabilidade de morte 22% mais baixa que os outros participantes.

Além disso, o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares foi reduzido de 24% para 56% entre os homens que ingeriram mais fibras e de 34% para 59% entre as mulheres, constatou a equipe de Park.
Os pesquisadores ressaltaram que as fibras dos grãos, mas não das frutas, foram associadas à redução dos riscos de morte.

“Estudos anteriores se concentraram na relação entre a ingestão de frutas e as doenças cardiovasculares, mas poucos deles examinaram a relação entre as fibras alimentares e o risco de morte por outras causas. Nossa análise complementa as publicações sobre o tema, sugerindo que a ingestão de fibras está associada a uma probabilidade mais baixa de morte”, disse Park.

“O estudo fornece evidências que sustentam as diretrizes atuais, que recomendam um alto consumo de fibras”, disse o Dr. Frank B. Hu, professor de nutrição e epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard e um dos autores de um editorial da revista especializada.

“Os grãos integrais são a palavra de ordem”, disse a nutricionista e fisiologista Samantha Heller, que coordena o departamento de nutrição clínica do Centro de Cuidados do Câncer do Griffin Hospital, de Connecticut, ao comentar o estudo.

Pode ser que as pessoas cuja alimentação é rica em fibras – incluindo grãos integrais, verduras, frutas e castanhas – mantenham um estilo de vida mais saudável, praticando exercícios físicos e não fumando, do que aquelas que comem principalmente alimentos processados e poucas frutas e verduras, disse ela.

“Sendo assim, não seria ótimo se adotassem a medida simples de adicionar à dieta alimentos saudáveis, ricos em fibras, afastando assim doenças sérias como os problemas cardiovasculares, o câncer e o diabetes?”, sugeriu Heller.

Fonte IG

Brócolis e repolho podem proteger contra o câncer de cólon

Ter uma dieta composta por esses vegetais pode reduzir o risco de alguns tipos de câncer colorretal, de acordo com um novo estudo

Comer frutas e vegetais, e manter uma dieta da qual fazem parte alguns tipos específicos de verdura pode reduzir o risco de alguns tipos de câncer colorretal, de acordo com um novo estudo.

Eles também descobriram que o hábito de comer mais maçãs e vegetais amarelo-escuros estava ligado a um risco significativamente reduzido de câncer de cólon. O estudo será publicado na edição de outubro do Journal of the American Dietetic Association.

Pesquisadores australianos examinaram a dieta de 918 pacientes com câncer colorretal e de 1.021 pessoas sem histórico da doença e descobriram que o consumo de certos vegetais da família das brassicáceas, como brócolis, couve, couve-flor e repolho, por exemplo, parece reduzir o risco de câncer no cólon superior, enquanto uma alimentação rica em frutas e hortaliças (contando-se aí o consumo total diário de vegetais) reduz o risco de câncer na porção inferior do

“Frutas e vegetais foram extensivamente analisados em pesquisas nutricionais por sua característica protetora contra o câncer colorretal. No entanto, essa proteção tem sido objeto de debate, possivelmente por causa de efeitos diferentes em distintas porções do intestino grosso”, disse o pesquisador principal do estudo, Lin Fritschi, chefe do Grupo de Epidemiologia do Instituto de Pesquisas Médicas da Austrália Ocidental.

"Pode ser que parte da confusão sobre a relação entre a dieta e o risco de câncer se deu devido ao fato de que os estudos anteriores não levaram em conta o local do câncer [colorretal]. A replicação destes achados em grandes estudos pode ajudar a determinar se um maior consumo de vegetais é um meio para reduzir o risco de câncer no cólon”, concluiu Fritschi.

Fonte IG