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domingo, 22 de setembro de 2013

Dia mundial sem carro: Aproveite as vantagens de deixar o carro em casa

Sete vantagens de deixar o carro em casaDescubra os benefícios de movimentar mais o seu corpo
 
O carro representa, sem dúvidas, uma grande facilidade. Mas você já parou pra pensar o quão dependente ficou das quatro rodas?
 
Às vezes, mesmo para cursar um caminho curto, como ir à padaria ou à locadora, recorre-se a ele.
 
O resultado imediato é que você se movimenta pouco e o meio-ambiente fica mais poluído.

Por isso, conversamos com a pesquisadora de consumo sustentável Adriana Charoux, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), e com o consultor de sustentabilidade João Paulo Altenfelder, da SEI consultoria em São Paulo, que propõem um desafio: que tal diminuir o uso do carro a partir de hoje?
 
A seguir, conheça sete benefícios do uso racionado do automóvel.
 
Os especialistas garantem: a soma deles renderá uma melhor qualidade de vida para você e para o planeta. 
 
Aproveitar o tempo no transporte público - Getty Images1. Aproveitar o tempo no transporte público
Quando você está no volante, a atividade principal é prestar atenção no trânsito. "Ao adotar o transporte público ou, ainda, um taxi, você pode aproveitar seu tempo com outras atividades", explica a pesquisadora Adriana Charoux. Ler, ouvir música ou falar ao celular - hábito proibido se é você quem está ao volante - são só algumas delas. Além disso, em algumas cidades, como São Paulo, existem televisões instaladas tanto no ônibus quanto no metrô, que contam com programação educativa e informativa.
 
Compare e economize dinheiro - Getty Images2. Compare e economize dinheiro
Quem tem carro sabe que os gastos não são poucos. Entre as despesas, estão custos de combustível, manutenção, seguro, inspeção veicular, estacionamento e até o risco de multas, além do financiamento que é uma realidade para muita gente. Racionalizando o uso do veículo particular, usando mais transporte público, taxi ou buscando uma carona amiga, seu bolso agradecerá. Uma boa forma de enxergar isso é colocar no papel os gastos mensais que você tem com o seu automóvel e comparar com os gastos caso utilizasse outros meios de transporte.  
 
Não se preocupar com estacionamento - Getty Images3. Não se preocupar com estacionamento
Quem deixa o carro na rua, em geral fica preocupado com a segurança do veículo. E quem não quer perder tempo buscando uma vaga (ou não acha uma disponível), opta pelo estacionamento particular, mas tem que mexer no bolso. "Ao diminuir o uso do automóvel, além de reduzir gastos, você também reduz o estresse e a preocupação", diz João Paulo Altenfelder.
 
Mais envolvimento com as pessoas e com a cidade - Getty Images4. Mais envolvimento com as pessoas e com a cidade 
O carro particular funciona como uma fortaleza: vidros fechados e escuros, algumas vezes blindados. "Toda essa proteção acaba privando o motorista do convívio com outras pessoas e com sua própria cidade", aponta Adriana Charoux. Para a pesquisadora, o transporte público permite a interação com quem está ao redor e, ainda, traz maior consciência de cidadania, já que o indivíduo estará mais próximo da realidade de seu ambiente, em vez de ficar alheio a isso tudo dentro do carro.
 
Mexer o corpo e queimar calorias - Getty Images5. Mexer o corpo e queimar calorias
Quando você deixa o carro na garagem, é obrigado a movimentar mais as pernas seja para pegar um ônibus ou percorrer as distâncias a pé. Outra opção melhor ainda é fazer o trajeto de bicicleta. Saiba que passar uma hora pedalando pode queimar até 700 kcal. Se for de ônibus ou metrô, experimente saltar um ponto antes do seu destino final. Até mesmo as pequenas distâncias são importantes para combater o sedentarismo.
 
Aproveitar a companhia de uma carona - Getty Images6. Aproveitar a companhia de uma carona
Pode ser mais simples do que se pensa conseguir uma carona: basta haver comunicação. Muitas vezes, é possível ir de carona com aquela pessoa do seu trabalho que mora perto de você, ou até mesmo da faculdade. Fazendo isso, você evita o estresse da direção com uma boa conversa. E se for você que estiver dirigindo, procure dar uma carona, nem que seja de vez em quando.
 
Colaborar com o meio-ambiente - Getty Images7. Colaborar com o meio-ambiente
De todas as vantagens, com certeza, essa é a mais significativa. "O segundo maior fator de emissão de gases poluentes e causadores de efeito estufa no Brasil são as emissões veiculares, perdendo apenas para o desmatamento", justifica Adriana Charoux. Com menos poluição, teremos uma melhora na qualidade do ar e, logo, maior qualidade de vida. Estudos já ligaram a poluição à infertilidade masculina, ao nascimento de bebês prematuros e de baixo peso e até mesmo à arteriosclerose. 
 
Minha Vida

Cientistas australianos relacionam macrófagos com risco de câncer de mama

Durante a menstruação, imunidade da mulher fica mais baixa
 
Os macrófagos, as células do sistema imunológico, tem sua capacidade de defesa diminuída durante o ciclo menstrual das mulheres o que aumenta as possibilidades de se contrair câncer de mama, afirma um estudo divulgado nesta sexta-feira (20) na Austrália.
 
Testes com ratos de laboratório realizados por pesquisadores da Universidade de Adelaide revelaram que os macrófagos que se encontram nas mamas mudam sua função durante o ciclo menstrual. A pesquisadora Wendy Ingmar disse que "o que descobrimos é que nesse momento (da menstruação), a imunidade fica mais baixa".
 
— Devido à importância dos macrófagos para o funcionamento dos tecidos da mama, estes na realidade aumentam as probabilidades de que as células cancerígenas não sejam detectadas. Agora que identificamos esta janela de risco, o que nos resta saber é se podemos fechá-la e como prevenir que as mulheres contraiam câncer de mama.
 
Em julho, outra pesquisa da Universidade de Adelaide descobriu que a falta de macrófagos no sistema reprodutivo feminino pode ser a razão da infertilidade em algumas mulheres.
 
R7

Conheça alguns fatos interessantes sobre a pipoca

curiosidades-sobre-pipocaSe existe um alimento que é preferência da maioria das pessoas para acompanhar filmes e outros momentos de entretenimento, sem dúvida esse alimento é a pipoca
 
Além de ser o acompanhamento perfeito para diversas ocasiões, a pipoca tem o benefício da praticidade e agilidade que a torna ainda mais atraente, e mais, existem uma série de curiosidades a seu respeito que poucas pessoas conhecem, sobre os quais falaremos na sequência.
 
A Pipoca é uma ótima aliada para manter a saúde
De acordo com estudos recentes, que vão na contramão do que até a pouco tempo se acreditava, a pipoca tem se revelado menos vilã e vem sendo até mesmo recomendada em algumas dietas para quem deseja manter uma boa saúde, isso porque ela contem uma boa quantidade de antioxidantes como os Polifenóis essenciais a uma dieta saudável.
 
Os polifenóis são substâncias conhecidas por sua capacidade de combater células cancerígenas e prevenir doenças relacionadas ao coração, essa substancia, que é encontrada em frutas, chocolates, vinhos e alguns tipos de chá, foi observada também na pipoca em quantidades maiores até mesmo que em determinadas frutas.
 
Pipoca pode prevenir doenças
Por conter antioxidantes, a pipoca pode ajudar a prevenir o câncer como já mencionado, e ainda retardar o envelhecimento precoce de maneira mais eficaz até que as frutas, isso porque as frutas e verduras possuem cerca de 90% de água levando os antioxidantes à diluição enquanto que a pipoca por conter apenas 4% de água consegue concentrar melhor a distribuição da substância.
 
A casca da pipoca também é saudável
A casca da pipoca é a parte que poucas pessoas costumam saborear, entretanto, é essa a parte mais importante dela, principalmente por conter ali o maior percentual de fibras e polifenóis.
 
Pipoca tradicional X  micro-ondas
Apesar  da pipoca de micro-ondas possuir um preparo mais pratico evitando assim sujeiras pela cozinha, a pipoca tradicional é de longe a melhor opção levando em consideração os aspectos saudáveis.
 
A pipoca tradicional, preparada sem manteiga ou caramelo, possui cerca de 78 calorias em uma xícara, já a pipoca de micro-ondas na mesma quantidade possui cerca de 114 calorias, e isso se dá devido à quantidade excessiva de gordura contida no pacote para que haja melhor conservação. É importante ainda ressaltar que a quantidade de sódio contida na embalagem de pipoca de micro-ondas é também excessiva.
 
Pipoca não engorda
A pipoca tradicional não tem por si só o poder de fazer um indivíduo engordar se preparada com pouco ou nenhum sal, desde que consumida de maneira moderada. A ingestão diária recomendada para que não haja interferência na dieta é baseada em cerca de 20g de milho, isso sem lançar mão de temperos calóricos, como chocolate, caramelo, e outros.
 
Pipoca pode ser consumida diariamente?
Sim, é permitida a ingestão diária de pipoca, afinal, além de não influenciar diretamente no aumento do peso conforme já mencionamos, ela pode ainda contribuir para o bom andamento do intestino por conter fibras.
 
Pipoca em casa ou no cinema?
Essa é uma dúvida bastante recorrente entre aqueles que já se convenceram que de fato a pipoca em si não produz malefícios, e a resposta mais correta é, pipoca em casa. A pipoca do cinema geralmente possui quantidade excessiva de gordura trans que é um tipo de gordura consideravelmente maléfica capaz de a longo prazo auxiliar no entupimento de veias e artérias podendo até mesmo causar complicações cardíacas.
 
Além disso a pipoca consumida em cinemas em sua grande maioria é também acrescida de temperos e outros elementos capazes de dar o inconfundível e deveras tentador sabor, o que também não é recomendável a quem deseja estar sempre em dias com a saúde mantendo uma dieta equilibrada.
 
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Ministério da Saúde libera R$ 11,280 mi para programas de desnutrição infantil

Recursos são distribuídos de acordo com a avaliação das metas
pactuadas para este ano
Municípios de São Paulo, Acre, Pernambuco, Roraima e Piauí foram contemplados
 
O Ministério da Saúde liberou recursos da ordem de R$ 11,280 milhões para custeio aos municípios participantes da Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil.
 
Segundo Portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20), os recursos são distribuídos de acordo com a avaliação das metas pactuadas para este ano.
 
Foram contemplados municípios dos Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

R7

Golden Cross deixa de operar planos individuais

Após ter limitado a venda de novos planos de saúde familiares e individuais, a Golden Cross deixou de vez este mercado.
 
A companhia vendeu toda sua carteira deste tipo de plano, tanto médicos como odontológicos, para a Unimed-Rio. A operação foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), após ter sido validada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

A partir de 1º de outubro de 2013, todos os cerca de 160 mil clientes pessoa física da Golden Cross passam a ser atendidos automaticamente pela Unimed-Rio. Com a movimentação, a Unimed-Rio informou que superará a marca de 1 milhão de clientes de planos de saúde. A venda inclui planos em todo o território brasileiro, não apenas no Rio de Janeiro.

Em junho, a Golden Cross já havia decidido restringir a comercialização dos planos individuais apenas a canais próprios e não vender mais via corretoras. Em nota, a empresa informou que "a iniciativa faz parte da estratégia de negócios adotada nos últimos três anos de focar nos segmentos empresariais, incluindo a odontologia, que proporcionou um crescimento acima de 20%".

Segundo informou, em texto, o presidente da Golden Cross, João Carlos Regado, a companhia estará pronta para fazer novos investimentos e concentrar esforços nos processos de venda e atendimento aos clientes coletivos.

A Golden Cross comunicou que continua a atender cerca de 800 mil clientes pelo Brasil e espera retomar a marca de 1 milhão de beneficiários nos próximos três anos, o que representa um crescimento de 10% ao ano.

As condições contratuais dos clientes serão mantidas. Cirurgias e tratamentos já em andamento ou agendados, a área de abrangência geográfica dos planos e suas datas base de reajuste serão respeitados e mantidos, segundo informaram as companhias.

Planos individuais
Também em junho, a Amil parou de vender planos individuais. A empresa continua operando, porém, com os planos que já tinham sido contratados anteriormente. O movimento segue os passos que SulAmérica, Bradesco Saúde e Porto Seguro deram no passado. Este tipo de plano costuma ter custos mais elevados para as operadoras do que os coletivos. Além disso, a ANS impõe um limite aos reajustes das mensalidades neste segmento.
 
Estadão

Pai descobre sozinho mutação genética que afeta sua filha

É comum se dizer que os pais conhecem seus filhos melhor que ninguém. Mas Hugh Rienhoff chegou ao extremo de conhecer até mesmo os genes de sua pequena Beatrice.
 
Insatisfeito com os diagnósticos que recebeu dos médicos sobre sua filha, que nasceu há 9 anos com um distúrbio raro, Rienhoff, um empresário do ramo de biotecnologia, decidiu resolver o problema com as próprias mãos.
 
Após quase uma década de exames clínicos, consultas com especialistas e até testes de DNA caseiros com equipamentos usados, ele publicou em julho deste ano um ensaio científico na revista americana Medical Genetics, em que descreve em detalhes o que ele assegura ser o problema de seu filha: uma mutação em um gene essencial para o crescimento normal dos músculos.
 
No processo, a julgar pela maneira como foi descrito em matérias médicas, esse pai de três filhos se transformou em um exemplo do que se pode conseguir na biologia em termos de 'faça você mesmo' (veja quadro abaixo).
 
Mas, em entrevista à BBC Mundo, Rienhoff garante que prefere manter um perfil discreto e confessa que não pode descansar: ainda que tenha descoberto o que sua filha tem, ele agora precisa entender como a doença se desenvolve.
 
Enigma
Desde antes do nascimento de Bea, o mundo de Rienhoff já girava em torno de doenças raras. Ele estudou genética clínica nos anos 1980, mas se concentrou profissionalmente em empresas biotecnológicas, algo que lhe permitiu obter contatos que se provariam valiosos.
 
Com a chegada de sua filha, em 2003, ele estava treinado para notar que havia algo estranho: o bebê custava a ganhar peso, tinha uma mancha no rosto e suas pernas eram desproporcionalmente longas.
 
Mas os médicos não tinham um diagnóstico convincente, e Bea passou a ser um entre centenas de bebês que nascem a cada ano com um distúrbio não-identificado.
 
Reinhoff decidiu, então, usar sua experiência para desvendar esse enigma pessoal e doloroso. Assim nasceu um projeto que, em certa medida, passou a definir sua carreira.
 
Genoma familiar
Com a ajuda de colegas, extraiu o DNA de sua filha e, graças a equipamentos usados que comprou por US$ 2 mil em sites como eBay e instalou em casa, ele amplificou esse material genético para que um laboratório pudesse analisar as cadeias do DNA.
 
Com o resultado em mãos, copiou a sequência inteira em um documento de Word e comparou cada fragmento com o que encontrou do Projeto do Genoma Humano.
 
No entanto, logo percebeu que a empreitada era grande demais e decidiu dar publicidade ao seu projeto, dando conferências, criando sites na internet e concedendo entrevistas.
 
E conseguiu o apoio de uma organização dirigida por um velho amigo - a qual pôde, em escala maior, sequenciar os genes necessários de Bea e seus parentes e, assim, todo o genoma familiar.
 
Essa análise foi crucial para que, após muitas idas e vindas, Rienhoff pudesse chegar a uma conclusão científica preliminar: uma mutação em um gene associado a uma síndrome de pouca massa muscular.
 
'Foi um momento emocionante, porque eu suspeitava que esse gene poderia estar na família, e isso se provou correto', disse ele à BBC Mundo.
 
Dilemas
Mas a jornada foi um 'vaivém de emoções', porque a princípio ele não sabia o que ia encontrar.
 
'Temia que fosse uma mutação conhecida e que o destino (de Bea) estivesse traçado', confessa.
 
Sobre os risgos e dilemas inerentes de fazer ciência com base em sua própria filha, Reinhoff acha que não tinha opção: se ele tinha a habilidade de investigar o que acontecia com Bea, não poderia simplesmente esperar que seu problema fosse eventualmente tema de uma pesquisa científica.
 
Ele contou com a ajuda de outros especialistas. Por questões éticas e de parentesco, a publicação científica do Hospital Johns Hopkins, nos EUA, diz que ele nunca tirou sangue de Bea nem realizou procedimentos diretos na menina.
 
Ele também diz que não publicou seus resultados em busca de satisfação pessoal - mas sim porque ainda há investigações a fazer e porque são necessários mais casos para entender melhor a mutação.
 
E, além disso, para entender como será a vida de Bea daqui para frente.
 
'O que eu realmente queria saber é qual a história natural disso', afirma Rienhoff. Para tal, é preciso estudar outros pacientes e - seu próximo passo - investigar a mesma mutação em camundongos de laboratório.
 
Enquanto isso, ele se diz satisfeito de ter identificado o gene e sua variante. Agrega que sua filha está bem de saúde e tem sorte de não ser portadora de doenças vasculares graves - hipótese que chegou a ser contemplada pela família.
 
E o quanto ela entende a respeito do que passa ao seu redor?
 
'Ela não sabe muito', afirma Rienhoff. 'Mas ela está feliz que vai ganhar um camundongo!'
 
BBC Brasil/R7

Advogado com câncer consegue na Justiça tratamento em hospital particular

Divulgação/Facebook Gabriel Massote Pereira
Família vendeu casa e carro para pagar tratamento
Plano de saúde havia negado atendimento e família teve que desembolsar mais de R$ 320 mil
 
O advogado Gabriel Massote, 29 anos, conseguiu na Justiça que seu plano de saúde cubra a internação e a cirurgia em um hospital particular. Massote, que sofre de leucemia, gravou um desabafo enquanto estava internado em um hospital de Goiânia, Goiás. O vídeo gerou comoção e indignação entre os internautas.
 
Na última quinta-feira (19), a Justiça divulgou um parecer obrigando a Unimed-GO a pagar todas as despesas com o transplante de medula óssea e o tratamento no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.
 
Massote pagava o plano de saúde desde 2006. Em 2011, descobriu que estava com leucemia, mas o plano de saúde se negou a pagar o tratamento. A mãe do advogado vendeu a casa e o carro para cobrir os custos.
 
Em uma primeira ação judicial movida pela família contra a Unimed-GO, a empresa foi obrigada a reembolsar os R$ 320 mil gastos com a internação. Na decisão liberada na quinta-feira, o plano é obrigado a pagar o restante do tratamento no Hospital Sírio-Libanês.    
 
A Unimed-GO alegou que o hospital não fazia parte da rede credenciada pelo plano.  
 
Assista ao vídeo:



R7

Poluição atmosférica deprime e reduz capacidade de aprender

Em estudo, ar poluído, semelhante ao das grandes cidades como
 São Paulo, deixou camundongos com dificuldade de aprendizado
 e com comportamento depressivo
Após dez meses de exposição a poluição, camundongos apresentaram alterações em área cerebral ligada ao aprendizado e à depressão
 
A poluição provoca danos na capacidade de aprendizado, além de resultar em comportamentos depressivos. O estudo da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que camundongos expostos a 10 meses de poluição apresentaram alterações nos neurônios do hipocampo, área do cérebro ligada ao aprendizado e à depressão. O problema não para por aí: estas alterações podem contribuir para o aumento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Estudos anteriores já haviam mostrado que a poluição afetava o cérebro de camundongos. Testes realizados por um período de 10 semanas apresentaram alterações no hipocampo dos animais, no entanto este é o primeiro a medir os efeitos no longo prazo - foram 10 meses de pesquisa - e a relacioná-los com a depressão.
Os pesquisadores do estudo acreditam que a exposição a partículas de poeira e gases estufa induz a baixo níveis, porém prolongados, de inflamações no cérebro. Tanto em humanos como em roedores, danos na capacidade cognitiva e depressão estão frequentemente relacionados com alterações no hipocampo.
“É uma coisa que precisamos pensar a respeito. Isto é muito sério. A poluição das cidades provoca não só problemas cardiorrespiratórios como também alterações no cérebro”, disse ao iG Laura Fonken, do departamento de neurociência da universidade de Ohio e autora do estudo publicado no periódico científico Molecular Psychiatry. As partículas de poluição que os camundongos respiraram é a mesma encontrada em grandes cidades da China e Índia. O nível de poluição, igual a 2.5μm simula o ar encontrado em metrópoles de países em desenvolvimento, como é o caso de São Paulo.
Para que se medissem os efeitos da poluição na vida dos camundongos, 21 machos foram divididos em dois grupos. Um permaneceu em ambientes com alta concentração de poluição, o grupo controle ficou em ambiente com ar puro. Os animais eram expostos à poluição seis horas por dia, cinco dias por semana ao longo de dez meses.
 
Deprimidos e confusos
Após os dez meses de estudo, foram aplicados dois testes clássicos para avaliar a capacidade de aprendizado e a memória, além de comportamento depressivo.

Os camundongos foram colocados em uma espécie de roleta tampada onde apenas um orifício que permitia que ele escapasse dali. Os dois grupos de camundongos foram treinados por quatro dias para conseguir sair do labirinto, mas houve uma grande diferença no resultado entre os animais expostos ao ar puro e os expostos a poluição.
Os camundongos expostos à poluição tiveram mais dificuldade de encontrar o buraco por onde poderiam escapar durante os treinamentos. “Isto sugere que houve danos na capacidade de aprendizado”, disse Laura. Eles também facilmente se enganaram e tentaram escapar pelos buracos falsos. “Durante a prova final, eles também passaram menos tempo perto do buraco correto, o que indica problemas de memória”, disse.
Para analisar o comportamento depressivo, os camundongos foram colocados em uma bacia de água. Em testes como estes, geralmente os animais nadam fortemente no início, procurando escapar. Só após um tempo, eles desistem e começam a boiar. O aumento do tempo em que o animal bóia significa falta de esperança. “No estudo, não só os camundongos expostos a poluição ficaram mais tempo boiando como não foram tão vigorosos quando nadaram”, disse.
 
iG

Doenças associadas à poluição do ar são similares às do cigarro

Exposição à poluição durante a gravidez aumenta chances de
 criança nascer com autismo
Professor da USP alerta que embora o efeito da poluição seja em menor grau que do cigarro, ela afeta mais pessoas
 
Recentemente uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que mulheres expostas a altos níveis de poluição têm duas vezes mais chance de ter filhos com autismo do que aquelas que não sofreram exposição. Com o resultado do trabalho, feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, o autismo se soma à lista de males à saúde causados pela poluição.
 
“Sabe aquela lista de doenças que você vê estampada nos maços de cigarros como infarto, acidente vascular cerebral, câncer de pulmão, complicações na gravidez. Então todas elas a poluição também causa, porém em uma escala menor”, afirmou ao iG Paulo Saldiva, professor de patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Laboratório de Poluição Atmosférica da mesma instituição.
           
Saldiva alerta, no entanto, que embora seja em menor grau, os efeitos da poluição afetam mais pessoas. “A questão é que no Brasil 10% a 15% da população é fumante. No caso da poluição do ar todo mundo está exposto. Ninguém escapa”.
 
Atualmente consequências da poluição do ar como doenças cardiorrespiratórias e câncer do pulmão são responsáveis por 4.655 mortes na cidade de São Paulo, segundo o estudo Avaliação do Impacto da Poluição Atmosférica no Estado de São Paulo Sob o Ponto de Vista da Saúde do Instituto Saúde e Sustentabilidade, que será publicado no dia 23 de setembro. “Este número é três vezes maior do que o de as 1.556 mortes causadas por acidente de trânsito no mesmo período”, afirmou ao iG Evangelina Vormittag, médica e diretora-executiva do Instituto Saúde e Sustentabilidade.
 
A estimativa do estudo é que a poluição seja responsável pela redução de 1,5 anos de vida na região metropolitana de São Paulo, com um custo que varia, dependendo da metodologia utilizada, de centenas de milhões de reais a até mais de um bilhão por ano. “A solução é mais transporte público e a substituição da frota a diesel. Ela é 10% do total de veículos e gera 50% da poluição”, afirmou Saldiva. Ainda segundo dados da pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade, caso todos os ônibus a diesel passassem a usar etanol, haveria redução de 4.588 casos de internação hospitalares e 745 casos de morte por ano, o que equivale à diminuição dos gastos públicos em US$ 1,4 bilhão por ano.
           
Se nada for feito, porém, a situação só tende a piorar. Segundo relatório da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), a poluição por material particulado e ozônio será a principal causa de morte relacionada ao meio ambiente no mundo até 2050, caso providências não sejam tomadas. “O problema é que nos ensinaram a vida toda que o transporte público não funciona então a mensagem acaba sendo: vá de carro”, afirma Saldiva.
 
Pode-se, porém, mitigar um pouco as consequências da poluição com atitudes razoavelmente simples. “Uma pessoa que vá de bicicleta e outra de carro, por exemplo, de casa para o trabalho. É melhor ir de bicicleta, pois irá respirar menos poluição.”, afirmou Saldiva. A explicação é simples: o carro é um local fechado que dificulta a dispersão dos poluentes enquanto na bicicleta, além da maior dispersão, o tempo de deslocamento acaba, em geral, sendo menor.
 
Fazer exercícios em meio a poluição, como caminhar ou correr em uma grande avenida, pode parecer um contrassenso, mas, no final, é melhor do que não fazer atividade física nenhuma. “Os benefícios para a saúde superam os riscos de se respirar o ar poluído. Agora se puder correr ou andar em um local com menos movimento de carros é melhor.”, explicou Saldiva.
 
Evitar os males causados pela poluição em uma cidade como São Paulo, a maior do Brasil, é complicado. “Individualmente é muito difícil. E, se a pessoa estiver entre as camadas menos favorecidas, vai respirar mais poluição, pois geralmente mora longe do trabalho e não pode re-escalonar o horário de trabalho.”, afirmou Saldiva. E completou: “De forma geral, o que, em tese, você poderia fazer para melhorar as suas condições em relação à poluição a sua genética já fez por você, dando uma maior resistência ou não”.

iG

Especialistas defendem educação sexual contra pornografia

BBC
Internet tornou mais fácil o acesso de material pornográfico por
 crianças e adolescentes
Para professora da Universidade de Middlesex, educação sexual abre espaço para questões e reduz apetite por material explícito
 
Pais sempre se preocuparam com a possibilidade de seus filhos acessarem material e imagens inapropriados na internet, mas a popularização dos smartphones e dos tablets significa que os pais têm cada vez menos controle sobre as atividades online dos filhos.
                           
No que se refere às atitudes dos adolescentes diante da pornografia online, a educação sexual na escola seria a chave para afastá-los do risco?
 
A especialista Miranda Horvarth, professora de psicologia da Universidade de Middlesex, na Grã-Bretanha, e autora de um recente estudo sobre o tema, acredita que sim.
 
Para ela, a educação sexual nas escolas seria um primeiro passo fundamental para fazer com que as crianças falem mais sobre sexo e relacionamentos, o que poderia reduzir o apetite delas por materiais sexualmente explícitos.
 
Segundo a pesquisa coordenada por Horvarth, a pornografia influencia as atitudes dos adolescentes em relação ao sexo e aos relacionamentos e pode levar os jovens a se iniciar sexualmente mais cedo.
 
A pesquisa mostra que meninos e jovens do sexo masculino procuram pornografia muito mais que as meninas e as jovens do sexo feminino. As mulheres têm mais chances de serem expostas à pornografia de forma não intencional.
 
As motivações para acessar conteúdo pornigráfico incluem curiosidade, prazer, influência dos pares e como fonte de informação.
 
Espaço para questões
Horvarth diz que a chave para evitar a influência negativa da pornografia é prover às crianças e aos adolescentes um espaço para que eles formulem questões sobre pornografia e falem sobre suas experiências.
 
"Os jovens têm muito a dizer sobre o tema", diz. Segundo ela, as aulas de educação sexual "não deveriam fazer juízo de valor".
 
Mark Limmer, professor de Saúde Pública na Universidade de Lancaster, também na Grã-Bretanha, concorda que a educação sexual e de relacionamentos nas escolas poderia passar mensagens positivas sobre sexo.
 
"Precisamos que as crianças e os jovens entendam que o sexo tem lugar em um relacionamento, que é prazeiroso e íntimo. As escolas deveriam adotar uma perspectiva saudável sobre isso", diz.
 
"De certa forma, estamos sempre dizendo às crianças: 'Não faça isso'... Deveríamos ajudá-las e apoiá-las em vez de dizer não faça isso", afirma.
 
Ele sugere que meninos e meninas podem ser atraídos para a pornografia se suas questões sobre sexo e relacionamentos não são respondidas na sala de aula, da mesma maneira que mensagens fortes sobre o fumo podem estimulá-las, ao invés de desestimulá-las, a provar o cigarro.
 
Ele diz que isso deveria começar com aulas sobre igualdade de gênero na pré-escola e com conversas diferentes sobre sexo.
 
"Se acertamos com isso no começo, as conversas depois ficam mais fáceis", diz Limmer.
 
Partes do corpo
Lucy Emmerson, da ONG Sex Education Forum, diz que "aprender sobre essas questões pode dar condições aos jovens de estar mais no controle e reduz as chances de que eles procurem respostas sobre sexo e relacionamento em outros lugares".
 
Em sua opinião, tudo deve começar ensinando às crianças de escolas primárias os nomes corretos das partes de seus corpos, para que os adultos possam se sentir mais confortáveis em conversar com elas sobre isso.
 
As crianças deveriam então aprender sobre o que é legal e o que é ilegal e também sobre os perigos de atitudes como o chamado "sexting" - o envio de mensagens e imagens explícitas por telefones celulares.
 
"É muito importante ser proativo. Não podemos esperar que eles encontrem pornografia. Em vez disso, é melhor conversar sobre o assunto abertamente", diz,

iG

Crianças que sofrem bullying desenvolvem sintomas físicos, diz estudo

Pais devem encontrar tempo para observar e conversar com seus
 filhos para descobrir se algo está errado
Pesquisa aponta que vítimas de abuso frequentemente relatam sentir dor de cabeça, de estômago, tontura e dificuldade para respirar, entre outras queixas
 
Crianças vítimas de intimidadores muitas vezes relutam em denunciar os abusos. Mas pais e professores atentos podem perceber sinais de possíveis agressões, como aponta uma nova pesquisa. Segundo o estudo italiano, alguns sintomas físicos frequentes e inexplicáveis ​​são comuns em quem sofre bullying. 
 
A pesquisa reúne dados de 30 estudos que analisaram cerca de 220 ​​mil crianças em idade escolar de 14 países. Quando examinados em conjunto, os estudos mostram que crianças maltratadas são duas vezes mais propensas a relatar que se sentem mal ou doente, mesmo quando não há explicação óbvia para seus sintomas, do que aquelas que não sofrem bullying.
 
Dores de cabeça, de estômago, nas costas, no pescoço ou dor no ombro, tontura, dificuldade para respirar, músculos tensos, náuseas, diarreia e incontinência urinária estão entre as queixas mais comuns.
 
"Os resultados deste estudo sugerem que qualquer sintoma físico recorrente e inexplicável pode ser um sinal de alerta no caso do bullying", disse o autor da pesquisa Gianluca Gini, professor assistente de psicologia do desenvolvimento na Universidade de Pádua, na Itália. O estudo foi publicado no periódico “Pediatrics”.
 
Perguntas certas
Mas afinal, quando uma dor de cabeça é apenas uma dor de cabeça e quando é um grito de socorro?
 
Especialistas dizem que prestar atenção e fazer as perguntas certas normalmente ajuda os pais a descobrir a verdade.
 
"As crianças não falam facilmente sobre suas experiências de bullying", disse Gini, mas perguntar se elas se sentem seguras na escola, às vezes, é uma boa maneira de levá-las a se abrir, por exemplo.           
                          
Prestar atenção nos momentos em que as queixas são feitas também pode ajudar a detectar possíveis abusos. "Muitas crianças se recusam a ir para a escola. Essas dores de cabeça e de estômago aparecem antes de tocar o sinal da entrada ou dentro do ônibus escolar e depois desaparecem como em um passe de mágica", disse Marlene Snyder, membro do corpo docente do Instituto da Família e da Vizinhança, na Universidade de Clemson, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Crianças vítimas de bullying também pode parecer tristes ou deprimidas ou simplesmente mudar seu comportamento, disse Marlene.
 
"Acho que a primeira coisa que pais e professores podem fazer é encontrar tempo para observar e conversar com as crianças para saber quando algo está diferente", disse Marlene, que não faz parte da equipe responsável pela pesquisa. "Faça perguntas para seu filho. Por exemplo: ‘como foi o seu dia?’ ou ‘com quem você comeu seu lanche hoje?’”, ensina.
 
Essa rotina de perguntas pode ser mais fácil de ser feita com crianças menores, mas adolescentes são mais arredios. Ela aconselha: "Os pais devem ficar de olho em como anda a relação do filho com os amigos. Eles não se telefonam mais? Estão com medo de checar suas mensagens de texto? Pais atentos podem perceber indícios de que algo está errado em muitas atividades do dia a dia”.
            
Delas

Melhor forma de combater uso de álcool na adolescência é o diálogo com os pais, dizem especialistas

Rio de Janeiro – Bem aceito por boa parte da sociedade, legalizado e promovido pela publicidade, o consumo de álcool deve ser tema de conversa entre pais e filhos, defendem especialistas. Eles acreditam que é a melhor forma de combater o uso durante a adolescência. O tempo certo para a conversa, no entanto, é variável e depende de cada família.
 
"É bom que não seja depois dos 12 anos, que é a idade em que muitos têm o primeiro contato com o álcool, mas é claro que a necessidade de aconselhar a criança depende do grau de exposição à bebida. Tudo depende do contexto. Se a criança começa a ser exposta ao álcool mais cedo, vendo as pessoas e os próprios pais beberem, isso tem que ser conversado", argumenta a professora do departamento de medicina preventiva da Universidade Federal de São Paulo Zila Sanchez, integrante do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas.
 
No 6º Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio das Redes Pública e Privada, nas 27 capitais brasileiras, com dados de 2010, os pesquisadores do centro de pesquisa constataram que a idade média do primeiro contato com as bebidas alcoólicas é 13 anos.
 
Foram ouvidos 50.890 estudantes, e 15,4% dos que tinham entre 10 e 12 anos declaram que tinham consumido álcool no ano da pesquisa. A proporção sobe para 43,6% entre 13 e 15 anos, e para 65,3% entre 16 e 18 anos. De todo o universo pesquisado, 60,5% dos estudantes declararam ter consumido álcool. A taxa foi maior entre os alunos das escolas privadas (65%) do que entre os das públicas (59,3%). Mais que um quinto dos estudantes (21,1%) tinha consumido álcool no mês da pesquisa.
 
Outro estudo, divulgado pela companhia cervejeira Ambev mostra que 33% dos pais brasileiros não conversam com os filhos sobre o consumo de álcool, apesar de 98% dizerem que consideram importante. Entre os 11 países pesquisados, o Brasil só fica na frente da Ucrânia (34%) e da China (53%). Na Alemanha, apenas 15% dos pais disseram não ter falado.
 
Quase metade dos pais brasileiros, que disseram não ter tocado no assunto, consideram que o filho é muito novo para isso (48%), apesar de a idade média que os entrevistados consideraram a ideal para a conversa ser 9 anos. Vinte e dois por cento disseram não saber como tocar no assunto, 15% afirmaram confiar nos filhos e 9% alegaram que acham estranho ou têm vergonha de conversar sobre isso.
 
"Geralmente eles mesmos consomem e até de forma exagerada. É difícil falar de uma coisa que você faz, às vezes, na frente dos filhos. Os pais que não consomem de maneira abusiva na frente dos filhos, os protegem do consumo. É uma questão de avaliar o quanto você está expondo seu filho. O ideal é que não consuma, mas, se consumir, é importante deixar claro que é bebida de adulto", diz Zila.
 
A professora chama a atenção para o fato de a porcentagem de jovens que consomem bebida alcoólica ter caído entre as duas pesquisas do centro de informações sobre drogas. Em 2004, eram 41,2% os estudantes de 10 a 12 anos que tinham consumido álcool, percentual que caiu para 27,9%. Para Zila, a queda é resultado de políticas públicas e conscientização, mas é preciso maior convencimento sobre o problema, uma vez que o consumo excessivo tem crescido.
 
"A queda é uma questão de políticas públicas e maior controle, mas o aumento do consumo em grande quantidade tem mais a ver com uma cultura que tolera a embriaguez, e que a favorece. Ela é estimulada de várias formas, como em músicas e festas", diz a pesquisadora. Ela recomenda que os pais sejam presentes na vida dos filhos para acompanhar essa questão. "A melhor forma que os pais têm de conhecer os hábitos e os ambientes que o filho frequenta é levando-o a festas e casa dos amigos e buscando-os. Assim ele sabe se o local vai ter álcool, quem está lá, e em que estado o adolescente volta para casa".

Agência Brasil