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terça-feira, 4 de março de 2014

Exército do Egito anuncia cura da aids perante ceticismo de cientistas

Cairo, 3 mar (EFE).- O exército do Egito afirma ter inventado aparelhos para diagnosticar e curar o vírus HIV, causador da aids, um anúncio recebido com ceticismo pela comunidade científica e com surpresa pelas autoridades, que temem que o país passe vergonha.
 
Uma espécie de antena ligada a uma máquina que substitui o sangue contaminado por outro purificado parece ser a criação revolucionária descoberta pelos cientistas das Forças Armadas egípcias para acabar com vírus como o da hepatite C ou mesmo o HIV. As invenções foram anunciadas recentemente pelo general do exército egípcio Ibrahim Abdelati, em entrevista coletiva em que também participaram o presidente do país, Adly Mansour, e o chefe das Forças Armadas, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi.
 
No evento, foi exibido um vídeo com declarações de um antigo suposto soropositivo que tinha sido curado graças a revolucionária invenção. Sem explicar como funciona, um comunicado publicado na página do Facebook do porta-voz do exército, Ahmed Ali, afirma que este dispositivo duplo é capaz de "detectar e tratar" estes vírus "sem tomar qualquer amostra de sangue do paciente, com um baixo custo e resultados imediatos".
 
A nota assegura, além disso, que a porcentagem de sucesso deste aparelho, batizado como Dispositivo de Cura Completa (DCC), é de "mais de 90%" e que foi "a vontade de Deus" que quis que fosse o exército egípcio o autor dessa conquista médica. Abdelati anunciou em entrevista no canal de televisão egípcio "Sa'adah al Balad" que tinha recusado uma proposta internacional que oferecia US$ 2 bilhões para "esquecer" do dispositivo. Segundo o governo, o dispositivo foi registrado em nome do Corpo de Engenheiros das Forças Armadas e recebeu o sinal verde do Ministério da Saúde.
 
O Executivo egípcio já solicitou a patente em 2011 de um dispositivo similar destinado à detecção de drogas, explosivos e vírus como o da hepatite C. Este aparelho de diagnóstico está sendo desenvolvido por uma equipe que faz parte o hepatologista Gamal Shiha, que desde 2010 está testando o dispositivo e o apresentando em diferentes conferências científicas internacionais. "Este aparelho não tem nada a ver com o da cura (mostrado pelo exército), só serve para o diagnóstico", disse à Agência Efe Shiha, que acrescentou que "o que se disse sobre (o aparelho de) cura não tem qualquer base científica".
 
Shiha se nega a dar valor a algo "que foi apresentado em uma entrevista coletiva em vez de em uma conferência científica". Por outro lado, o conselheiro da presidência egípcia para Assuntos Científicos, Esam Hegy, confirmou em sua página no Facebook que o presidente Mansur ordenou que estas invenções fossem estudadas por comissões científicas especializadas internacionais para confirmar que o estudo e seus resultados são completos e seguros antes de sua aplicação. Ele acrescentou que o anúncio surpreendeu tanto Mansur quanto a Al Sisi, cuja presença na entrevista coletiva de apresentação do descobrimento "não significa que a apóiem".
 
Em declarações ao jornal "El Watan", o conselheiro destacou a "humilhação" que, segundo ele, "isto representa para o Egito dentro e fora do país, não sendo, além disso, a primeira vez que isto acontece".
 
Nas redes sociais o aparelho já é motivo de piadas entre os egípcios. Porém, independente disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Egito é o país do mundo com maior porcentagem de sua população afetada pelo vírus da hepatite C, com 22% de infectados.

EFE / R7

Cuidado no Carnaval! Bebida alcoólica pode provocar mau hálito

Álcool provoca descamação dos tecidos da boca
Álcool provoca a descamação dos tecidos da boca e traz o mau cheiro 
 
Uma das principais causas do mau hálito em época de Carnaval é o consumo de bebidas alcoólicas. O problema é que nem sempre a pessoa que bebeu percebe a alteração e, de acordo com o diretor da Sobrehali (Sociedade Brasileira de Halitose), Alênio Calil, uma dose já é suficiente para causar alteração no hálito.
 
— A bebida alcoólica aumenta a descamação dos tecidos da boca e isso alimenta as bactérias, que se acumulam principalmente na placa esbranquiçada que fica sobre a língua, chamada saburra, causando o mau hálito.
 
De acordo com Calil, uma boa solução para amenizar o problema durante as festas é intercalar água e bebida, assim o efeito do álcool na mucosa da boca é diminuído.O especialista ainda aconselha que os foliões higienizem bem a boca antes de irem pra folia.
 
— Ninguém quer estar com mau hálito na hora de beijar alguém, então o recomendado é que a pessoa faça uma higienização completa da boca antes de sair de casa. É preciso escovar os dentes, passar o fio dental e principalmente usar um limpador de língua.
 
R7

Rompante de raiva eleva risco de infarto e derrame, diz pesquisa

Reprodução / BBC
Indivíduos com temperamento explosivo correm maior risco
 de sofrer infarto ou derrame
Duas horas subsequentes a uma explosão são as de maior risco para a saúde 
 
Ter um ataque de raiva pode elevar o risco de sofrer um infarto ou um derrame, revela uma nova pesquisa.
 
Segundo os autores do estudo, rompantes de fúria podem funcionar como um "gatilho" para tais episódios.
 
Eles identificaram as duas horas subsequentes a uma explosão de cólera como as de maior risco para a saúde de um indivíduo.
 
Mas os cientistas responsáveis pelo estudo alegam que mais pesquisas são necessárias para entender como funciona essa conexão e descobrir se estratégias para desanuviar o estresse podem evitar tais complicações.
 
Pessoas que já tenham histórico de doenças cardíacas também apresentam maior risco de saúde caso passem por episódios de descontrole emocional, afirmou o estudo americano, publicado na revista científica European Heart Journal.
 
Nas duas horas imediatamente subsequentes ao ataque de raiva, o risco de uma parada cardíaca aumentou cinco vezes e o de derrame mais de três vezes, identificou o levantamento, baseado em nove pesquisas diferentes.
 
O estudo foi feito a partir da análise de dados de milhares de pessoas.
 
Temperamento explosivo
Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard afirmaram que o risco de um ataque de raiva na população comum é relativamente baixo — a chance de um indivíduo sofrer uma parada cardíaca atinge uma a cada 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular que tenham rompantes de fúria uma vez por mês.
 
Para pessoas com alto risco cardiovascular, o risco aumenta para quatro em cada 10 mil.
 
Mas, segundo pesquisadores, o risco é cumulativo, o que significa que indivíduos com temperamento explosivo têm chance maior de sofrer tais problemas.
 
Na avaliação da pesquisadora Elizabeth Mostofsky e sua equipe, responsáveis pelo estudo, cinco ataques de raiva podem resultar em 158 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular por ano, aumentando para 657 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com alto risco cardiovascular.
 
Segundo ela, "embora o risco de sofrer um ataque cardíaco após uma explosão de raiva é relativamente baixo, o risco pode acumular dependendo do número de episódios em que o indivíduo perca o controle".
 
Ainda não está claro, no entanto, por que a raiva pode ser perigosa — os pesquisadores destacam que os resultados não necessariamente indicam que a cólera causa problemas cardíacos e de circulação.
 
Especialistas já constataram que o estresse crônico pode provocar um ataque cardíaco parcialmente porque aumenta a pressão sanguínea, mas também porque muitas pessoas reagem de forma insalubre a crises de estresse — fumando ou bebendo muito álcool, por exemplo.
 
Os pesquisadores afirmaram que valeria a pena testar a eficácia de estratégias que evitem ou combatam o estresse, como ioga por exemplo.
 
Segundo Doireann Maddoc, da Fundação do Coração do Reino Unido, "não está claro o que causa esse efeito. Ele pode estar ligado a mudanças psicológicas que a raiva causa em nossos corpos, mas mais pesquisa é necessária para explorar a biologia por trás disso".
 
— A maneira como você lida com a raiva e o estresse também é importante. Aprender como relaxar pode ajudar a aliviar situações de alta pressão. Muitas pessoas acham que a atividade física pode ajudar a desanuviar após um dia estressante.

BBC Brasil / R7

Dietas globais semelhantes ameaçam segurança alimentar, diz estudo

A história da mandioca será contada no programa de sábado do Caminhos da Roça (Foto: Reprodução / EPTV)
Foto: Reprodução / EPTV
Mandioca é um dos alimentos tradicionais que vêm sendo
'esquecidos' diante de dieta mundialmente padronizada,
segundo estudo
Estudo mostrou padronização da alimentação mundial. Cientistas alertam que deve haver maior diversificação de alimentos
 
O aumento da similaridade nas dietas em todo o mundo é uma ameaça à saúde e à segurança alimentar, com muitas pessoas abandonando alimentos tradicionais em seus países, como mandioca, sorgo ou milheto, mostrou um estudo internacional nesta segunda-feira (3).
 
O relatório, que disse que detalhou pela primeira vez a convergência de safras no sentido de uma dieta universal em mais de 150 países desde 1960, mostrou aumento no consumo de alimentos como trigo, arroz, soja e girassol.
 
"Mais pessoas estão consumindo mais calorias, proteínas e gorduras, e eles confiam cada vez mais em uma lista das principais culturas alimentares... junto com carne e produtos lácteos", disse o líder do estudo do Centro Internacional de Agricultura Tropical na Colômbia, Colin Khoury, em um comunicado.
 
Tais dietas têm sido associadas a riscos de doenças cardíacas, câncer e diabetes, diz o estudo.
 
A dependência de um grupo menor de culturas alimentares também aumenta a vulnerabilidade a pragas e doenças.
 
No geral, as dietas se tornaram 36% mais semelhantes nos últimos 50 anos, considerando mudanças no consumo de mais de 50 safras para calorias e proteínas, segundo o estudo. A convergência "continua sem indicação de desaceleração", segundo o estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
 
O óleo de soja, óleo de girassol e de palma tornou-se parte da "oferta global de alimentos padrão" ao lado de culturas como o trigo, o arroz, o milho e a batata, mostrou o estudo. O aumento da renda nas economias emergentes significou um maior consumo de produtos como carnes e bebidas açucaradas, que são típicas das dietas ocidentais.
 
"Estamos vendo um aumento da obesidade e doenças do coração... da Nigéria até a China", disse Khoury à Reuters.
 
Mesmo assim, muitas dietas nacionais tornaram-se mais variadas.
 
"À medida que a dieta humana tornou-se menos diversificada em termos globais nos últimos 50 anos, muitos países, particularmente na África e na Ásia, têm, na verdade, ampliado seu cardápio de grandes culturas básicas, ao mudar para dietas mais globalizadas", disse um comunicado.
 
Os cientistas pedem por mais diversificação, inclusive de culturas que estão caindo de moda, tais como centeio, inhame ou mandioca, para reforçar a segurança alimentar. Apelam também para a preservação da diversidade genética em todas as culturas.
 
"A uniformidade genética significa mais vulnerabilidade a pragas e doenças", disse Khoury.
 
G1

Simulação de resgate usa robô que emite sinais vitais via wi-fi

robô simula sinais vitais - simulação de acidente em rodovia de Sorocaba (Foto: Natália de Oliveira/G1)
Foto: Natália de Oliveira/G1
Robô simula sinais vitais e envia dados via wi-fi
Equipamento representou vítima grave, que morreu no local do acidente. Operação foi realizada em rodovia movimentada em Sorocaba
 
Uma nova tecnologia está ajudando as equipes de resgate a melhorar o atendimento de urgência em caso de acidente. Um robô que consegue falar, simular e emitir os sinais vitais de um ser humano - como batimentos cardíacos e pressão arterial - com a máxima qualidade em precisão e realismo foi utilizado em uma simulação de resgate de um acidente de trânsito. O treinamento foi realizado na manhã desta quinta-feira (27) na rodovia Celso Charuri, em Sorocaba, a 100 quilômetros da Capital paulista.
 
Realizada pelo Corpo de Bombeiros e a CCR Via Oeste, concessionária que administra a rodovia, a simulação teve o objetivo de identificar falhas e aprimorar o atendimento às vítimas em acidentes de trânsito nas estradas da região. O robô representou uma vítima grave durante a simulação. Após capotar na rodovia, o carro caiu em um barranco e a "vítima" ficou presa às ferragens. A equipe de resgate precisou cortar o carro para a retirada.
 
Bombeiros e concessionária fazem simulação de acidente em rodovia em Sorocaba (Foto: Natália de Oliveira/G1)
Foto: Natália de Oliveira/G1
Simulação de acidente teve ajuda do helicóptero Águia
Durante o atendimento, a máquina apresentou sintomas que simulavam uma vítima real. Os sinais eram enviados em tempo real via wi-fi durante a operação por uma equipe médica do hospital Albert Eisntein, proprietária da tecnologia e que estava no local. Os sinais enviados representavam os sintomas da vítima, como hemorragia, fraturas, e outras situações. Conforme os procedimentos de emergência eram realizados, o quadro clínico do robô mudava.
 
Na  simulação, devido ao estado grave, a vítima-robô não resistiu aos ferimentos, mesmo com todo procedimento médico realizado pela equipe de resgate. Na situação simulada, o protótipo teria sofrido uma amputação da perna esquerda e teve uma parada cardiorrespiratória, morrendo no local.
 
O simulador é utilizado pelo Centro de Simulação Realística do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, para treinamento do corpo clínico e leigo, por meio de uma iniciativa inédita que tem como objetivo garantir a melhor aprendizagem dos profissionais, assim como reduzir o tempo de treinamento. De acordo com a coordenadora do projeto, Regina Kaneko, o robô pode ajudar a identificar erros durante o resgate de vítimas. "A tecnologia possibilita um treinamento como se fosse uma pessoa real sendo atendida. Nesse caso, erros não vão custar a vida de ninguém. É a hora de errar e aprender com esses erros", explica.
 
A empresa responsável por desenvolver a tecnologia é norueguesa e já distribuiu 45 robôs, como o utilizado no simulado desta quinta-feira, pelo Brasil. A tecnologia, que chega a custar até R$ 150 mil, visa educar a fim de salvar vidas. A técnica é a mesma utilizada pelo exército dos Estados Unidos, em situações de simulação de guerra. "Inclusive, o robô pode ter reações ao uso de drogas durante o atendimento como, por exemplo, morfinas. Fazendo com que o seu quadro varie durante o atendimento", explica.
 
Além do robô, 20 pessoas participaram da simulação, que envolveu um carro (onde estava o robô), um ônibus com estudantes e um motociclista. O acidente começou a partir de um caminhão que derrubou barris com substância tóxica na rodovia e fugiu. Os barris atingiram um motociclista, que teve fratura exposta, mas, por ter sido exposto ao produto perigoso, teve o atendimento um pouco mais demorado, já que a área em que estava foi isolada e a equipe de resgate precisou utilizar roupas especiais para o resgate.
 
robô simula sinais vitais - simulação de acidente em rodovia de Sorocaba (Foto: Natália de Oliveira/G1)
Foto: Natália de Oliveira/G1
Tecnologia que simula sinais vitais ajudou a aprimorar resgate
 
O ônibus e o carro, que seguiam atrás da moto, acabaram capotando e caíram em um barranco. Ao termino da simulação, que teve duração de uma hora e meia, quatro vítimas morreram, incluindo o robô, e o restante foi encaminhado ao hospital com ferimentos entre leves e graves. Lembrando que, apesar de uma simulação, o resgate foi realizado como se o acidente tivesse acontecido. Tanto que o helicóptero Águia da Polícia Militar participou da ação e ajudou no resgate das vítimas. A simulação chamou a atenção de quem passava pelo local e provocou congestionamento na região.
 
Ao termino da operação, o capitão do Corpo de Bombeiros, Ivan Luiz Godinho, admitiu que erros ocorreram durante o processo e que eles serão avaliados para que não ocorram em situações reais. "Houve uma demora na averiguação das vítimas, mas que será corrigida. Mas o objetivo era esse. Um teatro que nos ajuda a lidar com a vida real", finaliza.

G1

Sol, estresse e má alimentação são fatores que podem ativar o herpes

Foto: Reprodução
Herpes Zoster
Bem Estar explicou riscos da contaminação do vírus. Situações que enfraquecem a imunidade favorecem surgimento da lesão
 
Cerca de 90% das pessoas no mundo inteiro já tiveram contato com o vírus do herpes simples, mas apenas metade teve algum tipo de manifestação. O vírus, que pode causar lesões na boca ou na região inferior do corpo, pode ser transmitido através do contato até mesmo quando não há ferida aparente. O problema é que, depois de contrair o vírus, não dá mais para se livrar e ele vai aparecer em situações de baixa imunidade.
 
No Bem Estar os infectologistas Caio Rosenthal e Rosana Richtmann explicaram os tipos de vírus e deram dicas de como prevenir e evitar novas crises.
 
Para quem já tem herpes, existem alguns fatores que podem desencadeá-lo, como por exemplo, o sol, a má alimentação, o estresse, o sono ruim e a tristeza ou depressão. Todas essas situações geralmente enfraquecem o sistema imunológico, o que pode ativar o vírus e favorecer o surgimento das lesões. Para evitar o aparecimento das feridas, é fundamental, portanto, manter o sistema imunológico forte e também agir antes com o medicamento, o aciclovir.
 
É muito comum as pessoas esperarem as lesões aparecerem para aplicar a pomada, mas o princípio do remédio é inibir a replicação viral, ou seja, evitar que o vírus se multiplique. Por isso, aos primeiros sinais de comichão, coceira e aquecimento na boca, por exemplo, fase que dura de 6 a 48 horas até o aparecimento da ferida, é importante já aplicar a pomada ou tomar o remédio oral para inibir a ação do vírus, como alertou a infectologista Rosana Richtmann.
 
Herpes (Foto: Arte/G1)
 
Em caso de ferida, a médica explica ainda que é importante evitar alimentos ácidos, como laranja, limão, lima, abacaxi, pimenta e vinagre, que podem aumentar o desconforto e a dor.
 
A médica explica ainda que existem alguns alimentos que podem aumentar o risco de recorrência das lesões do herpes, como o chocolate.
 
Isso não significa, no entanto, que ele causa a ferida, é apenas uma especulação em relação ao assunto, como lembrou o infectologista Caio Rosenthal.
 
Vale ressaltar ainda que na primeira vez que o herpes aparece, a lesão vem com muito mais força porque pega o sistema imunológico despreparado. O vírus é uma ameaça que o corpo não conhece, portanto não consegue impedir e demora a se defender, deixando o organismo mais vulnerável.
 
Nas próximas infecções, o corpo se acostuma e consegue amenizar as lesões com uma defesa mais eficaz.
 
A dica, portanto, é procurar um médico imediatamente ao primeiro sinal de ferida de herpes para que o tratamento comece o quanto antes. 
 
Herpes zoster
Esse é um tipo mais raro de manifestação do herpes, que acontece quando há uma reativação do vírus da catapora, o varicella-zoster (VVZ).
 
Ou seja, após a catapora, esse vírus não é totalmente eliminado do corpo e fica em estado de latência, então quando a pessoa fica adulta, ela pode ter a eclosão do herpes zoster. 
 
Segundo os infectologistas, o vírus gosta de ficar nos gânglios nervosos paramedulares, que ficam nos dois lados do corpo, separados, paralelos à medula espinhal. É por isso que, ao se reativar, ele só aparece em uma metade do corpo. Geralmente, essa reativação acontece quando há algum fato importante, a pessoa está com a imunidade comprometida, teve algum corte ou machucado muito grande ou está passando por uma situação de estresse ou ansiedade muito intensa.
 
Foi o que aconteceu com o estudante Juliano Marchant, que começou a sentir dores em um momento delicado da vida. Como as dores se concentravam no lado direito da cabeça, ele abusou dos remédios para dor de cabeça por alguns dias, desconfiado que era só resultado da sobrecarga, mas não conseguiu controlar o problema. Foi só depois que descobriram que o que ele tinha, na verdade, era herpes zoster, como mostrou a reportagem da Vanessa Felippe, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
 
Bem Estar

Empresa francesa é especializada em fabricar doces e bolachas com insetos

Macarons, doce que é popular na França, é oferecido por empresa do país com insetos (Foto: Regis Duvignau/Reuters)
Foto: Regis Duvignau/Reuters
Macarons, doce que é popular na França, é oferecido por
empresa do país com insetos
Consumo de insetos foi recomendado por agência das Nações Unidas. Insetos podem ser encontrados desidratados ou ainda na versão farinha
 
O consumo de insetos na alimentação humana, aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e recomendado em relatório publicado em 2013, é levado a sério pela empresa Micronutris, sediada em Saint Orens de Gameville, na França.

A companhia, que se autodenomina como a única da Europa a produzir insetos para o consumo humano, se especializou em “fabricar” as iguarias para serem ofertadas vivas, desidratadas ou ainda na versão farinha.
 
Em imagens feitas pela agência Reuters é possível ver que a empresa comercializa macarons, um doce bastante popular na França, com insetos sortidos enfeitando a cobertura. Além disso, a Micronutris oferece também biscoitos feitos com insetos.
 
A recomendação da ONU pelo consumo de insetos se dá pela grande quantidade de proteínas encontrada nestes animais. Segundo o órgão, insetos são alimentos ricos em nutrientes, de baixo custo, ecológico e "delicioso".
 
Biscoitos sortidos feitos a base de insetos também são oferecidos pela fabricante francesa (Foto: Regis Duvignau/Reuters)
Foto: Regis Duvignau/Reuters
Biscoitos sortidos feitos a base de insetos também são oferecidos pela fabricante francesa
 
Dois bilhões de pessoas em culturas tradicionais já comem insetos, mas o potencial de consumo é muito maior, considera a agência. Seu consumo, chamado de entomofagia, já é difundido entre culturas tradicionais em regiões da África, Ásia e América Latina
 
Funcionário da Micronutris, na França, observa criadouro de insetos voltados para o consumo humano (Foto: Regis Duvignau/Reuters)
Foto: Regis Duvignau/Reuters
Funcionário da Micronutris, na França, observa criadouro de insetos voltados para o consumo humano
 
A agência da ONU enumera os benefícios da produção de insetos em larga escala: são necessários 2 kg de ração para produzir 1 kg de insetos, enquanto o gado requer 8 kg de alimento para produzir 1 kg de carne.
 
G1

Médicos conectam 'perna' em braço em cirurgia para extrair tumor

Foto: BBC
Tecido muscular foi mantido vivo para depois ser reimplantado em bacia. A operação pioneira na Grã-Bretanha durou 18 horas
 
Médicos britânicos mantiveram parte de uma perna amputada "viva" conectando-a ao braço do paciente para depois reimplantá-la junto a sua bacia.
 
A operação durou 18 horas e foi a primeira deste tipo na Grã-Bretanha.
 
O paciente, Ian McGregor, tinha um grande tumor agressivo, que se espalhou da bacia para a coxa. Há dez anos que os médicos vinham tentando, sem sucesso, tratar este câncer.
 
Agora, com a perna amputada e o tumor extraído, o paciente, de 59 anos, está se recuperando.
 
Da perna ao braço
Os médicos do hospital, em Newcastle, temiam que, depois de retirar todo o tumor, não haveria tecido o bastante para fechar novamente a perna de McGregor.
 
Então, a equipe teve a ideia de remover a parte de baixo da perna, exceto os ossos, e ligar estes músculos ao antebraço para manter o fluxo de sangue nestes músculos.
 
 
Depois de remover a perna e o tumor, os médicos desconectaram, do antebraço, os músculos da panturrilha e usaram o tecido para reparar a área de onde o tumor tinha sido removido.
 
A cirurgia, de 18 horas, ocorreu em agosto de 2013.
 
Ian McGregor afirmou que, quando os médicos descreveram como seria o procedimento, ele achou que era "coisa de Star Trek".
 
"Não podia imaginar o que eles estavam me explicando, como eles fariam e se eu iria acordar depois da operação", disse.
 
McGregor afirma que, por causa do câncer, sentia dores 24 horas por dia e o que os médicos conseguiram com o procedimento foi "incrível".
 
"Você não consegue descrever a sensação, você pensa que está prestes a morrer e então você acorda e pensa, uau, estou aqui. É uma sensação maravilhosa", disse.
 
Os especialistas no Hospital de Newcastle acreditam que esta pode ter sido a primeira operação deste tipo realizada em todo o mundo.
 
Segundo a oncologista da equipe, Shona Murray, a recuperação de McGregor é boa.
 
"Física e psicologicamente, ele está surpreedentemente bem. E, por enquanto, está livre do tumor", disse.
 
McGregor vai receber uma prótese para a perna.
 
A equipe médica agora planeja publicar os detalhes da cirurgia em revistas especializadas.

iG

Médico cria projeto 'Orelhas do Samba' para operar crianças com orelha de abano

Maria Fernanda Ziegler / iG
Felicidade: Davi, Luany e Bruno serão os próximos a participar
do projeto Orelhas do Samba
Objetivo do cirurgião plástico é atender crianças da escola de samba Vila Maria, na zona norte de São Paulo
 
A mãe de Pedro Otávio estava preocupada. O menino de oito anos estava muito agressivo. Ela chegou até a conseguir um laudo do psicólogo da igreja informando que o motivo de tanta agressividade tinha relação com as piadinhas feitas por amigos do colégio por causa das orelhas de abano.
 
Mas foi só um parente, que frequenta a Escola de Samba Unidos de Vila Maria, na zona Norte de São Paulo, contar que um médico estava fazendo operações de graça que Lucileia Santos, mãe de Pedro,, foi imediatamente tentar resolver o problema do filho. Após fazer exames e marcar a cirurgia, foram necessárias três horas na sala de operação para que Pedro Otávio pudesse ver o fim de tantas piadas e xingamentos.
 
“Ele sofria muito. Assim que soubemos desta oportunidade fomos logo falar com o pessoal da escola de samba. Agora ele está muito mais feliz e confiante”, disse Lucileia.
 
O menino foi o primeiro a participar do projeto “Orelhas do Samba”, criado pelo cirurgião plástico Mauro Speranzini. O médico tem como meta fazer uma operação de orelha de abano por mês, inteiramente grátis. “Todo o meu estudo foi gratuito. Eu quero ajudar com algo que eu sei que faço bem e que vai dar qualidade de vida a estas crianças”, disse.
 
Agora Luany Cravito, de oito anos, Davi Duarte, 12, e Bruno Silva, 11, aguardam a finalização dos exames pré-operatórios e agendar a cirurgia. Assim, finalmente, as piadinhas desagradáveis relacionadas com orelhas de abano das crianças vão ser coisa do passado.
 
A menina comprida, sorridente e de voz tranquila chegou a se recusar a ir à escola por causa das brincadeiras que tinha que aturar durante o transporte escolar. “Ficavam me xingando, me chamando de orelhuda”, diz Luany baixinho, mostrando timidez.
 
O mesmo problema acontece com Davi. O menino fã de funk ostentação gosta de usar cordão dourado, mas foge dos brincos muito comuns nas orelhas de seus ídolos. A recusa evita que os comentários aumentem.
 
Ele mora no Sacomã e soube do projeto quando a família foi visitar avó que mora perto da Escola de samba. “Quando me falaram da operação perguntaram se eu queria levar o Davi para o psicólogo para então falarmos da cirurgia. Não tive dúvidas. Perguntei para ele se ele queria deixar de ser orelhudo. Davi concordou na hora. Nem precisou de psicólogo”, disse, Lenita Duarte, mãe de Davi.
 
Já para Bruno, o maior problema era aguentar as brincadeiras dos amigos do futebol. Ele joga no campo ao lado da escola de samba e prefere nem repetir as piadinhas que ouve todos os dias.
 
“Ele vivia me perguntando se eu sabia o motivo de ele ter orelhas de abano”, conta, Jussara Silva, 30 anos, mãe de Bruno. De acordo com Speranzini, o formato é uma característica física que se dá por condição genética. As orelhas de abano ocorrem em 5 % das pessoas.
 
Speranzini conta que, por serem consideradas estéticas, as cirurgias de orelha de abano raramente são feitas pelo SUS ou pelos convênios. Elas custam entre R$ 7 mil e R$ 10 mil dependendo de cada caso. “Normalmente as pessoas acabam fazendo esta cirurgia no fim da adolescência ou na fase adulta, quando têm independência financeira. Mas é a partir dos seis anos, a melhor época para operá-las, por isso o projeto é voltado para crianças. Pode parecer besteira, mas estas crianças sofrem mesmo. Têm alteração de comportamento e sofrem bullying bem na época onde elas estão formando a personalidade”, disse o médico.
 
Speranzini vai usar o tempo livre para fazer as operações na própria clínica que leva o seu nome. “Conto com a ajuda da Vila Maria para escolher as crianças, o Rotary dá os exames pré-operatórios, como hemograma completo e ecocardiograma. Falei com alguns fornecedores de material cirúrgico, como doar gaze, seringa, agulha e fio de sutura, e outro dia chegou uma caixa na minha clínica. Eu dou o meu tempo”, disse.

iG

Automedicação pode trazer sérios riscos à saúde

Foto: Reprodução
Se você está com dor de cabeça e logo pensa em comprar aquele remédio indicado pelo vizinho, sem falar com o médico, leia o que temos a dizer hoje.
 
Essa prática é comum e perigosa. Ouvir a experiência do amigo ou somente ler a bula não basta. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, quase 35 mil pessoas sofreram este tipo de intoxicação em 2007, sendo que 90 morreram. Os medicamentos fazem parte da prescrição de um tratamento e precisam ser indicados pelo médico.
 
Há décadas, o Ministério da Saúde divulga a orientação “Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”, após as propagandas dos laboratórios farmacêuticos. Um encaminhamento completamente equivocado, segundo a Associação Paulista de Medicina. Na tentativa de corrigir este equívoco, o projeto de lei 328/06, que tramita no Senado, propõe a substituição da referida frase por “Antes de consumir qualquer medicamento, consulte um médico”.
 
Os médicos reivindicam medidas no sentido de conscientizar o público leigo sobre a gravidade do hábito e chamar o poder público para implantar políticas que coíbam a prática. “Os pacientes precisam saber que todo remédio tem um risco”, pondera Álvaro Atallah, diretor da APM e professor titular de Medicina Baseada em Evidências da Unifesp.
 
Os riscos são inúmeros, com destaque para o mascaramento do quadro clínico e o consequente diagnóstico equivocado ou tardio. Em ambos os casos, há retardo no tratamento correto, o que pode desencadear uma série de complicações. Outros problemas são interação medicamentosa, alergias e dosagem e administração inadequadas – tanto em quantidades baixas, que podem promover a resistência bacteriana, por exemplo, quanto em quantidades altas, que acarretam efeitos colaterais.
 
Além disso, a automedicação traz prejuízos econômicos, já que a pessoa paga pelos produtos errados e depois terá de custear o tratamento. Sem contar que o sistema de saúde arca com a solução de problemas já avançados pelo retardo do diagnóstico.
 
Dosagem excessiva de paracetamol, encontrado em alguns remédios para gripe, é um dos exemplos que precisam de cautela. “Nos Estados Unidos, essa é a causa mais comum de necrose fulminante do fígado, pois há antigripais cuja indicação é tomar dois comprimidos de uma vez. Depois disso, se tiver febre, a pessoa vai tomar um antitérmico, e tem que repetir o processo de oito em oito horas. Isso ultrapassa o limite de segurança e sobrecarrega o fígado”, ressalta Ernani Pinto, antigo diretor da Sociedade Brasileira de Toxicologia e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.
 
“Ácido acetilsalicílico (AAS) causa úlceras e outros problemas de estômago; e descobriu-se que vitaminas receitadas indiscriminadamente para prevenir enfarte podem causar câncer”, exemplifica Atallah.
 
Anthony Wong, Coordenador do Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, afirma que até substâncias fitoterápicas, se usadas de forma errada, podem ser prejudiciais. É o caso do Hipérico, base da Erva de São João, que é um ótimo antidepressivo natural, mas que diminui os efeitos de anticoncepcionais e anti-HIV, além de cortar em até 60% a atuação de drogas para diminuição da rejeição de órgãos.
 
Por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o Ministério da Saúde vem tomando medidas para restringir a propaganda e tentar regular o comércio de medicamentos sem prescrição. O Congresso Nacional discute o projeto de lei 7029/06, que obriga os fabricantes a produzirem medicamentos em embalagens fracionáveis, outra medida positiva para que os pacientes possam comprar somente a quantidade necessária, evitando o armazenamento e posterior consumo de remédios.

Universo Jatobá

No Carnaval, doença do beijo se espalha e atrapalha a folia

Foto: Reprodução
A doença atinge mais adolescentes e jovens, entre 15 e 25
 anos, que aproveitam o Carnaval para beijar
Transmitido por saliva, vírus tem sintomas que como febre, tosse e dor na garganta
 
Rio - Para muitos foliões, o beijo na boca é parte inseparável da festa mais calorosa do ano. Mas é justamente ele que, no Carnaval, abre as portas e aumenta o raio de transmissão da mononucleose, conhecida pelo nome de guerra de “doença do beijo”.
 
O mal é inoculado pelo vírus Epstein-Baar e é transmitido no contato com saliva contaminada. O tempo de incubação é de até 45 dias após a exposição. Isso significa que, até lá, os sintomas podem nem aparecer.
 
Segundo a infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Eliane Iokote, o diagnóstico é frequentemente confundido com o de outras viroses, pois os sintomas gerais são semelhantes. Febre, tosse, dor na garganta e no corpo, gânglios no pescoço e manchas avermelhadas na pele são os mais comuns que aparecem.
 
A enfermidade atinge mais os jovens e adolescentes, entre 15 e 25 anos, que estão tendo suas primeiras experiências amorosas. “Depois que temos contato com o vírus pela primeira vez, quando novos, o corpo cria uma memória imunológica que impede que tenhamos a doença novamente, depois de velhos”, diz Eliane.
 
A especialista diz que a maioria das pessoas já tive a doença do beijo e não ficou sabendo. “A distância entre o contato com o vírus e o surgimento dos sintomas faz com que seja difícil afirmar se era mononucleose ou outra virose”, explica a especialista.
                      
Para um diagnóstico preciso, são necessárias informações como os lugares frequentados nos últimos dias, o dia em que surgiram os incômodos e se o paciente esteve em contato com pessoas que estavam doentes.
 
O tratamento é prescrito pelo clínico dependendo do quadro do paciente. “Costumamos tratar apenas dos efeitos da virose, e para isso usamos o que chamamos de medicação sintomática. Na maioria das vezes, analgésicos e antitérmicos”, diz.
                      
Apesar do beijo representar a atitude mais decisiva para o aumento de casos durante o Carnaval, conversar com o rosto próximo ao da outra pessoa também favorece a transmissão. “Uma gota de saliva já é o suficiente”, afirma Eliane. Para se prevenir, o folião precisaria não beijar pessoas com o problema, mas ela alerta para a dificuldade de identificar possíveis portadores.
 
“A doença pode estar em fase assintomática, e assim, fica impossível diferenciar quem tem o vírus”, afirma.
 
O Dia